Novidade: Da Horta Para A Mesa – Boa Comida, Boa Vida, de Cláudia Sousa Villax

Da Horta Para A Mesa – Boa Comida, Boa Vida
de Cláudia Sousa Villax
Nº Pags: 240
Editora: Casa das Letras
Resumo:
Da Horta para a Mesa - Boa Comida, Boa Vida é uma iniciação ao prazer de cultivar, colher e cozinhar os nossos próprios legumes. Um livro que nos aproxima da terra e da natureza e que nos mostra como os ingredientes naturais requerem pouco esforço para serem transformados em pratos frescos, saborosos e autênticos. Encontramos aqui dicas de como cultivar uma horta biológica de verão, ideias para tirar o máximo partido dos legumes, receitas simples, leves e deliciosas preparadas com os produtos da estação e perfeitas para os dias mais quentes. Este livro surge de um projecto em que envolve uma pequena comunidade junto de Marvão, onde desenvolveram uma horta comunitária com a venda dos produtos biológicos aos amigos e vizinhos. A família da Cláudia Villax pouco ou nada sabia sobre o trabalho de campo e foram os “residentes mais idosos” que ensinaram tudo, desde a poda as árvores, as plantação dos legumes e colheitas dos mesmos. Por sua vez, a aurora com a sua experiência de trabalho encontrou formas de promover a zona e dar a conhecer os produtos da região.

Rúbrica: Namora uma rapariga que lê!

Texto retirado do blogue "Jardim Assombrado". Os créditos originais foram deixados intactos no fim do artigo.

  "Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde dos doze anos.
Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.
Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.
Oferece-lhe outra chávena de café com leite.
Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, Cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.
Ela tem de arriscar, de alguma maneira.
Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.
Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.
Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.
Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.
Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.
Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.
Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.
Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve."

(Texto de Rosemary Urquico, encontrado no blogue de Cynthia Grow. Tradução “informal” de Carla Maia de Almeida para celebrar o Dia Mundial do Livro, 23 de Abril.)

Opinião: Como Dei com o Meu Psiquiatra em Louco, de Isabel Stilwell

Como Dei com o Meu Psiquiatra em Louco
de Isabel Stilwell
Edição/reimpressão: 2000
Páginas: 118
Editor: Editorial Notícias
Resumo:
Homicídios com queijo, duelos de faca e garfo, juízes que colocam os móveis em guarda conjunta, meias que fogem para a Terra das Meias, meninas cujo o cérebro se alojou no cotovelo e mulheres que dão alvíssaras a quem lhes encontrar a alma perdida. Respire fundo e mergulhe sem medo. Vai ver que estas histórias falam de si.

Rating: 3/5

Comentário:
Apesar de nunca ter lido os romances históricos de Stilwell tenho uma boa impressão sobre a sua escrita pois costumava acompanhar os seus editoriais quando ela escrevia para o Diário de Notícias (sei que ela agora escreve para um jornal gratuito mas é raro apanha-lo!).
Por isso quando ao navegar o catalogo da biblioteca de Lisboa apanhei este livro dela pensei para comigo que sempre era mais pequeno que os romances (além do mais a Cláudia assustou-me contado que as nossas rainhas foram todas umas infelizes!) e talvez fosse uma leitura engraçada.
Como dei com o meu Psiquiatra em louco é uma colectânea de histórias um pouco doidas mas que, tal como a autora diz, falam de nós. Através de metáforas e brincadeiras com trocadilhos a autora apresenta-nos, não os maiores segredos da psique humana, mas algumas situações caricatas que nos reportam para o surrealismo da nossa realidade.
Como disse várias vezes no GoddReads à medida que actualizava o número de páginas lidas, a história a que achei mais piada foi a dos móveis em guarda conjunta. Apesar de achar que estão todas engraçadas, apesar de não serem nada do outro mundo, a dos móveis fez-me rir porque me recordou de amigos que passaram uma situação quase idêntica.
Na história de Stilwell um casal sem filhos vê o juiz colocar os seus móveis numa guarda conjunta, quinze dias em casa de um, quinze dias em casa de outro. Na vida real são os filhos que andam a passear de um lado para o outro mas será que isso dá menos trabalho que levar os móveis da esquerda para a direita?
Em resumo as histórias são engraçadas e creio que todos encontraremos uma ou outra a que acharemos mais piada. Não sei se será o pior trabalho de Stilwell mas eu esperava um pouco mais, e nisto partilho a opinião da bibliotecária que me viu requisitá-lo: Não está mau, mas esperávamos melhor.

A Biblioteca da Escola

Quando eu era nova, algures no tempo dos dinossauros, o meu dia favorita era a sexta-feira por um motivo diferente daquele que pensam. A sexta era o meu dia favorito porque era o dia em que a minha professora primária levava a turma à biblioteca da escola.
Fechada durante o resto da semana e escondida como um segredo, a biblioteca da minha escola primária era uma sala pequena, mas tão pequena que a minha turma de vinte e poucos alunos não cabia lá toda, tendo que ir em grupos de doze.
E mesmo indo doze, entravamos na sala aos seis de cada vez, devolvíamos os livros que tínhamos levado para casa e levávamos outros. No princípio, quando a meio do primeiro período do segundo ano a professora nos levou à biblioteca pela primeira vez não podíamos levar os livros para casa. A primeira tarde era passada em leitura na sala de aula e no fim, antes de irmos para casa, devolvíamos os livros à professora.
A biblioteca era por isso um lugar para "gente crescida", os meninos do primeiro ano não podiam lá entrar e tínhamos de ter os livros bem cuidados para podermos tornar a requisitá-los. Como devem imaginar maior parte destes livros era rico em imagens e tinha pouco texto. As cores nas lombadas ajudavam-nos a ter uma melhor percepção do que íamos levar. Os livros era catalogados por anos, sabíamos que certas cores significavam livros muito avançados, algo que só os meninos do quarto ano liam.
Mas eu era corajosa e cheguei muitas vezes a requisitar livros gordos e complicados. A minha professora primária sorria e lá me deixava andar, convencida que talvez a minha mãe (que também é professora) me explicasse o que eu não percebesse ou que talvez eu guardasse as minhas dúvidas para mim.
Na realidade as histórias sempre me fascinaram e ainda hoje sou capaz de largar tudo para ouvir alguém contar uma história, seja de vida, seja inventada, seja de moral. Que posso fazer? As histórias mexem comigo.
Será por isso de estranhar que quando mudei de escola e fui para o quinto ano o primeiro local que tenha procurado tenha sido a biblioteca? Quando a encontrei lembro-me de ter ficado maravilhada, a sala era muito maior e tinha televisão e tudo, que era ligada durante os intervalos para os alunos poderem ver o Dragon Ball (única altura em que a vi cheia), era também nesta sala que anualmente era realizada a feira do livro. Esta segunda biblioteca foi a biblioteca onde requisitei o livro A História Interminável três vezes, e apesar de o ter feito, nunca o consegui acabar de ler. Até hoje não tornei a pegar nele para não quebrar a mística.
Quando troquei de escola para o oitavo ano encontrei uma biblioteca ainda maior, onde ganhei o prémio de leitora assídua e um vale para gastar na Fnac. No secundário também passei bons momentos na biblioteca quer fosse só a ler, quer fosse a pesquisar livros entre as estantes.
A única biblioteca que nada me disse foi a universitária por só ter livros de estudo. Ainda por cima como o meu curso era especial não tinham material de estudo para mim, por isso, ao contrário da turma que estudava toda lá, eu estudava em casa. Aquela era uma biblioteca que me partia o coração.
Foi algures por aí que me comecei a afastar das bibliotecas que sempre tinham estado perto do meu coração. Depois disso comecei a comprar todos os livros que lia ou a pedir emprestado a amigos e familiares, como todos sabiam que gostava de ler, ia recebendo livros nos anos e no natal e a minha pilha do para ler lá ia crescendo.
Quando fiquei desempregada tive de cortar nas minhas compras de livros, mas a vontade de ler continuava lá. Foi aqui que voltei para as bibliotecas, a medo, como se elas pudessem cheirar em mim as livrarias e me julgassem, devagarinho, sem já saber muito bem como se usa uma biblioteca, mas a Cláudia empurrou-me e puxou-me até me fazer entrar numa, até me relembrar do quanto eu amava as bibliotecas.
E sabem que mais? As bibliotecas não me julgaram, não me puseram fora e não me desiludiram. Creio que todos devíamos ter uma biblioteca perto de nós, para aqueles dias mais calmos, para aquelas alturas em que a nossa alma de se cansa e para aquecer o coração. Afinal as bibliotecas estão cheias de histórias e é para isso mesmo que as histórias servem.


