Biblioteca Municipal de Toronto entra numa Realidade Alternativa!

Antes de mais tenho de pedir desculpa aos fãs de ficção cientifica se os entusiasmei demais é que, apesar de a biblioteca ter mesmo entrado numa Realidade Alternativa ela é apenas um jogo. 
Todos os anos em Abril a biblioteca municipal de Toronto realiza o seu programa "Keep Toronto Reading, que se traduz por "Mantendo Torronto a ler". O objectivo deste programa é fazer com que a comunidade de Toronto leia o mesmo livro durante o mês do programa. Que é como quem diz, Toronto transforma-se no maior Clube de Leitura de sempre e faz uma fantástica leitura conjunta que une amigos e vizinhos na paixão pela leitura.
Contudo este ano o programa teve um twist, de modo a cativar ainda mais os leitores. Pela primeira vez os leitores podem interagir com a realidade onde se passa o livro. E como se isso não fosse fascinante o suficiente, o livro escolhido para a leitura conjunta de 2013 foi "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury, uma história que se passa num futuro distópico onde os livros tem de ser destruídos.
Neste "jogo" os leitores tem de ligar para um número de telefone onde uma das personagens do livro fala com eles dando-lhes os dados da sua primeira missão. Desta forma as pessoas acabam por se juntar à "Resistência Literária" e além de lerem um bom livro acabam por se divertir num Jogo de Realidade Alternativa.
Algumas das missões envolvem visitar a biblioteca mais perto da área de residência, aceder à biblioteca digital de Toronto e interagir com o facebook da biblioteca. A primeira missão consiste em visitar a biblioteca, requisitar um livro a gosto e ler ao telefone um paragrafo do mesmo. A Biblioteca de Toronto espera mais tarde usar estas gravações numa criação que não quis revelar.
Para terminar deixamos-vos o resumo do livro e um link para que possa ler mais sobre este programa clicando aqui.

O sistema era simples. Toda a gente compreendia. Os livros deviam ser queimados, juntamente com as casas onde estavam escondidos...

Guy Montag era um bombeiro cuja tarefa consistia em atear fogos, e gostava do seu trabalho. Era bombeiro há dez anos e nunca questionara o prazer das corridas à meia-noite nem a alegria de ver páginas consumidas pelas chamas... Nunca questionara nada até conhecer uma rapariga de dezassete anos que lhe falou de um passado em que as pessoas não tinham medo. E depois conheceu um professor que lhe falou de um futuro em que as pessoas podiam pensar. E Guy Montag apercebeu-se subitamente daquilo que tinha de fazer...

De implicações assustadoras, a forma como reconhecemos o nosso mundo naquele que é retratado em Fahrenheit 451 é impressionante.



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

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