Opinião: O Clã da Loba [A Guerra das Bruxas - Livro 1], de Maite Carranza

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 328
Resumo:
 Desde que há memória, dois clãs de bruxas, as Omar e as Odish, vivem em permanente conflito, incapazes de conciliar as suas diferenças ancestrais. Apenas uma velha profecia deixa entrever alguma esperança de no futuro a eleita conseguir unir ambas as tribos. E agora todos os sinais confirmam que a chegada dessa eleita está próxima. Quando Anaíd, uma jovem de catorze anos, acorda uma manhã e verifica que a mãe desapareceu, pensa que lhe poderá ter acontecido todo o tipo de coisas, menos que a sua mãe é uma bruxa Omar e considerada por todas aquela de que a profecia fala…
(Podem ler um excerto aqui e consultar o livro no site da editora aqui)

Rating: 3,5/5

Comentário: 
Aqui há uns tempo falei de livros que não nos sabem a nada e de livros que prometem e não cumprem. Volto a falar disso, porque quando peguei neste livro, ele tinha uma frase do estilo "O novo Harry Potter" impressa na capa. Obviamente que a Editorial Presença não manda no Financial Times, nem decide o que os críticos devem ou não dizer mas, aviso que quem for no entanto atrás de um mundo mágico do estilo Potteriano vai ficar desapontado. Não vale a pena perderem o vosso tempo com este livro. No entanto, se procurarem um mundo com magia e com uma visão mais wiccana da mesma, façam o favor de lhe pegar, este é um bom livro para isso.
Com uma visão mais tradicional da magia, dos covens e da idade de transição de "menina para mulher". O Clã da Loba é certamente uma alternativa mais fiel à ideia de bruxas tradicionais (pelo menos à ideia que eu tenho) e que surpreende pela história da origem das bruxas e pelo amor ao feminino.
Esta é uma história de magia, profecia e misticismo onde os homens não tem lugar. A magia é das mulheres, sempre lhes pertenceu e continuará a pertencer. Creio que, e devido à história da origem da magia do inicio, aparecerão alguns feiticeiros mas por enquanto nem vê-los.
Apesar de Anaíd ser um pouco chata como personagem ao início temos de nos lembrar que ela apenas tem catorze anos e que a sua mãe desapareceu do nada. Creio que há medida que cresço que vou tendo um pouco menos de paciência para personagens mais novas e tenho de me re-lembrar que já fui adolescente e que eu também já tive medos e incertas (E a quem minto? Ainda tenho!) e que estas são coisas normais da idade e portanto normais em personagens com esta idade. O caso de Anaíd foi mais complicado porque, maior parte do tempo, ela parece ser mais velha do que aquilo que é e por isso quando uma "birra" surge é sempre um pouco inesperada.
De resto, as personagens que acompanham Anaíd são variadas e temos umas mais divertidas e outras mais misteriosas que contribuem à sua maneira para a criação deste mundo mágico, onde vários clãs de bruxas habitam e esperam a realização de uma profecia que irá decidir se serão as Omar ou as Odish a sobreviverem no nosso mundo.
Quanto a termos da trama em si não foi sempre original mas foi bem desenvolvida com uma ou outra reviravolta curiosa mas, infelizmente, a grande reviravolta não foi de todo inesperada o que também me chateou a meio da leitura, pois a determinada altura já me questionava quando é que finalmente todas as personagens se aperceberiam do mesmo que eu.
No entanto como este é um género que leio muito pode ter sido completamente óbvio para mim mas não tanto para outros leitores. Mesmo assim achei que a história tinha a sua graça e fiquei com um mínimo de curiosidade para acabar a trilogia. Este é um livro que na minha opinião leva umas sólidas 3,5 estrelas.

2 leitores reagiram:

  1. Eu estou a ler, vou a meio e estou superentusiasmado.. Estou naquela parte em que Anaid e a tia criselda vao para italia. Esta a ser emocionante e ja penso em ler o segundo volume!

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