Opinião: Os Adivinhos, de Libba Bray

Os Adivinhos
de Libba Bray
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 580
Editor: Edições Asa
Resumo:
Evie O'Neill foi exilada da sua monótona e pacata cidade natal e enviada para as agitadas ruas de Nova Iorque - e fica radiante! Nova Iorque é a cidade dos bares clandestinos, das compras e dos cinemas! Pouco depois, Evie começa a andar com as glamorosas «Ziegfield Girls» e com atraentes carteiristas. O único problema é que Evie tem de viver com o seu tio Will, curador do Museu Americano de Folclore, Superstição e Ocultismo - também conhecido como «O Museu dos Arrepios», homem com uma pouco saudável obsessão pelo oculto.

Evie receia que ele descubra o seu segredo mais sombrio: um poder sobrenatural que até ao momento só lhe causou problemas. Porém, quando a polícia encontra uma rapariga morta que tem um estranho símbolo gravado na testa e Will é chamado ao local, Evie percebe que o seu dom pode ajudar a apanhar o assassino em série.

Quando Evie mergulha de cabeça numa dança com um assassino, outras histórias se desenrolam na cidade que nunca dorme. Um jovem chamado Memphis é apanhado entre dois mundos. Uma corista chamada Theta anda a fugir do seu passado. Um estudante chamado Jericho esconde um segredo chocante. E sem que ninguém saiba, algo sombrio e maligno despertou. 
Rating: 3,75/5

Comentário: 

Confesso que até ao fim deste livro não soube o que escrever sobre o mesmo. O livro Os Adivinhos é uma obra complexa que tem tanto de young adult como de policial, tanto de terror como de realidade e creio que foi isso que me atraiu no livro e me fez continuar a lê-lo apesar de não ser do género que mais leio.
As notas subtis de algo sobrenatural e as vidas pacatas e comuns das personagens misturam-se num emaranhado de histórias e de diferentes pontos de vista que nos acompanha pelas mais de quinhentas páginas do livro.
Pessoalmente e sem saber, acabei por escolher o meu livro para o Halloween deste ano, quando o seleccionei há dias como próxima leitura. Afinal, poderá haver algo mais aterrorizador do que ler sobre um fantasma assassino quando todo o país se prepara para o Halloween (há que não esquecer onde me encontro agora) e andamos todos a ver fantasmas pelos cantos? E então nesta casa onde estou agora que é velhita e range por todos os lados, e onde as portas abrem com o vento, nem vos consigo explicar quantos saltos já dei.
O que torna um livro assustador? Um toque de ocultismo? Personagens que parecem reais? A presença de fantasmas? Um ambiente realista?  
Os Adivinhos tem isto tudo e mais o que possam imaginar. Evie, a nossa personagem principal, é enviada para viver com o seu tio solteirão depois de uma “partida” numa festa da sociedade. Contrariamente ao que os seus pais pensam, Evie abraça a oportunidade de braços abertos e fica feliz por finalmente sair da pequena cidade onde vive e aproveitar a cidade de Nova Iorque em plenos anos 20 (onde tudo é cor, luz e possibilidades).
Claro que num livro destes nem tudo poderia ser magia e felicidade, e é aqui que os assassinatos e ocultismo entram com toda a sua força, criando um ambiente de mistério e terror. Este livro é o primeiro mais assustador que leio desde a Crónica de uma Serva, de Margaret Atwood; e apesar de não ter deixado uma marca tão grande como o livro de Atwood, sem dúvida que me assustou o suficiente.
A escrita de Libba Bray é diferente do que esperava num livro young adult integrado na Colecção 1001 Mundos. Apresenta-se com uma forma de escrita que soa a gente crescida, quase como um romance para adultos, e creio que essa é a maneira de Bray dizer que só porque se está a escrever um livro para pessoas mais novas, isso não quer dizer que a audiência seja parva. Assim sendo, Bray brinda-nos com um pouco de tudo, desde referências sexuais, clubes subterrâneos, máfia, gargantas degoladas e classes superiores que se acham sempre acima de tudo e todos.
 Este é um livro que nos brinda com o mundo; e é por isso que, na minha opinião acaba por nos meter medo. O mundo descrito por Libba Bray é criado de ambientes que nos são familiares, onde revemos as nossas cidades, as nossas ruas e os nossos vizinhos. As personagens que o povoam são humanas e lutadoras, e é fácil para o leitor relacionar-se com elas. Gostei bastante de Theta e do seu irmão Henry, os jovens que trabalham no mundo do espétaculo e que só se têm um ao outro para se manterem a salvo (a sua história e a sua dinâmica são bem interessantes).
Resumindo: é um livro diferente do normal, nomeado a prémio, e que está a captar a atenção de leitores um pouco por todo o mundo.

Neil Gaiman: O nosso futuro depende das bibliotecas, da leitura e de sonharmos acordados

O autor britânico, Neil Gaiman, fez recentemente o discurso anual da The Reading Agency sobre a importância das bibliotecas e da leitura e defendeu que o nosso futuro depende das mesmas.
Conhecido em todo o mundo pelos seus livros Coraline, Neverwhere e Sandman, o autor de 52 anos, fez um discurso no qual invoca memórias da sua infância, fala de dados estatísticos sobre a leitura e diz que fechar bibliotecas agora para poupar dinheiro é criar uma factura que terá de ser paga pelas próximas gerações.
Começando o seu discurso de forma divertida alegando que a sua opinião como escritor presente em muitas bibliotecas o torna um pouco suspeito, Gaiman referiu que na realidade é a sua opinião como leitor que o torna defensor das bibliotecas.
Apresentando as bibliotecas como locais de refúgio, conforto e encontro, Gaiman explica que as bibliotecas de hoje vão muito além do simples empréstimo de livros. As bibliotecas são também locais onde pessoas sem internet a podem usar gratuitamente e onde podemos encontrar pessoas, isto é os bibliotecários, que nos podem ajudar a encontrar a informação que precisamos.
Na realidade, o autor salienta que as bibliotecas são exactamente isso, fontes de informação e num mundo onde a informação é tudo e onde a cada dois dias criamos mais informação do que toda aquela que criamos desde que começamos a escrever até 2003, as mesas deviam ser mantidas e não fechadas.
Apesar de o discurso ser longo é, como maior parte dos seus discurso, uma leitura fantástica e que sem dúvida põem as bibliotecas e os leitores em perspectiva. Se quiserem ler o discurso na integra em inglês podem fazê-lo clicando aqui.



