Livros que inspiram casamentos - parte 3

E chegamos à última parte do nosso artigo. Após termos vistos, convites, ideias e histórias que inspiram casamentos vamos passear agora um pouco pelos detalhes.
Como se diz bem em inglês, o "demónio está nos detalhes" nas pequenas coisas que nos escapam e que fazem toda a diferença. Assim sendo aqui ficam alguns detalhes a não esquecer num casamento digno de livro-ó-dependentes.

Livrarias Selexyz podem vir a fechar!

Apesar do assunto da falência estar a ser estudado desde o outono do ano de 2011, foi no passado dia 27 de Março que a cadeia de livrarias Selexyz apresentou os papéis para abrir falência. Esta podia ser apenas mais uma notícia sobre a falência de uma cadeia de livrarias, não fosse pelo facto do grupo em questão, deter aquela que é considerada, pelo 'The Guardian', como a livraria mais bela do mundo.

Livros que inspiram casamentos - parte 2

Conforme prometido na primeira parte deste artigo, hoje vamos falar de alguns dos livros que mais inspiram casamentos.
Como já referi, apesar de recente, os Jogos da Fome (Hunger Games) já ajudaram a inspirar o tema de um casamento! Embora não seja um livro de cariz romântico, os Jogos da Fome são um livro recente e famoso, os fãs nascem rapidamente e criam-se festas temáticas com alguma facilidade. Há no entanto escolhas mais tradicionais de livros que apesar de tudo não deixam de ser um pouco bizarras.

(Ler mais...)

Livros que inspiram casamentos - parte 1


Porque quem gosta, gosta sempre! Começaram a tornar-se populares os casamentos inspirados por sagas literárias.
Casamentos não são algo novo, na realidade devem andar por aí há pelo menos mais de dois mil anos, agora casamentos inspirados por livros estão a ganhar cada vez mais um público maior. Não falo apenas do anel de noivado escondido nas páginas dos livros, falo sim em toda uma gala inspirada pela história do livro.
Como sabemos os casamentos tem tendência a ser temáticos, nem que seja apenas pelo esquema de cores, mas à medida que o mundo cresce com a ajuda da internet e da globalização as ideias vão correndo cada vez mais longe e vão ficando cada vez mais perto do nosso ecrã.
Hoje enquanto passeava calmamente nos cantos da net que visito encontrei algo que ainda não tinha visto, um casamento com o tema d'"Os Jogos da Fome". (Podem ver as imagens do mesmo aqui)

