Novidade: O Voluntário de Auschwitz, Witold Pilecki

Hoje, 27 de Janeiro, comemora-se o do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. A escolha do dia não surge por acaso, uma vez que foi a 27 de Janeiro de 1945 que os soviéticos libertaram Auschwitz, o maior e o mais mortífero centro de extermínio do III Reich

Emre Kertész, escritor húngaro de religião judaica, sobrevivente do holocausto, e laureado com o Nobel da Literatura em 2002, afirmou: «O problema de Auschwitz não é o de saber se devemos manter a sua memória ou metê-la numa gaveta da História. O verdadeiro problema de Auschwitz é a sua própria existência e, mesmo com a melhor vontade do mundo, ou com a pior, nada podemos fazer para mudar isso”.
Foram muitas as obras literárias que tentaram recriar o pesadelo que viveram milhões de judeus, vítimas da gigantesca e cruel máquina criminal nazi. Mas nenhuma é tão “crua” e real como O Voluntário de Auschwitz: O herói que se deixou capturar para contar ao mundo a terrível verdade sobre os campos de concentração nazis. Já à venda em todo o país, este livro é um documento histórico único e extraordinário. 

A sua adaptação ao cinema está já confirmada, e chegará ao Grande Ecrã pelas mãos de Samuel V. Franco e David Aaron Gray, produtores de World War Z. Vai ser, pela força da história, um dos filmes de 2015. E terá, garantidamente, tanto ou mais impacto como A Lista de Schindler. Declarações dos produtores aqui.

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Em O Voluntário de Auschwitz, Witold Pilecki refere-se com minúcia, num texto racional mas emocionalmente duríssimo, a tudo o que encontrou em Auschwitz:
·         A estrutura, o funcionamento e a evolução do campo; As hierarquias e funções nos comandos nazis; As condições de vida desumanas dos prisioneiros, e a solidariedade possível entre eles; As ações terríveis dos militares alemães e dos prisioneiros polacos dissidentes que colaboravam com oTerceiro Reich; A exponenciação, a partir de 1942, da brutalidade e dos crimes praticados no campo; A tentativa de organização dos prisioneiros em grupos de resistência; As estratégias tomadas para as fugas esporádicas do campo e a transmissão de informação para o exterior; A relativa inação dos Aliados perante os relatórios enviados por Pilecki. 
A história deste herói, desconhecida até agora, vai marcar todos os leitores, amantes de todos os géneros literários. Afinal, trata-se de um relato que podia ter mudado o curso da História.  

Witold Pilecki, capitão do Exército do Estado clandestino polaco, fez algo que mais ninguém teve a coragem de repetir: voluntariar-se para ser preso em Auschwitz, o mais violento e mortífero campo deconcentração nazi, e, dessa forma, relatar os horrores ali praticados pelo Terceiro Reich.

A missão, realizada entre 1940 e 1943, tinha dois objectivos: informar os Aliados sobre as práticas nazis nos seus campos de concentração, dos quais se conheciam, então, apenas algumas informações esparsas, mas muito preocupantes; e organizar os prisioneiros em grupos de resistência contra as forças alemãs, na tentativa de controlar o campo.

Sobrevivendo a muito custo a quase três anos de fome, doença e brutalidade, Pilecki foi bem-sucedido na sua missão, conseguindo evadir-se do campo de concentração em Abril de 1943. O Voluntário de Auschwitz é o relatório mais extenso do capitão Witold Pilecki, completado em 1945, no exílio. Escondido pela ditadura comunista na Polónia durante mais de 40 anos, este documento único na história e na literatura sobre Auschwitz, a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto é agora publicado pela primeira vez em português.

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A Vogais disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata, aqui.

E a minha resposta é: Será que os filmes de acção são mau para raparigas adolescentes?

