Divergente, o filme


Produzido pela Summit Entertainment/Lionsgate, estúdio conhecido pela saga Crepúsculo, estreia em Portugal, esta quinta-feira, 3 de abril, o filme mais aguardado do ano: Divergente, a adaptação do livro homónimo, da autoria de Veronica Roth e publicado no nosso país pela Porto Editora.

A estreia deste filme, distribuído pela PRIS Audiovisuais, acontece poucos dias depois do lançamento do terceiro livro desta saga, intitulado Convergente, que aconteceu a 21 de março. Esta obra, bem como as anteriores (Divergente e Insurgente), garantiram a uma muito jovem autora (tinha 23 anos aquando da publicação do primeiro livro) um sucesso à escala global e muitos fãs em Portugal.

Novidade: As Miúdas Gallagher, de Ally Carter

 
Ally Carter vive nos EUA, onde trabalha com entusiasmo na escrita de livros para adultos e jovens. Os seus livros já foram publicados em mais de 20 países, e tornaram-se bestsellers do New York Times, USA Today e The Wall Street Journal.

As Miúdas de Gallagher marca a sua estreia na literatura juvenil e, após seis títulos já editados no estrangeiro, a coleção chega agora a Portugal com selo de qualidade da  Disney.

As Miúdas de Gallagher: Se Disser que Te Amo, Vou Ter de Te Matar é o primeiro volume da coleção cujos direitos de adaptação para televisão já foram comprados, e promete fidelizar as jovens leitoras (13+), ou não fosse o enredo super especial, como as personagens!

 SINOPSE

O Colégio Gallagher (para Raparigas Excecionais) parece à primeira  vista uma escola típica, onde as adolescentes se  preocupam em combinar a cor da mala com o top que vão  usar, e suspiram quando um professor giro lhes sorri.

Isso até é verdade, mas o que o comum dos mortais desconhece é que nas suas malas levam câmaras ocultas e o tal professor giro dá aulas de Preparação para Missões Secretas. O Colégio garante que forma os maiores génios do país… mas na realidade é a melhor e mais conceituada escola de espias e agentes secretas.

Cammie Morgan (ou Camaleão, como gostam de lhe chamar) é uma das miúdas de Gallagher. Passou para o segundo ano do curso e pode dizer-se que é uma óptima aluna: é fluente em catorze línguas e capaz de matar um inimigo de sete maneiras diferentes (uma das quais apenas com esparguete cru).

Mas ela é também uma adolescente. E no momento em que conhece um rapaz da cidade, que nunca poderá saber quem ela é na realidade, percebe que há questões para as quais o Colégio não a preparou. Cammie está prestes a enfrentar a missão mais perigosa de sempre: apaixonar-se! Será que está preparada?

Já a ler outro?

Não querendo começar uma controvérsia Encruzilhados, quero partilhar hoje com vocês uma história que aconteceu ao nosso Consultor do blog. Tal como eu e a Cláudia, o Alexandre ama ler e vai com livros para todo o lado. Isto é uma atitude típica de quem lê e como sabemos salva-nos muitas vezes de ficarmos horas a olhar para as paredes quando esperamos uma consulta ou um comboio.
Aqui há uns dias quando acabava de chegar ao emprego e cumprimentava os colegas, o Alexandre foi abordado pelo seu Supervisor que com um sorriso amarelo comentou olhando para o livro que ele tinha nas mãos: Já a ler outro? Mas que gay! Não há nada mais gay no mundo do que ler!
Claro que o Alexandre e os seus colegas de trabalho refutaram rapidamente este comentário o que levou a que o Supervisor saísse de ao pé dele rapidamente bastante aborrecido.
Quanto a vocês não sei Encruzilhados, mas quanto a mim nunca me passou pela cabeça que o gosto de ler estivesse directamente ligado à orientação sexual de uma pessoa.
Por isso da próxima vez que alguém vos disser que gosta muito de ler já sabem, a pessoa é sem dúvida alguma uma amante de livros.


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Nomeados Booktrust Best Book Awards

A primeira edição do Booktrust Best Book Awards já tem nomeados e entre eles podemos encontrar autores como Jonathan Stroud, David Walliams e John Green.
Para quem, como eu, gosta de ver os nomeados e ir em busca das respectivas sinopses aqui ficam as listas dos nomeados.

Best Picture Book (childen aged five and under)
Peck Peck Peck by Lucy Cousins (Walker Books)
The Storm Whale by Benji Davies (Simon & Schuster Children's Books)
The Snatchabook by Helen and Thomas Docherty (Alison Green Books)
Do Not Enter the Monster Zoo! by Amy Sparkes and Sara Ogilvie (Red Fox)

Best Story Book (6-8 years)
The Great Galloon by Tom Banks (Hot Key Books)
Penny Dreadful is a Record Breaker by Joanna Nadin (Usborne Publishing Ltd)
Timmy Failure: Mistakes Were Made by Stephan Pastis (Walker Books)
Oliver and the Seawigs by Philip Reeve & Sarah McIntyre (Oxford University Press)

Best Story Book (9-11 years)
The Jade Boy by Cate Cain (Templar)
Diary of a Wimpy Kid: Hard Luck by Jeff Kinney (Puffin Books)
The Mysterious Misadventures of Clemency Wrigglesworth by Julia Lee (Oxford University Press)
Lockwood and Co: The Screaming Staircase by Jonathan Stroud (HarperCollins)

Best Fact Book (9-11 years)
Not for Parents: How to be a Dinosaur Hunter by Scott Forbes (Lonely Planet Publications)
Space in 30 Seconds by Clive Gifford (Ivy Kids)
Operation Ouch! by Dr Chris and Dr Xand van Tulleken (Little, Brown Young Reader)
The Romans: Gods, Emperors and Dormice by Marcia Williams (Walker Books)
  
Best Story Book (12-14 years)
You Don't Know Me by Sophia Bennett (Chicken House)
Heroic by Phil Earle (Penguin Books)
The Fault in Our Stars by John Green (Penguin Children's Books)
Dead Romantic by C J Skuse (Chicken House)
 
Best Tech Stuff (0-14 years)
Signed Stories: A Lark in the Ark by Peter Bently (ITV Signposts)
Little Red Riding Hood by Ed Bryan (Nosy Crow)
Axel Scheffler's Flip-Flap Farm by Axel Scheffler (Nosy Crow)
The Slightly Annoying Elephant (iBook) by David Walliams (Harper Collins Children's Books/Bookry)