500 Novos filmes Disney

A WaltDisney Pictures, assim como a Pixar, a Fox e a DreamWorks, estão de braços cheios até cima e estarão assim durante muito tempo pois acabaram de ser re-descobertos na Alemanha, num arquivo em Regensburg, 500 novos (mas mesmo assim antigos) contos de fadas. Para explicarmos melhor esta história temos de voltar no tempo à época dos irmãos Grimm. No século XIX os irmãos Grimm andaram pela Europa e recolheram contos e mitos que se tornariam mais tarde conhecidos e amados por todos, o que menos gente sabe é que na região bávara de Oberpfalz, Franz Xaver von Schönwerth (1810–1886), historiador local, estava a fazer o mesmo que os famosos irmãos.
Durante décadas Fraz Xaver percorreu a área campestre de Oberpfalz em busca de contos folclóricos, mitos e contos de fadas. O sucesso da recolha foi estrondoso, tão estrondoso que o facto de ter caído na sombra dos Irmãos Grimm apenas se pode considerar um profundo azar (ou quem sabe mau olhado).
As histórias recolhidas através de agricultores e trabalhadores iletrados foram impressas em três volumes com o nome "Aus der Oberpfalz – Sitten und Sagen" que foram editados em 1857, 1858 e 1859. A colectânea foi considerada de tal forma impressionante e de valor incalculável que até Jacob Grimm adulou Franz Xaver. Na realidade Jacob Grimm gostou tanto do trabalho de Franz Xaver que o recomendou ao Rei da Bávara, Maximilian II, dizendo que se algo acontecesse ao duo Grimm, Franz Xaver poderia concluir perfeitamente o trabalho. Infelizmente com o tempo os livros perderam a sua proeminência e desapareceram de circulação.
Durante 150 anos estiveram num arquivo em Regensburg, até que em 2008 a sua curadora Erika Eichenseer os descobriu e trouxe à luz num pequeno livro em alemão. A maior diferença entre os contos dos Irmãos Grimm e os contos de Franz Xaver é que estes estão "em sangue", não há finais felizes forçados nem histórias suavizadas.
Eichenseer comenta que estes contos de fadas não são necessariamente apenas para crianças, a sua dinâmica servia para ajudar os jovens adultos a encontrar o seu caminho para a idade adulta, mostrando-lhes os perigos e desafios que se podiam superar através da virtude, prudência e coragem. 
As histórias estão agora a renascer em inglês e vão tornar-se domínio público aos poucos. Um pobre agricultor, um moinho que faz dinheiro e uma princesa nabo já viram a luz do dia em inglês e muitos outros os seguirão. (Podem ler a história da princesa nabo aqui.)
O que nos leva ao início deste artigo. Como sabemos a Disney é especialista em tornar contos de fadas em animações e com a animação da história da Rapunzel, apenas os deuses poderiam adivinhar quantos mais contos de fadas ainda existiriam para ser adaptados. Visto que o que a Disney não fez, outras empresas como a DreamWorks e a Fox acabaram por realizar, falo nomeadamente na Princesa Cisne e na Polegarzinha.
Assim sendo alegrem-se os amantes da Disney. Quinhentos novos contos de fadas estão prestes a ver a luz do dia e com eles, quinhentas nova oportunidades para novas animações. 2012 está efectivamente a revelar-se o ano dos contos de fadas, séries como "Era uma vez" e filmes como "Espelho meu, espelho meu" estão a dominar o pequeno e grande ecrã e agora chegou a vez de os contos de fadas voltarem em forma de papel.

Fairytales by ~LadySybile on deviantART

Fablehaven, Brandon Mull

Fablehaven - O Santuário das Fábulas
por Brandon Mull

Edição/reimpressão: Março 2011
Páginas: 256
Editor: Gailivro


Resumo:

Há séculos que as criaturas místicas são reunidas num refúgio escondido chamado Fablehaven - O Santuário das Fábulas - para evitar a sua extinção. O santuário é um dos últimos redutos da verdadeira magia.
Encantador? Absolutamente. Excitante? Com toda a certeza. Seguro? Muito pelo contrário. Kendra e o irmão, Seth, não fazem ideia de que o avô é o feitor do Santuário das Fábulas. No interior dos bosques vedados, leis ancestrais mantêm a ordem entre trolls gananciosos, sátiros maliciosos, bruxas ardilosas, demónios desprezíveis e fadas invejosas. Contudo, ao quebrarem as regras, Kendra e o irmão libertam forças poderosas e malignas, vendo-se forçados a enfrentar o maior desafio das suas vidas para salvar a família, o Santuário e talvez o próprio mundo.

Nota: 3,5 / 5 estrelas

Review:
Comecei a ler Fablehaven bastante entusiasmada! Com o resumo apresentado na parte de trás do livro tinha quase a certeza que era o meu género de história. A história tem uma ideia deveras interessante, de que existe um refugio para seres mágicos.
Este é o refúgio onde os irmãos Kendra e Seth vão parar e onde toda a aventura se passa. Apesar da ideia ser boa e original, devo dizer que o meu problema neste livro foi o Seth. Não consegui gostar dele, não consegui gostar da teimosia e do não aprender com os erros. Apesar disso ter um motivo, apesar de depois no fim perceber porquê e ele até ter os seus momentos de clarividência, o Seth foi uma personagem que me chateou. No fim lá semi fiz as pazes com ele, mas ainda não simpatizo com ele.
Gostei bastante da Kendra, porque me lembrou de mim quando era mais nova, tudo o que a Kendra fez seria algo que eu faria. Apesar dela ser uma personagem dócil e obediente, gostei da dinâmica que ela trouxe à história. Para variar uma personagem principal que faz o que lhe mandam, uma lufada de ar fresco!
As fadas também me fascinaram, visto que gosto bastante de fadas.
No geral gostei de Fablehaven e estou curiosa para ler os 4 volumes seguintes. Gostei também do desenvolvimento da história, das histórias pessoais que desvendamos e do que ficou por descobrir.
Para quem gosta do género de fantasia e livros infantil-juvenis, é uma leitura interessante e fantástica. Decididamente algo para ler durante as férias ou perto do campo para se poder melhor imaginar Fablehaven em toda a sua glória.
 Ao contrário dos últimos livros que comentei, este existe em português, para saberem mais continuem a ler! ;)