Hoje enquanto passeava pelo site do The Guardian dei comigo a olhar feita parva para uma das suas notícias. Com o título Is teen romantic fiction bad for boys? o artigo, que podem ler aqui, explora a ideia que os romances para adolescentes são "maus" para os rapazes normais porque transformam todos os rapazes em modelos que, obviamente, estão em contacto com os seus sentimentos, são ricos e bem sucedidos. Isto faz com que os rapazes que são mais pesados, usem aparelho ou, de alguma forma, não se enquadrem nesta imagem se sintam mal consigo mesmos e que isso os poderá levar a acreditar que "nunca encontrarão ninguém".
A repórter acaba o artigo perguntando se os romances nos criam uma perspectiva errada dos homens ou se são uma maneira de afogarmos as mágoas por eles não serem assim?
Ora bem Encruzilhados, seguindo esta lógica eu pergunto: Será que os filmes de acção são mau para raparigas adolescentes? Ou até mesmo comédias românticas? Porque sejamos sinceros, por muito feia que eles queiram pôr a actriz principal ela nunca está tão feia quanto isso (não pelo menos na minha opinião) e mesmo que ela esteja feia há sempre maneira de a fazer bela e deslumbrante. E se queremos falar de actrizes pesadas em papéis principais, vamos a levantar duas mãos para as contar e mesmo assim acredito que nos sobrem dedos. E querem falar da representação oca de maior parte das mulheres nos filmes?
Compreendo que a repórter tenha querido chamar a atenção para um assunto que na realidade é importante, a imagem que os média projectam nos adolescentes e o peso que isso acarreta na sociedade de hoje mas a verdade é que as raparigas são muito mais danificadas pelas imagens projectadas dos mídia do que provavelmente os rapazes pelas imagens dos livros.
Que pensam, Encruzilhados? Será que estou completamente louca ou há alguma razão no que digo?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidade: Ofélia, de Julieta Arroquy

Ofélia
de Julieta Arroquy
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 96
Editor: Clube do Autor

O universo feminino com humor e perspicácia

A nova heroína do mundo das histórias de banda desenhada
finalmente em português

A Ofélia é uma mulher confiante, insegura, doce, sarcástica, apaixonada, descrente, sonhadora, pessimista, doce, corrosiva. No fundo, um poço de contradições.
No fundo, como todas nós.
 
Ana Garcia Martins, autora do blogue A Pipoca Mais Doce
 
Ofélia é um livro que navega pelo tão analisado e explorado universo das mulheres, sem evitar o campo minado de clichês como se fossem uma praga, mas reflectindo sobre esses lugares comuns com desenvoltura e tranquilidade.

Ofélia é para reler quando estamos tristes ou desanimadas, para partilhar com uma amiga, para deixar em cima da mesa da sala para delícia das visitas. É um livro cheio de ideias, de vivacidade, de verdades que todas pensamos, mas que nem sempre sabemos como dizê-las. É, antes de mais nada, um livro feliz. Um livro bonito e cheio de esperança. Necessário. Carinhoso. Amável para os olhos. Um livro que leva para o papel um hábito esquecido tanto nos blogues como nas prateleiras das livrarias: ler com um sorriso. Carolina Aguirre, guionista e escritora argentina

Vencedores do Passatempo "2363", de Y. N. Daniel

Boa noite!

O passatempo acabou há uns dias mas não nos esquecemos de vocês. Ultimamente andamos ambas com falta de tempo, pelo que a ginástica matinal pelo Encruzilhadas tem andado meio suspensa. Sendo assim, e depois de solicitar a colaboração do fantástico Random.org, aqui ficam os tão esperados vencedores:

António Silva, de Avanca
Horácio Teles, de Alverca

Mais uma vez, muitos parabéns! Para quem ainda não conseguiu ser premiado pelo nosso Blog, não se esqueçam que estão a decorrer 4 passatempos de aniversário até 30 de Janeiro. Participem!

