Review: Hana Hashimoto, Sixth Violin by Chieri Uegaki

Hana Hashimoto, Sixth Violin
by Chieri Uegaki
Illustrations by Qin Leng
Format: Hardback / paperback / ebook
Nr of Pages: 32
Expected publication: August 1st 2014 by Kids Can Press
Synopsis:
Hana has signed up to play the violin at the talent show, even though she's only had three lessons. Her brothers predict disaster. But Hana practices and practices, inspired by her grandfather, or Ojiichan, who played the violin every day when she visited him in Japan. As Hana takes the stage, doubt is all she can hear, until she recalls her grandfather's words of encouragement, and shows the audience how beautiful music can take many forms.

Rating: 4/5

Review:
As a former student of Oriental Studies and an avid defender of variety in books, particularly children's I couldn't miss the opportunity to read  Chieri Uegaki's Hana Hashimoto, Sixth Violin.
Hana is a brave girl, who after three violin lessons feels ready to sign up for the talent show even though her brothers mock her. Hana's parents seem more confident and Hana let's her grandfather's words and music inspire her as she shows the reader the value of practice and dedication.
When I was little I wanted to learn to play the violin, unfortunately I couldn't but that didn't stop me from pretending I could. Unlike Hana I didn't have a relative that played the violin but I let all the great musicians fill my house with their music and the strings have always been my favourite. However when Hana  went to Japan to see her Ojiichan, he filed the house with music of his own making and she decided to learn to play like him.
I think Hana's little adventure is a fantastic example of picking up something widely known and making it yours. It's about finding that thing that makes what you do yours and not just a copy of someone else's work. Even musicians need to find their tune and the same piece played by two different people doesn't sound quite the same and Hana shows us that she can make the strings in her violin hers and not just a copy of her Ojiichan.
Also I think this was the first time I encountered a book who had both a musical theme and a foreigner character in the title. As I said at the begin of this review I support diversity in book and this means that I like to support authors that write about diverse characters. Chieri Uegaki's Hana Hashimoto is a fantastic example because we can see different cultures and have an Asian, more specifically a Japanese main character. It may sound like it isn't too much but in 2012 only 2% of children books had a main Asian Pacific American character. This puts Hana in a very select group and makes her even more special.
If Hana wasn't special enough Qin Leng's illustrations would have helped her be. The pictures that fill this book are delicate and beautiful and a fantastic addiction to the story.
The drawings of Ojiichan's house takes us to Japan while the ones of Hana's house reflect the western world. I loved the soft colours and the magical tone of the drawings. My favourite illustration was the one of Hana playing when she was in the stage of the talent show and we can see all the sounds leaving her violin. I also enjoyed seeing Ojiichan's house and Hana sleeping in a futon.
I am now waiting patiently for August to get my hands on a hardcover edition of this book. This is a book that can't be missing from my shelves.

To read more about diverse books please click here.

Vencedora: Vingança de Sangue, de Wilbur Smith

Pois é, cá estamos novamente para oferecer livros!

Depois de termos sorteado um novo vencedor para o livro Vingança de Sangue, de Wilbur Smith, já que não obtivemos resposta da primeira sorteada (eventualmente alguém que está de férias, mas após uma semana à espera tivemos de sortear um novo vencedor), o exemplar deste livro editado em Portugal pela Editorial Presença segue agora para:

Maria [...] Santos - Baixa da Banheira
Muitos Parabéns! Aos restantes, estejam atentos ao Blog e a futuros passatempos ;)