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e diz que é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Vencedor Passatempo "Depois"


Boa tarde caros Encruzilhados!

E depois de mais um fantástico passatempo com a chancela da Civilização Editora está na altura de revelar o resultado.
Agradecemos a vossa participação que como sempre supera as nossas expectativas. No entanto, desta vez tivemos  mais respostas erradas do que o habitual, pedimos que tenham mais atenção da próxima vez porque como sabem as respostas erradas anulam automaticamente a vossa participação.

Dito isto, o vencedor é:

[129] - Ângela (...) Vaz, da Póvoa do Varzim.

Parabéns! Receberá em breve um email para confirmação dos dados submetidos no formulário. Se ainda não foi desta relembramos que ainda podem entrar no passatempo "Cartas que Falam" até ao fim do mês.

Os Dez Mandamentos (para uma vida de leituras honestas!)

Atenção: O presente artigo é uma tradução e adaptação do artigo  "The Ten Commandments of a Righteous Readerly Life" da blogger Dr B, que pode ser lido no seu original em inglês aqui.

E à medida que o Deus da Literatura (que apesar de tudo não se parece com a J.K.Rowling) desce dos céus numa nuvem composta por livros ainda por publicar de Ken Follet, e um novo volume para aquela saga que amamos mas que acabou, ele abençoa o nosso pequeno blog deixando-nos Os Dez Mandamentos para uma vida de leituras honestas.

10. Não estragar a leitura dos outros com spoilers.
Não te compete dizer a todos como o Snape dispensou o Dumbledore no fim da Saga de Harry Potter! Terás de fechar a boca e dar aos teus amigos a hipótese de o lerem por si mesmos ou serás considerado um mau amigo.

9. Não julgues ou serás julgado!
Que aquele que nunca cometeu um pecado literário lance a primeira pedra! A tua paixão secreta por Nora Roberts (e todos os seus pseudónimos) deveria parar a tua boca de fazer comentários petulantes sobre as leituras dos outros. E mais vale admiti-lo: o teu horror por a tua mãe ter lido As Cinquenta Sombras de Grey deve-se apenas ao facto dela ter gostado, maioritariamente, das partes sexys. Por isso cresce!

8. Não é a tua missão salvar esta humanidade de leitores deles mesmos.
Os teus gostos literários são teus e apesar de teres direito a os ter, não são tão preciosos e perfeitos ao ponto de os deveres impingir a todos. Aqueles que o tentarem fazer pensando que só lêem o melhor serão considerados parolos e os outros continuarão a ler o que quiserem. 

7. Não roubarás.
Mas empréstimos a longo prazo nos quais te esqueces completamente de devolver os livros não tem problema! (Lembrem-se: aquele que nunca cometeu um pecado...) No entanto, o Deus da Literatura acrescenta: devolve sempre os livros da biblioteca a tempo e paga as tuas multas, que existem pessoas em fila de espera para ler esse livro, desgraçado! 

6. Não cobiçaras a biblioteca do teu vizinho (ou a biblioteca da mulher do teu vizinho).
Fica alegre e não invejoso dos livros dos outros. E, quem sabe, o teu vizinho pode ter uma biblioteca fantástica e emprestar-te alguns livros nos quais poderás utilizar o mandamento número 7.

5. Podes escrever nos teus livros se assim o desejares, mas não podes escrever nos livros que pediste emprestado.
Além disso, não te stresses se as pessoas tratarem os seus livros de maneira diferente. Algumas pessoas poderão escrever neles, outras poderão dobrar os cantos das páginas, outras poderão usar marcadores gigantes que deixem marcas. Como não és o Deus da Literatura, relaxa!

4. O meio não é a mensagem.
Aquela colega que tem e-redear e te aborrece dizendo sempre que não vai voltar ao papel porque assim é mais prático, pode dar cabe do teu juízo mas não merece que a trates mal. Afinal será que os mandamentos escritos em pedra parecem mais verdadeiros do que os que lês no teu iPad? (Por favor não respondas a esta pergunta retórica.). Não julgues o meio, electrónico ou não, que as pessoas usam para ler, fica sim feliz por as pessoas lerem!

3. Poderás ter outros Deuses, além de mim!
A tua paixão pela Casa dos Segredos pode fazer-te parecer menos sério que os leitores que dizem não ver televisão mas hei! há uma hipótese de seres 64% menos aborrecido nas festas se tiveres outros temas de conversa.

2. Um livro e o seu filme são duas coisas diferentes, e poderás apreciar ambos se te mentalizares disso.
Que é como quem diz, já ninguém aguenta mais os teus posts chatos (seja no blog ou no facebook) a dizer que o livro é mil vezes melhor que o filme. Além de toda a gente já o saber, só o precisas de dizer uma vez por filme. 

1. Não matarás o prazer da leitura nos outros.
Expulsarei da nossa fé aqueles que lutarem para que todos vejam os seus livros só e apenas só do seu ponto de vista. Livros são arte aberta a interpretações variadas. Todos a devem apreciar à sua maneira.

Assim será escrito. Assim será lido. Assim será feito.

