An Abundance of Katherines por John Green

An Abundance of Katherines
de John Green
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 229
Editor: Speak 
Resumo:
No que diz respeito a relações amorosas Colin Singleton tem uma queda por raparigas chamadas Katherine. E no que diz respeito a raparigas chamadas Katherine, o Colin está sempre a ser deixado. E das 19 vezes que namorou com Katherines foi abandonado por elas 19 vezes.
De coração partido Colin decide iniciar uma viagem sem destino para recuperar de mais uma relação falhada. E é assim que esta criança prodígio, viciada em anagramas, se apanha na estrada com dez mil dólares no seu bolso, um javali sangrento atrás de si, e um obeso melhor amigo, viciado no programa de tv "Judge Judy", mas sem uma única Katherine à vista. 
Colin está decidido a provar que o Theorem of Underlying Katherine Predictability, no qual se propõem a conseguir prever toda e qualquer relação, funciona e espera que deste modo ele o permita finalmente ganhar a rapariga dos seus sonhos... 

Rating: 3,5/5

Comentário: 
Este livro foi uma prenda muito querida da minha boa amiga Cláudia que odeia que eu escreva agradecimentos nos meus comentário mas neste vai deixar porque é muito querida.

Estava curiosa em relação a John Green há já algum tempo e este livro, por ter o meu nome em inglês, tinha-me chamado particularmente a atenção. Afinal, gosto bastante de ler livros em que as personagens tem o mesmo nome que eu e imagino que não seja a única.
A história é simples, Colin tem uma particularidade em relação às raparigas com quem namora, todas se chamam Katherine. Tal como há homens que preferem morenas, Colin prefere Katherines e atenção que tem de ser com "K" senão nada feito. Todas estas Katherines acabam, infelizmente, por o deixar, e quando a décima nona Katherine o deixa, o coração de Colin não aguenta mais e este decide usar o dinheiro que ganhou em concursos para génios para fugir da sua vida.
Além da sua obsessão por Katherines, Colin é obcecado por anagramas (facto que estará presente várias vezes ao longo do livro) e por tentar encontrar lógica no mundo e nas pessoas. Decidido a provar que mais que sobre dotado, é um génio, Colin decide criar um teorema matemático que permita antecipar se uma relação amorosa vai ou não fracassar usando todas as Katherines com quem já namorou como cobaias.
É através deste teorema que vamos conhecendo as 19 namoradas de Colin e conhecemos as suas histórias. É também através destas que percebemos como Colin foi magoado e espezinhado e como nunca lutou por si. Tendo a história momentos de acção e momento mais parados que se vão contrabalançando entre o presente e as memórias de Colin em relação às suas antigas namoradas.
A escrita de Green revelou-se um pouco diferente do que aquilo que eu espera. Um pouco mais pesada que o normal em livros young adult mas ainda a bater nos limites do aceitável. Descobri também que este não é dos livros mais amados dele mas como não tenho outro livro para comparar não posso dizer se o acho melhor ou pior que os outros.
Apesar de ter gostado da história, a escrita de Green não me deixou apreciá-la na totalidade e eu fiz mesmo um enorme esforço para gostar do livro. O problema a meu ver nem está na história, e sim na maneira como por vezes é contada. A ideia com que fiquei é que Green utiliza sensações verdadeiramente americanas nos seus livros, neste temos concursos, rodtrips e caçadas. Temos pequenas terras à beira das autoestradas e corações partidos que tem de ser quebrados.
Apesar de não ser um livro que recomende vivamente não deixa de ser um livro que apreciei ler e que tenho a certeza que fará as delícias dos seus leitores.
  • Este livro ainda não está disponível em português (30/11/2012)

Novidade: Catarina, a Grande, de Silvia Miguens

Catarina, a Grande
A vida apaixonante da Imperatriz de todas as Rússias
de Silvia Miguens
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 308
Editor: Casa das Letras
Resumo: 
Em 1762, o czar Pedro III é alvo de uma conspiração, acabando por morrer. A sua mulher, Catarina, sucede-lhe como imperatriz tornando-se, aos trinta e três anos, «Sua Majestade, Catarina II, imperatriz única e soberana de todas as Rússias».

O seu reinado revitalizou a Rússia, transformando-a numa das maiores potências europeias. Os seus sucessos dentro da complexa política externa são sobejamente conhecidos assim como as represálias, por vezes violentas, aos movimentos revolucionários. Conferiu maior poder à nobreza e aos senhores da terra, constituindo o seu reinado o ponto alto da aristocracia russa. Poucas mulheres geraram tanta controvérsia em redor de si como Catarina, a Grande. Inteligente, culta, autoritária, sagaz, apaixonada, grande estratega e envolta em todos os tipos de conspirações da corte, a imperatriz que governou a Rússia com punho de ferro é, sem dúvida, um dos principais intervenientes na agitação política do século XVIII, que mudou a História do Mundo.

Esta emocionante narrativa, que não deixa de fora o rigor histórico, revela as vivências e a intriga palaciana e pessoal da grande imperatriz, a sua peculiar e intensa vida sexual, os seus medos, as suas deficiências e os seus fracassos.

Rubrica: A Culpa é das Estrelas, de John Green

A Culpa é das Estrelas 
de John Green 
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 256
Editor: Edições Asa
Resumo:
Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.
PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelasé a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.

Rating: 5/5

Comentário:
Amei. E tudo tenho dito, nessa pequena grande palavra. 

A Culpa é das Estrelas é um livro, sem dúvida, para se adquirir e colocar na nossa biblioteca privada!
Quando ouvi falar sobre o que era a história, fiquei reticente, admito. Um romance entre dois adolescentes com cancro, bem, não posso dizer que me crie qualquer tipo de formigueiro. Mas quando comecei a ler.. wow! Está muito bem escrito e a história é sempre a fluir e não há tempos mortos. Cada letra é importante para a compreensão e para a continuidade da próxima letra. 

Hazel Grace e Augustus Waters são personagens cativantes e interessantes do ponto de vista da sua personalidade. Apesar de ambos sofrerem de cancro, ambos têm uma maneira diferente de ligar com tal.
Isaac foi, sem dúvida, a minha personagem favorita! Melhor amigo de Augustus e com cancro nos olhos, Isaac é uma fonte de forças e inspiração para mim!
Confesso que fiquei curioso para ler o famoso livro “An Imperial Affliction” escrito pela intrigante personagem Peter Van Houten. Infelizmente, o livro não existe. Mas, lágrimas não serão derramadas!
O fim do livro é um pouco previsível, mas acaba por não desiludir de maneira alguma. O facto de já ter convivido com pessoas que sofreram de cancro e que acabaram por falecer, fez-me dar ainda mais valor ao livro. Dá-nos uma boa perspectiva de como é estar na pele de alguém que sofre desta horrível doença.

Estou ansioso para ler mais livros do Autor, e aconselho vivamente a lerem! 



Alexandre.
Sobre o nosso convidado:

Alexandre Borges, composto por todas as letras e todos os sonhos do mundo. Gosta de atingir limites e de os ultrapassar. Atravessa mundos com os livros nas mãos e um sorriso na cara. Sites pessoais, já teve muitos, mas estes são os correntes.

