Já conhecem o Bicaletras?



Olá Encruzilhados,

Por motivos que nos superam a poderosa Deusa da Literatura resolveu pregar-nos uma partida e esconder o poste no qual vos apresentávamos o Bicaletras. Por isso, aqui fica um pequeno remake da história do nosso passarinho!
O nosso caro Bicaletras nasceu quando o blogue nasceu há três anos atrás. No entanto como era muito pequenino, como todos os recém nascidos, esperamos até este ano quando o Alexandre nos ofereceu uma versão em tecido do mesmo para o apresentarmos. Um pouco ao estilo daqueles bailes de debutantes onde as moças vão para serem apresentadas à sociedade.
Como ainda não tínhamos nome para ele, procedemos a um passatempo, no qual depois de várias votações, a Mónica Silva tornou-se madrinha do Bicaletras!
O Bicaletras é um passarinho descontraído que ama ler. Normalmente pode ser encontrado a passear pelos banners do nosso blogue e da página do Facebook. Adora chapéus e tem uma colecção gigantesca e quem nos segue no FB de certeza que já o viu com alguns dos seus chapéus. Tal como todos os leitores ávidos que fazem noitadas, o Bicaletras tem uma paixão muito grande por bebidas quentes e não é difícil encontra-lo a beber café, chá ou chocolate quente!
No Natal o Bicaletras tem o "trabalho adicional" de adornar a árvore de Natal da Cláudia e de figurar no nosso postal de Natal. Como vêem o nosso amigo tem uma vida muito activa.

Opinião: A Confissão da Parteira, de Diane Chamberlain

    
A Confissão da Parteira

de Diane Chamberlain
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 392
Editor: Editorial Presença

Resumo: Quando Noelle, uma mulher dedicada, vibrante e querida por todos, decide pôr termo à vida, a pequena cidade de Wilmington, na Carolina do Norte, fica em estado de choque. A única pista para o sucedido é uma estranha carta que Tara e Emerson, duas das suas melhores amigas, encontram um dia em sua casa. À medida que um segredo de contornos dramáticos começa a ser desvendado, tudo o que sabem sobre Noelle terá de ser reavaliado à luz de uma nova perspetiva - de traição e engano, mas também de amor, compaixão e esperança.

Uma mentira salvará uma família. A verdade destruirá outra. Qual das duas escolheria?

«Para adquirirem este livro e consultarem outras novidades, consultem o site da Editorial Presença aqui»

Rating: 3.75/5 

Comentário:
Este livro deixou-me bem curiosa pela sinopse. Não adianta muito, para não dizer que não adianta nada, contrariamente ao que é habitual. Aliás, já muitos nos deparámos com livros em que a história toda é praticamente revelada numa sinopse mal redigida. Nesta novidade trazida pela Editorial Presença acontece-nos exactamente o oposto. Existe uma ideia, aloja-se uma semente suspeita sobre a temática, mas nada nos garante que é esse o núcleo do enredo (e já me explicarei em diante para os mais confusos).
Antes sequer de abrir a primeira página e debruçar-me sobre ela, apaixonei-me exactamente pela capa. É tão ternurenta que derrete qualquer pessoa e só apetece embalar (tornando-se uma tentação para quem está apenas a ponderar trazê-lo para casa)!
O enredo é uma surpresa; e Diane Chamberlain consegue mesmo trocar-nos as voltas. Na verdade, julguei a determinada altura ter descoberto o mistério, mas logo nas primeiras páginas é-nos denunciado que nada é exactamente o que parece. Um pouco como a própria vida, já que nos faz pensar até que ponto nos conhecemos realmente uns aos outros, até que ponto os que nos são próximos são tão transparentes como julgamos, e até que ponto aceitamos que a verdade por vezes é mais crua que a imagem fantaziada que temos de nós próprios e dos outros. A autora coloca-nos a pensar nestas questões à medida que as suas personagens se deparam com uma série de acontecimentos inesperados, autênticas reviravoltas e momentos dramáticos que nos levam a questionar a determinada altura o que mais lhes falta acontecer.
Este é para mim um dos pontos mais fragilizados da obra. Acho que foi criado um puzzle bastante interessante que entrecruza as várias realidades contadas,e nos desafia a tentar descobrir o grande segredo escondido. No entanto, a sucessão bastante rápida dos vários pontos de vista e dos seus dramas pessoais por vezes nem nos permite assimilar a fundo (e nem às personagens, pelo seguimento do enredo) a dimensão real do conjunto. Muitas vezes (e há que não esquecer o curto espaço de tempo que contempla a narrativa) logo a seguir ao levantar de uma ponta do véu, segue-se um momento ainda mais dramático. O que em última instância fez-me criar algum distanciamento das personagens (e acho que este é o principal elemento diferencial entre a autora e a Jodi Picoult - para quem se pergunta porque refiro esta autora, resulta da sugestão promocional que o livro é apropriado para fãs da Jodi, o que até comprovo. Embora com a Jodi a ligação emocional às personagens seja mais sentida). Por esse motivo, dei por mim a pensar em algumas alturas que ficaríamos a conhecer a fundo a forma como cada uma destas mulheres estava a reagir aos obstáculos que surgiam, mas que nunca chegaríamos a conhecer nenhuma delas.
Ainda assim, Diane Chamberlain foi bastante inteligente na construção da narrativa, e na composição fluída do discurso. Na verdade, ainda vai mais longe no que diz respeito aos pontos de vista das personagens. Não é a primeira vez que nos deparamos com um livro assim, mas uma leitura mais atenta repara nas diferenciações de discurso de personagem para personagem, nas interjeições linguísticas de Grace por exemplo, que enquanto adolescente tem a maturidade apropriada para a idade e que se ouve do lado de cá. O livro é realmente das personagens, e não da autora. E são essas mesmas personagens o ponto forte desta narrativa, onde o feminino predomina, onde os seus sonhos e vigências ditam o desenrolar da história, seja qual for a sua idade. Cada uma com força sobrenatural dentro de si, Tara, Emerson e Grace (filha de Tara) irão narrar-nos as várias camadas de uma história baralhada em segredos e traições. Para finalizar, gostaría de ter tido também presente a voz de Jenny (filha de Emerson), que à semelhança da amiga tem um papel importante para o desenrolar da acção.
Foi uma boa estreia com a autora. Aconselho para quem gosta de romances contemporâneos, com um ligeiro toque de mistério.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

E vira a capa!