Novidade: Morte com Vista para o Mar, de Pedro Garcia Rosado

Morte com Vista para o Mar
de Pedro Garcia Rosado
N. Páginas: 320
Editora: TopSeller
Lançamento: 20 de Fevereiro
Sinopse:
Nas traseiras de uma moradia isolada nas Caldas da Rainha, um professor de Direito reformado aparece morto à machadada. Patrícia, inspetora-coordenadora da Polícia Judiciária, pede ajuda ao ex-marido Gabriel Ponte, antigo inspetor da PJ, que assim regressa ao mundo da investigação criminal. Meses antes, o professor tinha contactado Patrícia, sua antiga aluna e amante, para denunciar a existência de um esquema de corrupção e de lavagem de dinheiro em torno do projeto de um empreendimento turístico gigantesco nas falésias da costa atlântica. As primeiras provas apontam para que este homicídio seja resultado de um affaire com uma mulher casada, mas poderá o professor ter sido assassinado por saber demais?

 Morte com Vista para o Mar é a primeira história de uma nova colecção e podem ler os primeiros capítulos deste novo livro clicando aqui, cortesia da TopSeller! O segundo volume da colecção Morte na Arena: Descida aos Infernos será lançado ainda este ano em Setembro.

Sobre o Autor:

Morte com Vista para o Mar é o oitavo thriller de Pedro Garcia Rosado, o primeiro de uma nova série a publicar na Topseller (chancela da 20|20 Editora), depois de Crimes Solitários, Ulianov e o Diabo, A Guerra de Gil (ed. Temas e Debates), O Clube de Macau (ed. Bertrand) A Cidade do Medo, Vermelho da Cor do Sangue e Triângulo (ed. Asa).
Escritor e tradutor profissional, Pedro Garcia Rosado elegeu o policial como o seu género de eleição, sendo o único autor português de thrillers a publicar um livro por ano na área da literatura policial. As suas narrativas vibrantes e contemporâneas têm conquistado os leitores portugueses que gostam de adrenalina e de enredos repletos de mistério e suspense. Pedro Garcia Rosado foi jornalista em O Diário, O Jornal e no Diário de Notícias, colaborador no Expresso e na Grande Reportagem(1.ª série). Foi ainda crítico de cinema no Se7e e JL.

Assistam ao lançamento deste livro dia 2 de Março às 18h no Rivoli Teatro Municipal, terceiro piso no Porto, e dia 7 de Março às 18h30m na Fnac do Chiado em Lisboa.


Fechem as bibliotecas!

Numa reviravolta jamais antecipada pela impressa, Terry Deary, o autor dos livros História Horrível, falou contra as bibliotecas na sua última entrevista ao The Guardian, dizendo que as mesmas estão a prejudicar a industria editorial e os autores.

Terry Deary, autor britânico de mais de 200 livros que venderam mais de 25 milhões de cópias em pelo menos 40 línguas, manifestou-se este mês contra as bibliotecas numa entrevista que deu ao The Guardian
Deary explica que o conceito das bibliotecas está desactualizado e a prejudicar a industrial editorial e autores. Como nos últimos 150 anos [a lei que aprovou a criação de bibliotecas no Reino Unido foi instaurada em 1850] as pessoas puderam ler livros gratuitamente, o autor acredita que as pessoas tomam esta situação como um direito adquirido, o que acaba por prejudicar editoras e autores que, obviamente, não criam os livros de forma gratuita, assim como os contribuintes que com os seus impostos ajudam a pagar as bibliotecas.
Recordando ainda que já não estamos na época Vitoriana, Deary afirma que já não temos o dever de levar a literatura às camadas mais pobres da sociedade, pois pagamos às escolas para o fazerem (creio que de deve referir aos livros de leitura obrigatória).
As pessoas tem de escolher comprar livros [afirma Deary] as pessoas comprarão alegremente um bilhete de cinema para ver o filme Matilda mas esperarão ler o livro de Roald Dahl de graça. Não faz sentido. Os livros não são propriedade pública, e os escritores não são a Enid Blyton, mulheres de classe média que tem o pequeno hobbie de escrever. Temos de ganhar a vida. Autores, livrarias e editores precisam de comer, ninguém espera que nos desloquemos a uma cantina onde nos darão comida de graça. [...] As bibliotecas não fazem nada pela indústria dos livros. Elas dão e não esperam nada de volta, enquanto as livrarias estão a vender os livros, o que acaba por pagar às editoras e aos autores, o que é o correcto. Que outros tipos de entretenimento esperamos receber gratuitamente?
O autor continua o seu discurso e podem ler a sua entrevista completa clicando aqui, mas creio que dá para se ter uma boa ideia do que ele quer dizer, visto que se repete com exemplos diferentes. Mas o que nos quer Deary dizer exactamente com esta cruzada contra as bibliotecas?
Confesso que fiquei abismada com esta entrevista, Deary é um dos mais famosos autores de livros infanto-juvenis graças à sua série História Horrível, publicada em Portugal pela Europa-América, e sem dúvida um dos que mais vende graças a esta mesma colecção. Os seus livros são divertidos e instrutivos o que é bom tanto para as crianças como para os pais que querem incentivar a leitura mas ao dispensar as bibliotecas, Deary está a colocar os seus livros fora do alcance de muitos leitores. (Eu costumo ler os livros dele requisitando-os da biblioteca de Lisboa!)
Concordo que já não estamos na época vitoriana, desculpem fãs do Steampunk mas temos de nos render às evidências, mas o que tem isso a ver com o acesso gratuito aos livros? O que de bom virá em fechar as bibliotecas e tornar os livros artigos de luxo? Porque não é isso no fundo o que fechar as bibliotecas implica, principalmente face ao preço a que os livros estão hoje em dia e à nossa conjuntura económica?
A minha mãe, leitora assídua, tem cinco filhos, todos leitores e cada um com um género de leitura favorito diferente. Segundo o senhor Deary ela não nos devia levar à biblioteca, deveria comprar todos os livros que nós lêssemos para "ajudar os escritores a comer". E atenção que contra mim falo, na opinião de Deary, porque sou escritora também. Mas a pergunta que faço é a seguinte, como era suposto a minha mãe dar-nos a todos de ler?
Claro que não lemos todos à mesma velocidade, nem lemos todos tanto, o meu irmão deve ler uns dois livros por ano, a minha irmã mais nova uns cinco por mês nas férias (ou mais, ainda o mês passado leu a saga The Iron Fae toda de uma assentada), eu uns dez livros por mês durante todo o ano.
Vamos fazer contas? São pelo menos 120 livros meus, mais 2 do meu irmão, mais 5 da minha irmã que lê romances históricos, mais 20 da minha irmã que só lê fantasia, mais 50 da minha irmã mais nova, isto dá um brilhante total de 197 livros ano (acrescentemos uns 3 para fazer número certo e porque a minha mãe também lê e compra os livros dela também). Duzentos livros por ano, vezes dezassete euros o livro (uma média, visto termos livros a mais de vinte euros e uns abaixo de quinze euros, mais aqueles que apanhamos nas promoções) dá um fantástico total de três mil e quatrocentos euros.
Alguém deveria explicar ao Sr. Deary que numa família de classe média, três mil e quatrocentos euros é um exagero para se gastar em livros por ano e que é por isso que existem as bibliotecas. Obviamente que em minha casa se compram livros, na realidade eu compro muito mais do que o que requisito mensalmente da biblioteca mas a biblioteca permite-me descobrir novos autores e ter acesso a clássicos que já não são publicados em Portugal.
A biblioteca permitiu-me, quando fiquei desempregada, poder continuar a ler e a viajar com a minha imaginação em vez de ficar deprimida a ver televisão o dia todo. A biblioteca deu-me o meu primeiro herói da adolescência, Júlio Verne e os seus fantásticos livros nos quais fui à lua e ao fundo do mar. A biblioteca, e sejamos sinceros maior parte das bibliotecas compra os livros, é no fundo também uma cliente da indústria editorial, só que depois é amiga e empresta sem exigir nada em volta (tal como os nossos amigos nos emprestam livros, pergunto-me se não serão eles a causa desta "crise editorial"?).
Num mundo onde em média cada pessoa lerá cinco livros por ano (dizem eles), não são com certeza as bibliotecas que estão a falir os autores, na realidade muitos autores são a favor de bibliotecas e alguns chegam mesmo a doar livros seus para as mesmas. Afinal as bibliotecas realizam um serviço público indispensável que é o acesso à cultura. (E qual é o escritor que não quer que os seus livros se leiam? Não é para isso que escrevemos? Para sermos lidos?)
Claro que poderemos discutir que o cinema também é cultura e que se pagam bilhetes para ir ao cinema, e contra isso não há melhor facto do que a realidade que é o aumento dos downloads ilegais de filmes. Podemos falar também, como o autor fala na sua entrevista, que ninguém requisita gratuitamente Porches ou relógios de marca, mas há um motivo pelo qual esses artigos são artigos de luxo, porque são perfeitamente dispensáveis enquanto a leitura não o é.
Na realidade podemos ficar aqui eternamente a discutir o porquê das bibliotecas serem importantes ou não, podemos mesmo discutir se Deary tem ou não razão no que está a dizer mas parece-me a mim que as bibliotecas estão para ficar e que devem ficar. Querem partilhar as vossas opiniões, Encruzilhados?