Amazon e a Biblioteca Paga

Há cinco dias atrás a Amazon anunciou que irá oferecer aos seus leitores um novo serviço chamado Kindle Unlimited. Este serviço propõe que através de uma taxa mensal ou anual, os leitores tenham acesso a ebooks que são vendidos através do site da empresa. O que faz da Amazon a terceira empresa a oferecer este serviço, estando este já disponível através da Oyster e do Scribd.
Vários leitores já se insurgiram contra o Kindle Unlimited que não só pretende ganhar dinheiro através de um serviço que as bibliotecas oferecem gratuitamente como também não paga aos autores tão bem como algumas bibliotecas pagam. (No Reino Unido e nos Estados Unidos as bibliotecas não só pagam mais pelos livros que compram como pagam uma taxa aos autores de cada vez que um livro é requisitado.)
Um repórter do USA Today que decidiu avaliar o serviço da Amazon concluiu que além do facto de se poder ler os livros / audio livros em 6 dispositivos simultaneamente e de a Amazon ter as melhores aplicações para leitura, não há muitos livros pelos quais escolher. Da biblioteca de 600,000 livros (dos quais alguns são clássicos já disponíveis gratuitamente e outros são livros de autores completamente desconhecidos) apenas 6 livros fazem parte da lista de 75 leituras que o repórter achou que seriam actuais e que deveriam estar presentes para o serviço ser considerado bom (por exemplo Os Jogos da Fome e Harry Potter). O repórter afirma que isto se deve ao facto de a Amazon não ter disponível livros de duas das maiores editoras americanas: HapperCollins e Simon & Schuster.
Os outros dois serviços de ebooks ilimitados oferecidos pela Oyster e Scribd (que custam os mesmos 10$ por mês que a Amazon) já oferecem 17 livros da lista e possuem livros da HapperCollins e Simon & Schuster no seu catálogo. O que os torna mais atractivos apesar de a Oyster apenas estar disponível para utilizadores Mac e o Scrib maioritariamente no pc.
O repórter acaba no entanto a sua opinião com a esperança que, tal como serviço Amazon Prime evoluiu para ter mais e melhores filmes e series, também o Kindle Unlimited evolua e possua, daqui a algum tempo, todos os livros que desejamos ler. E pensar que por 8 euros mês poderíamos ler livros acabados de editar se revela algo interessante. E se quiserem experimentar o serviço o primeiro mês é gratuito!
Num mundo que está constantemente a evoluir e depois de todos os artigos que falam das bibliotecas e que temos publicado é normal que uma pessoa se questione sobre o poder das bibliotecas e se as mesmas não estarão realmente a desaparecer lentamente.
Apesar de parecer que o desaparecimento das bibliotecas irá acontecer tenho a dizer que, pelo menos no Reino Unido, as bibliotecas já possuem catálogos on-line de onde posso requisitar ebooks e audio-books gratuitamente e que, apesar de não representarem toda a oferta da biblioteca física, já começam a rivalizar com os serviços da Amazon, Oyster e Scribd. Alem disso se ficar doente e/ou não puder sair de casa a minha biblioteca local tem um serviço de entrega gratuita de livros ao domicilio.
Aléem do mais as bibliotecas continuam a ser um ponto de encontro e onde outras actividades se podem desenvolver, estão também mais perto do publico e, apesar de alguns acharem que estão a desaparecer, não me parece que este seja o caso. Por aqui a única situação em que compraria uma subscrição de um serviço ilimitado de livros seria se efectivamente tivesse acesso a todos os livros que quisesse incluindo lançamentos recentes mas acredito que mesmo continuaria a comprar livros físicos.




Ki
(Catarina)
Sobre a autora:Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Opinião: Um Amor na Cornualha, de Liz Fenwick




 Um Amor na Cornualha
de Liz Fenwick

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 368
Editora: Quinta Essência  


Resumo: 
Fugir no dia do próprio casamento nunca parece bem.

