Vencedor do Passatempo: Maze Runner #2 - Provas de Fogo


Boa tarde!

Finalmente saem os tão esperados resultados do fantástico passatempo com a Editorial Presença! Na passada semana esteve em sorteio um exemplar de Maze Runner #2 - Provas de Fogo, de James Dashner (continuação de Maze Runner - Correr ou Morrer). A Cláudia está de momento a ler e anda em pulgas (a expressão leituras de tirar o fôlego adquiriu uma nova dimensão esta semana)!.

Sem mais demoras, podemos anunciar que este exemplar vai de momento em direcção a Milharado, para surpreender a Cátia Vanessa [...] dos Santos.

Muitos Parabéns!! Para quem não ganhou, aconselhamos a irem adquiri-lo porque vale mesmo a pena!

Relembramos ainda que temos um passatempo diferente a decorrer até dia 05 de Julho, como podem consultar pela barra direita na lateral do Blog.

Boas leituras!

Passatempo "O Mercador dos Livros Malditos", de Marcello Simoni

Boa noite a todos!


Como sabem, por aqui gostamos de parcerias. Mas principalmente, gostamos de conhecer as pessoas por detrás de outros Blogs. Ao fim ao cabo, muitas vezes é aplicada em conjunto com a palavra bloggers a noção de comunidade. E nós queremos cultivá-la.

Por esse motivo, quando tivemos um contacto por parte da Liliana, do Blog "Crónicas de uma Jovem Atrapalhada" - que quis renovar o entusiasmo pela leitura, oferecendo a vocês um livro da sua biblioteca particular - decidimos apoiar a iniciativa ;)

Desta forma, têm até dia 5 de Julho para se habilitarem a ganhar um exemplar de "O Mercador dos Livros Malditos", de Marcello Simoni.

Para se habilitarem ao sorteio, basta que sejam seguidores do "Encruzilhadas Literárias" e do "Crónicas de Uma Jovem Atrapalhada", e respondam às perguntas de praxe. Boa sorte!
   

"Não é comum um livro reunir o consenso da crítica e dos leitores, mas O Mercador de Livros Malditos conquistou uns e outros. Mais: ambos afirmam que se trata de uma das mais interessantes estreias dos últimos anos.
O Mercador de Livros Malditos é uma história envolvente, marcada por intrigas, segredos ocultos durante séculos e mistérios que vão para lá do conhecimento de sábios e de alquimistas.
Ao longo das suas páginas o leitor viaja por Itália, França e Espanha no rasto do Uter Ventorum, um livro raro, desmembrado em quatro partes e protegido por intrincados enigmas que, uma vez resolvidos, permitem evocar os anjos e a sua divina sabedoria."

Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 05 de Julho de 2013.

2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Deverá ser seguidor/a de ambos os Blogs.
4) Só será aceite uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
5) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do Blog e o contacto efectuado por email.
6) O Encruzilhadas Literárias e o Crónicas de Uma Jovem Atrapalhada não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.

Novidades: Quinta Essência

A Casa de Willow Street
de Cathy Kelly
Resumo:
O passado segue-nos até lidarmos com ele… 

Tess costumava sentir-se feliz com a sua vida: mora na idílica e costeira Avalon com o filho adolescente, Zach, e a filha nove anos, Kitty, e trabalha na loja de antiguidades local. O único arrependimento que tem é tudo ter corrido tão mal com o seu primeiro amor. Em seguida, o seu casamento chega ao fim e o tal primeiro amor regressa a Avalon...
Suki, irmã de Tess, fugiu da Irlanda anos antes para casar com o político Kyle Richardon. Quando descobre que alguém quer escrever uma biografia sobre ele há apenas um lugar para onde pode ir a fim de se assegurar de que os seus segredos permanecem escondidos. Danae é a funcionária dos correios de Avalon e esforçou-se bastante para garantir que ninguém sabe de onde veio ou quem é...
O passado só a si diz respeito, e ela gostaria de mantê-lo assim. Em Galway, Mara exibe um sorriso falso num casamento; só quer perguntar uma coisa ao noivo: porque lhe disse ele que a amava? Precisando de deixar o passado para trás, Mara pega na sua vida e prepara-se para um novo começo. Poderão estas quatro mulheres resolver os seus passados? Ou será que precisam de olhar para trás antes de poderem começar a viver para o futuro?
Todas as mulheres necessitam da sua hora Cathy Kelly…


Ninguém Me Conhece Como Tu
de Anna McPartlin
Resumo:
Eva e Lily eram as melhores amigas desde a infância. Porém, uma discussão enorme e dezassete anos mais tarde, Eva acorda de um acidente horrível e encontra a sua velha amiga a cuidar dela. De início, o reencontro é feito a medo, mas durante os muitos meses de Eva no hospital, as amigas enfrentam tanto as mentiras do passado como as suas falhas presentes. E cada uma vê claramente como a outra precisa de mudar a sua vida: Lily deve sair de um casamento impossível e Eva tem de enfrentar a dor que causou a outros. A crise que reuniu Eva e Lily parece uma bênção que lhes deu uma segunda oportunidade para se apoiarem quando mais precisam de um ombro amigo. Mal sabem elas que a sua amizade está sob uma ameaça que irá mudar o futuro para sempre...

Os verdadeiros amigos conhecem-nos melhor do que nos conhecemos a nós próprios e estimam-nos mais do que imaginamos…

Novidade Top Seller: O Departamento 19, de Will Hill


«Finalmente há sangue novo no mundo dos vampiros» - Revista SFX
 «Uma história original, envolvente e cheia de ação!» - The Sun
«Bram Stoker já pode descansar em paz: o seu legado no século XXI ultrapassou a série Twilight.» - The Telegraph
«Will Hill alcança um êxito imediato nesta explosiva estreia literária. Cada capítulo é de cortar a respiração e obriga-nos a ler o próximo. Um livro que nos faz sentir a adrenalina típica do cinema.» - Publishers Weekly

A crítica foi unânime. Departamento19, à venda nas livrarias nacionais a partir de hoje (416 páginas, 19,99€) trouxe novo “sangue” à literatura fantástica. A série Departamento 19, de Will Hill, é mais uma forte aposta da Topseller num género que já tinha conquitado o leitor mais jovem, agora cada vez mais procurado pelo público adulto.

«Jamie Carpenter tem 16 anos e perdeu o pai há pouco tempo. No mesmo dia em que descobre que a sua mãe foi raptada por um vampiro, é salvo por uma criatura gigante que diz chamar-se Frankenstein e que o leva para o Departamento 19, a agência supersecreta do governo. Conhecida também por Luz Negra, esta agência foi fundada há mais de um século por Van Helsing e outros sobreviventes de Drácula para combater as forças do sobrenatural. Com a ajuda da agência, de Frankenstein e de uma jovem vampira por quem se apaixona, Jamie vai fazer tudo para salvar a sua mãe, mesmo sabendo que terá de enfrentar um exército de vampiros sedentos de violência, sangue e destruição.

ELES NÃO EXISTEM, MAS SALVAM-NOS A VIDA TODOS OS DIAS.»

Conheça melhor a série em  www.department19exists.com, e o autor Will Hill em www.willhillauthor.com.

A Topseller oferece, para leitura imediata, os primeiros capítulos de Departamento 19www.topseller.pt/docs/Departamento19.pdf

                            

O clube de leitura da Praça Taksim

O maior clube de leitura do mundo é também um dos maiores protestos pacíficos de todos os tempos. 

