Review: My Heart is Laughing by Rose Lagercrantz

My Heart is Laughing
by Rose Lagercrantz
Illustrations by Eva Eriksson
Format: Hardback / paperback / ebook
Nr of Pages: 120
Expected publication: September 8th 2014 by Gecko Press
Synopsis:
Dani's been trying her best to stay happy ever since her best friend Ella moved away. But when some girls in Dani's class start being cruel to her, it starts a chain of rather unhappy events... 
It would all be okay if only Ella would move back.

Rating: 4/5

Review:
This book took me by surprise and I am still deciding how exactly should I start my review. If you have been following the blog for some time you probably have noticed that I love children's fiction. I truly believe that the simplest books are the hardest to write and if you can create something as delightful as Rose and Eva's My Heart is Laughing you should probably get an award.
Claudia picked this book for me out of the children's section and told me that I should read it because "it looked like my type of thing". As soon as I read the first lines and saw the cute picture that went with them I understood what she meant. This amazing little book starts with the fantastic affirmation that Dani is happy and goes on saying that she re-writes the endings of sad books so they can have happy endings as well.
Dani is a happy girl, she is practical, friendly and imaginative like all children. The thing that most astonished me about this book was how real Dani felt through out the story, it was easy to imagine that she could just pop out of the book and be a real child. We see her laugh and cry, we see her cross and forgiving, everything a child is and we see her doing it all in a day (which is something children also do). For me Dani and her friend Ella represent what most children really are and so it was ever so easy to love them and laugh at their adventure.
The adventures of our little heroine show true emotions that children will easily identify with. Approaching themes like bullying and friends moving away Dani shows us how she manage to go through them. I think this is important because it shows children that these problems are real while showing them how to address them. The way that Dani's father handled the bullying showed that it is ok to speak with your parents about it and that they will help you face it. Which is a fantastic message to get across to children.
Another thing to love about Dani is her positive view of life. From the first lines in the book where she says she is happy to the last ones where she says it again, Dani keeps her hopes up and although she faces bullying and gets cross manages to get over it and remain happy by deciding to do. Dani also states that she isn't always happy but that she is happy most of the time so she considers herself a happy person which is a very beautiful way to look at life.
As this book is part of a series, some of the first chapters seem a little scattered and I lost myself in the narrative. However as soon as I found out that there was another book in this series it all started to make sense, since I had started reading the series in the second volume the chapters were probably referring to information already displayed on the first volume.
Eva Eriksson's illustrations are lovely and I truly believed they enhanced the whole reading experience. Children will be delighted with the illustrations while parents read to them or when following Dani's adventures all by themselves. One specific illustration took me back to my own childhood when I read and saw the girls putting their dolls in recovery after surgery since I used to do the same!.
My Heart is Laughing stole my heart and I became a true fan of Dani and her adventures. I now have to go and get myself the first book in the series so I can have it on my shelves. This is a book I would recommend to children and parents alike.


Resultado Passatempo: O Olhar do Açor


Boa noite Encruzilhados,

Agradecemos desde já todas as participações mas só tínhamos um exemplar para dar e ele já tem novo dono. Sem mais demoras anunciamos que a vencedora do passatempo foi a Tânia Alves de Alguava-Cacém.
Parabéns Tânia! Vamos enviar um e-mail para confirmar os dados. A todos os outros participantes não percam a esperança que teremos mais passatempos em breve.

Opinião: Aromas do Amor, de Dorothy Koomson


     

 Aromas do Amor
de Dorothy Koomson 

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 472
Editora: Porto Editora 

(As primeiras páginas podem ser lidas no site da Editora)


Resumo:  Procuro a combinação perfeita de aromas; o sabor que eras tu. Se o encontrar, sei que voltarás para mim.

Passaram-se 18 meses desde a morte de Joel, o marido de Saffron, e o culpado nunca foi descoberto.

Agora, fazendo os possíveis para lidar com a perda, Saffron decide terminar Os Aromas do Amor, o livro de receitas que Joel tinha começado a escrever antes da sua trágica morte.

Quando, finalmente, tudo parece ter voltado à normalidade, a filha de 14 anos de Saffron faz uma revelação chocante que abala a relação entre ambas. E, ao mesmo tempo, cartas misteriosas lançam uma nova luz sobre a morte de Joel.

Será um grande amor capaz de sobreviver à maior das perdas?

