O Diário da Minha Melhor Amiga, de Jill Abramson

O Diário da Minha Melhor Amiga
de Jill Abramson

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 192
Editor: Edições Asa
Resumo:
Uma história real
Jill Abramson, diretora editorial do jornal The New York Times, viu a sua vida mudar drasticamente com a morte do seu cão, Buddy, seguida de um dramático acidente e uma depressão. Mas o marido, os filhos e os amigos sabiam algo que ela teimava em negar: o seu amor pelos animais seria a forma mais rápida e feliz de ultrapassar aquela fase negra da sua vida. E não podiam estar mais certos. Neste terno e comovente relato, Jill partilha os momentos mais intensos e reveladores dessa relação que lhe permitiu voltar a ter fé no futuro e alegria de viver.

Rating: 3/5

Comentário: 
É raro pegar em livros com histórias verídicas. Não se trata de não gostar mas sim de uma preferência por mundos fantasiosos e de mais difícil alcance. Deve ser por isso quando pego numa história como a de Jill e Sout existe uma certa resistência em mim para começar a leitura que acaba por se desvanecer na página 10 se a história estiver bem escrita.
Jill Abramson trabalha no The New York Times é por isso fácil de imaginar que a sua escrita é interessante e de fácil compreensão e, mais do que a história de Scout, é o que nos mantém na leitura do principio ao fim. Confesso que apesar de gostar de cães, aliás de animais em geral, não sou pessoa muito dada aos mesmos, quem sabe o animal certo ainda não apareceu, mas isso faz com que estes livros sobre animais me pareçam sempre chatos quando olho para as capas.
Mas a escrita de Jill e a sua experiência com Scout cativaram-me! Dei por mim a ler o livro na cama, todas as noites um bocadinho e a sorrir para mim mesma perante as asneiras e desventuras da mesma. Outra coisa gira que o livro explora é todo o mundo criado em torno dos casais mais velhos que ou nunca tiveram filhos ou os mesmos já saíram de casa e a maneira como estes lidam com os cães. E mais, a maneira como a sociedade descobriu como os ajudar com os mesmos.
Desde "ATL's" para cães a Spas, Jill descobre todo um novo mundo que, desde haja dinheiro para pagar, se abre em frente aos criadores de cães que tal como ela, já estão na casa dos cinquenta anos e já não tem filhos à sua responsabilidade.
A sua admiração é a nossa e não posso deixar de admitir que me espantei com a quantidade de serviços oferecidos na América aos animais de estimação. Tratam-se de parques privados e piscinas, serviços de tosquia, que quase parecem autênticos cabeleireiros e spas. Um mundo que apesar de se adaptar às necessidades deles se parece imensamente com o nosso.
O Diário da Minha Melhor Amiga é um livro amoroso e pequeno que se lê com bastante facilidade e que será sem dúvida um mimo para todos os amantes de animais.

Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo, de Rick Riordan

Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo
de Rick Riordan
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 338
Editor: Casa das Letras
Resumo:
Há quem se torne num herói e há heróis que nascem dos deuses...
Percy Jackson está prestes a ser expulso do colégio interno… novamente. E esse é o menor dos seus problemas. Ultimamente, criaturas fantásticas e os deuses do Olimpo parecem estar a sair das páginas do seu livro de mitologia para entrarem na sua vida. E o pior de tudo é que ele parece ter enfurecido alguns deles. O raio-mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito.
Agora, Percy e os seus amigos têm apenas dez dias para encontrar e devolver o símbolo do poder de Zeus e restabelecer a paz no Olimpo. Para o conseguir terá de fazer bem mais do que descobrir o ladrão: terá de encarar o pai que o abandonou, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora e poderosa do que os próprios deuses.

Rating: 3,5/5

Comentário:
Percy Jackson cavalgou para dentro do meu coração a uma velocidade fantástica. Talvez tenham sido as referências aos deuses gregos, talvez tenha sido a sua vida sofrida, talvez até tenha sido mesmo saudades de Harry Potter mas a verdade é que Percy acabou por reclamar para si um lugar só seu e agora estou a tentar acabar de ler as suas aventuras a uma velocidade impressionante.
Já estava para ler esta saga a algum tempo principalmente desde que o filme saiu. Felizmente, ou infelizmente, nunca consegui arranjar um tempinho para ver o filme e o livro acabou por passar para segundo plano até que, na semana passada, fui com a Cláudia à Biblioteca PG e encontrei os três primeiros volumes da saga nas prateleiras da secção infantil-juvenil e acabei por os trazer para casa.
Para adolescentes, a saga Percy Jackson revela-se um livro capaz de encher as medidas. Não só é contado na primeira pessoa, algo que os adolescentes tendem a gostar, como possuí descrição mínima e acção máxima. São livros rápidos com acções que acontecem no espaço de dez dias ou uma semana. Prendendo deste modo a atenção do leitor.
Falando do primeiro livro em particular, visto que também comentarei os a seguir, tenho a dizer que foi um bom inicio de saga. Apesar de apanhar-mos uns quantos "Iá" que me relembraram do "tipo" de Hex Hall, o livro segue com um diálogo muito comum aos adolescentes e faz com que gostemos de Percy assim que ele diz que se esforça e não consegue tirar boas notas, especialmente a matemática.
Percy tem também algo que não é comum nos heróis:  Dislexia e Transtorno de Défice de Atenção. Estes dois problemas de Percy seguem-no nas suas aventuras, pois ser filho de um deus grego não dá acesso a curas milagrosas, e criam situações peculiares quando Percy está a tentar ler tabuletas ou sinais e se troca todo, fazendo com que nem o próprio leitor consiga perceber o que estás escrito, contribuindo desde modo para uma melhor "entrada" no mundo de Percy.
Acompanhado por dois amigos, ao bom estilo dos livros juvenis, Percy tem à sua frente uma tarefa sem dúvida herculeana e que está disposto a resolver por motivos mais pessoais do que altruístas mas que se enquadram na sua personalidade e idade.
Ao contrário dos livros de Harry Potter que se passam durante o ano lectivo, os livros de Percy passam-se durante o verão e quando o nosso herói está numa Colónia, que nos é devidamente apresentada nos livros, tornando esta saga uma leitura de verão.
Composta por cinco livros nos quais acompanhamos Percy dos 12 aos 16 anos, esta saga possuí já um spin-off, i.e. outra saga passada no mesmo mundo mas com outras personagens, também esta composta por outros cinco livros. Existe também um livro extra, chamado "The Demi-God Files" onde temos algumas mini-aventuras extra de Percy e dos seus amigos, assim como bios das personagens.
De leitura fácil e cativante, os livros de Percy Jackson não só serão um bom entretenimento como ainda darão aos seus jovens leituras algumas bases de mitologia grega. Uma saga a não perder.

