Novidade Editorial Presença: O Voo das Águias, de Ken Follet


Data de Publicação: 
3 Setembro 2013

BASEADO NUMA HISTÓRIA VERÍDICA

"A história inspiradora da missão de um homem para salvar os seus concidadãos e do seu admirável espírito patriótico" ~ Um New York Times Bestseller!

O Voo das Águias é um thriller soberbo, baseado numa história verídica que se passou no contexto da revolução iraniana liderada por Khomeini para derrubar o regime ditatorial do Xá Reza Pahlevi. Em dezembro de 1978, dois executivos da sucursal iraniana da EDS são detidos numa prisão de alta-segurança de Teerão. Quando Ross Perot, o fundador e presidente da empresa em Dallas, sabe do que se passa, decide salvar as vidas dos seus dois colaboradores a qualquer custo. É uma missão heroica, extremamente delicada e perigosa, e o desenlace, imprevisível. Uma história extraordinária onde a aventura, o suspense e o desespero são absolutamente reais.

Ken Follett é um conceituado escritor britânico e um dos autores de maior sucesso em todo o mundo. O seu primeiro grande êxito registou-se com O Olho da Agulha, que recebeu o Edgar Award em 1978. Desde então, cada novo livro vem confirmar a sua capacidade para conquistar um público internacional cada vez mais vasto. Entre os seus maiores sucessos contam-se A Ameaça, Os Pilares da Terra, Um Mundo sem Fim, a trilogia «O Século», Voo Final e Triplo. Estima-se que a obra de Ken Follett tenha, no seu conjunto, vendido mais de 130 milhões de exemplares.

GÉNERO: Ficção e Literatura/ Romance Contemporâneo/ Thriller/Casos de Vida.

PÚBLICO- ALVO: Leitores de thrillers, mistério e aventura.

CITAÇÕES IMPRENSA ESTRANGEIRA:

«Um suspense absolutamente eletrificante!» ~ San Francisco Chronicle 

«Uma leitura maravilhosa, rara e excecional... Uma história verídica soberba, tão empolgante quanto uma obra de ficção.» ~ USA Today 

«Um dos grandes autores de bestsellers.» ~ The Sunday Telegraph

«Admirável, empolgante, pleno de suspense.»  ~ Publishers Weekly

Novidade: Morte na Arena, de Pedro Garcia Rosado

Morte na Arena é o nono thriller de Pedro Garcia Rosado, o segundo volume da série As Investigações de Gabriel Ponte, e está desde de hoje disponíveis nas livrarias em todo o país.

Sinopse de Morte na Arena
«Quatro homens aparecem mortos num prédio devoluto, ao lado de um braço decepado que não pertence a nenhum deles. Com o passar dos dias começam a surgir outros membros humanos espalhados por Lisboa, até ser evidente que são partes do corpo de uma jovem de dezasseis anos, filha de um dirigente político, que foi assassinada e que estava desaparecida havia meses.
As investigações destes casos estão a cargo da inspetora-coordenadora da  PJ, Patrícia Ponte, ex-mulher de Gabriel Ponte, que enfrenta agora obstáculos dentro da própria PJ, além da pressão do ex-marido, que quer informações sobre o caso, e da jornalista Filomena Coutinho, que foi a causa da separação deles.
Os três acabam por descobrir um inferno escondido nos túneis subterrâneos de Lisboa: uma arena onde especialistas em combate corpo a corpo massacram homens e mulheres, numa imitação dos combates de gladiadores da Roma Antiga.»
 
A Topseller disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata:  www.topseller.pt/docs/MortenaArena.pdf

Ler quando não nos apetece ler

Já todos tivemos alturas na nossa vida em que não nos apetece ler mas ao mesmo tempo apetece. Esta situação peculiar pode dever-se a vários factores, em mim, a causa mais comum é leitura em excesso. Isto é, quando leio muitos livros de seguida e não faço mais nada no meu tempo livre. Para a Cláudia, o comum é quando ela começa a sentir que está a ler por obrigação e não por gosto.
Quando isto acontece o que normalmente faço é parar de ler por uns tempos e concentrar-me noutros dos meus hobbies. Seja navegar na internet, ver filmes, séries ou simplesmente passear. No entanto, aqui há uns dias atrás encontrei uma lista de coisas a fazer quando nos encontramos nesta situação pelo utilizador bookprince.
Assim sendo, decidi partilhar esta lista convosco. Podem ler o artigo original aqui e ler a nossa versão traduzida/adaptada abaixo.


1. Relaxa
Não faz mal que não te apeteça ler! Fazer a mesma coisa, vezes sem conta torna-se aborrecido por isso não te sintas mal se não quiseres ler. Todos temos alturas em que não nos conseguimos embrenhar nos livros, ou em que simplesmente não nos apetece ler nada.

2. Lê um bestseller
Há um motivo pelo qual os bestsellers se chamam bestsellers. Há algo nesses livros que faz com que muitas pessoas os queiram ler, por isso não há nada como pegar num e tentar. Podes sempre dar uma vista de olhos à New York Times bestsellers list para dscobrir os últimos bestsellers.

3. Lê fan-fiction
Se não queres ler um livro inteiro, ou se te apetece ler mais daquele livro fantástico que acabaste de ler, não há nada como ler fanfiction. 
Ki: Existem milhares de sites onde se pode encontrar fanfiction e um dos mais usados/controversos é o fanfiction.net .

4. Re-lê um dos teus livros favoritos
Esta é uma boa ideia se queres retornar à leitura mas não pareces conseguir concentrar-te nas páginas. Como já conheces o enredo e as personagens é mais fácil deixar que as palavras fluam.  

5. Saí da tua zona de conforto!
E que tal ler um livro de um género diferente? Se normalmente só lês distópia YA e que tal tentar um livro de fantasia? Se adoras ler romance contemporâneo e que tal ler um livro de terror? Se tudo isto falhar e que tal ir a uma loja de caridade/feira de livros usados e trazer um livro completamente desconhecido e mergulhar de cabeça? 
 
