Quando sopra o vento norte, de Daniel Glattauer

Quando sopra o vento norte
de Daniel Glattauer
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 224
Editor: Porto Editora
Resumo:
"Escreva-me Emmi. Escrever é como beijar, mas sem lábios. Escrever é beijar com a mente."
Quando sopra o vento norte é um romance divertido, animado e irresistivelmente cativante, cheio de reviravoltas, sobre um caso de amor vivido exclusivamente por e-mail.
Tudo começa por acaso: Leo recebe por engano alguns e-mails de uma desconhecida chamada Emmi. Educadamente, responde-lhe e Emmi retribui.
Esta troca de e-mails desperta uma curiosidade intensa entre os dois e, quase de imediato, Emmi e Leo  começam a partilhar confidências e desejos íntimos.
A tensão entre ambos aumenta, e o encontro parece iminente. Mas Emmi e Leo adiam o momento. Porque, afinal de contas, Emmi é casada e feliz.
Serão os sentimentos que nutrem um pelo outro suficientemente profundos para sobreviver a um encontro real? E, depois desse momento, o que os espera?  

Rating: 4/5

Comentário: 
No outro dia, enquanto via a estatísticas do nosso pequeno blog, reparei que várias pessoas pesquisavam pela nossa opinião face a este livro e a sua sequela. Ora, quando posso fazer a vontade aos meus leitores, não me importo nada de a fazer e assim sendo decidi partir em busca deste livro misterioso que era "Quando sopra o vento norte".
Após ter descoberto o livro e ter começado a ler não consegui parar. Foi sem dúvida uma leitura compulsiva e com a qual é fácil uma pessoa conseguir relacionar-se. Nesta Era Digital de facebooks, blogs, twitters e tudo o mais, as redes sociais e os relacionamentos on-line são frequentes, a ideia de que duas pessoas poderia começar a trocar e-mails por engano e continuar por prazer é perfeitamente verídica e se calhar tão misteriosa quanto mensagens em garrafas.
A história desenvolve-se a um bom ritmo, ao ritmo de e-mails trocados para trás e para a frente e por vezes parece que só poderia ter sido mais rápida se em vez de e-mails, Emmi e Leo estivessem a falar via chat. É estonteante a rapidez com que nos apegamos a estes personagens e começamos a torcer pelo seu felizes para sempre! Se tivesse que cronometrar o que digo, diria que demorei mais ou menos 10m a apaixonar-me por esta história e que a recomendo sem dúvida a todas as pessoas que gostem de um bom romance.
A maneira como Emmi e Leo acabam por se abrir um com o outro e relatar os seus problemas é tocante. Vemos realmente duas pessoas que se encontraram e apreciam mesmo a companhia uma da outra, mesmo que apenas virtual, pois de algum modo as ajuda a combater uma solidão nas suas vidas que não sabiam ter.
Apesar desta ideia de uma pessoa se apaixonar por outra via net se me ser um pouco estranha, pois eu gosto bastante de observar os pequenos gestos das pessoas,sei que é verdadeira pois tenho uma amiga que vai, em breve, casar e que conheceu o seu grande amor via net. É caso de nos perguntarmos, quão diferente é a internet de um encontro casual no parque?
Divertido, leve e diferente "Quando sopra o vento norte" é um livro sem dúvida a ler e que tenho recomendado a várias amigas minhas.
  • Podem ler as primeiras páginas aqui;
  • O livro tem uma sequela chamada Emmi e Leo - A Sétima Onda;
  • Há uma adaptação audio do livro chamada "Love Virtualy" feita pela BBC4 e que pode ser ouvida no youtube.

Cantos de leitura

Na realidade não se tratam simplesmente de estantes, em inglês chamam-lhes book nooks, e são cantinhos de leitura. 
Estes nooks existem em vários tamanhos e feitios e são feitos com a maior das imaginações. O seu objectivo é serem um pequeno refúgio para que os leitores possam ler confortavelmente. 
Quem não gostaria de ter um destes? Parece-me uma opção bastante divertida e confortável ao sofá, além do mais, podemos ter os nossos livrinhos todos bem arrumados. Contudo, no meu caso, este quadrado aqui ao lado teria de ser ligeiramente maior, ou eu só lhe poderia por os meus livros favoritos e mesmo assim, não sei se caberiam todos.
Provavelmente este book nook era um armário que foi reaproveitado para zona de leitura. Sem dúvida uma ideia genial!
Onde costumam ler caros leitores? Eu sei que a Cláudia tem uma perdição por ler transportes públicos e eu sou mais de ler nas filas de espera. Depois disso, ambas lemos em casa obviamente, quer seja no sofá ou na cama. E vocês?

Para verem mais estantes e nooks podem consultar o site BookShelf Porn. Não se deixem enganar pelo nome, o site é completamente inofensivo, apenas tem fotografias de prateleiras e vídeos com livros.
Desde as típicas estantes a estantes muito mais complexas. Um site onde se podem perder muitas horas a ver aquilo que mais gostamos: livros e prateleiras.




Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Nem tudo são filmes

Todos sabemos que todos os anos vários livros são transformados em filmes. Sabemos também que os autores estão mais ou menos envolvidos no processo da transformação dos seus livros em filmes. O que não nos dizem é que alguns autores não aprovam, nem de perto, nem de longe o que a industria cinematográfica fez com os seus filmes.
J.K.Rowling, a autora de Harry Potter, e Stephanie Meyer, a autora de Twilight, estão entre alguns dos escritores que gostaram do que o cinema fez das suas sagas. A prova disso é que todos os seus livros foram transformados em filmes e há todos um merchandizing em torno dos mesmos.
Os fãs de Roal Dalh, autor de Charlie e a Fábrica de Chocolate, no entanto, sempre se questionaram do porquê da sequela do livro, Charlie e o Elevador de Vidro, nunca ter chegado às salas de cinema. A verdade é que o autor odiou a interpretação do actor escolhido para representar Willie Wonka, a maneira como a história foi contada e não autorizou a que a sequela fosse transformada em filme.
Ursula Le Guin, a autora do Ciclo de Terramar, escreveu um pedido de desculpa aos fãs pelo que os produtores da mini-série de Terramar fizeram à mesma. Nas suas palavras "Se soubesse que iriam fazer isto, jamais teria vendido os direitos para a criação de uma série". Desde uma distorção da história à raça dos personagens, a mini-série fica a quilómetros dos livros originais parecendo quase um trabalho independente.
Até que ponto poderão os fãs de um livro, e os autores, perdoar as adaptações dos cinematógrafos? Até que ponto é aceitável a mudança de raça, sexo ou comportamento de uma personagem para o filme ser mais suave e hollyodesco? 
É interessante ponderar estas questões pois um dos motivos pelos quais o director dos filmes Senhor dos Anéis, Peter Jackson, quis para que o seu nome aparecesse junto ao título foi para dar a entender aos fãs que aquela era sua visão da saga e que a mesma não seria 100% fiel ao livro. Mesmo nas caixas dos dvd's se pode ser Peter Jackson's Lord of the Rings. A visão de Jackson sobre a obra de Tolkien e não uma adaptação da mesma.
Por isso e se alguma vez se questionaram o porquê do livro x ou y nunca ter chegado ao grande ecrã, a culpa pode ser de um realizador algures que assustou de morte o escritor com uma má interpretação dos seus livros. Ou pode ser apenas um medo do escritor de que a sua mensagem não seja bem transmitida.