Após semanas de confrontos violentos em Istambul, na Turquia, entre polícias e protestantes um novo tipo de protesto nasce: o homem silencioso.
Virado para o Centro Cultural Ataturk, na Praça Taksim, Erdem Gunduz, um artista, ficou  em pé com as mãos nos bolsos durante oito horas.
Este movimento de protesto foi rapidamente adoptado por toda a Turquia. E subitamente, várias pessoas se manifestaram durante minutos ou horas silenciosamente.
Gunduz que começou sozinho na praça, está agora acompanhado por várias pessoas que se juntarem ao seu protesto silencioso. Lentamente, as pessoas começaram a trazer livros para lerem durante o protesto. Os livros que reflectem as opiniões dos leitores em relação ao seu governo, valeram ao protesto o nome "O clube de leitura da Praça Taksim".
Mil novecentos e oitenta e quatro de George Orwell é até agora o livro favorito tendo sido já captado várias vezes pelas câmaras nas mãos de diferentes protestantes/leitores. A história fala de um futuro distópico onde o Governo, carinhosamente apelidado de Big Brother vigia as pessoas em todos os locais, a todos os instantes, em semelhança ao programa televisivo do mesmo nome.
Um protesto diferente que está a captar a atenção dos media pela inovação da utilização de livros.
Podem ver todas as fotos deste protesto neste artigo em inglês.



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Opinião: Requiem, de Lauren Oliver

    

Requiem

de Lauren Oliver
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: Hodder & Stoughton General Division

Resumo: 
 The final instalment in the internationally bestselling Delirium trilogy. It is the rule of the Wilds You must be bigger, and stronger, and tougher. A coldness radiates through me, a solid wall that is growing, piece by piece, in my chest. He doesn't love me. He never loved me. It was all a lie.
'The old Lena is dead', I say, and then push past him. Each step is more difficult than the last; the heaviness fills me and turns my limbs to stone. You must hurt, or be hurt.
Lena can build the walls, but what if there's no one left to take them down? The powerful, heartbreaking conclusion to one of the most eagerly awaited, talked-about series is here.
 

Rating: 4/5 

Comentário: Requiem é o desfecho da trilogia Delirium, de Lauren Oliver. Para quem ainda não se apercebeu, comentámos no Blog tanto o primeiro como o segundo livro, para além de algumas short-stories criadas pela autora, para nos fornecer mais informações sobre personagens que de outra forma não teríamos conhecido tão bem. Como também devem ter reparado, esta trilogia ainda não foi editada em Portugal. No entanto, continuamos com esperança que venha a surgir no mercado nacional no futuro. Relembramos que foi gravado um episódio piloto bom base nestes livros, encomendada pela Fox, mas que acabou por definir que não seria emitido devido a uma temática demasiado juvenil para o canal. Para nós, tratar o amor como uma doença, num mundo distópico, é tão intergeracional como actual.

Podem estar descansados, não vou colocar spoilers, até porque a Catarina está a ler o livro de momento, e não quero estragar o fim a ninguém. Em Requiem, Lauren Oliver traz-nos um pouco da essência que me atraiu em Delirium, primeiro livro da trilogia. Já tenho dito, e não me canso de repetir, que a escritora é uma pessoa de personagens. É elas que sabe construir melhor, que consegue explorar (muitas vezes a fundo) e que nos envolve nas tramas pessoais, e que no universo a ter em conta, dizem respeito a mais do que motivações ideológicas, condicionam a capacidade de uma pessoa sobreviver.
Neste livro voltamos a ter presentes personagens que conhecemos anteriormente, e que vemos exploradas de forma diferente. Surgem também umas novas, para criar unidade à acção, e atribuir uma nova dinâmica ao que se irá passar. Tenho pena que o livro não tenha tido mais páginas. Acho que algumas destas pessoas ficaram com enfoque aquém do esperado, e existem uma série de pontas soltas que gostava de ter visto resolvidas, mais do que isso, não gosto de acabar uma história com perguntas para as quais não existe resposta (e nada tem a ver com o fim - só quem ler é que perceberá o que quero dizer com isto). Ainda assim, a voz de Lena enquanto personagem é agora mais una do que alguma vez foi; talvez porque já não é um elemento do Antes nem do Depois de ser "infectada" pela Deliria Nervosa. É ambas, e como tal, a sua maturidade dá-lhe o poder da reflexão, da análise, do crescimento contínuo, sem deixar de ser no entanto uma miúda, pouco habituada ainda a explorar sentimentos e a viver com as emoções à flor da pele.
Noutro patamar, uma das personagens do primeiro livro ganhará enorme destaque em Requiem. As suas acções não devem nem podem ser menosprezadas, e após uma composição, a forma como ela é conduzida ao final foi um pouco anticlimax. Ainda assim, a trama desenvolvida em sua volta demonstra mais uma vez a capacidade multidisplinar de um ser humano, e a necessidade de se adaptar às situações mais inoportunas.
Acima de tudo, Requiem é um livro onde os adolescentes, mais do que qualquer pessoa, têm o dom da palavra. Onde são missionários de uma série de ideologias que os adultos preferem ignorar na ausência da sua capacidade de as controlar, de assumir que o incerto pode ser estimado e que o mundo é, sem qualquer dúvida, um lugar muito mais bonito quando explorado em conjunto.
Este 4 atribuído vem um pouco em função de toda a trilogia, pela narrativa, pelas suas imperfeições, que não deixaram de me atrair na sua direcção. Um pouco como o amor, ou não fosse ele inexplicável.  


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Novidades: Editorial Presença

«Para mais informações sobre as novidades consulte o site da Editorial Presença aqui.»

Opinião: Confissões de uma Suspeita de Assassínio, de James Patterson

Confissões de uma Suspeita de Assassínio
de James Patterson e Maxine Paetro
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 288
Editor: TopSeller
Resumo:
Malcolm e Maud Angel eram pais altamente exigentes. Quando são assassinados, a filha mais velha, de dezasseis anos, Tandy, torna-se a principal suspeita do crime. Nesse mesmo dia, ela decide descobrir quem é o verdadeiro assassino, ainda que seja ela própria ou um dos irmãos.
Tandy é uma rapariga-prodígio, incrivelmente inteligente e com Conhecimentos fora do vulgar. E agora também é herdeira de uma grande fortuna… Ela guarda muitos segredos, que regressam para a atormentar. Sente-se perdida, vítima da educação recebida dos pais. Mas não seria capaz de os matar… ou seria?
Um thriller emocionante e de leitura compulsiva, onde todos os segredos de Tandy, até os mais obscuros, são revelados. Quem sabe aquilo de que ela é, realmente, capaz?

