Delirium, de Lauren Oliver


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 448
Editor: HODDER & STOUGHTON GENERAL DIVISION


"Lena vem de um mundo onde o amor é considerado uma doença- Um mundo onde todos os adultos de 18 anos se submetem a uma operação cirúrgica. A alguns meses de realizar a sua própria Cura, Lena faz uma descoberta inesperada...Alex. Mas como levar avante e compreender os efeitos do amor, nunca antes expressos no Livro dos Shhh, se nem pode falar abertamente sobre o que sente? Ou se tudo lhe parece confuso e simultaneamente certo e errado? "

Rating: 4/5


Comentário:

Delirium foi uma surpresa. Quem me levou a conhecer este livro foi a Catarina, embora não tendo entrado com muitos pormenores, de modo que inicialmente esperava algo diferente. Esperava encontrar o debate e a discussão interna das pessoas. De quem se quer submeter à cirurgia e de quem a recusa. No entanto, vamos encontrar o decorrer da história numa fase temporal muito mais avançada do que aquela que permitiria estes devaneios, dado que todo o processo já é assumido como absoluto e obrigatório e nos vemos de repente implantados num mundo distópico e ditador.

De qualquer forma, e tirando toda a construção e caracterização do cenário envolvente algo esperada, são as suas personagens que atribuem outra dimensão à narrativa. Todos nós nos apaixonamos e passamos por todos os sintomas do amor. Mas quantos de nós pensam em todas as reacções físicas e emocionais que são causadas por esse efeito? Lena luta contra os outros, mas especialmente contra si, tentando descortinar o que é errado e o que é certo. Até que ponto a dor pode ser pior que a indiferença, até que ponto a nossa vida deve ser maquinada para actuar segundo um sistema aparentemente perfeito mas com estruturas corroídas (e pérfidas)? Até que ponto o amor que a mãe lhe dava às escondidas, antes de se suicidar, pode ser errado?

Gostei e fico ansiosamente à espera do próximo, que sai em Março de 2012.


P.S- Ainda não foi editado em português, mas faço figas para que esteja para breve.