Opinião: Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa, de Eric-Emmanuel Schmitt

Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa
de Eric-Emmanuel Schmitt
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 96
Editor: Marcador
Resumo:
Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa revela-nos a amizade entre uma criança com leucemia e uma voluntária na área da pediatria do Hospital que todos os dias o visita. Entre os dois decidem: «cada dia equivale a dez anos». O menino passa a brincar que avança no tempo e que aproveita a vida nas suas diferentes idades. Reinventa o Mundo sob a maravilhosa cor de fantasia e desafia a morte com um olhar divertido sobre o Universo dos adultos e das outras crianças doentes que o rodeiam no Hospital.
A história de um menino de dez anos e as cartas que escreve a Deus.

Rating: 3/5

Comentário:
De vez em quando gosto de ler livros tristes. Creio que o motivo pelo qual o faço se deve ao facto destes livros ajudarem a pôr os outros livros e a vida em perspectiva. Óscar e a Senhora Cor de Rosa foi um pequeno mimo que a Cláudia me ofereceu pelos anos (Ou terá sido Natal? É o que dá receber tudo de uma vez!) e que ajudou a preencher a minha quota de livros lamechas para os próximos dois meses.
É um livro pequeno e simples, não podemos esperar muito mais quando o nosso narrador tem 10 anos e está internado com cancro mas o que ninguém esperava é a fantástica viagem que Óscar empreende e que o leva a experimentar a magia de todas as idades mantendo a sua inocência infantil.
Com este livro apercebi-me de uma coisa fantástica: os problemas que nos seguem durante a vida são na realidade sempre os mesmos, mas há medida que crescemos e aprendemos novos truques vamos aprendendo a lidar melhor com uns e a dar mais importância a outros. Senão como é que aos 10 anos, poderia Óscar compreender o que é uma crise de identidade e sentir tudo o que os adultos sentem? (Dentro do possível, obviamente.) É sem dúvida uma realização mágica e que nos ajuda a por tudo em perspectiva. 
Estranhamente sinto-me um pouco roubada por este livro, nao sei se esperava mais ou se o achei demasiado simples. Simplesmente sei que a carta final foi a que finalmente me encheu os olhos de lágrimas mas que mesmo assim não consegui de todo atingir a choradeira que pretendia.
Creio que, e como disse a príncipio, temos de nos lembrar que o nosso narrador tem dez anos e o livro menos de 100 páginas. É um livro pequeno do qual me irei recordar com carinho e que apesar de ter gostado de ler, e de já o ter recomendado à minha mãe, imagino que não vá ser do agrado de todos os leitores.

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