Opinião: O Jogo Final, de Orson Scott Card

O Jogo Final
de Orson Scott Card
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 296
Editor: Editorial Presença
Resumo:
O Jogo Final é uma obra soberba que tem como protagonista Ender Wiggin, um rapazinho de seis anos de idade em quem o governo da Terra deposita todas as esperanças. No espaço interplanetário, um exército extraterrestre de insectóides ameaça aniquilar para sempre a humanidade. Desesperados, os homens desenvolvem um programa de defesa que consiste no treino intensivo de crianças sobredotadas com vista a torná-las verdadeiros génios militares. Ender é um génio entre os génios, o único que pode garantir a sobrevivência da grande família humana. Mas será Ender suficientemente forte para se salvar a si próprio do precipício da loucura? Um livro empolgante, que nos fala da força e da fragilidade da condição humana. 

Rating: 3/5
Comentário:
Desde que me lembro que sou aficionada por ficção científica. Dos filmes de Star Wars a Júlio Verne e todos os livros da colecção Argonauta a que consegui deitar a mão, este género sempre me fascinou. Creio que é por isso que a nova vaga de YA com tendências distópicas me fascina. Para quem, como eu, ama YA e ficção cientifica, é sem dúvida o melhor de dois mundos. 
Apesar de o filme ter saído este ano, o livro O Jogo Final já está editado em Portugal há alguns anos. Na realidade, o livro Enders Game (no original) foi lançado em 1977, o que o torna mais velho do que eu por quase uma década. É sempre engraçado ver os avanços que os escritores imaginam possíveis (como por exemplo os serums na saga Divergente), e é ainda mais curioso ver como não estamos tão perto destes futuros imaginados como esperavam os seus autores.
Uma das coisas que mais me surpreendeu neste livro foi descobrir que efectivamente existe uma escrita masculina. Talvez seja estúpido dizer isto desta maneira mas a verdade é que até agora nunca em algum livro um livro lido por mim, o género do autor causou tanto impacto como em O Jogo Final. A verdade é que já li outros livros escritos por escritores do sexo masculino e nunca tinha sentido tão fortemente a testosterona através do estilo narratário. Esse choque foi o motivo que me fez ler este pequeno livro mais devagar.
Claro que tendo em conta o ano em que foi escrito e o género onde se insere, não o digo de forma negativa mas sim como a constatação de um facto.
Ender é, afinal, um rapaz com uma capacidade acima da média que acaba por vítima de bullying de todos os seus colegas, que se sentem intimidados pela "sua grandeza".
Sendo sincera, livros que retractam temas de bullying deixam-me inquieta. No caso deste livro, toda a saga de Ender para provar que é diferente do irmão, tornou-se para mim um pouco cansativa. Creio que ao fim de algum tempo comecei a perceber a raiva de Ender, porque tal como ele, estamos às escuras e sem perceber bem o que se está a passar. E a tortura que Ender sofre acaba por fazer ressonância com todas as vezes em que nos sentimos impotentes ou quando os nossos professores nos levaram à exaustão.
Uma das coisas que achei mais interessantes no livro foi o jogo com que Ender se entretém na sua secretária (uma versão pré-tablets), que vai tomando os contornos da sua personalidade e dos seus limites, ao mesmo tempo que permite aos seus professores perceber a sua personalidade e as suas capacidades.
Quanto ao final, revelou-se surpreendente e diferente do que estava à espera, mas simultaneamente fez sentido. Após pensar um bocado, os sinais estavam lá, e eu como leitora é que não lhes dei a importância devida. Revelou-se também muito mais filosófico do que estava à espera, e fez-me ver o livro numa perspectiva completamente diferente, tornando-o apelativo.
Feitas as contas, não me arrependo nada de o ter lido, foi uma experiência diferente que merece e tem a sua merecida base de fãs.

Novidades: Editorial Presença

«Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui

O livro é fantástico, o escritor não...

Uma obra prima da literatura nem sempre revela um escritor com uma personalidade impecável e ontem quando andava a passear pela internet encontrei provas disso mesmo.
Num artigo ao jornal The Guardian, um leitor e fã de uma saga de ficção científica desde criança ficou destroçado ao saber que o escritor que era o seu herói desde sempre é homofóbico. Sendo homosexual o leitor em questão estava de coração partido, mais agora que a sua filha estava na idade de começar a ler a dita saga, ele não sabia o que fazer, deveria ou não dar-lhe os livros a ler? E se os desse deveria dizer-lhe que o escritor não gostava de pessoas como ele?
Toda a questão de livros/escritores é muito complicada principalmente quando a obra nos é querida e a sombra do escritor longa. Lembro-me bem do meu horror quando descobri que o Terry Deary era contra as bibliotecas, uma vontade súbita de nunca mais comprar um livro dele e vender todos os que tinha nasceu em mim com uma força nunca antes vista. Mas depois da onda vermelha ter passado dei por mim a questionar a decisão, claro que por um lado todos temos os nossos valores e ao comprarmos um livro estamos a apoiar o seu autor, por outro lado a obra dos autores não tem necessariamente que reflectir a sua opinião.
A verdade é que todos somos humanos e se um autor for contra uma causa que nos é querida, ou contra o nosso modo de vida será que podemos mesmo fingir de conta que não vemos? Por aqui as opiniões dividissem, se a Cláudia diz que há coisas que não perdoa e que se quisesse mesmo ler o livro o faria usando uma biblioteca para não beneficiar o autor, já eu não sei bem se me impediria de o comprar. Quanto ao facto de dar o livro a ler aos nossos filhos, cremos que tudo tem de ter peso e medida. Nada impede as crianças de apreciarem uma boa história, e assim fomentarmos o seu hábito pela leitura, mas podemos também explicar-lhes que nem todos pensam como nós e que devemos ser compreensivos com todos.
Como sabemos, autores como Tolkien e C.S.Lewis, que nos trouxeram O Senhor dos Anéis e As Crónicas de Narnia não eram perfeitos e tinham as suas visões do mundo, sendo que Narnia é uma história de inspiração católica incontestável. Contudo esses "defeitos" não impedem que todos os anos novos leitores se apaixonem pelas suas obras. Será que o tamanho da sombra importa, ou é a nossa maneira de ver o mundo?
Que pensam, Encruzilhados? Devemos impedir-nos de ler certos livros se não gostarmos dos seus autores? Ou devemos apenas olhar para a qualidade do livro?