Bokktrailer/Movie trailer:

De biblioteca às costas

Biblioteca pessoal do escritor Neil Gaiman
Como coleccionadora avida de livros que sou, há uma questão que ultimamente se tem tornando pertinente e esta é a seguinte: com o avanço da era digital que livros vou querer manter na minha biblioteca física e que livros vou querer só ter em formato digital?
A questão deve-se a um facto muito simples, a mudança de casa. Não acontecerá para já mas acontecerá e a perspectiva de ter de achar 50, ou mais, caixas de cartão para encher com livros não é muito atractiva, apesar de o resultado final ser.
Como eu, há muitas pessoas que se debatem com este problema, todas elas são livrólicos, pessoas que tem como objectivo terem uma biblioteca em casa porque amam livros. Podemos ser comentadores em blogs, revistas, amantes da leitura ou até trabalhar no ramo livreiro mas temos uma realidade em comum, livros demais e estantes a menos.
Os livros dominaram as nossas vidas por completo e não estamos muito preocupados com isso, estamos apenas preocupados com o facto de alguns já andarem pelo chão porque não temos estantes onde os por, e outros andarem perdidos em casa de amigos pois emprestamos-los e eles não voltam.
Mas e aqueles de nós que ainda não tem o seu ninho e andam em casa dos pais, ou aqueles que estão a pensar mudar de casa? A grande vantagem dos e-books face às cópias físicas é que se pode por tudo num disco externo extremamente leve e levar connosco a nossa biblioteca, a desvantagem é que os e-books ainda não são favorecidos face às cópias físicas e portanto em Portugal ainda não são uma opção viável.
Isso significa que andaremos todos de olho aberto à procura de caixas para encaixotar os nossos livros para os levar connosco que nem caracóis de casa às costas. Mas se tivéssemos a possibilidade de ter alguns dos nossos livros em formato e-book e apenas e-book teríamos? 
Se pensarmos que isto facilitaria as mudanças de casa parece ser uma boa ideia mas quantos de nós estão efectivamente prontos para deixar as cópias físicas? Digam-me leitores, se pudessem escolher, o que escolheriam? Ter alguns clássicos em formato e-book e outros livros em formato físico ou tudo em formato físico?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Rubrica: Irmã, de Rosamund Lupton

Irmã
de Rosamund Lupton
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 370
Editor: Livraria Civilização Editora
Resumo:
Desapareceste. Vou à tua procura...
Quando Beatrice recebe um telefonema frenético a meio do almoço de domingo e lhe dizem que a sua irmã mais nova, Tess, desapareceu, apanha o primeiro avião de regresso a Londres. Mas quando conhece as circunstâncias que rodeiam o desaparecimento da irmã, apercebe-se, com surpresa, do pouco que sabe sobre a vida de Tess - e de que não está preparada para a terrível verdade que terá de enfrentar. A Polícia, o noivo de Beatrice e até a própria mãe aceitam ter perdido Tess, mas Beatrice recusa-se a desistir e embarca numa perigosa viagem para descobrir a verdade, a qualquer custo.
Rating: 4/5
Comentário:
 Irmã é um daqueles livros que não conseguimos parar de ler.
Para quem tem irmãos, como eu, é um livro que nos toca especialmente, visto que a autora consegue captar as emoções e passar para as letras o sentimento de desespero que qualquer pessoa sentira com o desaparecimento de um irmão.
Este livro não só é um policial como é também um livro sobre esperança. Beatrice, a irmã mais velha, é uma personagem captivante e com imensa força o que torna a leitura do livro muito fácil.
Apesar do seu sofrimento com o desaparcimento da irmã Beatrice não desiste e vai à procura desta. Certa de que a conseguirá encontrar. Uma daquelas personagens femininas fortes e raras que dá gosto de encontrar.
E ao longo do livro além de conhecermos Beatrice conseguimos, apartir dela, conhecer Tess, a irmã desaparecida. É através dos olhos de Beatrice,  a partir dos seus olhos de irmã que acabamos por descorbir tudo o que ela descobre durante a sua investigação e vivemos este livro tão singular com um final surpreendente.
Resumindo este é um livro que não vai deixar de surpreender ninguém, do inicio ao fim.


Gaby
Sobre a autora:

Companheira de aventuras de Hércules e conselheira da Taylor Swift, a Gaby divide o seu tempo entre ver filmes e ouvir música. De vez em quando lá pega num livro para ler, não porque não gosta mas porque finalmente achou algo que lhe interesse. É uma verdadeira groumet literária. Caso queiram saber mais sobre ela podem ver o seu tumblr aqui.