Para verem mais livros que viraram filmes odiados pelos escritores cliquem aqui. E já agora digam-nos, há algum livro que virou filme que vos fez pensar no que o pobre do escritor estaria a sofrer?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Passatempo Civilização Editora: "A Arca"


E é com imenso gosto que anunciamos o nosso primeiro passatempo sob a tutela da Civilização Editora

Temos para sortear um exemplar de "A Arca", de Victoria Hislop, ao qual se podem habilitar ao responder correctamente a todas as perguntas que se encontram no questionário. As respostas poderão ser encontradas neste post e aqui. 
Boa sorte a todos!


A Arca
de Victoria Hislop
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 416
Editor: Livraria Civilização Editora
Resumo:
Tessalonica, 1917. No dia em que Dimitri Komninos nasce, um incêndio devastador varre a próspera cidade grega, onde cristãos, judeus e muçulmanos vivem lado a lado. Cinco anos mais tarde, a casa de Katerina Sarafoglou na Ásia Menor é destruída pelo exército turco. No meio do caos, Katerina perde a mãe e embarca para um destino desconhecido na Grécia. Não tarda muito para que a sua vida se entrelace com a de Dimitri e com a história da própria cidade, enquanto guerras, medos e perseguições começam a dividir o seu povo.
Tessalonica, 2007. Um jovem anglo-grego ouve a história de vida dos seus avós e, pela primeira vez, apercebe-se de que tem uma decisão a tomar. Durante muitas décadas, os seus avós foram os guardiões das memórias e dos tesouros das pessoas que foram forçadas a abandonar a cidade. Será que está na altura de ele assumir esse papel e fazer daquela cidade a sua casa?



ATENÇÃO: 
Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 4 de Agosto. 
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas). 
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

Romance na Toscana, de Elizabeth Adler

Romance na Toscana
de Elizabeth Adler

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 336
Editor: Quinta Essência
Resumo:
Sinta a magia do Verão na Toscana neste fantástico romance
Gemma Jericho é uma médica nova-iorquina a braços com uma filha adolescente que não lhe dá um minuto de descanso e uma mão que se preocupa com o facto de ela não ter vida própria. Por isso, quando a mãe, Nonna, recebe uma carta informando-a de que recebeu uma misteriosa herança na Toscana, Gemma, a donzela de gelo, arrisca: as três deixam para trás as precauções e partem para Itália em busca de um sonho e de uma nova vida.
Mas o que as três encontram no paraíso da Toscana não é exactamente o que haviam sonhado. Afinal, a herança de Nonna, uma bela villa a necessitar de obras, pode pertencer a um americano, Ben Raphael. Entre Gemma e Ben surge de imediato uma forte atracção, mas a relação amorosa é abalada pela intensa disputa imobiliária.
Será o amor de ambos suficientemente forte para resistir a todas as provações? Ou prevalecerá a força dos laços que ligam Gemma, Nonna e Livvie? Gemma terá de escolher entre o homem que ama e a herança da família. E a sua vida nunca mais será a mesma...
Romance na Toscana é uma história de amor arrebatadora, marcada pela beleza daquela região italiana, onde, afinal, todos os sonhos são possíveis.

Rating: 3/5
Comentário: Há livros dos quais se gosta muito, há outros em que os odiamos, há os casos em que temos uma relação mútua e por fim, surgem aqueles dos quais nem sabemos muito bem onde os localizar na nossa escala "De Amor ao Ódio".

Para mim, "Romance na Toscana" de Elizabeth Adler encontra-se nesta última categoria. Começando pela contextualização, quem me conhece e nos acompanha há um tempo sabe que vibro com literatura de viagens. Itália é e sempre foi um dos meus destinos de sonho, e ainda mais quando apelamos à cultura histórica, gastronómica e da terra. Quase todos os livros que abordam a referência ao território em causa sabem que têm de apelar pelos sentidos, especialmente pela capacidade visual e do paladar (que nunca sentimos mas está sempre presente).
Passando-se numa localidade mais pequena, esses sintomas aprimoram-se e ganham novas formas, onde existe uma amabilidade imensa, uma força de um povo e a bondade de uma geração que não esquece o poder da amizade, até mesmo com o desconhecido.
Quanto às personagens principais, as três mulheres desta obra criam-nos a oportunidade de nos rirmos. Gemma é aquela mulher forte e independente que perante o sexo masculino só se mete em alhadas, conseguindo sair delas com muito estilo.  É uma mulher danificada pela vida e por algo que a atormenta e lhe faz colocar em causa que possa voltar a ser feliz. A mãe e filha conseguem levá-la à loucura mas são em última instância o seu suporte emocional. Não deixam por isso de ser uma irmandade e é impossível não lhes achar piada nas inúmeras idas às compras, nos desabafos mãe/filha (seja qual delas for), no revirar dos olhos constante e nos abraços dos momentos necessários.
Ben é um homem interessante, que sabe despertar atenções e irá criar confusões ao nível da vivência da aldeia apenas pela sua presença. O que torna tudo muito mais divertido, atendendo que a sua presença por aquela região já vem a ser recorrente.
Adoro as descrições de cidade e localidades, de pessoas e de momentos, em que se inspira e vive Itália no seu esplendor. Cada canto tem a sua história e cada palavra hospitaleira conta parte dos seus momentos, que se encontram registado por todas as paredes e terras dos lugares.
Por tudo isto poderia ficar a adorar o livro, mas surgem aqui algumas coisas que por vezes me provocaram comichões irritantes. Como sabem, não sou muito fã de romances femininos, e é-me difícil ser cativada por um. Uma coisa que me fez confusão foram as passagens de ponto de vista, que até aprecio porque contribuem para enriquecer a narrativa, mas as constantes passagens da 1ª para a 3ª pessoa tornavam-se irritantes, e relegavam Ben para uma categoria secundária. Por outro lado, alguns desfechos foram previsíveis, desnecessários e algo despropositados para mim, como a cena da prisão, que só me fez revirar os olhos ou a história que envolveu a mãe de Gemma. As cenas mais íntimas, se necessárias, por vezes acabaram por roubar espaço à construção da relação de Gemma e Ben que tanto se conhecem como de repente estão caídos nos braços um do outro. Para mim, faltou ali algo que não permitiu resultar até ao fim. De qualquer forma, o resto que descrevi inicialmente permitiu compor uma história bonita, com  um nível de entretenimento assegurado, e desta forma, umas horas bem passadas (ainda que por vezes me apetecesse fechar o livro).