Resultado do Passatempo: A Sorte dos Irlandeses

Olá, olá Encruzilhados!
Pensavam que já nos tínhamos esquecido deste nosso passatempo? Nem pensar nisso! 
Depois de uma viagem rápida à Irlanda na qual eu e a Cláudia andamos em busca dos tão famosos duendes e trevos da sorte, temos a dizer-vos que já encontramos os vencedores do nosso passatempo!
A nossa amiga sorte não bafejou ninguém em especial para ter os dois livros, mas dois Encruzilhados tiveram a sorte acertaram mais números que o resto dos participantes. Para grande sorte a deles também, não queriam o mesmo o livro! 
Sem mais demoras, os vencedores do nosso fantástico passatempo de São Patrício são os seguintes:

Forsaken: Maria de Lurdes [...] dos Reis, de Aveiro
Pilgrim of the Sky: Jorge [...] Martins, de Castelo Paiva

Parabéns aos vencedores! Vão receber em breve um e-mail para confirmarem a morada. :)

Opinião: Half Bad – Entre o Bem e o Mal, de Sally Green

Half Bad – Entre o Bem e o Mal
de Sally Green
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 320
Editor: Editorial Presença
Resumo:
Na Inglaterra dos nossos dias, bruxos e humanos vivem aparentemente integrados. Na realidade, os bruxos têm a sua própria sociedade secreta, as suas regras e a sua guerra, que divide os Bruxos Brancos, considerados «bons», e os Bruxos Negros, odiados e perseguidos pelos Brancos. O herói, Nathan, é filho de uma Bruxa Branca e de um Bruxo Negro e, portanto, considerado perigoso. Nathan é constantemente vigiado pelo Conselho dos Bruxos Brancos desde que nasceu e aos 16 anos é encarcerado e treinado para matar. Mas Nathan sabe que tem de fugir antes de completar 17 anos e a sua determinação é inabalável. Este é o romance de estreia de Sally Green e o primeiro volume de uma nova trilogia do género fantástico.

Comentários
Cláudia:3/5
Já há algum tempo que um livro não me era tão difícil de decifrar, ou melhor, de decifrar o que sinto em relação a ele. E porque isso não é necessariamente mau, esta opinião terá de ser feita camada a camada porque é a única forma de o abordar.
Vou começar por falar da escrita da autora, muito diferente do que tenho lido ultimamente, e definitivamente uma lufada de ar fresco. Existe uma constante altercação de posições e modelos discursivos, o que ao início parece um pouco estranho e pode provocar alguma dificuldade de ajustamento, mas que rapidamente assumimos como uma característica do estilo narrativo de Sally Green e passamos a encará-lo com outros olhos. Para começar, apercebi-me de que é um tudo ou nada irritante comunicar com alguém sobre uma experiência pessoal, remetendo para a 2º pessoa do singular dos tempos verbais (exemplo: "tu levantas-te" em vez de "eu levantei-me"). Por vezes tenho esse hábito quando retracto cenários hipotéticos e nunca ninguém teve a coragem de me dizer que deveria pararo. Sei-o agora e vou-me esforçar para isso. Voltando ao livro, quando finalmente nos começamos a habituar, dá-se uma reviravolta e a mesma personagem aborda-nos segundo uma diferente forma. A parte mais interessante é que determina várias passagens temporais ou associadas a diferentes locais, e surgem-nos quase como uma passagem de crescimento ou pelo menos, de avanço na narrativa. Dou a mão à palmatória à autora, porque neste aspecto, ela foi de facto inovadora e trouxe algo de novo para um livro com uma estória minimamente banal. Considero-o um ponto forte, porque ela soube utilizá-lo com peso e medida, e enquadrar a sua narrativa neste estilo diferente. Não fosse esse factor,e à semelhança de outros livros que o tentaram fazer, não iria certamente sentir-me muito satisfeita.
Entrando no enredo, acho que existem várias situações pouco exploradas que me fizeram sentir toda a construção de personagens algo estranha. Em primeira instância, o cenário envolvente é completamente marginalizado (o que me deu a sensação das personagens flutuarem no vazio por diversas vezes). O que quero dizer com isto é que a própria sinopse descreve na primeira frase tratar-se de uma estória da "Inglaterra dos nossos dias", mas este livro tanto poderia ter ocorrido no Reino Unido como num país qualquer, porque nunca há uma descrição mínima de lugares, de aspectos culturais, de qualquer coisa palpável que nos faça sentir esse espaço. Por outro lado, vivendo lado a lado com uma comunidade não mágica (e não num mundo à parte ao estilo do Harry Potter), acho um pouco irrealista que as personagens não saibam lidar com alguns objetos banais do quotidiano. Numa outra instância, a questão da magia é subvalorizada de tal forma que nem damos quase que por ela. Ou melhor, falamos dela mas raramente a presenciamos e embora perceba o enfoque dado à narrativa (que explicarei em seguida), senti que tanto poderíamos estar a falar de uma comunidade mágica como de uma seita, e acho que falta um factor mais preponderante nesse sentido.
Quanto às restantes temáticas, o fantástico entrecruza-se com o thriller em diversas ocasiões, gerando uma aura de mistério e tensão que nos faz continuar a leitura com uma certa ansiedade e apreensão com os próximos desenvolvimentos. As relações entre as personagens avivam ainda mais esse sentimento, e a construção das suas relações só serve para o acentuar. As constantes proibições e legislações de um Conselho que se diz benemérito mas esconde uma faceta ditadora e implacável, a ausência de um colo de consolo permanente e da necessidade constante de desconfiar da própria sombra, o controlo ao mais pequeno passo, tudo nos traz para uma realidade perigosa, frágil, difícil de digerir. Na contracapa surge a citação da Once Upon a Time Bookstore que descreve este livro como «Half Bad - Entre o Bem e o Mal é uma alegoria cativante sobre o racismo, o amor e o destino» e acho que esta é de facto uma breve mas fiel descrição. A relação do destino, do preconceito levado ao limite, do ódio por si gerado está sempre patente. O discurso associação a todas estas questões é ainda muito cru, por vezes com uma certa irascibilidade, mas também bastante directo. O frágil equilíbrio entre o branco e o negro, a luz e a escuridão, a bondade e a crueldade, a confiança e o amor pelo desprezo profundo, pela mentira e injúria e pelo ódio existe em todas as páginas. No fundo, é um livro bastante mais adulto do que esperava inicialmente, o que não se depreende pela sinopse. Foi sem dúvida uma surpresa, dado o desajuste das minhas expectativas iniciais. 
Quanto às personagens, Nathan é um anti-herói: não é bonito, nem destemido, nem corajoso. Não é inteligente nem popular nem cativante. Sofre horrores que certamente nos compadecem, porque ninguém deveria passar e sentir na pele a sua realidade, mas não gera empatia ou grandes laços com o leitor. Se acompanhamos a sua aventura, é sempre no desejo que algo positivo se transforme na sua vida, mas que com isso também o transforme a ele numa pessoa pessoa melhor. 
A ligação com a família também não nos ajuda a compreendê-lo mais além, embora explique e justifique a sua relação com o mundo exterior. Esta avó quase incógnita, presente para os netos mas nem por isso uma figura de poder (e bastante fugidia) leva-nos a questionar o seu papel por diversas vezes. De todos, gostei do Arran, talvez porque as poucas páginas onde o mesmo apareceu (e à semelhança do que sentia Nathan) foram as únicas que nos deixaram verdadeiramente respirar e aliviar a tensão, sendo a sua pureza um pouco contagiosa. Este factor percebe-se e persegue-nos porque Nathan está rodeado por pessoas odiosas, que o detestam, que são cruéis, que o destratam e que no fundo, o conduzem a apenas mais um dia de uma existência pouco esperançosa (pelo menos até o desejado e suposto aparecimento de um pai que ele idolatra, ainda que nem saiba se poderão sobreviver na presença um do outro). 
Gostei mais deste livro a partir da terceira parte (está dividido em seis) e do aparecimento de mais personagens, que nos criaram pontes para o mundo exterior e nos trouxeram novos pontos de vista e pequenas narrativas que acabaram por disfarçar o tal cenário branco por trás das relações das personagens.
Este livro é sem dúvida diferente, bastante original, com palavras de poder patentes e com uma realidade muito vivida, facilmente transponível para o nosso mundo, em qualquer outro contexto. E talvez o motivo pelo que nos é impossível descontrair para o ler surja desse alerta permanente, dessa ilusão tão real que nos aflora à pele e nos diz que este livro não trata tanto de ficção como quer parecer. Julgo que tão cedo não me refaço dele, o que só quer dize que deixou marca. E se quando o terminei não fiquei profundamente impressionada (talvez porque não tenha sido o momento certo para o ler), ao escrever esta opinião e já depois de assentar ideias e reflectir sobre ele, notei uma série de nuances que não me foram tão claras à altura e deixaram presente uma impressão acentuada.