Passatempo: "Uma Carta Inesperada", de Barbara Taylor Bradford

Bom dia leitores!
Temos para sortear um exemplar de "Uma Carta Inesperada", de Barbara Taylor Bradford, ao qual se podem habilitar ao responder correctamente a todas as perguntas que se encontram no questionário. 
Gostariamos de chamar a atenção para o correcto preenchimento dos dados pedidos visto que no passatempo anterior tivemos várias respostas inválidas por ausência de dados, p.e. ausência do código postal na morada. As respostas poderão ser encontradas aqui. 
Boa sorte a todos! 
ATENÇÃO: 
Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 2 de Setembro. 
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas). 
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

O Circo dos Sonhos, de Erin Morgenstern

O Circo dos Sonhos
de Erin Morgenstern
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 464
Editor: Livraria Civilização Editora
Resumo: 
Um romance de magia e amor que está a encantar os leitores de todo o mundo através do fantástico poder da imaginação.
 Um misterioso circo itinerante chega sem aviso e sem ser precedido por anúncios ou publicidade. Um dia, simplesmente aparece. No interior das tendas de lona às listas pretas e brancas vive-se uma experiência absolutamente única e avassaladora. Chama-se Le Cirque des Rêves (O Circo dos Sonhos) e só está aberto à noite.
Mas nos bastidores vive-se uma competição feroz - um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, que foram treinados desde crianças exclusivamente para este fim pelos seus caprichosos mestres. Sem o saberem, este é um jogo onde apenas um pode sobreviver, e o circo não é mais do que o palco de uma incrível batalha de imaginação e determinação. Apesar de tudo, e sem o conseguirem evitar, Celia e Marco mergulham de cabeça no amor - um amor profundo e mágico que faz as luzes tremerem e a divisão aquecer sempre que se aproximam um do outro.
Amor verdadeiro ou não, o jogo tem de continuar e o destino de todos os envolvidos, desde os extraordinários artistas do circo até aos seus mentores, está em causa, assente num equilíbrio tão instável quanto o dos corajosos acrobatas lá no alto.

Rating: 4/5

Comentário: 
Devo confessar que mesmo antes de ler o resumo, O Circo dos Sonhos já me tinha cativado pela sua capa. Esta passou-me uma sensação de magia que aliada ao título da obra tornava a mesma bastante tentadora. Assim quando tive o livro em mãos não hesitei em lê-lo.
Erin Morgenstern tem um estilo de escrita muito próprio e bastante evasivo criando espaços em branco onde brinca com a nossa criatividade esperando deste modo que cada leitor crie a sua própria versão do Circo dos Sonhos. As pequenas pausas antes do inicio de cada parte do livro onde a autora nos leva a querer que nós estamos dentro do circo recorrendo à primeira pessoa do singular, tornam-se pausas mágicas onde entramos para dentro da história e visitamos o circo que é o palco desta batalha.
Criando um mistério mágico, Morgenstern tece uma teia de encontros e desencontros onde tudo parece desconjuntado e seguro apenas pelo palco que é o circo, mas há medida que os actos passam, apercebemos-nos de como as personagens estão no fundo interligadas entre si e como se suportam umas às outras.
O amor entre Marco e Celia é algo de misterioso para mim, compreendo as metáforas que a escritora criou e percebo a atracção que exercem inevitavelmente um no outro, gostaria apenas que o seu amor tivesse sido mais desenvolvido em termos de história.
A história dos gémeos e Bailey, ao principio tão desconjuntada, acabou por ser a cola que uniu toda a trama e tornou o final possível. É aqui que o livro vai buscar o seu aroma a conto de fadas, um jovem rapaz e a sua irmã malvada, um circo mágico e amigos únicos.

Infelizmente, na minha opinião, este livro peca pelo extenso resumo que conta pontos principais na história o que não devia fazer. Um resumo simples e misterioso como o próprio Circo dos Sonhos, teria sido o ideal para cativar os leitores certos para esta obra especial.
Apesar da sensação de buracos na escrita de Morgenstern devido aos segredos e situações implícitas,  livro desenvolve-se a um bom passo e é bastante interessante. Uma leitura bastante agradável para quem gosta de livros com alguma magia, romance e um toque de contos de fadas.

Booktrailer:

Sugestões Civilização Editora

O seu romance de estreia, Álbum de Verão, foi apontado como um dos bestsellers do ano

Emylia Hall vence o Richard and Judy’s Summer Book Club 


Título: Álbum de Verão
Autor: Emylia Hall
Título original: The Book of Summers
Tradução: Isabel Alves
Páginas: 304 pp.
Encadernação: Capa mole
Subfamília: Romance
EAN: 9789722635240  
ISBN: 978-972-26-3524-0
PVP: 15,90 € 
Lançamento: Junho de 2011



Resumo:

Beth Lowe recebe uma encomenda.
Lá dentro há uma carta que a informa da morte da mãe, com quem cortou relações há muito tempo, e um álbum de recortes que Beth nunca tinha visto. Tem um título  – Álbum de Verão – e está repleto de fotografias e lembranças reunidas pela mãe para recordar os sete gloriosos verões que Beth passou na Hungria rural quando era criança.
Durante esses anos Beth dividia-se entre os pais divorciados e dois países muito diferentes. A sua encantadora mas imperfeita mãe húngara e o seu pai inglês carinhoso mas reservado, a fascinante casa de uma artista húngara e uma casa de campo sem vida no interior de Devon, Inglaterra. Esse tempo terminou do modo mais brutal quando Beth completou dezasseis anos.
Desde então, Beth não voltara a pensar nessa fase da sua infância. Mas a chegada do Álbum de Verão traz o passado de volta – tão vivo, doloroso e marcante como nunca.


O romance de estreia de Emylia Hall, editado em Portugal pela Civilização, acaba de vencer o Richard and Judy’s Summer Book Club 2012. Considerado um dos grandes sucessos editoriais do ano desde o seu lançamento, Álbum de Verão foi votado pelos leitores como a melhor leitura para o Verão de 2012. 

