África Acima, de Gonçalo Cadilhe




Edição/reimpressão: 2007

Páginas: 234
Editor: Oficina do Livro

 "A magia de África nas palavras do autor de Planisfério Pessoal.


 África Acima recolhe crónicas semanais que Gonçalo Cadilhe foi escrevendo e publicando no jornal Expresso ao longo de vários meses. Como é seu hábito, Gonçalo Cadilhe recusou o transporte aéreo. Em autocarros e comboios, em balsas e bicicletas de ocasião, à boleia em camiões ou a pé com a mochila às costas, o viajante atravessou África desde o cabo da Boa Esperança, no extremo Sul, até ao Estreito de Gibraltar, no extremo Norte. Oito meses, quinze países, 27 000 quilómetros e 50 000 palavras resultaram num livro sincero e deslumbrado, em que as amizades, o humor, a tolerância e a humildade conseguem vencer a miséria, a corrupção, as estradas desfeitas e o calor brutal de uma viagem épica por um continente impressionante. Na sua mais recente viagem, Gonçalo Cadilhe redescobre a magia e os mistérios de uma África que continua a fascinar os grandes viajantes.


Excerto«Começo hoje uma longa e imprevisível travessia do continente africano, um devaneio orientado por um simples objectivo: regressar a casa. É este o meu projecto: atravessar África. Prosseguir do Sul para o Norte utilizando as estradas do continente, recorrendo aos transportes públicos, aos autocarros maltratados pelos anos, aos comboios que ainda andam, pedindo boleia, viajando com as pessoas da terra - em terra onde estiver, farei como vir fazer. Excluo o transporte aéreo, voar sobre África não é viajar por África. Aliás, voar não é viajar.» "




Como é explicado em cima, o livro de Gonçado Candilhe resulta de uma colectânea de crónicas publicadas pelo Jornal Expresso ao longo da sua epopeia pessoal pelo continente africano. Não sendo um grande livro, resulta de pequenos momentos de descontração e reflexão pessoal. Acima de tudo, o autor ultrapassa a dinâmica da complexidade da viagem em si, tornando-se num contador de histórias. Para todos os que gostavam de cometer a loucura de colocar mochila às costas e partir sem destino, África Acima revela-se uma tentação e leva-nos para bem longe, colocando-nos em locais inesquecíveis.

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