Novidade: Colectânea Lugares e Palavras de Natal

Caros Encruzilhados,

Recordam-se do nosso post que chamava escritores para uma colectânea natalícia? Pois o livro já está pronto e tem lançamento marcado tanto no Porto como em Lisboa.
O evento será no próximo dia 2 de Dezembro, pelas 17 horas. Como a maioria dos autores é da zona do Norte e da zona de Lisboa, será feito um lançamento conjunto, no mesmo dia e à mesma hora, nestas duas cidades:

Porto - Livraria Bertrand do Centro Comercial Parque Nascente
Lisboa - Livraria Bertrand do Centro Comercial Vasco da Gama.

Se estão curiosos  procuram saber mais informação sobre este projecto, consultem a informação disponível em: http://www.facebook.com/LugaresEPalavrasDeNatal

Quem é John Green?

O Encruzilhadas Literárias decidiu dedicar esta semana ao escritor americano John Green.
Mas afinal quem é John Green?

Os seus dois livros traduzidos para português A Culpa é das Estrelas e À Procura de Alasca receberam uma tremenda atenção quer por parte dos leitores quer por parte da Edições Asa que arriscou trazer o autor para o nosso país. Mas porquê? O que tem de tão especial este escritor nascido no Indianapolis?
Para começar foi o grande vencedor do Michael L. Printz Award  (atribuído pela America Library Association) de 2006 com o livro Á Procura de Alaska, o seu primeiro romance. Em 2007 ganhou o prémio honorário do Michael L. Printz Award com o livro An Abundance of Katherines e todos os seus outros livros tem merecido prémios e louvores dos críticos.
Os seus livros falam de jovens e das suas experiências mas tem o poder de falar também com os jovens que os leiam. Quer o tema seja a morte, superar um coração partido ou o cancro, John Green dá aos seus leitores visões com os quais estes se podem relacionar.
É também um conhecido vblogger com youtube em conjunto com o seu irmão Hank Green. Os irmãos ficaram famosos devido ao seu projecto Brotherhood onde falaram durante um ano apenas por vídeo um com o outro. De momento ainda possuem um video blog chamamdo The Vlog Brothers que pode ser encontrado no seu site Nerdfighters.

Resultado Passatempo "Ocultos Buracos"

E é com enorme prazer que anunciamos o vencedor, a vencedora aliás, de mais um passatempo com a Pastelaria Studios Editora, desta feita para a aquisição de um exemplar de Ocultos Buracos.
Agradecemos todas as participações e relembramos que temos outro passatempo a decorrer, desta feita com a Civilização Editora, para o livro O Tempo dos Milagres. Não deixem de participar.




Sem mais demoras, aqui fica:

[13] - Rita Alexandra [...] Florindo - Cartaxo

Parabéns! Receberá em breve um email para confirmação dos dados submetidos no formulário. Boa terça-feira para todos e boas leituras!

Opinião: À Procura de Alaska, de John Green

À Procura de Alaska
de John Green
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 256
Editor: Edições ASA

Resumo:
Na escuridão atrás de mim, ela cheirava a suor, luz do sol e baunilha, e, nessa noite de pouco luar, eu pouco mais podia ver além da sua silhueta, mas, mesmo no escuro, consegui ver-lhe os olhos - esmeraldas intensas. E não era só linda, era também uma brasa." Alaska Young. Lindíssima, esperta, divertida, sensual, transtornada… e completamente fascinante. Miles Halter não podia estar mais apaixonado por ela. Mas, quando a tragédia lhe bate à porta, Miles descobre o valor e a dor de viver e amar de modo incondicional.
Nunca mais nada será o mesmo.

Rating: 2/5

Comentário:
Ganhei este livro num passatempo e fiquei tão feliz na altura. A capa é apelativa, como aliás têm sido todas as das Edições ASA ultimamente, e tinha ouvido excelentes críticas ao mesmo.
Devo dizer que ao longo da leitura fui sempre sentindo uma certa familiaridade, que só consegui identificar já o livro ia a meio, o que explicarei depois.
À Procura de Alaska relata vivências de adolescentes e o mundo das experimentações. Do primeiro cigarro, do primeiro amor, da primeira experiência sexual, do constante consolo do álcool, misturado com uma dose de ingenuidade e inquietação típica de quem está a crescer e não sabe bem para onde.
Miles encontra no novo colégio interno uma certa integração que nunca antes tinha conhecido e como tal deixa-se levar pelas tentações apresentadas por novos amigos, que o são realmente, mas de uma forma muito peculiar.
Na verdade, este colégio privado assemelha-se a algo muito estranho, dado que seria supostamente uma escola de e para elites mas depois é muito parca em instalações e condições oferecidas aos estudantes. A própria estrutura da escola poderia ter sido mais explorada, a meu ver, já que enriqueceria a estória e ficaria bastante mais satisfeita.
No fundo, não existe propriamente um conteúdo, ou real objectivo no enredo, transmitindo-se mais através do discorrer de factos e momentos que compõem este enigma que é Alaska e a atenção que despertou sobre Miles.
O climax não é muito inesperado, a própria estrutura da obra para um leitor mais atento denuncia o que se passará em diante, apesar que de certo modo, continuarmos à espera de um factor surpresa que crie uma dinâmica contrária à esperada.
É aqui que entra a familiariedade. Apesar de uma estória diferente, com uma abordagem muito mais leve e despretensiosa, reparei a meio que encontrava alguns elementos de ligação entre À Procura de Alaska e A Lua de Joana, de Maria Teresa Maia Gonzalez. Antes que se escandalizem e critiquem já esta opinião, deixo claro que não são as obras que são parecidas, é a interligação dos discursos, da motivação da descoberta do mistério da vida, dos riscos despendidos sem preocupações inerentes, que me fizeram sentir num universo que de alguma forma se poderia interligar com o outro. É certo que John Green apresenta personagens com uma maior dimensão e peculiaridade, é certo que consegue ter pequenos elementos de diversão pelo meio e que também se lê bem e rapidamente. No entanto, e porque gostei de A Lua de Joana na altura, acho que teria achado mais engraçado aqui há uns 5/6 anos atrás. Para o corrente e contínuo fluxo de admiração despendido com a obra, esperava algo mais.
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Bicicloteca


A “Bicicloteca” é uma biblioteca itinerante, um movimento independente existente em diversas comunidades brasileiras e em outros países, geralmente para pessoas sem acesso a biblioteca ou comunidades distantes dos centros, as quais utilizam a bicicleta como veículo para o transporte de livros. A Bicicloteca do Instituto Mobilidade Verde foi desenvolvida para atender moradores de rua através do Movimento Estadual da População em Situação de Rua. Trata-se de um triciclo com capacidade para 150 kg de livros que facilita o trânsito na cidade e o acesso de pessoas a cultura , o objetivo é facilitar o trabalho das comunidades que já atuam com cultura e inclusão social através da leitura.

Para mais informações podem consultar o site da Bicicloteca aqui.

Civilização Editora: Lançamentos do Mês de Novembro

Prazeres Divinos
 de Nigella Lawson
Páginas: 374
Sinopse: Prazeres Divinos não ensina a ser exactamente uma fada do lar, mas a sentir-se uma fada do lar. Este livro de culinária, inspirador e delicioso, mostra-lhe que não é difícil fazer um tabuleiro de muffins ou um bolo recheado – mas é muito compensador. Este livro alimenta as nossas fantasias, compreende as nossas preocupações e traz bolos, tartes, empadas, conservas, sobremesas, pães e biscoitos de volta às nossas cozinhas. Com o seu talento especial para a escrita e a sua paixão pela cozinha, Nigella mostra-lhe tudo, de brownies a bagels, de crumble a tarte, de pizza a macarons, de doces a bolos.