Rating: 4/5 

Opinião: Descobri a Dorothy Koomson aos 16 anos, quando saiu o primeiro livro da sua autoria em Portugal (A Filha da Minha Melhor Amiga) e gostei instantaneamente do estilo da autora: leve, bem recortado, cativante, capaz de nos colocar nas situações mais incómodas presenciadas pelas personagens, mas também (e especialmente nessas) nas extremamente felizes. Com um carisma extraordinário, as suas personagens não nos deixam indiferentes. E o melhor de tudo é que não são perfeitas: sofrem, riem, sentem, vivem amarguras e medos (pavores até), paixões e arrebatamentos que nos percorrem enquanto lemos as suas histórias e nos levam do mundo real para o seu universo. Mesmo não que não soubesse que um livro era da sua autoria, o estilo de Dorothy é tão patente que duvido que não chegasse a essa descoberta depressa. Acima de tudo, a autora oferece-nos sempre rebuçados agridoce sob a forma de livros mimosos, com histórias que nem sempre correm bem (pelo menos na sua totalidade), mas com um significado muito humano. E esse é o seu factor - chave preponderante: as personagens de Dorothy não têm medo de ser verdadeiramente humanas e de nos arrastar por corredores de memórias que tanto são nossas ou de conhecidos como de personagens dos seus livros. E mais do que isso, as emoções vêem dotadas de um realismo patente, sem hipérboles desnecessárias a forçar o drama (e uma potencial lágrima do leitor), e que ainda assim têm a capacidade de nos comover e criar emoções empáticas.
De todos os seus livros que li até hoje, sempre considerei o primeiro o melhor e o mais rico deles todos. Pelo menos até ler o "Aromas do Amor", que julgo ocupar uma posição muito semelhante. Apesar de ter tido algumas dúvidas em determinadas partes da obra, este volume conseguiu superar-se a si mesmo e provar-me porque é que a autora é tão bem sucedida no que faz. Mas já lá vamos.
Com este novo romance da Dorothy, senti-me a revisitar uma casa de uma tia há muito negligenciada, mas que nunca esquecemos. As suas personagens não são particularmente originais, ou pelo menos não tão diferentes que não as encaixássemos num dos seus livros, mas ainda assim souberam galgar território ao longo da narrativa e torná-la o seu espaço pessoal.
Senti-me meio que aos solavancos no início do livro, e só entrei realmente no enredo quando a Parte I finalizou, mas a partir daí deixei-me render pelas personagens. Saffron continua a sentir-se uma viúva precoce apesar de se ter passado mais de um ano desde o assassinato do marido. É por isso uma personagem instável, que vive a tentar combater o luto para respirar enquanto simultaneamente puxa para si as réstias memórias de um casamento feliz que preenchia todos os compartimentos do seu ser. Por esse motivo, algumas atitudes erráticas tiveram o condão de me espicaçar a irritação com a personagem e considerá-la injusta nas suas configurações. Naturalmente, o seu estado catatónico sempre foi capaz de a justificar e perdoar, pelo que ao longo do livro fui aprendendo a fazer o mesmo sempre que ela pisava o risco. Phoebe e Zane são apresentados pela óptica caleidoscópica de uma mãe-galinha que só pretende proteger os filhos de um mundo perverso que lhes levou o pai cedo demais. Gostava de os ter visto mais presentes no activo, e não apenas em pensamentos ou recordações de situações recentemente vividas pela mãe, mas ainda assim foram ganhando destaque ao longo do livro. Já Fynn é o típico bem-disposto, generoso, coração de manteiga, com sentido de humor apurado que Dorothy gosta de incutir nas personagens masculinas por quem nutre um fraquinho (e ela que não o negue, que os seus livros são o comprovativo disso mesmo ;) ). Já a Tia Betty merece todo o destaque por ser aquele elemento excêntrico mas benemérito que sempre gostaríamos de ter na família. Fiquei bastante satisfeita com as suas inclusões na história, já que são esses elementos que servem de contra-balanço às conjugações que apelam à veia dramática da autora.
Nesse campo, tenho a dizer que o enredo teve a sua exploração devida, com conduções a uma série de explicações mais ou menos lógicas, e que nos fez entender todo o percurso de cada elemento da trama. Não posso contar quase nada sobre a acção principal da estória sem que vos desvende desnecessariamente algum factor que prefeririam ter acesso durante uma boa leitura. Vou apenas dizer que o mosaico criado com todas as articulações temporais e as conjugações interpessoais trouxe um livro que vale a pena ler.
Apesar de tudo, gostava de ter visto mais explorada (e de outra forma) a redação do livro de receitas de Joel (agora também da mulher), e evitar alguns acrescentos desnecessários, que criaram em certos momentos um excesso de complexidade que não trouxe nenhum conteúdo por aí além, enquanto outros elementos dignos de análise acabaram por passar por segundo plano.
Ainda assim, e para concluir, só posso dizer que o final foi bem conseguido justificando toda a narrativa, mas dando simultaneamente uma indicação de fecho do ciclo e também de continuidade numa nova realidade. Fiquei com pena que o desfecho de Fynn fosse o apresentado, apesar de perceber o motivo desse seguimento (mas no entanto não podia deixar de torcer por ele até ao fim, e fiquei um pouco desiludida por não ter a cena que esperava). De qualquer forma, vão sentir-se satisfeitos e concordar que o tempo passado com a família Mack-el-Roy (ou Mack -le- Roy como diria o Agente Clive) foi bem merecido.

Portanto já sabem: adquiram o livro e venham autografá-lo na Feira do Livro de Lisboa nos próximos dias 14 e 15 de Junho pelas 15H. A Dorothy é conhecida por dar grandes abraços aos leitores e suspeito que são capazes de precisar de algum após terminarem "Aromas do Amor".

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Passatempo: O Olhar do Açor, de Sandra Carvalho

Olá Encruzilh@dos!

Hoje temos mais um fantástico passatempo em parceria com a Editorial Presença. Temos para sortear um exemplar do primeiro volume da dulogia O Olhar do Açor de Sandra Carvalho.

"O Olhar do Açor é uma narrativa que entretece com mestria verdade histórica e ficção, a realidade da sociedade portuguesa do século XV e a fantasia das personagens e dos cenários imaginados pela autora."

Descubram as respostas aqui. Boa sorte.

 Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 15 de Junho de 2014.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e a editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

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