Catarina: 2/5
Por vezes aparecem livros dos quais esperamos muito e que acabam por nos dar muito pouco, infelizmente para mim este foi o caso de Half Bad.
Com uma premissa bastante interessante e um lançamento a nível mundial, a história despertou-me imensa curiosidade e mal podia esperar para lê-lo. No entanto, à medida que as páginas andavam o meu entusiasmo desapareceu. Não consegui gostar de Nathan como personagem, nem da sua família, todo o seu arco amoroso me pareceu estranho e um pouco forçado. O Conselho só me deu raiva e sinceramente estava a contar as páginas para que Nathan pegasse fogo ao mesmo.
Outra coisa que me aborreceu no desenlaçar da história foi o facto da magia ter supostamente um papel importante mas aparecer tão pouco. Afinal, a magia é o que leva a todo o desenlace, é o facto do Nathan ser meio mago negro, meio mago branco que suscita toda a aventura e mesmo assim, nas primeiras duzentas páginas mal ouvimos falar em magia. Falam-nos um pouco em poções e nos poderes de vários bruxos, os de Jessica são interessantes, mas mal vemos a magia em acção. Seria como se, por exemplo, em toda a saga de Harry Potter a magia fosse muito subtil, ou praticamente não aparecesse. Para mim, acho que foi isso que acabou por lentamente matar a história.
Outra coisa que me irritou na personagem principal foi o facto de Nathan, um mago supostamente poderoso, assim como a sua família, ser sempre controlado através dos jogos psicológicos do Conselho. Claro que compreendo perfeitamente que é psicologia aliada à força da magia mas mesmo assim, a magia acaba por ter um lugar extremamente irrelevante.
Apesar de ter gostado da maneira de escrever de Sally Green, que fez com que as páginas se virassem quase sozinhas, tenho a dizer que a única coisa que achei apelativa neste mundo foi a noção que as bruxas são sempre mais poderosas que os bruxos, visto que ligam a magia à natureza e às fases da lua. Mesmo assim a história fica muito aquém do que esperava, nada é explicado, nem o mundo, nem de onde veio a magia, nem como a magia funciona. Mesmo toda a batalha entre os bruxos, supostamente os Bruxos Negros são maus mas os Brancos parecem, perdoem-me o meu francês, mais maus que os Negros e sinceramente, um bocado anti-semitas.
Para terminar achei que o livro tinha imensa violência gratuita, durante as primeiras cento e muitas páginas e peço desculpa pelo spoiler, o Nathan é queimado, espancado, esfaqueado e mais um sem fim de coisas, repetidamente. Pareceu-me que pelo menos uma vez por capítulo ele foi encontrado inconsciente pelo irmão.
A verdade Encruzilhados é que eu queria gostar deste livro, juro que queria, mas além de coisas que me pareceram um pouco cópia do universo de Harry Potter e que já desconto em todos os livros de magia, nada no livro me cativou.

«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»

Vencedora do Passatempo: Half Bad, de Sally Green (Editorial Presença)

Boa tarde Encruzilhados,

Após a selecção de um novo vencedor para o nosso último passatempo em colaboração com a Editorial Presença, finalmente poderemos apresentar-vos a feliz contemplada!

Assim sendo, sai um exemplar de "Half Bad" de Sally Green para a caixa de correio de Joana Felício, do Entroncamento.

Muitos parabéns!! Se ainda não foi desta, em breve teremos um novo passatempo online!