Quando a pressão do futuro casamento se torna demasiada, Jude foge da igreja, deixando um bom homem no altar, a sua mãe furiosa e os convidados com mexericos suficiente para durar um ano.
Culpada e envergonhada, Jude foge para Pengarrock, uma mansão em ruínas na Cornualha, no cimo de uma falésia, onde aceita um emprego a catalogar a extensa biblioteca da família Trevillion. A casa é um refúgio bem-vindo para Jude, cheia de história e segredos, mas quando seu novo proprietário chega, torna-se claro que Pengarrock não é amada por todos.
Quando Jude sucumbe ao feitiço da casa, descobre um enigma familiar decorrente de uma terrível tragédia que teve lugar séculos antes: ao que parece, há algures um tesouro perdido. E quando Pengarrock é posta à venda, parece que o tempo está a esgotar-se para a casa e para Jude…

Rating: 3,25/5 

Opinião: Um Amor na Cornualha é o segundo romance que leio de Liz Fenwick e confesso que apesar de ter achado o primeiro melhor estruturado (e portanto, com um rating maior), este é o meu preferido dos dois.
Decorrendo num mesmo cenário, a capa deste é ainda mais bonita e transporta-nos para o universo do enredo com uma enorme facilidade, levando-nos a construir o contexto envolvente.
Para quem lê a sinopse, o desenrolar da estória é um tanto previsível e sem muitos sobressaltos mas, e à semelhança de tantos outros livros (assim como de filmes), nem tudo o que é previsível é mau. Um Amor na Cornualha torna-se numa leitura fácil, aconchegante e confortável, cheia de clichés saborosos e bem recebidos, e consideravelmente envolvente. Com uma escrita leve e agradável, é um bom romance para as férias e uma óptima leitura de praia.
Jude é uma mulher perdida nos preâmbulos de um casamento desfeito e sem magia, rodeada pela pressão social resultante dos seus actos, que lhe trazem consequências inesperadas e com as quais ela não sabe lidar. Mais do que isso, a vergonha e a ausência de rumo, assim como a dificuldade de explicar as razões que a levaram a fugir da promessa de um futuro perfeito, obrigam-na a mudar de realidade e a refugiar-se na Cornualha, sob orientação de Petroc, o simpático proprietário de Pengarrock.
A sua integração na casa e no novo quotidiano é quase imediata, assim como a paixão assolapada que a envolve pelo lugar que a acolheu, e que acabará por ter um papel preponderante na delineação da sua nova vida....
Gostei de Jude: é uma personagem simpática, não muito complicada (contrariamente ao que ela se julga) e de fácil entendimento. Para além disso, a autora foi capaz de a dotar de uma capacidade de análise clara sobre as relações com o espaço e com os habitantes locais da região que a acolheu, pelo que facilmente conseguimos visualizar este pedaço de terra que muito se assemelha a um paraíso. A decisão extrema que a leva para longe de um noivo aprovado por todos traz certamente consequências para si e para a sua família, que nunca nos passam despercebidas. Ainda assim, gostava que este ponto tivesse sido melhor trabalhado. No que toca a John, a autora que me desculpe mas a abordagem que fez foi tão ridícula que em determinada autora apeteceu-me gritar de frustração. Foi completamente não plausível e sinceramente, a determinada altura já não sabia se teria pena dele ou se simplesmente queria que este desaparecesse. Para além de que senti faltar um real ponto final para este trecho da narrativa. A relação com a família e com os amigos deixados para trás, com tanto potencial, foi também apressada e um bocado incoerente, atendendo a todas as conjugações que a autora poderia ter feito. Mas adiante.
Gostava também de ter visto mais desenvolvida a descrição da aldeia local, assim como uma maior relação com os seus habitantes, que passou um bocado desnecessariamente ao lado da construção do enredo apesar da tentativa de recuperação já para o final. Passamos muito tempo com Jude, o que não é complicado porque tal como já referi ela é bastante gostável, mas por vezes o remoer da sua mente podia tornar-se tendencialmente cansativo.
É o tema principal do tesouro perdido, sobre o qual não posso falar muito, que mais me agarrou na segunda parte do livro. Numa mistura interessante entre pedaços de história e especulações do presente, as ligações e pistas vão sendo conectadas peça a peça, num puzzle só resolvido mesmo nas últimas páginas, e que nos dá tempo para magicar a sua composição e desfecho. Com alguns percalços resultantes de uma estrutura narrativa por vezes confusa da autora neste ponto (julgo eu que propositada), o verdadeiro tesouro perdido (que para mim, mais do que o real, são os pedaços de memória e história familiar dos Trevillion) vai chegando até nós calmamente, camada por camada, construindo uma imagem aprazível de acompanhar.
Quanto ao destino de Pengarrock e à relação do novo proprietário com esta propriedade...terão de ler o livro para a descobrir.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Vencedora: Encontro em Itália, de Liliana Lavado (Marcador)