Predestinado (A Ordem das Trevas nº 1)
de Philippa Gregory
Páginas: 312
Sinopse: Estamos em 1453 e todos os sinais apontam para que o fim do mundo esteja iminente. Acusado de heresia e expulso do seu mosteiro, Luca Vero, um atraente jovem de 17 anos, é recrutado por um misterioso estranho para registar o fim dos tempos por toda a Europa. Obedecendo a ordens seladas, Luca é enviado a cartografar os medos da Cristandade e a viajar até à fronteira do bem e do mal. Isolde, de 17 anos, abadessa, está presa num convento para impedir que reclame a sua enorme herança. Quando as freiras ao seu cuidado enlouquecem com estranhas visões, sonambulismo e exibindo feridas que sangram, Luca é enviado para investigar e todas as provas incriminam Isolde. No pátio do convento constrói-se uma pira para a queimar por bruxaria. (…)


O Esqueleto Debaixo do Teto (Os Detectives da Viela Voltaire n.º 7)
de P. D. Baccalario, A. Gatti
Sinopse: A família Gaillard está a passar as férias da Páscoa numa pequena e calma aldeia junto do rio Loire. Annette e Fabrice acham que vão ser as férias mais aborrecidas de sempre, mas em breve surge uma macabra descoberta no sótão da casa: um esqueleto escondido atrás de uma parede! Os detectives da Viela Voltaire reúnem-se novamente para fazer investigações entre os habitantes da aldeia e resolver um mistério sepultado há muito, muito tempo…



O Pai Natal e o Menino Jesus
de Luísa Ducla Soares com ilustrações de Maria João Lopes
Sinopse: Quem se celebra no Natal? Nesta quadra, os comerciantes e as crianças pedinchonas só pensam no Pai Natal e no seu saco cheinho de prendas. E esquecem o Menino Jesus, todo nu, deitado nas palhinhas do presépio… Será que o Pai Natal lhe leva algum presente? Nesta história em que ambos entram, como é que eles se entendem?



Muu
de Matthew Van Fleet
Sinopse: Abas e janelas engenhosas, acompanhadas de textos relativos a animais, oferecem diversão interativa nesta introdução aos hábitos e sons distintos de sete espécies diferentes de animais da quinta. As crianças adorarão identificar e imitar cada animal.

Passatempo "O Tempo dos Milagres"

Boa noite caros leitores!

O Encruzilhadas Literárias, em parceria com a Civilização Editora traz-vos um novo passatempo!
Este é um livro já nosso conhecido e já foi comentado pela Cláudia aqui no blog. Não se esqueçam de ler a crítica dela depois de concorrerem.

Para se habilitarem a ganhar este livro, terão de responder correctamente às perguntas que se seguem até às 23h59 de dia 2 de Dezembro. Relembramos que é importante que os dados sejam completos, dado que em caso de incumprimento as participações serão anuladas. As respostas podem ser encontradas na página da Editora e aqui no nosso blog.
Boa sorte a todos!

Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 2 de Dezembro de 2012. 
 2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas). 
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.


Novidades: Editorial Presença - 2º Trimestre

Novidade: Perseguição Escaldante

Depois de Alex Cross e Maximum RidePerseguição Escaldante é a mais recente aposta da TOPSELLER.
Janet Evanovich é a escritora mais bem sucedida actualmente (fonte: Forbes), com 75 milhões de livros vendidos.  É simultaneamente a autora de policiais mais vendida em todo o mundo. Janet Evanovich junta-se assim a James Patterson, igualmente o autor actualmente mais bem sucedido no mundo, no catálogo da recém criada TOPSELLER.
No que respeita a Perseguição Escaldante, estamos perante um novo estilo de policial, repleto de personagens únicas e inesquecíveis, que em muitos países já criou uma legião de fãs eternamente ansiosos pelo lançamento do próximo êxito. As intrigas complexas e cómicas das suas personagens são alimentadaspor reviravoltas absolutamente inventivas e inovadoras.
A série de livros protagonizada por Stephanie Plum é a mais admirada pelos fãs da autora, contando já com 19 volumes. Perseguição Escaldante entrou diretamente para o #1 do The New York Times.
Sinopse: «Em New Jersey, os cadáveres surgem em catadupa. Ninguém sabe quem é o assassino em série nem o motivo por que anda a matar, mas o nome de Stephanie Plum, a caçadora de recompensas, está na lista do homicida. Stephanie corre contra o tempo para descobrir o que se passa, mas tem ainda de enfrentar outras complicações na sua vida. A sua família e amigos insistem que chegou o momento de escolher entre o seu eterno namorado, o detetive Joe Morelli, e o rebelde mas sedutor Ranger, dono de uma empresa de segurança. E a sua mãe está apostada em juntá-la com Dave, uma ex-estrela do futebol americano. Com um assassino implacável no seu encalço, um punhado de homens sedutores e fogosos atrás de si, e assombrada por uma lista de faltosos a tribunal que incluem um urso bailarino e um vampiro de idade já avançada, a vida de Stephanie parece prestes a entrar em brasa.»

Opinião: Unwind, de Neal Shusterman

Unwind
de Neal Shusterman
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 352
Editor: SIMON & SCHUSTER, LTD
Resumo:
Connor, Risa, e Lev estão a fugir para se salvarem.

Nos EUA a Segunda Guerra Civil nasceu do desacordo das facções pró-vida e pró-escolha sobre o Direito à Vida. A solução arrepiante? A vida humana é inviolável desde o momento da sua concepção até aos treze anos de idade. Entre os treze e os dezoito anos no entanto, os pais de uma criança podem decidir "desmonta-la" (unwind), e todos os seus órgãos são transplantados para outras pessoas respeitando assim os desejos das famílias pró-vida, pois todas as partes da criança continuam a viver, e respeitando os desejos das família pró-escolha, pois os pais podem abortar a criança retroactivamente.

Connor é demasiado "selvagem" e os seus pais não o conseguem controlar. Risa, uma orfã ao cuidado do Estado, não vale o suficiente para este a manter viva. E Lev é um tithe, uma criança que foi concebida para ser "desmontada". Sozinhos não conseguirão escapar mas juntos tem a pequena hipótese de não só o conseguir mas como ainda de sobreviver.  