Opinião: Oska Pollock - A Inesperada, de Anne Plichota e Cendrine Wolf



 Oska Pollock - A Inesperada
 de Anne Plichota e Cendrine Wolf

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 460



Resumo: Com treze anos de idade, Oksa Pollock descobre que tem poderes especiais. Quando conta à avó o que se está a passar, é-lhe revelado o segredo das origens da sua família e a incrível missão que, apesar da sua pouca idade, lhe está destinada! A família Pollock vem de Edéfia, um mundo invisível e mágico, oculto algures no planeta Terra, que foi palco de um violento combate. Parte dos habitantes veio viver entre os humanos, incluindo Ocious, que é extremamente ambicioso e deseja tonar-se o senhor de Edéfia e do resto do mundo. E é sobre os jovens ombros de Oksa que recai agora a responsabilidade de salvar o seu povo. Ela é a sua última esperança...

 Rating: 3,5/5 

Opinião: Os livros infantojuvenis são sempre muito especiais para mim, pois foi através deles que me fascinei pela leitura e quis descobrir o mundo dos livros. Geralmente não gosto destas conotações entre uns sucessos literários e outros, não só porque criam expectativas desajustadas, como não são justas para nenhuma das obras em causa. Neste caso, não concordo que Oska seja um "Harry Potter" francês, mas merece todo o mérito e consideração pelo livro que é.
Com uma linguagem nitidamente orientada para um público mais novo (é necessário ter isso em mente se quisermos na mesma lê-lo), Oska traz-nos um novo mundo de descobertas, com seres estranhos e enigmáticos, feitiços e palavras mágicas, associadas a uma complexa rede de traições, descobertas inusitadas e segredos de família que nunca mais acabam! As criaturas mágicas são muito diversas, cada uma bastante presente ao longo do livro, e bastante peculiares.
Acompanhada por um grupo de amigos bem-disposto e uma família excêntrica, mas bastante unida, Oska vai-se ver desafiada por um leque de desafios que não terminarão tão cedo, e cujas notas introdutórias ficamos a conhecer neste primeiro livro.
Após descobrir a natureza de certos acontecimentos, ver-se-á direccionada para um mundo novo, onde o seu papel é preponderante, e mesmo que quisesse, não teria como escapar a toda uma dinâmica determinada anos antes.
Acho que a estória está bem construída, com um enredo credível e desperta a curiosidade (especialmente aos mais novos que pegarem neste livro). Sinto que o mundo fantástico poderia estar um pouco melhor trabalhado, e que as nomenclaturas resultantes desse universo perderam-se um pouco com a tradução, tornando-se infantis em demasia, o que era escusado, até atendendo que adolescentes com 12/13 anos gostam que não lhes lembrem que ainda podem ser considerados crianças. Tirando isso, a linguagem até é bastante recorrente e adaptada, com um discurso coerente e corrente, e que me deu imenso prazer em ler.
Oska é uma miúda cheia de forma, e com todas as fragilidades da idade, que gosta de ser social, e se unir à família e aos amigos para ser uma pessoa sociável e saudável. É por ter esta base de apoio tão forte, que consegue ir vencendo as adversidades, recuperando após cada erro cometido, admitindo as suas fraquezas, e recuperando as energias perante o optimismo de Gus, o amigo de todas as horas. Mais um livro de aventuras a não perder!

«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e ler nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Quatro anos!


Não é todos os dias que festejamos, e muito menos 4 anos! Quem diria que estaríamos aqui hoje, a celebrar um projecto criado meio a brincar, e que tem um impacto tão grande nas nossas vidas hoje em dia? 
É importante saber que estão desse lado, que o ajudam a construir, a melhorar diariamente, e principalmente, que podemos divertir-nos em conjunto a falar sobre livros e leitura! Por isso, vamos hoje festejar à grande; o que não seria possível sem prendinhas, e como não nos esquecemos de vocês, aqui ficam os fantásticos passatempos de Aniversário!

4 anos, 4 packs e um pequeno bónus surpresa! Tão secreto mas tão secreto que não o iremos revelar, já já! ;)

Cliquem nos links e saibam como ganhar os packs que temos em sorteio:

 Pack 1 ~.~ Pack 2 ~.~ Pack 3 ~.~Pack 4 ~.~ Pack 5 Bónus

Novidade: Primeiro Amor, de James Patterson

Primeiro Amor
de James Patterson
Editora: TopSeller
Sinopse:
Baseado em acontecimentos reais da vida de James Patterson, este é um romance imperdível para quem gosta de história de amor. E, quem não se lembra do seu primeiro amor?