Opinião da Cláudia - Rating: 4/5
A Catarina tem sido a embaixadora de James Patterson aqui no Encruzilhadas Literárias, através desta parceria com a chancela da TopSeller. Para mim foi uma estreia com o autor, e fico contente por não ter deixado passar este livro!
Imaginem que acordam numa manhã com a polícia a bater-vos à porta. Imaginem que derrepente vos cai o mundo, que dois dos vossos familiares estão mortos, e que o culpado tem criteriosamente de viver dentro da habitação em questão. Mas mais do que isso, que vocês podem ser o culpado. Mas que a confirmação desse factor tanto pode estar escondida nos recantos de uma mente recalcada, como pode simplesmente não existir.
O livro é-nos contado segundo a  perspectiva de Tandy, uma narradora complexa (mas não tanto como ela pensa) que nos vai abrindo as portas de sua casa, e dando a conhecer os elementos da família Angel que ficaram e as suas reacções ao assassínio dos pais perante o mundo dito normal.
Mas a normalidade é um conceito que não se condiz com a família Angel. Na verdade a conjugação de pais austeros e algo lunáticos na educação de filhos prodígio não poderia ter criado uma realidade muito diferente daquela que é vivida no apartamento do Dakota. Cada um com capacidades fora de série, os filhos de Maud e Malcolm foram criados para serem os melhores, e a respeitarem regras de conduta muito restritivas, que em última instância lhes cortou as ligações com o mundo exterior - o conceito de seita familiar acaba por se enquadrar perfeitamente. E é neste cenário que a morte dos pais é recebida, criando um misto de emoções, passando pela revolta da perda a algum sentimento de justiça cumprida. Em última instância, as capacidades do casal Angel enquanto pais cria condições para que o seu assassino possa ser cada um dos elementos da família...embora as apostas da maioria apontem para Tandy. Eu adorei todos os irmãos dela, mesmo com as suas características invulgares e algo peculiares. Na verdade, para além de gostar, entrei no esquema algo preverso criado pelos autores: se por um lado gostava deles o suficiente para não ver nenhum a assassinar os pais (mesmo os mais revoltados), por outro queria que fosse um deles e me surpreendesse, criando um twist dramático para além do previsível. Há realmente um twist que vos deixará a olhar para o livro sem saber bem de onde ele saiu; agora não confirmo nem desminto nada sobre a autoria dos assassinatos.
Ao longo do livro iremos acompanhar a investigação da rapariga que quer descobrir o culpado e colocar a pessoa perante a justiça, mesmo que seja ela própria.Tandy é uma miúda corajosa e não tão robótica como todos julgam, e que tem uma personalidade enterrada por baixo de anos de psicoterapia e psicanálise. É a mais estável dos irmãos, assumindo muitas vezes o papel de mais velha, ainda que não o seja. E é acima de tudo uma personagem apresentada de forma a não permitir uma relação social mais estreita entre si e o leitor - sensação logo quebrada à medida que a vamos conhecendo. O suspense acompanha-nos até ao fim, e à medida que vamos descortinando mais informações sobre esta família disfuncional e conhecida dos media, mais nos apercebemos que tudo o que tinha como função ser perfeito, no fundo não o é. Muito menos as pessoas altivas das fotografias a serem publicadas nos jornais.
Adorei este livro e estou bastante curiosa com o próximo, que será publicado no original para o final do ano.


Opinião da Ki -  Rating: 3.5/5:
Patterson é conhecido por ser um "vira páginas", os seus capítulos são curtos mas cheios de emoção e acção. As suas personagens principais são intrigantes e únicas e os meios onde elas se mexem fascinantes. Pessoalmente gostei de começar esta nova série (Teen Detective) porque me deu uma boa base de comparação com a Max.
Enquanto Max fugiu do seu laboratório e nunca conheceu os pais, Tandy vive presa numa jaula que os pais criaram para ela. Uma luta numa base diária para sobreviver, a outra sempre teve tudo. Max fez dos seus amigos família e Tandy apesar de ter três irmãos não se sentem família dos mesmos. Max mal tem que comer e Tandu tem todos os luxos. E James Patterson escreve-as de maneiras diferentes e face a situações semelhantes põem-nas a reagir de maneira diferente. Onde Max é emoção, Tandy é raciocínio o que acaba por as tornar personagens completamente fascinantes.
E perguntam vocês, onde quero eu chegar com todas estas comparações? Bom, creio que todos já nos deparamos com autores que são bons a escrever certas personagens e apenas certas personagens. Por exemplo, só conseguem escrever sobre pessoas ricas ou por outro lado tem um jeito imenso para personagens super inteligentes. Isto faz com que, não interessa quantos livros escrevam, eles nos soem de um certo modo a um eco dos livros anteriores e, como ainda não tinha lido nada de James Patterson além dos livros da Max, temia um pouco o que aí vinha.
Suponho que de certa forma, a Max e a Tandy sejam parecidas: são ambas jovens em busca do seu lugar no mundo e que de certo modo foram traídas por quem confiavam. No entanto, Tandy é mais analítica e tem uma desconfiança que a tornam a detective e cientista das duas. O que a afasta de Max, não para melhor ou pior apenas numa direcção diferente.
Contudo, há que referir que Max é uma personagem mais nova, catorze anos, enquanto Tandy é mais velha, dezasseis anos, e que também se destinam a públicos de idades diferentes (apesar de poderem ser apreciadas por todas as idades). Max e os amigos destinam-se a um público mais novo enquanto Tandy já entra no estilo Young Adult.

Sou sincera, neste livro gostei mais das personagens do que do enredo, senti-me bastante roubada no final mas talvez isso tenha sido por não ter havido uma única pista que nos ajudasse a resolver o crime e eu, que sempre gostei de policiais, senti-me roubada do meu jogo de detective.
No entanto, isto foi contrabalançado pela família Angel, uma família perfeita por fora mas completamente quebrada por dentro. Tal como o resumo diz, Maud e Malcolm criaram os filhos esperando nada menos que a perfeição e quando esta não era alcançada os castigos eram imensos. Será por isso de estranhar que "os Anjos" amem e ao mesmo tempo odeiem os seus falecidos pais? Todos eles tem motivos para os matar e quando nem sequer confiam uns nos outros como podem ter a certeza de quem é o verdadeiro culpado?
Tandy, a nossa narradora, é por si mesma uma caixinha de surpresas. Anos de terapia suprimiram algumas das suas memórias e devastaram parte da sua personalidade. Pequenos flashes e confissões acompanham-nos ao longo do livro e  revelam-nos segredos que Tandy tem até dela mesma. Quem nos garante que a nossa narradora não é na realidade a assassina que buscamos? Nada e isso apenas torna a narrativa mais interessante.
Um livro que me fez ficar acordada até tarde, ler no autocarro e quase correr para a casa de banho do trabalho só para o ler. Uma história que fará as delícias dos jovens que gostam de polícias e um "vira páginas" que sem dúvida tinha de ter a mão de James Patterson.


Atrevam-se a desvendar estes mistérios!

Quem se atreve a desvendar estes mistérios que vieram do frio? (Deus estamos a ficar pouco originais por estes lados eheh)

Vencedoras do Passatempo - "O Espião Português", de Nuno Nepomuceno





Já aqui agradecemos publicamente a gentileza com que fomos recebidas pelo autor Nuno Nepomuceno durante a Feira do Livro de Lisboa, e pela cedência de 2 exemplares autografados da sua obra ao Encruzilhadas Literárias.

Tivemos uma grande procura, pelo que agradecemos a todos pela participação. Para o espião em questão...é que o trabalho deve estar dificultado!

E sem mais demoras, as vencedoras foram:

Alice [...] Gomes - Lavra Mts

Nélia [...] Gomes - Maia

Parabéns a ambas! Fiquem a aguardar o envio do vosso exemplar autografado em breve!

Passatempo Editorial Presença: Maze Runner #2 - Provas de Fogo, de James Dashner

Ora boa noite!


A Cláudia faz anos amanhã, mas as prendas são para vocês!

Em colaboração com a Editorial Presença, trazemo-vos mais um passatempo. Aqui no Blog já lemos e oferecemos o primeiro exemplar de "Maze Runner - Correr ou Morrer", assim como comentámos o início desta aventura. Já na Feira do Livro de Lisboa, como muitos já viram pelo Facebook, fomos citadas a propósito desse livro.