Quem já é da casa já se deve ter apercebido que por aqui temos uma veia bastante feminista (não se preocupem, infelizmente não se pega) e essa veia chama-nos a atenção para situações que de outro modo nos passariam despercebidas. Desta vez foi Maureen Johnson que lançou um alerta sobre livros, autores e capas. Podem ver o artigo original dela onde este se baseia aqui. (E à direita temos uma possível capa para o livro A Culpa é das Estrelas se este tivesse sido escrito por Joahnne Green.)
A capa de um livro é, e não há segredo aqui, o cartão de visita do mesmo. Claro que todos estamos fartos de ouvir o fantástico ditado não julgues um livro pela capa mas sejamos sinceros, praticamente todos o fazemos. E há primeira vista, é a capa do livro que nos fará aproximar ou afastarmos-nos do mesmo.
E uma coisa que eu nunca me tinha apercebido (a Cláudia já mas ela é mais atenta a estas coisas que eu) mas que é verdade é que normalmente os livros escritos por mulheres recebem capas que se centram no romance e que tentam passar as suas histórias como algo light e divertido. Maureen Johnson diz mesmo já ter recebido correspondência de leitores que reclamam das capas enfemeninadas dos seus livros, dizendo que se as capas fossem mais masculinas ou neutras os leriam mas que assim até tem vergonha de serem vistos com eles. A Cláudia que comentou este artigo comigo diz que se cansa de ver sempre figuras femininas nos livros escritos por mulheres, como se não existisse mais nada. 
Eu compreendo o que ambas querem dizer, aliás, sei que muitas vezes as capas demasiado romanceadas dão aos livros efectivamente um ar "barato" e de literatura leve, a chamada literatura de cordel ou alguidar. O que é horrível, só porque um livro é escrito por uma mulher não significa que seja literatura leve ou que seja uma história de amor.
É aqui Encruzilhados que entra o feminismo. Porque tem os escritores homens direito a um género de capas que parece valorizar o seu trabalho, que o vende como um livro sério enquanto os livros escritos por mulheres são tomados levianamente? Oh é apenas mais uma mulher a escrever sobre sentimentos! (Lembro-me sempre da Jo March das Mulherzinhas que apenas viu o seu livro publicado porque o editor leu Joe March em vez de Jo.)
Johnson decidiu por isso desafiar os seus seguidores a re-criarem capas de livros se os mesmos tivessem sido escritos por pessoas do sexo oposto. Por exemplo, todos conhecemos a capa do livro A Culpa é das Estrelas é uma capa simples azul com duas nuvens, uma preta e uma branca, (em Portugal as Edições ASA foram mais imaginativas e tivemos uma capa mais interessante) mas se em vez de John Green o livro tivesse sido escrito por Joan Green a capa seria diferente, encontrei várias versões da capa ao pesquisar a net pela tag #coverflip e maior parte tinha uma das personagens principais na capa e tons claros que lhe davam a imagem de um romance feminino.
Reparem, a história não mudou uma única vírgula e alguns de nós já nem olhariam para a capa duas vezes. Eu pessoalmente se visse a primeira capa (a com o rapaz) acharia que este livro era um típico romance de cordel e não olharia para ele duas vezes, e contudo, este livro foi e é um dos livros preferidos do género YA.
A resposta foi imensa e os seguidores de Johnson uniram-se para recriar algumas das capas de grandes clássicos e de livros mais actuais. Para que tirem as vossas próprias conclusões Encruzilhados, aqui ficam as capas alteradas. Digam-nos o que pensam em relação a elas e se concordam com as alterações.








Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidades Junho: Editorial Presença

«Para mais informações sobre as novidades consulte o site da Editorial Presença aqui.»

Opinião: Catarina, a Grande, de Silvia Miguens


Catarina, a Grande  
de Silvia Miguens
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 308
Editora: Casa das letras

Resumo:  Em 1762, o czar Pedro III é alvo de uma conspiração, acabando por morrer.
A sua mulher, Catarina, sucede-lhe como imperatriz tornando-se, aos trinta e três anos, «Sua Majestade, Catarina II, imperatriz única e soberana de todas as Rússias». O seu reinado revitalizou a Rússia, transformando-a numa das maiores potências europeias.
Os seus sucessos dentro da complexa política externa são sobejamente conhecidos assim como as represálias, por vezes violentas, aos movimentos revolucionários. Conferiu maior poder à nobreza e aos senhores da terra, constituindo o seu reinado o ponto alto da aristocracia russa. Poucas mulheres geraram tanta controvérsia em redor de si como Catarina, a Grande. Inteligente, culta, autoritária, sagaz, apaixonada, grande estratega e envolta em todos os tipos de conspirações da corte, a imperatriz que governou a Rússia com punho de ferro é, sem dúvida, um dos principais intervenientes na agitação política do século XVIII, que mudou a História do Mundo. Esta emocionante narrativa, que não deixa de fora o rigor histórico, revela as vivências e a intriga palaciana e pessoal da grande imperatriz, a sua peculiar e intensa vida sexual, os seus medos, as suas deficiências e os seus fracassos.

 Rating: 3/5


Comentário:  
Quando se lê esta sinopse, não esperamos iniciar este livro de Sílvia Miguens através da infância de uma das mais conhecidas, temidas e importantes figuras da História da Rússia e, porque não dizê-lo, da Europa, à luz do seu tempo. Figuens, como foi sempre tratada carinhosamente pela ama Babet ao longo de toda a vida (por sua insistência) deixou de ser rapidamente menina, à semelhança de muitas outras princesas, para conseguir adaptar-se e captar as influências de uma nova corte, estranha, um pouco temível, e gerida por um clima de instabilidade, que a arrancou dos braços da inocência para um casamento arranjado com um arqui-duque com comportamentos desprezíveis, à sua vista. É com a morte de Isabel II e com a subida ao trono do seu marido, que surgem uma série de oportunidades de reverter o quadro de infelicidade plena e de tomar as rédeas do poder (mas também da condução de um império desgovernado pelas loucuras de um Imperador que não quer nem sabe governar. Catarina irá fazer-se valer de aliandas poderodas, de correspondências com alguns dos maiores pensadores da Europa iluminista, e revolucionária (ainda que nem sempre concorde com eles) e ligar-se a uma série de amantes.

A composição semelhante à escritura de memórias jogou um pouco contra este livro. Acho que nunca consegui ver a personagem realmente como Catarina, a Grande, porque o tom inserido era sempre de grande ingenuidade, quase como se os diversos caminhos por ela tomados fossem obra do acaso e não de sua decisão e poder. Não passa para o leitor a mulher forte, desenvencilhada, culta e sedenta de saber, poder e controlo.
Por outro lado, se por vezes perdemos muito tempo junto das intrigas da vida palaciana, no seguimento de momentos que interessavam perceber, como conflitos europeus e nas estratégias diplomáticas tomadas em contexto geopolítico, perdem-se todos os momentos. São referidos de passagem, e teriam todo o sentido se o relato fosse contado a alguém da época ou com um enorme conhecimento da história do czarismo da Rússia. Para quem gosta de história, mas não a conhece de trás para a frente, por vezes a introdução destes elementos é confusa e atabalhoada ( várias vezes parei porque queria perceber realmente o contexto e o que tinha acontecido).
Temos também a introdução repentina de personagens, que logo saem de cena, porque houve uma evolução temporal, muito despachada. Estas localizações temporais são também dispersas. Lembro-me que a determinada altura Catarina, a Grande refere estar no seu país de acolhimento há 8 anos, embora para além dessa referência não há nada que o relate (pensamos até terem-se passado apenas uns meses após o seu casamento).
Ainda assim, acho que não foi uma questão de erro de escrita ou incapacidade da autora, mas mais uma jogada criativa. De facto, e lendo este livro (que não deixa de ser uma obra ficcional), é possível imaginar a Czarina, ou Mãezinha a redigi-lo, ela própria refere várias vezes que se deveria dedicar às memórias que numa fase inicial escrevia para um tio apaixonado, mas que a acompanharam para o resto da vida. E, em jeito de diário, ninguém faz uma referência enquadratória do contexto do seu quotidiano, simplesmente o que se viu, viveu e sentiu. E nesse aspecto, este livro cumpre com o seu objectivo.

É um romance histórico, não garanto que todos possam gostar deste formato nesse contexto, mas não deixa de ser original.



Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Noite de Literatura Europeia

No dia 24 de Maio de 2013, entre as 18h30 e as 22h30, realiza-se em Lisboa a primeira Noite de Literatura Europeia. Oito locais emblemáticos, entre o Chiado e o Rato, dão a conhecer obras de oito escritores europeus contemporâneos. 