«Axi Moore era uma aluna aplicada. Mas não gostava de dar nas vistas e não contava a ninguém que o que realmente desejava era fugir de tudo. A única pessoa no mundo em quem confiava era Robinson, o seu melhor amigo, por quem estava secretamente apaixonada. 

Quando finalmente decide seguir os seus impulsos e quebrar as regras, Axi convida Robinson para a acompanhar na sua longa viagem. Uma jornada intempestiva, marcada pela paixão oculta e pelo desejo de descobrir o mundo. Mas o que no início era apenas uma aventura livre e despreocupada em breve vai tomar um rumo perigoso e incontrolável. Envolvidos numa sucessão de acontecimentos violentos e dramáticos, os protagonistas são colocados à prova das mais variadas formas. Poderá a primeira grande paixão das suas vidas sobreviver a tudo, até que a morte os separe?»
 
Nas livrarias a 30 de Janeiro

Opinião: Lisboa - a Cidade Vista de Fora (1933-1974), de Neill Nochery



Lisboa 1933 - 1974 - A Cidade Vista de Fora
 de Neill Lochery

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 280

Resumo:
É uma obra que se debruça sobre as histórias dos estrangeiros que marcaram presença na cidade durante o período do Estado Novo. Reis e rainhas exilados, espiões, diplomatas, líderes mundiais e chefes de Estado, refugiados, estrelas de Hollywood e outras celebridades da época oferecem-nos uma perspectiva diferente e única do clima vivido em Lisboa durante quatro décadas, e da importância assumida pela capital em alguns momentos-chave da história europeia no século XX. Para quem considera que o contributo de Lisboa para o mundo terminou com o final da era dos Descobrimentos portugueses, esta obra torna-se uma leitura essencial, curiosa e surpreendente.


 Rating: 4/5 

Opinião: Esta foi a minha última leitura com a Editorial Presença e não podia ter gostado mais! São raras as vezes em que leio livros de não-ficção mas este foi um dos que não quis mesmo perder. De facto, tendo morado toda a minha vida na área da Grande Lisboa, este fantasma mítico da Lisboa dos velhos tempos cresceu comigo, e todos os locais e recantos de história que reflectem as grandes personalidades, as imagens de marca da socialite internacional, a magia de diversas casas reais europeias a circularem pelas mesmas ruas que hoje são minhas sempre teve algo de mágico. Não pelas personalidades em questão, mas pelas páginas de história, mais ou menos conhecidas, que foram sendo escritas sobre e para este espaço.
Não posso deixar de dizer que fiquei entusiasmada e o li num ápice, cheia de atenção a todos os pormenores. É bom terminar uma leitura, confirmando várias coisas que já sabia, recolhendo factos e coleccionando novas descobertas. Quantos daqui sabem que o Casino Royal, primeira grande aventura do 007, foi inspirada no Casino do Estoril, em plena II Guerra Mundial? E que antes de termos o aeroporto na Portela os aviões provenientes de tantos lugares longínquos como os Estados Unidos amaravam no Tejo? Ou que tivemos dois casamentos de casas reais no Estoril durante este período? Talvez sejam factos de conhecimento comum, mas que para as gerações mais novas (nas quais eu me incluo), são uma redescoberta das terras que são nossas, as quais nos habituámos a conhecer e a percorrer pela palma dos pés, e que nos trazem um rectrato vivido de uma Europa já muito diferente, com dinâmicas geopolíticas de cortar a respiração, e num ambiente de espionagem e suspense que talvez não se esperasse para a representação de uma Lisboa pacata.
São sem dúvida quadros de época, repletos de pormenores de construções idiomáticas, jogos de palavras e armadilhas de poder, que representam o interesse de diplomacia internacional por Lisboa, mais precisamente pela sua posição geográfica, e pelo significado de Portugal enquanto dado de jogo nos rearranjos internacionais resultantes tanto dos conflitos da II Guerra Mundial como da Guerra Fria. Senão acreditam, têm de ler, mas podem contar com co-habitação de ingleses e alemães nas ruas que tão conhecemos, com ilustrações da bonita Lisboa em filmes e revistas de renome, e com cartões de visita a imensas personalidades internacionais, onde contamos com artistas, actores, empresários, jornalistas, políticos e elementos das casas reais que marcaram o panorama internacional, e que passaram e/ou habitaram em Portugal (a título de exemplo, a princesa Grace Kelly ou a visita de Isabel II e do marido).
Só não leva um cinco porque acho que apesar destes acontecimentos importantes, e ainda que surjam excertos descritivos de Lisboa, o livro precisava de um capítulo introdutório caracterizador da cidade à época, assim como das populações locais, de modo a que todos os enquadramentos representados tivessem um seguimento sustentado. A lógica segue também para a apresentação de um mapa da cidade, a acompanhar os variados registos fotográficos, dado que as ruas que a mim me são familiares, porque sempre aqui vivi, o possam não ser quem não a conheça tão bem ou nunca tenha visitado Lisboa.