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Resultado do Passatempo: "Acasos do Amor" de Juliette Fay + Compota Little Gifts

Boa noite!

É com prazer que anunciamos o resultado de mais um passatempo, e o último antes do grande passatempo de Natal. Este miminho literário, editado em Portugal pela Quinta Essência, assim com a compota biológica de abóbora já encontraram nova casa.





A feliz contemplada foi a Carla Inácio, de Lagoa. Muitos Parabéns!

Para os restantes, podem já marcar na Agenda o dia 12 de Dezembro. Através da nossa página do Facebook vão conhecendo os parceiros desta iniciativa e quem sabe, arranjar a lembrança ideal para este Natal! Não deixem de investigar ;)

Opinião: O Silo, de Hugh Howey



O Silo
 de Hugh Howey

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 528

Resumo:

Num mundo pós-apocalíptico, encontramos uma comunidade que tenta sobreviver num gigantesco silo subterrâneo com centenas de níveis, onde milhares de pessoas vivem numa sociedade completamente estratificada e rígida, e onde falar do mundo exterior constitui crime. As únicas imagens do que existe lá fora são captadas de forma difusa por câmaras de vigilância que deixam passar um pouco de luz natural para o interior do silo. Contudo há sempre aqueles que se questionam... Esses são enviados para o exterior com a missão de limpar as câmaras. O único problema é que os engenheiros ainda não encontraram maneira de garantir que essas pessoas regressem vivas. Ou, pelo menos, assim se julga...


 Rating: 4/5 

Opinião: Ora bem, ainda antes de começar a opinião em si vou já falar do ponto negativo deste livro, contrariamente ao que é habitual, e que passa por ter descoberto, já a meio do livro (e a gostar dele) que me enfiei em mais uma saga por percalço, e tenho mais 7 livros de continuação pela frente (espero que a Editorial Presença os edite nos próximos anos, quem sabe ainda a termine antes dos 30..)!! E qualquer leitor regular sabe a praga que as trilogias e sagas se tornaram nos últimos anos, até porque eu já nem faço ideia de quantas estórias tenho a meio (e sobre as quais sempre se almejo o fim). Em diante.

Editado: Acabei de descobrir que afinal fui enganada pelo Goodreads. O autor auto-publicou este livro em 5 partes, pelo que o que surge como cinco livros corresponde ao primeiro editado pela Editorial Presença. No fundo, e em discussão com outras meninas por lá, cheguei à conclusão que será mais uma trilogia.

