A Sexta Mulher de Suzannah Dunn

A Sexta Mulher 
de Suzannah Dunn 
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 274
Editor: Quinta Essência
Resumo:  
Amor, paixão e intriga na corte dos Tudor! 
Inteligente e generosa, Katherine Parr, a sexta e última mulher de Henrique VIII, sobreviveu a quatro difíceis anos de casamento. Mas quando o ambicioso e atraente Thomas Seymour conquista o seu coração, poucos meses após a morte do velho e cruel rei, a sua união apressada vai determinar o destino de Kate de uma forma que ninguém esperaria.
Catherine, duquesa de Suffolk, e a melhor amiga de Kate, é a testemunha privilegiada do amor tardio da rainha viúva. Mas, apesar dos seus receios em relação ao novo marido de Kate, a pouco e pouco torna-se óbvio que também ela esconde uma história negra. E se Thomas é capaz de trair a mulher pelo poder, a fria e calculista Cathy é capaz de trair a melhor amiga por amor.
Numa época em que a mínima indiscrição podia significar prisão e, até, a morte, a nova vida de Katherine Parr decorre longe de olhares indiscretos, entre os que mais a amam - mas até que ponto esse amor a poderá proteger da mais cruel das traições? 

Rating: 2/5



Comentário: Como uma amante de história, a possibilidade de conhecer mais sobre os Tudor foi o que inicialmente me seduziu para ler este livro. Tinha uma capa atractiva, parecia mimoso e quando chegou até mim foi inevitável lê-lo. 
Na verdade, muito se ouve falar de Henrique VIII, da primeira mulher Catarina, da Ana Bolena..., mas sobre as outras mulheres parece sempre haver um esquecimento e umas brumas de encobrimento nas quais se perde a importância do momento histórico, provavelmente devido ao facto de terem precedido mulheres com tanta garra e polémica em sua volta.
Por esse mesmo motivo fiquei algo desiludida com o seguimento do livro, dado que a temática é só levemente abordada ao longo de toda a história. Contado sempre na perspectiva de Catherine, amiga de Kate (a sexta mulher) existe um vazio inócuo associado à maioria da narrativa (já que existem muitas interrupções temporais durante as quais nada acontece e pouco se sabe de qualquer uma das personagens); o que por sua vez não me conseguiu prender. É sem dúvida uma obra de romance, mas salvo raras referências, poder-se-ia ter passado na actualidade ou em qualquer outro momento histórico. Nunca chegamos a perceber o que realmente sente Kate, qual foi a sua vida e o motivo pelo qual as coisas nem sempre lhe correram de feição.
Depois, a personagem principal não é fácil. A própria autora admitiu numa entrevista que pode ser consultada no final do livro que a sua personagem principal a irritava e como tal, faço-lhe uma vénia por isso porque é um trabalho bastante exigente por parte de um escritor, mas acho que em parte ela deixou transparecer esse sentimento para quem a lê. Ou a personagem tem uma personalidade mesmo insuportável e tornou difícil que me rendesse ao seu chamamento.
Provavelmente por causa disso, não me senti cativada ou envolvida no enredo e não me afeiçoei a nenhuma das personagens. Espera algo completamente diferente, atendendo à sinopse, e talvez por isso não tenha sido capaz de recebê-lo de melhor forma.

Ainda assim, a escrita é bastante fluída e o livro lê-se rapidamente numa tarde, para quem lhe quiser dar uma hipótese. Se tiverem uma opinião diferente, venham cá contá-la depois!

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