Divulgação: Perto de Ti, Longe de Nada, de Sílvia Soares

Perto de Ti, Longe de Nada
de Sílvia Soares
Ano: 2014
Edição de Autor
Resumo: 
Recentemente divorciada, Julia procura afastar-se do passado e reencontrar a alegria num recomeço. Partindo numa viagem sem destino, conta as suas aventuras e desventuras no blogue da revista para a qual trabalha. Os seus seguidores, novas amizades e também Erika, a sua instável amiga e divertida chefe, acompanham-na.
O pintor invulgar e cativante é Jean-Pierre que vive pelo mundo, sem amarras. Talentoso e confiante, julgava já não procurar nada… até conhecê-la. Tudo o que ele queria era pintar o seu retrato…
Fabrizio, Enzo, Marillia, Gerardo, Adelline, Maria Rita e Matteo são algumas das personagens que farão parte desta viagem, entrando ainda em cena os recém-casados Sara e Valter, a personificação de que os opostos se atraem.
E tudo começa em Milão… Pelo caminho, Julia encontra muito mais do que esperava. Mas será que encontra o que realmente procurava?
Uma história sobre o amor, nas suas diferentes formas, sobre a busca interior da felicidade.

Novidade: Lost Boys, de Lilian Carmine

LOST BOYS
de Lilian Carmine
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 492
Editor: Casa das Letras
Resumo:
O destino juntou-os, mas será que também os separará?
Acabada de mudar de cidade, Joey Gray sente-se um pouco perdida, até que conhece um misterioso e atraente rapaz perto da sua nova casa. Mas Tristan Halloway não é o que aparenta ser à primeira vista. E há uma razão muito especial para ele andar a vaguear por entre as sepulturas do cemitério da cidade…
Mais do que uma história sobrenatural, Lost Boys fala sobre o amor absoluto, a música e a amizade. Conhece Joey Gray e os seus rapazes enquanto embarcam na maior aventura das suas vidas!
Fenómeno dos EUA – 33 milhões de downloads em 6 meses (originalmente publicado em e-book)

Passatempo: A sorte dos irlandeses!

Feliz Dia de São Patrício, Encruzilhados!

Por aqui como somos aficionadas por tudo o que é irlandês não podíamos deixar de assinalar esta data especial com um passatempo muito especial a que chamamos a Sorte dos Irlandeses!

Sentem-se sortudos? Esperamos que sim :)
No fim do arco íris que hoje cruzou o nosso blogue está um pote e nesse pote não está ouro mas sim livros! 
Temos dois fantásticos livros para sortear:

Forsaken de Jana Oliver, um livro de fantasia onde Riley tenta provar o seu valor como filha do mais famoso Caçador de Demónios e Pilgrim of the Sky de





Desta vez o nosso jogo vai ser diferente. Só a sorte será factor, vamos jogar o TrevoLivrões! (Ok, a minha piada do Euromilhões não saiu como eu queria! :/ ) Todos temos números da sorte e vão ser eles que vão decretar os vencedores deste passatempo. De 0 a 30 digam-nos os vossos cinco números da sorte, se nos seguirem no Facebook e no Blogue poderão ter uma ajudinha extra, e quem acertar na chave final terá direito aos dois livros, se não houver totalista, as duas chaves mais perto, ou seja com 4 números certos ganham cada uma um livro.

Abaixo seguem as regras, boa sorte a todos!
 Regras do Passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 23 de Março de 2014.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabiliza pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.
6) Só sortudos poderão participar! (Estamos a brincar!)


Opinião: Legend, de Marie Lu

Legend
de Marie Lu
Tradução: Raquel Dutra Lopes
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 296
Editor: Edições Asa
Resumo:
Outrora conhecida como a costa ocidental dos Estados Unidos, a República é agora uma nação em guerra permanente com as vizinhas, as Colónias. Nascida numa família de elite num dos distritos mais abastados da República, June, aos quinze anos, é um prodígio militar. Obediente, entusiasmada e dedicada ao seu país, está a ser aperfeiçoada para fazer parte dos círculos mais elevados da República. Nascido num dos bairros de lata do Setor Lake da República, Day, também com quinze anos, é o criminoso mais procurado da República. Mas talvez os seus motivos não sejam tão maliciosos quanto parecem. Pertencendo a mundos muito diferentes, não há motivo algum para que os caminhos de June e Day se cruzem - até ao dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado, e Day se torna o principal suspeito. Agora, apanhado no derradeiro jogo do gato e do rato, Day corre pela sobrevivência da sua família, enquanto June tenta desesperadamente vingar a morte do irmão. Contudo, numa reviravolta chocante, os dois descobrem a verdade daquilo que verdadeiramente os levou a encontrarem-se, e a que ponto a nação de ambos está disposta a chegar para manter os seus segredos.
Repleto de ação imparável, suspense e romance, o fascinante primeiro romance de Marie Lu irá certamente comover e arrebatar os leitores.

Comentários

Catarina: 3,5/5
Para mim uma das melhores sensações do mundo é aquela que temos quando finalmente pegamos num livro que há muito queríamos ler. Apesar de ver imensos comentários ao Legend, na sua maioria positivos, nem sempre podemos largar tudo o que temos em mãos para ler para ler outro livro.
Por isso, aproveitei a do livro pelas Edições ASA (1001 Mundos), para me dar uma desculpa para "largar o que tinha em mãos" e finalmente ler Legend.
Por onde começar? Quem nos segue sabe da minha paixão assolapada por universos distópicos que aliás, não é nada difícil de perceber clicando na nossa tag "leitura distópica". Recomendado para os fãs de Os Jogos da Fome, Legend é o primeiro volume de uma trilogia que, apesar de não me ter parecido tão emocionante, não deixa de ser fascinante e curiosa.
Um dos defeitos a apontar, que imagino que seja remediado nos próximos livros, é a falta de explicação sobre como os Estados Unidos acabaram da maneira que estão. Marie Lu concentrou, neste primeiro livro, toda a sua atenção nas personagens e nos círculos em que as mesmas estavam fechadas. Apesar de gostar da maneira como as personagens foram criadas e da atenção que lhes é dada, adoro toda a experiência do factor humano, creio que em algumas situações um pouco de contexto teria sido melhor.
Quantos às nossas personagens propriamente ditas tenho a dizer que adorei tanto June como Day. Ele pela sua maneira de ser e de falar, um rapaz que me lembra um pouco o conceito do Robin Hood e do qual é fácil gostar-se. Quanto a June, uma personagem que começou rebelde mas que cresceu e aprendeu com os seus erros, é sem dúvida senhora da sua história e gostei de como acabou por cruzar o seu caminho com o de Day.
Sou a favor de heroínas e sou a favor de mulheres que sabem o que querem e vão atrás dos seus sonhos. June é uma rapariga do exército, controlada e fria quando é preciso e irmã mais nova traquina nos tempos livres, é no fundo uma jovem de quinze anos com a vida toda pela frente e com um carinho imenso ao irmão. Como Day é uma personagem de que é fácil gostar-se e com a qual me consegui relacionar.
A escrita de Marie Lu é fluída e apesar de termos dois narradores na primeira pessoa parece-me que ela soube dar uma voz individual a cada um. June é mais correcta, tem frases mais complexas e uma visão mais restrita enquanto Day tem uma voz mais alegre e num tom mais informal que chega a tocar o "maroto".
Concluindo, gostei de Legend é uma distopia leve e, parece-me, é muito mais em torno de pessoas, personalidades e decisões do que a sociedade em que está inserida. Isto poderá mudar nos livros seguintes mas é, sem dúvida, uma saga que gostava de concluir.