Raramente gosto das comparações a outras grandes obras. Na contracapa de "O Silo", o Daily Express descreve-o como «Emocionante, provocador e inesquecível... uma obra-prima de ficção distópica comparável a 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.» É realmente isso tudo, excepto no que diz respeito a essa ligação aos dois clássicos, um que por acaso ainda não li senão excertos e outro não me deixou muito fã. Na minha opinião, e para além do óbvio que levou a esta equiparação, tanto 1984 como Admirável Mundo Novo centram-se principalmente no impacto das vivências colectivas nos indíviduos, criando experiências intensamente sensoriais. Já O Silo é uma grande obra de ficção, focada no entanto na aventura, na acção, na sucessão de factos que de forma infalível nos levaram na direcção de um final inesperado.
A introdução ao mundo em questão é feita de forma muito sublime, sem se tornar voraz em pormenores, e que nos cativa e prende a atenção. Colocando-nos numa situação in media res que nos capta logo o interesse, sem nos fazer sentir perdidos, vamos acompanhando as consequências da tomada de decisão de uma personagem. E ainda que o desfecho dessas não seja o esperado, parte dela irá acompanhar-nos ao longo do livro.
Somos espicaçados nos momentos certos. Este livro faz-nos questionar a situação que nos é apresentada assim como a sua contextualização. Queremos saber mais, compreender o funcionamento do Silo, tanto a nível de estruturas como do ponto de vista legislativo e populacional. Queremos saber mais sobre os sorteios de procriação e sobre as formas de subsistência, assim como da capacidade de gestão de electricidade. Queremos conhecer melhor as personagens, conviver mais tempo com elas, embora o constante subir e descer dos pisos intermináveis nem sempre nos possibilite. E ainda que queiramos isso tudo, não nos sentimos defraudados, ou com falta de informação suficiente que permita a compreensão do enredo de forma alargada.
E por falar em personagens, o grupo que nos é apresentado está totalmente à altura do acontecimento. São diversas, interessantes, cativantes e bem construídas, mesmo quando só temos acesso a pequenas nuances suas, e que dificilmente servem para descrever uma personagem por completo. Não nos sentimos enganados, conseguimos relacionar-nos com o que estamos a ler e queremos sempre saber mais e ir mais longe. A sensação de continuidade e paralelismo da acção é bem conseguida, e fará ainda mais sentido a partir do meio da narrativa, quando existirem mais pormenores sobre o contexto envolvente. A sensação de que estamos perante uma estrutura complexa vai aumentando ao longo da narrativa, especialmente quando a verdade deixa de o ser e a mentira passa a ser esperada. A visão descritiva é muito global, ainda que se foque em perspectivas individuais, dando-nos o melhor de dois mundos.
O que é que ficou a faltar? Um verdadeiro inimigo, uma força contrária mais eficaz ou que, pelo menos, nos fizesse sentir a sua presença mais imediata. Porque apesar de estarmos ao corrente de qual o elemento causador de todos os momentos climax, a sua presença ainda é muito distante e pouco controladora (o que seria de esperar numa obra deste género, até pela composição que nos é apresentada).
Ainda assim, sendo o livro introdutório, fica a pairar a reflexão de que este é só um esboço, um rascunho ainda mal composto de toda a acção que por aí vem. Nesse sentido, estou plenamente satisfeita, quero mesmo continuar a seguir esta saga e completá-la, e fico ansiosamente à espera do próximo.

«Estas e outras novidades da Editorial Presença aqui»


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Novidade: Aprenda a Dizer Não Sem Se Sentir Culpado, de Jacqui Marson

 Jacqui Marson é uma das mais conhecidas e reputadas psicólogas no Reino Unido. É frequentemente convidada para participar em programas de televisão e rádio, de forma a partilhar, entre outros temas, conselhos sobre parentalidade e relacionamentos, e escreve artigos para os umais conhecidos jornais britânicos.

Jacqui Marson é também bastante requisitada para dar worshops em todo mundo, nomeadamente sobre temas como  team-building e desenvolvimento pessoal. Agora, e com o livro Aprenda a Dizer Não Sem Se Sentir Culpado  (Editora Nascente), Jacqui Marson vai também partilhar as suas ideias com os leitores portugueses. 

SINOPSE

«Com vastos anos de experiência como psicóloga clínica, Jacqui Marson estudou uma realidade que afeta muita gente, e que pode estar a afetá-lo a si. Se se sente preso, sufocado, oprimido por estar sempre a dizer SIM aos outros, este livro vai ajudá-lo a libertar-se e a determinar como deve viver. Estar sempre a agradar aos outros não faz de si mais feliz.

Há tantas pessoas cujos relacionamentos, carreiras e bem-estar são corroídos pela crença de que, para serem apreciadas, amadas e aceites, têm de limitar-se aos comportamentos que acreditam serem os que os outros aprovam. Isso significa ser sempre educado, agradável, útil, charmoso, divertido, nunca dizer não, evitar conflitos, e sobretudo: colocar as necessidades dos outros à frente das suas próprias necessidades. Por isso, ponha as suas necessidades em primeiro lugar.

Descubra como modificar os seus comportamentos e APRENDA A DIZER NÃODeixe o sentimento de culpa para trás. Este livro, prático e motivacional, diz-lhe como quebrar a verdadeira maldição que é dizer sempre SIM, libertando-o das expetativas sufocantes dos outros para que possa viver uma vida mais completa e satisfatória. Mais feliz e sem se sentir culpado.»

Novidade: Ever After High, de Shannon Hale


Este Outono, algo vai agitar o previsível mundo dos contos clássicos: os filhos adolescentes das mais famosas personagens encantarão as meninas ao reescreverem os primeiros capítulos das suas próprias histórias!

Depois do sucesso mundial alcançado pela série Monster High, chega agora a Portugal uma nova coleção que irá deixar as fãs das Monster High, e leitoras mais adultas (11+) ainda mais, entusiasmadas.

Ever After High é o liceu onde estudam os filhos das personagens dos contos clássicos, e onde alunas como a Apple White, a filha da Branca de Neve, e Raven Queen, a filha da Bruxa Má, irão decidir se querem seguir os passos dos seus pais ou se escolhem descobrir o seu próprio Final Feliz. A mensagem para as meninas em todo o mundo é simples: o destino nunca está escrito a tinta permanente, pode ser reescrito quantas vezes quisermos. Só há uma decisão a tomar: És da Realeza ou És Rebelde?

Em Ever After High, os alunos ficam a saber que o futuro vai muito mais além do que o destino, pois o primeiro pode ser reescrito e o segundo não. Neste liceu, os alunos vivem os mesmos desafios, dramas e alegrias que todos os adolescentes, enquanto tentam encontrar o caminho certo para as suas vidas.