«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Atenção Escritores!

Não têm histórias escondidas lá na vossa cozinha? Destapem o tacho e espreitem. O prazo está a terminar...

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Novidades: Porto Editora


Teve lugar, esta manhã, na sede do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, em Lisboa, a apresentação de novidades literárias das chancelas da Porto Editora para o primeiro semestre de 2014. Autores como Isabel Allende, Miguel Esteves Cardoso, Teolinda Gersão e João Pedro Marques vão ter novos livros. A sessão começou com uma retrospetiva do segundo semestre de 2013, no qual foram editadas obras de Valter Hugo Mãe, Jamie Oliver, Mário de Carvalho, Richard Zimler, Don DeLillo, Ana Luísa Amaral, Stefan Zweig e José Tolentino Mendonça. 

Cláudia Gomes evidenciou a publicação, pela Porto Editora, dos sucessores de dois grandes bestsellers recentes: O Jogo de Ripper, novo romance de Isabel Allende, e um novo livro de crónicas de Miguel Esteves Cardoso. Também no âmbito da Porto Editora, Manuel Alberto Valente salientou O Estranho Caso de Sebastião Moncada, de João Pedro Marques, autor do sucesso Uma Fazenda em África, e também Canadá, de Richard Ford. 

A Sextante Editora vai continuar a edição das obras de Alexandr Soljenitsine, com Zacarias Escarcela, e João Rodrigues destacou também Passagens, novo romance de Teolinda Gersão.

Vasco David enfatizou a entrada de dois novos autores para o catálogo da Assírio & Alvim, com a publicação de A Misericórdia dos Mercados, de Luís Filipe Castro Mendes, e de As Leis da Fronteira, de Javier Cercas. 

Foram apresentados 82 títulos, distribuídos por cinco chancelas: Porto Editora, Albatroz, 5 Sentidos, Ideias de Ler, Sextante e Assírio & Alvim.

Opinião: Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa, de Eric-Emmanuel Schmitt

Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa
de Eric-Emmanuel Schmitt
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 96
Editor: Marcador
Resumo:
Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa revela-nos a amizade entre uma criança com leucemia e uma voluntária na área da pediatria do Hospital que todos os dias o visita. Entre os dois decidem: «cada dia equivale a dez anos». O menino passa a brincar que avança no tempo e que aproveita a vida nas suas diferentes idades. Reinventa o Mundo sob a maravilhosa cor de fantasia e desafia a morte com um olhar divertido sobre o Universo dos adultos e das outras crianças doentes que o rodeiam no Hospital.
A história de um menino de dez anos e as cartas que escreve a Deus.

