Romance na Toscana, de Elizabeth Adler

Romance na Toscana
de Elizabeth Adler

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 336
Editor: Quinta Essência
Resumo:
Sinta a magia do Verão na Toscana neste fantástico romance
Gemma Jericho é uma médica nova-iorquina a braços com uma filha adolescente que não lhe dá um minuto de descanso e uma mão que se preocupa com o facto de ela não ter vida própria. Por isso, quando a mãe, Nonna, recebe uma carta informando-a de que recebeu uma misteriosa herança na Toscana, Gemma, a donzela de gelo, arrisca: as três deixam para trás as precauções e partem para Itália em busca de um sonho e de uma nova vida.
Mas o que as três encontram no paraíso da Toscana não é exactamente o que haviam sonhado. Afinal, a herança de Nonna, uma bela villa a necessitar de obras, pode pertencer a um americano, Ben Raphael. Entre Gemma e Ben surge de imediato uma forte atracção, mas a relação amorosa é abalada pela intensa disputa imobiliária.
Será o amor de ambos suficientemente forte para resistir a todas as provações? Ou prevalecerá a força dos laços que ligam Gemma, Nonna e Livvie? Gemma terá de escolher entre o homem que ama e a herança da família. E a sua vida nunca mais será a mesma...
Romance na Toscana é uma história de amor arrebatadora, marcada pela beleza daquela região italiana, onde, afinal, todos os sonhos são possíveis.

Rating: 3/5
Comentário: Há livros dos quais se gosta muito, há outros em que os odiamos, há os casos em que temos uma relação mútua e por fim, surgem aqueles dos quais nem sabemos muito bem onde os localizar na nossa escala "De Amor ao Ódio".

Para mim, "Romance na Toscana" de Elizabeth Adler encontra-se nesta última categoria. Começando pela contextualização, quem me conhece e nos acompanha há um tempo sabe que vibro com literatura de viagens. Itália é e sempre foi um dos meus destinos de sonho, e ainda mais quando apelamos à cultura histórica, gastronómica e da terra. Quase todos os livros que abordam a referência ao território em causa sabem que têm de apelar pelos sentidos, especialmente pela capacidade visual e do paladar (que nunca sentimos mas está sempre presente).
Passando-se numa localidade mais pequena, esses sintomas aprimoram-se e ganham novas formas, onde existe uma amabilidade imensa, uma força de um povo e a bondade de uma geração que não esquece o poder da amizade, até mesmo com o desconhecido.
Quanto às personagens principais, as três mulheres desta obra criam-nos a oportunidade de nos rirmos. Gemma é aquela mulher forte e independente que perante o sexo masculino só se mete em alhadas, conseguindo sair delas com muito estilo.  É uma mulher danificada pela vida e por algo que a atormenta e lhe faz colocar em causa que possa voltar a ser feliz. A mãe e filha conseguem levá-la à loucura mas são em última instância o seu suporte emocional. Não deixam por isso de ser uma irmandade e é impossível não lhes achar piada nas inúmeras idas às compras, nos desabafos mãe/filha (seja qual delas for), no revirar dos olhos constante e nos abraços dos momentos necessários.
Ben é um homem interessante, que sabe despertar atenções e irá criar confusões ao nível da vivência da aldeia apenas pela sua presença. O que torna tudo muito mais divertido, atendendo que a sua presença por aquela região já vem a ser recorrente.
Adoro as descrições de cidade e localidades, de pessoas e de momentos, em que se inspira e vive Itália no seu esplendor. Cada canto tem a sua história e cada palavra hospitaleira conta parte dos seus momentos, que se encontram registado por todas as paredes e terras dos lugares.
Por tudo isto poderia ficar a adorar o livro, mas surgem aqui algumas coisas que por vezes me provocaram comichões irritantes. Como sabem, não sou muito fã de romances femininos, e é-me difícil ser cativada por um. Uma coisa que me fez confusão foram as passagens de ponto de vista, que até aprecio porque contribuem para enriquecer a narrativa, mas as constantes passagens da 1ª para a 3ª pessoa tornavam-se irritantes, e relegavam Ben para uma categoria secundária. Por outro lado, alguns desfechos foram previsíveis, desnecessários e algo despropositados para mim, como a cena da prisão, que só me fez revirar os olhos ou a história que envolveu a mãe de Gemma. As cenas mais íntimas, se necessárias, por vezes acabaram por roubar espaço à construção da relação de Gemma e Ben que tanto se conhecem como de repente estão caídos nos braços um do outro. Para mim, faltou ali algo que não permitiu resultar até ao fim. De qualquer forma, o resto que descrevi inicialmente permitiu compor uma história bonita, com  um nível de entretenimento assegurado, e desta forma, umas horas bem passadas (ainda que por vezes me apetecesse fechar o livro).

  • Aconselha-se a quem gosta dos restantes livros de Elizabeth Adler, de Dorothy Koomson e outros autores do género.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

2 leitores reagiram:

  1. Não sei se li os livros errados, mas acho que Adler não tem nada a ver com a Koomson.

    Podes me dizer o que têm em comum?

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  2. Olá Inês, os livros não são parecidos mas entram todos no mesmo género. Tratam-se de romances e de histórias de pessoas de alguma forma danificadas pela vida que procuram formas de reaprender a viver. Para mim, tem sentido comparar o género em que elas se enquadram, não os livros entre si ;)

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