6. Ouvir um áudio-livro
Os livros áudio podem ser comprados em várias lojas on-line, através do iTunes e do audible da Amazone. Existem também algumas bibliotecas nos quais os podem requisitar. Agora quer estejas a lavar a loiça, limpar a casa, à espera do autocarro ou a tentar adormecer só tens que ouvir. E se tiveres a sorte de apanhar um bom narrador verás como a história ganha vida.  
Ki: Pessoalmente adoro as adaptações da BBC, que no fundo são mais rádio novelas que leituras de livro, mas a vantagem é que trazem os sons todos e temos várias personagens em vez de apenas um narrador. Podem ler mais sobre audio-livros aqui.

7. Lê um livro pequeno
E que tal encontrar um livro mais pequeno que os que costumas ler ou um livro YA ou juvenil com uma acção rápida? Estes livros são normalmente mais fáceis de ler por isso lêem-se mais depressa fazendo com que rapidamente acabe a fase de não apetecer ler.  

8. Arranjar um companheiro de leitura
Telefona a um amigo e pergunta-lhe se não quer ler um livro ao mesmo tempo que tu (ou quem sabe até o mesmo livro). Se não tiveres amigos que leiam, existem vários grupos de leitura conjunta no GoodReads aos quais te podes juntar. Provavelmente vais querer acabar de ler o livro antes do teu amigo e isso vai-te impulsionar para leres mais depressa, isto não só vai gerar uma competição saudável como depois te vai dar alguém com quem comentares o livro (caso leiam o mesmo).
Ki: Podem clicar aqui para ver um dos grupos de leitura do GoodReads que conheço.

9. Criar um objectivo diário
Queres ler 50 páginas por dia? Ou talvez 20 minutos antes de aulas começarem ou ires para o trabalho? Talvez meia hora antes de dormir? Quer decidas ter um objectivo em páginas ou em tempo esta é uma maneira fantástica de te motivares e teres uma rotina de leitura.

10. Fazer uma pausa
Se estás mesmo cansado de ler e nada te ajuda de momento, faz uma pausa da leitura. Não precisas de ler 24 horas por dia, sete dias por semana, é cansativo, e além do mais já é fantástico que leias visto que muitas pessoas não o fazem. Faz algo diferente com o teu tempo livre, vê séries na televisão, escreve críticas a livros, vai passear num parque, aprende a cozinhar um bolo diferente. 
Não te sintas mal por não queres fazer algo que não te apetecem nunca te deverias sentir obrigado a ler, afinal a leituras só te beneficia a ti mesmo, mais ninguém.

Opinião: Alanna, The First Adventure, de Tamora Pierce

Alanna, The First Adventure
de Tamora Pierce
Páginas: 274
Editor: Simon & Schuster
Resumo:
From now on I'm Alan of Trebond, the younger twin. I'll be a knight.
And so young Alanna of Trebond begins the journey to knighthood. Though a girl, Alanna has always craved the adventure and daring allowed only for boys; her twin brother, Thom, yearns to learn the art of magic. So one day they decide to switch places: Disguised as a girl, Thom heads for the convent to learn magic; Alanna, pretending to be a boy, is on her way to the castle of King Roald to begin her training as a page.
But the road to knighthood is not an easy one. As Alanna masters the skills necessary for battle, she must also learn to control her heart and to discern her enemies from her allies.

Filled with swords and sorcery, adventure and intrigue, good and evil, Alanna's first adventure begins -- one that will leard to the fulfillment of her dreams and the magical destiny that will make her a legend in her land.


Rating: 4/5
Comentário: 
 Alanna estava na minha lista do para ler há já algum tempo. Infelizmente outros livros iam surgindo e eu dava por mim a adiar esta leitura. No entanto, numa altura em que me desiludi um pouco com os livros que andava a ler e estava mais de quinze livros atrasada no meu desafio de leitura dei por mim a pensar na Alanna e no facto de o livro ser pequeno (o e-book tem mais ou menos 120 páginas).
O quarteto Song of the Lioness compõe a primeira parte de conjunto de 21 livros que através de várias personagens e épocas exploram o reino de Tortall.  O reino este que é rico em lendas, ruínas e outros detalhes que vão sendo lentamente revelados para mais tarde serem explorados. Por várias vezes, diferentes personagens fazem referências a estas lendas, contando à curiosa Alanna, detalhes interessantes e que ajudam a construir na nossa mente o seu mundo.
Cativada pelo resumo e pelas primeiras páginas, sentei-me calmamente uma tarde a ler este livro e acabei-o na tarde a seguir. A Alanna esteve comigo quase 24h, li as suas aventuras no intervalo do filme que estava a ver, enquanto esperava que a comida fizesse, antes de me deitar, no dia seguinte de manhã enquanto esperava que todos estivéssemos prontos para sair porta fora e em todos os minutos que tinha livres.
Apesar de não ser uma epopeia, temos de nos lembrar que este é um livro infanto-juvenil, Alanna é um livro que me recorda em parte As Crónicas de Narnia. Não só pela maneira como está escrito mas também pela qualidade das suas personagens. Esta é uma história que nos leva ao tempo dos cavaleiros e que apesar de não ser toda ilusão e sonhos de grandeza, pois Alanna chega a partir o braço além de encontrar personagem menos simpáticos, é uma saga que nos recorda os valores dos cavaleiros e a sua visão do mundo.
A história tem um passo rápido, no inicio da mesma Alanna tem dez e para o final já conta com catorze, o que acontece pois a narrativa salta vários anos em que a nossa heroína segue uma rotina que seria desinteressantes de acompanhar. Contudo, esta mesma narrativa pára para nos revelar momentos chave da sua vida. Gostei particularmente da maneira como o primeiro período da personagem foi tratado e de como ela descobriu o que o mesmo significava.
Este primeiro volume tem também um pouco de magia que imagino que vá ser mais usada nos livros a seguir mas que ao mesmo tempo ajuda a criar um certo misticismo. Como imaginam um volume só não me chegou e já me encontro a ler o segundo volume deste quarteto. Uma das vantagens deste primeiro volume ter sido lançado em 1983. Um livro que saí daqui com o meu selo de aprovação e de recomendação.