Olá Encruzilhad@s!

Finalmente sairam os resultados de mais un fantástico passatempo. Este foi dos mais concorridos dos últimos dois meses, o que nos deixa muito felizes: primeiro, porque a Liliana é espectacular, e depois porque é uma nova autora nacional, que merece todo o destaque.

Sem mais demoras, o livro vai ao encontro de:

Helena Bracieira - Beja

Para os restantes, aguardem os futuros passatempos e estejam de olho no Encruzilhadas Literárias ;)

Opinião: O Olhar do Açor, de Sandra Carvalho


O Olhar do Açor
de Sandra Carvalho

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 392
Editora: Editorial Presença 

Resumo: 
A descoberta dos Açores, e todo o mistério e aventura que a envolveu, foi o mote para esta obra em dois volumes de Sandra Carvalho. O Olhar do Açor é uma narrativa que entretece com mestria verdade histórica e ficção, a realidade da sociedade portuguesa do século XV e a fantasia das personagens e dos cenários imaginados pela autora. Neste primeiro volume, que se centra nas histórias de vida dos fidalgos, ganham principal relevância as figuras de Constance, uma nobre inglesa enviada para Portugal para se casar com Gonçalves Vaz, senhor da valiosa herdade de Águas Santas; Nuno Garcia, um corsário implacável; Leonor, fruto ilegítimo da paixão de Constance e de Diogo, o jovem corajoso, protegido de Nuno Garcia e que Constance conhece durante a viagem, Guida, a escrava negra que cresceu com Leonor, e Tomás Rebelo, o fidalgo malévolo que deseja assenhorear-se de Águas Santas.


Intriga, ganância, amor, paixão, e uma aura de misticismo, num romance extraordinário.

Rating: 4/5 

Opinião: "Olhar do Açor" foi a minha estreia com a Sandra Carvalho e fui agradavelmente surpreendida com o registo, atendendo ao público-alvo indicado. Apesar da quantidade de livros publicados pela autora através da Editorial Presença, este foi o primeiro que realmente me despertou a atenção. Com uma capa maravilhosa (desde o barco até ao símbolo do pendente na contracapa), e a apelar à época dos Descobrimentos e da expansão marítima, com a influência de corsários e piratas, drama e contexto histórico adequado, fiquei muito curiosa até lhe deitar as mãos.

Numa primeira instância esperava um livro mais adulto. Apesar dos seus restantes livros serem do género YA, a minha percepção foi de que ela teria sigo arrojada e escrito um livro diferente aos seus habituais. "O Olhar do Açor" consegue sê-lo, de facto, mas não se desvia da legião de fãs conquistados ao longo dos últimos anos pela Saga das Pedras Mágicas. Nessa medida, tive de ajustar a minha percepção do livro nesse contexto e nessa lógica de análise transformou-se aos meus olhos e adotei-o completamente. Nesse sentido, Sandra Carvalho está de parabéns ao ter escrito um livro arrojado e cativante, especialmente atendendo ao contexto e ao seu enquadramento histórico. Sem medo de errar ou remexer com uma altura da História de Portugal tantas vezes já retractada em livros, a componente ficcional e mística não se sobrepôs à realidade, optando por explorar um leque de campos omissos, sem no entanto esquecer o restante enfoque, mesmo que à distância.