  • Aconselha-se a quem gosta dos restantes livros de Elizabeth Adler, de Dorothy Koomson e outros autores do género.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Resultado do Passatempo "Segredos da Praia das Camarinhas", de Clara Correia

E chega ao fim outro passatempo!
Gostaríamos de agradecer todas as participações mas tornamos a chamar a atenção para o facto de lerem bem as perguntas, pois tivemos várias respostas erradas por distracção.
Assim e sem mais demoras! Este exemplar de "Segredos da Praia das Camarinhas" vai para:

Nr. 30 - Angelina Violante
Parabéns! Receberás um mail em breve para confirmação dos dados. A todos os outros participantes, resta-nos agradecer e desejar uma boa sorte para o nosso próximo passatempo.

Na cama com ainda mais livros

Em Maio deste ano escrevi um artigo chamado Na cama com livros, sabendo que obviamente não seria a única pessoa que levava um livro para a cama para o continuar a ler e até porque existem pessoas que tem das camas mais malucas do mundo só para terem os seus livros ao pé de si.
Neste exacto instante os únicos que tenho ao pé de mim são os que estão na mesinha de cabeceira e que tenho de ler. Já não faço montes aos pés da cama como fazia com os meus livros favoritos como se fosse uma rapariga pequena a empilhar peluches. Há hábitos que acabam eventualmente por nos deixar, este foi um dos meus, o hábito que ainda não deixei é o de ler na cama, o que, por vezes, dá aso a uma situação fora do comum.
Apesar de não ser particularmente recorrente, já me aconteceu algumas vezes acordar com um livro em cima do rosto, visto que é raro conseguir ler de costas muito tempo. A luz da mesinha de cabeceira ficou acesa, eu mal deitada e o livro, que eu devia estar a ler, está a descansar em cima da minha cara. É uma imagem sem dúvida caricata.
Quando estudava até tarde na faculdade, ou de tarde, por vezes acabava por acordar por cima dos manuais, tamanho era o meu cansaço. Posso portanto dizer que já partilhei cama com alguns livros que, apesar de serem interessantes, não levaram a melhor ao meu sono.
Lembrei-me desta situação porque vi num update de status alguém escrever que tinha adormecido em cima de um livro e o tinha babado, ainda por cima, na melhor parte. A culpa é do sono claro e das férias que tardam em chegar!
O Encruzilhadas vai para fora cá dentro mas isso já é matéria para outro artigo!


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre os mesmos e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Opinião: A Casa dos Primatas, de Sara Gruen




A Casa dos Primatas
de Sara Gruen
Edição/reimpressão: 2012
Páginas:384
Editor: Edições ASA

Resumo: Sam, Bonzi, Lola, Mbongo, Jelani e Makena não são símios normais.
Estes bonobos, como outros membros da sua espécie, são capazes de raciocinar e de manter relacionamentos intensos. Mas, ao contrário da maioria dos bonobos, também conhecem a linguagem gestual.
Isabel Duncan, investigadora do Laboratório de Pesquisa da Linguagem dos Símios, não compreende as pessoas mas está perfeitamente à vontade com os animais, em especial com os bonobos…
Quando uma explosão abala o laboratório, ferindo gravemente Isabel e «libertando» os símios, a reportagem de interesse humano de John torna-se a reportagem da sua vida, que o fará pôr em risco a carreira e o casamento. É nessa altura que os bonobos desaparecidos são apresentados num reality show televisivo, emitido em circunstâncias misteriosas e capaz de se transformar no maior - e mais improvável - fenómeno da história da moderna comunicação social. Milhões de fãs ficam colados ao ecrã, a verem os símios a encomendar fast food cheia de gordura, a terem relações sexuais por tudo e por nada e a gesticularem a Isabel para os salvar.

Rating: 4/5

Comentário:  
A Casa dos Primatas foi a minha estreia com Sara Gruen, autora do tão aclamado Água para Elefantes. Foi uma surpresa interessante que se traduziu num livro de ficção leve e fluído, mas com conteúdo. Não sou das maiores amantes de animais, mas sou contra as injustiças e sigo os valores de respeito pelo próximo, perante qualquer ser vivo. Ao longo dos anos, a National Geographic foi-me fazendo ganhar um carinho especial para com uma ou outra espécie, resultado de reportagens bem conseguidas, pelas imagens estonteantes e pelos textos apaixonados. Sara Gruen fez o mesmo com este livro, fazendo-se sentir, de certa forma, em casa.
 Todo o enredo se prende com a vida de seis primatas, mais tarde sete, e pela forma como uma série de personagens se correlacionam com a sua existência, assumindo um papel em sua defesa ou uma atitude de desprezo e crueldade capaz de levantar as maiores críticas. Isabel Ducan é investigadora no Laboratório de Pesquisa da Linguagem dos Símios e dedicou os últimos 10 anos da sua vida àqueles que considera a sua família. Contrariamente a outros primatas, estes exprimem-se numa aproximação quase humana, comunicando com a equipa que os acompanha por linguagem gestual. São sensíveis e têm uma opinião própria, criando uma empatia e dinamismo que os que se cruzam com eles pela primeira vez não podiam esperar. O mais interessante quanto a este assunto é a veracidade de alguns diálogos estabelecidos pelos bonobos com a personagem, que foram introduzidos na obra pela autora, ao contactar com uma realidade semelhante, o que muito pode surpreender o leitor.
É então que acontece o inimaginável e vemo-los a serem retirados à força do local que conhecem como lar para que se dê origem a uma exploração gananciosa por mentes menos intencionadas, de uma nova faceta dos bonobos: o seu à vontade e liberdade sexual, do qual resultam diversas interacções entre os elementos da família.
Isabel decide então partir num empreendimento do qual não saberá o resultado, mas que garanta a luta pela segurança dos seus, sejam eles os símíos que teve a cargo até recentemente, sejam as novas amizades que vão surgindo, e que irão criar elementos de suporte que a ajudam a aguentar momentos inesperados.
Por outro lado, John é um jornalista que se interessou pela história destes animais peculiares e não se consegue esquecer da força e do poder de interacção que os mesmos tiveram consigo. Quando se depara com problemas profissionais com o jornal para o qual trabalha, decide partir à aventura, e principalmente acompanhar a sua mulher que muito precisa de si, mesmo quando não o demonstra.
Gostei bastante do enredo e acompanhei rapidamente o desenrolar da história. Como pontos negativos, destaco o desenvolvimento de algumas linhas de narrativa que para mim não tiveram sentido. Se a relação de John com a mulher por vezes já me soava fora do contexto, a insinuação de um possível triângulo amoroso logo ao início começou por me desagradar. O desenvolvimento de algumas histórias do passado ou a imiscuição da família do casal também. Tirando isso, foram um par agradável, à procura de descobrir como ultrapassar as suas diferenças e continuarem pelo caminho explorado do casamento.
A exploração da temática do mau trato e abuso dos animais pode ser educativa sem pecar pelo excesso, criando uma afectividade maior entre o leitor e os simpáticos e descontraídos bonobos, que nos acompanham com as suas peripécias e teimosias ao longo de toda a obra.
É acima de tudo uma história de coragem: de não ter medo de ultrapassar obstáculos que se julgavam impossíveis de ultrapassar, de ver além do óbvio, de pedir ajuda quando necessário, e de confiar sem perder o rumo. Aconselha-se a leitura para quem gosta de animais, e para quem quer começar a gostar.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Ouvir Audio-livros?

