Opinião: Maximum Ride 3 - Salvar o Mundo, de James Patterson

Maximum Ride 3: Salvar o Mundo
de James Patterson
 
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: TopSeller

Resumo:
Alerta! Um grupo de seis jovens com poderes extraordinários está em fuga. O seu líder é Maximum Ride, ou Max, uma rapariga de 14 anos que consegue voar. Deve ser considerada perigosa. Max e o seu bando estão destinados a grandes voos. Vivem em condições difíceis e não podem dar muito nas vistas. Afinal, seis miúdos com asas a atravessar os céus não passam despercebidos…
Nesta aventura o grupo vai ter de escapar ao terrível plano genocida criado por cientistas maléficos, os batas-brancas. E como se não bastasse, há um traidor entre eles. A união entre todos os elementos vai ser posta à prova enquanto enfrentam os inimigos mais poderosos de todos os tempos.
Será que um romance insuspeito, um blogue seguido por milhões de fãs e algumas revelações vão contribuir para que a missão de salvar o mundo seja realmente possível? Os leitores de James Patterson não vão descansar enquanto não tiverem a resposta certa. Mas cuidado: estas páginas são completamente viciantes.

Rating: 3/5

Comentário:
Spoilers dos livros 1 e 2.
Max Ride é a série juvenil de James Patterson que conquistou os leitores mais novos por todo o mundo. Com a sua destreza, cabeça fria e amor incondicional pelo seu bando, Max é uma heroína que agrada tanto a rapazes como raparigas e que nos deixa deliciados.
Tenho que confessar que no último livro fiquei um pouco chateada com Patterson e com a “voz” que surgiu na cabeça de Max. Pareceu-me uma batota desnecessária do autor para dar mais cabeça e seriedade a uma personagem que só tem 14 anos. Contudo, como Patterson consegue causar reviravoltas a todo o momento, não ficaria nada surpreendida se no final da série se descobrisse que a voz nada mais é que uma Max do futuro.
Digo isto porque a um terço do livro há um twist completamente inesperado que põe todas as aventuras de Max e do bando em prespectiva. Foi na realidade o que me fez levantar o sobrolho e começar a ler o livro com mais avidez. (Isso e outros desenvolvimentos mais para a frente.)
Não que eu desgoste da Max, mas depois de dois livros a correr e a matar Erasers, outro com a mesma base parecia um desperdício de tempo mas, com o twist que o autor inseriu, a minha curiosidade foi renovada e li o livro rapidamente. Mesmo assim, creio que Patterson revela muito pouco para o número de páginas com que nos presenteia, e esperava mais desenvolvimento e menos do mesmo (o que ajudaria a manter a série mais interessante).
[Sendo um pouco spoiler] 

Uma das coisas que mais gostei neste livro foi a insinuação de que Fang deveria/poderia ser o chefe do bando, mas que não o é porque sabe que Max tem mais capacidades do que ele. Achei este pequeno toque insinuante e fiquei contente por que Fang o admite sem se sentir inferior a Max, ou sentir o seu orgulho masculino manchado.
No segundo volume descobrimos que Fang tem um blogue. Neste terceiro, vamos tendo a oportunidade de explorar algumas entradas desse blogue, assim como o número de visitantes e alguns comentários redigidos no mesmo. E somos inclusivamente brindados com o link para nos juntarmos a esta realidade virtual (cliquem aqui, mas atenção que o blogue não é spoiler free).
Depois de voltas, reviravoltas e inclusivamente uma passagem pela Europa, o bando deixa-nos prontos para mais um volume de aventuras. Como sempre, a escrita de James Patterson não desaponta e quem já se habitou às suas constantes reviravoltas não ficará desapontado com este novo livro da saga.

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