Sendo uma fã dos romances históricos, tanto dos resultantes das máquinas do tempo de Isabel Alçada e de Ana Maria Magalhães, ou da moeda mágica de Alice Vieira, até às versões mais pormenorizadas e enriquecidas de, por exemplo, Isabel Stilwell, gostei desta lufada de ar fresco que nos presenteou com uma nova abordagem. Para além disso, o inicio desta leitura procedeu-se ao "A Vida Louca dos Reis e Rainhas de Portugal" de Orlando Leite, Raquel Oliveira e Sónia Trigueirão (editado pela Marcador), pelo que todos os pormenores históricos ainda estavam vívidos, e este livro ainda se tornou mais interessante.

Não gostei muito do capítulo inicial, talvez pelo facto da introdução ser conduzida pela Constance, uma personagem cuja fragilidade, ainda que adequada, me fez alguma comichão. Assim sendo, é quando realmente se começiou a desenrolar a acção que o livro se tornou realmente interessante para mim.

Acompanhando Leonor e Guida ao longo de aventuras sofridas, fantasmagóricas por vezes, e capazes de vergar vontades, fui-me envolvendo num discurso corrente cheio de acontecimentos inesperados, mortes (algumas dolorosas), paixões (in)correspondidas e uma aura de mistério e esoterismo que não abandonou nenhuma das suas personagens desde a primeira página. Apesar do enredo ter como grandes protagonistas estas duas adolescentes, com toda a liberdade poética que lhes é atribuída, as restantes personagens não passam despercebidas, causam impacto, demonstram que existem e que são importantes para o desenrolar da trama, ainda que a sua estrutura seja um tanto ou quanto linear. Desde o responsável da estalagem, aos trabalhadores de Águas Santas, todos deixam marcas em cada página, da mesma forma que imputem registos na vida destas duas amigas tão diferentes e inseparáveis desde infância.

Pela apresentação da sinopse e da capa, espera uma presença marítima mais vincada neste livro, e que só surgirá muito em diante, e que espero que seja devidamente explorada no próximo livro (que corresponderá ao livro final da duologia). De resto, diverti-me imenso ao conjugar os vários elementos que a autora nos forneceu, com pequenas pistas para os mistérios para os quais nem as personagens têm resposta e serão as peças-chave para o desenlace desta aventura marítima, entre perigos perniciosos e constrições de forças e fé na coragem e no amor pelo próximo, mesmo que esta se assemelhe perigoso.

Para finalizar, adorei a construção linguística que a Sandra incutiu ao livro, com vocábulo corrente no que concerne aos discursos diretos, mas conjugando com adequações mais cuidadas no restante tratamento, através da utilização de recursos linguísticos muitos diversicados e de vocabulário mais erudito, sem no entanto escapar à compreensão do leitor comum. Ficarei à espera do próximo!

 «Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»
«Adquira o seu exemplar aqui



Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Renovação concluída!

E por hoje as nossas renovações estão concluídas!
Iremos proceder a ligeiras alterações nos próximos dias mas isso não afectará o normal funcionamento do blogue.
Esperamos que gostem desta mudança.

Renovação!

Estamos a mudar o tema do blog. Algumas páginas vão estar inacessíveis e é normal que tudo esteja fora do sítio. Quando tudo estiver normalizado avisaremos na nossa página do Facebook!

