Semana do Livro Infantil

Apesar da semana do livro infantil já ter terminado (ocorreu de 7 a 11 de Outubro) não podíamos deixar de assinalar a data no Encruzilhadas. Especialmente porque amo este tipo de livros e porque são os primeiros com os quais temos contacto.
Quando penso em livros infantis Encruzilhados, penso nos livros que herdei da minha mãe. Penso nas Anitas, na Xuxu Invejosa (que mais não podia ser) e nos livrinhos velhinhos da Enid Blyton. Creio que este poderá ser um dos motivos pelos quais gosto de comprar livros usados (e antigos), a sua aparência e o seu cheiro devem-me remeter (inconscientemente) para a minha infância e dão-me por isso uma sensação de paz e felicidade.
Olhando para trás, há várias questões que me assolam sobre os livros antigos, a principal sendo a falta de resumos. Como sabiam os leitores de que falava a história? Alguns dos livros antigos que tenho nem sequer tem capas ilustradas, são apenas capas de cor com títulos a dourado, como se interessavam as crianças por eles?
Num debate com a Cláudia, que é o génio desta equipa não deixem que ela vos convença do contrário, ela chamou-me a atenção para um problema básico na minha questão. As crianças pequenas não lêem, são os pais que lêem para elas. Por isso, não importa a capa, ou as ilustrações. Quando somos pequenos, os nossos pais (ou avós, tios, educadores, etc) encaminham-nos na direcção do que eles acham que nós gostaríamos de ler. Claro que apreciamos mais o livro se ele tiver imagens coloridas e pop-ups mas se a história for boa, ela conseguirá sem dúvida cativar-nos.
A partilha de experiências literárias é mágica e lembro-me que adorava ler histórias aos mais irmãos mais novos. Sentava-me ao lado deles com três ou quatro livros ao lado, íamos a votos e lá lia eu umas quantas páginas do livro escolhido (normalmente até eles se aborrecerem ou começarem com o "não me toques").
Entre as páginas dos livros infantis escondem-se recordações e momentos no tempo que subitamente somos convidados a re-visitar. São portais mágicos e todos devíamos te acesso aos mesmos.Para ajudar na escolha dos livros que podem ler/dar aos vossos rebentos a Book Trust organizou uma lista com os 100 melhores livros infantis dos 0 aos 14 anos (e para além) que podem consultar aqui.
Por aqui, curiosas como sempre, perguntamos: Que livros guardam memórias de infância vossas, Encruzilhados?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

3 leitores reagiram:

  1. Nunca ouvi falat NetDaniels. :O Quem escreveu a obra? :)

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    1. Tistou les pouces verts (O Menino do Dedo Verde (título no Brasil) ) é um livro infanto-juvenil escrito por Maurice Druon em 1957, sendo este o único livro fictício e de linguagem infantil que o autor escreveu. Foi traduzido para o português por Dom Marcos Barbosa, o mesmo escritor/poeta que traduziu O Pequeno Príncipe.

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