A Arte de Bem Ler II

Já repararam que há livros que parece que apenas mudam o local e o nome dos personagens envolvidos? Há autores que parecem estar dentro de um molde e não saem dos mesmos por nada. Chega a uma altura em que podemos ler o primeiro capítulo de um livro deles e o último e sabemos tudo o que se passou pelo meio, talvez não com detalhes mas temos uma ideia. Claro que todos podemos dizer que enredos repetidos e personagens planos não são os únicos elementos de uma história assim, aliás, poderão existir vários livros com as mesmas características e com os quais podemos, independentemente disso, passar um bom bocado.
É aqui que entra o génio do escritor e a maneira como ele nos conta a história. Esta é um pouco a minha área porque se há coisa que gosto é re-contares de contos de fadas. A minha mãe costumava, e costuma, dar em louca quando fico animada com um livro novo de Gail Carl Levine, autora de Ella Encantada, ou de Shannon Hale, autora de O Livro dos Mil Dias.
A maneira como estas duas autoras pegam em histórias conhecidas e as recontam é maravilhosa, além de que ambas as autoras também gostam de cruzar personagens, fazendo com que as personagens principais de determinado livro apareçam como secundárias noutro.
Assim sendo dou bastante valor à maneira como um escritor conta uma história. Na realidade nem me importo se a conheço, às vezes a piada é mesmo essa! Descobrir como tudo foi alterado e recontado.
Os bons livros são aqueles que conseguem pegar em algo que pensamos conhecer e nos mostrar algo completamente diferente. Um dos primeiros livros assim que apanhei foi o Presságio de Fogo pela Marion Zimmer Bradley, no qual ela conta a batalha de Tróia do ponto de vista dos troianos em vez de ser dos gregos, que normalmente estudamos na escola. O recontar desta batalha que eu já conhecia de um outro ponto de vista revelou-se fascinante e partir daí sempre que o posso faço-o.
Um bom exemplo para quem estiver interessado em experimentar fazer isto é ler os dois primeiros livros da saga dos Primos em Guerra de Phillippa Gregory. Os livros Rainha Branca e Rainha Vermelha contam a mesma história de pontos de vista da guerra diferentes. Algo que sem dúvida vale a pena ler.
Caros leitores já alguma vez leram algo assim? De um ponto de vista completamente inesperado?



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Resultado Passatempo: "O Diário da minha melhor amiga"


Bom dia!

É com enorme prazer que anunciamos o vencedor de mais um passatempo, desta vez através do amável apoio das Edições ASA, que nos disponibilizou um exemplar do livro "O Diário da Minha Melhor Amiga" para oferecermos. Apesar do número elevado de participações, e por muito que gostássemos de oferecer um a todos, o Random.org seleccionou:

31 -  Gisele [...] Gomes Mota

Parabéns à vencedora e, para os restantes, não desanimem que teremos novidades para breve.

Boas leituras e um bom final de semana para todos.

Uma Princesa do Pior, de Sara Ogilvie e Anna Kemp

Uma Princesa do Pior
Com ilustrações de Sara Ogilvie e texto de Anna Kemp
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 32
Editor: Livraria Civilização Editora
 Resumo:
Estás farta das princesas normais? Estás cansada das histórias tradicionais das princesas que encontram o seu príncipe? Procuras uma princesa com mais "sal e pimenta"? Então este livro é para ti. Esquece os vestidos bonitos, os casamentos de contos de fadas e os grandes bailes. Com a Princesa Maria só há aventura, malandragem e amigos estranhos. Ela é mesmo uma princesa do pior!

Rating: 4/5

Comentário: 
Apesar da dupla Sara Ogilvie e Anna Kemp já ter alguns livros infantis editados pela Civilização Editora este foi o primeiro que tive o prazer de ler. Como os leitores se devem lembrar da minha crítica ao livro A Princesa Espertalhona, gosto bastante de contos de fadas e gosto de me surpreender e Uma Princesa do Pior acabou por se revelar o melhor de dois mundos.
Com ilustrações lindíssimas e uma história fora do comum, foi com grande prazer que segui Maria na sua fantástica, embora pequena, aventura! Os desenhos são bastante coloridos mas as cores não entram em choque, para além do mais Sara Ogilvie sobe jogar com a roupa das personagens para não se afastar do pretendido mas a tornar prática. A ideia de pôr a princesa numa torre e lhe dar longos cabelos ruivos atados em duas tranças, levou-me a imaginar uma Rapunzel misturada com uma Pipi das Meias Altas.
Além da história em si, um dos meus pormenores favoritos foi o facto da Princesa usar ténis por baixo do vestido. Isto porque é algo que me lembro de fazer em pequena visto que aqueles sapatos giros que vinham por vezes com os vestidos nunca me serviam. Além do mais quando dos vestidos não traziam sapatos os meus pais nunca me compravam uns (porque e aí está, raramente me serviam!) e eu acabava por andar de ténis. Assim sendo pude simpatizar com a princesa e sentir empatia pela sua história.
A minha única crítica vai para a linguagem usava que por vezes chega a ser vulgar. Compreendo que é difícil fazer um livro rimar, principalmente um livro inteiro e deduzo que o tradutor se tenha visto a braços com uma tarefa complicada, mesmo assim há coisas que não fazem lógica. 
Logo na primeira página o leitor descobre que a Maria vive sozinha numa torre vizinha, a questão que fica é, vizinha ao quê? Claro que até uma certa idade as crianças são pequenas e acham mais piada às rimas do que necessariamente aos detalhes, quando chegam à fase dos "porquês" é que as coisas se podem complicar.
No entanto tratam-se apenas de casos pontuais que não cortam a leitura do livro e nos permitem usufruir do mesmo sem problemas de maior!
Tal como a Princesa Espertalhona esta Princesa Maria, tem ideia muito próprias sobre o que quer na vida e sobre como o obter. Sabe também que quer viver feliz para sempre e que não é um príncipe de nariz empinado que a vai impedir!
Numa linguagem feminista mas muito encantada o livro Uma Princesa do Pior leva-nos a explorar uma ideia diferente dentro de uma história conhecida. Um livro sem dúvida a ler para todas as meninas e que deverá adornar todas as bibliotecas infantis.