Review: The Most Magnificent Thing, by Ashley Spires

The Most Magnificent Thing
by Ashley Spires
Format: Hardback / paperback / ebook
Nr of Pages: 38
Expected publication: April 1st 2014 by Kids Can Press
Synopsis:
A little girl and her canine assistant set out to make the most magnificent thing. But after much hard work, the end result is not what the girl had in mind. Frustrated, she quits. Her assistant suggests a long walk, and as they walk, it slowly becomes clear what the girl needs to do to succeed. A charming story that will give kids the most magnificent thing: perspective!
Rating: 4/5

Review:
This little girl's journey with her faithful assistant is one of the most relatable children's books I have ever read. The whole preparation process and the creation and even the point when she gets frustrated are so real and tangible that you are automatically transported to your own childhood and can remember a time or two when you completely lost your temper because you couldn't create something.
As a writer I know what is like to have something magnificent in your mind and not being able write it on paper. So when this little girl who has the most magnificent thing ever in her mind isn't able to create it I could relate to her frustration. It is so easy to lose perspective when you see something clearly but aren't able to give it form.
Thankfully her canine assistant has the perfect cure for frustration: a long walk. As the girl calms herself down and starts enjoying herself she realizes that maybe she wasn't that far of from succeeding and tries once again to create that most magnificent thing. This is a fantastic advice and so useful because it's a great way to deal with frustration. Maybe we can't always go for a walk but we can do something different or we can leave the problem alone for a day or two while we relax and than we can go back to it.
I particularly enjoyed the part in the story where the girls neighbours are admiring her "fail attempts" and think they are splendid while the girl just sees them as failure. When we focus on what we have on our mind and don't enjoy the ride until we get there everything can became a failure and I think it was good to show that sometimes even if we think that our art isn't at the level we wanted it to be other people will think that it is good.
A very cute book that I recommend!

Passatempo: Encontro em Itália, de Liliana Lavado

Olá Encruzilhad@s!

Nunca uma sexta-feira nos soube tão bem! Como sabem a Cláudia é fã da escritora Liliana Lavado e por estes lados acreditamos que o que é nacional é bom. Por isso imaginam a nossa felicidade por podermos anunciar este passatempo juntamente com a Editora Marcador

Hoje temos um exemplar do livro Encontro em Itália para oferecer aos nossos leitores. Para isso basta preencherem o formulário abaixo (podem encontrar as respostas aqui) e terem muita sorte.

 Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 15 de Julho de 2014.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e a editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.


Passatempo: Vingança de Sangue, de Wilbur Smith

Olá Encruzilhados!
Bem vindos a mais um passatempo com o apoio da Editorial Presença. Hoje temos para oferecer um exemplar do livro Vingança de Sangue de Wilbur Smith. Este é o segundo volume da série «Hector Cross» da qual a Cláudia leu o primeiro volume que recebeu uma classificação de 4 estrelas. Podem ler a opinião dela aqui.

O passatempo segue nos moldes habituais mas relembramos as regras abaixo. Tem até dia 13 de Julho para participar. Boa sorte a todos!

Descubram as respostas aqui.

 Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 13 de Julho de 2014.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e a editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»

Divulgação: Projecto Imaginauta

Olá Encruzilhados!

Hoje queremos divulgar um projecto que recentemente entrou em contacto connosco. O projecto Imaginauta. Neste projecto seis escritores deitaram mãos à obra e criaram o livro Comandate Serralves: Despojos de Guerra, uma história a doze mãos passada no mesmo mundo mas sobre diferentes perspectivas. Podem ler o e-mail que eles nos enviaram abaixo.

"Viva blogger!
Este email serve para te apresentar o Imaginauta, um projecto literário que está prestes a descolar. O seu principal objectivo é trazer à luz do dia boas obras independentes que se destaquem no panorama nacional.
Para começar, decidiu-se lançar um livro escrito a várias mãos. O mesmo mundo, as mesmas personagens, mas diversos episódios, cada um dos quais com uma nova perspectiva. Seis autores trabalharam em conjunto durante um ano para criar o mundo do Comandante Serralves, uma figura ímpar e por vezes dúbia, que luta contra um império que trouxe a paz e a prosperidade à raça humana, em troca da liberdade e individualidade dos cidadãos.
O Imaginauta reconhece a importância dos blogs no conjunto dos media actuais. Por de trás de cada blog há um leitor entusiasta, capaz de transmitir o seu amor pelos livros a quem os segue. É nos blogues que muitos procuram uma opinião honesta acerca das muitas novidades que vão aparecendo nas livrarias. É por isso que queremos que o teu blog participe na aventura que irá ser dar a conhecer o Comandante Serralves a toda a galáxia.
O site oficial é : http://imaginauta.net Lá poderão inscrever-se para receber as nossas notícias em primeira mão.
O projecto, e o livro “Comandante Serralves – Despojos de Guerra”, terá duas sessões de apresentação antes do lançamento. Uma em Lisboa e outra no Porto. Poderão saber mais aqui: http://imaginauta.net/noticias/