Rating: 5/5

Comentário:
Sou sincera livros com as palavras "brutal", "cru", "verdadeiro" estampadas nas capas são hoje em dia algo habitual e, se as tivesse visto na capa de Unwind não o acharia fora do comum. O que acho fora do comum é que o livro o seja e as palavras não estejam lá.
Quando a Stacey, uma crítica de YA britânica, me recomendou Unwind referiu que este tinha sido o melhor livro YA distópico que tinha lido este ano. Tendo em conta que ela gosta tanto de distopias como eu pensei que este livro estivesse ao nível de livros como Maze Runner, Crónicas de uma Serva e Os Jogos da Fome, mas não, Unwind vai mais longe.
Com uma acção quase continua, com um ou outro momento para recuperar o fôlego, Connor, Risa e Lev estão a fugir para se preservarem "montados", visto que a opção de continuarem vivos mas "desmontados" não lhes parece de todo apelativa. O desespero e a necessidade vão ligar estes três jovens e fazer nascer entre eles uma confiança que noutras situações não se afirmaria tão depressa.
A história acaba deste modo por desenvolver temas interessantes, apesar de uma maneira subjacente, como o "pensar antes de agir", "confiança", "amizade" e "direitos humanos". Este é o género de livro que gosto, porque além de termos uma história fantástica, temos uma história que nos faz pensar, que nos questiona e que nos deixa mais ricos por a lermos.
Um dos meus momentos favoritos envolve Connor a falar com um grupo de três rapazes no qual eles discutem o que é "ser desmontado", "se a alma existe" e as suas vidas. O autor tinha, dado a situação em que se encontravam, a possibilidade de fazer o mesmo com Risa, a personagem feminina, e talvez essa fosse uma escolha mais seguras porque as raparigas costumam ser mais propensas a falar. No entanto, o autor escolheu Connor, um risco que lhe valeu um momento diferente e uma prova de desenvolvimento psicológico da personagem.
Este é um livro que nos fala de uma sociedade onde todos se viraram contra nós, até mesmo a nossa família, uma sociedade que quer todas as partes do nosso corpo e que está disposta a tudo para as conseguir. É um verdadeiro thriller de "contra tudo e todos" que nos mantém colados desde a primeira página, onde conhecemos Connor, até à última.
Este foi também, até hoje, o único livro que me deu, fisicamente, vómitos. Perto do fim tive de parar várias vezes entre parágrafos e respirar fundo, distrair-me antes de continuar a ler, porque eu queria continuar a ler e simplesmente não conseguia porque me sentia doente.
Creio que o horror que se apoderou de mim se deve dever ao facto de que, por uma vez numa distopia, não é o governo que exige aos pais que "desmontem" os seus filhos, são os próprios pais que o decidem fazer, o governo apenas lhes dá essa opção. Depois de muitas distopias nas quais o governo impera e as pessoas estão subjugadas à sua vontade. Foi assustador achar uma sociedade onde por um lado temos pais que se esforçam para comprar órgãos para os seus filhos e por outro temos pais que assim que os filhos fazem treze anos os mandam "desmontar".
Unwind é um livro profundo que deixa muitas questões no ar: Será que a alma existe? Será que efectivamente os "desmontados" continuam vivos? O que acontece à alma dos "desmontados"? O que acontece às pessoas que recebem partes de outras? Será o "desmontamento" uma alternativa 'viável' ao aborto?
Um livro para pensar, uma das melhor distopias que já li e que recomendo vivamente para todos os amantes de distopias e livros de acção.  Este saí com o selo do Encruzilhadas.


  • Este livro ainda não está disponível em português;
  • Unwind é o primeiro de uma trilogia mas pode ler-se separado;
  • O segundo volume chama-se UnWolly e saiu este ano assim como a novella UnStrung.

Atravessar os EUA a ler YA

Hoje enquanto passeava pela nossa amiga internet encontrei um post genial de uma blogger que, como eu, é viciada em literatura YA (young adult). Este ano enquanto lia os seus livros de YA apercebeu-se que os mesmos se passavam em estados diferentes ao invés de se concentrarem nas áreas mais conhecidas como Nova Iorque ou Los Angeles e por curiosidade perguntou num fórum se alguém a podia ajudar a encontrar outros livros que se passassem noutros Estados dos EUA.
O fórum encheu-se de respostas e rapidamente ela conseguiu uma lista de 50 livros que se passam nos 50 estados. Por diversão acabou por fazer um mapa onde colocou as capas dos livros e convidou os seus seguidores a percorrem os Estados Unidos com ela através da leitura.
Aqui no Encruzilhadas já andamos por alguns destes Estados mas não tantos quanto gostaríamos. Segundo esta lista já visitamos Georgia, Illinois, Kansas, Maine, Ohio, Oregon, Pennsylvania e North Carolina. Ah! E não li o livro de Maryland mas vi o filme, isso conta?
Estes são apenas 9 dos 50 estados. O que significa que ainda temos 41 estados para percorrer. Verdade seja dita que existem alguns livros aqui que me interessam bastante, por isso algo me diz que irei voltar aos EUA muito em breve para recomeçar esta viagem.
Vejam o mapa e confiram os livros que pertencem a cada Estado clicando na imagem. Digam-nos quantos já leram/visitaram!
 

Opinião: Noite de Reis, de Trisha Ashley



 

Noite de Reis
de Trisha Ashley

Edição/reimpressão: 2012

Páginas: 472
Editor: Quinta Essência

Resumo:
O Natal sempre foi uma época triste para a jovem viúva Holly Brown, por isso, quando lhe pedem para cuidar de uma casa remota nas charnecas do Lancashire, a oportunidade de se esconder é irresistível - a desculpa perfeita para esquecer as festividades.
Escultor, Jude Martland, decidiu que este ano não haverá Natal depois de o irmão ter fugido com a sua noiva, e faz questão de evitar a casa da família. No entanto, terá de voltar na Noite de Reis, quando a aldeia de Little Mumming celebra as suas festividades e toda a família é obrigada a comparecer.
Enquanto isso, Holly começa a descobrir que, se quer evitar a Natal, veio para o local errado. Quando Jude regressa inesperadamente na véspera de Natal não fica nada contente ao constatar que Holly parece estar a organizar a festa de família que ele esperava evitar.
De repente, uma tempestade de neve surge do nada e toda a aldeia fica isolada. Sem fuga possível, Holly e Jude encontram muito mais do que esperavam - parece que a quadra natalícia vai ser bastante interessante!
(Se estão curiosos e procuram ler um pequeno excerto, cliquem no link.)

Rating: 4/5

Comentário:
O Natal chegou mais cedo e eu não poderia estar mais feliz! Quem me conhece, sabe que sou uma apaixonada por esta altura do ano e abraço o espírito natalício, doa a quem doer (ou isto não entra bem na quadra?). Noite de Reis, de Trisha Ashley inaugurou a abertura oficial da época para mim! E para quem diz que é demasiado cedo, então não queiram saber o que é que estou a ouvir no exacto momento em que escrevo esta opinião. Ou queiram. É uma boa banda sonora enquanto lêem este livro: "Christmas", de Michael Bublé, editado em 2011. Deixo-vos um resumo em baixo para abrir o apetite para o que vem em seguida:



E porque é falo em apetite? Primeiro, porque estou com fome, e depois, porque é impossível não o ficar através deste livro. Holly, como é apresentado no resumo, é cozinheira, e por isso mesmo não sabe não falar sobre comida página sim-página sim (todas apetitosas e de nos pôr a salivar). Todos sabemos o quanto o Natal é propício a alguns deslizes gastronómicos e a autora faz questão de nos deixar o tempo todo a pensar no que estamos a perder por antecipação.
E se a comida e as tentações gulosas fazem parte da caracterização do período de Festas, as famílias excêntricas, os tempos passados a jogar ou a cantar, as crises existenciais, os pânicos de convidados de última hora e a expectativa de um Natal diferente (do qual sentimos muita falta mas ao mesmo tempo já não suportamos mais) são sem dúvida parte integrante deste puzzle enorme e cobrem todos os momentos deliciosos de a Noite de Reis. E aqui até temos direito a neve...