Como já perceberam, ficámos fãs do início desta trilogia, e é por esse motivo que podem dar pulinhos de alegria porque, de 18 a 25 de Junho de 2013, vamos ter em sorteio um exemplar de Maze Runner #2 - Provas de Fogo! Basta responderem às perguntas do formulário em baixo, e esperarem ansiosamente pelos resultados.

«Para poderem responder às perguntas, consultem a página do livro no site da Editorial Presença aqui». 

«Se procuram novidades editoriais ou promoções, naveguem no site da Editorial Presença aqui


Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Junho de 2013.

2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.

Na Biblioteca de Bolton

Situada no Crescent, mesmo no centro da cidade, a Biblioteca Central de Bolton não está só e partilha a sua ala do Crescent com o Museu de Bolton, que se encontra no primeiro piso, e com o Aquário, que se situa no piso menos um.
É uma biblioteca maravilhosamente acolhedora, com uma secção infantil e juvenil bem recheada e um catalogo on-line. (Tal como as Bibliotecas de Lisboa, as Bibliotecas de Bolton também estão conectadas.)
Infelizmente não consegui tirar fotos no interior para vos mostrar, apenas uma do vestíbulo e, infelizmente também, os mata bibliotecários também já chegaram a Bolton e aqui na Central são umas quatro máquinas todas pomposas e a que recebe os livros de volta então ainda é mais simples. Trata-se apenas de um tapete rolante onde as pessoas deixam os livros. Os chips dentro dos livros são lidos pela máquina e ela dá baixa dos livros automaticamente.
Pessoalmente gosto da atmosfera da biblioteca de Bolton, a única coisa que embaraça um bocado os bibliotecários é alguém ter decidido, ninguém me soube dizer ao certo porquê, por todos os livros young adult dentro da secção infantil. Aliás, dentro da biblioteca infantil, visto que se trata de um espaço separado por portas e paredes e com computadores próprios para as crianças usufruírem. 
Ainda me lembro da cara de horror do bibliotecário quando teve de me explicar que ali o YA era na biblioteca infantil e como me pediu desculpas e me levou até lá tentando explicar-me que no fundo a Biblioteca Infantil era uma Biblioteca Infanto-Juvenil e que eles não podiam impedir as crianças de requisitar livros Young Adult. [Expecto os que tinham um autocolante vermelho, para esses que já tinham alguma violência, os leitores tem de ter idade superior a 14 anos.]
Fora da biblioteca infantil, existe uma zona de estudo no primeiro piso com wifi gratuita e com vista para a biblioteca. E na biblioteca existem mesas redondas para as pessoas lerem jornais e revistas ou apenas os livros que estão nas prateleiras. Existem também várias cadeiras almofadadas para o mesmos efeito e existe uma zona com cinquenta computadores que podem ser usados gratuitamente por uma hora e outros cinco computadores que se podem usar por 15 minutos se só se quiser aceder ao mail ou fazer algo rápido.
Quando cheguei a Bolton a biblioteca foi dos primeiros sítios que visitei, não porque tivesse pedido mas porque a pessoa que me estava a mostrar a cidade precisou de usar a mesma. Visitei também a Universidade de Bolton e o seu mercado. Até agora, acredito que Bolton é uma cidade bastante agradável com muitos espaços abertos.
Existe, claro, o pequeno detalhe de a biblioteca ficar mesmo em frente ao terminal de autocarros, onde todos os dias apanho o autocarro para ir para o estágio, mas isso apenas ajuda o meu vício livreiro. 


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidade: Sorte Explosiva, de Janet Evanovich


Sorte Explosiva[Stephanie Plum #2] 
de Janet Evanovich 
Páginas: 304 
Editora: TopSeller  
Resumo: A vida da caçadora de recompensas mais famosa do mundo corre um risco explosivo nesta sua nova aventura. 
As férias de Stephanie Plum no Havai prometiam ser de sonho, mas acabaram por ser um pesadelo. Agora ela está num avião de volta a casa e já tem à perna dois agentes do FBI, um bando de criminosos e um psicopata perigoso. O homem que viajava ao seu lado no avião é assassinado, e tudo aponta para que tenha sido por causa de uma fotografia que ele lhe teria entregue, mas que ela diz não ter na sua posse. A agência de fianças vai pelos ares.
Lula, a sua amiga e companheira de aventuras, apaixona-se por um Shrek, e todos querem saber o que se passou no Havai. Mas Morelli, o polícia mais sexy da cidade, não quer falar do que aconteceu. Ranger, o «vício» que ela não consegue largar, também se recusa a falar. E tudo o que a Stephanie tem a dizer sobre as férias no Havai é que… bem, é complicado.

Opinião: Os Dias da Febre, de João Pedro Marques




Os Dias da Febre
de João Pedro Marques
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 320
Editor: Porto Editora




 Resumo:
Descendo a Calçada de Santana e espreitando por entre as cortinas da sua carruagem, Elvira Sabrosa vislumbra Robert Huntley, um inglês que não via desde os tempos da infância, há mais de 20 anos.
Os Dias da Febre narra as circunstâncias que conduziram ao reencontro de Robert e Elvira, e o que dele decorreu. O cerne da ação situa-se em 1857, quando Lisboa estava a ser atingida por uma epidemia de febre-amarela que mataria quase 5 mil pessoas. É nesse contexto alarmante e febril que a intriga se desenvolve e que o leitor é convidado não só a conviver com as figuras da época, mas também a percorrer a cidade em toda a sua diversidade, dos camarotes do S. Carlos às ruas apertadas de Alfama, das enfermarias do Hospital de S. José às bancadas das Cortes, dos salões das senhoras das classes altas ao bulício do café Nicola.
Romance histórico escrito por um historiador e extensamente apoiado na documentação existente, Os Dias da Febre tem a História sempre presente sem, todavia, se dar muito por ela, já que se trata de uma história da vida quotidiana, embebida na própria narrativa. Isto significa que não estamos apenas perante um romance sobre uma epidemia, a morte e o amor: Os Dias da Febre é também uma viagem pelos sons, os cheiros, as gentes, as casas, os costumes, as cores - numa palavra, pela vida - da Lisboa de meados do século XIX.

Rating: 3/5 

Comentário: Comecei por querer ler este livro após terminar a leitura de "Alma Rebelde", de autoria de Carla M. Soares. Todo o enquadramento histórico dado pelo livro em questão, e a falta de um elemento mais contextual, fizeram-me procurar por uma leitura mais profunda sobre o assunto, e quando vi mais um romance histórico português referente à época em causa, não pude resistir.

Acho que este livro começa bem. Permitiu uma exploração da situação da época com a construção de cenários construtivos, com a explicação da disseminação da febre-amarela através de Lisboa, segundo um contexto humanizado e de proximidade ao leitor. A ficção histórica tem o poder de potenciar as narrativas, principalmente quando existe um factor real à volta do qual é construida a sequência de acontecimentos. Senti isso a ler esta obra de João Pedro Marques. Contudo, penso que por vezes tenha caído no erro de exagerar na introdução de informação histórica, pelo menos da forma como foi aplicada, fugindo da construção linguística de um livro de ficção para uma aproximação a um resumo científico (mas julgo que o estilo do autor se deve em parte à sua profissão pelo que não acho que no caso tenha causado algum estrago de maior, até porque me interessei pelo assunto).