Depois do nosso artigo sobre e-books, achei que seria de uma certa relevância falar de audiobooks. A linha de pensamento era lógica e até pensei que o artigo que pudesse vir dela fosse interessante, contundo havia um pequeno problema: nunca tinha ouvido um e foi isso que me pus a fazer esta semana.
Depois de fazer uma pequena pesquisa no google descobri que existem dois tipo de livros audio, os chamados palavra-a-palavra, nos quais o locutor apenas lê o livro e os chamados dramatizados, nos quais poderá haver todo um elenco e sons de fundo que dão uma certa magia à audição.
Devo confessar que os livros palavra-a-palavra não me cativaram e dei por mim a perder o interesse rapidamente ignorando a voz que falava enquanto fazia outras tarefas. Quando numa noite de insónia me pus a ouvir um audio livro dramatizado os meus olhos abriram-se em choque e foi como se acabasse de ter uma epifania. Comparado a uma autêntica radio novela, os livros audio dramatizados conseguem ser autênticas séries de tv sem imagem.
São portas que chiam, personagens que bebem café, sons de teclado e de bicicletas, nós conseguimos ouvir tudo e a nossa mente preenche os vazios rapidamente. Subitamente, tal como num livro escrito, visualizamos as personagens na nossa mente e seguimo-las. Como as versões dramatizadas tem vários locutores, temos de estar mais concentrados e torna-se tudo também um certo desafio, eu pelo menos sinto que sim pois tenho alguma dificuldade em diferenciar vozes por vezes.
O desafio criado por estas vozes e sons também ajuda a que nos concentremos mais no livro e permite que desfrutemos mais do mesmo. Creio que deve ser por lembrar menos uma palestra da escola do que os livros que são lidos palavra-a-palavra. 
Para quem começar a ouvir estes fantásticos livros, tenho a dizer que esta semana "li" o livro "Quando Sopra o Vento Norte" de Daniel Glattauer (crítica a sair em breve) e que foi dramatizado pela BBC 4. Estou, de momento, a meio de uma colectânea de histórias sobre mulheres detectives, também dramatizada pela BBC 4 que também dramatizou os livros Hobbit e O Senhor dos Anéis, conseguindo reviews extremamente positivas.
Os livros de Harry Potter, disponíveis na loja do Pottermore, tem também críticas positivas, a trilogia dos Mundos Paralelos, maior parte dos livros de Stephen King e Terry Parchett assim como os estúdios The Big Finish, tem grande parte dos votos para melhores dramatizações.
Digam-me caros leitores, já pensaram na possibilidade de ouvir um livro audio? Acham que gostariam ou nem por isso? Será que fazem falta no mercado livros audio em português?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidades: Presença 2ª Quinzena

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 248
Resumo:
Paul Krugman faz uma análise de grande amplitude sobre a maior crise da economia mundial desde a Grande Depressão de 1929, examinando aspetos determinantes e apontando caminhos para contrariar os seus efeitos. Para ele é claro que a ênfase deve ser colocada no retorno rápido aos níveis normais de produção, o que exige pôr em prática aquilo que se aprendeu com crises passadas. Especialmente interessantes são capítulos relacionados com a moeda, em geral, e o euro e a crise da dívida europeia, em particular. Acabem com esta Crise Já! é uma obra fundamentada, de leitura acessível para um público vasto e que não deixará de interessar também os leitores especializados.


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 204
Resumo:
Deepak Chopra centra-se nas quatro principais áreas da nossa vida - relacionamentos, saúde e bem-estar, sucesso e crescimento pessoal -, e, ao responder às perguntas que lhe são colocadas por leitores de todo o mundo, proporciona-nos valiosos insights e mostra-nos como alcançar o estado de expansão da consciência, o estado em que não existem problemas, só soluções.
Deepak Chopra tem inspirado milhões de pessoas a mudar as suas vidas. É autor de mais de sessenta livros, traduzidos em mais de oitenta e cinco línguas, muitos dos quais bestsellers. Médico e professor, fundou The Chopra Center for Wellbeing em Carlsbad, na Califórnia. É considerado um dos grandes instrutores espirituais da filosofia oriental no Ocidente. 


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Resumo:
«Duas são as sentinelas que vigiam o mar, caprichosas, tremendas, de lanças a postos. Três os amigos que as podem enfrentar,mas a nenhum, cuidado, ofereçam os rostos.» De acordo com o primeiro manuscrito, Ulysses Moore é provavelmente não só um mestre de línguas, linguagens e códigos, mas também um físico mais genial que o próprio Albert Einstein. Ou se calhar é um mentiroso exímio!  


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 200
Editor: Marcador
Resumo:
«O Vento dos Outros» é um relato apaixonante de uma viagem à América do Sul. Uma viagem exterior e interior na escrita de Raquel Ochôa, autora vencedora do Prémio Agustina Bessa-Luís. Os seus livros anteriores foram muito bem recebidos pela crítica e atingiram os top's nacionais de vendas.

A Casa dos Sonhos, de Liz Fenwick

A Casa dos Sonhos
de Liz Fenwick
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 432
Editor: Quinta Essência
Resumo:
Poderá uma casa sarar um coração destroçado?
Quando a artista Maddie herda uma casa na Cornualha, logo após a morte do marido, ela espera que isso seja o novo começo de que ela e enteada Hannah precisam desesperadamente.
Trevenen é linda, mas negligenciada, uma casa rica em história. Maddie está encantada com ela e determinada a saber o máximo sobre o seu passado. Quando descobre as histórias das gerações de mulheres que viveram lá antes, Maddie começa a sentir que a sua vida está de alguma forma ligada àquelas paredes.
Mas o sonho de Maddie de uma vida tranquila no campo está muito longe da realidade que enfrenta. Ainda a lutar com a sua dor e com Hannah, Maddie é incapaz de encontrar inspiração para a sua pintura e percebe que pode enfrentar a perspectiva de ter de vender Trevenen, agora que começou a amá-la.
E enquanto Maddie e Hannah desvendam o passado de Trevenen, a casa revela segredos que ficaram ocultos durante gerações.
Um livro maravilhoso cheio de romance e mistério.