Para lerem mais opiniões sobre esta entrevista de Terry Deary, podem seguir para o BookRiot onde uma blogger respondeu à entrevista de Terry Deary apenas com gifs da Scarlett, pessoalmente achei divertido. A escritora Julia Donaldson, a terceira autora mais requisitada das bibliotecas em Inglaterra o ano passado, respondeu à entrevista de Deary também no The Guardian, dizendo que não conhecia nenhum livreiro que se queixasse que as bibliotecas lhe roubavam clientes, podem ver a sua entrevista aqui.




Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e diz que é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidades: Editorial Presença (2ª Quinzena)

Para quem estiver curioso quando ao livro Cidades de Papel, de John Green, durante a nossa semana John Green, o ano passado, uma convidada comentou o livro (na altura apenas disponível em inglês) podem ler a opinião dela aqui.

Novidade: O Leitor de Cadáveres, de Antonio Garrido


O Leitor de Cadáveres
de Antonio Garrido
Editora: Porto Editora
Tradutor: Helena Pitta
Págs: 504
Resumo:
Na antiga China, só os juízes mais sagazes atingiam o cobiçado título de «leitores de cadáveres», uma elite de legistas encarregados de punir todos os crimes, por mais irresolúveis que parecessem. Cí Song foi o primeiro.
Inspirado numa personagem real, O Leitor de Cadáveres conta a história fascinante de um jovem de origem humilde que, com paixão e determinação, passa de coveiro nos Campos da Morte de Lin’an a discípulo da prestigiada Academia Ming. Aí, invejado pelos seus métodos pioneiros e perseguido pela justiça, desperta a curiosidade do próprio imperador, que o convoca para investigar os crimes atrozes que ameaçam aniquilar a corte imperial.
Um thriller histórico absorvente, minuciosamente documentado, onde a ambição e o ódio andam de mãos dadas com o amor e a morte, na exótica e faustosa China medieval.

Podem ler as primeiras páginas do livro aqui, cortesia da Porto Editora.

Novidades Fevereiro: Civilização Editora

Ficção/ Não Ficção


A Herdade 
de Jane Smiley
SINOPSE: 
O romance A Herdade, best-seller vencedor do prémio Pulitzer, foi escrito por uma das maiores romancistas americanas da actualidade  A propriedade de Larry Cook é a maior de Zebulon County, Iowa, e um reflexo do seu trabalho e perseverança. 
De um momento para o outro, Larry, um homem orgulhoso e possessivo, decide reformar-se e doar a propriedade às suas três filhas, numa atitude pouco típica do seu temperamento. Ginny e Rose, as filhas mais velhas, ficam surpreendidas com a atitude do pai mas ansiosas por aceitar. Caroline, a mais nova, tem algumas dúvidas e, de imediato, o pai exclui-a. 
Em A Herdade, Jane Smiley transpõe a história de O Rei Lear para a actualidade e, ao fazer isso, lança uma nova luz sobre o original de Shakespeare ao mesmo tempo que o transforma de forma subtil. Este romance surpreendente foi galardoado com os dois


Como Tudo Começou
de Penelope Lively
SINOPSE: 
Quando Charlotte é assaltada e fratura a anca, a sua filha Rose não pode acompanhar o patrão, Lord Peters, a
Manchester, por isso a sobrinha dele, Marion, tem de ir no seu lugar; Marion envia ao amante uma mensagem escrita que é intercetada pela mulher… e isto é apenas o início de uma cadeia de acontecimentos que irão alterar várias vidas.
Neste romance sedutor, absorvente e escrito de forma brilhante, Penelope Lively mostra-nos como um simples acontecimento acidental pode significar a destruição e salvação de um casamento, uma oportunidade que aparece e depois desaparece, o encontro entre dois amantes que de outra forma nunca se teriam conhecido e a mudança irrevogável de várias vidas. Divertido, humano, comovente e astucioso, Como Tudo Começou é um trabalho brilhante de uma autora que está no seu melhor.


Depois 
de Rosamund Lupton
SINOPSE: 
É um incêndio e eles estão lá dentro.  Eles estão lá dentro… Fumo negro mancha o céu azul de verão. Uma escola está a arder. E uma mãe, Grace, vê o fumo e corre. Sabe que Jenny, a sua filha adolescente,  está lá dentro. 
Corre para o edifício em chamas para a salvar. Depois, Grace tem de descobrir a identidade do autor do incêndio e proteger a sua família da pessoa que continua determinada a destruí-los a todos. Depois, tem de forçar os limites da sua força física e descobrir que o amor não conhece limites.