Quando às suas personagens e ao evoluir da história, foram várias as vezes em que nos deparamos com umas nuances de analepses, que nos contam toda uma história até chegar a um momento exacto (a melhor forma de o descrever é referi-lo como uma tendência de "How I Met Your Mother". E que tal como na série, criam-se momentos interessantes mas que não acrescentam nada ao enredo principal), mas que a determinada altura nos cansam, já que parece que nunca chegamos ao destino esperado.

Parecendo uma contrariedade, a primeira parte foi ainda assim a minha preferida, já que não fui muito simpatizante do romance que se gerou, do desenvolvimento de personagens já conhecidas até essa altura e do próprio fim do livro.

É um livro rico, ainda assim, que vale pelo esforço de enquadramento, de estudo das variantes históricas, e do extenso trabalho de pesquisa para o redigir. Aprendi certamente novas coisas com ele, e só tenho pena que algumas questões não tivessem tido ukm tratamento diferenciado.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Novidades: Edições ASA

Uma Espia no Meu Passado
de Lucinda Riley
Número Páginas: 496
Sinopse:
Côte d'Azur, 1998. Émilie lutou sempre contra o seu passado aristocrático. Agora, com a morte da mãe, é obrigada a confrontá-lo pois é a única herdeira do imponente castelo da família. Mas com a casa vem uma pesada dívida e muitas interrogações: qual era a finalidade do quarto secreto que descobre por baixo da adega? Quem é a misteriosa Sophia, que assina um comovente caderno de poemas? Quem foram os protagonistas da trágica paixão que mudou o curso da história da família? Londres, 1943. Em plena Segunda Guerra Mundial, a inexperiente Constance Carruthers é recrutada pelos serviços de espionagem britânicos e enviada para Paris. Um incidente separa-a do seu contacto na Resistência Francesa, obrigando-a a refugiar-se junto de uma família aristocrata que entretém membros da elite de Hitler ao mesmo tempo que conspira para libertar o país. Numa cidade repleta de espiões e no auge da ocupação nazi, Constance vai ter de decidir a quem confiar o seu coração.
Constance e Émilie estão separadas por meio século mas unidas por laços que resistiram à força demolidora do tempo. Os segredos que o passado encerra pulsam ainda em busca de redenção.


Laços que Perduram
de Nicholas Sparks
Número Páginas: 448
Sinopse:
Com apenas vinte e cinco anos, Julie Barenson tem já uma mágoa maior do que a vida: o seu querido marido, Jim, morreu. Em plena noite de Natal, dilacerada pela perda, ela recebe os dois inesperados presentes que ele lhe deixou. É o típico ato de amor de Jim: não a esquecer nem por um segundo. É assim que Singer, um cachorrinho amoroso e assustado, entra na sua vida. A acompanhá-lo vem um bilhete e uma promessa: Jim velará sempre por ela. Quatro anos depois, Julie está preparada para começar de novo e Richard Franklin parece ser o homem ideal. Mas no seu íntimo, ela sente que algo está errado e termina a relação. A seu lado, incondicionalmente, está Mike Harris, o bondoso melhor amigo de Jim, o homem que a apoiou nos melhores e nos piores momentos. Ao longo dos anos, os sentimentos entre ambos floresceram e parece ter finalmente chegado o momento de viverem plenamente a sua paixão.
Mas quando a vida parecia sorrir-lhe de novo, Julie tem de enfrentar o pior dos pesadelos - sobreviver à perseguição de um louco. Nesta comovente história de amor, perda e redenção, Nicholas Sparks ultrapassa os limites do romance ao pintar um quadro implacável dos sombrios desígnios da mente humana. Laços que Perduram é a derradeira prova da sua mestria. 


Sozinhos na Ilha
de Tracey Garvis Graves
Número Páginas: 352
Sinopse:
Uma ilha deserta plena de sol, vegetação luxuriante e mar cristalino é um cenário de sonho. Ou talvez não...
Anna Emerson decide quebrar a sua rotina e deixar Chicago para dar aulas numa ilha tropical. Por seu lado, T. J. Callahan só quer voltar a ter uma vida normal após a sua luta contra o cancro. Mas os pais empurram-no para umas num destino exótico. Anna e T. J. estão a sobrevoar as ilhas das Maldivas a bordo de um pequeno avião quando o impensável acontece: o aparelho despenha-se no mar infestado de tubarões. Conseguem chegar a uma ilha deserta. Sãos e salvos, festejam e aguardam, convictos de que serão encontrados em breve. Ao início, preocupam-se apenas com a sobrevivência imediata e imaginam como será contar tamanha aventura aos amigos. Nunca a citadina Anna se imaginou a caçar para comer. T. J. dá por si a lutar com um tubarão e a ser acolhido por simpáticos golfinhos. Os dois jovens descobrem-se timidamente e exploram a ilha. Mas à medida que os dias se transformam em semanas, e depois em meses, as hipóteses de serem salvos são cada vez menores. Ambos têm sonhos por cumprir e vidas por retomar, e é cada vez mais difícil evitar a grande questão: conseguirão um dia sair daquela ilha?


O Estrangulador de Cater Street
[Coleção: Crime à Hora do Chá - volume 2]
de Anne Perry
Numero de Páginas: 336
Sinopse:
O primeiro mistério do casal de detectives Charlotte e Thomas Pitt Enquanto as irmãs Ellison - Charlotte, Sarah e Emily - visitam amigos e tomam chá nos melhores salões londrinos, uma das suas criadas é brutalmente assassinada. Para Thomas Pitt, o jovem e pacato inspetor destacado para o caso, ninguém está acima de suspeita. A sua investigação na requintada casa da família Ellison vai provocar reações extremas: para uns, será de absoluto pânico; para outros, de deselegante curiosidade; para a jovem Charlotte será algo mais íntimo e empolgante. Algo capaz de levar Thomas a perder momentaneamente o seu instinto detetivesco e a andar com a cabeça nas nuvens. Mas sobre o casal pairam sombras impossíveis de ignorar: Charlotte é uma menina da sociedade e Thomas pertence à classe trabalhadora... e o assassino que atormenta as ruas da cidade continua à solta, implacável.

Socorro! Mataram o bibliotecário!


No exterior o sol esconde-se, uma nuvem que há muito prometia chuva começa a chover. O chão em frente à biblioteca começa a ficar escuro com a água e abrindo a porta da biblioteca de repente eu saio para a rua berrando:
- Socorro! Mataram o bibliotecário!
Algures as sirenes da polícia começam a soar e no telhado da biblioteca uma voz sinistramente electrónica ri...

Bom e talvez, como de costume, eu esteja a exagerar. Não estava de maneira nenhuma a chover, a polícia não estava a passar pela biblioteca e o bibliotecário até me pareceu bem de saúde, um pouco cansado mas como estava a ajudar um senhor de mais idade a mexer num computador, não é nada de estranhar. Aliás o facto de não parecer irritado é sem dúvida um bónus.
Porque digo então que o mataram?
Porque acabaram de instalar umas máquinas todas bonitas e avançadas no hall da biblioteca que nos permitem requisitar livros sozinhos. Basta chegar lá, clicar no botão “Borrow”, passar o cartão da biblioteca pelo leitor de códigos de barras (o que é giro para quem gosta de brincar as caixas de supermercado, como eu) e colocar os livros numa abertura por baixo da máquina que lê os códigos dos mesmos.
Em seguida a máquina emite um talão e voila, matou-se um bibliotecário…


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidades: TOP Seller



Alex Cross: Perigo Duplo e Números: O Caos. Dois novos bestsellers que já chegaram às livrarias sob a chancela da... Topseller

PERIGO DUPLO, DE ALEX CROSS
Alex Cross, protagonista da série policial mais vendida em todo o mundo, está de regresso às livrarias nacionais com Alex Cross: Perigo Duplo (18,79€). Trata-se do segundo livro desta série com 18 títulos já publicados nos EUA. 