Opinião: Ervamoira, de Suzanne Chantal

http://www.civilizacao.pt/folder/artigo/2774766_LC_3267_Ervamoira_WEB.jpg
Ervamoira
de Suzanne Chantal

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 624
Editor: Civilização Editora

Resumo: A apaixonante história dos Castro Avilez entrelaça-se com a história do Vinho do Porto e de Portugal. Durante um século e meio (de 1809 a 1967), a saga da família inicia-se com as trágicas invasões napoleónicas e o desastre da Ponte das Barcas, passando pelo faustoso ambiente da corte francesa e por um baile real no Palácio da Bolsa, no Porto. No coração do Douro, entre os áridos socalcos e os rabelos pesados de vinho, Leonardo de Castro, o patriarca da família, um humilde secretário de um negociante de vinhos, transforma-se num empresário da indústria vinhateira, travando conhecimento com o influente Barão de Forrester. De Leonardo de Castro a Nathalie, que vem conhecer o Porto em 1966, seguimos, de geração em geração, a vida e o desenvolvimento da família com os seus sucessos, dramas, alegrias, celebrações e destinos.

Rating: 4,5/5

Comentário: Há muito que não lia um livro histórico passado em Portugal. E há muito que não lia um romance de que gostasse tanto dentro deste género, direccionado para terras lusitanas. Como a sinopse nos elucida, acompanhamos a história de uma família ao longo de cerca de 100 anos, iniciando-se a narrativa com um Leonardo inocente e perdido no meio do terror da invasão do Porto por tropas francesas, até caminharmos para o séc. XX, onde a sexta geração se depara com a evolução dos tempos e o desapego a uma história há muito passada.
O Porto, e a região do Douro em si, que tenho a infelicidade de não conhecer, apelam-nos aos sentidos e à memória fotográfica não vivida, com a transcrição de quadros fidedignos sem que sejam muito descritivos ou maçudos.

A riqueza e intensidade das personagens, e as suas relações entre-cruzadas, explorando os amores e paixões (tanto pelas diferentes pessoas com que se vão cruzando como pelas terras e vindimas que fazem escorrer a fonte de riqueza de uma família) traz-nos uma malha de histórias fortes e demarcadas umas das outras. Em algumas alturas, despertam-nos o interesse para saber sobre si mais do que nos é apresentado.
A transposição entre capítulos, que por vezes fez decorrer intervalos de quase vinte anos entre si não se revelou abrupta, sendo seguida de uma transposição harmónica que nos deixa com saudades da juventude daqueles que nos iam acompanhando, mas com curiosidade para descobrir os próximos. A escrita é sonante, simples mas confortante e arrebatadora quando necessário. A meu ver, e sem revelar muito o conteúdo do enredo, os últimos dois anos da história foram aqueles aos quais me senti menos apegada, dado que que o seguimento da narrativa se afasta das personagens iniciais, da ligação à herdade de bonito nome redondo de Ervamoira e nos conduz para uma história diferente, para um século diferente e para personagens que não acompanham o processo de construção desde o início, como o autor. No fundo no fundo, compadeço-me da mágoa de Ramiro, neto de Leonardo e tio-bisavô das últimas personagens que relembra o passado não como algo morto, mas como berço de um sonho que pode e deve continuar a ser reconstruído.
Recomendo para quem, como eu, gosta de histórias. De vida, de sonhos e de possibilidades. E que acima de tudo, gosta de romances históricos. É um livro desconhecido do público em geral mas que merece atenção.

Leva o selo do Encruzilhadas Literárias, e o primeiro que eu atribuo a um livro aqui.













Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

A Arte de Bem Ler I

Desde pequena que a minha mãe sempre me avisou que havia livros que não valiam o meu tempo. Obviamente que quando eu era pequena e só lia os livros da Anita e do Bolinha isso me parecia demasiado rebuscado. O que seria isso, "livros que não valiam o meu tempo"?
A resposta chegou-me a primeira vez andava eu no secundária e, na compra de uma qualquer revista de novelas, a minha colega trouxe de oferta um pequeno livro de bolso cor de rosa com um casal que se olhava apaixonadamente e que tinham como pano de fundo a Torre Eiffel.
O livro correu quase toda a turma e finalmente chegou a minha vez. Curiosa levei aquilo para casa e dei por mim com um livro de nem 100 páginas onde aconteciam coisas nunca antes vistas (cenas menos próprias incluídas) e tudo se resolvia e tudo ficava bem.
Mas, quando finalmente fechei o livro e o devolvi apercebi-me de algo, a história não me preenchera. Fora muito rápida e muito simples. As acções pareciam completamente injustificadas e a "heroína" facilmente arrebatar. Quando me apercebi disso, apercebi-me de que o livro efectivamente "não valera o meu tempo", fora meia hora completamente desperdiçada e que podia perfeitamente ter passado a ler outra coisa qualquer.
Com os meus olhos abertos para este novo mundo, onde havia livros que pretendiam apenas me encurralar para os ler sem me darem algo de novo, apercebi-me que começava a fazer escolhas mais cuidadas com o que lia.
Os resumos na parte de trás dos livros, e que sempre me fascinaram, começaram a ser bem ponderados. Autores cujos resumos prometiam mundos e fundos e que eu já conhecia e sabia não gostar desapareceram do meu mapa de interesses.
O mundo dos livros que eu conhecia repleto de Enid Blyton, os livros de Uma Aventura, Triângulo Jota e dos Super 4 começou a expandir-se.
Novos autores e novas maneiras de escrever chegaram às minhas mãos. Livros sobre drogas, adolescência e magia muito mais vil do que a dos livros a que estava habituada. E o amor? AH! O amor, subitamente esperar por aquele beijo final era tudo, esperar que os meus heróis caíssem nos braços um do outro era fascinante.
E há medida que este novo mundo se abriu à minha frente eu não podia deixar de me questionar se o livro cor de rosa efectivamente "não valera o meu tempo" ou valera e muito apenas por tudo aquilo que eu agora via e que não estava habituada a ver...


