Desafio: Semana da Saúde Mental

Hoje quando andava nos meandros do tumblr a passear passei por um post interessante da blogger thebooker.
De sete a treze de Outubro é a semana da Saúde Mental na Austrália e a blogger fez um post sobre como nesta semana se incentiva as pessoas a lerem livros em que as personagens tenham problemas de foro mental. Este desafio tem como objectivo aumentar a compreensão, ajudar as pessoas a conectarem-se com as que as rodeiam (e reconhecer sintomas) e ajudar as pessoas a tratar da sua própria saúde mental.
Vários livros foram sugeridos como leitura e a lista continua a aumentar. Deixo-vos aqui o nome de cinco que estão disponíveis em português e que podem ler se quiserem entrar neste desafio.

1) Grita, de Laurie Halse Anderson
"Desperdicei as últimas semanas de agosto a ver desenhos animados da treta. Não fui ao centro comercial, ao lago, à piscina, nem atendi chamadas. Entrei na escola secundária com o cabelo errado, a roupa errada, o feitio errado. E não tenho ninguém sentado a meu lado."

Melinda Sordino é a pessoa mais odiada do Liceu de Merryweather. No final do verão chamou a polícia, acabando com uma festa e colocando em sarilhos alguns dos finalistas mais populares da escola. Mas Melinda tem um segredo que guarda bem fundo, dentro de si, e que não pode contar a ninguém. Mas Melinda está a ser corroída pelo que aconteceu, e o mundo de reclusão que construiu para si ameaça ruir a qualquer momento.
2) Corações Gelados, de Laurie Halse Anderson
 «Eu sou aquela rapariga.
Eu sou o espaço entre as minhas coxas, a luz do sol a derramar-se entre elas.
Eu sou a auxiliar de biblioteca que se esconde na "Fantasia".
Eu sou a aberração de circo enclausurada em cera.
Eu sou os ossos que eles querem, ligados num molde de porcelana.»

Viajei na terra dos Corações Gelados devido às inúmeras leitoras que me escreveram a contar a sua luta com distúrbios alimentares, automutilação e sensação de andarem perdidas. A sua coragem e sinceridade puseram-me no caminho para encontrar Lia e ajudaram-me a compreender a sua devastação. Embora não seja uma história da vida real, Lia foi inspirada nessas leituras, e por isso lhes estou muito grata.

3) Guia para Um Final Feliz, de Matthew Quick
 Pat Peoples está de regresso ao mundo da normalidade da vida familiar em casa de seus pais após ter permanecido numa instituição psiquiátrica devido a um traumatismo grave. Da memória deste fervoroso adepto dos Eagles de Philadelphia desapareceu uma participação do clube no Super Bowl e a demolição do antigo estádio. Ninguém, lá em casa, lhe fala de Nikki, a sua mulher, e até o seu novo terapeuta parece incitá-lo ao adultério. Tudo assume um aspeto cada vez mais estranho. Como a pouco e pouco se vai revelando, anos da sua vida tinham-se pura e simplesmente apagado. Apesar disso, Pat não se deixa desviar daquela que acredita ser a missão de autoaperfeiçoamento. Guia para Um Final Feliz é uma narrativa vibrante e intensa que nos oferece uma visão refrescante sobre sentimentos de perda, depressão e amor.

4) Por 13 Razões, de Jay Asher
Naquele dia quando Clay regressou da escola, encontrou à porta de casa uma estranha encomenda com o seu nome escrito, mas sem remetente. Ao abri-la descobre que, dentro de uma caixa de sapatos, alguém colocara sete cassetes áudio, com os lados numerados de um a treze. Graças a um velho leitor de cassetes Clay prepara-se para ouvi-las quando é sobressaltado pela voz de Hannah Baker de dezasseis anos, que se suicidara recentemente e por quem ele estivera apaixonado. Na gravação, Hannah explica os seus treze motivos para pôr fim à vida, que a cada um deles correspondia uma pessoa e que todas elas iriam descobrir na gravação o seu contributo pessoal para aquele trágico desfecho.

5)A Campânula de Vidro, de Sylvia Plath 
Sylvia Plath e a sua obra têm sido encaradas sob diferentes perspectivas, todas elas parcelares e quiçá erróneas. Há quem veja nela mártir romântica, autora de uma obra vivida intensamente até à exaustão e com ela se diluindo. Há quem veja nela percursora do feminismo, da revolta contra o universo normativo masculino. Há quem veja nela, o discurso político, pacifista, participando das manifestações ideológicas contra o sistema que atingirão o auge nos finais da década seguinte.




Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

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