James Patterson é o autor que mais livros teve até hoje no topo da lista de bestsellers do New York Times, segundo o Guiness World Records. Desde que o seu primeiro romance venceu o Edgar Award, em 1977, os seus livros já venderam mais de 275 milhões de exemplares, números que o tornam no autor que mais livros vende em todo o mundo. Mais de 3,7 milhões de fãs no Facebook.

Sinopse: Alex Cross desejava uma vida mais calma e rotineira depois de ter deixado a polícia. Quando dois assassinos em série decidem persegui-lo em simultâneo, e lhe deixam pistas após cada novo crime, Cross vê-se uma vez mais envolvido em problemas.
Um deles, conhecido por Assassino Público, dá início a uma série de homicídios complexos e mediáticos, espalhando o pânico por Washington, DC. O outro, Kyle Craig, é um dos seus inimigos mais antigos, que jurara vingar-se do detetive e que acaba de escapar da prisão de máxima segurança em que estava há quatro anos.
Alex Cross, o «Caçador de Dragões», regressa, então, para enfrentar dois criminosos perversos, que não olharão a meios para o derrubar.


NÚMEROS: O CAOS, DE RACHEL WARD
Depois da excelente receptividade ao primeiro volume da trilogia, Números: Luta Contra o Tempo, já chegou às livrarias nacionais Números: O Caos (16,49€). A ficção fantástica está cada vez mais em voga, e Rachel Ward é uma autora de excelência neste género.

Sinopse: Junho de 2026. Adam consegue ver números nos olhos das pessoas, que correspondem à data da sua morte. Mas não pode revelar a ninguém este segredo. Como se não bastasse viver com aquele terrível dom, as coisas estão prestes a tornar-se ainda mais difíceis. Adam apercebe-se de que, subitamente, a data da morte de todos aqueles com quem se cruza é a mesma: 1 de janeiro de 2027.
Sarah, uma rapariga reservada mas cheia de personalidade, tem uma complicada história pessoal que a leva a fugir de casa dos pais. Além disso, tem um pesadelo recorrente e assustador com Adam, mesmo sem nunca o ter visto. Depois de o conhecer, porém, desenvolve por ele uma forte atração, que não sabe como gerir. Ambos partilham de premonições semelhantes: fogo, água, morte, destruição, caos.


Novidades Junho : Editorial Presença (1ª Quinzena)

Já viram as novidades da Editorial Presença?
Por estes lados já andamos a namorar alguns destes meninos.

«Para mais informações sobre as novidades consulte o site da Editorial Presença aqui.»

Opinião: A Fada do Lar, de Sophie Kinsella


A  Fada do Lar
de Sophie Kinsella
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 392
Editor: Livros d´Hoje

 Resumo: "Chamo-me Samantha. Tenho vinte e nove anos. Nunca na vida usei o forno para fazer pão. Não sei coser um botão. Sei é reestruturar contratos de financiamento de empresas e salvar os trinta milhões de libras do meu cliente."

Samantha é uma advogada bem-sucedida em Londres. Trabalha o dia todo, não tem vida doméstica, e só se preocupa em encontrar um companheiro. Habitualmente tem êxito sobre pressão e adrenalina. Até que um dia...
comete um erro. E o erro é tão grave que acaba por destruir a sua carreira. Fica tão desnorteada que ao sair do escritório, apanha o primeiro comboio que vê e, quando se apercebe, não sabe onde está. Ao pedir indicações numa grande e bonita casa, é confundida com alguém que tinha sido entrevistada para o cargo de governanta e, sem mais nem menos, é-lhe oferecido o emprego. Não faziam ideia que estavam a contratar uma advogada licenciada em Cambridge com um QI de 158, muito menos que Samantha não faz sequer ideia como funciona o forno.
E o desastre acontece. O caos instala-se quando Samantha luta com a máquina de lavar... com a tábua de passar a ferro... e tenta cozinhar cordon-bleu para o jantar...

Rating: 4/5 

Comentário: Aviso já que esta é das opiniões mais injustas que já escrevi este ano, atendendo a todos os seus antecessores. O que só quer dizer uma coisa: a opinião positiva e sugestão deste livro está somente baseada nas sensações por ele causadas, em detrimento da sua qualidade literária. Porque é que digo isto?
Bem, porque a escrita de Shophie Kinsella é simples, descomplicada, directa e nenhuma obra-prima. Mas é uma escrita leve, bem disposta (com toques de humor nos pontos certos) e excelente para curar teimas e semanas mais amargas. É um doce servido de bandeja, a pedir para ser apreciado.

Descobri este livro através de várias meninas que o estavam a ler, e o classificaram no GoodReads. A sinopse pareceu-me interessante, e passou a enquadrar a minha lista mental de livros-a-ler-em-alturas-stressantes-para-descomprimir. Procurei-o em algumas bibliotecas, e quando não o encontrei, comprei-o na versão original pelo Awesome Books em segunda mão (dei pulinhos quando o consegui encontrar!)

Samantha é uma mulher super eficaz no seu mundo de advocacia, mas perante as minúcias do mundo real é um zero à esquerda (se contracta uma mulher-a-dias e nem sabe indicar como se liga o fogão da própria casa...), que se vê confrontada a enfrentar o desconhecido quando todas as portas que lhe eram conhecidas começam a fechar-se (e ela foge antes que o processo a destrua). O resto, tal como a sinopse diz, será uma aventura que se julgava primeiramente impossível, mas nada que uma pessoa cheia de vontade e inovação não consiga superar.
O que gosto neste romance é a condução natural, breve e com carácter de entretenhimento, que nos faz passar bons momentos, descontrair e deixar de lado uma semana stressante. Os traços de romance soam genuínos, sem grandes volteados ou cenas românticas, trazendo uma sensação de conforto e familiaridade que nos envolve até à uma página. Confesso que me fez sorrir em diversos momentos e rir noutros, sair do comboio e sentar-me nos bancos da estação só para ler mais um capítulo e terminá-lo madrugada dentro.
Acho que o irei juntar aos meus guilty pleasures (e apesar do mês de Maio ter terminado já, acho que se enquadra perfeitamente. 

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Exactamente o que o médico receitou

Lembram-se do nosso artigo sobre os médicos no Reino Unido que ia começar a recomendar livros? Hoje fui testar em primeira mão esta experiência.
Como vos disse aqui há uns tempos mudei-me para o Reino Unido (porque os livros aqui são mais baratos! Foi esse o único motivo) e uma das primeiras coisas que fiz assim que cheguei foi fazer os meus cartões da biblioteca e seguir as paginas das bibliotecas locais no facebook. Tal como as bibliotecas portuguesas, as bibliotecas por aqui tem varias actividades e, esta semana, as bibliotecas de Manchester abriam os braços às receitas de livros.
Para celebrar este momento tiveram sessões de reiki, ikebana (arranjos florais), uma amostra dos livros que poderão ser receitados e outras actividades. Como podem imaginar esta livrolica não perdeu a oportunidade de se lançar na descobertas das únicas receitas médicas que provavelmente alguma vez usará na vida.
Infelizmente o destino trocou-me as voltas e acabei por chegar atrasada ao evento. Mesmo assim encontrei uma sala toda arranjada onde uma senhora discursava sobre as propriedades calmantes da ikebana (enquanto fazia uma) e uma mesa cheia de "livros medicinais".
Existiam vários panfletos espalhados pela sala que explicavam a iniciativa e aconselhavam as pessoas a levarem os mesmos aos seus médicos, visto que continham uma lista dos livros recomendados para cada diagnóstico.
Como cheguei tarde não posso comentar o evento mas em relação aos livros a biblioteca parecia ter recebido um número razoável de cópias dos mesmos e prestes a embarcar numa nova aventura. Espero que deste modo as bibliotecas por estes lados tornem a ganhar vida e o estado mantenham abertas muitas das que considerou fechar por falta de leitores.