Livro faz viagem de 10,000 KM

Depois da história do livro que foi devolvido após 69 anos à sua biblioteca local chega agora outra história desta feita do Reino Unido mais concretamente do País de Gales.
Em Janeiro deste ano um exemplar do livro Rough Guide to Sicily foi requisitado e, como acontece por vezes nesta altura de férias, foi esquecido num quarto de hotel da ilha italiana.
A sorte deste exemplar no entanto foi a alma caridosa da hóspede australiana que o encontrou esquecido no quarto de hotel. Levando o livro consigo para a Austrália, a residente de Melbourne, enviou o livro de regresso para a biblioteca em Gales com a nota "One of your naughty borrowers left this book behind.".
Steve Hardman, um dos responsáveis da biblioteca, afirma que "os livros emprestados pelas nossas bibliotecas espalhadas pela cidade tem tendência a ir parar a todos os cantos do mundo, principalmente nesta altura do ano quando muitas pessoas estiveram no estrangeiro ou planeiam viagens."
Apesar de Hardman acreditar que maior parte destes esquecimentos não são intencionais e que maior parte dos livros acaba sempre por retornar às estantes, o responsável teve de admitir que foi a primeira vez que um livro regressou após ter estado do outro lado do mundo e sendo ainda mais curioso o facto de estar a ser devolvido por alguém que nem sequer o requisitou.

Podem ler o artigo original aqui.

Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Opinião: A Most Improper Magick, de Stephanie Burgis

A Most Improper Magick / Kat, Incorrigible
[The Unladylike Adventures Of Kat Stephenson #1]
de Stephanie Burgis
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 256
Editor: TEMPLAR PUBLISHING 
Resumo:
At twelve years old, any proper young lady in Regency England should be sitting quietly at home, practising her embroidery and keeping her opinions to herself. But Kat Stephenson is no ordinary young lady. Kat's father may be a respectable vicar, but her late mother was a notorious witch and Kat herself is the newest target of an ancient magical Order. In the first thrilling instalment of The Unladylike Adventures of Kat Stephenson, there are highwaymen to foil, sinister aristocrats to defeat and true loves to capture for Kat's two older sisters.
 
Rating: 3/5

Opinião:
Como creio já ter dito por aqui algumas vezes tenho uma certa fascinação por livros que tenham personagens principais com o meu nome. Imagino que não seja a única, é muito fácil imaginarmos-nos no papel da personagem principal quando lemos um bom livro, mas se a personagem tiver o mesmo nome que nós é ainda mais fácil. O facto de termos o mesmo nome torna a conexão leitor/personagem mais rápida e é mais fácil ao leitor entrar na história.
Quando li o resumo de Kat, Incorrigible apaixonei-me. Uma história de magia passada na época vitoriana e como bónus uma heroína com o mesmo nome do que eu. A capa parecia ser interessante e apesar de ser um livro para audiências mais novas isso não me assustou visto que até nem desgosto dos mesmos. (Sendo a saga The Incorrigible Children of Ashton Place um bom exemplo disso.)
A história começa com um andamento meio lento e apesar de normalmente não desgostar deste tipo de livros, as crises pré-adolescentes da Kat irritaram-me um bocado. Apesar de apenas ter doze anos a nossa personagem acha-se detentora de todo o conhecimento e ao mesmo tempo abafada pelas suas irmãs mais velhas e pela madrasta. Creio que se puser as coisas em prespectiva posso dizer que a Kat está bem escrita como a adolescente que é mas que isso, infelizmente, acaba por ser um pouco aborrecido.
Acho que o facto de ser a irmã mais velha de cinco me torna um pouco suspeita visto que tive de aturar os meus quatro irmãos a passarem as suas fases adolescentes e já não me sinto com muita paciência para ler sobre  essa fase em particular. No entanto, à medida que o livro avança, Kat parece ficar mais segura de si e acalmar um pouco as suas crises para conseguir no fim salvar o dia.
Confesso que esperava algo diferente do livro e talvez seja por isso que ele me tenha ficado um pouco entalado na garganta. Por um lado, fiquei curiosa para saber mais, por outro não sei se aguento mais crises existenciais por parte da Kat.
Contudo, o mundo da Kat é fascinante, existem diversos tipos de magia, um Hall secreto e o facto dela ser a mais poderosa das três irmãs, herdeira dos poderes da mãe dela adoçam a história e tornam-na cativante. Creio que após este inicio atribulado a série vá melhorando, agora que Kat já sabe quem é e em quem pode confiar (ou pelo menos assim o parece) acredito que a história possa florescer.
Por isso torno a dizer, apesar de não ter gostado muito deste primeiro livro, fiquei curiosa para saber se os seguintes estão melhores ou não.


Capa com o título alternativo

Opinião: A Noite de Todas as Almas, de Deborah E. Harkness

A Noite de Todas as Almas
de Deborah E. Harkness
Edição/reimpressão: 2011
Páginas:704
Editor: Casa das Letras
Resumo: 
Num final de tarde de Setembro, quando a famosa historiadora de Yale, Diana Bishop, abre casualmente um misterioso manuscrito medieval alquímico há muito desaparecido, o submundo mágico de Oxford desperta. Vampiros, bruxas e demónios farão tudo para possuir o manuscrito que se crê conter poderes desconhecidos e pistas misteriosas sobre o passado e o futuro dos humanos e do mundo fantástico. Diana vê a sua pacata vida de investigadora invadida por um passado que sempre tentou esquecer: ela é a última descendente da família Bishop, uma longa e distinta linhagem de bruxas de Salem, marcada pela morte misteriosa dos pais quando era criança. E do meio do turbilhão de criaturas mágicas despertadas pela redescoberta do manuscrito surge Matthew Clairmont, um vampiro geneticista de 1500 anos de idade, apaixonado por Darwin. Juntos vão tentar desvendar os segredos do manuscrito e impedir que caia em mãos erradas. Mas a paixão que cresce entre ambos ameaça o frágil pacto de paz que existe há séculos entre humanos e criaturas fantásticas... e o mundo de Diana nunca mais voltará a ser o mesmo...
Uma história arrebatadora que mistura História, magia, aventura e romance. Para os leitores de Dan Brown, J.K. Rowling, Stephenie Meyer e Elizabeth Kostova.