A marca Ever After High, inspirada no mundo literário dos contos clássicos, não podia deixar de contar, claro, com uma edição em romance. Depois da chegada das famosas bonecas às lojas portuguesas, já chegou às livrarias Ever After High: O Livro dos Destinos, 1.º volume de uma série que promete ser um sucesso de vendas já este Natal, escrito por Shannon Hale e lançado pela Booksmile (320 pp I 14,99€). 

«Todos os anos, no Dia da Sucessão, os alunos de Ever After High assinam o Grande Livro dos Destinos e comprometem-se a cumprir o papel que lhes coube enquanto sucessores da Branca de Neve, do Príncipe Encantado, da Bruxa Má e de tantas outras personagens dos contos clássicos. E todos acreditam que as personagens que se recusarem a assinar desaparecerão para sempre, e com elas as suas próprias histórias. Puf!

Mas a Raven Queen tem dúvidas. A filha da Bruxa Má sabe que o seu destino é dar uma maçã envenenada à filha da Branca de Neve. Só que ela sempre foi Rebelde, e de uma coisa está certa: o Mal não faz o seu estilo. Já a Apple White, a mais real da Realeza e filha da Branca de Neve, mal pode esperar pelo Dia da Sucessão! Nesse dia, ao assinar o livro, vai exigir o Final Feliz or que tanto anseia. Ambas sabem que os seus destinos dependem uma da outra: se a Raven não assinar o Grande Livro dos Destinos, pode acabar com o Final Feliz das duas grandes herdeiras dos contos de fadas. E pouco falta para o Dia da Sucessão…»
Shannon Hale é uma conhecida autora de ficção juvenil, bestseller do New York Timesjá distinguida com diversos prémios. Entre os 13 livros já publicados, destaque para a premiada coleção juvenil Academia das Princesas, e para o romance adulto Austenlândia, cuja adaptação ao cinema chega às salas nacionais este ano.

Descubra mais sobre Ever After High em www.everafterhigh.com/pt-pt
A Booksmile disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata: www.booksmile.pt/docs/EverAfterHigh.pdf.

Resultado do Passatempo: "O Jogo Final"

 
Boa noite Encruzilhad@s!

Sabemos que estavam ansiosos para saber quem vai levar para casa o livro "O Jogo Final", de Orson Scott Card. Gostávamos de oferecer um exemplar a cada interessado, mas infelizmente não é possível. Podem no entanto ainda participar no passatempo a decorrer no Blog (visível na barra lateral direita) e que está quase a terminar!

Entretanto, não desesperem porque o Natal aproxima-se e prometemos muuuitas surpresas (estamos a trabalhar para isso).

Sem mais demoras, o exemplar vai para a leitora [24] - Catarina [...] Diogo, de Rio de Mouro.

Parabéns! Os dados vão seguir para a Editora que tratará do envio do livro.

Não se esqueçam de participar no passatempo em parceria com a Quinta Essência e o Little Gifts; sigam para aqui!

Passatempo: Acasos do amor, de Juliette Fay + Compota Little Gifts

Bom dia Encruzilhados!
Hoje começamos o dia com um fantástico passatempo. Em parceria com a Quinta Essência, temos um exemplar do livro Acasos do Amor, de Juliette Fray para oferecer.
E para tornar o passatempo ainda mais apetitoso e acompanhar este livro amoroso, juntámo-nos a uma nova parceria para vos adoçar o paladar. Habilitem-se a ganhar um frasco de compota de abóbora caseira, produção do Little Gifts. Com o Inverno a chegar, o que saberá melhor que um lanche e um bom livro debaixo de mantas ao pé da lareira? Basta fazer um like aqui.
As regras são as do costume: boa disposição, vontade de participar e todas as outras enumeradas abaixo.O passatempo decorre de 15 a 24 de Novembro.
Podem encontrar as respostas aqui e não se esqueçam de fazer um like aqui na página da Little Gifts se se quiserem habilitar ao frasco de compota caseira.

Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 24 de Novembro de 2013.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias, a Editora e o Little Gifts não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.


E-books ajudam livrarias tradicionais

Depois do BookRiot foi a a vez do jornal Público anunciar que agora as livrarias podem receber comissões com a venda de e-books. Como sabemos, a guerra dos livros físicos e dos livros eletrónicos é longa e todos os lados tem prós e contras, a esta guerra junta-se a guerra das vendas. A guerra das vendas também é longa e se de um dos lados temos as grandes superficies na qual a escolha é maior no outro lado, temos as livrarias de bairro onde ainda se pode sentir o aconchego das pequenas livrarias.
Agora para tornar a guerra mais cerrada, ou talvez menos cerrada, a Amazon vai vender kindles às livrarias a um preço especial o que as vai premitir lucrar com a venda dos e-readers. Além dos e-readers, e durante dois anos, as livrarias vão ficar com 10% do valor do livro como lucro das vendas que façam de e-books através da Amazon.
Algumas das livrarias tradicionais já falaram contra esta medida e dizem recusar-se a vender produtos da Amazon.
No fim de tudo Encruzilhados, creio que podemos dizer que vencer a batalha não é ganhar a guerra e que a guerra nas livrarias se adivinha longa.