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidade: O Último Minuto, de Jeff Abbott

O autor dos bestsellers Pânico e Adrenalina regressa com mais um thriller de cortar a respiração 

Civilização publica O Último Minuto de Jeff Abbott 





FICHA TÉCNICA
Título: O Último Minuto
Autor: Jeff Abbott
Título original: The Last Minute
Tradução: Helena Serrano
Páginas:560
Encadernação: Capa mole
Subfamília: Policial
EAN: 9789722629874  
ISBN: 978-972-26-2987-4
PVP: 16,90 € 
Lançamento: Agosto de 2012




Resumo:

Sam Capra tem uma única razão para viver: recuperar o filho das pessoas que o raptaram. Agora, os raptores fazem-lhe uma proposta mortal: entregam-lhe o bebé… se Sam concordar em cometer um assassinato espectacular. Aliando-se a uma jovem mãe cuja filha desapareceu, Sam parte em busca do seu filho pelo país fora numa corrida perigosa e desesperada contra o tempo. O autor de bestsellers como Pânico eAdrenalina, Jeff Abbott, regressa com mais um thriller de cortar a respiração, O Último Minuto.

Novidades: Presença Marcador

O Campo
A força secreta que move o universo
de Lynne Mctaggart
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 352
Editor: Marcador
Resumo:
O Campo mistura de conhecimentos de espiritualidades ancestrais, de Física Quântica de vanguarda e de investigação sobre ADN, mostrando como tudo está ligado. A autora desafia-nos a agir e a mudar os nossos pensamentos com base neste conhecimento. Em última análise, a mudar o nosso mundo.  

A Voz do Silêncio
(Tradução de Fernando Pessoa)
de Helena P. Blavatsky
A obra-prima da tradição espiritual do oriente
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 104
Editor: Marcador
Resumo:
A Voz do Silêncio é uma verdadeira inspiração divina. Uma obra-prima que inspirou Lev Tolstói, James Joyce, Aldous Huxley, Carl Jung, Albert Einstein, Gandhi, entre muitos outros. O texto traça em linguagem poética e elevada, um panorama do caminho que leva à iluminação fazendo diversas recomendações práticas aos aspirantes que o desejam seguir. Ensina-nos a ouvir tudo o que temos no nosso interior como o verdadeiro guia para a vida.

O livreiro

Hoje enquanto comentava com uma amiga da minha avó o quanto gosto de ler, ela fez questão de me indicar algumas livrarias na zona em redor daquela onde conversávamos.
Uma delas tinha tido, segundo ela, o melhor livreiro que ela jamais tinha encontrado. Um senhor bastante culto sobre livros, conhecia de tudo um pouco e um excelente conselheiro sobre livros a ler.
Esta senhora amiga da minha avó adorava lá ir e passar algum tempo entre as prateleiras cheias de livros enquanto falava animadamente sobre o senhor e lhe perguntava o que devia ler a seguir. O livreiro, uma simpatia de pessoa, perdia sempre algum tempo com ela falando-lhe deste ou daquele livro.
Infelizmente, a vida não pára por ninguém e os anos foram passando e as pessoas envelhecendo. O livreiro apanhou uma doença e deixou a livraria. A mesma ainda lá está mas a amiga da minha avó já lá não vai, diz que não é o mesmo.
Perguntei-lhe como soubera que o senhor ficara doente e ela respondeu-me que ao ir lá um dia, a senhora ao balcão lhe tinha dito. Triste a amiga da minha avó comentara que se algo acontecesse ao senhor seria uma pena pois era um leitor assíduo e com opiniões bem fomentadas. A senhora ao balcão piscou os olhos admirada e respondeu:
- Leitor assíduo? Mas esse senhor não sabe ler!
O choque percorreu a amiga da minha avó. Ela diz que nunca mais se esqueceu disto apesar de já se ter passado há anos. O livreiro que ela sempre conhecera e que recomendava os melhores livros não sabia ler. Amava a sua profissão e os sorrisos dos leitores mas não era um deles. Era apenas um mágico que punha a sua magia ao serviço dos outros...


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidades: Presença (1ª Quinzena)

Nunca é Tarde Demais
de Fern Michaels
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 232
Resumo: 
Toots, Sophie, Mavis e Ida conhecem-se desde a escola e não deixam que nada interfira na sua sólida amizade, nem abdicam de uma vida recheada de emoções fortes, apesar de já contarem 65 primaveras. Mas, desta vez, talvez as emoções estejam a ser um pouco fortes demais. Quando, após uma sessão espírita, Ida recebe uma mensagem que sugere que o marido foi assassinado, as quatro amigas decidem investigar. O resultado? Um plano ambicioso, peripécias inesperadas e um livro divertido que afirma que nada é impossível quando a amizade genuína se ergue contra todos os obstáculos.
As Coisas Impossíveis do Amor
de Ayelet Waldman
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 328
Resumo:
Emilia Greenleaf casou com o homem da sua vida, Jack, um advogado bem-sucedido por quem nutre uma paixão intensa. Mas com o marido não veio só uma vida idílica em Manhattan, veio também William, o enteado de cinco anos, uma criança precoce e superprotegida, cuja teimosia e observações constantes deixam Emilia exasperada. A distância que os separa aumenta ainda mais quando Emilia se vê confrontada com a morte da sua filha recém-nascida e consumida pela dor e pela culpa. Conseguirá Emilia manter-se à tona sem pôr em perigo tudo aquilo que é mais importante na sua vida?
 Trash
Os Rapazes do Lixo
de Andy Mulligan
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 232
Resumo:
Raphael, Gardo e Ratazana vivem em Behala, uma lixeira de proporções inimagináveis num país do Terceiro Mundo. Todos os dias, a sua vida resume-se a passar a pente fino os detritos provenientes da cidade na esperança de encontrarem algo que possa ser vendido. Um dia, descobrem uma pequena mala de cabedal que contém dinheiro e alguns documentos pessoais. Mas a polícia também está interessada em ficar com a mala, e os três rapazes dão por si a ser perseguidos à medida que tentam desvendar um caso de corrupção que envolve as mais altas esferas da sociedade.  