Rating: 3/5

Comentário:
De vez em quando gosto de ler livros tristes. Creio que o motivo pelo qual o faço se deve ao facto destes livros ajudarem a pôr os outros livros e a vida em perspectiva. Óscar e a Senhora Cor de Rosa foi um pequeno mimo que a Cláudia me ofereceu pelos anos (Ou terá sido Natal? É o que dá receber tudo de uma vez!) e que ajudou a preencher a minha quota de livros lamechas para os próximos dois meses.
É um livro pequeno e simples, não podemos esperar muito mais quando o nosso narrador tem 10 anos e está internado com cancro mas o que ninguém esperava é a fantástica viagem que Óscar empreende e que o leva a experimentar a magia de todas as idades mantendo a sua inocência infantil.
Com este livro apercebi-me de uma coisa fantástica: os problemas que nos seguem durante a vida são na realidade sempre os mesmos, mas há medida que crescemos e aprendemos novos truques vamos aprendendo a lidar melhor com uns e a dar mais importância a outros. Senão como é que aos 10 anos, poderia Óscar compreender o que é uma crise de identidade e sentir tudo o que os adultos sentem? (Dentro do possível, obviamente.) É sem dúvida uma realização mágica e que nos ajuda a por tudo em perspectiva. 
Estranhamente sinto-me um pouco roubada por este livro, nao sei se esperava mais ou se o achei demasiado simples. Simplesmente sei que a carta final foi a que finalmente me encheu os olhos de lágrimas mas que mesmo assim não consegui de todo atingir a choradeira que pretendia.
Creio que, e como disse a príncipio, temos de nos lembrar que o nosso narrador tem dez anos e o livro menos de 100 páginas. É um livro pequeno do qual me irei recordar com carinho e que apesar de ter gostado de ler, e de já o ter recomendado à minha mãe, imagino que não vá ser do agrado de todos os leitores.

Novidades: Editorial Presença

«Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui

Novidade: Paixão Proibida em Summerset Abbey, de T. J. Brown

 Os fãs da série televisiva Downton Abbey têm no novo livro de T. J. Brown mais uma oportunidade de reviver os usos e costumes da época vitoriana e os jogos de poder da aristocracia britânica. A autora inspirou-se na mesma época retratada na famosa série de televisão para contar as histórias de Rowena, Victoria e Prudence, três jovens à procura do seu lugar numa sociedade em mudança. O mundo prepara-se para uma provável guerra e os modelos sociais estão em convulsão.

Neste livro encontramos as três protagonistas em diferentes fases das suas vidas, cada qual com um segredo, cada uma sofrendo por razões distintas à medida que vão perdendo a inocência e decidem lutar pelo seu próprio destino. Além da forte componente histórica, tão elogiada no primeiro romance da autora, destaque também neste livro para a história das três jovens e o reafirmar da sua força e amizade.
  
Volume 1: As Mulheres de Summerset Abbey
Novidade: Paixão Proibida em Summerset Abbey

Passatempo: 2363 - O futuro como você nunca imaginou, de Y.N. Daniel



2363
de Y. N. Daniel 
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 400
 
 2363 - O futuro como você nunca imaginou.


Sinopse:
Os funcionários da embaixada americana em Paris são barbaramente assassinados. A CIA, que em 2363 é um órgão independente do poder público, afirma ter provas de que a operação foi arquitetada por pessoas ligadas ao governo francês. O povo americano pede uma ação enérgica do governo, mas este não pode confiar cegamente na CIA.
Então, para responder a pergunta "Tem a CIA, ou qualquer organização governamental, envolvimento no atentado à embaixada americana em Paris?" é contratada, sem que o presidente saiba, Gloria Sanson, uma prostituta que tem a rara habilidade de ler mentes. Sua missão, vasculhar a mente do diretor da CIA e sobreviver para contar o que viu. Há vinte anos no ramo, confiando na sua experiência e sorte, ela aceita o trabalho sem saber de um pequeno detalhe: é uma missão suicida.

E antes do aniversário (na próxima semana) aqui fica o primeiro passatempo de 2014! Fomos contactadas há umas semanas pelo autor Y. N. Daniel, que se disponibilizou para oferecer dois exemplares do seu livro para sorteio. 