Juvenil 


O Trio da Dama Negra (Sherlock, Lupin e Eu #1) 
de Irene Adler [Personagem ficionada nos Contos de Conan Doyle, esta colecção é na realidade assinada por Pierdomenico Baccalario.]
SINOPSE: 
Sherlock Holmes, Arsène Lupin e Irene Adler conhecem-se em Saint-Malo, por volta de 1870. Deveriam estar de férias, mas o destino trocou-lhes as voltas e os três veem-se envolvidos num crime: um colar de diamantes desaparece, é encontrado um homem sem vida na praia e uma silhueta escura aparece e desaparece sobre os telhados da cidade. A polícia está desorientada. Alguém terá de resolver o mistério…


O Segredo de Skye (As Irmãs da Caixa de Chocolate #2) 
de Cathy Cassidy
SINOPSE:
Quando Scott, Jack e Emily descobrem que está a ser rodado um filme no casarão das redondezas, não resistem a ir ver. Mas quando a deslumbrante actriz principal desaparece, os amigos apercebem-se de que têm um novo mistério para desvendar! Será que a estrela do filme foi raptada por um fã louco? Será que fugiu com o
namorado? Ou ter-se-á aventurado no sótão do casarão e perturbado o lendário fantasma que o assombra? Este é o segundo intrigante mistério de uma nova série de fantásticas aventuras!


Infantil

Trinta por uma Linha
de António Torrado
SINOPSE: 
Neste livro da autoria de António Torrado reúnem-se trinta contos pequenos, muito divertidos, muito engraçados. Desde a Aldinha que gosta tanto da escola que decide ensinar as formigas a ler; A gota de água que não quer cair em qualquer lugar; A bolacha Maria que não queria ser simplesmente Maria, queria ter mais nomes próprios e apelidos, e muito mais. As histórias são ligadas por uma linha que, desde a capa á contracapa passa por todas as páginas do livro, faz nós e corrupios, brinca com as histórias, entra nelas e estrutura toda a ilustração de Cristina Malaquias.



Opinião: Predestinado, de Philippa Gregory - Ordem das Trevas (Volume 1)


 Predestinado-A Ordem das Trevas 1

 Predestinado
de Philippa Gregory
Edição/reimpressão: 2012 
Páginas:312
Sinopse: Estamos em 1453 e todos os sinais apontam para que o fim do mundo esteja iminente. Acusado de heresia e expulso do seu mosteiro, Luca Vero, um atraente jovem de 17 anos, é recrutado por um misterioso estranho para registar o fim dos tempos por toda a Europa.
Obedecendo a ordens seladas, Luca é enviado a cartografar os medos da Cristandade e a viajar até à fronteira do bem e do mal. Isolde, de 17 anos, abadessa, está presa num convento para impedir que reclame a sua enorme herança. Quando as freiras ao seu cuidado enlouquecem com estranhas visões, sonambulismo e exibindo estigmas, Luca é enviado para investigar e todas as provas incriminam Isolde.
No pátio do convento constrói-se uma pira para a queimar por bruxaria. Forçados a enfrentar os maiores medos do mundo medieval – magia negra, lobisomens, loucura – Luca e Isolde embarcam numa busca pela verdade, pelo seu próprio destino e até pelo amor, enquanto percorrem os caminhos desconhecidos até à personagem histórica real que defende as fronteiras da Cristandade e detém os segredos da Ordem das Trevas.

Rating: 4/5

Opinião: Para muitos autores, torna-se difícil reinventarem-se e saírem do seu registo habitual. Seja porque procuram um novo género ou um público-alvo diferente. Philippa Gregory consegue trazer originalidade através deste volume da nova saga "Ordem das Trevas", direccionada para jovens adultos.
 Não deixando a sua marca, referente ao romance histórico, e à qual a autora já nos habituou com grande mestria, Philippa traz-nos um aspecto mais ficcional em pleno século XV. A primeira demonstração da preocupação com o público-alvo prende-se com a linguagem, que achei mais directa e desprovida de mecanismos linguísticos, como em obras anteriores. Foi um acto inteligente, que permite a alguém que já a conheça sentir a familiaridade da sua escrita, mas inovadora ao ponto e cativar novos leitores.
Garantindo a estruturação e contextualização de uma época sem se tornar muito complexa ou notoriamente densa, cria a estrutura perfeita para que possamos encaixar as personagens no enredo e desta forma cativa-nos desde o início. De facto, foram as personagens que me agarraram logo nas primeiras páginas. Todas têm um perfil demarcado, ainda que ao longo da história não sejam fornecidos muitos pormenores sobre a maior parte delas, o que espero que venha a ser colmatado nos próximos volumes. De qualquer forma, Luca e os seus dois auxiliares (o escrivão Peter e o ajudante Freize), e Isolde e a sua amiga Ishraq criam um puzzle de situações que se irão conectar no decorrer da estória, tornando as suas interacções o enfoque do enredo.
Luca é um rapaz jovem que mantém um espírito sagaz e perspicaz, o que lhe valeu o novo cargo de inquiridor que agora assume, ainda a medo e com receio de errar. Contrariamente a outras personagens deste estilo, não é arrogante ou corrompido por um sistema que sente o pecado em tudo o que é desconhecido, demonstrando ser o jovem que efectivamente é. Isolde, por sua vez, é uma rapariga educada para se tornar em algo que com a morte o pai parece fora do seu alcance. Tenho algumas dúvidas referentes a esta personagem, supostamente incutida com valores de independência e confiança desde nova, mas que não chegam até nós. Senti-a sempre muito fraca e as suas demonstrações de valentia algo forçadas. No entanto, trata-se de um dilema que a própria personagem se encontra a viver, pois o contacto com o mundo real não é o que ela julgava e como tal terá de aprender a reinventar-se nestes próximos volumes.
A personagem de quem mais gostei foi Freize: leal, divertido e com um toque de humor certeiro, acaba muitas vezes por ser inconveniente, mas também a real consciência de Luca, abrindo-lhe os olhos e ajudando-o a discernir sobre as situações âmbiguas com que se irão deparar. Estou à espera que esta personagem ganhe ainda maior destaque no futuro, embora ache que é pouco provável que isso aconteça logo de início, já que Luca e Isolde, após os impasses iniciais, precisam de crescer e desenvolver-se. 
No geral, tive algum receio ao início que a temática da religião e o pretenso oculto fossem criar um dinamismo muito pesado a uma estória direccionada a um público-alvo supostamente mais jovem. No entanto, a autora soube inverter a tendência e deu-nos 300 páginas cheias de acção, companheirismo e aventura. Esperarei pelo próximo livro com expectativa!

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.


Passatempo: Cartas Que Falam, de Bruno Araújo

Em parceria com o escritor Bruno Araújo, o Encruzilhadas Literárias, tem um fantástico exemplar do livro Cartas Que Falam para sortear entre os nossos seguidores.
Leiam o resumo abaixo, respondam ao questionário com um pouco de sorte este exemplar pode ser vosso.
Cartas que Falam
Editora: Chiado Editora
Colecção: Viagens na Ficção
Páginas: 179
Data de publicação:
Dezembro de 2012
Resumo:
Retrato de uma vida polémica, repleta de mentiras, depressões, maus tratos, violência, bullying e tentativas de suicídio.
Movido pelo desejo incansável de saber toda a verdade, Filipe Gomes decide escrever estas cartas, nas quais reúne páginas rasgadas e intensas que contam a sua vida.
Mesmo vivendo num ambiente hostil e atípico, incompreendido pela sua família, pelos seus amigos e pela sociedade, o protagonista luta com todas as suas forças para superar os obstáculos, contando, apenas, com a sua força interior para triunfar e encontrar as respostas há muito procuradas.
Através destas cartas, Filipe Gomes denuncia o seu desejo de viver e enfrentar a realidade, o primeiro passo na sua (re)descoberta.
Neste livro, revela-se a verdade nua, crua e ardente de alguém que tem por missão sobreviver a todo o custo... Conseguirá?