Cláudia: 3,75/5

Com tantas distopias, novos livros de acção e revolução young adult, o meu interesse pelo estilo começa a esmorecer. No que toca a Legend, já o conhecia, já tinha passeado pela sua sinopse uma série de vezes e até parado uns dois segundos a olhar para a capa (que já agora, no original, é horrível) e nunca me seduziu por aí além. Tive a sorte de ver este livro editado em Portugal pela Edições ASA (1001 Mundos), em conjugação com uma Catarina ansiosa por o ler. Como ela só vinha a Portugal uns dias mais tarde, ainda fiquei com ele em minha posse uma semana e meia, e foi o suficiente para a curiosidade me vencer (aquela capa chamativa também não ajudou nada a deixá-lo de parte) e o abrir numa curta viagem de fim-de-semana. Escusado será dizer que li metade do livro no espaço de uma hora, e só não o terminei nesse dia porque tive outros afazeres.
Marie Lu tem uma escrita muito fluída e intuitiva que facilita a entrada no enredo. As personagens são-nos apresentadas de chofre, sem grandes descrições, mas com todas as componentes necessárias para nos chamar a atenção, prender a curiosidade e ressalvar a ânsia de descobrir mais. Day e June têm vozes muito próprias, que facilmente se distinguem, independentemente da estrutura adoptada no livro. Contadas na primeira pessoa, as narrativas soam mais vivas e cheias de entrelaces e acabamos por querer saber mais e passar mais tempo com cada um. Tive imensa pena da morte de Metias (facto descrito na sinopse), porque adorei a relação dele e da irmã. Só tive com ele numas meras páginas, e senti tanto a sua falta como June ao longo da narrativa. Era rapaz, mas um irmão presente e galinha que protegia uma irmã dura (pelo menos diante de terceiros) das desgraças do mundo, não porque ela necessitasse, mas porque ele precisasse de o fazer.
O contexto envolvente é de facto deixado um pouco de lado. Compreendemos o meio em que as duas personagens circulam, o que representam os Patriotas e as Colónias ou os JumboTrons mas não existem realmente grandes elos de ligação entre si ou que descrevam a forma de funcionamento da sociedade, mas principalmente, as raízes históricas da construção temática que explicasse a existência de alguns comportamentos, ou o real conhecimento dos elementos principais quanto à sociedade onde viviam.. Propositado ou não, deixa algo a desejar, especialmente quando elaboradas as teorias finais, e que obrigam o leitor a ter uma visão mais abrangente.
Ainda assim, mantém-nos atentos, com vontade de o ler e saber de que forma se irão safar as personagens. Por outro lado, e da minha percepção, existe uma reviravolta mais ou menos a meio do livro que foi pouco conseguida, e cujo desenrolar dos acontecimentos a partir desse momento me parecem mais fantasiosos do que o devido e reduziram em parte o meu interesse por este livro. Continuei a lê-lo, porque como vos disse, as páginas quase que se viram sozinhas de tão fácil que é ler este livro, independente do certo elemento de desilusão com a condução da estória. De qualquer forma. nada está perdido, e quero ler a continuação desta aventura. Considero que pode ser um livre interessante para leitores pouco assíduos, que se queiram entreter e recuperar o entusiasmo pela leitura. Nunca é maçudo, ou complexo ou sem acção suficiente para respirarmos fundo durante muito tempo. E sem sombra de dúvida, divertiu-me por umas horas!

Opinião: O Ano Em Que Me Apaixonei por Todas, de Use Lahoz





O Ano em que me Apaixonei por Todas
 de Use Lahoz

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 304 (as primeiras 30 podem ser consultadas aqui)
Editora: Top Seller 

Resumo:
Uma homenagem à vida, ao amor e à amizade.
Sylvain, um jovem parisiense que está a caminho dos trinta, sofre de um caso grave de síndrome de Peter Pan: recusa-se a entrar na idade adulta. Embora possua inúmeras virtudes - é perspicaz, simpático, inteligente e versado em várias línguas - tem também muitos defeitos: é incapaz de seguir em frente quando se trata de amor.
A ideia de crescer assusta-o de morte, o que o leva a aceitar um trabalho mal remunerado em Madrid, para estar mais perto de Heike, a antiga namorada que ele não consegue esquecer. Sylvain traz consigo um plano para reconquistar Heike, mas, entre tantas outras pessoas incríveis com quem se cruza, alguém muito especial irá levá-lo a fazer uma escolha.
E quando descobre acidentalmente um manuscrito que contém toda a saga da família do seu vizinho Metodio Fournier, revela-se diante dos seus olhos uma história maravilhosa e excitante, cheia de estranhas coincidências, que muda para sempre a sua visão do amor e do mundo. No final desse ano inesquecível em Madrid, Sylvain regressará a casa, onde abraçará o seu destino.
Uma história sobre as atribulações e os desafios das relações.
Uma ode à beleza da vida, ao amor e à amizade.