Podem consultar a lista cliclando aqui. Depois de uma breve pesquisa na net encontrei uma lista de livros recomendados por médicos para combater a depressão que também aqui vos deixo. Se souberem de alguém que se esteja a sentir mais em baixo, não há nada como aconselhar um livro divertido.





Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Vencedor do Passatempo "A Verdadeira História do Capitão Gancho" - Civilização Editora

Boa noite a todos,

Tivemos aqui há uns tempos um passatempo em colaboração com a Civilização Editora, com a oferta de um exemplar de "A Verdadeira História do Capitão Gancho", de Pierdomenico Baccalario.

Seleccionámos o vencedor logo no dia seguinte, confirmámos os dados e enviámos à editora, mas por lapso o post ficou em rascunho. Só nos apercebemos da questão devido às perguntas dos leitores, pelo que pedimos desculpa e agradecemos o reparo!



"Boa noite caros leitores,

É com enorme prazer que podemos anunciar o vencedor do passatempo que teve como sorteio um exemplar de "A Verdadeira História di Capitão Gancho", de Pierdomenico Baccalario. Este será um dos últimos sorteios deste mês, pelo que senão tiveram sorte, aguardem pelo próximo mês!
 

Sem mais demoras, a vencedora deste passatempo foi:

- Maria João Silva, de Aveiro.

Muitos Parabéns! Já enviámos os dados para a editora, e deverá receber em breve o seu exemplar!"

A livraria preferida dos Lisboetas!




 Aqui há uns tempos foi anunciada uma iniciativa lançada pela APEL e pela Câmara de Lisboa, no âmbito do Programa Ler em Todo o Lado (da Rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa) com o intuito de escolher qual a livraria de Lisboa preferida pelos leitores. Os resultados foram hoje anunciados na Feira do Livro de Lisboam sendo seleccionada a Livraria Bertrand do Chiado!

"O Programa Ler em Todo o Lado, uma iniciativa da Rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa e da Associação Portuguesa de Editores de Livreiros, decorreu durante abril passado e envolveu cerca de 20 livrarias da cidade de Lisboa, que abriram as portas até mais tarde, praticaram descontos, promoveram leituras e encontros entre leitores e escritores" 

  
 "Sobre a Livraria Bertrand do Chiado: 

Localizada no coração de Lisboa, a Livraria Bertrand do Chiado é um espaço intemporal, carregado de histórias. Reconhecida em 2011, pelo Guinness World Records, como a Livraria Mais Antiga do Mundo (em funcionamento desde 1732), as suas belas salas são o ponto de encontro de leitores de diferentes gostos e idades. Muitos intelectuais e escritores passaram pelas suas portas e conviveram com os seus livros – livros que os inspiraram a escrever e a ler. Durante a sua longa História, foi muitas vezes o ponto privilegiado de discussões literárias e mesmo de tramas políticas. 

Fundada por Pedro Faure, a primeira Bertrand abriu portas na rua Direita do Loreto. Após o Grande Terramoto de 1755 o seu genro foi obrigado a instalar-se junto da Capela de Nossa Senhora das Necessidades, regressando dezoito anos depois à reconstruída baixa pombalina. A Rua Garrett passou então a fazer parte do itinerário cultural da cidade. Por ali passaram e ficaram, em conversa de amigos ou em acesas tertúlias, Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Eça de Queirós, Antero de Quental e Ramalho Ortigão."


Passatempo " O Espião Português", de Nuno Nepomuceno

Como revelámos aos curiosos que ontem vieram investigar a nossa aventura pela FLL, tivemos a oportunidade de conhecer o autor de "O Espião Português", de Nuno Nepomuceno, uma das revelações na literatura nacional durante o ano de 2012.

Fomos posteriormente contactadas pelo autor, que disponibilizou dois exemplares autografados para um passatempo especial, que é como quem diz "se não foram ter com o autor à Feira do Livro de Lisboa há uma semana e pouco...o autor vai ter a vossa casa (bem, mais ou menos)!


Sinopse:

E SE TODA A SUA VIDA NÃO PASSAR DE UMA MENTIRA?

André Marques-Smith é um bom rapaz. Dedicado à família e aos amigos, é o mais jovem funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros português a assumir a tão desejada direção do Gabinete de Informação e Imprensa. Uma dedicação profissional que esconde um coração partido.
Freelancer é o nome de código de um espião da Cadmo, uma organização semigovernamental internacional. A par do MI6 e da CIA, a Cadmo age nos bastidores da política mundial, moldando o mundo tal como o conhecemos. Freelancer é metódico e implacável, um dos seus operacionais mais cotados.

 André e Freelancer são uma e a mesma pessoa. De Lisboa a Estocolmo, Londres, Roma ou Viena, as suas muitas faces desdobram-se, as missões sucedem-se. Uma delas reserva-lhe uma surpresa. Nas suas mãos, está uma descoberta que pode mudar o mundo e pôr em causa toda a sua vida.

Mas, para o melhor e para o pior, ele não está sozinho...

Vencedor do Prémio Literário book.it,
O Espião Português é um thriller intenso e sofisticado, que combina elementos tradicionais da ficção de espionagem com uma narrativa íntima de descoberta pessoal.
Através do seu complexo e sedutor herói, Nuno Nepomuceno transporta-nos para um mundo de duplicidades, enganos e traições, no qual, como na vida, há valores que a tudo se sobrepõem.


Regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 17 de Junho de 2013.

2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou o autor não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.

A Livraria do Encruzilhadas Literárias

Como já devem ter reparado, em parceria com a Leya, o Encruzilhadas Literárias (à semelhança de outros Blogs) abriu uma pequena livraria on-line - o que em última instância quer dizer que nos tornámos num parceiro afiliado, e que é mais um bom motivo. dado o reconhecimento do nosso trabalho

Podem encontrar alguns descontos simpáticos por vezes, e ter acesso a sugestões de leitura com comentários personalizados ;)

No fundo no fundo, é mais uma forma de fazer chegar aos leitores a nossa opinião, e facilitar-lhes o acesso para que percam a cabeça e adquiram o livro do qual falámos tão bem!

Para mais informações basta clicarem na barra lateral do Blog, onde uma imagem semelhante a esta aguarda o vosso clique!

Feira do Livro de Lisboa

A Feira do Livro de Lisboa tornou-se numa descoberta pessoal tinha eu 13/14 anos. Quando era mais nova não tinha muitos amigos que gostassem de ler (ou que o fizessem abertamente. Acho que os últimos 10 anos apagaram o estigma e o tabu de gostar de ler em qualquer idade, sem que isso nos defina). No entanto, ainda tinha uma amiga que gostava de ler ainda mais do que eu (gosto provavelmente influenciado pela presença de dois pais professores em casa). E foi pela mão dela que fui parar ao mundo que se cria em pleno Parque Eduardo VII todos os anos. Com um orçamento definido e imensos stands por percorrer, os pais delas deixavam-nos ir sozinhas procurar o que nos interessava enquanto eles iam procurar livros que lhes interessassem. Acompanhei-os mais uns 2/3 anos, até que por motivos pessoais acabámos por não conseguir repetir a façanha. 