  • Nesse dia, a Editorial Presença, em parceria com o Goethe-Institut, promove a leitura do livro  Adeus, Berlim (Tschick), de Wolfgang Herrndorf, uma obra de culto,  vencedora do Prémio Nacional de Literatura Juvenil Alemã. 
  • Com direitos cedidos para 27 países,  Adeus, Berlim já vendeu cerca de um milhão de exemplares e foi comparado a obras como As Aventuras de Huckelberry Finn,  de Mark Twain e Uma Agulha no Palheiro, de J. D. Salinger.
 
 Sobre o livro:
Dois amigos. Um velho carro roubado. E um verão que mudará as suas vidas para sempre.
Maik Klingenberg ficou sozinho em casa naquelas férias e, sem nada para fazer, sente-se entediado. Tschick aparece num velho jipe roubado. Estudam ambos na mesma escola e na mesma turma mas, por razões diversas, são postos de parte pelos colegas. É então que decidem partir completamente à aventura para a Valáquia, no Sul da Alemanha. Ambos têm 14 anos e a sua busca é determinada pelo desejo de experimentarem uma liberdade absoluta.

Sobre o Autor:

Wolfgang Herrndorf nasceu em 1965, em Hamburgo, Alemanha. Formado em pintura, trabalhou como ilustrador para a editora Haffmans e, entre outras, as publicações de contracultura  Looke & Trooke e Titanic. Em 2002 lançou o seu romance de estreia, In Plüschgewittern e, em 2008, Diesseits des Van-Allen-Gürtels, ambos premiados.

O EVENTO NO ELÉTRICO Nº 28:
 
O ator Ulisses Ceia irá ler excertos de Adeus Berlim, no elétrico Nº 28. Serão efectuadas 8 viagens, de 30 em 30 minutos, com 20 lugares cada e com a duração aproximada de 20 minutos. A primeira viagem tem início às 18h30 no Largo Camões, e a leitura terá lugar ao longo do percurso (Largo Camões - Estrela - Largo Camões). A última viagem começa às 22 horas.

O evento Noites de Literatura Europeia foi iniciado em 2008 na cidade de Praga com o intuito de divulgar a literatura europeia de forma criativa e num formato invulgar. A primeira realização em Lisboa resulta de uma colaboração conjunta dos institutos culturais que integram a rede EUNIC Portugal, nomeadamente British Council, Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, GoetheInstitut, Institut Français du Portugal, Instituto Cervantes, Instituto Cultural Romeno, Instituto IberoAmericano da Finlândia e Instituto Italiano de Cultura. O projeto é financiado com o apoio da Comissão Europeia.

Biblioteca Municipal de Toronto entra numa Realidade Alternativa!

Antes de mais tenho de pedir desculpa aos fãs de ficção cientifica se os entusiasmei demais é que, apesar de a biblioteca ter mesmo entrado numa Realidade Alternativa ela é apenas um jogo. 
Todos os anos em Abril a biblioteca municipal de Toronto realiza o seu programa "Keep Toronto Reading, que se traduz por "Mantendo Torronto a ler". O objectivo deste programa é fazer com que a comunidade de Toronto leia o mesmo livro durante o mês do programa. Que é como quem diz, Toronto transforma-se no maior Clube de Leitura de sempre e faz uma fantástica leitura conjunta que une amigos e vizinhos na paixão pela leitura.
Contudo este ano o programa teve um twist, de modo a cativar ainda mais os leitores. Pela primeira vez os leitores podem interagir com a realidade onde se passa o livro. E como se isso não fosse fascinante o suficiente, o livro escolhido para a leitura conjunta de 2013 foi "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury, uma história que se passa num futuro distópico onde os livros tem de ser destruídos.
Neste "jogo" os leitores tem de ligar para um número de telefone onde uma das personagens do livro fala com eles dando-lhes os dados da sua primeira missão. Desta forma as pessoas acabam por se juntar à "Resistência Literária" e além de lerem um bom livro acabam por se divertir num Jogo de Realidade Alternativa.
Algumas das missões envolvem visitar a biblioteca mais perto da área de residência, aceder à biblioteca digital de Toronto e interagir com o facebook da biblioteca. A primeira missão consiste em visitar a biblioteca, requisitar um livro a gosto e ler ao telefone um paragrafo do mesmo. A Biblioteca de Toronto espera mais tarde usar estas gravações numa criação que não quis revelar.
Para terminar deixamos-vos o resumo do livro e um link para que possa ler mais sobre este programa clicando aqui.

O sistema era simples. Toda a gente compreendia. Os livros deviam ser queimados, juntamente com as casas onde estavam escondidos...

Guy Montag era um bombeiro cuja tarefa consistia em atear fogos, e gostava do seu trabalho. Era bombeiro há dez anos e nunca questionara o prazer das corridas à meia-noite nem a alegria de ver páginas consumidas pelas chamas... Nunca questionara nada até conhecer uma rapariga de dezassete anos que lhe falou de um passado em que as pessoas não tinham medo. E depois conheceu um professor que lhe falou de um futuro em que as pessoas podiam pensar. E Guy Montag apercebeu-se subitamente daquilo que tinha de fazer...

De implicações assustadoras, a forma como reconhecemos o nosso mundo naquele que é retratado em Fahrenheit 451 é impressionante.



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidades Junho: Quinta Essência

A Rapariga de Olhos Azuis
de Tara Moore
Lançamento: 4 de junho
Resumo:
Ela não é o que parece… Anya Keating adora seu trabalho como assistente de Macdara Fitzgerald, dono da deslumbrante propriedade Lismore e dos seus cavalos de corrida. Macdara é um patrão indulgente e generoso e Anya tem muito carinho por ele. Mas quando Macdara a pede precipitadamente em casamento, a amizade de ambos - e a posição dela – fica ameaçada, e Anya sente-se dividida entre a sua lealdade para com Macdara e os seus sentimentos pelo neto dele, Fergal, o belo treinador de cavalos. Eis que aparece Orla Fitzgerald, neta distante de Macdara. Orla pode ter deixado Lismore em criança, mas voltou uma mulher sofisticada e bonita. Tão bonita, de facto, que a maioria dos homens ficam encantados por ela - e Anya vê com crescente apreensão enquanto Orla tecer a sua magia em redor de Fergal. No entanto, Orla pode não ser a rapariga de olhos azuis que os outros julgam. Há mistérios sombrios na vida da propriedade. O passado de Orla contém uma tragédia, e ela está determinada a reivindicar o seu direito de primogenitura, independentemente de quem se atravessar no seu caminho.

Emoções Proibidas
de Jess Michaels
Lançamento: 4 de junho
Resumo:
Noventa dias e noites de sensualidade
Durante vários verões Miranda Albright viu - horrorizada, mas vergonhosamente excitada – o seu perverso vizinho Ethan Hamon, o notório conde de Rothschild, «entreter» uma sucessão de amantes nos terrenos da sua propriedade. Agora que o pai dela morreu, deixando para trás uma montanha de dívidas, Miranda deve fazer o impensável. Ethan prometeu apoiar as suas irmãs mais novas, financeira e socialmente, por um preço escandalosamente caro: Miranda deve oferecer-se completamente ao conde durante três meses, sem remorsos e sem restrições.
Noventa dias e noites de sensualidade desenfreada esperam-na nos braços de um galã que vê a sua submissão como nada mais do que um grande jogo erótico. Porém, nem Miranda nem Ethan percebem que fogo arde por detrás de um rubor inocente. E assim que a paixão dela é desencadeada pelos lábios e pelo toque de Ethan, é a aluna que vai ensinar ao professor os caminhos do prazer proibido... e do amor.


