Novidade: Ao Encontro do Destino, de Amy Hatvany

Depois de O Jardim das Memórias, Amy Hatvany regressa com um novo e comovente romance, Ao Encontro do Destino (Topseller), um extraordinário olhar sobre a dor de três mulheres e a esperança que persiste quando se sobrevive ao inimaginável.

A TOPSELLER disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata, aqui.

Hannah perde a filha de 12 anos num acidente. Através da doação do fígado da filha, Hannah consegue salvar a vida de uma adolescente um pouco mais velha, Maddie. Saída da redoma de proteção em que vivia por causa da doença, Maddie ganha uma nova esperança de vida para enfrentar, por fim, o desafio do mundo real.
Olivia, a sua mãe, é vítima da violência do marido, mas planeia um dia fugir de casa com Maddie sem que isso implique perder a custódia da filha.

Numa história arrebatadora e profundamente comovente, os caminhos destas três mulheres vão cruzar-se e as suas vidas irão alterar-se para sempre.

Passatempo: Marcadores RLeite "The Fault In Our Stars"

Bom dia!

Esta semana não paramos e continuamos a fazer chover passatempos! Talvez venha mais um em breve... (fiquem atentos!!).

E desta vez, temos nada mais nada menos do que um conjunto de marcadores espectaculares feitos pela RLeite, que é uma miúda cinco estrelas e que os ofereceu ao Blog para partilharmos com vocês. Quem ainda não conhece o seu trabalho que vá procurar a sua página porque vale a pena, faz trabalhos lindos e por encomenda, para além de ser capaz de produzir um marcador semelhante à capa de livro que vocês tanto gostam, também é capaz de fazer outras tantas, como pendentes, designs para T-shirts, cadernos, e outros semelhantes ;)

Assim sendo, 2 pessoas serão contempladas com 3 marcadores dos apresentados na foto, inspirados no "A Culpa é das Estrelas". Para participarem, para além dos requisitos habituais, queremos um like da página da RLeite! Não se esqueçam de confirmar que têm essa opção de consulta disponível para o público em geral.

Boa sorte!
Regras do passatempo 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 06 de Outubro de 2014.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Os participantes deverão seguir publicamente as páginas de Facebook do Encruzilhadas Literárias e da RLeite
4) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas). 
5) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
6) O Encruzilhadas Literárias e a RLeite não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.



Passatempo: Um Casamento de Sonho, de Domingos Amaral [RG Livreiros]

Boa noite!

Como nunca paramos e procuramos sempre o melhor para vocês, apresentamo-vos uma nova parceria do Encruzilhadas Literárias! Já ouviram falar dela pela nossa página de Facebook e eventualmente alguns comentários pelo Blog. Estamos a falar, claro, da livraria de Cascais RG Livreiros. A Cláudia é cliente assídua e como sabem, quem gosta de ler e de livros arranja sempre tema de conversa. As passagens frequentes por lá e a apresentação do Blog ao responsáveis pelo espaço resultaram numa parceria que poderá dar mais frutos no futuro, por isso vão estando atentos!

A RG Livreiros fica mesmo ao pé do Jardim Visconde da Luz e perto da estação de comboios em Cascais. Vende livros em português e inglês, novos e usados, num espaço amoroso que pede para ser visitado (fotos de arquivo da página oficial da RG Livreiros no Facebook). Assim sendo, durante a Feira do Livro de Cascais Domingos Amaral esteve presente numa sessão de autógrafos e com base nesse evento que surge o passatempo em parceria entre a RG Livreiros e o Encruzilhadas Literárias. Temos para oferta um exemplar autografado do livro "Um Casamento de Sonho", editado em Portugal pela Casa das Letras. Para participar, é só preencher o formulário com os dados solicitados.

 


Regras do passatempo 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 05 de Outubro de 2014.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Os participantes deverão seguir publicamente as páginas de Facebook do Encruzilhadas Literárias e da RG Livreiros
4) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas). 
5) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
6) O Encruzilhadas Literárias não se responsabiliza pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

Opinião: Article 5, de Kristen Simmons


Article 5
de Kristen Simmons 

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 362
Editora: Tor Teen 





Resumo:  New York, Los Angeles, and Washington, D.C., have been abandoned.  The Bill of Rights has been revoked, and replaced with the Moral Statutes.

