A Casa dos Sonhos, de Liz Fenwick

A Casa dos Sonhos
de Liz Fenwick
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 432
Editor: Quinta Essência
Resumo:
Poderá uma casa sarar um coração destroçado?
Quando a artista Maddie herda uma casa na Cornualha, logo após a morte do marido, ela espera que isso seja o novo começo de que ela e enteada Hannah precisam desesperadamente.
Trevenen é linda, mas negligenciada, uma casa rica em história. Maddie está encantada com ela e determinada a saber o máximo sobre o seu passado. Quando descobre as histórias das gerações de mulheres que viveram lá antes, Maddie começa a sentir que a sua vida está de alguma forma ligada àquelas paredes.
Mas o sonho de Maddie de uma vida tranquila no campo está muito longe da realidade que enfrenta. Ainda a lutar com a sua dor e com Hannah, Maddie é incapaz de encontrar inspiração para a sua pintura e percebe que pode enfrentar a perspectiva de ter de vender Trevenen, agora que começou a amá-la.
E enquanto Maddie e Hannah desvendam o passado de Trevenen, a casa revela segredos que ficaram ocultos durante gerações.
Um livro maravilhoso cheio de romance e mistério.

Rating: 2,5/5

Comentário:
Gosto de livros com mistérios! Adoro livros com histórias em duas linhas tempo, como acho que já referi, gosto da maneira como os escritores conseguem interligar ambas as linhas tempo fazendo com que estas quase se toquem sem efectivamente se tocarem. É preciso um certo cuidado para conseguir que tudo fique na proporção certa. 
Eu e este livro não nos entendemos muito bem. Houve algo que faltou para mim, nem sei bem o quê ao certo, creio que foi o grande potencial que ficou por explorar. A casa, Tervenen, tinha tantos quartos e tantas possibilidades que creio que a acção escolhida por Fenwick, apesar de ter sido original, ficou um pouco aquém do impacto que podia ter causado.
Isso aliado a um pára e arranca que me lembrou o IC19 em hora de ponta, tornou a leitura do livro muito mais complicada. O enredo podia ter sido melhor explorado embora as personagens tenham, na sua maioria, uma vida muito própria e realista que segura a história.
Mesmo assim, a personagem de Hannah foi a mais mal trabalhada na minha opinião. Apesar de ter as suas manias de adolescente, chega a ser um pouco confuso, pois tanto está a insultar a madrasta como na linha seguinte já está preocupada com a mesma. Para mim foi bastante confuso, apesar de perceber que a autora quis mostrar que Hannah estava magoada com toda a situação, deu-lhe uma pseudo-raiva que tanto está instalada como adormecida que confunde o leitor. Se Hannah fosse uma jovem de doze anos, se ela fosse mais nova do que aquilo que na realidade é, talvez fosse compreensível pois podíamos dizer que era pequena e não sabia bem o que sentir. Contudo, Hannah é mais velha e a certa altura os seus ataques de raiva apenas acabaram por me irritar e levar Maddie a um desespero profundo.
Depois de Hannah, outra das coisas que mais me aborreceu no livro, foi a sensação que algo estava prestes a acontecer para logo a seguir termos o tapete puxado debaixo dos pés e, infelizmente, foi algo que aconteceu mais que uma vez. O leitor tem a sensação que subitamente algo fabuloso e completamente inesperado vai acontecer apenas para algo se por na frente e a história dar dois passos para trás, como se Fenwick quisesse transmitir realismo para o livro a toda a força. 
Na vida real nada é linear, as pessoas levam o seu tempo a juntarem, levam o seu tempo a recuperar e levam o seu tempo a viver e a tomar decisões. Um livro, contudo, deve ser mais rápido, especialmente se não tiver sequelas, há várias maneiras de fazer o tempo passar, que não são de todo desconhecidas de Fenwick, e que ajudam a manter a acção interessante. Creio que um uso melhor das mesmas poderia ter encurtado o livro sem se perder partes da história.
Gostaria também de dizer que o que nos mantém interessados, apesar do passo lento da história, é a escrita da autora. É uma escrita leve e fluída que nos faz abrir os olhos admirados ao ver que já lemos vinte páginas sem nos apercebermos. Deixo aqui um aviso para quem gosta de ler devagar, tenham cuidado que a escrita de Fenwick engana! Terão muita dificuldade em ler este livro devagarinho.
Foi uma leitura agradável mas devo confessar que já li melhor, assim sendo dou-lhe um dois e meio, em grande parte pela escrita tão agradável da autora e não tanto pelo enredo.

2 leitores reagiram:

  1. oh, eu tinha tão boas expectativas em relação a este livro...

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  2. acabei de o ler ontem e sinceramente é um livro sem nada de especial :/ não me cativou em nada!

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