Intriga em Monte Carlo
de Elizabeth Adler
Lançamento: 24 de junho
Resumo:
Elizabeth Adler transporta-nos para as águas cintilantes do Mediterrâneo numa história plena de romantismo, tramas e alguns diamantes raros.
Sunny Alvarez está farta de amar um homem que não se quer comprometer e o desejo de se afastar de tudo é mais forte do que nunca. Em Monte Carlo, espera encontrar descanso e tranquilidade; mas é apanhada numa teia de intrigas que envolvem uma série de roubos de joalharias elegantes. Será que Sunny pode confiar nos novos amigos que conhece naquele hotel glamoroso do Sul de França? A velha amiga de Sunny, a estrela de cinema Allie Ray, que possui uma vinha em França, vem em seu auxílio e tenta, ao mesmo tempo, transformar a vida e a aparência da sua velha amiga, Pru Hilson, com uma mudança de visual que altera não só o seu aspeto desleixado e com excesso de peso, mas converte também Pru numa detetive amadora.
Se Sunny não deslindar esta embrulhada, poderá acabar como cúmplice involuntária de roubo, chantagem e até homicídio. Quando o seu namorado, Mac Reilly aparece, vem preparado para fazer tudo para recuperar Sunny, não sendo de somenos ter de resolver os crimes e salvar-lhe a vida. Repleto de pormenores decadentes e com a escrita inconfundível que tem encantado a legião de fãs de Elizabeth Adler, Intriga em Monte Carlo é uma perfeita gema e uma perfeita evasão. A dupla mais sexy de detetives corre todos os riscos neste novo romance de Elizabeth Adler. Sunny está furiosa: Mac adiou mais uma vez a data do casamento. Desta vez, é de mais! Ela faz as malas, deixa o anel de noivado e uma carta a acabar tudo e voa para Monte Carlo. Para esquecer o patife, nada como descontrair um pouco no hotel e fazer algumas compras nas avenidas do principado. Longe do Mac, Sunny namorisca com todas as tentações: um brasileiro perturbador, um empresário sueco, mas também com os negócios um pouco misteriosos de Mara, uma designer de joias indiana pronta a levar a pobre Sunny num caminho muito perigoso... Felizmente, Mac está atento. Determinado a recuperar a sua amada, está pronto para voar em seu socorro. Irá o amor triunfar? Monte Carlo ainda não revelou todos os seus segredos...

Opinião: Click to Subscribe, de L.M. Augustine

Click to Subscribe
de L.M. Augustine
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 252
Editor: Edição de Autor - livro apenas disponível em ebook
Resumo:
1,135,789. Este é o número de subsescritores que o vblogger de dezaseis anos, West Ryder, tem no seu vlog. Contudo ele só tem olhos para um deles. 

Sendo um dos video bloggers mais prestigiados da internet, West fala sobre as relações no secundário através do pseudónimo "Sam Green". Tanto quando ele sabe ninguém da sua escola, nem a sua melhor amiga Cat, sabem da existência destes vídeos. E o que mantém West a filmar é a sua seguidora Harper Knight que comenta os seus vídeos todos os dias exactamente às 2:02 da tarde. Ele não sabe nada sobre ela além de uma ou outra mensagem que eles trocaram filosoficamente sobre a pizza ser deliciosa mas, e por mais ridículo que isto seja, ele sente-se a apaixonar-se por ela. Por isso quando eles finalmente decidem encontrar-se frente a frente, West espera que o romance floresça. Contudo as suas esperanças são destruídas quando no dia e hora marcada é a sua melhor amiga Cat que aparece ao encontro usando a mesma t-shirt que Harper prometera trazer...

Rating: 2,5/5

Comentário:
Achei este e-book enquanto passeava pelo GoodReads e como tinha um resumo fofinho, e uma personagem com o mesmo nome que eu, resolvi dar-lhe uma oportunidade. Não me arrependo de o ter feito, até porque de vez em quando sabe bem descobrir novos escritores, principalmente os auto-publicados mas infelizmente o livro tinha demasiados plotholes.
Em favor de L.M.Augustine tenho a dizer que o livro me pareceu revisto. E se tem erros ortográficos e gramaticais não os vi, o que é fantástico, visto que esse é um dos maiores pecados dos e-books de edição de autor. A capa também está engraçada e apesar de ter um fundo branco não creio que este a desfavoreça.
Mas e de volta ao que me aborreceu neste livro. Apesar de ter um pouco de drama a mais, este nem é o que mais me incomoda na história toda. Compreendo perfeitamente que a autora tenha querido dar um passado semi-dramático a West para o fazer virar-se para os seus vídeos e até acho bonita a simbologia que West usa para os mesmos. Os e-mails entre ele e Harper são engraçadíssimos e quem tem um melhor amigo sem dúvida que se pode rever nas cenas passadas na gelataria entre West e Cat. Acho que a autora consigo captar as relações humanas de uma maneira bastante realista.
O que a autora não conseguiu foi dar consistência ao que escrevia e daí o surgimento de plot holes. Para mim o mais aborrecido ainda foi o suposto trabalho de West. West diz-nos a determinada altura no livro que trabalha no Starbucks durante a noite, suponho que no aeroporto visto que os Starbucks não estão abertos 24h mas isso nem foi o que mais me aborreceu, o que mais me aborreceu é que ele nunca vai trabalhar. Sim, nunca, leram bem. Durante as 252 páginas deste livro West menciona uma vez que trabalha mas nunca vai trabalhar ou menciona que o vai fazer/acabou de regressar do mesmo.
Este buraco está a par com o buraco da avó de West que, convenientemente, manda dinheiro para que ele e o pai não passem fome mas nunca aparece na casa deles ou telefona. Também me questiono porque é que West não faz dinheiro dos seus vídeos, afinal com tantos seguidores o youtube de certeza que já lhe pagaria pelas visualizações.
Talvez sejam coisas ridículas mas acabam por dar um toque irrealista à história. A ideia com que fiquei foi que a autora quis contar a história de West e Cat e de como um rapaz traumatizado pode dar um salto de fé e tentar ser feliz. E acho isso muito bem, mas também acho que para quem apenas queria contar isso, ela acabou por inserir variáveis que não fazem sentido, West e Cat não tem mais amigos nenhuns, ninguém na escola fala com eles. West tem um milhão de seguidores no vblog mas nenhum é da escola dele e ninguém o conhece (imagino que na escola privada dele ninguém tenha acesso à internet e o starbucks também não).
Feitas as contas era um livro do qual eu queria gostar e quem tem umas boas piadas precisava no entanto de ter tido um reality check. Saí daqui com 2,5 estrelas pela amizade entre West e Cat e as piadas por e-mail.

Vencedor do Passatempo: A Confissão da Parteira, de Diane Chamberlain.

Boa noite, boa noite!


Como sabem, terminou há dias mais um fantástico passatempo com a Editorial Presença, desta feita para a atribuição do livro "A Confissão da Parteira", de Diane Chamberlain!

Nós fartamo-nos de dizer para nunca deixarem de participar, e a vencedora deste passatempo comprovou-o, dado que foi a última a participar, ainda ontem ao final do dia!:

Diana [...] Henriques - Batalha

No entanto, não conseguimos confirmar a sua participação para se habilitar a ganhar também a capa do livro (se calhar a partilha não foi pública, quebrando com uma das regras de participação). Assim, tomámos a liberdade de sortear a capa de livro do Mundinho das Bijus pelos participantes com entradas válidas.