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Opinião: A Ilha, de Victoria Hislop


A lha
 de Victoria Hislop

Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 408
Editora: Civilização Editora

Resumo:
Num momento em que tem que tomar uma decisão que pode mudar a sua vida, Alexis Fieldings está determinada a descobrir o passado da sua mãe. Mas Sofia nunca falou sobre ele, apenas contou que cresceu numa pequena aldeia em Creta antes de se mudar para Londres. Quando Alexis decide visitar Creta, a sua mãe dá-lhe uma carta para entregar a uma velha amiga e promete que através dela, Alexis vai ficar a saber mais. Quando chega a Spinalonga, Alexis fica surpreendida ao descobrir que aquela ilha foi uma antiga colónia de leprosos. E então encontra Fotini e finalmente ouve a história que Sofia escondeu toda a vida: a história da sua bisavó Eleni, das suas filhas e de uma família assolada pela tragédia, pela guerra e pela paixão. Alexis descobre o quão intimamente ligada está àquela ilha e como o segredo os une com tanta firmeza.

 Rating: 4/5 

Opinião: Nem sempre é fácil para um filho ou uma filha repensar a imagem dos seus pais à luz de uma pessoa dita normal. De esquecerem-se que antes de serem seus pais, as pessoas defronte de si já existiam, e que também elas têm memórias resguardadas, colhidas pelo manto da privacidade que em novos reclamamos para nós, mas que nem sempre concedemos a quem nos cria e educa.
Alexis Fieldings compreendeu essa existência, já que o manto que protegia Sofia, a sua mãe, havia-lhe sido vedado e apresentado como totalmente intransponível, obrigando a medidas extraordinárias para ultrapassá-lo.
E se poderiam levantar-se alguns questionamentos sobre a legitimidade de exposição de uma vida que não era sua para expor, a personagem demonstrou procurar fazê-lo pelas razões certas; libertando a mãe de uma caparaça que a afastava do mundo e até dos próprios filhos. É por esse motivo que ao ver-se na Grécia, não perdeu a oportunidade de procurar quem pudesse dar-lhe as respostas pretendidas, e tentar ajudá-la a compreender o porquê da mãe querer renegar o seu passado.
Sendo uma estória que aborda acontecimentos temporais, a dualidade do passado vs. presente é explorada, ainda que de forma irregular. O livro termina sem que desvende muito da vida de Alexis, da qual resgatamos apenas lapsos e factos inseridos esporadicamente. No entanto, eles não são de todo necessários, já que a riqueza da estória se remete para a vida da sua bisavó, assim como da geração seguinte, que irá desencadear através da coadunação constante de duas irmãs uma trama que nos trará para a situação vivida do presente. O que é caso para dizer que as raízes e tradições familiares, por mais que nos afastemos delas e não as tornemos completamente nossas, nunca nos abandonam, nem nos permitem esquecer de onde vimos. 
Apreciei especialmente a forma como foi abordada a questão da doença da lepra, e da relação das personagens que conviveram directamente com a situação. O preconceito e os juízos de valor, o medo de contágio e a generosidade de médicos temerários foram constantes e tornaram esta primeira leitura de Victoria Hislop bastante rica, multidimensional, e bastante sensorial. Mais do que isso, uma reprodução bastante humana, sem tender para o exploratório.
O contexto histórico, ainda que abordado levemente, traz várias componentes culturais, permitindo que nos consigamos localizar na Grécia da II Guerra Mundial, e sentir as percepções do povo grego daquela pequena aldeia, assim como resgatar os vários indícios de cultura e costumes para compor a grande manta de retalhos que é este livro.

Uma leitura que vale a pena!


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Novidade: O Golpe, de Janet Evanovich

Depois de Gula Perversa, Perseguição Escaldante e Sorte Explosiva, chega agora à livrarias O Golpe, um policial viciante, bestseller do New York Times.

Sinopse:

«Ela é uma detetive implacável. Ele é um vigarista procurado. Juntos são a arma secreta do FBI para investigar o golpe perfeito.

Kate O’Hare é uma das melhores agentes do FBI. Nick Fox é um vigarista genial, presente na lista dos Dez Mais Procurados do FBI. Ela raramente falhou um caso — a exceção é Nick, que sempre escapou à sua vigilância enquanto aplicava inacreditáveis golpes de alto risco a milionários. Eles sentem-se atraídos um pelo outro: ela é teimosa e exigente, ele é charmoso e imaginativo.

Juntos, e com uma equipa de vigaristas amadores reunida por Nick, vão montar um golpe genial para capturar um investidor corrupto que fugiu com 500 milhões de dólares e que se esconde numa das 17 mil ilhas da Indonésia.

Entre uma forte atração mútua, problemas de liderança e choques de personalidade, será que esta dupla improvável irá ser bem-sucedida?»

Uma visita à Paramount Books

Hoje, caros Encruzilhados, parti em busca de aventura, romance e mistério! O que é como quem diz, que fui à descoberta de uma nova livraria. Quando aqui há uns dias fui a festa de anos da minha prima não pude deixar de reparar, quando já regressava a casa no autocarro, na Paramount Books.
Esta livraria (que na realidade é um alfarrabista) está escondida numa rua atrás do Arnedale Shopping. E entalada entre ele e o terminal de autocarros, o que a torna numa espécie de porto de abrigo. Como se isso não fosse já encantador de si, antes mesmo de entrar na loja já estava a ser saudada por uma gravação em vinil de um concerto de ópera, que vinham de uma coluna em cima da porta, e quando entrei fui acometida pelo conhecido cheiro a "livros usados" que me fez viajar vários anos no tempo.
Tal como os alfarrabistas que vemos na TV, a Paramount Books parou no tempo, são livros de banda desenhada vintage, discos de vinil e postais antigos que nos olham de todos os cantos e recantos da loja.
Como se isto não bastasse, a loja tem um piano e sofá antigos no seu interior e o seu dono, com o qual falei durante um pouco, parece também ter fugido de uma dimensão paralela e a sua simpatia é igual ao seu exentricismo.
Para concluir a minha visita perdi-me nas prateleiras de livros infantis há muito esquecidos e trouxe uma cópia de "The Princess and the Goblin" que faz justiça ao post no qual falei das capas dos livros infantis.
Para se deliciarem como eu deliciei aqui ficam as poucas fotos que consegui tirar a socapa. O dono que me perdoe.