100 Regras Para o Amor
Como Construir Relações Afetivas, Sólidas e Duradouras
de Richard Templar
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 168
Resumo:
As relações sólidas e duradouras são dos ingredientes que mais dão sentido à vida. E há pessoas que parecem extremamente bem-sucedidas em construir este tipo de ligações. Qual o seu segredo? Elas conhecem as 100 Regras para o Amor. Neste livro encontrará uma série de comportamentos a adotar para melhor amar os outros e ter o amor deles e para não se esquecer do que é realmente importante. Richard Templar oferece assim um conjunto de princípios orientadores que o ajudarão a criar e manter relacionamentos fortes, saudáveis e gratificantes. 

Passatempo: "O Diário da Minha Melhor Amiga" de Jill Abramson


E é com imenso gosto que anunciamos o nosso primeiro passatempo sob a tutela das Edições Asa

Temos para sortear um exemplar de "O Diário da Minha Melhor Amiga", de Jill Abramson, ao qual se podem habilitar ao responder correctamente a todas as perguntas que se encontram no questionário. As respostas poderão ser encontradas aqui. 
Boa sorte a todos!
ATENÇÃO: 
Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 15 de Agosto. 
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas). 
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

A Senhora dos Rios, de Phillippa Gregory

A Senhora dos Rios
de Philippa Gregory
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 568
Editor: Livraria Civilização Editora
Resumo:
Jacquetta é casada com o Duque de Bedford, regente inglês da França, que lhe dá a conhecer um mundo misterioso de conhecimento e de alquimia. O único amigo de Jacquetta é o escudeiro do duque, Ricardo Woodville, que está a seu lado quando a morte do duque faz dela uma viúva jovem e rica. Os dois tornam-se amantes e casam em segredo, regressando à Inglaterra para servir na corte do jovem monarca Henrique VI, onde Jacquetta vem a ser uma amiga próxima e leal da sua nova rainha.
Depressa os Woodville conquistam uma posição no núcleo da corte de Lencastre, apesar de Jacquetta pressentir a crescente ameaça vinda do povo da Inglaterra e o perigo de rivais pretendentes ao trono. Mas nem a coragem e a lealdade dos Woodville bastam para manter no trono a Casa de Lencastre. Jacquetta luta pelo seu rei, pela sua rainha e pela sua filha Isabel, para quem prevê um futuro extraordinário e surpreendente: uma mudança de destino, o trono da Inglaterra e a rosa branca de Iorque.

Rating: 4,5/5

Comentário:
Tenho algo a confessar: A família Woodville, principalmente a Jacquetta e os seus filhos tem um lugar muito especial no meu coração. Desde a Rainha Branca que sigo a história desta família e cada vez me apaixono mais por esta e espero sinceramente que a autora não me desaponte no quinto livro desta saga A Princesa Branca, no qual vai falar da vida de Elizabeth, neta de Jacquetta.
No presente livro começamos em 1430 e conhecemos Jacquetta quando ela é ainda pequena, o que é um inicio diferente ao da Rainha Branca, onde já conhecemos Elizabeth viúva e com dois filhos. Conhecemos algumas das pessoas que vão marcar a sua vida para sempre apesar de não ficarem com ela bastante tempo e encontramos o seu primeiro marido que tem para ela planos muito especiais.
O que mais gostei neste livro, e o que mais gosto nesta família, é o poder que estas mulheres tem. Não só de tomarem decisões por si só mas também de as levarem até ao fim. Falo de tomar riscos e aprender a viver com as usas consequências, sem temor e sem fugir. Quem pode resistir a uma mulher que desce de estrato social por amor? Que não prejudica mais ninguém senão ela própria para ficar com quem ama?
Só houve uma coisa que me decepcionou, foi a falta de "magia" tão vísivel na Rainha Branca, talvez se venha a descorbir que Elizabeth é mais dotada do que a mãe, ou talvez Jaquetta aqui ainda fosse muito nova e se vá sentido mais confiante à medida que a história for avançando. Mesmo assim continua a ter os mesmos elementos místicos dos descendentes de Mesulina que tanto gostei no primeiro livro.
Gregory é também, por excelência, a Rainha da época Tudor, e podemos contar com livros historicamente correctos, ainda que um pouco fantasiados, no que diz respeito às personalidades das perosnagens, dos eventos que aconteceram nas épocas em questão. Nota-se a presença de uma pesquisa intensiva que podemos sentir nas descrições e na maneira como as personagens lidam entre si.
Todos estes elementos aliados à escrita de Phillippa Gregory tornam este livro completamente irresístivel para mim. Desde que saiu em inglês no ano passado, até finalmente ter sido editado em português pela Civilização Editora, que andava a contar os dias para o ler e finalmente consegui. Agora espero apenas que para o ano, Gregory lance o quinto volume desta sua saga. Isto porque a autora anda a lançar os livros aos pares, as mesmas situações de pontos de vista diferentes da guerra. Assim sendo, o quarto volume irá contar as mesmas guerras e eventos d'A Senhora dos Rios, mas do ponto de vista de Anne Neville, sendo o seu título em inglês The Kingmakers Daughter.
Antes de acabar gostaria de dizer que a capa do livro é algo de fantástico. Sem dúvida uma das capas mais bem conseguidas que vi este ano e que acompanha mais uma obra fantástica de Phillipa Gregory sem dúvida a não perder.
  • Este é o terceiro livro da saga "Primos em Guerra" da qual já lemos também A Rainha Vermelha;
  • Apesar de ser o terceiro volume em termos de escrita, a acção passa-se antes do primeiro volume,  A Rainha Branca e da sua contra-parte A Rainha Vermelha. 