A segunda sortuda da noite foi a Cláudia Ferreira de Andrade!

Se a sorte não vos sorriu desta vez, temos outros passatempos a decorrerem no Blog, que podem consultar na barra lateral. Relembramos ainda que até ao final do mês estaremos a sortear uma pequena surpresa entre todos os leitores oriundos de Portugal que deixem um comentário no Blog ou Página do Facebook.

 



Já enviámos um email à Editorial Presença com a informação necessária para proceder ao envio.

Para os restantes interessados neste livro, relembramos que o podem adquirir numa livraria que vos tente ou através do site da Presença, clicando aqui.

Opinião: Incarceron, de Catherine Fisher

 
Incarceron
de Catherine Fisher
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 336
Editora: Porto Editora

Resumo: Imagine uma prisão tão vasta que abrange masmorras, galerias, bosques de metal, mares e cidades em ruínas.
Imagine um prisioneiro sem memórias mas que nega pertencer àquele lugar, mesmo sabendo que a prisão se encontra selada há séculos e que apenas um homem conseguiu escapar.
Imagine uma rapariga condenada a um casamento de conveniência e a viver numa sociedade futurista, vigiada por um sistema sofisticado de inteligência artificial mas concebida à semelhança de um cenário do século XVII.
INCARCERON é a prisão viva que observa tudo o que se passa dentro dos seus muros. Finn é o prisioneiro e Claudia a filha do guardião da prisão, que vive num mundo exterior onde pouco se conhece sobre INCARCERON.
Ao encontrarem uma chave de cristal que lhes permitirá comunicar, os dois engendram um plano de fuga numa corrida contra o tempo. Mas INCARCERON vigia-os e a evasão exigirá mais coragem e tornar-se-á mais difícil do que pensam.

Rating: 3/5

Comentário: Incarceron foi um daqueles livros que quis ler, mesmo sem saber ao certo do que é que tratava. Sabia que se enquadrava em young-adult e a capa e título eram sugestivos. De forma que só quando o tive em mãos é que fui realmente ler a sinopse. Fiquei surpreendida pelo facto de uma das protagonistas ter o meu nome (eu sei , egocêntrico, mas nunca tinha acontecido e tem a sua piada). 
Incarceron leva-nos para um mundo novo, estranho, e de carácter inovador. São-nos apresentados dois universos, no interior e no exterior da prisão, que por sua vez também é muito peculiar.
No Exterior, vive-se um mundo estranho, onde os elementos pontuais de tecnologia muito mais modernos que os que conhecemos são obscuros e subterfúgios para escapar ao Protoclo, que impôs à sociedade viver segundo regras de um tempo passado. A conjugação dos dois elementos temporais cria uma dimensão interessante, que nos faz querer saber mais sobre o início do processo. No Exterior vive Claudia, que tem uma relação algo complicada com o pai, o governador da tão famosa Prisão. Destinada a casar com o herdeiro do trono, a rapariga vive vários períodos de consternação, mas será certamente a ida para a corte e as intrigas reais que irão provocar mudanças na sua forma de estar.

No seu Interior, um projecto que foi vendido como perfeito está corrompido, danificado pelo tempo e  por gerações de prisioneiros que vivem em condições miseraveis e que muitas vezes não têm o que comer. Mas se pensam tratar-se de uma prisão comum, habitual a tantas outras, estão muito enganados. O espaço estranho, mítico, que todos reconhecem existir mesmo não sabendo como e onde é um universo, cheio de mundos, materiais, formas de estar, regras que nem todos conhecem. Finn e o pequeno grupo que o acompanham passarão por várias descobertas ao longo deste percurso. 
A Prisão, por sua vez, sendo supostamente um orgão estático, um edificio fortificado, é muito mais do que isso. Com a sua existência ganhou vida, vigia os cada um dos prisioneiros, conheces-lhes os medos e pesadelos e joga com esse factor para os ver vergar, serem nada mais do que vermes abandonados à sua mercê.
Incarceron é desafiante e original dentro do género, ainda assim gostava de ter visto explorados alguns aspectos. Para começar, não sou muito fã do seguimento final que a autora atribuiu ao enredo e à ligação entre os dois espaços relatados. A dinâmica das personagens ficou algo a perder, segundo me parece, e podia ter sido trabalhada de diferente forma. Já o restante enredo deixou muitos buracos na história, pontos que nos fazem questionar e para os quais não temos resposta. Ainda assim, e sendo o primeiro livro de uma trilogia, encarei o tom do seu discurso como um texto introdutório às aventuras que se adivinharão. E estarei cá para lê-las! 




Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Passatempo Quinta Essência: Vertigem de Paixão, de Elizabeth Hoyt

Prometemos um mês de surpresas e cumprimos!
Este é o nosso sexto passatempo deste mês e é realizado em parceria com a Quinta Essência. Em sorteio está um exemplar de Vertigem de Paixão, de Elizabeth Hoyt, que poderá ser vosso se entre 18 e 26 de Maio responderem acertadamente às questões no questionário e tiverem a sorte do vosso lado.

As respostas podem ser encontradas aqui.

Regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 26 de Maio de 2013.
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.
 

Era um livro às bolinhas amarelas...

... que eu vi numa livraria ao pé do liceu e cujo o nome eu esqueci! Quantas vezes vos acontece isto, Encruzilhados? Vemos um livro, pegamos nele, lemos o resumo, ficamos interessados pousamos o livro porque não o vamos levar e pensamos para nós mesmos que vamos tomar nota mental do autor e título. Escusado será dizer que dez minutos depois já não fazemos ideia do autor, título, da capa e temos apenas uma vaga ideia do que era o resumo.
E pronto, pensamos nós, lá se foi mais um livro incrível que até queríamos ler mas do qual mal nos lembramos. Ora aí é que está o engano Encruzilhados, na realidade, existem vários fóruns na internet que nada mais fazem do ajudar pessoas que, como nós, se apaixonaram por um livro que viram apenas uma vez e que desejam re-encontrar.
O site Reddit tem uma secção chamada Tip of my tounge, traduzido por Na ponta da língua, que ajuda as pessoas a encontrarem os nomes de músicas, livros ou filmes. Se procurarem por livros poderão tentar ajudar leitores a encontrar os livros que procuram e podem também deixar a vossa mensagem. Com um pouco de sorte alguém terá visto o livro que procuram!
A Abebooks tem também um fórum no seu site chamado BookSleuth onde podem colocar a descrição de que se lembram e esperar que alguém vos ajude. Além da Abebooks outros sites de venda de livros tem também fóruns para ajudar os seus leitores, a Amazon tem o AskVille Forum e a Barnes & Noble tem o Fórum dos "Livros Perdidos".
Outra solução passa por perguntar aos amigos que lêem se ouviram falar da história ou tornar a passar na mesma livraria e tentar re-descobrir o livro. No entanto isso nem sempre é possível.
Por aqui, eu e a Cláudia costumamos perguntar uma à outra e depois partir para novos mundos em busca do livro em questão. E vocês, Encruzilhados?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Opinião: Calafrio, de Sandra Brown

 
Calafrio
de Sandra Brown
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 398