 Rating: 3,5/5 

Opinião: Não sei se têm muito contacto com a cultura espanhola contemporânea (através de filmes, séries, programas de TV ou até mesmo da literatura) mas à semelhança daquelas nuances que notamos em produções britânicas ou francesas e que são facilmente identificáveis, este livro tem uma essência espanhola muito plena que é sentida desde a primeira página.
Começo esta opinião com esta reflexão porque acho que alguns leitores podem estranhar as primeiras páginas, quando não habituados ao estilo de narrativa, mas principalmente à presença do autor no livro, que talvez erradamente (porque esta é a minha estreia com ele, pelo que não tenho elemento comparativo) me parece ser muito presente. Por esse mesmo motivo, as primeiras páginas não me prenderam imediatamente. De facto, numa primeira análise, o meu objectivo era lê-lo e terminá-lo rapidamente porque Sylvain não tinha sido capaz de cativar a minha atenção. Até que se fez o clique, e terminei o livro numa única noite (e a perda de horas de sono não veio certamente por obrigação).
É verdade que a apresentação da narrativa por Sylvain transforma-a em algo morno, desconectado da realidade, com alusões que pouco dizem ao leitor, mas muito provavelmente por causa do seu sindroma de Peter Pan, como enunciado na sinopse. Os primeiros acontecimentos são algo desconexos, e vamo-nos apercebendo deles com as mudanças de cenário, com as alterações de personagens, sempre intercalados com pensamentos e reflexões de maior teor sobre as lembranças de momentos mais felizes e da fugidia Heike. Acompanham-me até aqui? Então continuem porque é a partir deste momento que o livro realmente passa a valer a pena (e merece ser lido só por isso!).
O encontro do manuscrito de Metodio traz a dinâmica em falta, o enlevo que nos embala e faz querer saber mais sobre aquelas personagens, e foi o que realmente me entusiasmou. Este encontro inusitado e não autorizado com a intimidade de alguém dotou de particulariedades a narrativa, especialmente ao abranger tantas personagens, ainda que fosse uma versão isolada de uma única personagem, devastando as suas memórias e carregando-as para o presente. Aliás, confesso que quando li as últimas frases desses excertos intercalados com a restante narrativa dei por mim a folhear rapidamente o livro à procura de mais. E se eu fiquei absorta por esta passagem dos anos por detrás do balcão de uma pastelaria por onde passaram várias gerações, também Sylvain se enternece e passa a reflectir de outra forma sobre si próprio, tornando até a sua vivência pessoal mais dinâmica, mais nítida aos nossos olhos e concreta também. A infância surge contada com clareza, a relação com a sua mãe é exposta e finalmente começamos a conhecer todas as personagens que o rodeiam, inclusive Heike (e não a versão saudosista que a personagem guarda para si). Para além disso, a relação com os vizinhos desperta outros segmentos do enredo que a tornaram tão mais interessante que a partir desse momento não fui capaz de largar o livro até o terminar. As personagens tornaram-se reais, as relações entre si desenvolveram-se em cadeia e acima de tudo, continuou a sentir-se a essência madrilena (com a descrição de lugares, de ofertas culturais, de tendências modernistas) que vincaram a diferença deste livro relativamente a tantos outros. Desta forma, percebe-se porque é que o livro já foi alvo de premiações: a estória é de facto banal, mas a sua composição narrativa é original e fora do comum.
O final é enternecedor e preenche-nos: ficou o gosto de querer mais, ainda que com a sensação que chegou no momento certo. E se não era muito fã do nome deste livro, aquele parágrafo final com um efeito de quebra-barreiras e de preconceitos calou-me. Foi sem dúvida interessante, surpreendeu-me e hei-de voltar a ele um dia certamente.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Vencedora: Passatempo Dia Internacional da Mulher

Boa tarde!

Ainda na comemoração do Dia Internacional da Mulher, aqui saem os resultados de mais um passatempo! Para os senhores distraídos, nós tínhamos dito que este passatempo era exclusivamente para as leitoras (apenas e somente no feminino)! Não se sintam discriminados porque, tal como prometemos, para o mês que vem surgirá um exclusivamente para vocês.

Sem mais demora, a vencedora deste passatempo foi a Norma Pita, de Chaves. Parabéns! 



Aos restantes, está ainda a decorrer o passatempo da Editorial Presença até dia 16, por isso apressem-se a concorrer para ganhar o exemplar de "Half Bad - Entre o Bem e o Mal" de Sally Green. É só carregar na faixa do lado direito.

Passatempo Especial Dia Internacional da Mulher

Caras Encruzilhadas,

Não quisemos deixar passar o dia de hoje em branco, e por isso aqui deixamo um miminho surpresa, relâmpago e que só estará disponível até à meia noite de hoje!

Fomos rebuscar as nossas estantes à procura de um livro para sorteio, e deparámo-nos com os dois primeiros volumes da trilogia "O Diário de Bridget Jones". Quem é que não conhece os filmes da rapariga com roupa interior à avó ou sopa azul para o jantar? De facto, esta é uma personagem feminina hilariante, e como tal, achámos que merecia destaque no dia de hoje. 


 Afinal, no meio de tanto desastre foi preserverante e encontrou o que procurava! O passatempo de hoje está reservado exclusivamente ao sexo feminino mas os senhores que não desesperem. Vamos ter no futuro um passatempo dedicado a si! Aqui primamos pela igualdade de género e não queremos discussões ;)

Vamos lá então às regras:
 Regras do Passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 8 de Março de 2014.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabiliza pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.
6) Apenas mulheres poderão participar! :)


 

Opinião: O Jogo de Ripper, de Isabel Allende





O Jogo de Ripper
 de Isabel Allende

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 400

Resumo:
Indiana e Amanda Jackson sempre se apoiaram uma à outra. No entanto, mãe e filha não poderiam ser mais diferentes. Indiana, uma bela terapeuta holística, valoriza a bondade e a liberdade de espírito. Há muito divorciada do pai de Amanda, resiste a comprometer-se em definitivo com qualquer um dos homens que a deseja: Alan, membro de uma família da elite de São Francisco, e Ryan, um enigmático ex-navy seal marcado pelos horrores da guerra.
Enquanto a mãe vê sempre o melhor nas pessoas, Amanda sente-se fascinada pelo lado obscuro da natureza humana. Brilhante e introvertida, a jovem é uma investigadora nata, viciada em livros policiais e em Ripper, um jogo de mistério online em que ela participa com outros adolescentes espalhados pelo mundo e com o avô, com quem mantém uma relação de estreita cumplicidade.
Quando uma série de crimes ocorre em São Francisco, os membros de Ripper encontram terreno para saírem das investigações virtuais, descobrindo, bem antes da polícia, a existência de uma ligação entre os crimes. No momento em que Indiana desaparece, o caso torna-se pessoal, e Amanda tentará deslindar o mistério antes que seja demasiado tarde.

 Rating: 3,8/5 

Opinião: Antes de comentar este livro, tenho de deixar o meu agradecimento à Porto Editora e dizer-vos o quanto tinha saudades de ler e sentir as texturas estruturais da escrita de Isabel Allende. Aqui há uns anos li no "A Soma dos Dias" que a autora tem uma superstição, e se não começar a escrever num dia específico, nesse ano não nascerá um livro. Calculo que a inspiração lhe tenha faltado em alguns 8 de Janeiro, e como tal fico feliz por finalmente ver mais uma obra desta autora chegar à luz do dia. Já agora,e ao verificar a nota dos agradecimentos, fiquei também a saber que a ideia deste livro resultou de uma ideia frustrada de escrever um policial a quatro mãos com o marido, o que justifica a originalidade do enredo e o seu registo tão pouco habitual, mas nem por isso menos surpreendente.