Regras do Passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 28 de Fevereiro de 2013.
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.



Opinião: Liesl And Po, de Lauren Oliver

Liesl And Po
de Lauren Oliver, ilustrado por Kei Acedera
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 320
Editor: Hodder e Stoughton General Division
Resumo:
Liesl lives in a tiny attic bedroom, locked away by her cruel stepmother. Her only friends are the shadows and the mice—until one night a ghost appears from the darkness. It is Po, who comes from the Other Side. Both Liesl and Po are lonely, but together they are less alone. 
That same night, an alchemist’s apprentice, Will, bungles an important delivery. He accidentally switches a box containing the most powerful magic in the world with one containing something decidedly less remarkable. 
 Will’s mistake has tremendous consequences for Liesl and Po, and it draws the three of them together on an extraordinary journey.
Podem ler uns capítulos aqui no site da editora.

Rating: 4/5

Comentário:
Na mesma linha infantil de The Girl Who Circumnavigated Fairyland in a Ship of Her Own Making, comento este mês outra história infantil, que embora mais leve contêm também uma temática séria. Saída das mãos da escritora Lauren Oliver que já nos presenteou com livros como Delirium e Antes de Vos Deixar, chega-nos agora o seu primeiro livro infantil que aborda novamente o tema da perda.
Em Delirium perdeu-se o amor, em Antes de Vos Deixar , a protagonista perdeu-se a ela mesma, em Liesl and Po, Liesl perdeu o pai e é esta perda que vai despoletar a aventura da sua vida, da vida de Will e da morte de Po. Juntos pelo acaso do destino, estes três amigos com visões tão diferentes da vida, embarcam juntos com uma missão simples que enfrentará vários obstáculos (e mais não digo que é spoiler).
Este livro volta a comprovar a qualidade de Lauren Oliver como escritora, os fãs da série Delirium sabem que a autora nos habituou a um certo tipo de escrita e esta mantém-se em Liesl and Po que é, no fundo, uma despedida da autora ao seu falecido melhor amigo.
Através da viagem de Liesl, que a autora admite ser a sua também, algumas questões são levantadas, nem todas recebem resposta, mas muitas sim.
Esta é uma história fantástica onde o sonho e a realidade andam de mãos dadas, um mundo onde o sol desapareceu e a terra está lentamente a morrer ao ponto de praticamente já nem existirem cores e tudo ser cinzento. E cinzenta é a cor de Po que foi, a seguir a Will, a minha personagem favorita. De Will não vou falar muito porque a verdade é que me compadeço de todos os aprendizes esforçados, talvez por eu já ter sido uma também (e ainda o ser) e por isso compreender tão bem os seus medos e hesitações. Will tem bom coração, só gostava de poder comer e dormir, principalmente dormir, um pouco mais mas o Alquimista não o deixa e como se isso não bastasse passa a vida a insultá-lo.
Já Po, o fantasma, está livre de tudo o isso, não tem fome, não tem sono, nem sequer tem sexo visto não se lembrar se era rapaz ou rapariga antes de morrer. É Po e os seus pensamentos sobre o Outro Lado e os humanos que tornam este livro curioso. Po tem pensamentos muito profundos sobre a união universal, o que é verdadeiramente importante e a essência das coisas. Apesar de não partilhar com Liesl ou Will estes pensamentos, nós na qualidade de leitores somos privilegiados e temos acesso aos mesmos. Estes são pensamentos que brincarão na mente das crianças e criarão uma nova visão do mundo, o que para mim é o essencial da literatura infantil. Acredito que este género de literatura deve maravilhar e questionar os limites do mundo que as crianças conhecem, pois uma mente acostumada a perguntas é sem dúvida uma mente que procurará respostas. Sei que qualquer livro que estimule um leitor, seja criança ou não, a pensar é um bom livro.

As ilustrações de Kei Acedera são lindíssimas, olhem para o Will na primeira imagem, alguém dúvida que ele é um aprendiz com um casaco demasiado grande para ele e noites mal dormidas? Adoro o pormenor do cabelo dele todo em pé, dá-lhe um ar alerta como se estivesse à espera que o Alquimista o chamasse a qualquer momento.
Como se trata de um livro infantil mas a caminhar para o juvenil, as ilustrações são mais ou menos frequentes e por vezes estão isoladas em páginas, por vezes ao lado do texto e por vezes a rodear a página. São ilustrações surpresa que aparecem quando menos esperamos e que dão outra vida ao texto. Acredito que o livro não teria o mesmo impacto sem as belíssimas ilustrações de Kei Acedera.

Com uma classificação de 4 em 5 estrelas, este livro saí daqui como um dos melhores livros infanto-juvenis que li este ano.

  • Lauren Oliver é autora também de outro livro infantil chamado The Spindlers que tem sido tão bem recebido como Liesl and Po;
  • Para verem todos os nossos comentários aos livros de Lauren Oliver cliquem aqui.

Book trailer:

Novidade: Eu Cómico


Foi com a coleção Escola: Os Piores Anos da Minha Vida, publicada em Portugal também pela Booksmile, que James Patterson se iniciou no fantástico mundo da escrita para o público infanto-juvenil. O sucesso foi tal, com os dois títulos a escalarem até ao topo de vendas do New York Times, que o autor mais bem sucedido em todo o mundo adoptou as crianças como o seu público preferido.

Eu Cómico (I Funny), lançado em Dezembro de 2012 nos EUA, chega agora às livrarias portuguesas . Jamie Grimm, protagonista de Eu Cómico quer ser uma estrela, em cima de um palco, a fazer stand-up comedy. Preso a uma cadeira de rodas, a viver com os tios e um primo armado em bully, a actual vida de Jamie não é feita de grandes gargalhadas. Mas ele consegue dar a volta por cima, agarrando-se ao sonho de ser um grande comediante. Jamie decidiu meter-se numa missão louca e quase impensável: vencer o concurso de «O Miúdo Mais Cómico do Mundo».

Leiam as primeiras páginas do livro aqui, cortesia da editora Booksmile e vejam o book trailer abaixo.

Passatempo Civilização Editora: Depois, de Rosamund Lupton

A Civilização lançou dia 6 deste mês o segundo romance da autora do bestseller Irmã, Rosamund Lupton: Depois. E para celebrar  lançamento do mesmo temos, em conjunto com a Civilização Editora, um exemplar do livro para sortear!
Vejam a capa, leiam o resumo, preencham o formulário e cruzem os dedos! Com um pouco de sorte este fantástico livro pode ser vosso!