Rating: 3/5 
Opinião:
 Este livro é daqueles que me desenvolve uma relação de amor ódio que não tem explicação. Mas já devia saber. A contracapa apresenta-o como sugestão por parte da Publishers Weekly, a todos os que gostaram de "A Historiadora" e "A Sombra do Vento". Ora eu desisti de um e nunca tive interesse pelo segundo, de modo que esta enunciação deveria ter sido o suficiente para me colocar de pé atrás. Mas gosto de dar oportunidades, e nunca ligo nenhuma às citações de contracapa, quando provenientes de revistas e não de críticos/ autores a título pessoal. Se calhar é um bocado snobe, mas fiquemos-nos por aqui, porque esse não é o foco deste texto. E aviso já que a crítica que se segue pode não ser tão isenta de spoilers como habitualmente. Quase de certeza que não o será.

Em primeiro lugar, tenho que dizer que gosto da forma como a Deborah escreve. Esse é o grande impulsionador que me fez ler as 700 páginas numa semana. No entanto, este livro deveria ter tido outro trabalho de preparação, porque muitas vezes vi palha que não interessava e os clichés são sucessivos e aparentemente inevitáveis.

Acho que começa bem, capta o leitor, gera interesse e passa-se no mundo moderno, actual, real, com as respectivas repressões do sobrenatural. Pareceu-me interessante e manteve-se curiosa. Mas depois passamos cerca de 200 páginas onde exactamente NADA acontece, a não ser a contar e recontar os dias enfadonhos que Diana passa a executar na biblioteca e as pesquisas que efectua. Percebo a necessidade de contextualização, mas tinha mesmo que decorrer de forma tão prolongada onde os acontecimentos foram semelhantes, onde os ciclos eram iguais, sem qualquer tipo de evolução? Confesso que por vezes fui saltando páginas, porque já não queria saber as qualidades sensoriais de mais nenhum vinho, porque, enfim, não pretendo seguir carreira como enóloga.

Temos por fim uma nova alteração que pode despertar o interesse. Fê-lo comigo quando estava prestes a desistir do livro. Mas depois é aqui que entram os clichés todos que me fizeram revirar os olhos umas quantas vezes. Ainda assim, consegui aguentá-los, dado que o livro é de 2011 a tipologia das situações apresentadas representa em pouco o que estava na moda há dois anos para o género literário em causa. Acho que podia ter sido melhor aproveita a sucessão de informação sem fim e os momentos de acção para criar uma maior interligação entre ambos. Mas a grande maioria das coisas apresentadas geraram interesse e quis saber mais sobre elas, pelo que acho que essa foi a fase do livro em que avancei mais rápido.

O fim não foi de todo inesperado, mas o que mais me divertiu. O elemento da mudança de cenário para outro mais divertido ajudou a quebrar a monotonia da leitura e a abrir portas para o próximo volume, através do aumento do suspense.

Finalizando a minha opinião com uma análise breve das personagens, acho que está composto um óptimo quadro. As tias de Diana são hilariantes e um dos pontos fortes desta narrativa. Gostei do génio do Hamish e da perspicácia de Miriam e Marcus, sem negar a aura de mulheres guerreiras de Marthe e Ysebeau. Com personagens tão interessantes, bem que algumas páginas podiam ter sido dedicadas a desvendá-las de forma mais eficaz, do que a saber em pormenor o que dizia o livro X que a Diana utilizaria na sua apresentação da conferência de Novembro....

Quanto ao casal principal, é sempre a mesma história, e pergunto-me quantas mais vezes teremos de ter o mauzão protector, cheio de segredos não partilhados, perturbado mas profundamente enamorado, que será o "macho-alfa"/comandante (e sim, isto está mesmo escrito no livro) ao qual todos devem de obedecer de olhos fechados e sem questionar. O mesmo para Diana, que sendo tão independente e forte, acaba por fazer tudo o que ele quer, obrigando os que estão em sua volta a submeter-se ao mesmo jugo.

Depois disto, é caso para me perguntarem afinal porque é que dei 3 na opinião? Bem, no fundo porque apesar de tudo, eu até gostei de o ler. E pretendo ler o próximo, de uma forma nada masoquista. Aguardo que a narrativa melhore, que a acção se desenvolva de forma mais fluída, e que não tenhamos sempre de andar a apanhar os pedaços de informação que a autora nos dá, para compor o puzzle que ela não soube transcrever completamente para o papel.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Resultado do Passatempo: Morte em Pemberley, de P.D. James



Boa tarde Encruzilhados,

Este passatempo em colaboração com a Porto Editora foi um dos mais participados ultimamente, pelo que agradecemos o interesse. Infelizmente, só podemos presentear uma pessoa, pelo que o Mr. Random seleccionou a Carina [...] Monteiro, da Amadora. Parabéns e boas leituras!

E a pergunta que fica é.....mas quem é o culpado??


Resultado do Passatempo: Não me Roubes a Alma, de Inês Santos

Boa noite a todos,

Para compensar a espera do outro dia, aqui ficam os resultados do nosso passatempo com a Chiado Editora!

Desta feita, temos mais uma felizarda, e um exemplar do livro "Não me Roubes a Alma", de Inês Santos, vai de momento a caminho de Tomar!!

Parabéns Melissa Nogueira!