 Conselho de amiga: (Não confie nas imitações, exija Ideia Casa! Ok, ok acabou a brincadeira!)
Aqui no Encruzilhadas não temos parcerias com nenhuma marca ou editora. Os conselhos de compras que possamos dar, são dados de livre e espontânea vontade. Verdadeiros conselhos de amiga!
Estando isso esclarecido gostaria de informar que se estão interessados em adquirir este livro em PT, a Fnac on-line está com uma promoção, se comprarem o segundo volume no site, eles oferecem o primeiro (sigam este link aqui). Assim em vez de pagarem quase 17€ por volume, acabam por pagar 17€ pelos dois, o que dá uma média de +/- 8,50€ por livro. Acaba por compensar!
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A morte das palavras

Um estudo revelou recentemente que as palavras estão a morrer. Esta morte não envolve obviamente um parar de bater de um coração, uma facada a meio da noite num beco escuro ou o uso de veneno mas sim a palavra parar de andar de boca em boca. Já lá dizia o poeta "palavras leva-as o vento" e desta vez parece estar a levá-las desta para melhor.

As palavras estão a morrer e ninguém as está a tentar salvar. São pequenos gestos que ninguém nota como o uso dos correctores automáticos nos computadores ou a simples preguiça de procurar um sinónimo para uma palavra trivial (comum).

Uma equipe de cientistas analisou aproximadamente o equivalente a dois séculos em livros publicados em inglês, espanhol e hebreu (algo como 10 milhões de livros diferentes) e após algumas comparações (e vamos-nos recordar que se tratam de cientistas e não linguistas) chegaram à conclusão que palavras que anteriormente eram populares estão a desaparecer de livros!
Sinceramente não são palavras como "toucado" ou "supimpa", que me fazem falta, mas há palavras como "esgrouviado" e "trenguice" que me são necessárias. (O meu corrector automático quer matar-me a trenguice mas eu não o deixo, trengo é ele que não sabe o que faz :c ) E admito que me assusta saber que nos últimos 40 anos morreram mais palavras que nos 208 anos que vão de 1800 a 2008. 

Outros factores descobertos por estes cientistas incluem a utilização cada vez mais corrente de calão e os anglicismos usados para definir instrumentos e serviços que surgiram recentemente. Como exemplos práticos podemos dar palavras como Internet, Ipad e e-reader que deixam de ter tradução directa para português, como maior parte das palavras tinha, e são usadas na sua língua mãe.
Os "muito" e os "pouco" também matam lentamente as palavras (e o romance), afinal será mais fácil sentir simpatia por um homem que está muito cansado ou por um homem que está exausto? (E o amor? Quem quer amar muito quando pode amar perdidamente?)
O novo acordo ortográfico também ajudará na matança, não tanto pelo desaparecimento de palavras, mas pela mudança na maneira como são tratadas, escritas e avaliadas. Nomes próprios virarão comuns, a letra "c" vai desaparecer de muitas palavras e algumas frases vão tornar-se complicadas de entender numa primeira leitura. Por exemplo "O metro de Lisboa para".

