Opinião: In the Hand of the Goddess, de Tamora Pierce [Song of the Lioness #2]

In the Hand of the Goddess
de Tamora Pierce
Páginas: 274
Editor: Simon & Schuster
Resumo:
"I don't want to fall in love. I just want to be a warrior maiden."
Still disguised as a boy, Alanna becomes a squire to none other than the prince of the realm. Prince Jonathan is not only Alanna's liege lord, he is also her best friend -- and one of the few who knows the secret of her true identity. But when a mysterious sorcerer threatens the prince's life, it will take all of Alanna's skill, strength, and magical power to protect him -- even at the risk of revealing who she really is...

Rating: 4/5
Comentário:
No segundo volume da saga Song of the Lioness acompanhamos Alanna na sua primeira expedição. Como se o entusiasmo da expedição não bastasse por si, Alanna é visitada pela Deusa Mãe e encontra um novo e fiel companheiro para as suas aventuras.
Prestes a completar dezasseis anos a nossa cavaleira vê a sua vida complicar-se à medida que sentimentos que não sabia existirem começam a surgir. E os rapazes à sua volta que sabe da sua verdadeira identidade começam a agir de maneira esquisita ao seu redor.
Como disse na crítica ao primeiro livro, Tamora Pierce ataca algumas questões da adolescência de frente e gostei da maneira "refrescante" como lidou com elas. Alanna pode ser um pouco revoltada com a sua feminilidade no primeiro volume mas isso deve-se apenas ao facto de querer passar por rapaz. Agora já mais velha, apercebe-se que terá que revelar eventualmente a sua verdadeira identidade e que não sabe ser "mulher". Com a ajuda de alguns amigos Alanna tenta desenvolver o seu charme feminino enquanto treina para cavaleiro e tenta manter a sua distância de sentimentos que teme que a atrapalhem.
O que posso dizer da nossa heroína? Que ela me soou real, que me lembrou das minhas próprias inseguranças na sua idade e que percebo o medo que ela tem ao amor, não pelo sentimento em si, mas pela certeza que a afastará do caminho que ela quer percorrer.
Toda a dualidade que Alanna enfrenta, de ponderar ser mulher, casar-se e ter uma família conceitos que quer abraçar mas que não pode pois destruirão o seu maior sonho que é o de ser cavaleira acompanham-nos durante este segundo livro.
Creio que talvez possa ter lido demasiado em todo o contexto, não esperem um livro massudo com muitos detalhes, toda a história de Alanna está nas suas reacções e na maneira como ela interage com os que a rodeiam. E embora este seja um livro por vezes contado na primeira pessoa, é um livro que muitas vezes tem um narrador distante que parece conhecer Alanna mas que nos quer deixar adivinhar o que se passa.

Este foi um livro que me fez berrar, chorar e questionar tudo aquilo que sei sobre livros infanto-juvenis. Sei que esta saga é considerada já quase como um clássico da literatura infanto-juvenil e, apesar de não ter a prosa poética de alguns clássicos, como por exemplo As Crónicas de Narnia, está repleto de acção, sentimentos e questões que ainda hoje fazem eco no imaginário humano.
Alanna tornou-se rapidamente uma das minhas heroínas favoritas e mal posso esperar por adquirir a sua saga completa e juntá-la às minhas estantes. Esta é sem dúvida uma saga que recomendo a todos os fãs do género.

  • Podem ler a crítica ao primeiro volume da saga aqui.

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