Rating: 2,5/5

Comentário:
Gosto de livros com mistérios! Adoro livros com histórias em duas linhas tempo, como acho que já referi, gosto da maneira como os escritores conseguem interligar ambas as linhas tempo fazendo com que estas quase se toquem sem efectivamente se tocarem. É preciso um certo cuidado para conseguir que tudo fique na proporção certa. 
Eu e este livro não nos entendemos muito bem. Houve algo que faltou para mim, nem sei bem o quê ao certo, creio que foi o grande potencial que ficou por explorar. A casa, Tervenen, tinha tantos quartos e tantas possibilidades que creio que a acção escolhida por Fenwick, apesar de ter sido original, ficou um pouco aquém do impacto que podia ter causado.
Isso aliado a um pára e arranca que me lembrou o IC19 em hora de ponta, tornou a leitura do livro muito mais complicada. O enredo podia ter sido melhor explorado embora as personagens tenham, na sua maioria, uma vida muito própria e realista que segura a história.
Mesmo assim, a personagem de Hannah foi a mais mal trabalhada na minha opinião. Apesar de ter as suas manias de adolescente, chega a ser um pouco confuso, pois tanto está a insultar a madrasta como na linha seguinte já está preocupada com a mesma. Para mim foi bastante confuso, apesar de perceber que a autora quis mostrar que Hannah estava magoada com toda a situação, deu-lhe uma pseudo-raiva que tanto está instalada como adormecida que confunde o leitor. Se Hannah fosse uma jovem de doze anos, se ela fosse mais nova do que aquilo que na realidade é, talvez fosse compreensível pois podíamos dizer que era pequena e não sabia bem o que sentir. Contudo, Hannah é mais velha e a certa altura os seus ataques de raiva apenas acabaram por me irritar e levar Maddie a um desespero profundo.
Depois de Hannah, outra das coisas que mais me aborreceu no livro, foi a sensação que algo estava prestes a acontecer para logo a seguir termos o tapete puxado debaixo dos pés e, infelizmente, foi algo que aconteceu mais que uma vez. O leitor tem a sensação que subitamente algo fabuloso e completamente inesperado vai acontecer apenas para algo se por na frente e a história dar dois passos para trás, como se Fenwick quisesse transmitir realismo para o livro a toda a força. 
Na vida real nada é linear, as pessoas levam o seu tempo a juntarem, levam o seu tempo a recuperar e levam o seu tempo a viver e a tomar decisões. Um livro, contudo, deve ser mais rápido, especialmente se não tiver sequelas, há várias maneiras de fazer o tempo passar, que não são de todo desconhecidas de Fenwick, e que ajudam a manter a acção interessante. Creio que um uso melhor das mesmas poderia ter encurtado o livro sem se perder partes da história.
Gostaria também de dizer que o que nos mantém interessados, apesar do passo lento da história, é a escrita da autora. É uma escrita leve e fluída que nos faz abrir os olhos admirados ao ver que já lemos vinte páginas sem nos apercebermos. Deixo aqui um aviso para quem gosta de ler devagar, tenham cuidado que a escrita de Fenwick engana! Terão muita dificuldade em ler este livro devagarinho.
Foi uma leitura agradável mas devo confessar que já li melhor, assim sendo dou-lhe um dois e meio, em grande parte pela escrita tão agradável da autora e não tanto pelo enredo.

Booktrailers

E mais uma vez temos a nossa rubrica dos booktrailers de modo a dar a conhecer livros de uma maneira completamente diferente da habitual.
Esta semana escolhemos alguns booktrailers de romances para partilhar convosco! E os selecionados desta semana são os seguintes:

A Casa dos Sonhos, de Liz Fenick
Um aposta da Quinta Essência e que vamos comentar ainda esta semana!



Segredos da Praia das Camarinhas de Clara Correia
O livro que esta semana temos a passatempo, editado pela Pastelaria Studios Editora.


A Lady Awaken de Cecelia Grant
A escritora revelação de 2011!
Assustada com a morte do marida e a iminência de perder tudo o que ama para o cruel cunhado, Lady Martha concebe o plano ideal, aliás, cria o plano ideal para conceber! Sabendo que se estiver grávida os seus bens continuarão em sua posse, Lady Martha decide visitar um vizinho e fazer-lhe uma proposta arrojada...


Duas irmãs, um rei de Phillipa Gregory
Editado em Portugal pela Civilização Editora, este é o livro de Gregory que já foi levado ao grande ecrã.


Passatempo: "Segredos da Praia das Camarinhas" de Clara Correia

E chega-nos mais um passatempo, novamente sob a tutela da Pastelaria Studios Editora. Temos para sortear um exemplar de "Segredos da Praia das Camarinhas", de Clara Correia, ao qual se podem habilitar ao responder correctamente a todas as perguntas que se seguem. As respostas poderão ser encontradas aqui.
Atenção à leitura e cumprimento das regras. 
Boa sorte a todos! 

ATENÇÃO: 
Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 23 de Julho. 
2) Ser seguidor do Blog da Editora. 
3) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos. 
4) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas). 
5) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
6) O Encruzilhadas Literárias e/ou a editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.


Resultado passatempo "Milagre de Amor" de Eloisa James

E chegamos ao fim de mais um passatempo! Gostaríamos de agradecer a todos os participantes mas como já sabem, só pode haver um/a feliz contemplado/a!
Assim sendo e sem mais demoras, o/a vencedor/a do livro Milagre de Amor da Quinta Essência é:

102 - Maria de Lurdes Branco dos Reis

Parabéns! Os seus dados serão enviados à Quinta Essência para que possa receber o livro por correio! A todos os participantes a melhor das sortes para próximos passatempos!

Eu queria ler isto?

Mais uma vez vou puxar a Cláudia para este tema pedindo-lhe com todo o meu amor que ela por favor não me processe. 
Ora, como sabem, eu e a Cláudia temos conta no GoodReads (GR), provavelmente um dos melhores sites alguma vez inventados pelo Homem, e uma das coisas que mais gostamos de fazer por lá é encontrar novos livros para ler e juntá-los às nossas listas do "para-ler". Infelizmente o que acontece é que de momento cada uma de nós deve ter 400 ou mais livros nessa lista, o que por vezes nos deixa um pouco perdidas. Já dei por mim a dizer à Cláudia que tinha visto o livro xpto em promoção só para a ter a perguntar-me "Mas eu queria ler isso?".
A verdade, caros leitores, é que eu tenho uma memória fantástica para capas de livros. Posso não me lembrar do título ou do autor, mas se no meu feed do GR vir a Cláudia a marcar livros para ler que já tenham capas disponíveis, quando tornar a ver as capas, uma luz acender-se-à no meu cérebro. E nessa altura eu saberia que a Cláudia quer ler o livro em questão. Ela que não me peça é para lhe dizer o resumo que normalmente não faço ideia.
 No entanto a Cláudia tem desculpa para não se lembrar, apesar de que eu também não me lembro dos meus 400, talvez a melhor maneira de explicar isto seja com uma metáfora. É que a Cláudia quando adiciona os livros à sua lista para ler, adiciona como um corredor olímpico a fazer os 100 metros barreiras, ou seja, ela é capaz de em 10m adicionar uns trinta ou mais livros à sua lista. Depois fica dias sem adicionar nada e subitamente noutro dia, aparece-me no feed do GR outros trinta livros que ela adicionou do nada.
Já eu sou mais calma, vejo e revejo, raramente adiciono livros à minha lista que não queira mesmo ler. Sou capaz de ver o mesmo livro três ou quatro vezes antes de ter a certeza de que o quero adicionar e às  vezes sei que os quero ler e não os tenho na lista. (Creio que o facto de sermos ambas saudavelmente malucas contribuí para a nossa amizade.)
Mesmo assim com mais de 400 livros numa lista é normal que nos esqueçamos de alguns. Há no entanto, aqueles que nunca nos esquecemos que queremos ler, aqueles que queremos ler muito. Como a sequela de uma saga que teima em não sair, ou o novo livro do nosso autor favorito.
Digam-me caros leitores, alguma vez entraram numa livraria e ponderaram de livro na mão, se o queriam ler ou não? Sabem quantos livros tem nas vossas listas para ler? (Digam-nos que não estamos sozinhas!)