Termina daqui a duas horas mais um passatempo, pelo que se ainda não participaram, não percam a oportunidade!

Opinião dos vencedores!



Boa noite a todos!

É prática no Encruzilhadas dizer aos vencedores dos livros ganhos nos nossos passatempos que poderão posteriormente enviar uma pequena opinião sobre o livro para ser publicada no Blog. Não têm sido muitos a aderir para já, mas aqui ficam duas opiniões:
A Maria João Silva ganhou em Maio um exemplar do livro “A Verdadeira História do Capitão Gancho” de Pierdomenico Baccalario, editado em Portugal pela Civilização Editora. Aqui fica o seu testemunho:

“Nem acredito que ganhei este livrinho maravilhoso no Encruzilhadas Literárias. E logo sobre o Capitão Gancho que eu adoro. Quem não se lembra de Robbie Williams como Hook?
Neste livro temos uma nova versão, onde Hook não é perverso, muito pelo contrário é uma personagem deliciosa, descendente de um rei que se transformou rei dos mares por moto próprio.
Gostei da escrita do autor, leve, fluída, sem demasiados pormenores desnecessários, apenas aqueles que nos proporcionam um belo momento de leitura, onde somos transportados para um mundo maravilhoso.
Um autor a acompanhar.

Tenho este comentário também publicado no meu blog em http://livrosnotempo.blogspot.pt/2013/08/a-verdadeira-historia-do-capitao-gancho.html

Já a Nélia Gomes foi uma das vencedoras de um dos livros disponibilizados pelo autor Nuno Nepomuceno, tendo levado para casa um exemplar de “O Espião Português”. Aqui fica a sua opinião:

“Recebido e lido. Apenas uma semanita e já estava lido. Percebe-se por que foi vencedor do prémio Book.it, pois a escrita é muito boa e apesar da história não ser muito original queremos saber o que vai acontecer no capítulo seguinte. Gostei bastante. É óptimo para levar para a praia, aliás foi lá que li a maioria das páginas. 
De todos os livros que ganhei este foi o primeiro que veio autografado pelo autor, adorei e fiquei impressionada!” A opinião está também disponível em: http://participar-e-ganhar.blogspot.pt/2013/07/passatempo-o-espiao-portugues-de-nuno.html#links

Não se esqueçam de enviar também as vossas!! :D

Resultado do Passatempo " A Casa de Willow Street" de Cathy Kelly.

Boa noite,


Ontem tivemos uns problemas técnicos que não nos permitiram seleccionar os vencedores, mas hoje está tudo resolvido. Desta forma, e para não variar, foram mais duas participantes no feminino a acertarem. 
 

Como temos não um, mas dois exemplares para oferecer, aqui ficam os resultados do passatempo. E sem mais demoras, damos os nossos parabéns a:

1 - Isalina Tavares - Mem-Martins
2 - Carla Neves - Santo Tirso

Esperamos que se divirtam a lê-lo, e para os que ainda não ganharam, não desistam! Temos mais dois passatempos a decorrer, nos quais podem participar ao clicar na barra do lado direito do Blog. Boa sorte!



Opinião: Lady Almina e a Verdadeira Downton Abbey






Lady Almina e a Verdadeira Downton Abbey
de Condessa de Carnarvon

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 264
Editor: Editorial Presença



Resumo: A verdadeira história do magnífico Castelo Highclere, que inspirou e onde tem sido filmada, a série de televisão de êxito mundial Downton Abbey. A quinta condessa de Carnarvon aqui retratada, Lady Almina, deu vida à ficcional Lady Cora Crawley e existem vários pontos de contacto entre personagens da série e pessoas reais que viveram no Castelo. A atual condessa, fascinada com o que foi descobrindo acerca do riquíssimo legado histórico de Highclere, decidiu escrever este livro extraordinário que resultou numa história empolgante que começa em 1895 e retrata tempos de mudança até à Primeira Guerra Mundial. Uma obra onde o biográfico e o histórico se mesclam num registo a que não faltam acontecimentos, proporcionando entretenimento e uma leitura aliciante.
Rating: 3,80/5

Trailer da Temporada 3 de Downton Abbey:
 

Opinião:  Para quem não sabe, por aqui somos ambas grandes fãs da série Downton Abbey. Deixei-vos o trailer em cima, a respeito da 3ª temporada só para abrir um cheirinho, enquanto não chega a próxima em Janeiro de 2014 (bolas, e como foi sofrida esta última!! Prefiro nem pensar em 2 ou 3 episódios para não ficar deprimida). Deste modo, foi impossível não ficar em pulgas quando vi este livro nas novidades da Editorial Presença. Claramente, a Feira do Livro foi um momento para cometer estragos, e não resisti a trazê-lo comigo.

Em primeiro lugar, acho que é importante dizer que este não é um livro para todos. Nem sequer para todos os que gostam da série (e que mesmo não achando muita piada a esta composição escrita podem sentir-se tentados a ler e gostar). Por mais que digam não o ser, é inegável que este livro é um romance biográfico. Não com a análise da vida de uma só pessoa, mas da existência de um Castelo e da vida das pessoas que nele habitaram. A pesquisa histórica efectuada pela autora foi bastante extensiva, por vezes rondando o exagero (por exemplo, na descrição dos vestuários adquiridos por Lady Almina, assim como da sua composição), mas demonstra o rigor que a actual Condessa de Carnarvon quis passar para o papel. Está bastante interessante, ensinou-se uma série de coisas que não sabia sobre o palácio (que foi muitas vezes parte central da obra) e dos seus moradores, substituídos a cada geração. O conceito de que a casa pertence ao actual Conde e não aos presentes moradores é bastante peculiar e uma pequena amostra do quadro social da época, que nos acompanhou diversas vezes ao longo de toda a obra.