E para quem, como eu, anda pelas redondezas de Manchester e nos lê aqui fica a morada deste cantinho mágico Paramount Book Exchange, 25-27 Shudehill, M4 2AF.



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidade: Isabel, a Católica: O Juramento da Rainha, de C.W.Gortner.

 

Género que tem crescido em Portugal nos últimos anos, o romance histórico é também uma das grandes apostas da Topseller. Depois de D. Francisca de Bragança: A Princesa Boémia, de Maria João Fialho Gouveia, chega agora às livrarias o entusiasmante romance sobre a rainha Isabel, a CatólicaO Juramento da Rainha, de C. W. Gortner.


SINOPSE
«Isabel é apenas uma adolescente quando a forçam a tornar-se uma peã numa conspiração para destronar o seu meio-irmão, o rei Henrique. Acusada de traição e posta cativa, aos dezassete anos vê-se subitamente coroada rainha de Castela, o maior reino de Espanha.

Mergulhada num conflito mortal para manter o trono, está determinada a casar-se com o único homem que ama, mas que lhe é proibido: Fernando, príncipe de Aragão. Quando decidem unir os reinos de ambos sob o lema «uma só coroa, um só país, uma só fé», Isabel e Fernando deparam-se com uma Espanha empobrecida e cercada por inimigos.

Com um grande interesse pela descoberta do desconhecido, deixa-se apaixonar pela visão de um enigmático navegador chamado Colombo. Mas quando os mouros do reino de Granada declaram guerra, tem lugar uma violenta e terrível batalha contra um antigo adversário, que irá testar toda a determinação, a coragem e a crença tenaz que Isabel tem no seu destino.»

Novidades: Edições Asa


Disponíveis a 5 de Novembro:


Crime de Luxo
De Ngaio Marsh
Resumo:  
As jovens debutantes suspiram, ansiosas. As mães casamenteiras planeiam minuciosamente cada lanche, baile e jantar. Em Londres, uma nova temporada está prestes a começar. Mas por detrás de tão enérgica atividade, a alta sociedade está a ser vítima de um crime tão abjeto quanto silencioso. Alguém está a chantagear as mais notáveis famílias da cidade... e essa pessoa também planeia cuidadosamente todos os seus passos. O inspetor-chefe Roderick Alleyn, ele próprio um aristocrata, move-se suficientemente bem naquele meio para perceber que algo de estranho se passa. Encontrou, até, o aliado perfeito. O seu amigo Lorde Robert Gospell aceitou misturar prazer e dever num dos bailes mais aguardados do ano. E para mal dos seus pecados, o bom lorde descobriu o culpado...


Luz e Sombra
de Leigh Bardugo
Resumo:
Só ela consegue vencer as trevas... Rodeada por inimigos, a outrora grande nação de Ravka foi dividida em duas pelo Sulco de Sombra, uma faixa de escuridão quase impenetrável cheia de monstros que se alimentam de carne humana. Agora, o seu destino pode depender de uma só refugiada. Alina Starkov nunca foi boa em nada. Órfã de guerra, tem uma única certeza: o apoio do seu melhor amigo, Maly, e a sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa do regimento militar, numa das expedições que tem de fazer ao Sulco de Sombra, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros volcra e ficar brutalmente ferido. O seu instinto leva-a a protegê-lo , e ela revela um poder adormecido que lhe salva a vida, um poder que poderia ser a chave para libertar o seu país devastado pela guerra. Arrancada de tudo aquilo que conhece, Alina é levada para a corte real para ser treinada como um membro dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina no seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir o Sulco de Sombra. No entanto, nada naquele mundo pródigo é o que parece. Com a escuridão a aproximar-se e todo um reino dependente da sua energia indomável, Alina terá de enfrentar os segredos dos Grisha... e os segredos do seu coração.
 
Disponível a 12 de Novembro:
 

Provocadora
de Madeline Hunter
Resumo:
Verity Thompson desapareceu no dia do seu casamento. O seu paradeiro manteve-se secreto durante dois anos. Um longo período em que o marido, o conde de Hawkeswell, viveu na penúria e na incerteza. Verity deixou para trás uma fortuna imensa mas inacessível, pois o seu óbito não foi declarado. Nem poderia sê-lo pois ela está bem viva. Ao ser obrigada a casar, Verity fugiu de Londres e refugiou-se, incógnita, no campo. Sem qualquer interesse pelo título ou estatuto do marido, abdicou da sua fortuna em troca da liberdade. Mas o passado tem os seus próprios desígnios e a jovem vê-se agora obrigada a regressar à cidade e a um casamento sem amor. Por seu lado, o arrogante Hawkeswell está disposto a chegar a um acordo: se Verity lhe conceder três beijos por dia, ele não a obrigará a cumprir os deveres conjugais. Mas, claro, há beijos e beijos... e Verity vai perceber até que ponto se arruinou ao entregar-se às mãos hábeis de um mestre.

Sustos de Halloween!

Chegamos a Outubro, Encruzilhados! E com Outubro vem uma tradição que apesar de não ser portuguesa se tem infiltrado na nossa cultura graças a Hollywood. Falo, obviamente, do Halloween.
Aqui por terras de sua majestade já comecei a tratar de arranjar uns efeitos e estou seriamente a pensar assustar o meu colega de casa com aranhas que brilham no escuro. (Arrisco-me é a passar a noite na rua, por isso tenho de avaliar bem se valerá a pena a brincadeira!)
Contudo depois de uma rápida conversa com a Cláudia, esta comentou comigo que após os nossos posts sobre que livros não oferecer no dia da mãe e clássicos de natal, faria todo o sentido criarmos um post com os livros mais aterrorizadores a ler no já famoso Dia das Bruxas. 
Sou sincera Encruzilhados, os livros mais assustadores que já li foram os Arrepios. Isto porque foram os únicos livros de terror que já li. O terror não é um género que me fascine e depois das emoções fortes que passei na juventude com os Arrepios e a Estrada do Terror, decidi afastar-me do género.
Tudo isto tornou a busca pelos livros mais assustadores mais complicada mas hoje em dia com a internet nada é impossível. E é por isso, Encruzilhados, que após uma vasta pesquisa que vos garanto não incluiu a Wikipédia, vos deixo os cinco livros mais votados para se ler no Halloween. 

