Opinião: Esmeralda Cor de Rosa, de Carlos Reys

Esmeralda Cor de Rosa
de Carlos Reys 

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 186
Editora: Papiro Editora

Resumo: Quem tem ideais na vida terá, certamente, um ou mais mentores que como faróis, lhe indicarão rumos certos de rota e escolhos a evitar. Raramente o mentor será um modelo de conduta tão abrangente que se ajuste a todas as facetas da vida. Assim podemos ter mentores no campo da vida familiar, da vocação profissional, da vida artística, da vida amorosa e até na vida religiosa.

O autor, Carlos Reys, adaptou um mentor ficcional, Guilherme Esteves, que o terá inspirado para a vida e que ele escolheu como personagem condutor de uma saga de pessoas que preenchem o tempo que vai do após a Primeira Guerra Mundial até aos nossos dias e cujas existências vão colorir uma cidade portuguesa, banhada por um rio que é fonte de sustento e de evasão de um Portugal oprimido até à libertação do 25 de Abril de 1974.Não sendo um livro histórico o retrato das personagens que o habitam é pelas suas características uma referência da sociedade média de Portugal do século XX.

Rating: 3/5 


Comentário:  Em primeiro lugar, queremos agradecer ao autor Carlos Reys que teve a amabilidade de nos ofertar um exemplar de "Esmeralda Cor de Rosa".
Há muito que não lia um livro de um escritor lusófono e sabe bem regressar a casa. Digo isto porque, embora hoje em dia nos deparemos com traduções fantásticas, a língua mãe é diferente, e independentemente da capacidade e estilo literário de cada autor, existe uma sensibilidade muito própria na Língua Portuguesa que é reconhecida e sentida com um enorme carinho.
Carlos Reys apresenta-nos um livro com uma capa especial. Tem um retracto de sua autoria, e essa mulher grávida é não só uma das primeiras personagens que conhecemos, mas também a definição de um início de uma obra. Li várias críticas que não concordavam plenamente com o título escolhido. A meu ver, poderia ter sido este como qualquer outro, pois todas as personagens são apelativas por igual. Mas é inegável que Esmeralda tem o nome mais exótico de todas, e que merecia destaque, já que ela também sempre sobressaía entre a comunidade onde se movia.
Confesso que não gosto da sinopse. Explica o que é a obra mas torna-se demasiado abstracta, o que pode de alguma forma afugentar alguns leitores de um livro que se lê tão bem e com gosto. Mas ainda assim deixa bem claro aquilo que ele realmente é: uma saga de pessoas que preenchem o tempo e as várias páginas, de momentos que poderiam ter sido reais, de crónicas de uma sociedade portuguesa em mutação mas ainda ligada às tradições e ao que elas representam. E é realmente isso que este pequeno livro representa. Uma crónica social, ainda que ficcionada, que demonstra a história de um país através das pessoas que o compõem, não aprofundando vivências, não contando todos os pormenores de cada uma das pessoas envolvidas no enredo, mas criando uma manta de enlaces. Achei interessante a reviravolta final, quase que calculada desde a primeira página, mas que nem por isso deixou de ter piada. Há personagens que nascem com destinos traçados, e as deste livro sem dúvida que viram o seu delineado antes mesmo de ganharem forma.

5 leitores reagiram:

  1. JA LI E GOSTEI..RECOMENDO...
    ANDREA FILIPA

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  2. li e gostei imenso..recomendo..andrea filipa

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  3. Adorei o livro,fiquei tão entusiasmada que o li em 2 dias,é daqueles livros que quando começas não paras e até tens pena do fim chegar...ah atençao,é um bom livro para recuperar o habito de quem o perdeu...MUITO MUITO BOM,Aconselho...

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  4. Foi uma surpresa. Um livro que nos transpota á nossa meninice e ao tempo do salazarismo onde as dificuldades eram muitas.Uma história quási verídica que se lê com interesse até ao final.Desejo que o autor não fique por aqui e nos brinde com muito mais...

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  5. Uma estória brilhante passada na Figueira da Foz,nos tempos idos da ditadura até ao 25 de abril.
    Impossível parar de ler.

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