A capa é linda. E se na imagem não parece tão interessante, corram para procurar a vossa numa livraria: tem brilhos a imitar neve e não há nada mais invernoso e simultaneamente aconchegante! Tudo chama pelo Natal, e quem o nega, explique-me porquê porque nem assim fico convencida!
Holly não é uma personagem muito aprazível ao início. Se vive dentro de um bloco de gelo, como a sua grande amiga lhe diz, também o passa para o leitor. É dotada de simpatia e agradável mas não cria empatia e deixa em evidência uma barreira algo intransponível. Mais do que isso, é algo insípida e apenas bidimensional quando se espera alguma profundidade (especialmente atendendo a que acaba de lhe morrer a avó que a criou). Ainda assim, quem sou eu para críticar como cada qual lida com a dor?
Acima de tudo, o livro começa por ser linear e com abordagens pouco exploratórias, o que me fez ficar algo reticente já que tinha algumas expectativas. Acho que de alguma forma, o mesmo se deu com outras perspectivas do enredo: a reprodução de conversas telefónicas com a amiga, por exemplo, ao principio eram algo forçadas. De qualquer forma, pude confirmar em diante não estar enganada quanto ao inicialmente expectado.

Claro que não seria uma estória de quadra se não se desse uma mudança repentina para o melhor, e uma redescoberta de si mesma. Little Mumming irá surtir um efeito especialmente avassalador sobre Holly e sobre as suas crenças, e torná-la adepta de receber o que a vida lhe traz. Isto deve-se à vila mas também a todas as pessoas fantásticas e acolhedoras que vivem por lá. Desde os habitantes locais que vê esporadicamente nas excursões à vila, aos que rodeiam e privam com Holly mais constantemente, especialmente os tios e a sobrinha de Jude que habitam na casa do guarda da propriedade. Mas há que não esquecer toda uma série de personagens, como a proprietária do Pub, a antiga ama de família que insistentemente a confunde como um membro da família, o antigo vigário, uma família de agricultores locais e uma série de convidados inesperados....

Holly é sem dúvida uma boa samaritana, mas também muito confusa. A determinada altura apetecia-me abaná-la, dado que se oferecia para fazer as coisas com boa vontade, mas posteriormente barafustava por estar atulhada com trabalhos que não lhe interessavam assumir. E sendo uma questão de boa vontade, ser comandada por terceiros parecia-me já uma certa falta de personalidade. Felizmente, quando já me preparava para desesperar, esta rapariga complicada respondeu-me e passou a agir de acordo com a postura que eu esperava desde início. Era algo esperado, mas não deixa de ser incrivelmente divertido ver o quanto uma pessoa anti-natal acaba por ser o ponto de união entre uma família um tanto ou quanto dispersa, e proporcionar-lhes o melhor Natal de sempre.

Quando ao casal mágico, a relação de desprezo/ódio foi algo despropositada e forçada numa primeira fase, que felizmente a autora decidiu superar. Cada um deles ganhou um dinamismo ao longo da narrativa e a sua aproximação não surgiu forçada. Jude, apesar da sua resmunguice, é sem dúvida um coração mole e bem intencionado, que até sabe perdoar rapidamente, mesmo que ninguém espere que ele o faça (eu não esperava). Adora a família e faria tudo por ela, até participar nas festividades locais, que são tão secretas que terão de ler o livro para as descobrir!

As dinâmicas da família foram sem dúvida os meus pontos preferidos. Gosto de pessoas e de como a complexidade ou simplicidade das suas vidas compõem um puzzle colorido. E todos eles fazem falta, desde os animais de estimação, à noiva mimada de alguém, ao bondoso e óptimo contador de estórias Noel, à resmunguice de Henry, à amabilidade e pragmatismo da tia de Jude, à veia casamenteira de Jess, ao desejo guloso de todos pelos petiscos de Holly que cozinha sem parar...

Este livro é sem dúvida uma história de famílias, para famílias, temperada com a dose certa de humor e ternura. É impossível não sorrir, rir nos momentos certos e sentimos-nos aconchegados o tempo todo. Nada mais adequado para a época, não acham? Provavelmente irei relê-lo para o ano nesta altura. Quem sabe e não se torna numa tradição?

Noite de Reis é sem dúvida um miminho de fim de noite, para ler ao som de uma boa banda sonora, e ficar a sonhar acordada, com uma perspectiva de estação invernosa quente, feliz e completa.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Opinião: [Maximum Ride N.º 1] O Resgate de Angel, de James Patterson

O Resgate de Angel (Maximum Ride N.º 1)
de James Patterson
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 384
Editor: TopSeller
Resumo:
ALERTA! Um grupo de seis jovens com poderes extraordinários está em FUGA. O seu líder é Maximum Ride, ou Max. Retirados dos seus pais à nascença, os seis estavam presos num laboratório secreto, onde foram alterados geneticamente para se tornarem 98% humanos e 2% pássaros. Agora eles conseguem voar e escaparam da sua prisão. Mas desconhecem as razões para tudo o que lhes foi feito, e não sabem quanto tempo de vida lhes resta. No seu encalce estão os Erasers, seres diabólicos criados no mesmo laboratório, que apanham Angel, a miúda mais nova e especial do grupo de Max.
Conseguirá Max resgatar Angel e descobrir a verdade sobre si e os seus amigos? PREPARA-TE: Este livro é o início da mais fantástica e emocionante aventura da tua vida.
[Primeiro de uma colecção com oito volumes.]

Rating: 4/5

Comentário:
Desta vez quero começar pela capa. Porquê? Porque é linda, é brilhante e porque esta é uma daquelas capas que comemos com os olhos. Sei que não devemos julgar um livro pela capa, mas por vezes existem capas que nos fazem querer ler as histórias que estão lá dentro. Para mim esta foi sem dúvida uma delas. Tem um brilho que pela imagem não se nota mas que chama a atenção, tem a águia e tem a Max pronta a levantar voo. Uma capa sem dúvida bem conseguida.
Apesar do começo ser um pouco confuso e Max ser um pouco convencida demais para o meu gosto, a verdade é que à medida que a história se desenlaça começamos a perceber o que faz deste bando uma família. Creio que outro dos motivos pelos quais choquei com Max é o facto de sermos ambas irmãs mais velhas e termos a mania que somos espertas. Talvez sejamos demasiado parecidas em certos pontos e por isso chocamos.
Foi muito refrescante para mim ler sobre uma irmã mais velha. Apesar de Max não ser, biologicamente, irmã de ninguém no bando. Todos se tratam como família e ela faz muitas vezes da mamã que o bando não tem, principalmente com a personagem mais nova, Angel. Por isso foi interessante segui-la e descobrir como funciona a sua relação com as demais crianças.
Os capítulos curtos fazem com que este livro se leia rapidamente e seja óptimo para crianças e jovens que sejam mais "difíceis de convencer a ler". Para quem está habituado a ler no entanto, pode ser um pouco frustrante no inicio, mas se nos mentalizarmos que o livro é uma espécie de diário de Max, e que a nossa heroína tem catorze anos também percebemos que temos de nos adaptar à sua escrita e rapidamente entramos no ritmo de leitura.
Apesar das várias coincidências que vão ajudando o bando ao longo do livro e que me irritaram profundamente, perto do fim há dúvidas que são criadas que nos deixam a pensar. Quão longo é o alcance da Escola? Será que foram mesmo coincidências? Terá o bando conseguido mesmo escapar às garras da escola? Qual é a sua missão?
É um daqueles livros que infelizmente assim que começa a ficar bom acaba e que nos deixa a querer mais e mais. Para minha sorte, ou azar, a colecção conta com oito volumes sendo este o primeiro deles. Assim sendo espero ainda ler muito sobre as aventuras de Max e o seu bando.
Antes de terminar gostaria também de dizer que esta foi a minha primeira experiência como leitora de James Patterson um dos actuais escritores bestsellers a nível mundial e que não fiquei de todo desapontada. Espero  que ao continuar a ler as aventuras de Max me torne uma fã intencionável deste autor.