1) Drácula, de Bram Stoker
Drácula, o sinistro conde da Transilvânia, só pode ser morto por uma estaca espetada em pleno coração. Até que alguém consiga fazê-lo, porém, continuará a alimentar-se do sangue de inocentes, e estes, tornados mortos-vivos, passarão também a sofrer da insaciável sede de sangue. Mas como se conseguirá preparar uma armadilha a um monstro com vastos poderes e com a sabedoria dos séculos?


2) A Luz, de Stephen King
Jack Torrance vê-se forçado a aceitar um trabalho como zelador de Inverno do Overlook, um enorme hotel nas montanhas do Colorado, um lugar que queda absolutamente isolado pela neve entre Novembro e Março. Embora a vida nessas condições de isolamento não pareça fácil, para Jack é uma oportunidade perfeita para reconquistar a sua mulher Wendy e o seu filho Danny, e para retomar o seu trabalho de escritor. Mas a família não está exactamente sozinha no Overlook. Os terríveis acontecimentos que sucederam no hotel no passado vão-se assenhorando lentamente do presente dos seus novos ocupantes até os levar a uma situação aterradora, da qual talvez nenhum deles possa escapar...

3)Frankenstein, de Mary Shelley
Frankenstein conta a história de Victor Frankenstein, um jovem estudante, que a partir de corpos de seres humanos que obtinha em cemitérios e hospitais consegue dar vida a um monstro que se revolta contra a sua triste condição e persegue o seu criador até à morte.

Frankenstein foi adaptado inúmeras vezes ao cinema, mas a mais memorável imagem do monstro foi encarnada pelo actor Boris Karloff, em 1931, fazendo ainda hoje parte da cultura popular.

4)Antologia de Contos e Poemas, de Edgar Allan Poe
Nesta edição comemorativa dos 200 anos do nascimento de Edgar Allan Poe, o leitor poderá conhecer melhor, através desta pequena antologia de contos e poemas, a dimensão do génio literário deste mestre do macabro e do terror. Os contos escolhidos obedecem à ordem em que são referidos no estudo crítico inédito de D. H. Lawrence que os antecede. No seu estilo muito próprio, e numa perspectiva inovadora, o escritor inglês analisa os contos de Poe, como Ligeia, Eleonora ou Berenice, enquanto "histórias de amor". Baudelaire, além de ter traduzido Poe e acusado a sua influência, contribuiu para o seu reconhecimento em França e, por arrasto, nos Estados Unidos. Daí que se reproduza também aqui o seu texto sobre a vida e obra do americano, onde se pode ler como Baudelaire sentiu e deplorou a existência do infortunado poeta. A escolha dos poemas - três dos quais são traduzidos por Fernando Pessoa - não obedecem a outro critério senão ao de dar a conhecer ao leitor os que trouxeram maior notoriedade ao poeta, principalmente O Corvo, que surge aqui ilustrado pelo prodigioso Gustave Doré.

5) Salem's Lot, de Stephen King
Something strange is going on in Jerusalem's Lot ... but no one dares to talk about it. By day, 'Salem's Lot is a typical modest New England town; but when the sun goes down, evil roams the earth. The devilishly sweet insistent laughter of a child can be heard echoing through the fields, and the presence of silent looming spirits can be felt lurking right outside your window. Stephen King brings his gruesome imagination to life in this tale of spine tingling horror.



E após tudo isto, impõem-se uma pequena pergunta: Doçura ou Travessura?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Opinião: Uma Casa de Família, de Natasha Solomons

                                  Uma Casa de Família
 de Natasha Solomons

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 416
Editora: Edições ASA

Resumo:
Na primavera de 1938, a ameaça nazi paira sobre a Europa.
Em Viena, a família Landau vê desaparecer muitos dos seus amigos e teme pela sua segurança. Decidem fugir do país mas não poderão partir juntos. Elise, a filha mais nova, é enviada para Inglaterra, onde a espera um emprego como criada de uma família aristocrática. É a única forma de garantir a sua segurança. Para trás deixa uma vida privilegiada.
Em Tyneford, ela tenta encontrar o seu lugar na rígida hierarquia da casa. É agora uma das criadas, mas nunca antes trabalhou. Tem a educação e os hábitos da classe alta, mas não pertence à aristocracia. Enquanto areia as pratas e prepara as lareiras, usa as magníficas pérolas da mãe por baixo do uniforme. Sabe que deve limitar-se a servir, mas não consegue evitar o escândalo ao dançar com Kit, o filho do dono da casa. Juntos vão desafiar as convenções da severa aristocracia inglesa numa história de amor que tocará todos os que os rodeiam.
Em Tyneford, ela vai aprender que é possível ser mais do que uma pessoa. Viver mais do que uma vida. Amar mais do que uma vez.

 Rating: 4/5 

Opinião: Confessem lá que já tinham saudades das minhas opiniões! Em primeiro lugar, tenho de agradecer à Mafi, co-autora do Blog Algodão Doce para o Cérebro (se gostam de romance, têm de lá ir espreitar), porque foi ela que me fez realmente olhar para este livro. Já o tinha visto nas novidades, quando ele surgiu, mas não tive muito interesse, até ler a opinião dela (ainda bem que o fiz!) e ir detalhadamente a sinopse.

Para quem gosta de estórias de vida com mesclas de romance, e o devido sabor agridoce do período da II Guerra Mundial, este livro é para vocês. Apresenta-se uma época ainda antes do fatídico dia de 1939 que determinou o começo oficial de um conflito há muito flagelado. Quando Elise se muda para Tyneford, espera-a uma realidade desconhecida, para a qual ela não está minimamente preparada, ou sequer consciente das consequências da mudança. Pela alusão da capa a Downton Abbey, esperava algo diferente, mas o livro não segue a linha de raciocínio da série, e ainda bem. Gostei das constantes reviravoltas do enredo, e do facto da estória nos obrigar a colocar de parte qualquer hipótese de previsão da resolução das questões apresentadas.

"Uma Casa de Família" é uma nova perspectiva dos horrores da II Guerra Mundial sobre os que não a combateram directamente, mas cujas vidas ficaram transformada para sempre. Desde à família de judeus desestruturada, aos processos de racionamento de alimentos e outros produtos, do movimento de resistência disseminado um pouco por toda a Grã-Bretanha, com especial enfoque nos britânicos a residirem em locais costeiros. As personagens locais de Tyneford são todas bastante humanas, mesmo quando trespassam as páginas muito levemente, deixando marcas de uma época por muitos não vivida, e que deixou traços na condução das relações humanas e na ocupação do território britânico.