Resultado Passatempo "A Arca" de Victora Hislop

http://2.bp.blogspot.com/-Osf9_KWIJwY/T_gPFLFwXpI/AAAAAAAAAFI/ItiNQSMgwFA/s1600/-001.jpg  
 Boa noite,

É com enorme prazer que anunciamos o vencedor de mais um passatempo, desta vez através do amável apoio da Civilização Editora, que nos disponibilizou um exemplar de "A Arca" de Victoria Hislop para oferecer. Apesar do número elevado de participações, e por muito que gostássemos de oferecer um a todos, o Random.org seleccionou:

23 - Mónica [...] Gomes da Silva

Parabéns à vencedora e, para os restantes, não desanimem que teremos novidades para breve.

Boas leituras e uma boa semana para todos.

Encruzilhadas em férias!

O artigo anterior acabou em suspense! O que será que as férias reservam para nós aqui no Encruzilhadas Literárias?
Ficam os nossos caros leitores informados que aqui no Encruzilhadas seguimos um mote de vida bastante peculiar, e que é originário da minha cara amiga Cláudia, o nosso mote é "parar é morrer" e isto é como quem diz que nós por cá não vamos ter férias.
Ainda hoje o meu pai me dizia "quem corre por gosto não cansa" e nós corremos por gosto, lemos na realidade. Logo quer seja em casa, na rua, na praia, no campo ou na esplanada a beber uma laranjada vamos ter sempre um livro na mão e um comentário prestes a sair!
Sendo que a mente também viaja e descansa sem sair sair do lugar, veja-se o livro "Viagens na minha Terra", nós por aqui iremos fazer o mesmo. De momento a Cláudia anda algures pelo Douro de 1914 e eu estou prestes a viajar para a Inglaterra, ano de 1430.
São lugares mágicos e não há companhias aéreas, comboios ou autocarros que nos levem para lá mas eu e a Cláudia temos uns cartões mágicos de biblioteca que nos dão acesso a destinos normalmente inacessíveis. As nossas férias vão ser portanto passadas em lugares únicos e mágicos e, como somos umas queridas, vamos relatar-vos a nossa opinião sobre todos os lugares que visitarmos!
Assim sendo, não se afastem que vamos andar por cá! E, se nos permitem a pergunta, que pensam fazer estas férias?



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Across the Universe, de Beth Revis

Across The Universe
de Beth Revis
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 416
Editor: PENGUIN BOOKS LTD / Razorbill
Resumo:
Amy deixou uma vida que amava num mundo a 300 anos de distância. Presa no espaço e congelada no tempo, Amy está a caminho de um novo planeta e uma nova vida. Mas cinquenta anos antes da data prevista para ela acordar, Amy é acordada violentamente quando alguém a tenta assassinar. Agora acordada e perdida numa nave onde nada faz sentido, Amy nunca se sentiu tão sozinha. E no entanto, há alguém que espera por ela.

Rating: 4/5

Comentário:
No que diz respeito a universos distópicos, Across The Universe era um livro que já queria ler há muito. Não só porque tenho um interesse por ficção cientifica e naves espaciais, como sou uma coração mole por histórias de amor com lapsos temporais.
Toda a ideia de criogenação me fascina, pessoas que são congeladas e viajam anos luz por um motivo dão-me arrepios na espinha, dos bons digo. Por isso quando acabei de ler o resumo deste livro e vi que a Amy não só ia ser criogenizada e posta numa nave espacial como só iria acordar, persupostamente, dali a 300 anos foi como se Beth Revis tivesse escrito este livro de propósito para mim.
A história começa com Amy e os pais a serem criogenados e "enlatados" na nave que os irá levar para um novo planeta. Devo confessar que aqui a história não é muito clara quanto ao motivo pelo qual os habitantes da Terra decidiram povoar outro planeta, a ideia que me ficou foi simplesmente a da descoberta e da experiência, talvez o tema seja abordado nos outros volumes.
A história é contada nos pontos de vista Amy e Elder, o rapaz que um dia herdará o controlo de Godspeed, a nave onde viajam, sendo que cada um tem direito a um "capítulo", que tanto pode ser algumas linhas, como várias páginas. Esta distribuição da história torna-a interessante e, em vez de destruir o mistério como pensei de inicio, acaba por o alongar, pois o saltitar de pontos de vista é bem usado para fazer cortes que deixam o suspense no ar.
Como tanto Amy, quando é "acordada", como Elder, que está a treinar para ser Eldest, estão a descobrir a nave onde viajam, assim como a verdade sobre o "mundo" onde vivem, o leitor acaba por numa se sentir perdido em nenhuma das narrativas.
Acompanhados de um elenco de personagens secundários que vão do simpático ao mais antipático possível, gostei da maneira como Revis fez com que Amy interagisse com todas estas e como Elder mudou a sua maneira de as ver, após começar a perceber o "mundo" através dos olhos de Amy.
O mundo de Across the Universe acaba por ser um pouco limitado, mas isso é normal, pois os personagens estão dentro de uma nave. Mesmo assim, a autora conseguiu incluir um campo verde, onde os Feedders tratam dos animais e mais umas quantas áreas interessantes. A minha versão do livro vem inclusivamente com uma planta da nave, o que torna a leitura muito mais interessante.
Um livro que sem dúvida recomendo para todos aqueles que gostam de universos distópicos e ficção-científica.

  • Este livro ainda não está editado em português;
  • Este livro faz parte de uma trilogia;
  • O segundo volume já está editado e chama-se "A Thousand Suns".