Book Trailer:

Passatempo "Ocultos Buracos"

Bom dia caros leitores!

O Encruzilhadas Literárias, em parceria com a Pastelaria Studios Editora traz-vos um novo passatempo!
Para além de ter sido uma das colectâneas mais aguardas da Pastelaria Studios, Ocultos Buracos conta também com um conto impossível da autoria da Ki (Catarina), que se chama Um dia Inesquecível. E é portanto um livro muito especial para nós.
Para se habilitarem a ganhar este livro, terão de responder correctamente às perguntas que se seguem até às 23h59 de dia 25 de Novembro. Relembramos que é importante que os dados sejam completos, dado que em caso de incumprimento as participações serão anuladas. As respostas podem ser encontradas na página de facebook da colectânea aqui e no blog da Editora.
Boa sorte a todos!

Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Novembro de 2012. 
 2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas). 
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.

Trailer Oficial "A Cidade dos Ossos"

Bom dia Encruzilhados!

E que fantástico dia é este, principalmente para os fãs da saga Caçadores de Sombras, pois acabou de sair o trailer oficial do primeiro filme A Cidade dos Ossos. Como sabem nós aqui no Encruzilhadas já lemos os livros e somos fãs desta trilogia à qual demos quatro estrelas em cinco.
Os fãs na internet já expressaram o seu agrado pelo trailer mas agora falta-nos ouvir a vossa opinião. Vejam o trailer e digam-nos o que pensam.

Opinião: Nunca Me Deixes, de Kazuo Ishiguro

Nunca Me Deixes
de Kazuo Ishiguro
Edição/reimpressão: 2005
Páginas: 332
Editor: Gradiva Publicações
Resumo:
Kathy, Ruth e Tommy cresceram em Hailsham – um colégio interno idílico situado algures na província inglesa. Foram educados com esmero, cuidadosamente protegidos do mundo exterior e levados a crer que eram especiais. Mas o que os espera para além dos muros de Hailsham? Qual é, de facto, a sua razão de ser?
Só vários anos mais tarde, Kathy, agora uma jovem mulher de 31 anos, se permite ceder aos apelos da memória. O que se segue é a perturbadora história de como Kathy, Ruth e Tommy enfrentam aos poucos a verdade sobre uma infância aparentemente feliz — e sobre o futuro que lhes está destinado...

Rating: 4/5

Comentário: 
Devo começar por dizer também que vi o filme antes de ler o livro, o que é raro em mim mas neste caso foi mesmo por desconhecimento da existência de um livro porque quando sei que o mesmo existe faço sempre questão de o ler primeiro (este é o motivo porque ainda não vi nada do Orgulho e Preconceito).
Este é um dos poucos filmes que faz justiça ao livro e creio que foi elegantemente bem concebido. Ao longo do livro tive vários flashes do livro e na minha cabeça as personagens e locais tinham as formas do filme. Apesar de o mesmo poder ser um pouco redutor em termos de imaginação, também nos dá a sensação de estar a revisitar velhos amigos e locais por onde já andamos.
A escrita de Ishiguro é linda, suave e corrente como um ribeiro japonês. Tudo neste livro flui, a vida que Kathy nos mostra através dos seus olhos começa por ter um tempo idílico apesar de um pouco misterioso e que vai ganhando contornos de uma realidade estranha e que tentamos a todo o custo desvendar.
Ao contrário do que pensei primeiramente creio que além de romance terei de considerar este livro uma distopia, por vários factos que apresentarei a seguir. Devo também confessar que só me apercebi disto perto do fim, mas que, assim que o constatei me fez lógica.
Quem já viu o filme sabe do que falo, há um certo elemento que talvez não seja tão distópico mas talvez mais ficção científica. A verdade para a qual Kathy, Tommy e Ruth acabarão por despertar e que lhes revelará qual é na realidade o seu propósito e destino. Esta verdade começa por ser ocultada por uma inocência infantil que depois cresce para um temor adulto. Os três amigos simplesmente não querem pensar profundamente nos seus problemas, preferem fingir que eles não estão lá e ignorá-los.
O livro lê-se exactamente como uma memória. No fundo é como se encontrássemos uma longa carta de Kathy a alguém ou um diário que ela escreveu a pensar em nós. Para ela somos habitantes do mesmo mundo que ela e por isso, não lhe faz sentido explicar certas coisas que apenas vamos entender com o andar do livro.
Outras no entanto, como a sua vida na escola, estão ricamente detalhadas, visto que Kathy tem noção de que a sua vida escolar foi algo fora do comum. Na realidade, há medida que conta a sua história Kathy começa a aperceber-se que toda a sua vida foi um pouco fora do comum mas que enquanto a estava a viver ela lhe parecia perfeitamente normal.
Já perto do fim o livro aborda um tema ético e polémico que, infelizmente na minha opinião é apenas roçado ao de leve mas que teve de ser sacrificado em função da narrativa. Parece-me Ishiguro apenas queria escrever um romance sobre as relações humanas e que o colocou num mundo um pouco diferente de modo a pode controlar melhor essas pessoas, dando-lhes uma mesma origem e formação e mostrando que mesmo que fossemos todos feitos numa "fábrica", vestido da mesma maneira, alimentados da mesma maneira e educados da mesma maneira nos tornaríamos pessoas diferentes com personalidades próprias.
Um livro elegante e bonito que sem dúvida recomendo para quem gosta de romances.

BookTrailer:

Paul Auster doa Prémio Literário ao PEN American Center

Paul Auster, que foi distinguido com o Prémio AT&T do Favorito dos Fãs no Festival Literário de Brooklyn, doou o valor monetário desse galardão – 3000 dólares (2315 euros) – ao Freedom to Write Program do PEN American Center, numa cerimória que contou com Neil Giacobbi, da AT&T, Marty Markowitz, presidente do borough de Brooklyn, Peter Godwin, presidente do PEN American Center, e Larry Siems, diretor do Freedom to Write Program.
Paul Auster, cuja participação no Festival Literário de Brooklyn coincidiu com o lançamento da sua mais recente obra, o livro de memórias Diário de Inverno, publicado em Portugal pela ASA, foi o escritor mais votado pelos fãs durante o Festival.
“É o primeiro concurso de popularidade que ganho”, afirmou Auster durante a cerimónia, “mas estou satisfeito por ter um valor monetário, já que assim posso doá-lo à mais importante organização literária internacional do mundo, o PEN, a única organização de direitos humanos dedicada exclusivamente à defesa do escritores.” 
“Agradecemos profundamente ao Festival Literário de Brooklyn e à AT&T por tornarem isto possível, e a Paul Auster por nos ter distinguido hoje e pelo seu constante apoio nos esforços para proteger escritores e defender a liberdade de expressão em todo o mundo”, declarou Larry Siems. “O Festival Literário de Brooklyn é uma fantástica celebração da literatura e da liberdade de escrita”, acrescentou.
“Paul Auster é um dos poucos escritores talentosos que consegue captar a personalidade e as personagens de Brooklyn através de histórias sobre indivíduos e sobre a busca do seu ‘verdadeiro eu’”, afirmou Marty Markowitz. “Sinto-me honrado em juntar-me aos fãs do Festival Literário de Brooklyn e à AT&T para homenagear este ‘monstro literário’ e o PEN American Center, que deram um grande contributo para o sucesso do festival e para o merecido reconhecimento de Brooklyn como o epicentro do universo literário americano.”
“A AT&T congratula Paul Auster, vencedor do Prémio AT&T do Favorito dos Fãs no Festival Literário de Brooklyn”, declarou Marissa Shorenstein, presidente da AT&T de Nova Iorque. “É sem dúvida a melhor forma de celebrar este fantástico festival de Brooklyn que juntou leitores – jovens e idosos – no centro da comunidade literária.”