Para lerem o artigo do Público cliquem aqui.
Para lerem o anúncio oficial da Amazon cliquem aqui.



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Opinião: Regresso ao Suez, de Stevie Davies



Regresso ao Suez
 de Stevie Davies

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 400
Editora: Civilização Editora

Resumo:
Regresso ao Suez é um drama humano e político envolvente, passado no período pós-guerra quando a Grã-Bretanha, o vencedor falido da Segunda Grande Guerra, tentou assumir-se como potência imperial num mundo totalmente alterado. O romance tem lugar imediatamente antes da Crise do Suez, que acabou por ser um modelo das futuras invasões do Iraque e do Afeganistão.
Nesta história comovente, a tragédia de Joe é a de um trabalhador comum da sua geração: é um homem encantador, bem-humorado e sentimental em quem a dose comum de racismo e misoginia ganha proporções doentias e dolorosas. Ailsa, inteligente, curiosa e ansiosa por explorar a realidade do Egito a que acaba de chegar, conhece, na viagem, Mona, uma palestiniana que a incentiva a desejar um mundo que está para lá dos seus horizontes.
Quando o melhor amigo de Joe é assassinado por terroristas egípcios, a relação entre Joe e Ailsa entra numa espiral de tragédia. Apesar de tudo, o amor resiste. Na velhice, a sua filha Nia recorda o passado e segue o rasto dos pais, atravessando o Canal do Suez acompanhada da agora idosa Mona. Foi dito a Nia que o seu pai era um herói da guerra: agora ela irá encarar uma dolorosa verdade.

 Rating: 3/5 

Opinião: "Regresso ao Suez" é um livro difícil de classificar, assim como de explicar. Não porque seja mau, ou não tenha qualidade, mas porque não é um livro para todos os leitores; e mesmo para os que poderão gostar, não é um livro para todas as alturas.
Antes de entrar na análise do conteúdo, gostava de dizer que gosto bastante da capa e da nuance do conteúdo que ela cria, com tons sépsia a cheirar memórias longínquas à procura de serem descobertas.
O enredo leva-nos para uma Grã-Bretanha distante, onde a realidade da guerra ainda se impõe, e condiciona a vida de uma jovem Ailsa, ainda solteira e sem destino, e que descobrirá que a independência em períodos mais complicados pode não ser tão apetecível, se circundada pela solidão.
Após o prefácio mais demorado saltamos logo para o Egipto e é neste país tão longínquo (ainda mais atendendo à época em questão, em que as comunicações, ainda que circulando a uma maior velocidade, não tinham o alcance que existe na actualidade) que se desenrola a acção que nos trará a verdadeira essência desta mulher.
A estória desenrolou-se de uma forma que não esperava, pelo que gostei dos contornos surpreendentes até certo ponto, e que conseguiram despertar a minha atenção até à última página, apesar da estrutura algo confusa, e que abordarei em diante. O enfoque nas personagens principais permitiu uma exploração soberba tanto de Ailsa como de Joe, e até de Nia, que como criança teve um destaque algo inesperado mas bastante enriquecedor da acção. Não sei se por vezes não lhe achei o discurso mental muito adulto quando comparado com a reprodução dos seus diálogos, mas as suas aventuras tornaram este livro seguramente mais interessante.
Quanto ao casal principal, é bastante interessante analisar a dualidade de opiniões e valores, dos interesses comuns (ou da sua inexistência), da análise perceptiva que é realizada ao contexto envolvente, e que trará as suas consequências no futuro. Resta dizer, e sem me alongar muito, que a sua interação é díspar, por vezes inusitada e algo incompreendida, mas que de alguma fará sentido no fim da narrativa. A grande questão surge no facto de que, ainda que nenhuma destas personagens possa ter uma conducta clara de preto no branco, por vezes vemo-nos a compadecer daquela que em circunstâncias normais iríamos repudiar.
Mona é o género de pessoa que não podemos ignorar, nem que queiramos, porque ela ocupa toda a página, conseguindo até ser demasiado intrusiva e arruinar a paciência ao mais compreensivo leitor. Não é má nem apresenta uma conduta errada, mas funciona como ponto magnético que faz desaparecer toda a envolvente, tornando a leitura algo cansativa por vezes, sendo naturalmente a desencadeadora de uma série de momentos ao longo da obra.
Vivendo numa comunidade britânica onde residiam os diversos militares em serviço no país (com as respectivas famílias) não posso facilmente esquecer as mais diversas personagens secundárias que até gostaria de ter visto mais exploradas, já que algumas das suas relações se subentendem por ilações do leitor mas nunca são clarificadas.
A condução da narrativa e o conteúdo deste livro irá sem dúvida causar surpresa, e duvido muito que um número elevado de leitores facilmente depreenda o enlace final.
O verdadeiro motivo que me leva a ficar algo reticente com este livro é a própria estrutura interna e a composição de Stevie Davies. É a primeira vez que leio algo da autora, pelo que não posso tirar ilações no sentido de perceber se esta condução da escrita perfaz o seu estilo habitual ou está apenas afecto a este livro, mas muito embora a sua atividade profissional ligada à escrita criativa naturalmente a leve para redações menos tradicionais, a estruturação deste livro acabou por se tornar confusa e incoerente para um olho menos atento.
Na verdade, o livro apresenta vários universos temporais, que supostamente estão divididos por três partes identificadas no livro. O que resultaria em teoria, não fosse o facto de no interior de cada área saltitarmos de época para época, sem qualquer tipo de identificação, tendo como única divisória o parágrafo e por vezes um elemento espacial. Torna-se confuso para um leitor menos atento, até porque as personagens mudam, ou por vezes continuam as mesmas, com pelo menos 50 anos a dividi-las da narrativa anterior.
As personagens são maioritariamente representadas pelas suas reflexões e pensamentos, que no entanto se intercalam sem identificação com a descrição de acontecimentos. Muitas vezes dei por mim a ler uma frase que julgava ser um raciocínio de uma personagem para acabar por descobrir a resposta de outra personagem em discurso habitual. Ou seja, as linhas de transição entre as várias componentes são bastante difusas, o que torna a leitura mais demorada, ou exigindo pelo menos uma maior atenção.
E quanto ao fim, a relação de certas personagens fica suspensa, falta um sentido de conclusão que ultrapasse o desvendar dos segredos do passado, e crie uma interligação com o presente, que foi sempre algo estranho e desconexo.
No fundo, as personagens e as suas relações são um dos pontos fortes desta narrativa, que nos fazem continuar e querer desvendar as suas conexões. Gostei, apesar de esperar algo diferente, e só gostava realmente que o livro tivesse outro tipo de composição, de forma a chegar mais facilmente a todo o tipo de leitores.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Espresso Book Machine