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

O Meu Encontro com a Vida, de Cecelia Ahern

de Cecelia Ahern
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Editor: Editorial Presença
Resumo:
 Nos últimos anos, a vida de Lucy Silchester não tem corrido como ela idealizara. No entanto, isso não parece incomodá-la, uma vez que para cada coisa desagradável que lhe acontece, há sempre uma maneira de a contornar contando uma mentira. Um dia, quando chega a casa, Lucy encontra um envelope com um convite para se encontrar com a vida, que aparentemente ela anda a negligenciar. A partir desse momento, as suas mentiras irão ser desmascaradas - a menos que Lucy aprenda a dizer a verdade sobre o que é realmente importante para si. (Vejam o livro no site da editora clicando aqui e aproveitem para ler um excerto do mesmo!)

Rating: 4/5

Comentários: 

Catarina: Em primeiro lugar gostaria de dizer que esta será sem dúvida uma das críticas mais pessoais que já fiz. E isso dever-se-á ao facto de algumas das situações que a protagonista vive serem situações pelas quais eu já passei, ou, assustem-se, estou a passar. Assim sendo, ler o livro foi bastante divertido e uma experiência que recomendo. Foi uma óptima ideia pela parte da Editorial Presença quando decidiu publicar este livro, que não poderia ter vindo numa altura mais ideal do que a presente.
Confesso que nunca tinha lido nada escrito pelas mãos de Cecelia Ahern. Vi o filme do livro P.S.- Amo-te e estava interessada em ler o livro, também editado pela Editorial Presença. No entanto, várias amigas minhas que o fizeram na altura desaconselharam-me, dizendo que o livro ficava muito aquém do filme. Assim sendo, foi um pouco a medo que peguei neste livro. A autora conseguiu contudo superar todas as minhas expectativas e criar um universo bastante interessante, com personagens divertidos e bastante humanas.
A premissa do enredo é bastante curiosa: Lucy não se tem "portado bem" e a Vida resolve chamá-la para uma "sessão de intervenção", mas a Vida é tudo menos aquilo que Lucy espera e eis então que ela se vê a dar uma volta de 180º à sua existência. Tenho de admitir que me questionei várias vezes durante o livro como seria a minha vida se ela decidisse marcar um encontro comigo e creio que seria, no mínimo, assustador.
Mas é esta a situação estranha e caricata com que Lucy tem que aprender a lidar e com a qual vive ao longo do livro. O processo complicado (e ao mesmo tempo simples) que é a desmistificação da vida de Lucy é soberbo. Capítulo a capítulo, testemunhamos a queda das suas mentiras e mais, das suas próprias ilusões, assim como das ilusões das pessoas que a conhecem. A Vida não vai deixar espaço para dúvidas no que verdadeiramente é importante para Lucy, mesmo que esta não saiba bem o que isso significa.
Outra coisa que este livro tem que eu também aprecio bastante, são os vários momentos de humor. Acho que a autora soube aproveitar muito bem a personalidade das suas personagens e conseguiu explorar e criar momentos em que as personagens não só brincam entre si como efectivamente se ridicularizam umas às outras, algo que não só é humano como bastante real.
Quando uma personagem é bem construída, é normal este género de coisas acontecerem, temos momentos para rir e momentos para chorar. Percebemos o que aquela personagem sente e se forem doidos como eu, quase que podemos imaginar que ela existe mesmo, mesmo que apenas seja num canto da nossa mente. Assim sendo, gosto que as personagens dos livros me sejam coerentes. A não ser que me digam que a personagem está com uma depressão, e tenha choros por tudo e por nada, apenas me vão irritar se assim não for porque pessoas assim na vida real também me irritam: se a pessoa conta piadas quando está nervosa, eu espero ler algumas piadas, mesmo que más, quando a personagem se enerva. São estes pequenos jeitos que, para mim, dão profundidade a um personagem e o tornam real, são coisas que aprecio bastante nos mesmos.
Desde a capa, visto que os olhos também comem, até à última página, este livro revelou-se uma autêntica caixinha de bombons. Sai não só com o nosso selo de aprovação assim como com uma recomendação de leitura! Sem dúvida um livro enternecedor que nos faz repensar na nossa vida.


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.


Cláudia: Se a ideia de ter um estranho a entrar-nos casa dentro a saber tudo sobre a nossa vida pode parecer assustadora, mais assutadora é a ideia de que essa pessoa (e com muito mal aspecto por sinal) é a nossa Vida. Vida essa que ainda por cima foi contactada pela nossa família, e que assinou uma autorização para uma intervenção imediata! Bizarro demais?
Esta é a premissa inicial demonstrada por Cecilia Ahern em "O Meu Encontro com a Vida", e que devo que confessar estranhei ao início. Talvez porque esperava por algo mais abstracto. Um encontro com a vida sugere algo mais reflexivo, fora dos parâmetros normais de um romance, mas quando dou por mim tenho a Vida de Lucy a jantar em casa da sua família. De qualquer forma, e passado aquele choque inicial de ir com as expectativas trocadas, entrei facilmente no enredo e foi um dos livros mais divertidos que li nos últimos tempos.
Em parte fez-me lembrar uma série televisiva, Being Erica. Não é muito conhecida, e talvez nem todos saibam do que falo, mas relata a história de uma mulher que se encontra com um terapeuta especial, que a faz voltar atrás no tempo em algumas situações para reviver momentos da sua vida dos quais se arrepende e daí retirar uma lição. A Vida de Lucy é sem dúvida um Doctor Tom, mas muito mais rabugenta, inadequada, constrangedora e difícil de lidar. De facto, a Vida coloca a nossa protagonista numa série de situações onde a mesma, como mentirosa compulsiva para se escapar de algumas situações, se vê ainda mais encrencada do que esperava e sem solução senão enfrentar os problemas de frente e procurar uma solução clara para os mesmos. Se bem que elas nem sempre existam, principalmente se vierem afogadas em anos e anos de problemas, respostas evasivas e fugas desesperadas a confrontos.
À medida que vai aprendendo a lidar com as várias questões que a atormentam, Lucy aprende o significado de estimar-se e estimar a sua Vida, de protegê-la sendo feliz, e garantindo que os outros à sua volta a respeitam.
É um livro bastante acessível, com uma escrita muito leve e directa, e um óptimo romance para este fim de verão. Sabe a sol, sabe a mudanças, sabe essencialmente a uma dúzia de gargalhadas, porque é impossível não rir com uma Vida a pôr-nos em cheque. E todos sabemos do que falo, porque há sempre um amigo que nos coloca em situações constrangedoras, onde gostaríamos de achar um buraco no chão para nos escondermos, e escapar do pressuposto que nos é colocado em diante.
Por outro lado, a perspectiva relaxada e algo romântica de Cecilia não deixa de nos colocar a pensar e reflectir sobre a nossa realidade, sobre a nossa reacção perante situações adversas e sobre o quanto por vezes seria mais fácil se a Vida falasse connosco. Mesmo que o registo dela ainda seja o do século passado e não perceba nada de computadores.
Foi a minha estreia com esta autora e gostei bastante
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Mas os maridos das outras não...

