Opinião: O Dragão de Sua Majestade, de Naomi Novik

Téméraire (Livro I)
O Dragão de Sua Majestade
de Naomi Novik
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 288
Editor: Editorial Presença
Resumo:
Atreva-se a entrar num universo de dragões, heróis e vilões onde a fantasia é rainha. Assista às Guerras Napoleónicas como nunca as viu e encontre guerreiros a lutar contra as forças invasoras de Napoleão, não a bordo de aviões mas no dorso de dragões. 
Certo dia, ao serviço de Sua Majestade, o Capitão William Laurence captura uma fragata francesa e apodera-se da sua carga preciosa: um ovo de dragão chinês. Quando o ovo choca e dele sai um pequeno dragão, Laurence vê-se inevitavelmente ligado a Téméraire, um dragão extremamente articulado, e acaba por optar por uma nova carreira: deixa a carreira na Marinha Real e ingressa no Corpo Aéreo como comandante de Téméraire. Quando o exército aéreo de Bonaparte chega a solo britânico, Laurence e Téméraire fazem o seu baptismo de fogo…Conheça uma realidade alternativa onde Téméraire irá ser posto à prova e quando menos se espera irá surpreender pelas suas capacidades. 

Rating: 4/5

Comentário:
A minha relação com este livro não é fácil de explicar. Devo dizer que gostei do mesmo e trouxe da biblioteca o segundo e terceiro volumes para ler mas há algo que me está a impedir de lhes pegar.
Não vou perder tempo a explicar a história pois o resumo fá-lo bastante bem. O que temos em mão é fácil de analisar, um livro sobre dragões passado no nosso mundo, mais precisamente durante as Guerras Napoleónicas. O meu primeiro problema é começar logo a torcer o nariz a todos os livros sobre dragões que não tenham sido escritos por Anne McCaffrey. Talvez o meu problema tenha sido ter lido os livros de McCaffrey quando era bastante nova e ter baseado toda a minha imaginação dos mesmos em torno das suas histórias.
Apesar de há data já ter lido livros sobre dragões, o que eles faziam na sua maioria, era estarem deitados em cima de tesouros, raptarem princesas e destruírem tudo aquilo a que deitassem a mão. Para mim os dragões eram criaturas tenebrosas dos quais eu queria fugir até que McCaffrey lhes deitou uma nova luz.
Os seus dragões eram sábios, ligavam-se a humanos e eram seus amigos. Estes dragões morriam de dor quando o seu cavaleiro morria porque sim, o seu elo era assim tão forte. Este foi um dos motivos pelos quais tive de parar de ler o livro Eragon, era tudo tão igual, como estar a ler a mesma história mas em vez de ter a Lessa, uma personagem feminina forte e decidida, tinha um rapaz pequeno no papel principal. O meu coração de leitora não aguentou e mantive-me longe de dragões, até ter pegado no livro Dragonskin Slippers, onde re-encontrei um mundo de dragões amistosos diferentes dos de McCaffrey mas que me conquistaram. 
Assim sendo, tentei voltar aos livros de dragões e este estava entre os mais bem recomendados, sendo seguido pelo livro Saphira que saiu este ano. Mas este era o que estava disponível na biblioteca e resolvi arriscar trazê-lo.
A história tem os seus toques de romance histórico na maneira como as pessoas se vestem e falam umas com as outras e os seus toques de fantasia na histórias dos dragões e no re-contar das grandes batalhas. Mesmo assim houve algo que não me deixou 100% satisfeita. Gostei bastante da relação de Laurence e Téméraire e da maneira como Laurence trata o seu dragão como se ele fosse uma pessoa. É giro ver a relação entre ambos florir e a amizade que se estabelece entre os dois.
Por outro lado, é também interessante ver as relações entre as pessoas tendo em conta a época em questão e o facto de estarmos no meio das guerras napoleónicas. Houve no entanto alturas em que me chateei com a prosa e me parecia que o livro nunca mais avançava.
A minha relação difícil com este livro deve-se ao facto de eu poder dizer que o livro era bom mas que mesmo assim não gostei muito dele. E o problema é a noção que isso é pura e simplesmente um gosto pessoal. Não há um motivo muito forte para não gostar do livro mas houve alturas em que não consegui relacionar-me com a história ou sequer tirar algum prazer de ler o livro apesar de o continuar a ler e me sentir tentava a pegar nele sempre que tinha tempo livro.
É uma situação completamente ridícula mas foi esta a relação que criei com o mundo de Naomi Novik. Porque pode dar-se o caso de ser apenas uma falta de conexão por ser o primeiro livro, resolvi requisitar os outros dois a seguir a ver se gosto mais deles do que do primeiro. Ou pelo menos a ver se a nossa relação se torna mais saudável.
Um livro sem dúvida a espreitar por todos aqueles que amam dragões. E gostaria de pedir a quem já o (ou os) leu, o favor de deixar a sua opinião para ver se sou a única com este sentimento esquisito em relação à saga.

2 leitores reagiram:

  1. eu gostei muito do livro !! :) , nao sei como mas consegui me identificar com Laurence , ele tinha atos feitos com base nele mesmo mas sem deixar de seguir algumas ordens superiores. A relação que ele tem com o seu dragão é mais do q um elo , é uma amizade. As cenas de ação e as surpresas ao longo da historia complementaram a mesma. Recomendo lerem , pois os outros livros são melhores ainda ._.

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  2. Olá Anónimo,

    Não sei quando leremos os livros seguintes mas podes sempre submeter uma crítica aos mesmos para publicarmos no blog.
    Podes ver como aqui: http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2012/06/abertura-da-rubrica-convidado.html

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