Se quiseres saber mais sobre o livro, podem acompanhar a informação na página oficial do Facebook ou no Blog.

Respondam ao formulário em baixo e habilitem-se a ganhar um dos exemplares. Boa sorte!

Regras do Passatempo:


1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 16 de Janeiro de 2013.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e o autor Y. N. Daniel não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

Opinião: Maximum Ride 3 - Salvar o Mundo, de James Patterson

Maximum Ride 3: Salvar o Mundo
de James Patterson
 
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: TopSeller

Resumo:
Alerta! Um grupo de seis jovens com poderes extraordinários está em fuga. O seu líder é Maximum Ride, ou Max, uma rapariga de 14 anos que consegue voar. Deve ser considerada perigosa. Max e o seu bando estão destinados a grandes voos. Vivem em condições difíceis e não podem dar muito nas vistas. Afinal, seis miúdos com asas a atravessar os céus não passam despercebidos…
Nesta aventura o grupo vai ter de escapar ao terrível plano genocida criado por cientistas maléficos, os batas-brancas. E como se não bastasse, há um traidor entre eles. A união entre todos os elementos vai ser posta à prova enquanto enfrentam os inimigos mais poderosos de todos os tempos.
Será que um romance insuspeito, um blogue seguido por milhões de fãs e algumas revelações vão contribuir para que a missão de salvar o mundo seja realmente possível? Os leitores de James Patterson não vão descansar enquanto não tiverem a resposta certa. Mas cuidado: estas páginas são completamente viciantes.

Rating: 3/5

Comentário:
Spoilers dos livros 1 e 2.
Max Ride é a série juvenil de James Patterson que conquistou os leitores mais novos por todo o mundo. Com a sua destreza, cabeça fria e amor incondicional pelo seu bando, Max é uma heroína que agrada tanto a rapazes como raparigas e que nos deixa deliciados.
Tenho que confessar que no último livro fiquei um pouco chateada com Patterson e com a “voz” que surgiu na cabeça de Max. Pareceu-me uma batota desnecessária do autor para dar mais cabeça e seriedade a uma personagem que só tem 14 anos. Contudo, como Patterson consegue causar reviravoltas a todo o momento, não ficaria nada surpreendida se no final da série se descobrisse que a voz nada mais é que uma Max do futuro.
Digo isto porque a um terço do livro há um twist completamente inesperado que põe todas as aventuras de Max e do bando em prespectiva. Foi na realidade o que me fez levantar o sobrolho e começar a ler o livro com mais avidez. (Isso e outros desenvolvimentos mais para a frente.)
Não que eu desgoste da Max, mas depois de dois livros a correr e a matar Erasers, outro com a mesma base parecia um desperdício de tempo mas, com o twist que o autor inseriu, a minha curiosidade foi renovada e li o livro rapidamente. Mesmo assim, creio que Patterson revela muito pouco para o número de páginas com que nos presenteia, e esperava mais desenvolvimento e menos do mesmo (o que ajudaria a manter a série mais interessante).
[Sendo um pouco spoiler] 

Uma das coisas que mais gostei neste livro foi a insinuação de que Fang deveria/poderia ser o chefe do bando, mas que não o é porque sabe que Max tem mais capacidades do que ele. Achei este pequeno toque insinuante e fiquei contente por que Fang o admite sem se sentir inferior a Max, ou sentir o seu orgulho masculino manchado.
No segundo volume descobrimos que Fang tem um blogue. Neste terceiro, vamos tendo a oportunidade de explorar algumas entradas desse blogue, assim como o número de visitantes e alguns comentários redigidos no mesmo. E somos inclusivamente brindados com o link para nos juntarmos a esta realidade virtual (cliquem aqui, mas atenção que o blogue não é spoiler free).
Depois de voltas, reviravoltas e inclusivamente uma passagem pela Europa, o bando deixa-nos prontos para mais um volume de aventuras. Como sempre, a escrita de James Patterson não desaponta e quem já se habitou às suas constantes reviravoltas não ficará desapontado com este novo livro da saga.