There are no more police—instead, there are soldiers. There are no more fines for bad behavior—instead, there are arrests, trials, and maybe worse. People who get arrested usually don't come back.

Seventeen-year-old Ember Miller is old enough to remember that things weren't always this way. Living with her rebellious single mother, it's hard for her to forget that people weren't always arrested for reading the wrong books or staying out after dark. It's hard to forget that life in the United States used to be different.

Ember has perfected the art of keeping a low profile. She knows how to get the things she needs, like food stamps and hand-me-down clothes, and how to pass the random home inspections by the military. Her life is as close to peaceful as circumstances allow.

That is, until her mother is arrested for noncompliance with Article 5 of the Moral Statutes. And one of the arresting officers is none other than Chase Jennings—the only boy Ember has ever loved.
Rating: 4/5 

Opinião: Article 5 era um livro muito desejado e que chegou até mim em Junho pelas mãos da Cata do Páginas Encadernadas como prenda de anos (obrigadaaaaaaaa :D).
Tenho visto várias opiniões menos positivas, que ressalvam pontos com os quais até concordo, mas não deixo de adorar este livro. Vou então considerá-lo como um guilty pleasure, ou como um livro incompreendido. Aviso também que a opinião será curtinha porque não quero revelar nada e porque ando com pouca inspiração este mês, mas não pude deixar de recomendar esta leitura.

Article 5 lembra-nos um pouco todas as distopias que têm sido tão faladas anteriormente, mas há que relembrar que existe desde 2012, e que portanto surgiu mais ou menos na mesma altura dos restantes. De todas, a que mais se aproxima à sua construção (e não sendo nada igual) é Delirium, de Lauren Oliver. A noção de proibido, de regras e monitorizações, de segredos e de separação está sempre presente. Neste primeiro volume da trilogia a acção começa cedo, e surpreende desde o primeiro instante. Ember não deixa de ser a protagonista ingénua, confusa e magoada, mas não é a indefesa, irritante e algo "burra" que às vezes caracteriza estas personagens principais femininas na literatura young adult (modelo felizmente em mudança nos últimos anos). Após um acontecimento trágico que a transforma logo nas primeiras páginas, a prisão da mãe pelo simples facto de a ter tido enquanto mãe solteira (e não cumpridora das leis morais que regem o novo sistema), Ember passa a encarar a realidade em que se insere por outros olhos, e essa transformação crescente está bem descrita e cativante. Perante tamanho confronto, terá várias vezes de fazer escolhas mais ou menos acertadas, que irão determinar rumos num percurso incerto, e de confronto com a estrutura do poder e do regime militar.
Chase é outra personagem forte, perturbada mas fácil de ler para o leitor observador, ainda que com pequenas surpresas e segredos capazes de nos surpreender. A sua personagem tem um crescimento interessante que espero ver explorado nos próximos dois livros, assim como descobrir mais da sua história familiar.
Para além disso, mais perto do final do livro surgem mais personagens que se antevêem como presentes nos próximos volumes, atribuindo um dinamismo maior à acção. Estou bastante curiosa e espero que a autora não estrague tudo!

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Passatempo: A Queda dos Gigantes, de Ken Follett



Surpresa de última hora!

Quem nos segue sabe que a Cláudia é fã a 200% da Trilogia "O Século" de Ken Follett e que podem ler os seus comentários à trilogia pelo nosso blog aqui e aqui. Como não podia deixar de ser a Cláudia andou a contar os dias para o lançamento do último volume da saga e heis que finalmente o tão aguardado dia chegou quase como um natal antecipado.

Hoje a Editorial Presença lançou o último volume da trilogia "O Século", "No Limiar da Eternidade" e por aqui tínhamos de assinalar a data. Assim sendo e com o apoio da Editorial Presença temos para oferecer um exemplar do primeiro livro da trilogia: "A Queda dos Gigantes".

Vejam as respostas aqui, aqui e aqui.

Regras do passatempo 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 30 de Setembro de 2014.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas). 
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e a editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.