Resumo: Cleary, uma pacata cidade da Carolina do Norte, foi abalada pelo desaparecimento de cinco mulheres em dois anos e meio. Não há corpos, pistas ou suspeitos, apenas uma misteriosa fita azul abandonada no local onde cada mulher foi vista pela última vez…
Lilly Martin regressa a Cleary para concluir a venda da sua cabana de montanha e pôr um ponto final ao casamento com Dutch Burton, o chefe da polícia local. Depois de fechar as portas ao seu passado, não imaginava voltar atrás tão cedo. Mas, ao deixar a casa, sob um temporal, Lilly perde o controlo do carro e atropela um homem que emergia inesperadamente do bosque. Trata-se de Ben Tierney, que ela conhecera no Verão passado. Os dois são então forçados a regressar à cabana para esperarem pelo fim da terrível tempestade de neve.
Incontactáveis, com poucos víveres e quase sem aquecimento, Lilly e Ben vão aproximar-se um do outro, ao mesmo tempo que cresce a atracção e o desejo entre ambos. Mas, à medida que o isolamento se prolonga e os dois se envolvem, Lilly receia que a maior ameaça não seja o temporal, mas sim o homem ao seu lado...
Quem será o misterioso Ben Tierney: o raptor ou o homem capaz de salvar Lilly da tragédia que a assombra?
Calafrio é um romance intenso, no qual confiar na pessoa errada pode marcar a diferença entre a vida e a morte.


Para adquirem o vosso exemplar, passem pela livraria do Encruzilhadas no site da Leya.

Rating: 3/5

Comentário: 

Sendo Calafrio o segundo livro que leio da Sandra Brown, já deu para perceber que a autora utiliza a sua fórmula mágica, o que significa que para alguém que a leia com atenção, basta uma vez para perceber a condução que ela era irá atribuir às suas personagens em livros diferentes. Para quem já leu Dan Brown (que só por acaso está esta semana na berlinda), consegue perceber o que eu quero dizer (como dizia a brincar a Mafi do Blog Algodão Doce para o Cérebro - o qual recomendamos que dêem uma vista de olhos - e eles na verdade nem são parentes).
Quero com isto dizer que a história se torna de alguma forma previsível, embora dê a mão à palmatória, já que ela consegue colocar-nos a duvidar da nossa capacidade de discernimento, ao dar a entender o decorrer do enredo num outro sentido. Acho que as personagens estão elaboradas de forma satisfatória, conseguem compôr o quadro onde se passa a acção. No entanto, e para variar, é a composição das personagens principais que deixam a desejar. Não nos cativam, não chegam ao leitor senão com uma série de clichets, não nos fazem ansiar pela resolução do enredo, e comportam-se quase todos como se tivesses batido com a cabeça. Não revelando pormenores do enredo, o romance foi tão forçado que nem deu para nos habituarmos a ele ou sequer gostarmos do casal, as personagens não interagem da maneira certa, e a composição impõs elementos forçados para nos obrigar admitir que aquele era o fim a ser tido em conta, em detrimento de qualquer outro, ainda que não nos faça sentido.
Quanto ao fim, esse é o ponto fraco da autora, que perde quase 400 páginas a compôr a trama e em 20 páginas nos dispara com um final completamente saído do nada, com reacções disparatadas e que nos dá a sensação que ela, tal como nós, não sabia muito bem o que continuar a fazer com aquele livro, pelo que o apressou.
Não é tudo mau, claro, e daí o 3. Sandra Brown consegue trazer-nos a acção, colocar-nos a pensar e distrair-nos por uns momentos. E para essa finalidade, Calafrio serviu.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Opinião: A Little Princess, de Frances Hodgson Burnett

A Little Princess
de Frances Hodgson Burnett
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 256
Editor: PENGUIN BOOKS LTD
Resumo:
Sara Crewe, uma jovem excepcional, inteligente e imaginativa é uma estudante interna na Miss Minchin's Select Seminary for Young Ladies, quando descobre que o seu adoro e indulgente pai faleceu. Sem dinheiro para pagar as propinas e sem família que tome conta dela, Sara vê-se banida para um quarto no sótão e é obrigada a trabalhar para pagar a sua estadia e comida. Sara é desprezada, abusada e forçada a trabalhar como escrava e para se manter viva decide criar um jogo onde imagina que apesar de todas as provações ela continua a ser uma princesa...

Rating: 3.5 estrelas

Comentário: 
O ano passado em Fevereiro encontrei, na secção de cinema infantil, um filme chamado A Little Princess que me chamou a atenção por me ser totalmente desconhecido. Uma rápida leitura informou-me que o filme tinha era de 1995 e era um remake de um muito mais antigo. Curiosa fui em busca de mais dados e descobri que ambos dos filmes eram baseados no livro homónimo de Frances Hodgson Burnett, a autora do livro O Jardim Secreto, e que tinha sido publicado em 1888. Descobri também que este livro se tornara rapidamente um clássico infantil e um livro de referência.
Por isso, quando um ano depois, tive tempo para finalmente ver o filme que apreciei bastante decidi em seguida, apesar de estar receosa, ler o livro. Enquanto descobria se o deveria requisitar ou comprar, descobri que, para minha sorte, o livro já era do domínio público e podem encontrá-lo legalmente e gratuitamente para download no Projecto Gutenberg (em inglês).
Em seguida, tive apenas que arranjar umas horas aqui e ali para ler esta história. E que posso eu dizer sobre esta história? Posso dizer que Sara Crew é uma personagem sem dúvida cativante e avançada para a sua idade. Posso dizer que ela é uma alma velha num corpo jovem e uma rapariga inteligente sem no entanto ser presunçosa.
Sara vive com o seu amado, jovem e rico pai na Índia até aos sete anos, idade em que o Capitão Crew decide que Sara tem de ir para uma escola em Inglaterra onde terá de ficar alguns anos para complementar a sua educação antes de regressar à Índia onde passará o resto da sua vida.
A história começa exactamente no instante em que o pai a está a deixar na escola e desde as primeiras páginas nos apercebemos da maturidade de Sara. Desde a primeira comparação entre as cadeiras rígidas e a personalidade severa de Miss Minchin que nos apercebemos que Sara tem uma certa sensibilidade que a destaca das outras personagens. Quando o pai a deixa Sara não chora, dizendo a si mesma, que os soldados que estão na guerra sem dúvida que sofrem horrores piores e que ela voltará a ver o seu pai em breve e lhe poderá escrever todos os dias. Este tipo de pensamento, esta imaginação e maneira de ver a vida é que o irá manter Sara viva quando o pior acontece.
A cena em que Sara recebe a notícia do súbito falecimento do seu pai é de quebrar qualquer coração. Não só pela dureza de tudo como pela sua reacção e a sua decisão em continuar a ser forte e uma princesa de atitudes e coração. Afinal sem familiares próximos e sem um único centavo em seu nome, Sara vê-se renegada para o sótão e vestida de andrajos, um pouco como a Gata Borralheira e mesmo assim nunca perde a sua compostura mantendo sempre a sua "madrasta" em cheque.
Creio que este livro possuí uma mensagem poderosa sobre a dignidade e sobre as decisões que tomamos perante as adversidades. É um livro que fala sobre a auto-descoberta dos nossos limites e que nos fala de como a bondade e a humildade podem ser encontradas dentro de todas as pessoas. É um livro que só não leva 4 estrelas porque é por vezes complicado de ler, creio que o facto de termos 125 anos entre nós não facilita o processo e porque tem aquele sabor dos clássicos nos quais parece que lemos páginas e páginas e páginas e na realidade ainda só lemos duas ou três.
Um livro que sem dúvida recomendo para quem gosta de clássicos infanto-juvenis. Para terminar deixo-vos a minha frase preferida do filme, e que apesar de não aparecer desta forma no livro é bastante poderosa.