Elise é a personagem principal que iremos acompanhar, a qual mesmo que não fosse apreciada por todos os leitores (alguns podem achar algumas das suas características algo irritantes) não deixa de gerar uma empatia absorvente, ao ser colocada numa realidade dura e pouco afável à sua condição, mas particularmente insuportável pela separação forçada dos restantes elementos da família. Talvez algumas das suas acções não sejam particularmente compreensíveis para o leitor, mas lembrança da sua idade tenra não nos abandona, pelo que se torna mais fácil assumir-lhe os percalços e os desajustes à realidade vivida, através de uma composição musical sonhada e há muito perdida.

E falo de música porque a temática é uma constante nesta obra, seja pela correlação das personagens seja pela importância do som na construção dos cenários: os tiroteios, as valsas, os sons do mar, a ressonância das botas militares num chão feito para ser pisado por sapatos delicados. Para completar, foi incluída no final do livro uma pauta, que corresponde a uma composição criada propositadamente para este livro. Sei que está algures no Blog da autora, mas tão bem escondida que não a descubro novamente. No entanto, este trailer do livro utiliza-a como banda sonora, pelo que podem espreitar na mesma:



Afinal encontrei, aqui fica:  http://goo.gl/v7cqhJ
Vale mesmo a pena. Vão-se apaixonar. E os traços de inspiração semi-biográficos só irão selar ainda mais esse enternecimento.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Novidades: Quinta Essência

Disponíveis a 5 de Novembro:

Segredos do teu olhar
de Patricia Scanlan
Resumo:
A conclusão da trilogia começada com Tudo se Perdoa por Amor e Felizes para Sempre. Quando o amor esmorece, a vida conjugal pode ser um inferno. Com um bebé não planeado a caminho, uma filha recém-casada cujo casamento já está em apuros, uma adolescente que não quer comer e a esconderem segredos um do outro, Barry e Aimee vivem momentos difíceis. Quando o amor surge, as ex-mulheres podem causar uma série de problemas. E Marianna vai causar todos os problemas que puder para que o ex-marido não a substitua por outra. Famílias em crise, paixão, tragédia e os poderes curativos do amor - o brilhante e terno novo romance de Patricia Scanlan não o vai deixar indiferente.


O Barco Encantado
de Luanne Rice
Resumo:
Luanne Rice apresenta-nos o retrato caloroso, embora pungente, de três irmãs que vivem separadas e que regressam uma última vez a Martha`s Vineyard para se despedirem da casa de família. Recordações da avó, da mãe e do pai irlandês, que partiu de barco no ano em que Dar, a mais velha, fazia doze anos, vieram ao de cima e expuseram as ténues brechas no mito da família - especialmente quando cartas antigas, agora descobertas, revelam uma verdade que as faz percorrer a terra natal dos seus antepassados. Transpostas para um lugar desconhecido, cada irmã encara a vida, os sentimentos e os laços com a casa de família sob uma nova perspetiva. Mas como abrirem mão de um local que contém o amor complexo da sua imperfeita família? O romance encerra uma temporada em Martha`s Vineyard, uma missão à Irlanda, um elenco memorável de amigos, incluindo um místico extravagante, a paixão pelo surf e três irmãs muito diferentes com uma vida repleta de beleza, sofrimento e um amor profundo em que nunca tiveram a certeza de poder confiar. O Barco Encantado é um romance tão intemporal quanto o mar à volta do qual se desenrola e que tem Luanne Rice no seu melhor, capturando com o seu talento invulgar a família em toda a sua complexidade.


Disponível a 12 de Novembro:

Acasos do Amor
de Juliette Fay
Resumo:
A recém-divorciada Dana Stellgarten sempre foi delicada - até mesmo para com os operadores de telemarketing - mas agora está a esgotar-se-lhe a paciência. O dinheiro começa a faltar, os filhos ressentem-se da partida do pai e a sua sobrinha, uma adolescente gótica, acabou de lhe aparecer à porta. Quando Dana entra no turbilhão de um romance pós-divórcio e a abelha-mestra da cidade se torna sua amiga, descobre que a tensão entre manter-se fiel a si própria e gostarem dela não acaba na fase do ensino básico... e que, por vezes, precisamos de um verdadeiro amigo para nos ajudar a acolher a maturidade com toda a sua complexidade cheia de falhas.

A morte da leitura por gosto

Um estudo recente, revelado pelo jornal The Guardian em Julho deste ano, dá a conhecer uma verdade aterradora a todos os amantes da leitura. A vida moderna, com os seus horários apressados e cortes em orçamentos, está a matar a leitura por gosto e o seu alvo principal são as crianças.
O estudo revelou que após as crianças começarem a ler sozinhas, aos sete/oito anos, a maioria dos pais, 98%, pára de ler histórias aos filhos esperando que estes o façam por si. 
E se esta situação não é negra por si, 82% dos professores no Reino Unido queixa-se que devido às novas políticas os alunos vêem menos do seu tempo na sala de aula dedicado à leitura por gosto. Esta leitura que normalmente é aliciada pelos professores ao divulgarem vários tipos de livros e géneros literários, está a ser afectada por cortes no orçamento e no tempo que os professores podem dedicar aos livros nas salas de aula.
Outra situação que preocupa os professores é a quantidade de tempo que as crianças passam em frente a ecrãs, quer os mesmos sejam de televisão ou tablets, e que acaba por roubar tempo que poderia estar a ser gasto na leitura. A CBeebies, o cana infantil da BBC, diz que o número de acessos ao seu site feito atrás de tablets aumentou exponencialmente. A empresa diz que telemóveis com ecrãs táteis e tablets são bastante intuitivos para crianças e que as mesmas mexem nos mesmos com imensa facilidade. Na realidade o canal imagina que em 2018, as crianças acederão aos seus programas tanto via televisão como via tablet, o que obrigará a toda uma reformulação os programas e do site.
O fácil acesso a programas de animação e a falta de incentivo à leitura, junta-se num bolo amargo que afasta as crianças dos livros. Numa realidade em que apenas 2% dos pais lê aos seus filhos, com idade superior a sete anos, não é difícil imaginar que a percentagem de leitores por gosto de idade adulta poderá vir abaixar exponencialmente.



