Eternamente na mesinha de cabeceira

Todos nós temos livros que estão eternamente à nossa espera. Estes livros tem muitas proveniências, muitas origens. São aqueles livros que compramos porque estavam na moda ou porque até queríamos ler mas que entretanto ficaram para trás à medida que livros mais recentes ou com mais interesse nos chegaram às mãos.
Estes livros ocupam espaço nas nossas mesinhas de cabeceira, nas nossas estantes e na nossa consciência. E sempre que olhamos para eles, eles lembram-nos que ainda os temos que ler, que prometemos que os iríamos ler.
Mas há sempre um outro livro que lhes passa a frente, outro livro que é mais importante ler, que é mais interessante, que é mais urgente. E estes livros vão ficando cada vez mais esquecidos e cada vez mais empoeirados e nós prometemos mais uma vez que os vamos ler, mas vamos mesmo. Só não agora, definitivamente só depois daquele que estamos a ler agora, ou talvez depois daqueles que trouxemos da biblioteca e primeiro ainda há aqueles que os amigos nos emprestaram.
Estes livros esquecidos que ficam a ganhar pó são por vezes do mais diferente que há, clássicos misturados com literatura moderna e um livro de fantasia ou uma auto-biografia que alguém nos aconselhou, ou até deu, e que nunca mais pegamos.
Devo confessar que tenho alguns livros assim, uns não é que não queira ler, simplesmente acabei por perder o interesse, estão a meio marcados com marcadores como se fossem cicatrizes na pele. Outros nem sequer os abri. Uns são livros que comprei, outros são livros que me deram. Uns são de autores que gosto mas que não deviam estar no seu melhor momento quando escreveram aquele livro em particular, outros são de autores que não conheço.
São assim um peso constante na minha estante e na minha consciência sempre que acabo por ler outro livro antes de os ler a eles. Um livro mais recente, um livro que vai esperar menos tempo ou que até nem espera tempo algum.
A modo de confissão devo dizer que alguns dos que tenho na minha infinita lista de espera, e que estão eternamente na minha mesinha de cabeceira, são A Cruzada de Robin Young, Saber Estar de Vicky Fernandes e A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusa.
E agora a pergunta fica para os nossos leitores, que livros estão eternamente à espera na vossa mesinha de cabeceira?

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