Opinião: Rubrica: Cidades de Papel, de John Green

Cidades de Papel
de John Green
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 320
Editor: Editorial Presença
Resumo:
Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot. Um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência.

Rating: 4/5

Comentário:
(Review da versão inglesa pois a 1/12/2012 ainda não existia em português)
Paper Towns foi o terceiro livro que li de John Green. Depois de ter lido A Culpa é das Estrelas e À Procura de Alaska, não podia deixar de ler todo o reportório deste autor fantástico.
Quando vi que a história rodava de novo à volta de um rapaz que se apaixona pela rapariga, percebi que Green não foge muitos ao tema nos seus livros. No entanto pelo título fiquei bastante curiosa para saber o que eram ao certo estas “paper towns”.
A personagem mais forte e a minha preferida deste livro é sem dúvida a rapariga, a enigmática Margo Roth Spiegelmen (apesar de a sua personalidade ser parecida em alguns aspectos com Alaska para quem já leu À Procura de Alaska), com o seu carácter aventuroso, despreocupado e carismático, que tem sempre algo em mente que não conseguimos bem compreender. Ela é o amor de Quentin Jacobsen, um rapaz simples e pouco popular, que Margo ignora desde os seus momentos de infância.
A parte que me fez gostar mais deste livro é o início, quando Margo entra pela janela do quarto do surpreendido Quentin, e o leva numa aventura genial pela noite dentro, feita de partidas hilariantes, com o objectivo de vingança aos seus “melhores” amigos.
A nossa curiosidade começa a crescer quando no dia seguinte Margo desaparece sem aparente rasto, deixando Quentin desesperado por encontrá-la.
O resto do livro vai centra-se numa “road trip”, em busca de Margo, com base numa série de pistas que Quentin acredita terem-lhe sido deixadas pela sua amada. Sempre na companhia dos seus dois melhores amigos, Ben e Radar, a viagem toma um caminho divertido, sempre com piadas cómicas por parte de Ben, outra das minhas personagens favoritas. À medida que se aproximam de Margo o conceito de “paper towns” vai tomando o seu sentido e faz-nos até refletir sobre a nossa vida real.
No entanto, na minha opinião esta viagem começa muito bem, mas acaba por se tornar um pouco aborrecida, quando parece que poucos avanços se passam e a busca de Margo não passa apena das lamúrias de Q, sobre o facto de achar que nunca mais vai encontrá-la.
No geral gostei do livro, especialmente por toda a criatividade que Green mete no conceito de “paper towns”, mas confesso que, sendo um livro deste autor, estava à espera de mais, especialmente o final, que sem revelar o que acontece, soube-me a pouco.


Soffs
Sobre a nossa convidada:

Sofs, sonhadora compulsiva, gosta de viajar por mundos novos através dos livros. Aspirante jornalista. Tem o estranho gosto pelo cheiro das páginas de um livro. Não sai de casa sem as suas leituras na mala.

2 leitores reagiram:

  1. É capaz de ser interessante! Vou estar atenta :)

    Novidades no meu blog sobre os produtos Avon! Não percas :D
    Beijinhos *
    http://martaaraujoavon.blogspot.pt

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