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidade: Padeira de Aljubarrota, de Maria João Lopo de Carvalho

Depois do sucesso de  “Marquesa de Alorna”, em 2011, Maria João Lopo de Carvalho traz-nos um romance dedicado à heróica Padeira de Aljubarrota, que todos conhecem mas de cujos segredos e desejos poucos sabiam…até agora. Um livro dedicado uma mulher de armas que pode e deve servir de inspiração nos dias de hoje. 

Quando, a 22 de Outubro, chegar às livrarias o novo romance de Maria João Lopo de Carvalho baseado na agitada vida da Padeira de Aljubarrota, a percepção dos portugueses sobre uma das suas maiores heroínas vai, necessariamente, mudar. A lenda de Brites de Almeida, cuja acção terá contribuído para combater o invasor Castelhano em finais do século XIV, ganha outra dimensão. A autora leva-nos a descobrir uma mulher extraordinária, corajosa e forte mas também uma mulher com desejos e sonhos, para quem o relacionamento com os homens foi bem mais do que um pormenor. Ao episódio de bravura que a História consagrou juntam-se muitos outros de sedução, sensualidade, aventura e romance, dando origem a uma história de amor, traição e coragem em tempos de crise, condição que o povo português, afinal, sempre viveu de perto.

Muitas histórias correram sobre a humilde mulher que, em 1385, numa aldeia perto de Alcobaça, pôs a sua extrema força e valentia ao serviço da causa nacional, ajudando assim a assegurar a independência do reino, então seriamente ameaçada por Castela. É nos seus lendários feitos e peripécias, contados e acrescentados ao longo dos tempos, que se baseia este romance, onde as intrigas da corte e os tímidos passos da rainha-infanta D. Beatriz de Portugal se cruzam  com os caminhos da prodigiosa padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida, símbolo máximo da resiliência e bravura de todo um povo.
 
Este é o romance nunca feito sobre a maior heroína da nossa história, cruzando a voz de Brites de Almeida com a voz de D. Beatriz de Portugal. Asas e Raízes, imaginação e rigor histórico no período mais conturbado que Portugal viveu na época medieval. 600 anos depois do seu feito heróico, a enorme popularidade da padeira e a sua figura inspiradora permitiram a Maria João Lopo de Carvalho criar um romance com outro ritmo, bem ao jeito do leitor que aprecia as peripécias de uma lutadora e corajosa mulher do povo que marcou a diferença num tempo em que sangue, suor e lágrimas não faltavam por terras de Portugal. E que melhor exemplo de bravura para os portugueses num período de lutas tão complexas como as que travamos todos nós nos dias de hoje?

Review: Fairies 101, Doreen Virtue

Fairies 101
An Introduction To Connecting, Working, And Healing With The Fairies And Other Elementals
de Doreen Virtue
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 144
Editor: HAY HOUSE INC
Resumo:
Fairies are very real and loving beings who want to help us live joyful, prosperous, and healthy lives. This book explains who the fairies are, how they're helping us, and ways to connect with their magical energy. It helps you learn how fairies aid people in finding lost objects, heal themselves and their pets, and help clean the environment.
 
Rating: 3,5/5
 
Comentário:
Like I promised one my first one-line review when I first finished this book I will now  review it properly.
I would like to start by saying that this book is visually stunning. The pages are fully coloured and the illustrations are breathtaking,  this is a very pretty book and a fantastic choice of gift if you know someone who loves fairies. Although it's short (not even 150 pages) it's fulfils it's duty as an introduction and it even gives several useful tolls to work with the fairies.
The only thing I always find rather lacking in Doreen's "introduction series" it's detailed information. I understand that the books are suppose to be a brief introduction but sometimes I feel like they are more about showing how the angels and fairies can help you rather than speak about them. Although I find it fascinating and love to read these real live stories I also feel a little cheated, I was after all promised an introduction to a theme and not a series of stories about people who meet fairies. Even so, Doreen always shares some information that helps you connect to her ideas and to the main theme of the book.
I am now reading Constant Craving by Doreen as well and I am enjoying it more than Fairies 101 because it seams more real. It also sounds more serious, we have some real stories as well (I think of them as Doreen's trade mark) but we also have Doreen explain the study she conducted and how she found out cravings and energy problems were related.
Of course one can always argue that food cravings are more real than "fairies" and so, one as more to go on and to write on, but Doreen Virtue is known as the Angel Lady because of all her books and work on the field. So maybe I still haven't found a great book about angels or fairies, but to tell you the truth I just have read this introductions ones and she has more books on these subjects so I am bound to find one that I will enjoy 100%.

Novidades: Civilização Editora

Titulo: Todo o Meu Ser
Autor: Anna Funder
Tradução: Ana Figueira
N. Páginas: 384
Resumo:
Anna Funder, vencedora do Samuel Johnson Prize e autora de uma emocionante e poderosa história de amor que relata a heroica e trágica história da resistência alemã na Segunda Guerra Mundial. Quanto Hitler sobe ao poder em 1933, um grupo de amigos extremamente unido passam a ser, de um dia para o outro, considerados criminosos. Unidos na resistência à loucura e à tirania do Nazismo, são obrigados a fugir do país. Dora, apaixonada e temerária, o seu amante, o grande dramaturgo Ernst Toller, a sua prima mais nova, Ruth, e Hans, marido de Ruth, refugiam-se em Londres. Aqui correm enormes e terríveis riscos para continuar a sua atividade em segredo. Mas a Inglaterra não é o porto seguro que pensavam ser, e um único e arrepiante ato de traição irá destroçá-los.


Titulo: A menina que não queria livros
Autor: Luísa Ducla Soares
Ilustração: Aurélie de Sousa
N. Páginas: 24
Resumo:
Uma divertida história sobre uma menina que não gostava de receber livros de presente e inventava mil e uma formas de lhes dar uso sem os ler… Será que algum dia vai descobrir o prazer da leitura?

