O Livro das Coisas Perdidas de John Connolly

O Livro das Coisas Perdidas
de John Connolly
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 304
Editor: Bertrand Editora 
Resumo:
 Quando David, um menino de doze anos, se refugia do seu sofrimento nos mitos e contos de fadas de que a sua mãe, agora morta, tanto gostava, percebe que o mundo real e a fantasia se confundem. É então que começam a acontecer coisas más. E chega o Corcunda. David é violentamente impelido para uma terra habitada por heróis, lobos e monstros, cujo rei guarda os seus segredos num livro lendário… O Livro das Coisas Perdidas.
Rating: 3,5/5
Comentário:
Tudo aquilo que conseguires imaginar é real.
Li este livro em Fevereiro de 2011 e na altura escrevi um comentário ao mesmo no meu blog pessoal porque este livro assombrou-me. Foi um daqueles livros que não me deixou dormir descansada enquanto não o acabei e me deixou um vazio no coração quando finalmente o pus na estante. Esta na prateleira dos livros "Bons mas esquisitos" uma prateleira muito peculiar e que não tem tantos livros quanto isso. Normalmente se é esquisito é raro ser bom, no caso dos meus livros pelo menos.
Este livro acaba por ser um pouco história original um pouco re-contar de contos de fadas e é a história de um rapaz que se torna irmão e que odeia a situação veementemente. Para fugir a esta história que não considera sua, refugia-se nos livros e em particular nos contos de fadas, no entanto os contos que encontram são fora do comum e acabam por o levar a uma terra mágica onde nada é o que parece.
Ao longo do livro seguimos David e vê-mo-lo crescer diante dos nossos olhos. A história é por vezes sofrida e deixa-nos a pensar mas é um bom livro que recomendo para pessoas de estômago forte. Recomendo para um escalão juvenil mais elevado, assim na casa dos 15, 16 anos principalmente se ainda gostarem deste género de histórias.
Para concluir aqui fica aqui um pouco do que escrevi no meu blog pessoal:
"Hoje acabei de ler o livro "O Livro das Coisas Perdidas". Apesar de ter cenas que me bem me assustaram (porque como sabem, sou susceptível a determinadas coisas, como distorção de contos de fadas...), acho que o livro está muito bom. Tive partes em que me arrepiei, já não dizia isso de um livro há muito tempo!
Houve duas cenas que me tocaram especialmente, uma sobre uma menina e de como ela tinha morrido. Juro que pude sentir a dor dela e outra foi uma frase dita pelo personagem principal já perto do fim.
A frase era algo como, "Tu não és um pesadelo meu, eras um pesadelo dele e ao mata-lo, mataste-te a ti próprio!", o que se formos a ver é a maior das verdades, os pesadelos dos outros não nos podem atingir, podem derrota-los e deita-los por terra, podem até pisa-los e destrui-los mas a nós, a nós não nos tocam. O que nos toca a nós são os nossos próprios temores, os nossos próprios medos. Ler e escrever ajudam-me a enfrentar os meus medos..."

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