Opinião: A Fada do Lar, de Sophie Kinsella


A  Fada do Lar
de Sophie Kinsella
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 392
Editor: Livros d´Hoje

 Resumo: "Chamo-me Samantha. Tenho vinte e nove anos. Nunca na vida usei o forno para fazer pão. Não sei coser um botão. Sei é reestruturar contratos de financiamento de empresas e salvar os trinta milhões de libras do meu cliente."

Samantha é uma advogada bem-sucedida em Londres. Trabalha o dia todo, não tem vida doméstica, e só se preocupa em encontrar um companheiro. Habitualmente tem êxito sobre pressão e adrenalina. Até que um dia...
comete um erro. E o erro é tão grave que acaba por destruir a sua carreira. Fica tão desnorteada que ao sair do escritório, apanha o primeiro comboio que vê e, quando se apercebe, não sabe onde está. Ao pedir indicações numa grande e bonita casa, é confundida com alguém que tinha sido entrevistada para o cargo de governanta e, sem mais nem menos, é-lhe oferecido o emprego. Não faziam ideia que estavam a contratar uma advogada licenciada em Cambridge com um QI de 158, muito menos que Samantha não faz sequer ideia como funciona o forno.
E o desastre acontece. O caos instala-se quando Samantha luta com a máquina de lavar... com a tábua de passar a ferro... e tenta cozinhar cordon-bleu para o jantar...

Rating: 4/5 

Comentário: Aviso já que esta é das opiniões mais injustas que já escrevi este ano, atendendo a todos os seus antecessores. O que só quer dizer uma coisa: a opinião positiva e sugestão deste livro está somente baseada nas sensações por ele causadas, em detrimento da sua qualidade literária. Porque é que digo isto?
Bem, porque a escrita de Shophie Kinsella é simples, descomplicada, directa e nenhuma obra-prima. Mas é uma escrita leve, bem disposta (com toques de humor nos pontos certos) e excelente para curar teimas e semanas mais amargas. É um doce servido de bandeja, a pedir para ser apreciado.

Descobri este livro através de várias meninas que o estavam a ler, e o classificaram no GoodReads. A sinopse pareceu-me interessante, e passou a enquadrar a minha lista mental de livros-a-ler-em-alturas-stressantes-para-descomprimir. Procurei-o em algumas bibliotecas, e quando não o encontrei, comprei-o na versão original pelo Awesome Books em segunda mão (dei pulinhos quando o consegui encontrar!)

Samantha é uma mulher super eficaz no seu mundo de advocacia, mas perante as minúcias do mundo real é um zero à esquerda (se contracta uma mulher-a-dias e nem sabe indicar como se liga o fogão da própria casa...), que se vê confrontada a enfrentar o desconhecido quando todas as portas que lhe eram conhecidas começam a fechar-se (e ela foge antes que o processo a destrua). O resto, tal como a sinopse diz, será uma aventura que se julgava primeiramente impossível, mas nada que uma pessoa cheia de vontade e inovação não consiga superar.
O que gosto neste romance é a condução natural, breve e com carácter de entretenhimento, que nos faz passar bons momentos, descontrair e deixar de lado uma semana stressante. Os traços de romance soam genuínos, sem grandes volteados ou cenas românticas, trazendo uma sensação de conforto e familiaridade que nos envolve até à uma página. Confesso que me fez sorrir em diversos momentos e rir noutros, sair do comboio e sentar-me nos bancos da estação só para ler mais um capítulo e terminá-lo madrugada dentro.
Acho que o irei juntar aos meus guilty pleasures (e apesar do mês de Maio ter terminado já, acho que se enquadra perfeitamente. 

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

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