Novidade: Cavalo de Fogo - Congo, de Florencia Bonelli

  Cavalo de Fogo - Congo
de Florencia Bonelli
Editora: Porto Editora
Págs.: 624
Resumo:
A cirurgiã pediátrica Matilde Martínez abandona Paris rumo ao Congo levada por um sonho: aliviar o sofrimento das crianças vítimas da violência e da fome que imperam naquele país africano. No entanto, deixou para trás uma difícil história de amor que não consegue esquecer.
Por outro lado, o mercenário Eliah Al-Saud chega ao Congo movido por uma ambição: apoderar-se de uma mina de coltan, o minério mais cobiçado pelos fabricantes de telemóveis, que lhe renderá enormes lucros. Mas, acima de tudo, para recuperar Matilde, que considera a razão da sua vida.
Os traumas e segredos que os distanciaram em Paris continuam latentes e, rodeados por um contexto cruel e injusto, a reconciliação parece impossível. Mas Matilde e Eliah tentarão fazer tudo para que o seu amor triunfe.

Cavalo de Fogo – Congo é o segundo romance da mais recente trilogia da autora. No dia 25 de outubro é publicado um novo livro de Florencia Bonelli, Cavalo de Fogo – Congo, o segundo da trilogia que tem conquistado milhares de leitores em todo o mundo.
Neste livro, o casal protagonista – ela, uma médica pediatra, ele, um mercenário ambicioso – encontram-se no cenário idílico e sublime do Congo, que contrasta com a debilidade, a doença e a guerra presente no país. Este é um romance cativante, envolvente e carregado de erotismo que dá seguimento à história de Cavalo de Fogo – Paris, que a Porto Editora publicou em 2012. Florencia Bonelli é uma das mais populares escritoras da Argentina e tem a sua obra, que já conta com 13 romances, publicada em toda a América Latina e em alguns países da Europa.

Eleanor Catton vence o prémio Man Booker

Foram precisas 832 páginas, mas Eleanor Catton conseguiu com a sua obra The Luminaries convencer o júri que merecia vencer o prémio Man Booker.
Catton conseguiu na realidade dois feitos com este prémio, não só é a mais nova premiada (28 anos) como é autora da novela mais longa alguma vez premiada.  
Para chegar a este prémio, Catton derrotou alguns finalistas veteranos como o britânico Jim Crace e o irlandês Colm Tóibin. Originalmente apenas aberto a escritores do Reino Unido, da Irlanda e de países da Commonwealth, para o ano o prémio Man Booker estará aberto a autores do resto do mundo, desde que as suas obras sejam originalmente publicadas em inglês.
The Luminaries é um romance de mistério situado na Nova Zelândia de meados do século XIX.

Resultados do Passatempo "Vasco da Gama O Caminho da Índia"

Bom dia Encruzilhados,

O nosso passatempo em colaboração com a Civilização Editora acabou ontem, mas como o caminho para a Índia é longo decidimos não perder tempo a seleccionar o vencedor. Desta vez só podemos presentear uma pessoa, pelo que o Vasco da Gama vai a caminho do Porto e da casa da Inês [...] Barros. 

Parabéns e boas leituras! 

Novidade: Arroz de Palma, de Francisco de Azevedo

Arroz de Palma
de Francisco de Azevedo
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 304
Editor: Porto Editora
SINOPSE A imigração portuguesa no Brasil, no séc. XX, retratada num romance sobre a saga de uma família em busca de um futuro melhor. Ao longo de cem anos acompanhamos as alegrias e tristezas, as discussões e as pazes, as separações e os que são felizes para sempre. 
Aproveite ao máximo. Família é um prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

Arroz de Palma é um livro que, no Brasil, se tornou num «sucesso de vendas sem nenhum marketing» (Globo News). A partilha espontânea do primeiro capítulo na Internet, com a receita de uma das personagens, o velho cozinheiro António, para aquilo que deve ser uma família, criou um fenómeno. E, com isso, depois de um percurso rico como diplomata e mais tarde como dramaturgo (mais de 250 trabalhos escritos), Francisco Azevedo revelava-se como romancista. Arroz de Palma chega às livrarias portuguesas a 25 de outubro e o autor vem a Portugal para a apresentação e contactos com a comunicação social.


Vejam abaixo o convite e leiam o famoso primeiro capítulo aqui.

Semana do Livro Infantil

Apesar da semana do livro infantil já ter terminado (ocorreu de 7 a 11 de Outubro) não podíamos deixar de assinalar a data no Encruzilhadas. Especialmente porque amo este tipo de livros e porque são os primeiros com os quais temos contacto.
Quando penso em livros infantis Encruzilhados, penso nos livros que herdei da minha mãe. Penso nas Anitas, na Xuxu Invejosa (que mais não podia ser) e nos livrinhos velhinhos da Enid Blyton. Creio que este poderá ser um dos motivos pelos quais gosto de comprar livros usados (e antigos), a sua aparência e o seu cheiro devem-me remeter (inconscientemente) para a minha infância e dão-me por isso uma sensação de paz e felicidade.
Olhando para trás, há várias questões que me assolam sobre os livros antigos, a principal sendo a falta de resumos. Como sabiam os leitores de que falava a história? Alguns dos livros antigos que tenho nem sequer tem capas ilustradas, são apenas capas de cor com títulos a dourado, como se interessavam as crianças por eles?
Num debate com a Cláudia, que é o génio desta equipa não deixem que ela vos convença do contrário, ela chamou-me a atenção para um problema básico na minha questão. As crianças pequenas não lêem, são os pais que lêem para elas. Por isso, não importa a capa, ou as ilustrações. Quando somos pequenos, os nossos pais (ou avós, tios, educadores, etc) encaminham-nos na direcção do que eles acham que nós gostaríamos de ler. Claro que apreciamos mais o livro se ele tiver imagens coloridas e pop-ups mas se a história for boa, ela conseguirá sem dúvida cativar-nos.
A partilha de experiências literárias é mágica e lembro-me que adorava ler histórias aos mais irmãos mais novos. Sentava-me ao lado deles com três ou quatro livros ao lado, íamos a votos e lá lia eu umas quantas páginas do livro escolhido (normalmente até eles se aborrecerem ou começarem com o "não me toques").
Entre as páginas dos livros infantis escondem-se recordações e momentos no tempo que subitamente somos convidados a re-visitar. São portais mágicos e todos devíamos te acesso aos mesmos.Para ajudar na escolha dos livros que podem ler/dar aos vossos rebentos a Book Trust organizou uma lista com os 100 melhores livros infantis dos 0 aos 14 anos (e para além) que podem consultar aqui.
Por aqui, curiosas como sempre, perguntamos: Que livros guardam memórias de infância vossas, Encruzilhados?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidade: Maximum Ride 3: Salvar o Mundo, de James Patterson

 Maximum Ride 3: Salvar o Mundo
de James Patterson
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: TopSeller
Resumo: 
Alerta! Um grupo de seis jovens com poderes extraordinários está em fuga. O seu líder é Maximum Ride, ou Max, uma rapariga de 14 anos que consegue voar. Deve ser considerada perigosa. Max e o seu bando estão destinados a grandes voos. Vivem em condições difíceis e não podem dar muito nas vistas. Afinal, seis miúdos com asas a atravessar os céus não passam despercebidos…

Nesta aventura o grupo vai ter de escapar ao terrível plano genocida criado por cientistas maléficos, os batas-brancas. E como se não bastasse, há um traidor entre eles. A união entre todos os elementos vai ser posta à prova enquanto enfrentam os inimigos mais poderosos de todos os tempos.