O meu contacto com o estilo riquíssimo de Allende remonta aos meus 14 anos, quando peguei pela primeira vez em "O Reino do Dragão de Ouro". Adorei aquela história juvenil e tão bem escrita e as aventuras de Alex, pelo que não foi difícil ficar a conhecer as restantes obras da autora, passando pela acção de Diego em  "Zorro" ou pela magia de Paula na "A Casa dos Espíritos". Em todos estes, assim como nos restantes, sentiu-se sempre a peculiaridade das personagens, a sua presença de um lado místico, o papel demarcado de cada um e as suas posições filosóficas com as transformações da vida.

Em "O Jogo de Ripper", nenhuma destas constantes fica a faltar, e se assim o fosse iria estranhar. De facto, e sendo tão céptica, gosto bastante desta presença do misticismo que Allende sempre impute aos seus livros, na lógica de valorização dos seres humanos, das suas relações com terceiros e do alcance da sua paz interior. Mas este não é sem dúvida um livro espiritualista ou com pouca acção, pelo que deixemos este lado de parte para prosseguirmos ao que interessa.

Desde as primeiras páginas que sabemos que este será um livro diferente. O constrangedor cenário que nos dá as boas-vindas a esta narrativa diz-nos que vamos avançar às apalpadelas num mundo desconhecido, mas que temos prazer em desvendar. Cada personagem é apresentada a par e passo, assim como as suas relações e vivências, o que permite que fiquemos a conhecer todos os dados disponíveis antes de nos tornar-nos em mais uma peça do jogo. Acredito que esse registo se tenha estendido um pouco para além do ideal ao início, mas mais tarde acabei por dar razão à escolha da autora, tendo servido para unir todas as pontas soltas deste mistério.

Mais uma vez a autora pega em personagens adolescentes (embora sem dúvida Amanda seja mimada e com comportamentos muito pouco adaptados à sua idade), ainda que esse não seja o seu enfoque principal, pelo que não senti um verdadeiro retracto da juventude nestas páginas. Ainda assim, Amanda e os seus colegas de Ripper deambulam entre uma vertente mais adulta e mais infantil, cheia de regras e secretismo, mas também lógica e sensatez, que nos faz querer seguir as suas aventuras.

No que refere aos adultos, Indiana é sem dúvida a personagem mais "Allendesca" e por isso tão acarinhada por todos, tanto personagens como leitores. É uma criança numa pele de mulher, vivendo de certa forma num mundo muito próprio, e daí a sua representação resultar sempre das explicações e vozes de terceiros. Poucas vezes surge como personagem principal, mas nunca abandona a trama por um minuto. Todos os amigos, clientes, admiradores e amantes que a seguem são personagens secundárias que se encaixam no seu universo, e desenvolvem uma componente multicor causada por este ser flutuante e cheio de boas intenções, que paira um pouco pela vida de todas elas.

Ainda assim, de quem gostei mais (também talvez por ser dos mais presentes e reais) foi de Blake, avô de Amanda, com o qual ainda gargalhei umas vezes. É uma personagem fácil de criar afeição, pragmática e que nos apresenta muitas das explicações que precisamos para continuar a narrativa.

Quanto aos grandes crimes e ao mistério que é revelado na sinopse, acho que é necessário que se mentalizem que este livro não é realmente um policial, ou um thriller, e como tal, mesmo com o toque de mistério e cenas algo macabras, a escrita da autora tornam-nas parte de uma história maior onde quem se destaca são as personagens. Ainda assim, criou um ou outro momento de maior tensão, especialmente perto do fim. Devo dizer que a determinada altura (e ainda a meio do livro) acabei por achar o desvendar algo previsível, depois fui baralhada por uma reviravolta, mas no fim acabou por se confirmar o que suspeitei. No entanto, não me senti em algum momento defraudada, dado que a conjugação dos factores que levaram a essa descoberta, tornaram o livro bastante empolgante.

Outro ponto a ressalvar é que de facto, e talvez porque já li vários livros dela, inclusive aqueles de índole mais biográfica, eu senti sempre a presença de Isabel Allende nesta narrativa, tal e qual uma personagem ausente de corpo, mas presente de espírito, que nos guiou por ideias filosóficas, pensamentos críticos, opiniões divagantes muito suas sobre determinados aspectos da condição humana  e uma linguagem muito humana e universal. Gosto que assim seja, já que um livro dela nunca seria igual de outra forma.

Por fim, e um dos motivos pelo qual não consigo dar o 4, existem alguns factores irrealistas, que na conjugação do enredo acabaram por passar despercebidos, mas que num livro que se tenta aproximar da vida real, acaba por criar uma dicotomia estranha. Só para dar um exemplo, que polícia partilha pormenores das suas investigações com a filha?

De resto, para todos os fãs da autora e para os que ainda se vão tornar, este é um livro a não perder.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Novidade: Morte em Palco, de Caroline Graham

Morte em Palco
de Caroline Graham
Coleção: Crime à Hora do Chá - volume 4
Ano da Edição / Impressão: 2014
Número Páginas: 368
Editora: ASA
Resumo:
Todos os atores adoram um bom drama e os membros da Causton Amateur Dramatic Society não fogem à regra. Românticas cenas de amor, momentos de ciúme e desespero, reconciliações operáticas, egos em fúria… as emoções estão ao rubro nesta produção amadora da peça Amadeus. Todavia, até as mentes mais criativas têm de admitir que assassinar o protagonista em palco é um pouco excessivo. Felizmente, o inspetor Tom Barnaby está na plateia e assume o controlo da situação. Da ex-mulher ressabiada a inesperados amantes secretos e atores invejosos, não lhe faltam suspeitos. O que parece faltar-lhe, sim, é objetividade. O bom inspetor conhece perfeitamente todos os envolvidos, são seus vizinhos e amigos, e por isso mesmo, conseguirá ver quem eles realmente são?

Se este livro tivesse banda sonora N.º 1 - Divergente

Buenos dias!

