Vinho Mágico, de Joanne Harris


Edição/reimpressão: 2000
Páginas: 296
Editor: Edições Asa

 Quando aos 14 anos finalizei Chocolate de Joanne Harris, fiquei a gostar bastante do estilo literário dela, o que me levou a adquirir uma série de outros livros da sua autoria. Com os tempos vi-me a cansada do crescente lado negro que ela foi adicionando a cada obra, assim como de uma certa repetição narrativa. No entanto há pelo menos 4 livros que continuo a gostar bastante, e os quais releio de tempos a tempos. Um deles é Vinho Mágico.


Apesar de algo irreverente, a história deste livro é contado por uma garrafa de “Fleurie 1962”, uma garrafa de vinho com sabor a amora. Todos os acontecimentos desenrolam-se em volta de Jay Mackintosh, um escritor de sucesso com apenas um livro publicado. Esse mesmo livro retratava acontecimentos dos verões da sua infância, onde Jay conhecera um senhor invulgar que o levara a descobrir novas filosofias de vida e novas maneiras de combater o inevitável. No entanto, esse senhor desaparece um dia sem deixar rasto. Na tentativa de recriar o sonho de infância de que nunca desistiu, Jay parte para uma pequena aldeia, Lansquenet, onde conhece Marise; uma viúva que vive sozinha com a filha muda e esconde um grande segredo. A sua estadia em Lansquenet será sempre repleta de memórias e da “assombração” de Joseph Cox, o seu velho amigo. Na falhada tentativa de obter um retiro para escrever um novo livro brilhante, Jay Mackintosh, acompanhado de uma mochila, uma máquina de escrever e dos “Especiais” (vinhos feitos com fruta pelo seu amigo de infância) vai acabar por perceber que Marise não é apenas uma mulher reservada e que nem sempre a sociedade e as pessoas são tão justas e dignas como se dizem ser.

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