Cumprimentos,
            Imaginauta
www.imaginauta.net"

Nós vamos partir à aventura e ficar atentas ao Comandante Serralves. Não o percam de vista também! ;)

Novidade: Juro Dizer a Verdade, Toda a Verdade e Nem Sempre a Verdade, de Ally Carter

 Ally Carter vive nos EUA, onde trabalha com entusiasmo na escrita para adultos e jovens. Os seus livros já foram publicados em mais de 20 países, e são bestsellers do New York Times, USA Today e The Wall Street Journal.

A coleção As Miúdas de Gallagher marcaram a sua estreia na literatura juvenil e têm o selo de qualidade da Disney. Depois do sucesso do 1.º volume, editado em Portugal no passado mês de março, já chegou às livrarias o segundo volume da coleção: As Miúdas de Gallagher 2: Juro Dizer a Verdade, Toda a Verdade e Nem Sempre a Verdade.
 
A originalidade da história despertou o interesse não só da Disney, mas também de uma produtora de televisão que já comprou os direitos de adaptação. Afinal, o enredo, destinado a raparigas adolescentes, é bem especial, como as personagens!

O Colégio Gallagher (para Raparigas Excecionais) parece à primeira  vista uma escola típica, onde as adolescentes se  preocupam em combinar a cor da mala com o top que vão usar, e suspiram quando um professor giro lhes sorri. Mas  o que o comum dos mortais desconhece é que nas suas malas levam câmaras ocultas e o tal professor giro dá aulas de Preparação para Missões Secretas. O Colégio garante que forma os maiores génios do país… mas na realidade é a melhor e mais conceituada escola de espias e agentes secretas.
 
Cammie Morgan (ou Camaleão, como gostam de lhe chamar) é uma das miúdas de Gallagher. Ótima aluna, é fluente em catorze línguas e capaz de matar um inimigo de sete maneiras diferentes. No 1.º volume, Cammie teve de enfrentar a missão mais perigosa de sempre: apaixonar-se! Agora, Cammie vive um dilema.
 
«Eu não queria deixar o Josh, juro. Ainda sofro por ele, a sério. Neste período apenas queria ser uma aluna como as outras. E a verdade é que nada tive que ver com a falha de segurança que pôs a escola em perigo. Mas juro que, com a ajuda das minhas amigas, vou desvendar o mistério de Blackthorne e provar a minha inocência.

Na verdade, não vai ser fácil, e o meu coração, que ainda não recuperou, pode estar de novo em perigo. Mas prometo que vou fazer tudo para conseguir salvar o Colégio. E isto é toda a verdade! Juro! Não acreditas?»

Opinião: Lola and The Boy Next Door, de Stephanie Perkins

    
 Lola and the Boy Next Door
 de Stephanie Perkins 

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 338
Editora: SPEAK 

Resumo: Lola Nolan is a budding costume designer, and for her, the more outrageous, sparkly, and fun the outfit, the better. And everything is pretty perfect in her life (right down to her hot rocker boyfriend) until the Bell twins, Calliope and Cricket, return to the negihborhood. When Cricket, a gifted inventor, steps out from his twin sister's shadow and back into Lola's life, she must finally reconcile a lifetime of feelings for the boy next door.