Hoje trazemo-vos um desafio que irá durar o resto do ano! A Cláudia acabou recentemente um livro (não vamos dizer para já qual é porque pode ser que seja dos próximos a entrar nesta rubrica) e descobriu que a autora tinha criado uma playlist para o mesmo, que podia ser consultada online. Se ela gostou bastante do livro, adorou a playlist (provavelmente mais do que devia) e já a ouviu repetidamente nos últimos dias. 

O que nos leva a vocês. De certo que algumas músicas vos lembram certos livros que leram recentemente; ou estão a ler uma passagem enquanto toca uma música no mp3 e no computador que de repente parece perfeita para aquele momento e a ouvem repetidamente até terminarem o capítulo... (ou seremos as únicas loucas aqui??). Apesar de já existirem algumas iniciativas parecidas noutros blogues, quisemos divertir-nos e incluir-vos na aventura.

Decidimos então criar uma playlist mensal dedicada a um livro sempre diferente, e contamos com a vossa ajuda. Esta lista nunca terá mais do que 8 músicas, pelo que não se atrasem a dar as vossas sugestões. Na vossa sugestão, podem simplesmente indicar que a acham adequada ao livro, a uma personagem ou a um acontecimento em particular da narrativa. A lista final será depois divulgada e iremos divulgar o link da playist que vamos criar no Youtube.

Com o filme quase a estrear em Portugal, decidimos promover o Divergente, de Veronica Roth.

Para deixarem a vossa sugestão, basta deixarem um comentário em baixo até dia 15 de Março. ;)

Ficamos à espera das vossas sugestões!





Passatempo "Half Bad" de Sally Green

 
E cá estamos nós com mais um passatempo Encruzilhad@s!
De modo a iluminar esta fantástica quarta-feira temos um exemplar de Half Bad de Sally Green para vos oferecer em conjunto com a Editorial Presença.

Apesar de ainda não ter chegado às prateleiras das livrarias Half Bad é um livro que já se anuncia como um sucesso de vendas! Não podem por isso perder a oportunidade de o ganhar :)

Encontrem as respostas aqui.

 Regras do Passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 16 de Março de 2014.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e a editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

  «Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»

Na "cozinha" do meu trabalho

Maior parte dos escritórios em que já trabalhei tinham áreas onde os funcionários podiam comer. Actualmente o escritório onde estou tem uma espécie de cozinha, (digo cozinha porque temos um lavatório, micro ondas e máquina de lavar loiça) e é lá que me poderão encontrar a comer todos os dias (vá, praticamente todos, não gosto nada de comer à secretária!).
No entanto, há outro motivo que me leva a comer na cozinha, um pequeno canto da mesma onde uma colega nossa vende livros para a caridade. A caridade que ela apoia é a MacMillian Cancer Support, com um papelito colado no armário por cima dos livros ela anuncia com um smile que os livros estão ali para quem os quiser levar, levar e deixar outro ou então levar e contribuir para a MacMillian.
Um dia, enquanto esperava pelas minhas colegas para comer e aquecia a minha refeição congelada no micro-ondas reparei num livrinho de capa azul e comecei a lê-lo. Foi assim que comecei a ler A Long Way Down uma história de Nick Hornby onde quatro desconhecidos se encontram por acaso num cimo de um prédio para cometerem suicídio. Quem me conhece sabe que a temática não tem nada a ver comigo mas a verdade é que adorei a escrita de Hornby.
E assim comecei a minha leitura de almoço, leio apenas duas ou três páginas até o resto do grupo chegar mas tem sido uma leitura interessante e calma. Claro que para me aguçar a curiosidade (e a rapidez) acabei de descobrir que o filme saí este ano! 
Digam-me Encruzilhados, já alguma vez se apanharam (por acaso) a ler um livro antes do filme estrear?





Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Opinião: The Gates, de John Connolly

The Gates
de John Connolly
Edição/reimpressão: 2009
Páginas:298
Editor: Hodder & Stoughton 
Resumo: 
(Retirado da versão brasileira)
O jovem Samuel Johnson e o seu cão, Boswell, estão a tentar mostrar iniciativa quando começam a pedir «doçura ou travessura» três dias antes do Halloween, e é assim que são testemunhas de coisas esquisitas que acontecem no n.º 666 da Crowley Avenue. Os Abernathys andam a fazer olhinhos ao submundo, tudo sem más intenções, mas, quando sem querer evocam o próprio Satanás, criam um abismo no Universo através do qual se conseguem ver dois enormes portões. São os portões do Inferno. E há umas criaturas bastante medonhas que estão mortinhas por sair…
Agora, o destino da humanidade está nas mãos de um miúdo pequeno, um cão mais pequeno ainda e um demónio muito azarado chamado Nurd…

Rating: 4/5

Comentário:
O que é que vos atraí num livro, Encruzilhados? Eu confesso que amo capas bonitas mas por vezes são aquelas frases enigmáticas que parecem dar pistas sobre a história que efectivamente me cativam. Entre o The Gates enquanto comprava livros para a Cláudia e o que me chamou a atenção, mais que a capa, foi o nome do autor.
John Connolly é o autor de O Livro das Coisas Perdidas, um livro que me tocou, surpreendeu pela positiva e me deixou desejosa de ler mais livros do autor. Peguei no livro curiosa, li o resumo e ponderei se valeria a pena comprá-lo. O que me vendeu este livro foi a "tagline", The Gates of Hell are about to open. Mind the gap., o que literalmente se traduz por Os portões do inferno estão prestes a abrir-se. Atenção ao espaço estes e a plataforma! (Espero que tenham lido isto com a voz da senhora/senhor da CP porque era esse o meu objectivo!). A "tagline" fez-me rir e fez-me perceber que este devia ser um livro cheio de humor negro britânico. Algo que me faria rir.
The Gates é um livro que junta ciência e "religião" e que o faz num tom satírico e negro. Este é um livro infantil mas educativo e que está cheio de notas de autor no qual este tanto está a explicar quem foi Einstein como nos explica que os adultos são seres complicados. É um livro que nos fala de ser criança e ninguém acreditar em nós, um livro que fala de coragem e de fé, um livro que tenta demonstrar que às vezes a vida não faz sentido.
Quem nos segue, sabe que gosto bastante de Terry Prachett e creio que com este livro John Connolly tentou um pouco seguir a mesma veia que Prachett mas direccionando-a a crianças. Um livro divertido, assustador e que me recordou do quanto gosto de livros infantis.
The Gates é, na minha opinião, um livro infanto-juvenil digno de nome e saí daqui com o selo de recomendação do Encruzilhadas Literárias para quem quer dar umas boas risadas.


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.