Gostei que se mantivesse o interesse em criar a dicotomia "Upstairs/Downstairs", dado que é por causa dela que conhecemos melhor as histórias da equipa que integrou o chamado pessoal doméstico no período em análise. Tal como na série Downton Abbey, pôde-se conhecer um pouco sobre as histórias das duas vidas, das relações com os patrões do momento, e até entre si, contando-se aqui e ali um casamento, um nascimento...

As fotografias resgatadas dos arquivos históricos são lindíssimas e um óptimo tributo ao quadro criado pela narrativa deste livro. Tal como o título diz, Lady Almina terá um grande enfoque neste livro, sendo para mais, mais do que o retracto de uma Cora, uma versão moderna e despachada que engloba três personagens da série: Cora, Mary e Sybil. Mulher mimada que nunca aprendeu a ouvir um não, havendo-lhe uma certa prepotência por julgar que nenhum dos seus pedidos não poderia não ser atendido, é também uma imagem da proactividade feminina da época, especialmente durante o período da I Guerra Mundial, e que muito ajudou através da criação de unidades hospitalares para recuperação de feridos de guerra. Um pouco por vaidade, mas totalmente por vocação, Lady Alminha, à semelhança de outras com tanta força mas menor visibilidade junto dos Media, deve ter sido uma grande mulher para o seu tempo.

A vida do marido e dos filhos também ganha destaque, especialmente na fase final do livro, passando pelas constantes  expedições ao Egipto, e que em parceria com um amigo de longa data, levaram a uma das maiores descobertas de todos os tempos.

Achei bastante informativo, esclarecedor e minucioso, e com uma clara dedicação em passar para o papel todos os factos históricos mais relevantes.

No entanto, tenho que concordar com algumas críticas feitas ao enredo, especialmente na parte final, em que o desfecho da vida de Almina é despachado e colocado em segundo plano. Tendo toda a obra abordado os vários momentos da vida dela, esperava-se um maior cuidado a rematar as pontas soltas. O mesmo digo para o Castelo, que embora tenha tido a sua vivência bem retractada, sobre a própria edificação ou composição peca um pouco, valorizando-se mais as renovações de decoração de Almina, esbanjadoras e oponentes, do que a caracterização das suas raízes.

Ainda assim, aprendi imenso, foi uma leitura bastante esclarecedora e fiquei agradavelmente surpreendida.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Novidades Civilização Editora

Sombras Passadas

de Mark Mills
Páginas: 336
Resumo:
França, 1935. Nos confins da Riviera fica Le Rayol, um refúgio para artistas, expatriados e refugiados. Aqui, longe dos rumores de um continente prestes a entrar em guerra, Tom Nash reconstruiu a sua vida após uma tumultuosa carreira nos Serviços Secretos.
Mas o seu passado não parece querer abandoná-lo. Quando um intruso tenta assassiná-lo durante a noite, Tom sabe que é apenas uma questão de tempo até tentarem de novo.
Todos os seus entes mais queridos estão reunidos em Le Rayol para passar o verão, incluindo Lucy, a sua adorada afilhada. A custo, Tom começa a acreditar que um deles o terá traído. Para sobreviver, Tom tem de eliminar o seu inimigo. Mas a que preço - para si e para aqueles que ama?
   
Não Olhes para Trás
de S. B. Hayes
Páginas: 360
Resumo:
Durante toda a sua vida, Sinead foi atormentada por Patrick, o seu irmão manipulador. Agora ele desapareceu; no entanto, não parou de a perturbar. Quando a sua mãe autoritária a obriga a ir à procura do irmão, Sinead encontra uma série de pistas sinistras que sabe terem-lhe sido deixadas por Patrick. Essas pistas levam-na a Benedict House, um lugar onde o tempo parou e onde nada é o que parece. É aí que conhece James, que também procura respostas para o seu passado atribulado. Juntos, James e Sinead irão descobrir verdades aterradoras, que irão pô-los à prova até ao limite. Porque Benedict House não pertence aos que estão vivos, e Patrick não olhará a meios para os derrotar…
    Ponto a Ponto
de Emily Golden Twomey
Páginas: 64
Resumo:
Une os pontos e descobre os desenhos loucos e divertidos escondidos em cada página! De animais a extraterrestres, passando por bolos e carros, este livro repleto de desenhos para completar e colorir, com vários níveis de dificuldade, é perfeito para entreter durante muito tempo rapazes e raparigas de todas as idades. Um jogo clássico que continua extremamente popular!


Porque escreveria uma muggle sobre feitiçeiros?

Como escritora, mesmo que seja de horas vagas, há coisas que me incomodam, uma dessas coisas, senão a principal é ver o estado a que os nossos meios de comunicação chegaram. Não falo dos programas que passam na TV porque acho que o comando é de cada um e cada um vê o que quer, falo efectivamente da qualidade de entrevistas e das palavras usadas para divulgação de informação.

Para vos mostrar do que falo deixo-vos o seguinte twitt:
 
Antes de se atirarem ao pobre Sr. Khuhro quero explicar que ele é uma de muitas vozes que se elevaram contra uma entrevista a um escritor que passou na Fox News.
Lauren Green, uma pivô de telejornal, convidou o estudioso e escritor Reza Aslan para o seu noticiário na FoxNews.com, na sexta, de modo a falarem sobre o novo e controverso livro do mesmo Zealot: The Life and Times of Jesus of Nazareth.
Até aqui não há de novo, o único problema é que Lauren Green passou a entrevista toda a salientar e a dizer que como muçulmano não fazia sentido Reza Aslan escrever sobre Jesus Cristo. O que como sabemos é a mesma coisa que dizer que J.K.Rowling não pode escrever sobre feiticeiros porque é uma muggle. 
Reza Aslan tentou defender o seu caso dizendo que era mestrado em quatro religiões, e que na realidade o estudo das religiões era a sua profissão, além do mais estudava o cristianismo há mais de 20 anos.
Infelizmente isto pareceu não dissuadir a jornalista que continuou a atacar Reza Aslan durante o resto da entrevista.  (Podem ler a historia original aqui.)
Diz-se que a internet não perdoa e este foi mais um caso que gerou uma onda de indignação no twitter onde várias pessoas decidiram usar a ashtag #foxnewslitcrit com perguntas que ecoam com as da jornalista da Fox News.
Desde a perguntas ao escritor do Grinch que era judeu (e portanto que sabia ele do natal) a perguntas a Shakespeare sobre se de facto ele teria ido a Veneza, a tag #foxnewslitcrit ficou recheada de frases, twitts e retwitts que revelam o estado da qualidade das nossas fontes de informação.
Em baixo deixo-vos alguns dos meus twits favoritos sobre a questão (podem ver a tag toda aqui). Algum que queiram acrescentar? 