Uma nova máquina de vendas automática está a dar que falar, Encruzilhados.
Trata-se da Espresso Book Machine e a "magia" desta máquina é que pode imprimir qualquer livro em minutos. De momento a Espresso tem acesso a 500,000 livros diferentes, o equivalente a 23,6 milhas de espaço em prateleiras.
A Espresso imprime aproximadamente 100 páginas por minuto e em seguida corta-as, juntas e aplica-lhes uma lombada e capa. Feitas as contas, a Espresso é tão rápida que consegue imprimir o livro Crime e Castigo em apenas nove minutos. 
O modo de uso não poderia ser mais simples, os leitores escolhem o livro do catalogo, pagam-no e esperam que o mesmo seja impresso.
De momento a máquina mais perto de Portugal fica no Reino Unido, mais precisamente na Blackwell Books em Londres. Esta é sem dúvida uma maneira diferente de ter um livro novo!



Podem ver o artigo original aqui.

Passatempo: O Jogo Final, de Orson Scott Card

Boa tarde Encruzilhad@s!

No dia 5 de Novembro, a Editorial Presença relançou o livro O Jogo Final, da autoria de Orson Scott Card, uma das obras de ficção científica mais premiadas. A adaptação cinematográfica, com Harrison Ford e Ben Kingsley, estreia hoje nas salas portuguesas.
Para celebrar o relançamento do livro, a Editorial Presença realiza mais um passatempo em parceria com o Encruzilhadas Literárias.
Para se habilitarem a ganhar este livro, basta responderem correctamente ao formulário até dia 17 de Novembro e começarem a fazer figas.
Boa sorte!

«Para descobrirem as respostas deste passatempo, procurem a página do livro no site da Editora aqui»
«Estas e outras novidades da Editorial Presença aqui»

 
Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 17 de Novembro de 2013.
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.


Divulgação: Como Apanhar uma Estrela!

Como Apanhar uma Estrela

Oliver Jeffers

Livraria Cabeçudos

Sábado | 9 Nov | 16h
OFICINA ★★★★★
Era uma vez um rapaz que gostava muito
de estrelas...
COMO APANHAR UMA ESTRELA?
1.º Ir à Livraria Cabeçudos, ouvir a história que o actor Diogo DeCalle vai contar; 2.º Pegar nas tintas, nos pincéis e nas velas (sim, velas!) e descobrir as estrelas escondidas;
3.º Degustar as estrelas do lanche. Alguém gosta de chocolate?;
4.º Ir para casa com ideias brilhantes!!

A ENTRADA É LIVRE E A SAÍDA TAMBÉM.

Review: Princesses Don't Get Fat, by Aya Ling

Princesses Don't Get Fat
by Aya Ling
Published in: 2013
Nr. Pages: 136
Summary:
Princess Valeria of Amaranta is fat, but she doesn’t care. All she wants to do is to eat and lead an idle life. When it becomes apparent she cannot get a husband, her mother decides to send her to the Royal Riviera Academy of Fighting Arts. For a chubby princess who has never picked up a sword, life at the Academy is torture. Worst of all, the food is terrible.

Valeria decides to improve Rivieran cuisine by sneaking into the palace kitchens and offering her expertise, never expecting the crown prince would take interest in her kitchen excursions. As they spend more time together, the princess must decide whether she should become thin or stay in the kitchens with her beloved desserts and remain fat.