Resumo:
É um incêndio e eles estão lá dentro.
Eles estão lá dentro… 

Fumo negro mancha o céu azul de verão. Uma escola está a arder. E uma mãe, Grace, vê o fumo e corre. Sabe que Jenny, a sua filha adolescente, está lá dentro. Corre para o edifício em chamas para a salvar. 

Depois, Grace tem de descobrir a identidade do autor do incêndio e proteger a sua família da pessoa que continua determinada a destruí-los a todos. 

Depois, tem de forçar os limites da sua força física e descobrir que o amor não conhece limites.

Regras do Passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 21 de Fevereiro de 2013.
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.

Quais são os vossos "ships"?

Antes de mais Feliz Dia dos Namorados, Encruzilhados, obrigada por estarem aí e partilharem a nossa paixão por livros.
Hoje, no dia em que se celebra o amor, nós aqui no Encruzilhadas Literárias resolvemos celebra-lo também falando de "ships", "shippers" e dos nossos casais favoritos.
Quem já se embrenhou bem fundo na internet e nos seus sites de fandoms com certeza que já apanhou shippers. Mas para quem nunca o fez, ou nunca teve a sorte, ou o azar, de encontrar shippers aqui fica uma resumo do que estamos a falar.

O verbo Shipping = é uma abreviação de “relationship” (relação). E ser shipper de duas pessoas, significa querer que elas entrem numa relação.

Transferindo isto para um exemplo podemos dizer que os fãs de Harry Potter que queriam que o Ron namorassem com a Hermione, eram (são) Ron x Hermione Shippers. Quem leu Divergente e queria que a Tris ficasse com o Four era um Tris x Four Shipper e por aí adiante.
Como leitoras assíduas e shippers nós aqui no Encruzilhadas temos mesmos muitos ships e vibramos ao máximo com as suas histórias.

Catarina: Não sei quanto à Cláudia mas quanto a mim o que me dá mais gosto na história do casal é mesmo a maneira como eles aprendem a encaixar-se um no outro, admito que me derreto por amores vistos em sonhos e profecias, mas também gosto da maneira como as pessoas aprendem a amar-se.
Creio que no fundo tudo se resumo ao mesmo, o mesmo livro escrito por duas pessoas diferentes pode ser o melhor livro que alguma vez lemos ou o pior livros que alguma vez lemos. Saber onde cortar, saber o que acrescentar e saber exactamente o que contar e como o contar faz toda a diferença.

Cláudia: Enquanto a Catarina gosta de romances idílicos, eu procuro mais a descoberta nos momentos reais. Não vou dizer que romances impossíveis não possam ter a sua ponta de piada, quer-se dizer, nos intermináveis triângulos amorosos existe sempre alguém que terá inevitavelmente de ficar de fora (e aqueles que realmente o são e não uma tentativa patética de se tornarem um, acabam por nos partir o coração). De qualquer forma, prefiro os romances que vencem as adversidades por eles mesmos, pela força que eles canalizam de e para as personagens, e que dessa forma renovam a confiança para ultrapassar obstáculos mais difíceis de ultrapassar. Ou não fosse eu uma fã de Orgulho e Preconceito.

Existem várias piadas na internet sobre ships e a mais comum é dada pela própria palavra. Existem vários gifs e imagens com o texto "I ship it" para serem usados como resposta em foruns, blogs, etc. Aqui no Encruzilhadas já temos tantos ships que creio que já estamos autorizadas a dizer:
Mas não estando satisfeitas com isso temos uma pergunta para vos fazer, e essa pergunta é a do título: Quais são os vossos ships? Quais são os casais literários sem os quais não podem viver? Pelos quais escreveriam Fanfiction e fariam gráficos em Photoshop?
Para os ajudar deixamos-vos aqui alguns dos nossos e podem votar nos que quiserem, deixamos um espaço em branco no fim para colocarem mais, caso os vossos favoritos não apareçam na lista.


"Unidos Pelo Livro"

Caros Encruzilhados,
É com grande alegria que vos anunciamos que o nosso blog foi seleccionado para participar na campanha da Editorial Presença "Unidos Pelo Livro".
E, perguntam vocês, no que consiste esta campanha com um nome tão apelativo? Ora bem, deixem-nos ter o prazer de vos explicar.
Esta campanha tem como objectivo juntar os amantes dos livros durante uma semana, dando um estímulo em prol do gosto pela leitura ao dar aos leitores um desconto de 5€, em compras efectuadas no site da Editorial Presença entre os dias 13 e 19 de Fevereiro (Atenção: O código de desconto não funcionará após dia 19, por isso sejam rápidos a escolher!).
Isso mesmo, um desconto de 5€ (cinco euros) em compras de valor igual ao superior a 15€ (quinze euros) e ainda tem como oferta um fantástico marcador igual aquele que está no topo deste post.
Para terem acesso a este desconto basta utilizarem o código exclusivo UNIDOSPELOLIVROYTBJ4 quando estiverem a fazer o check-out no site.
Para simplificar vamos deixar-vos em imagens como proceder no site da Editorial Presença:

1. Sigam para www.presenca.pt e escolham os livros que querem;

2. Cliquem em «Comprar» (junto às capas dos livros); 


3. Clique em «Carrinho de compras» (no canto superior direito do site);



4. Identifiquem-se ou registem-se (no carrinho de compras);



5. Introduzam o código UNIDOSPELOLIVROYTBJ4 no campo «Possui algum código-oferta? Introduza o seu código aqui» e clique em "Aplicar";




7. Cliquem em «Prosseguir a encomenda» e sigam os restantes passos até finalizar a encomenda

Atenção: O código não é acumulável com a utilização da conta-cliente. Ou seja, a partir do momento em que usem o código não vão conseguir usar o valor em conta-cliente para pagar a encomenda. É caso para dizer que devem reflectir sobre o que vos dá mais jeito, a promoção ou a utilização do valor que já tem na vossa conta.

Qualquer dúvida podem entrar em contacto connosco tanto aqui como na nossa página do facebook. Boas compras!

Opinião: The Girl Who Circumnavigated Fairyland In A Ship Of Her Own Making, de Catherynne M. Valente

The Girl Who Circumnavigated Fairyland In A Ship Of Her Own Making
de Catherynne M. Valente
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 336
Editor: Constable and Robinson
Resumo:
September is a twelve-year-old girl, Somewhat Grown and Somewhat Heartless, and she longs for adventure. So when a Green Wind and a Leopard of Little Breezes invite her to Fairyland - well, of course, she accepts (mightn't you?). When she gets there, she finds a land in crisis - she soon discovers that she alone holds the key to restoring order.