Tudo isto ajudará as palavras a desaparecerem mais facilmente, pois as pessoas acabarão sempre por optar por palavras mais fáceis de entender e de utilizar.  Frases que não criem dúvidas, a única coisa boa é que talvez alguma palavras acabem por ser reanimadas para evitar confusões. por exemplo: "O metro de Lisboa detém-se"

Todos os dias há palavras que morrem, que é como que, caem em deduzo. Que fazemos para as salvar? Há vários sites na internet que podem ser usados como dicionários de sinónimos e temos de nos lembrar que os correctores de computador não conhecem todas as palavras que existem. Além de "trengo" o meu corrector não reconhece "supimpa", "brilhadeira" ou  "bogalhos", palavras que existem na nossa língua e que podem ser usadas livremente.

São pequenos e decisivos gestos que fazem toda a diferença no nosso vocabulários e nos podem ajudar a salvar as palavras. E a criar uma bela imagem de nós próprios em diversas situações! (Afinal chá nunca fez mal a ninguém).
Em memória das palavras que desapareceram o Encruzilhadas pede um minuto de silêncio pelas mesmas. Ou melhor, um minuto de barulho em que as possamos gritar em plenos pulmões e fazer um estardalhaço!

A Profecia Romanov, de Steve Berry


Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 428
Editor: Dom Quixote

Sinopse
No dia 16 de Julho de 1918 o czar Nicolau II e toda a sua família são executados a sangue-frio, mas quando em 1991 se exumam os seus restos mortais descobre-se que faltam os cadáveres de dois dos seus filhos. Hoje, após a queda do comunismo, o povo russo decide democraticamente regressar à monarquia. E o novo czar será escolhido entre os parentes afastados do antigo Nicolau II.
Quando o advogado americano Miles Lord é contratado para investigar um dos candidatos vê-se envolvido numa trama para descobrir um dos grandes enigmas da História: o que realmente aconteceu à família imperial.
A sua única pista é uma críptica mensagem nos escritos de Rasputine que anuncia que aquele cruel capítulo não será o único na lenda dos Romanov. As consequências desta profecia serão devastadoras para o futuro do czar e para a mãe Rússia, mas também para o próprio Miles.
in wook.pt


Confesso que a história de Anastasia sempre me atraiu, desde pequena, muito em parte devido à versão fantasiada que deu origem a um filme de animação aqui há uns anos. Depois disso fui vendo vários documentários e reportagens sobre ela e os Romanov, assim como sobre Rasputine. Por isso, quando deitei mãos a este livro, tive de o trazer comigo.

A narrativa é fluída e as acções sucedem-se com uma grande rapidez. Existe um equilíbrio bastante agradável entre factos passados e presentes, com bons elementos de conexão e passagem entre ambos, o que por vezes não se sucede em livros deste género. A possibilidade da existência de descendentes vivos da família Romanov nunca foi realmente desacreditada, nem mesmo por alguns historiadores, colocando-a no imaginário de muita gente. Essa possibilidade, à luz de uma suposta profecia de Raputine (criada apenas para o livro em causa) alegra toda a narrativa, levada a cabo por Miles, uma personagem que muitos julgariam insípida ao início mas que se foi revelando à altura dos acontecimentos, e contribuiu para uns momentos de acção bem passados.

Por outro lado, denoto aqui uma certa previsibilidade, não fiquei surpreendida pelo desfecho e até o consegui antever muito antes de lá chegarmos, o que se revelou algo cansativo por vezes. O esquema seguido é muito semelhante aos livros da actualidade deste género (exemplo d`"O Código da Vinci), faltando-lhe o elemento surpresa, já que tínhamos o herói que nunca tinha pensado em sê-lo, a mulher bonita que influencia o seguimento da narrativa, a sociedade secreta que os apoia e a que os repudia e tenta matar, etc etc etc.

Algumas das personagens foram inseridas na narrativa com um intuito e posteriormente deixadas para trás, sem qualquer nexo, e ficamo-nos a perguntar qual o seu papel aqui e o porquê de determinada inclusão, mas tirando isso é um óptimo livro para quem gosta de acção, policiais e thriller.