Rating: 3,5/5

Review: 
A while ago I wrote a post about books with plus-size heroines that have skinny girls on their covers. This always struck me as strange; I mean who are this skinny girls? Why do they appear on the cover instead of the heroine? The questions went on and on with no end and after a while I stopped looking for books with plus-size heroines so I wouldn't have a fit every time I saw the covers.
A couple of days ago however I decided to check my recommendations on GoodReads and found myself looking at the book Princesses Don't Get Fat by Aya Ling. I have to admit the summary made the book seam funny and light but the main thing that made me curios about Princesses Don't Get Fat was the girl in the cover. Why? Because she is plus-size and she is rocking a green dress that would look awful on me.
So being said I decided to get the e-book and read it. If you are looking for a very deep book with politics and all those shenanigans that high fantasy books are made of you better step-back.  Princesses Don't Get Fat is 136 pages of fairytale delight about a princess who is actually fat and loves to it. It's even better when you understand that she doesn't mind being fat, she is perfectly happy eating her deserts and having her gowns stretched to fit her. Like most fairy tales the queen decides to intervene and sends the princess to a camp so she can lose some of her weight. This was the twist that I was most afraid of because when this happens normally our main characters suddenly decides she wants to get thin or gets thin because of the workout and then gets all happy that she is finally thin because inside her little heart she always wanted to be thin.
Now I have two things to say about this type of story line:
1) It's true, some girls really want to be thin inside their hearts, they pretend to be happy being fat but they aren't, unfortunately most lack the strength to do something about it (others due to medical conditions can't do a thing about it which is worse) and because stories like these are real there should be books about it.
2) I was getting sick of it, because they were all like this. Even poor Bridget Jones was constantly on a diet and truth being said I just wanted a fat girl that was happy to be fat and that remained fat. (So thank you Aya Ling, THANK YOU!) Why? Because that's a feeling I can relate to. Now I won't say I never did a diet but I do have to confess I did it for health reasons.
Another reason that draw me to this book was the title itself. I found it funny and witty, specially because you have a fat princess on the cover. The story is funny and charming and it does have a fairy tale sense to it. I liked Aya Ling's writing and will try to check her other e-books when I get the time.
All and all it was a funny, charming and witty book that will make you droll at the deserts, so do stock up in sweets when you read it.

Edit 13/11/2013: Podem fazer download oficial e gratuito do livro na SmashWords aqui.

Novidades: Editorial Presença

«Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui

O fim da auto-publicação: O escândalo da Kobo

A WHSmith, a empresa responsável pelo Kobo no Reino Unido, foi recentemente acusada de fazer lucro com a venda de e-books que glorificam a violação e literatura erótica violenta.

Numa entrevista exclusiva ao The Telegraph, o chefe executivo da Kobo, Mike Serbinis, disse que a companhia tem a responsabilidade, como uma das principais editoras que está a fazer a transcrição para digital, de assegurar a qualidade dos livros no seu catálogo.
É por isso que desde meados deste mês, o site da Kobo, parte do site da WHSmith, tem estado em baixo enquanto vários empregados estão a rever os livros disponíveis no catálogo e a actualizar as políticas do site que permitem a publicação de e-books directamente pelos autores. 
Uma das soluções apresentadas pela empresa, passa por uma leitura prévia dos e-books, antes dos mesmos serem disponibilizados para compra. Contudo esta solução encontrou resistência por parte de vários autores que criaram inclusivamente uma petição on-line para a mesma não ser considerada. O grupo afirma que os livros são uma maneira de fugir da realidade onde vivemos e que para comprar livros eróticos não basta uma simples inscrição no site, é necessário um cartão de crédito e os livros tem de ser adquiridos. Assim a literatura erótica só pode ser comprada por adultos, o que significa que impedir os mesmos de a comprar é uma violação da liberdade de impressa. 
A Kobo garante que não quer violar a liberdade de impressa, apenas quer tornar mais difícil o acesso à literatura erótica de modo a que os e-books não se tornem a imagem de um único género literário. Tanto a Amazon como Barnes & Noble passaram por situações semelhantes e já por várias vezes retiraram dos seus catálogos livros que suportam o abuso, violação e violências extremas. No entanto, a WHSmith foi a primeira empresa a colocar o seu site off-line e a reformular todo o seu catálogo.




Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidades: Quinta Essência

O Barco Encantado
de Luanne Rice
N. Páginas: 292
Resumo:
Luanne Rice apresenta-nos o retrato caloroso, embora pungente, de três irmãs que vivem separadas e que regressam uma última vez a Martha's Vineyard para se despedirem da casa de família. Recordações da avó, da mãe e do pai irlandês, que partiu de barco no ano em que Dar, a mais velha, fazia doze anos, vieram ao de cima e expuseram as ténues brechas no mito da família - especialmente quando cartas antigas, agora descobertas, revelam uma verdade que as faz percorrer a terra natal dos seus antepassados. Transpostas para um lugar desconhecido, cada irmã encara a vida, os sentimentos e os laços com a casa de família sob uma nova perspetiva. Mas como abrirem mão de um local que contém o amor complexo da sua imperfeita família? O romance encerra uma temporada em Martha's Vineyard, uma missão à Irlanda, um elenco memorável de amigos, incluindo um místico extravagante, a paixão pelo surf e três irmãs muito diferentes com uma vida repleta de beleza, sofrimento e um amor profundo em que nunca tiveram a certeza de poder confiar. O Barco Encantado é um romance tão intemporal quanto o mar à volta do qual se desenrola e que tem Luanne Rice no seu melhor, capturando com o seu talento invulgar a família em toda a sua complexidade.
 