  • A Little Princess ainda não está disponível em português;
  • Entre os outros livros da autora podemos encontrar O Jardim Secreto e O Pequeno Lorde (ambos disponíveis em português, pela Relógio d'Água e pela Oficina do Livro respectivamente)

Booktrailer:

A culpa foi da 2ª Guerra Mundial

De certeza que já todos tivemos um livro para entregar à biblioteca que ficou fora do prazo. Normalmente todos acabamos por o devolver mais tarde ou mais cedo. Às vezes pagamos multa, outras vezes conseguimos ser ilibados. Normalmente há sempre uma história atrás do atraso, havia mais coisas para ler, uma festa, um exame, algo inesperado... 
No entanto, a desculpa mais original que ouvi ultimamente vai para um senhor na Estónia que culpa a Segunda Guerra Mundial pelo atraso na devolução de um livro.
Sim, sim, leram bem, na Estónia há um senhor que devolveu um livro à biblioteca com 69 anos de atraso que culpa os ataques aéreos da Segunda Guerra Mundial.
O livro requisitado em 7 de Março de 1944 em Tallin, Estónia, enquanto a mesma estava sob ocupação nazi, foi devolvido em Março deste ano. Segundo Ivika Turkson, a bibliotecária de serviço, um homem na casa dos oitenta anos entrou na biblioteca e pediu para devolver o livro. Não só pediu desculpa pelo atraso como se ofereceu para pagar a multa do mesmo.
Sabemos que a biblioteca perdoou a multa visto o livro estar em boas condições e ainda ter todos os carimbos da biblioteca, o que facilitou a sua identificação. Ninguém sabe ao certo o porquê do senhor ter demorado tanto tempo a devolver o livro. 
Quanto ao livro em si apenas sabemos que se trata de uma obra de ficção do escritor estónio Eduard Vilde.

(Notícia original aqui.)


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidade: Confissões de uma Supeita de Assassínio, de James Patterson

Depois da publicação dos dois primeiros volumes de Maximum Ride, a coleção bestseller mudial para os amantes da Literatura Fantástica, James Patterson está de regresso às livrarias com um novo livro destinado ao público jovem adulto: Confissões de uma Supeita de Assassínio.

 Resumo:
Malcolm e Maud Angel eram pais altamente exigentes. Quando são assassinados, a filha mais velha, de dezasseis anos, Tandy, torna-se a principal suspeita do crime. Nesse mesmo dia, ela decide descobrir quem é o verdadeiro assassino, ainda que seja ela própria ou um dos irmãos.  Tandy é uma rapariga-prodígio, incrivelmente inteligente e com conhecimentos fora do vulgar. E agora também é herdeira de uma grande fortuna… Ela guarda muitos segredos, que regressam para a atormentar. Sente-se perdida, vítima da educação recebida dos pais. Mas não seria capaz de os matar… ou seria?

Um thriller emocionante e de leitura compulsiva, onde todos os segredos de Tandy, até os mais obscuros, são revelados. Quem sabe aquilo de que ela é, realmente, capaz?

Passatempo Civilização Editora: A Verdadeira História do Capitão Gancho, de Pierdomenico Baccalario

Olá Encruzilhados,

Já viram a surpresa que preparámos para vocês este mês? Ainda ontem acabou um passatempo e hoje já começa outro. Este é sem dúvida um mês especial! 
Em parceria com a Civilização Editora temos um exemplar do livro A Verdadeira História do Capitão Gancho, de Pierdomenico Baccalario para oferecer e que estará em sorteio de 07 a 20 de Maio.
Basta responderem às perguntas do questionário e terem sorte!

 A Verdadeira História do Capitão Gancho
de Pierdomenico Baccalario
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 344
Resumo: 
No dia 28 de Abril de 1829, nasce uma criança que poderá vir a mudar o futuro da Inglaterra: é o filho ilegítimo do rei Jorge IV. Por este motivo, é afastado da corte e exilado para as Índias Orientais, levando consigo nada mais do que um relógio antigo, a sua única ligação com o passado. Mas, aos treze anos, James Fry - é este o seu nome - volta a embarcar num navio e inicia a sua carreira de pirata, que irá fazer dele o homem mais procurado do Império. A história conhece-o por "o jovem lorde", "o descalço", "o príncipe dos mares", mas poucos sabem que na verdade ele é, o Capitão Gancho.

Regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 20 de Maio de 2013.
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.

Passatempo Editorial Presença: A Confissão da Parteira, de Diane Chamberlain

Boa tarde! Tal como prometemos, o mês de Maio será repleto de surpresas. Aqui fica mais um fantástico passatempo, em parceria com a Editorial Presença. Referido como um livro a não perder para os fãs de Jodi Picoult, Diane Chamberlain traz-nos A Confissão da Parteira.
Lançamento a 7 de Maio

A Confissão da Parteira
de Diane Chamberlain
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 392
Editor: Editorial Presença
Resumo:
Quando Noelle, uma mulher dedicada, vibrante e querida por todos, decide pôr termo à vida, a pequena cidade de Wilmington, na Carolina do Norte, fica em estado de choque. A única pista para o sucedido é uma estranha carta que Tara e Emerson, duas das suas melhores amigas, encontram um dia em sua casa. À medida que um segredo de contornos dramáticos começa a ser desvendado, tudo o que sabem sobre Noelle terá de ser reavaliado à luz de uma nova perspetiva – de traição e engano, mas também de amor, compaixão e esperança.
«Para mais informações sobre o livro A Confissão da Parteira, clique aqui
«Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.» 

E para que possam transportar o vosso livro numa capa bonita, o Mundinho das Bijus juntou-se ao Encruzilhadas Literárias neste passatempo. Para se habilitarem a ganhar, só terão de fazer Gosto na página do Facebook, e partilhar a imagem publicamente.



Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 15 de Maio de 2013.
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias, o Mundinho das Bijus e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.
 

«Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.»

Novidades Maio: Editorial Presença (1ª Quinzena)


«Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui

Resultados Passatempo: "Do Céu, Com Amor"


Olá Encruzilhados,

Terminou ontem o nosso passatempo do Dia da Mãe e já temos os resultados para divulgar. Gostaríamos de agradecer aos filhos e filhas carinhosos que concorreram para um livrinho especial para oferecer às suas mães (ou pelo menos que concorreram com esse pretexto) mas infelizmente só tínhamos um exemplar para dar e esse pertence a *rufem tambores*
[80] - Bruno Neves, da Azambuja

Parabéns Bruno! Vais receber um e-mail brevemente para confirmação da morada!
Ao resto dos nossos Encruzilhados pedimos que não desanimem! Não só ainda podem concorrer no passatempo Delirium como vamos ter mais passatempos ainda hoje!

Novidade Booksmile: Princesa Poppy: Férias em Portugal.

 Já chegou às livrarias a nova aventura da Princesa Poppy, exclusiva para as princesas portuguesas.

Companhia perfeita das meninas há mais de três anos, as histórias da Princesa Poppy já fazem parte do imaginário de milhares de crianças.

E Janey Louise Jones tem mais uma surpresa preparada: depois da Poppy ter passado férias em Portugal, é a vez da autora preferida das meninas princesas vir visitá-las. Janey Louise Jones vai estar em Portugal nos dias 7, 8 e 9 de junho, onde vai marcar presença em escolas e na Feira do Livro de Lisboa.