Será que um romance insuspeito, um blogue seguido por milhões de fãs e algumas revelações vão contribuir para que a missão de salvar o mundo seja realmente possível? Os leitores de James Patterson não vão descansar enquanto não tiverem a resposta certa. Mas cuidado: estas páginas são completamente viciantes.

Opinião: Dias de Paixão, de Sarah Pekkanen




Dias de Paixão
 de Sara Pekkanen

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: TopSeller



Resumo: Até onde nos pode levar a paixão? Quatro mulheres juntam-se com os seus maridos para uma semana paradisíaca na Jamaica, em pleno ar das Caraíbas. O motivo da reunião é o aniversário de Dwight, um amigo dos tempos da faculdade, que de rapazinho tímido e inseguro se transformou num empresário rico e bem-sucedido. Todas elas anseiam fugir temporariamente às suas vidas. Tina sente o peso e o cansaço de ser mãe de quatro crianças pequenas. Allie está abalada pela notícia de que uma doença genética degenerativa é comum na sua família. Savannah carrega o segredo da infidelidade do marido. Finalmente, Pauline, a mulher que não olha a despesas para organizar ao seu marido rico aquela festa inesquecível, esconde segredos de Dwight, e espera, com esta semana, reparar as falhas no casamento de ambos. O que começa por ser uma semana idílica, com lânguidas horas passadas numa praia privada, jantares gourmet, aventuras radicais e noites de paixão, transforma-se em algo mais profundo com a chegada de uma poderosa tempestade que acaba por atingir a ilha. Redemoinhos tumultuosos atingem este grupo, forçando cada uma das mulheres a reavaliar tudo o que sabe sobre os seus amigos, e sobre si própria, sobre o amor e sobre a paixão.

 Rating: 3/5 

Opinião: Não estava com expectativas nenhumas quando comecei a ler este livro, até porque fui agradavelmente surpreendida pela sua chegada. Comecei portanto a lê-lo na desportiva, sem saber ao certo o que aí vinha. A sinopse lembrou-me muito um filme que deu aqui há uns anos no cinema, "Terapia para Casais". Não sei se viram, mas a verdade é que se confirma o seguimento numa sintonia semelhante. Com a única diferença de que o livro não está voltado para a comédia, mas para o retrato de relações e das suas suas multiplicações.
Os quatro casais partem para a Jamaica, cada um com os seus problemas e preocupações, na esperança de passarem uma semana de sonho e descanso, aproveitando a companhia de amigos de longa data, e dos quais guardam boas recordações do tempo de faculdade (já que a vida, por vários motivos, acabou naturalmente por os direccionar para situações diversas). No entanto, as coisas não são logicamente simples, como o inicialmente previsto, até porque a dinâmica de grupo não é tão facilmente assumida como o esperado. Este foi um dos factores fortes do livro, porque valorizou a definição de personalidades bastante diversificadas, e as suas interações criaram um dinamismo interessante, assim como um teste para várias relações de amizade e/ou companheirismo.
Sinceramente, fiquei com inveja do programa de férias espectacular e da vantagem de ter uma praia paradisíaca privada, numa estância com amigos, e todo o tipo de entretenimento disponível à mão de semear. Ainda assim, podia ter havido uma maior descrição do espaço. Os poucos pormenores da caracterização exterior tanto nos indicavam que a acção se passava na Jamaica como em Bora Bora.
As várias nuances de cada relação, que nos vão sendo dadas a conhecer à medida que avançamos na estória, criaram uma série de valorizações secundárias, que permitiram fugir a uma temática mais generalista.
No entanto, gostaria de as ter visto mais exploradas, já que as tramas poderiam ter sido melhor compostas enquanto elementos complementares da trama principal. A verdade é que não me devia ter surpreendido que a narrativa tivesse um ponto de vista feminino, até porque a própria sinopse o dá a entender. No entanto, acho que faltou por vez a valorização do ponto de vista das personagens masculinas, que se tornaram basicamente acessórios ao longo do livro (e o que me desiludiu um pouco, atendendo que a grande maioria das preocupações de cada uma das mulheres dizia respeito ao respectivo cônjuge), e em algumas situações elas eram mesmo precisas para equilibrar a narrativa. Por exemplo, Dwight era uma das personagens que gostaria de ter visto mais explorada, até porque atendendo que Pauline, a sua mulher, pouco se foca nele ao longo do livro, ele acaba por passar quase despercebido.
Todas estas mulheres são diferentes e têm preocupações bastante diversificadas, que aprendem a partilhar umas com as outras, pelo menos na grande maioria das situações. As que mais se aproximam da realidade acabam por ser Tina e Savannah, que espelham preocupações de várias mulheres espalhadas pelo mundo fora, e que se reproduzem em várias obras de ficção.
Acho que o livro teve uma boa condução, até às últimas páginas, onde o final foi algo apressado e sem nexo, para não dizer um pouco oco. A sensação que ficou foi que as personagens tinham tirado férias de si  mesmas e regressado (e não é que foram mesmo?), mas deixaram uma série de situações em aberto e as respostas por dar são sempre algo que me frustra um bocado. A autora não me parece ter por hábito pegar em livros e escrever sequelas, mas acho que gostaria de ler uma continuação deste, para rematar as pontas soltas e explorar a estória de outras personagens.
Ainda assim, e se forem bons a dar largas à imaginação, é um livro com um discurso muito fluído, que vos pode entreter por um bom par de horas e fazer voar a imaginação para um paraíso jamaicano.




Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.