Hoje de manhã quando estava a conduzir de retorno a casa, dei por mim a ouvir tocar no rádio a música "Os maridos das outras", música que só descobri recentemente. Descartei a música sem pensar mais nela, até que hoje, depois de a ouvir no carro e entrar nos fóruns literários me apercebi das paixões que os personagens dos livros despertam por vezes nas leitoras. 
Existem neste mundo pessoas verdadeiramente apaixonadas por personagens literários, que gostavam que os seus "maridos" fossem minimamente parecidos com os homens fortes e fogosos dos livros. Afinal até que ponto é perfeito um homem feito de papel e letras? (E tudo os que os homens não, os maridos das outras são...)
Já li posts de raparigas completamente apaixonadas pelo Peeta d'Os Jogos da Fome e pelo Quatro (Four) do Divergente. Estas paixões também se estendem aos homens dos desenhos animados e às personagens das séries, mas parece-me, por vezes que os escritos acabam por suscitar mais atenção.
Lembro-me agora, de discutir com a Cláudia o amor que o Jace tem pela Clary, na saga Caçadores de Sombras. Dizia-me ela que, apesar do Jace ser bastante perturbado, devia ser uma sensação incrível ter alguém a olhar para nós como o Jace olha para a Clary durante um minuto. Facto com o qual tive de concordar. (Tenho de parar de usar a Cláudia nos meus artigos, ou arrisco-me a que ela me processe por difamação do seu bom nome.)
Seja o seu nome St. Calir, Jace, Harry, Iroh, Mako, Four, Peeta, Gale, Ron ou Matthew, a verdade é que estes homens de papel tocam corações por todo o mundo. Questiono-me se os homens reais se sentem ameaçados por eles, ou se acham que estes não passam de uma representação escrita de uma perfeição que jamais será inigualável?
Creio que apesar de terem os seus defeitos, quando são bem escritos, um dos grandes atractivos destes homens de papel é o facto de nós sabermos exactamente o quanto eles amam a personagem feminina do livro. Afinal mesmo que ela tenha dúvidas, nós, como leitores omnipresentes, não as temos. Isso aliado a vários actos heróicos e modestas provas de amor, acabam por cavar um caminho no coração das leitoras, que apenas podem suspirar e sorrir.
Confessem-se caras leitoras, quantas vezes desejaram que um homem de papel e letras fosse real? Será que estes homens de papel e tinta são completamente fictícios, um sonho feminino, ou existem por aí?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidades: Asa

Milagre
de R. J. Palacio
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 368
Sinopse:
August nasceu com uma deficiência genética que faz com que o seu rosto seja completamente deformado. Quando nasceu os médicos não tinham esperança de que sobrevivesse, mas sobreviveu. Vários anos e muitas cirurgias depois, August vai, aos 10 anos, enfrentar o maior desfio da sua vida. A escola.
Contado a várias vozes, é uma história emotiva das dificuldades que tem de superar uma criança com uma terrível deformação e um relato do milagre que é a vida.
 

Uma Carta Inesperada
de Barbara Taylor Bradford
Formato do ficheiro: E-pub (e-book)
Edição/reimpressão: 2012
Sinopse:
Justine Nolan é uma mulher de sucesso com uma carreira artística fulgurante. Mas as memórias que guarda com mais carinho remontam à sua infância, um tempo que recorda como mágico. De visita a casa da mãe, Justine abre inadvertidamente uma carta que vai mudar tudo o que ela julgava saber sobre a sua família e até sobre si própria. As revelações são tão chocantes que a jovem pede a ajuda e o conforto de Richard, o seu irmão gémeo. Juntos, resolvem descobrir a verdade custe o que custar. Mas para o fazer, ela terá de viajar até Istambul - a vibrante e sedutora cidade onde se cruzam Ocidente e Oriente. É um lugar com os seus próprios segredos e cujo magnetismo aproxima Justine de um homem fascinante que parece saber mais do que aquilo que está disposto a revelar. E quando os enigmas ocultos durante décadas pareciam finalmente deslindados, Justine recebe um revelador livro de memórias. No coração deste diário reside a sua verdadeira identidade. Esta é a sua grande oportunidade de sarar as feridas de traições do passado e de abraçar um novo amor e uma nova vida.

Noites de Jasmim
de Julia Gregson
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 544
Sinopse:
1942. Numa Europa devastada pela guerra, a jovem Saba tem uma vida protegida. Demasiado protegida. Ela anseia por liberdade e é suficientemente obstinada para desafiar as convenções e a própria família e perseguir o seu sonho: cantar. Ao atuar num hospital militar britânico, a jovem conhece Dom, um piloto em convalescença. A atração é imediata mas ambos sabem estar perante um amor condenado. Dom debate-se com o trauma das suas cicatrizes de guerra e está decidido a voltar rapidamente ao combate. Atormentada pelos perigos que o homem que ama está disposto a correr, Saba renuncia aos seus sentimentos e decide partir numa jornada que a levará ao glamour do Cairo e ao calor e opulência de Istambul. Um mundo tumultuoso e decadente de soldados, espiões e agentes duplos. Um mundo onde não há lugar para a inocência e todos buscam mais do que aparentam. Alguns querem apenas desfrutar da sua belíssima voz. Outros, sentir o seu amor. Mas há também quem queira os segredos que só ela, graças ao círculo social em que se move, pode descobrir.
No turbilhão em que se tornou a sua vida, há algo que se mantém inalterado: as suas memórias dos momentos que passou com Dom. Desde então, o mundo mudou irremediavelmente, mas os seus caminhos voltarão a cruzar-se um dia… e da forma mais inesperada.

Milagre de Amor de Eloisa James

Milagre de Amor
de Eloisa James

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 372
Editor: Quinta Essência
Resumo:
 Uma nova versão de A Bela e o Monstro
Miss Linnet Berry Thrynne é Bela … Naturalmente, está noiva de um Monstro.
Piers Yelverton, conde de Marchant, vive num castelo no País de Gales, onde, corre o boato, o seu mau humor arrasa todas as pessoas com quem se cruza. E também consta que uma lesão deixou o conde imune aos encantos de qualquer mulher.
Só que Linnet não é qualquer mulher.
Ela é mais do que simplesmente formosa: o seu espírito e encanto forçaram um príncipe a ajoelhar-se. E calcula que um conde se apaixonará loucamente por ela… em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não tem ideia do perigo a que o seu coração é exposto por um homem que poderá nunca devolver-lhe o seu amor.
Se ela decidir ser realmente muito perversa … que preço pagará por domar o coração selvagem desse homem?
Rating: 3/5