E um dos principais temas de conversa vai ser, claro, o novo livro, cuja história é passada em Portugal. «A Poppy vem de férias a Portugal com a família. Ela adora as praias, o sol e o bom tempo. Mas os gémeos não dão descanso, e ela sente falta da Mel. Por isso, quando faz uma amiga, tudo parece perfeito. Mas será que o seu gosto por gelados não as vai meter em sarilhos?»

Vão ser dias muitos especiais que não vão querer perder!
Descobre como acaba mais esta divertida aventura, a 18.ª da Série Ilustrados, e não te esqueças de visitar o sítio Poppy, recheado de atividades:  www.princesapoppy.com.pt

Mais sobre a coleção Princesa Poppy: 



Maio - Mês dos Guilty Pleasures!

 Agora que Maio já começou, finalmente podemos revelar o porquê da temática deste mês!

Aqui há dias a Cláudia encontrou uns amigos no comboio a caminho de Lisboa e a primeira coisa que uma lhe disse foi "aviso já que vou ler!". Isto levou-os a discutir que, de facto, e mesmo quando já não vemos alguém há muito tempo, por vezes existe o impeto de (caso a pessoa ainda não nos tenha visto) fingir que não vimos ninguém só para podermos continuar a ler aquele livro de que estamos a gostar tanto (a Cláudia reconhece já ter feito isso). Não é bonito, realmente, e por esse motivo é que nos inspirou para escrever esta crónica.

Na verdade, suspeitamos que todos temos aquele livro que sabemos ser uma inutilidade literária e nem por isso deixamos de gostar dele. Não falamos de livros que o resto do mundo reincrime, e que nos obriguem a fingir que não o lemos (até porque não deve haver vergonha no que lemos), assunto que até já abordámos por estes lados. Falamos mesmo daqueles livros que nós reconhecemos serem maus, ou nos quais não existe muita lógica e senso, mas que alguma parte da sua componente faz sentido.

Para a Cláudia, os livros da Jill Mansell encontram-se nessa categoria (e antes que os fãs da autora nos batam, relembramos que a opinião é pessoal). Faltam-lhe por vezes consequências lógicas, a autora resolve situações complicadas em segundos e de forma caricata, mas no fim garante umas valentes gargalhadas que tornam os livros preferenciais a outros muito melhor escritos (são os ditos livros aconchegantes /reconfortantes que por vezes chamam por nós!). O primeiro livro lido da autora, Uma Oferta Irrecusável (A Catarina gostaria de comentar que acha este facto irónico)  levou-a à loucura, tanto irritando-a com a falta de conexão e nexo como a adorar e devorá-lo numa tarde (sendo que a decisão final da pontuação a atribuir oscilou entre 2 e 4 durante toda a leitura).

Já a Catarina não sabe ao certo se tem um género de livros deste tipo. Acha piada aos romances de época (como os de Julia Quinn e Eloisa James) pelos mesmos motivos que a Cláudia gosta de Jill Mansell mas não os procura. Talvez o seu maior Guilty Pleasure seja mesmo o YA, que é uma fórmula conhecida e aconchegante e que, apesar de ser mais assustadora que o juvenil, ainda garante um certo final feliz.

Por esse motivo convidamos-vos a passar o mês de Maio connosco, e a descobrir pequenos vicios literários ou não, que possam se vistos como guilty pleasures. Como exemplos, deixamos aqui os seguintes: ler no wc, livros escondidos, snacks à mão durante a leitura, estranhos locais para ler, as coisas mais loucas que fazem por livros...enfim, toda a insanidade inerente a quem já não sabe ler sem livros. (Viver!! Viver sem livros!! Viram como ela nos afecta já?)

Para além dos diferentes artigos e comentários, estejam à vontade para nos enviar um email e contar as histórias sobre livros que nunca contaram a ninguém, agora que encontraram quem vos compreenda!

Rubrica: Darkness Take My Hand, de Dennis Lehane

Darkness, Take My Hand [Kenzie and Gennaro, #2 ]
de Dennis Lehane
Edição: 2006
Paginas: 512
Editora: Batman Books
Resumo:
A mais recente cliente dos detectives Patrick Kenzie e Angela Gennaro é uma proeminente psiquiatra de Boston receando uma aparente ameaça de membros vingativos da máfia irlandesa. Os detetives particulares sabem algo sobre a retribuição a sangue frio, tendo sido nascidos e criados nas ruas de Dorchester, ambos assistiram à escuridão que vive nos corações dos mais infelizes.
Mas algo extremamente perverso, para o qual mesmo eles não estão preparados, está prestes a atacar, assim como segredos há muito adormecidos estão prestes a entrar em erupção, desencadeando uma série de assassinatos violentos que irá manchar tudo - incluindo a verdade.

Rating: 5/5
 
Comentário:
Este livro é já o segundo que leio deste autor e quero começar desde já por salientar o quão brilhante é a escrita de Dennis Lehane.
Não são todos os autores que conseguem tão facilmente fazer com que o leitor consiga transpor as suas palavras para um filme mental, sendo que, a leitura de Darkness, Take My Hand não é excepção à regra, conseguindo excepcionalmente assemelhar-se verdadeiramente a ver um filme numa grande tela, capaz de levar o leitor a ficar preso à história rapidamente.
Os protagonistas, investigadores particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro, estão de volta com mais um caso em mãos, em que desafiam as suas próprias vidas e onde mais uma vez estão perante os actos horroríficos daquilo que o ser humano é capaz.
Como já referido, além da escrita fácil e expressiva, Lehane sabe perfeitamente como agarrar o leitor e levá-lo por uma onda de emoções, onde tudo ao início parece calmo, para depois se tornar num turbilhão de sensações e descobertas à medida que é atingido o clímax da história. Assim, algo que começa por parecer bastante inofensivo, acaba por se revelar um dos casos mais perigosos em que Kenzie e Gennaro alguma vez estiveram envolvidos. À medida que a investigação se desenrola, uma simples “ameaça” acaba por se revelar muito mais que isso, resultando em mortes extremamente violentas e actos de tortura desumanos, onde o principal sujeito é alguém que está preso há mais de vinte anos.
Cheio de suspense, mistério e acontecimentos extasiantes, o caso vai se tornando cada vez mais pessoal, remetendo para assuntos inacabados do passado, à medida que é traçado um jogo psicológico e perverso entre o gato e o rato, onde quem está a apanhar quem, toma um outro novo sentido.
O melhor deste livro é sem dúvida o quão empolgante a sua leitura se torna, esperando ser surpreendido a qualquer momento, e obviamente todo o percurso que leva a um final algo intenso. Patrick e Angela são também personagens que facilmente cativam o leitor, demonstrando uma química intensa entre ambos e proporcionando por vezes certos momentos cómicos que aliviam a pressão.
Sem querer revelar mais pormenores e detalhes mais fundos (caso contrário estragaria a mística deste tipo de livros), espero que as minhas palavras incitem o leitor a decifrar por ele próprio o que este livro tem para contar.
Acrescento apenas que para amantes de thriller psicológico Lehane é, sem dúvida, um dos peritos actuais na matéria e, Darkness, Take My Hand, o melhor livro seu que li até agora. Prometendo emoções ao rubro, é garantida uma incessante vontade de o devorar de uma só vez.


Soffs
Sobre a nossa convidada:

Sofs, sonhadora compulsiva, gosta de viajar por mundos novos através dos livros. Aspirante jornalista. Tem o estranho gosto pelo cheiro das páginas de um livro. Não sai de casa sem as suas leituras na mala.