Mais informações sobre o autor e a sua obra em paulauster.blogs.sapo.pt ou em www.facebook.com/paul.auster.portugal.

Resultado do Passatempo 400S


Boa noite caros Encruzilhados! 
Após uma fantástica participação por parte de quem nos segue e lê frequentemente, chegámos ao vencedor, que receberá um exemplar do livro Duas Vidas de Jessica Thompson e editado pelas Edições Asa. Recebemos respostas inspiradoras e divertidas e sem dúvida que se a escolha não tivesse sido aleatória não teríamos sido capazes de escolher apenas uma resposta.
Dito isto, o vencedor é: 

72 - Vânia [...] Pereira, de Tabuadelo

Por curiosidade gostaríamos de dizer que a Vânia escolheu a personagem Mercy Thompson, da saga Mercedes Thompson, como a sua favorita. E isto é o que ela tem a dizer sobre a personagem:

"Decidi escolher a Mercy Thompson.
Ora bem, ela é a minha personagem literária favorita, porquê?
A Mercy é uma personagem que está em constante evolução. A cada livro que passa, o véu que paira sobre a sua personalidade e carácter, vai-se levantando um pouco mais. Apesar de a Mercy não ser totalmente humana, quando penso nela não é isso que me vem à mente em primeiro lugar.
A autora - Patricia Briggs - conseguiu construir uma personagem feminina forte, mas ao mesmo tempo que precisa de ser protegida, visto que está num mundo em que nem todos a aceitam pelo que ela é.
Uma personagem com valores e princípios, dos quais não abdica. E que está em constante crescimento, como já referi anteriormente. Sempre pronta a ajudar seja quem for, mesmo que isso implique pôr em causa a sua segurança.
Também nós, seres-humanos, aprendemos e crescemos com a vida. Com os erros e com as vitórias. E por isso é que a Mercy é a minha heroína favorita. A cada livro, ela cresce como personagem e também evolui com o que a vida lhe vai ensinando. "

Parabéns! Receberá em breve um email para confirmação dos dados submetidos no formulário. Boa terça-feira para todos e boas leituras!

Novidades: BOOKSMILE

A Booksmile está cheia de novidades que vão ser a delícia dos mais novos! Se não acreditam em nós vejam só estes fantásticos book trailers:

Não Comas Este Livro


Princesa Poppy: Surpresa de Natal


O Bando das Cavernas


Para verem mais booktrailers da Booksmile sigam os links:

Opinião: Graceling: O Dom de Katsa, de Kristin Cashore

Graceling
O Dom de Katsa
de Kristin Cashore
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 220
Editor: Alfaguara
Resumo:
No universo dos Sete Reinos. Katsa é uma Graceling, um ser raro com um Dom extraordinário: desde os oito anos que é capaz de matar sem recurso a qualquer arma. O rei de Middluns, tio de Katsa, força a sobrinha órfã a usar o dom ao seu serviço, encarregando-a de matar todos os que lhe criem obstáculos.Temida pela corte e rejeitada pelos jovens da sua idade, Katsa sente que o seu dom obscuro lhe ensombra a vida.Quando o pai do rei de Lienídia é raptado, Katsa não resiste a investigar o mistério de quem quereria matar o velho homem. 
Rating: 5/5
Comentário: 
Comecei este livro esperando apenas mais um livro de aventuras. Na realidade quando nos comentários li algo como "o herdeiro dos fãs de Twilight" até torci o nariz e pensei que tinha desperdiçado uma requisição da biblioteca mas Graceling provou ser um dos melhores livros que li este ano.
Com um escrita de fácil leitura e uma personagem principal intrigante Graceling puxa-nos rapidamente para dentro do mundo dos 7 Reinos. Katsa, a nossa personagem principal é misteriosa, um diamante em bruto, uma graceling cujo dom é matar e que o faz desde os 8 anos a mando do tio. É por isso normal que seja um pouco fria, distante e desligada das pessoas, sendo a única excepção o seu primo, Ranfii, que ama do fundo do coração e o seu amigo, Oll.
Durante a narrativa testemunhamos o amadurecimento de Katsa para o mundo e para as pessoas que fazem parte deste. Vemo-la crescer e abrir o coração a outras pessoas e a outras situações. A nossa personagem que começa por ser quase uma "gata selvagem" torna-se humana, compreensiva e carinhosa sem no entanto perder a sua força e independência.
Foi uma história que me surpreendeu pela positiva por demais, não esperava as voltas que apanhei no enredo, nem o desenvolvimento de personagens. Pensei, um pouco antes de ter lido um terço da história, que este era apenas mais um romance de fantasia e no entanto fui alegremente contrariada. Por um lado, a história não saiu muito dos moldes do romance de fantasia, mas por outro também não se cingiu a elas e cresceu numa direcção muito própria.
Gostava de falar mais deste enredo e das situações que me espantaram mas isso seria entrar por spoilers a dentro e não gosto de o fazer. Posso contudo dizer que Katsa entrou para o top das minhas personagens favoritas e ocupa um lugar especial ao pé da Yelena Zaltana, pelos mesmos motivos que esta. São ambas personagens femininas com passados um pouco escuros e com problemas de confiança que aprenderam a confiar e a acreditar num futuro melhor. São lagartas que se transformaram em borboletas devido ao amor e à amizade, devido ao seu crescimento pessoal e à sua lealdade perante a sua narrativa.
Apesar de Katsa ajudar Po nesta história e talvez até um pouco ficar com a sua missão, a verdade é que também o faz por ela e pelo mundo onde vive. Fá-lo pelo Conselho (do qual gostaria de saber mais) e fá-lo por ser o que está certo.
Este livro tem uma sequela, que na realidade é uma prequela pois passa-se antes do primeiro volume, que infelizmente para mim, ainda não está disponível na biblioteca mas que me desperta um certo interesse pois mais uma vez teremos uma personagem feminina no comando das acções da história.
Um livro fantástico que sem dúvida recomendo para todos os amantes da fantasia.

Fan Book Trailer
(este book trailer não é oficial, foi criado por fãs mas eu achei que estava engraçado na mesma e minimamente fiel ao enredo.)