O meu primeiro ano de faculdade trouxe-me de volta à feira do livro, desta feita já sozinha, o que por vezes era preferível já que para ver a feira em condições muitas vezes demorei 2 e 3 horas para percorrer aqueles corredores ao ar livre (sem chuva que me demovesse durante as alturas em que foi realizada em Abril) e não conheço muitas pessoas que me aturassem durante tanto tempo.

Já não ia lá há dois anos. Em 2013 matei saudades deste espaço que gosto tanto e tive uma experiência diferente. Este último ano e meio de Blog, de GoodReads e de grupos de trocas de livros no Facebook trouxeram-me novas pessoas tão ou ainda mais malucas por livros do que eu, sendo que algumas tenho tido a oportunidade de conhecer melhor, aqui e ali. 

No passado sábado, dia 25 de Maio, enquanto a Ki continua por terras de Sua Majestade, estive pela feira num evento organizado pelo Blog Efeito dos Livros - um Piquenique Literário (como já tiveram a oportunidade de ver através do nosso Facebook). A ideia foi juntar bloggers, escritores, seguidores dos blogs, enfim, qualquer interessado em livros que tivesse interesse em ir. Apareceram várias pessoas, muitas já com cara atribuida virturalmente (e que foi ver em carne e osso), outras que desconhecia porque apesar do mundo cibernáutico não ser assim tão grande, por vezes ainda nos traz surpresas. 

 
(para consultar mais fotografias - que não são da minha autoria - consultar o álbum disponível no Facebook do Efeito dos Livros)


Assim sendo, tive a oportunidade de trocar dedos de conversa com várias pessoas (para além da Cris e da Elsa, organizadoras do evento - sem esquecer o "Caracol Literário"), das quais destaco (sem qualquer prejurativo para as restantes, apenas estive mais um bocadinho com estas) a Ni Rodrigues do Tertúlias à Lareira, a Sofia Teixeira do Blog BranMorrighan, a Patrícia do Girl in Chaise Longue, a Joana do Histórias de Elphaba, a Ivonne do Desejos de Alma. E de rever outras tantas caras, de forma a matar saudades, como a Mafi do Algodão Doce para ao Cérebro, a Vera da Menina dos Policiais ou a Vânia Boavida, uma das dinamizadoras de um grupo de troca livros no facebook com mais de 2000 utilizadores.

O dia estava super caloroso, nunca vi a feira tão cheia como naquele fim-de-semana. As iniciativas eram variadas, o espaço continua aprazível como sempre e as solas dos sapatos ficaram mais gastas de tanto andar para cima e para baixo. 

Para finalizar, há que destacar a simpatia dos autores que tive a oportunidade de conhecer, tanto no piquenique como um pouco por toda a feira. O Miguel Miranda (autor de "A Paixão de K") brindou os participantes do piquenique com uns pregos literários, fui cuscar a sessão de autógrafos e pôr a conversa em dia com a querida Liliana Lavado (autora do "Inverno de Sombras"), e ainda tive a oportundidade de conhecer o Nuno Nepumoceno - autor de "O Espião Português" (que para além de ser extremamente simpático, quis colaborar com o Encruzilhadas Literárias num passatempo a começar amanhã, pelo que estejam atentos!).



 Com a escritora Liliana Lavado (autora do "Inverno de Sombras").

 Com a Vera Brandão (Blog Menina dos Policiais), Nuno Nepomuceno (autor de "O Espião  Português") e Sofia Teixeira (Blog BranMorrighan).


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Abraçar a fandom

Os livros sempre fizeram parte da minha vida, quer fossem os livros do Bolinha quando era pequena ou o Harry Potter quando tinha 13 anos lembro-me de andar sempre acompanhada por eles e de visitar os locais mais fantásticos do mundo com a sua ajuda.
Por isso não é de estranhar que com a expansão da web me tenha deparado desde muito cedo com as fandoms. As fandom são, e resumindo muito, grupos de fãs que se juntam em torno de algo, quer seja um livro, filme, serie de tv, etc, para o debaterem e melhor apreciarem. Lembro-me do meu espanto ao encontrar o site Mugglenet e subitamente aperceber-me da verdadeira dimensão que o mundo de Harry Potter tinha.
Mesmo assim, creio que a primeira fandom para onde entrei  foi a de Sailor Moon. Lembro-me de ter as bonecas, de escrever historias e de passar horas na internet em busca das poucas imagens que podia encontrar para imprimir e recortar. (O que sem a ajuda do google era obra vos garanto!)
Agora, anos depois, ainda faço parte das fandoms. Apesar de já não escrever tanta fanfiction ou fazer gráficos gosto de seguir o que se passa e trocar algumas opiniões. Uso também o tumblr para fazer reblogs das minhas cenas favoritas dos episódios e expor opiniões sobre tudo e sobre nada.
E por isso que compreendo aquela frase que diz que efectivamente há pessoas que conseguem ler um livro fecha-lo e seguir com a sua vida mas eu não sou uma delas. Afinal qual é o ponto de se fazer alguma coisa se não se vai tirar nada dela?
Não digo que devêssemos todos andar a fazer gráficos, historias e desenhos sobre os livros que lemos. Apesar de que não seria mau de todo. No entanto creio que, com a ajuda do blogue, me apercebi que os livros ganham efectivamente uma nova dimensão quando falamos deles. Quando os debatemos e dissecamos para opinião, quando tentamos perceber o narrador da história e o porque de certos acontecimentos.
Creio que é normal quando amamos muito algo queremos descobrir pessoas que amem esse algo tanto quanto nos. Partilhar as citações favoritas e discutir a mensagem. Lembro-me que quando fui ver Os Miseráveis com o Alexandre achei a historia triste apesar de ter um toque de esperança. Quando mais tarde o meu pai foi ver o filme com a minha mãe, ela voltou desgostosa e quase zangada com o meu pai por a ter obrigado a ver aquele filme horroroso e triste. O meu pai contradisse-a calmamente e disse que achava que o filme era sobre esperança e antes que eu me apercebesse estávamos os dois a debater as questões religiosas e de esperança no filme versus a miséria de valor das personagens. A minha mãe revirou os olhos e deixou-nos falar. Naquela pequena troca de impressões com o meu pai apercebi-me de pequenas coisas no filme que nunca me tinha apercebido e comecei a gostar mais do filme. Agora posso dizer que gosto d'Os Miseráveis apesar de não o ver 24h por dia e que o Alexandre tinha razão, se conseguirmos ver por baixo da miséria vamos encontrar uma verdadeira pérola.
Há muito que já percebi que sou parte da fandom e que sê-lo e algo mais forte que eu e que não controlo. Tenho uma paixão imensa pelos livros, series e filmes que sigo e gosto de os debater, gosto de os perceber melhor e gosto de encontrar outras pessoas que pensem como eu penso.
E vocês, Encruzilhados? Fazem parte de alguma fandom? O que fazem para se manter a par da mesma? Deixem-nos as vossas dicas e paixão por mundos que só existem nas nossas cabeças. (Ou será que não?)


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.