 Receitas Que Fazem Sonhar 
15 escritoras na cozinha. Sabores e segredos para partilhar a dois
N. Páginas: 104
Resumo: 
 A Quinta Essência traz-lhe uma selecção de receitas muito práticas utilizadas por algumas das suas autoras no dia-a-dia. Com entradas, pratos e sobremesas, eis aqui uma grande variedade de pratos com que pode alegrar e trazer algum romantismo às suas ementas. São receitas que fazem sonhar, de 15 escritoras que a levam a viajar pelo mundo!
 
Segredos do Teu Olhar
de Patricia Scanlan
N. Páginas: 488
Resumo:
A conclusão da trilogia começada com Tudo se Perdoa por Amor e Felizes para Sempre. Quando o amor esmorece, a vida conjugal pode ser um inferno. Com um bebé não planeado a caminho, uma filha recém-casada cujo casamento já está em apuros, uma adolescente que não quer comer e a esconderem segredos um do outro, Barry e Aimee vivem momentos difíceis. Quando o amor surge, as ex-mulheres podem causar uma série de problemas. E Marianna vai causar todos os problemas que puder para que o ex-marido não a substitua por outra. Famílias em crise, paixão, tragédia e os poderes curativos do amor - o brilhante e terno novo romance de Patricia Scanlan não o vai deixar indiferente.


Acasos do Amor
de Juliette Fay
N. Páginas: 480
Resumo:
A recém-divorciada Dana Stellgarten sempre foi delicada - até mesmo para com os operadores de telemarketing - mas agora está a esgotar-se-lhe a paciência. O dinheiro começa a faltar, os filhos ressentem-se da partida do pai e a sua sobrinha, uma adolescente gótica, acabou de lhe aparecer à porta. Quando Dana entra no turbilhão de um romance pós-divórcio e a abelha-mestra da cidade se torna sua amiga, descobre que a tensão entre manter-se fiel a si própria e gostarem dela não acaba na fase do ensino básico... e que, por vezes, precisamos de um verdadeiro amigo para nos ajudar a acolher a maturidade com toda a sua complexidade cheia de falhas.

Novidades: Casa das Letras

A Estação dos Ossos
de Samantha Shannon
N. Páginas: 496
Resumo:
2059. Paige Mahoney tem dezanove anos e trabalha no submundo do crime da Londres de Scion, na zona dos Sete Quadrantes, para Jaxon Hall. O seu trabalho consiste em procurar informações invadindo a mente de outras pessoas. Paige é uma caminhante de sonhos, uma clarividente - e, no seu mundo, no mundo de Scion, comete traição pelo simples facto de respirar. Está a chover no dia em que a sua vida muda para sempre. Atacada, drogada e raptada, Paige é levada para Oxford - uma cidade mantida em segredo há duzentos anos e controlada por uma raça poderosa, vinda de outro mundo, os Refaim. Paige é atribuída ao Guardião, um Refaíta com motivações misteriosas. Ele é o seu mestre. O seu professor. O seu inimigo natural. Mas, para Paige recuperar a sua liberdade, tem de se deixar reabilitar naquela prisão onde tem por destino morrer.

 A Misteriosa Mulher da Ópera
Autor: Vários
N. Páginas: 300
Resumo:
Um desafio. Sete autores. Catorze mãos. Sete personagens inesquecíveis. Uma única história. Uma trama arrebatadora que contém de tudo, desde crimes misteriosos, o fantasma de uma avó violinista, flûtes de champanhe, um gato persa chamado Psiché que por vezes se vê obrigado a fazer de pêndulo de Foucault, uma caixa de violino suspeita de assassinato, uma taberna onde se canta o fado em Xabregas, e amor, amor em catadupas, uma grande paixão, desencontros terríveis, equívocos inexplicáveis, reencontros inesperados. A aventura vai das avenidas de Paris, à Rua Heróis de Quionga, ao Teatro Nacional de São Carlos, ao cais de Xabregas e a um cacilheiro que parte para Veneza deixando um cadáver para trás.

Randi Zuckerberg escreve livro a incentivar vida off-line

É engraçado como a vida é por vezes irónica e sem dúvida embaraçosa.  Dia 17 deste mês os repórteres do Huffington Post anunciaram que Randi Zuckerberg, irmã do criador do Facebook, Mark Zuckerberg acaba de lançar um infantil no qual incentiva as crianças a levarem uma vida off-line.
Leram bem Encruzilhados, a irmã do criador do Facebook acaba de lançar um livro no qual ensina as crianças a deixarem de parte os seus telemóveis e tablets e terem uma vida mais off-line.
Randi, que até 2011 trabalhou no Facebook com o seu irmão e que agora tem a sua própria empresa, decidiu criar a personagem DOT, uma rapariga que adora a sua tecnologia, sejam ela o telemóvel, o tablet ou o portátil mas que precisa de ser recordada que a vida fora do ecrã tem muito mais cor. 
O tema da vida off-line não é estranho a Randi que já tinha escrito outro livro, desta feita para adultos, com o mesmo tema. Parece que o Dia de Acção de Graças da família Zuckerberg vai ser bastante interessante.
 



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.