Comentário:
Mais uma novidade da chancela Quinta Essência, desta feita quase a chegar às livrarias! Devo confessar que nunca tinha lido nada escrito pelas mãos de Eloisa James e fiquei bastante satisfeita por a escrita desta ser bastante agradável. Isto é, uma escrita fluída e acompanhada de momentos de boa disposição.
Tratando-se de um recontar da história da "Bela e o Monstro", não podemos dizer que a autora tenha sido cem por cento original mas creio que conseguiu fazer um bom trabalho. Como costuma dizer uma grande amiga minha, um bom contador de história torna qualquer história conhecida numa história que dá prazer tornar a ouvir. E com o sucesso de vendas que Eloisa James tem sido, esta frase não podia, sem dúvida, estar mais correcta.
A história tem um inicio rápido e mexido, entramos logo para dentro do escândalo! Será que aconteceu algo mais entre Linnet e o Príncipe, sem ser o beijo apaixonante que foram apanhados a trocar? Que vestido enorme era aquele que Linnet levava senão o ideal para esconder a sua barriga de grávida? Linnet está desesperada, desonrada e não sabe o que fazer. Mesmo assim apresenta-se como uma personagem séria e segura de si, criado imediatamente uma empatia com as leitoras.
Já Piers, o "monstro", está maldisposto, solitário e bastante feliz por assim o estar. Com uma dor crónica na perna e quatro imbecis como estagiários no seu "hospital", a última coisa que Piers precisa é de uma rapariga, especialmente uma tão bela como Linnet, a passear pela sua casa. Além do mais ele jurou jamais casar, logo as tentativas de Linnet nunca passarão de tentativas. Piers revela-se portanto um herói, que tal como na história original, mais parece um antagonista.  No entanto, devido à personalidade de Piers e à sua bengala, tive alguma dificuldade em vê-lo como outra personagem que não fosse o Dr. House, neste caso o actor Hugh Laurie, personagem na qual a autora admite ter-se baseado para a personagem de Piers.
Gostei da maneira como a relação entre as duas personagens evoluiu com as poucas palavras trocadas entre o casal mas que se revelavam cheias de tenção e ironia. A determinada altura a história acelerou mas isso é normal devido ao espaço de tempo em que ocorre.
O meu queixume em relação ao livro é o facto da tia de Linnet ser tão rapidamente descartada. Os dois parentes da nossa personagem principal, pai e tia, faziam uma boa dupla que tanto era exasperante como divertida. Pensei por momentos que talvez a tia de Linnet a acompanhasse e posso imaginar a cena que o encontro desta com Piers daria, infelizmente para mim a autora não decidiu seguir esse caminho, o que, verdade seja dita, também vai de encontro à personalidade da personagem e portanto é perfeitamente desculpável.  
Na minha opinião Milagre de Amor é um livro com o qual se podem passar algumas tardes agradáveis, se forem leitores mais lentos ou que gostem de estender a leitura ou, se forem como eu, leitores rápidos, é óptimo para levar para as filas de espera. Eu levei o meu comigo quando tive de esperar por 40m que me chamassem para tratar de uns papeis e dei-lhe um bom avanço de quase 100 páginas. Ajudou o tempo a passar rápido e ainda devo ter soltado uns sorrisos tolos pelo meio. Uma leitura bastante agradável para ler à sombra este verão.
  •  Podem ler as primeiras páginas aqui;
  • Este livro faz parte de um conjunto de novas versões de contos de fadas, tendo já sido publicada pela Quinta Essência, o recontar da Cinderella, chamado "O Beijo Encantado".
 

Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Atenção Escritores: Colectânea "Histórias Horríveis ou Impossíveis"

Atenção escritores, atenção!
A Pastelaria Estudios Editora procura histórias para materializar na colectânea "Histórias Horríveis ou Impossíveis"! Se tem uma história fantástica, horrível, terrível ou simplesmente impossível faça-lhes chegar o seu texto e seja parte desta colectânea literária. Novos e velhos, novatos e experientes queremos dar a conhecer as vossas histórias e fazer deste um grande livro e, porque não? O vosso livro.
Até 30 de Julho façam-lhes chegar as vossas histórias! Aqui ficam as regras para poderem participar:

1- Enviar a sua história horrível ou impossível para :
pastelarialivros@gmail.com
ou
pastelariaestudios@gmail.com.

2 - O tamanho da história : até 5 folhas (páginas) A4 Letra: Times new roman 12pts;

3 - O vosso manuscrito deverá ser enviado num ficheiro word. Relembramos letra: Times new roman 12pts;

4 - Deverá estar devidamente identificado;

5 - Qualquer pessoa poderá participar, obedecendo ao tema sugerido; e

6- A participação não obriga a nenhum compromisso monetário. Os autores podem participar gratuitamente.

Mas ainda há mais! Saibam que o autor da melhor história será premiado com a publicação de uma obra na Pastelaria Studios Editora. De que estão à espera para tornar um sonho possível?

Novidades: Presença Marcador

 Novidades da Presença Marcador para a primeira quinzena de Julho.
de Florent Gonçalves
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 168
Editor: Marcador
Sinopse:
Florent Gonçalves, luso-francês, 42 anos, diretor da prisão feminina de Versalhes, é detido com grande aparato pelas forças policiais francesas e acusado de ter mantido um caso no interior da instituição com uma das detidas.
A história chega imediatamente à imprensa francesa, é tema de abertura nos noticiários das televisões e provoca o frenesim nas redações das rádios e dos jornais.
No meio da tempestade provocada pelos jornalistas, as insinuações multiplicam-se e as acusações sobem de tom. As notícias são recheadas com novos pormenores a cada dia e as mais rocambolescas alusões são insinuadas para expor a história.
Mas quanto de tudo isso é verdade?
Nas páginas deste livro, Florent Gonçalves abre o coração e conta toda a verdade sobre os acontecimentos.
A sua versão é sincera e comovente.
Conta a história tal como realmente aconteceu, restaurando a verdade dos factos e prestando homenagem a uma história de amor surpreendente, que veio a florescer no mais improvável dos cenários. Florent Gonçalves perdeu tudo: família, amigos e o emprego. A sua honra foi manchada.
Está a ser julgado nos tribunais do país onde vive.  

de João Lopes Marques
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 280
Editor: Marcador
Sinopse:
 As extraordinárias viagens de um lusitano à descoberta dos 5 continentes - o livro de viagens mais divertido do ano. Uma descoberta de costumes, aberrações, e manias dos vários povos do globo. Um livro útil, interessante e divertido que dá a conhecer a expressão mais intensa da cultura de outros povos.

Podem ler um excerto no site da editora clicando aqui.
de Rui Natário
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 168
Editor: Marcador
Sinopse:
Das Batalhas da Fundação até à Guerra das Laranjas, passando pelas lutas da Independência e pelas conquistas do Índico, sem deixar de lado Alcácer Quibir e as guerras da Restauração, este livro traça um panorama das maiores batalhas da História de Portugal.Um retrato fiel e verídico das grandes batalhas da História de Portugal envolvido pelo contexto social e político da época e alicerçado numa profunda investigação histórica. Recheado de sugestões surpreendentes relativas às circunstâncias menos conhecidas e com os detalhes prováveis do que pode realmente ter acontecido. Imperdível!