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Opinião "O Diabo dos Anjos", de Liliana Lavado


O Diabo dos Anjos

O Diabo dos Anjos
de Liliana C. Lavado

 Edição/reimpressão: Ainda não publicado
Páginas: 288
Editor: /







Resumo: Amigos de infância, Henrique e Amanda nada têm em comum para além de uma paixão por livros e uma amizade que ambos já deram como perdida.
Depois de vários anos de silêncio, ele é um estudante finalista de Literatura Inglesa que olha com receio os dias fora das paredes seguras da Universidade e ela uma aspirante a escritora que se esvanece no tumultuo de um grupo de amigos problemático.
 
Numa viagem a Itália que tem tudo para ser perfeita, um Livro transforma-se num desastre que traz anjos à Terra, um gato com estranho senso de humor, novas dores de cabeça a Henrique e mais loucura a Amanda.
A inesperada aventura volta a juntar-lhes o caminho para uma missão celestial que é apenas o início dos problemas para ambos.

Henrique e Amanda podem ter encontrado um no outro o pretexto que tanto procuravam para adiar decisões e contornar o futuro, mas em troca, recebem também o que não pediram e aprendem que o futuro é inevitável.
Rating: 3/5

Opinião: 
 Não sei se já ouviram falar do projecto Leitores-Beta da Liliana C. Lavado, autora de “Inverno de Sombras” (podem comprá-lo na Editora Marcador ou no site da Editorial Presença). Há uns meses, a autora disponibilizou uma versão ainda não final alguns livros seus para um conjunto de leitores selecionados, que ficaram responsáveis por lhe dar uma opinião o mais sincera e isenta possível, fazendo com que o primeiro impacto junto de um leque de leitores variado lhe desse o feedback necessário para corrigir uma coisa ou outra  necessitar de ser afinada antes de serem publicados.
 

No mês passado surgiu a segunda fase deste projeto, quando a Liliana propôs que os interessados se candidatassem a uma segunda leitura do livro “O Diabo dos Anjos”, antes de seguir para a editora. Claro que tive de me candidatar, entusiasticamente, e felizmente fui aceite. Deixo deste modo a minha opinião, fazendo saber que o livro lido ainda poderá estar sujeito a alterações e a opinião remete-se apenas para a data actual.

“O Diabo dos Anjos” foi uma surpresa. Não sei ao certo o que esperava quando li a sinopse, mas não era bem isto. E gosto de ser agradavelmente surpreendida, pelo que este é um ponto a favor. Como personagens principais temos Amanda e Henrique, que nos trarão uma série de camadas para compor um puzzle complexo de relações humanas, acções perdidas, e arrependimentos guardados dentro de si durante anos. A eles juntar-se-ão outras tantas personagens que irão compor um enredo que nos faz querer saber mais. 

Na verdade, para mim, mais do que a grande temática, as personagens são o ponto forte do livro. E ainda mais as secundárias do que as principais. Não se enganem, que elas trazem muito à história, mas mais do que simpatizar com elas, por vezes queremos identificar-nos, ou reconhecer pessoas que fazem parte das nossas vidas em partes de outras criadas no papel. E isso aconteceu-me mais rapidamente com algumas delas.

Gosto do Pedro e da relação dele com Henrique, a camaradagem é bem visível e só fiquei com pena de ainda não passarmos mais tempo com eles. É divertido, carismático e com sentido de humor. Já Bia tem aquela tendência sarcástica de dizer tudo o que quer, e que nem sempre todos percebem, o que só demonstra o grau de inteligência nas escolhas que faz. Ri-me por vezes com algumas coisas que ela dizia. É impossível ficar mal disposta quando ela aparece.

Pelo facto de todo o quadro estar composto, este livro quase que nem precisava da fantasia urbana, mas sendo essa a temática principal, temos de abordá-la. Esperava algo mais complicado neste campo, ou que me obrigasse a não querer largar o livro atendendo ao nível de suspense e de acção. Embora tenha achado a leitura agradável, não o senti dessa forma, pelo que acho que falta algum trabalho na conexão dos dois mundos: o dito normal e o sobrenatural. 

Ainda assim, gosto da forma da Liliana escrever. É actual, identificamo-nos com espaços que não conhecemos e com realidades não vividas, mas que em parte são parecidas à nossa ou à de tantos outros que conhecemos. É bom sentirmo-nos parte de um livro e não meros leitores, pelo que ela está de parabéns por isso. O humor e os momentos dramáticos tiveram o seu peso e medida e foi impossível ficar indiferente ao desfecho das últimas 20 páginas, onde uma série de eventos encadeados e alucinantes desvendou um cenário que não achámos possível.

Esperemos pela revisão final e pelo seu lançamento!



Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Passatempo: "Morte em Pemberley", de P. D. James

Queridos Encruzilhados,

Hoje temos um fantástico passatempo em colaboração com a Porto Editora. Porquê fantástico? Porque esta obra faz referência a uma das obras favoritas deste blog Orgulho e Preconceito, de Jane Austen.  (Mais da Cláudia que da Catarina que ainda tem de ler o livro, mas mesmo assim favorita.)
Podem ver a capa e resumo do livro abaixo, sigam para o questionário e boa sorte!
Tem até dia 9 de Agosto para participar!


Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 304
Editor: Porto Editora
Resumo:
1803. Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy, o famoso par de Orgulho e Preconceito, casados há já seis anos e com dois filhos, não podiam estar mais felizes na imponente propriedade rural de Pemberley. Até ao dia em que Lydia, uma das irmãs Bennet, chega à mansão gritando que o marido foi assassinado na floresta.

Em Morte em Pemberley, P. D. James combina as suas duas maiores paixões: a literatura policial e a obra de Jane Austen. O romance é uma clara homenagem à grande autora novecentista, mas faz justiça também às melhores histórias de assassinato, seguindo a tradição dos grandes romances de mistério sobre a aristocracia inglesa. Ou não fosse P. D. James a grande senhora do crime nas terras de Sua Majestade... 

Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 09 de Agosto de 2013.
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.



 

Opinião: Departamento 19, de Will Hill




Departamento 19
de Will Hill

Edição/reimpressão: 2013
Páginas:416
Editor: TopSeller




 Resumo: Jamie Carpenter tem 16 anos e perdeu o pai há pouco tempo. No mesmo dia em que descobre que a sua mãe foi raptada por um vampiro, é salvo por uma criatura gigante que diz chamar-se Frankenstein e que o leva para o Departamento 19, a agência supersecreta do governo. Conhecida também por Luz Negra, esta agência foi fundada há mais de um século por Van Helsing e outros sobreviventes de Drácula para combater as forças do sobrenatural. Com a ajuda da agência, de Frankenstein e de uma jovem vampira por quem se apaixona, Jamie vai fazer tudo para salvar a sua mãe, mesmo sabendo que terá de enfrentar um exército de vampiros sedentos de violência, sangue e destruição.
Rating: 4/5

Opinião:  Se a Catarina é a embaixadora do James Patterson no Encruzilhadas Literárias, então eu vou tornar-me na embaixadora do Will Hill!!

 Escrever livros com vampiros na actualidade é um desafio dificilmente rebatido, pelo que exige uma composição certa, que englobe a dose necessária de inovação e acção. Mais do que isso, há a necessidade de fugir ao clichê do que já foi criado pelas últimas histórias e livros para jovens adultos que surgiram em volta da temática nos últimos 10 anos. Will Hill traz-nos uma boa dose de mistura entre os mais clássicos vampiros da história, com a modernidade que só um livro de adolescentes poderia ter (fazendo valer às suas raízes e histórias geracionais o poder das novas tecnologias e do mundo que avança à pressão do momento). Para quem gosta de filmes do género, acho que este livro se enquadra perfeitamente na mesma paginação do Van Helsing e do Hell Boy, com um ligeiro toque mais juvenil, apelando a uma conjugação de acção e mistério com as crises da adolescência.
Jamie Carpenter é um rapaz que não tem lidado bem com alguns factos do seu passado mais recente, o que contribui para o seu afastamento do resto da sociedade e preocupação constante da mãe. Nada mais natural em um adolescente, não fosse o facto de Jamie não ser um rapaz normal....ainda que não o saiba.
É quando se depara com novas questões de uma realidade submersa que se apercebe do quanto não sabe da própria vida e da sua história familiar. Lidar com isso será sempre mais complicado do que parece, perante o questionamento do encaixe de uma realidade fantasista com as verdades sublimes e sólidas que julgou conhecer até então. Será preciso uma dose de coragem constante para vencer o desconhecido, e descobrir novas partes de si mesmo, à medida que acompanha as mudanças constantes do mundo, que ultimamente parece transformar-se à velocidade da luz.
 Adorei os flashbacks, compuseram a acção com uma certa dose de classe e originalidade que tornaram o livro mais interessante.  É um livro cheio de acção, ainda que com uma ou outra cena mal conduzida, mas que são facilmente contornadas pelo restante enredo.
As novas componentes encaixam bem na ideia que o autor pretendeu criar, sem soar forçado, o que por si só já não era muito fácil. Ainda assim, a história é simples, diverte, faz-nos ficar em alerta até ao fim e quero muito ler os próximos livros!! Fico só com pena que o principal factor de suspense tenha sido facilmente desvendado por mim, pelo que queria ali uma reviravolta que acabou por não aparecer.
Para quem gosta de livros com acção, e que aliem o sobrenatural a tecnologia de ponta, o Departamento 19 é para vocês!


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Passatempo: Não me Roubes a Alma, de Inês Santos

 
Colecção: Mais Que Mil Palavras
Páginas: 178
Data de publicação: Maio de 2013

O livro "Não me Roubes a Alma” conta as histórias de vários dos momentos fotografados pela própria e mostra um outro olhar através dos textos de 31 figuras públicas. Porque há olhares e rostos de crianças que Inês jamais esquecerá, 50% dos lucros de venda deste livro revertem para o Instituto de Apoio à Criança e para a Associação de Apoio à Criança de Guimarães.

Fotografias comentadas por:
Manuela Ramalho Eanes, Herman José, Helena Isabel, José Raposo, Leonor Poeiras, Zé Manel (Darko), Nuno Lobito, Rui Zink, Sandra Cóias, João Gil, Heitor Lourenço, Andreia Dinis, Ricardo Ribeiro, Nelson Rosado, Sónia Araújo, José Carlos Pereira, Laurinda Alves, Margarida Pinto Correia, Tânia Ribas de Oliveira, Luís Figo, José António Tenente, Júlio Magalhães, Catarina Furtado, José Carlos Malato, FF (Fernando Fernandes), Sara Tavares, Oceana Basílio, Rita Mendes, Jorge Gabriel, Sérgio Rosado e Manuel Serrão.


Mais uma vez, o Encruzilhadas Literárias alia-se à Chiado Editora para vos trazer mais um fantástico passatempo. Está em jogo um exemplar do livro "Não me Roubes a Alma" de Inês Santos. Para se habilitarem a este exemplar, basta participarem entre 1 e 7 de Agosto preenchendo correctamente o formulário.

Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 7 de Agosto de 2013.

2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.