Rating: 4/5 

Opinião: Como vocês já sabem, ultimamente não tenho tido tempo para nada devido a compromissos profissionais. Hoje obriguei-me a tirar "folga" à noite, e decidi dar resposta a uma das múltiplas tarefas que tenho em atraso: trazer-vos a opinião de um livro que eu adorei no início deste ano, e que infelizmente já sabemos que não será editado em Portugal. Trata-se do "Lola and The Boy Next Door", claro está.

Esta foi uma das prendas de "mim para mim" às quais me rendo de tempos a tempos e depois do aconchego emocional que "Anna e o Beijo Francês" me provocou, não tinha como não ler esta continuação que não é uma sequela e nem tenta sê-lo. Partindo de dois protagonistas diferentes, Stephanie Perkins ilustra-nos um mundo no qual também circulam Anna e Étienne, embora eles não sejam o enfoque principal. Esta não é a sua história, é a de Lola e Cricket.

 Dos dois livros, este é o meu preferido da autora e muito se deve a estas novas personagens e à entrada rápida no enredo. Lola tem uma estrutura familiar provocadora de momentos desconcertantes, divertidos e enternecedores que nos fazem desde logo gostar dela e do meio que a envolve (contrariamente a Anna, cuja caricatura dos pais vista pelos seus olhos de adolescente não nos deixou muito espaço para simpatias para com eles). Lola é extrovertida, excêntrica, original e com ideias muito fixas. Mas também é doce, sonhadora, imaginativa e insensata quando menos lhe convém. A sua relação com a melhor amiga e o namorado são logo apresentadas quando iniciamos o livro e estas interações permitem-nos descobrir mais rapidamente que tipo de pessoa ela é, assim como definir expectativas para o que vem e seguida.

E claro que o que surge nessa altura é a vinda dos irmãos Bell. E Cricket vai esmifrar-vos o coração desde a sua primeira aparição, conseguindo que fiquemos a torcer pelo rapaz bonzinho desde início: descontraído, tímido, portador de mundos próprios e de segredos só dignos dos olhos de alguns, vamos poder viajar pelas interações de um amor perdido e muito pouco esquecido que irá atormentar estas duas personagens, devido a uma série de fatores.

À medida que as cenas vão avançando e vamos desvendando parte dos segredos e mal entendidos tão próprios da adolescência mas também das relações humanas, este livro que já de si é doce desde a primeira frase vai ganhando outros contornos, mais práticos, que nos fazem pensar, mas nem por isso deixa de nos embalar pelo seu conteúdo.

No que respeita à relação entre Lola e o vizinho, gostei especialmente do desenvolvimento sustentado que vemos desenvolver-se através da sua relação mas também pelas perspetivas de terceiros que validam e tornam melhor uma estória simples, mas cheia de lições e paralelismos com  a vida real.

Gostei especialmente do esquema em como se montou a estrutura das personagens secundárias: a irmã de Cricket que é mais do que parece, a forma como Anna e Étienne surgem e nos deixa com vontade de saber mais deles, mas não querendo simultaneamente abandonar Lola, a relação dos pais desta com a filha, o namorado rockeiro que se calhar não é tão mau como as primeiras impressões poderiam dizer...

De facto, fiquei muito satisfeita com este pormenor que me fez querer acompanhar o percurso da personagem no livro e tenho a dizer que só fiquei desiludida com o final que a autora lhe atribuiu, e que já foi pouco arrojada e a desculpa do costume para findar processos semelhantes. Ainda assim, o final enternecedor desculpou-a de todas essas infâmias e deixou-me ansiosa para o próximo. "Isla", chega depressa! ;)

P.S. - A autora criou uma banda sonora para acompanhar o enredo, e todas as músicas são tão indicadas que cada vez que as oiço me lembro do livro. Podem ouvi-la aqui:http://8tracks.com/naturallysteph/lola-and-the-boy-next-door



Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.