Rating: 5/5

Comentário: 
Quando eu era mais nova, os livros que eu lia tinham a mesma apresentação que este. Imagens no início dos capítulos e títulos de capítulo que contam mas não contam o que vai acontecer, p.e. Capítulo I - A Fuga - Como finalmente encontrei a chave de casa para sair e jurei nunca mais voltar até ter fome. O próprio livro invoca-me estas memórias e Catherynne Valente apresenta-se como uma narradora participante que se mete com os leitores, como se estivesse na contar o conto oralmente e não a escrevê-lo.


As ilustrações são bonitas, apesar de por vezes me parecerem estranhas, mas isso deve-se ao facto desta Fairyland ser um pouco um País das Maravilhas, e as coisas nem sempre serem o que parecem. September, a nossa heroína de doze anos, é uma criança comum com uma existência abalada pelo súbito envio do pai para a guerra e pela requisição da mãe nas fábricas o que a deixa sozinha em casa sem muito para fazer além de lavar chávenas de chá, algo que odeia veementemente.
Mas surgindo a oportunidade de uma aventura, e nas palavras da narradora "quem resistiria a tal?", September abraça-a com todas as suas forças e parte para a fantástica Fairyland que não é, nem um pouco, como ela a imaginava. Com uma imaginação fantástica e criatura sarcásticas, irónicas e nunca antes vistas, Valente cria uma terra de fantasia que espelha os problemas e injustiças do nosso mundo na sua forma mais pura levando September numa viagem de crescimento e descoberta.
A nossa querida September é quase, quase uma adolescente típica que se acha dona de todo o saber mas que ainda tem um coração que se compadece, que se sente insegura e que sente a necessidade de ser amada. Claro que o objectivo da viagem é provar a September que ela é muito mais forte do que imagina e mostrar-lhe o quão pouco ela sabe, mas como pode vir a saber muito.
A escrita da autora remonta aos livros antigos de contos de fadas mas mantém uma linguagem actual e é por isso fácil de seguir. Existem alguns momentos cómicos e alguns momentos sérios, intercalados com frases filosóficas e momentos de aventura.
Feitas as contas é um livro infantil a puxar para o juvenil repleto de saudade e magia que vai encantar os fãs deste género literário. Saí daqui com selo de aprovação e recomendação para que o leiam.


  • Este livro faz parte de uma saga;
  • O segundo volume, editado em Outubro de 2012, tem como nome "The Girl Who Fell Beneath Fairyland And Led The Revels There";
  • Em 2011 foi publicada uma pequena prequela que pode ser lida aqui.

Novidades: Fevereiro

Dois Anos e Uma Eternidade
de Karen Kingsbury
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 224
Editor: TopSeller
Resumo:
Charlie e Donna Barton são os donos da livraria A ponte, e durante quatro décadas partilharam com os clientes o amor pela leitura. Mas quando a cidade é atingida pelas cheias, Charlie entra em desespero. Sente-se prestes a perder as duas paixões da sua vida: a livraria, que construiu e acarinhou ao longo dos anos, e a mulher, Donna, que não mais conseguirá sustentar. Quando a tragédia acontece, leva a um reencontro inesperado entre Molly e Ryan.
 
 
 
A lenda de Sapphique
de Catherine Fisher
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 360
Editor: Porto Editora
Resumo:
Ele foi o único que escapou.
Agora tem o poder de os salvar… ou destruir.
Finn conseguiu fugir de Incarceron, a terrível prisão viva e o único lar de que tem memória, mas a liberdade está longe de ser o que imaginava…
Cláudia acredita que, se Finn reclamar o direito ao trono do Reino, será capaz de libertar Keiro da temível prisão; mas o Exterior não é o paraíso idílico com que Finn sonhava e o jovem vê-se subitamente prisioneiro de um obscuro jogo de intrigas e mentiras, que adia os seus planos.
Entretanto, na obscuridade de Incarceron, os prisioneiros falam de um homem lendário – Sapphique, o único que conhece os segredos e o único capaz de destruir a prisão. São inúmeras as histórias sobre as suas façanhas, mas haverá alguma verdade nelas? Será que ele existe mesmo?
Dentro e fora, todos aspiram à liberdade… como Sapphique.
 
No dia 11 de fevereiro, chega às livrarias A Lenda de Sapphique, de Catherine Fisher. Este é o segundo e último volume da saga iniciada com Incarceron, publicado em 2012 pela Porto Editora e já traduzido para 25 línguas.

Cinco livrarias a visitar antes de morrer

Enquanto navegava na net, um hobbie que aprecio bastante, encontrei um link que me levou a um daqueles sites de listas, neste caso de sítios a visitar antes de morrer. Curiosamente, o site apresentava uma lista de livrarias que deveriam ser visitadas, curiosa percorri a lista e descobri que entre facebook e blog houve três que nos escaparam. Decidia a corrigir este sacrilégio livreiro, escrevo este post para redimir o Encruzilhadas  Literárias de tamanha falta.
E assim sendo e sem mais demoras, aqui fica a lista das cinco livrarias a visitar antes de morrer e respectivas localizações.
  1. Shakespeare and Company em Paris, França
    Aberta em 1919 por Sylvia Beach, a actual livraria é uma herdeira da primeira (a aberta em 1919) que foi encerrada em 1940 durante a ocupação alemã em França. Mais tarde em 1951, em honra da primeira loja George Whitman rebaptizou a sua livraria para ter o mesmo nome da primeira. Esta segunda livraria ainda se encontra em funcionamento e é gerida pela filha de Whitman, Sylvia Beach Whitman. A livraria entra nos filmes "Antes de Anoitecer" e "Meia-Noite em Paris".

  2.  Powell’s Bookstore em Portland, Oregon, EUA

    Já falamos no nosso facebook da Powell's. Esta loja, aberta em 1971, é um ex-stand de carros, tem o tamanho de um quarteirão. Também chamada de Powell's City of Books, os seus donos dizem ser a maior livraria independente do mundo na venda de livros novos e usados, o que é bem provável visto que só esta loja (o grupo tem seis) tem uma área de 6,300 m2. Estima-se que esta livraria compre 3 mil livros usados por dia para venda.

  3. Librería El Ateneo em Buenos Aires, Argentina

    Outra livraria de que já falamos mas desta vez no blog. Aberta em 1917, originalmente como um teatro, esta livraria albergou também uma estação de rádio em 1923 até que finalmente em 2000 abriu como livraria. É considerada uma das mais belas do mundo.

  4. Gould’s Book Arcade em Sydney, Australia

    Esta livraria é especialista há mais de 30 anos em livros fora de circulação (out-of-print) e livros usados. Fica aproximadamente a 5km da Opera de Sydney e costuma albergar entre os seus clientes estudantes e leitores que procuram obras especificas.

  5. Hay-On-Wye (The Town of Books) no País de Gales, Reino Unido

    Esta livraria é na realidade uma cidade mercante e comunidade em Powys em Gales. Possuí mais de 30 livrarias especializadas e/ou de livros usados e é o destino favorito de milhares de livrólicos no Reino Unido.
E agora digam-nos Encruzilhados, quais destes destinos querem juntar à vossa lista de sítios a visitar?