Novidade: Fábulas Fabulosas, de António Torrado

Fábulas Fabulosas
de António Torrado com ilustrações de Chico
Páginas: 28
Lançamento: Outubro de 2012

Resumo:
Ovelhas a fazer as pazes com lobos, um burro que quer ser rei dos animais, um macaco que vai de férias com um grilo, uma galinha que é irmã de um crocodilo…! Estas e outras histórias incríveis, retiradas do fabulário universal, são aqui recontadas por António Torrado, com o seu humor peculiar, e com as fantásticas ilustrações do Chico. Fábulas Fabulosas é uma nova edição de algumas histórias de um dos livros mais populares do conceituado autor português.

Novidade: DarkMarket, de Misha Glenny


DarkMarket – Como os Hackers Se Tornaram a Nova Máfia  
de Misha Glenny
Páginas: 344
Editora: Civilização Editora
Lançamento: Outubro de 2012


Resumo:
Parte das nossas vidas é vivida online – o banco, as compras, o trabalho, os encontros amorosos –, mas será que nos tornámos complacentes? Partilhamos a informação pessoal, os nossos pensamentos e movimentos com um ecrã sem rosto, sem ter qualquer ideia do que se encontra para lá dele.
DarkMarket mostra a verdade chocante sobre o que se esconde por trás do computador: uma rede criminosa secreta que invade a nossa privacidade e ameaça a nossa segurança diariamente. Glenny acompanha o percurso dos principais protagonistas – os criminosos, os especialistas em segurança internacional, a polícia, os viciados em crack, a família real saudita e, sobretudo, as vítimas – revelando a escala real desta nova ameaça global.
O resultado é um livro que não vai conseguir parar de ler. DarkMarket é um livro absorvente que apresenta uma investigação exemplar. Obrigatório para qualquer pessoa que utilize um computador: o livro essencial para qualquer pessoa que queira compreender o mundo em que vivemos.


Mais informações em http://www.darkmarketinsider.com

Opinião: O Dragão de Sua Majestade, de Naomi Novik

Téméraire (Livro I)
O Dragão de Sua Majestade
de Naomi Novik
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 288
Editor: Editorial Presença
Resumo:
Atreva-se a entrar num universo de dragões, heróis e vilões onde a fantasia é rainha. Assista às Guerras Napoleónicas como nunca as viu e encontre guerreiros a lutar contra as forças invasoras de Napoleão, não a bordo de aviões mas no dorso de dragões. 
Certo dia, ao serviço de Sua Majestade, o Capitão William Laurence captura uma fragata francesa e apodera-se da sua carga preciosa: um ovo de dragão chinês. Quando o ovo choca e dele sai um pequeno dragão, Laurence vê-se inevitavelmente ligado a Téméraire, um dragão extremamente articulado, e acaba por optar por uma nova carreira: deixa a carreira na Marinha Real e ingressa no Corpo Aéreo como comandante de Téméraire. Quando o exército aéreo de Bonaparte chega a solo britânico, Laurence e Téméraire fazem o seu baptismo de fogo…Conheça uma realidade alternativa onde Téméraire irá ser posto à prova e quando menos se espera irá surpreender pelas suas capacidades. 

Rating: 4/5

Comentário:
A minha relação com este livro não é fácil de explicar. Devo dizer que gostei do mesmo e trouxe da biblioteca o segundo e terceiro volumes para ler mas há algo que me está a impedir de lhes pegar.
Não vou perder tempo a explicar a história pois o resumo fá-lo bastante bem. O que temos em mão é fácil de analisar, um livro sobre dragões passado no nosso mundo, mais precisamente durante as Guerras Napoleónicas. O meu primeiro problema é começar logo a torcer o nariz a todos os livros sobre dragões que não tenham sido escritos por Anne McCaffrey. Talvez o meu problema tenha sido ter lido os livros de McCaffrey quando era bastante nova e ter baseado toda a minha imaginação dos mesmos em torno das suas histórias.
Apesar de há data já ter lido livros sobre dragões, o que eles faziam na sua maioria, era estarem deitados em cima de tesouros, raptarem princesas e destruírem tudo aquilo a que deitassem a mão. Para mim os dragões eram criaturas tenebrosas dos quais eu queria fugir até que McCaffrey lhes deitou uma nova luz.
Os seus dragões eram sábios, ligavam-se a humanos e eram seus amigos. Estes dragões morriam de dor quando o seu cavaleiro morria porque sim, o seu elo era assim tão forte. Este foi um dos motivos pelos quais tive de parar de ler o livro Eragon, era tudo tão igual, como estar a ler a mesma história mas em vez de ter a Lessa, uma personagem feminina forte e decidida, tinha um rapaz pequeno no papel principal. O meu coração de leitora não aguentou e mantive-me longe de dragões, até ter pegado no livro Dragonskin Slippers, onde re-encontrei um mundo de dragões amistosos diferentes dos de McCaffrey mas que me conquistaram. 
Assim sendo, tentei voltar aos livros de dragões e este estava entre os mais bem recomendados, sendo seguido pelo livro Saphira que saiu este ano. Mas este era o que estava disponível na biblioteca e resolvi arriscar trazê-lo.
A história tem os seus toques de romance histórico na maneira como as pessoas se vestem e falam umas com as outras e os seus toques de fantasia na histórias dos dragões e no re-contar das grandes batalhas. Mesmo assim houve algo que não me deixou 100% satisfeita. Gostei bastante da relação de Laurence e Téméraire e da maneira como Laurence trata o seu dragão como se ele fosse uma pessoa. É giro ver a relação entre ambos florir e a amizade que se estabelece entre os dois.
Por outro lado, é também interessante ver as relações entre as pessoas tendo em conta a época em questão e o facto de estarmos no meio das guerras napoleónicas. Houve no entanto alturas em que me chateei com a prosa e me parecia que o livro nunca mais avançava.
A minha relação difícil com este livro deve-se ao facto de eu poder dizer que o livro era bom mas que mesmo assim não gostei muito dele. E o problema é a noção que isso é pura e simplesmente um gosto pessoal. Não há um motivo muito forte para não gostar do livro mas houve alturas em que não consegui relacionar-me com a história ou sequer tirar algum prazer de ler o livro apesar de o continuar a ler e me sentir tentava a pegar nele sempre que tinha tempo livro.
É uma situação completamente ridícula mas foi esta a relação que criei com o mundo de Naomi Novik. Porque pode dar-se o caso de ser apenas uma falta de conexão por ser o primeiro livro, resolvi requisitar os outros dois a seguir a ver se gosto mais deles do que do primeiro. Ou pelo menos a ver se a nossa relação se torna mais saudável.
Um livro sem dúvida a espreitar por todos aqueles que amam dragões. E gostaria de pedir a quem já o (ou os) leu, o favor de deixar a sua opinião para ver se sou a única com este sentimento esquisito em relação à saga.

YA inspira fotografia


Os livros YA (Young Adult) inspiram as suas legiões de fãs das mais variadas maneiras. Há quem escreva fanfiction, quem crie gráficos e depois há pessoas que conseguem levar as coisas um pouco mais longe como é o caso da fotografa The Real Fauxtographer. 
Inspirada pelos livros YA pelos quais se apaixonou, esta jovem fotografa fez uma série de fotografias inspirada nos mesmos.
Entre os vários livros escolhidos temos Cinder (editado pela Planeta), na foto acima, e em baixo temos Across The Universe, Divergente (Porto Editora) e A Floresta de Mãos e Dentes (Edições Gailivro).

 
 

Para verem mais fotografias desta fantástica sessão fotográfica cliquem aqui.