 «Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»

Review: Magisterium: The Iron Trial, by Holly Black and Cassandra Clare

The Iron Trial [Magisterium #1]
by Holly Black and Cassandra Clare
Format: Hardback / Paperback / E-book 
Nr of Pages: 400 
Publisher: Random House Children’s Publishers
Synopsis: 
Think you know magic? 
Think again.The Magisterium awaits . . .
Most people would do anything to get into the Magisterium and pass the Iron Trial.

Not Callum Hunt. 

Call has been told his whole life that he should never trust a magician. And so he tries his best to do his worst – but fails at failing.

Now he must enter the Magisterium. 
It's a place that's both sensational and sinister. And Call realizes it has dark ties to his past and a twisty path to his future.


The Iron Trial is just the beginning. Call’s biggest test is still to come . . . 
(You can read a small preview on the Waterstones website here.)

Rating: 4/5 

Review: 
MINOR SPOILERS ahead! They are crossed over.
I have to admit that I was worried about how this book would be planed out. I love Holly Black’s writing, her plots and character development. I also love how conflicted she tends to create her characters and how you can sense the humanity in them even when they are at their worst. As for Cassandra Clare I did enjoy the first three books on The Mortal Instruments series but when I tried the first book of The Infernal Devices I didn’t enjoyed it as much as the characters didn’t seem very different from the ones in the previous books.
So what I really hoped to find in this book was Clare’s imagination regarding myths and world building and Black’s characters so I could have more or less the best of both worlds. Magisterium: The Iron Trial is the first volume on a saga of Children’s Fiction/Young Adult books that will follow Callum’s journey through his magical school and lead him to his fate which  is quite unsentelling. The first book has a strong focus on the young in Young Adult since the main characters are all twelve but is also full of adventure and diversity.
I like that Clare and Black have created a diverse main cast where among the three main characters we have a POC and a character with a disability (Callum’s leg was broken when he was a baby and he has had several operations meaning he can’t run or walk properly), I would also like to note that although Callum is the main character he is not the one in front of the cover which I found interesting.
Most people tend to compare all magical school books to Harry Potter which I don’t agree with, I believe books can stand on their own and The Iron Trial is no doubt a book that stands on its own even though it is about a young boy in a magical school with a shady past and unforeseeable future.
I enjoyed reading about the Magesterium and how this magical school operated, I found the admission tests quite interesting, specially the written one that sounded like a math test. You can read it in full at the end of the book and it's a blast! I liked how it operated more like a sort of cooperative than a boarding school. As the teachers are always changing and each one has a different way of teaching their apprentices.
The story also tacks bullying and making real friends who can see beyond what you are capable of doing and treat you normally. It tackles being a hero and and anti-hero and how you can be nice even if you are a jerk which I found quite reinvigorating
The story is easy to read and follow and I read half the book in a day which shows how interested I was in following Callum’s adventures. I would recommend this book for young readers or people who like me enjoy Children’s fiction. I imagine that like in the Harry Potter and Percy Jackson books as the series goes on it will became more mature and aboard more complex and maybe darker themes but for now it’s a good adventure book for young readers.

Opinião: A incrível viagem do faquir que ficou fechado num armário Ikea, de Romain Puértolas





A incrível viagem do faquir que ficou fechado num armário Ikea
de Romain Puértolas 

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 208
Editora: Porto Editora 

(As primeiras páginas podem ser lidas no site da Editora)



Resumo:  O maior fenómeno de popularidade da literatura francesa atual. Traduzido em 36 países.

Ajatashatru Larash Patel, faquir de profissão, que vive de expedientes e truques de vão de escada, acorda certa manhã decidido a comprar uma nova cama de pregos. Abre o jornal e vê uma promoção aliciante: uma cama de pregos a €99,99 na loja Ikea mais próxima, em Paris. Veste-se para a ocasião - fato de seda brilhante, gravata e o seu melhor turbante - e parte da Índia com destino ao aeroporto Charles de Gaulle. Uma vez chegado ao enorme edifício azul e maravilhado com a sapiência expositiva da megastore sueca, decide passar aí a noite a explorar o espaço. No entanto, um batalhão de funcionários da loja a trabalhar fora de horas obriga-o a esconder-se dentro de um armário, prestes a ser despachado para Inglaterra. Para o faquir, é o começo de uma aventura feita de encontros surreais, perseguições, fugas e aventuras inimagináveis, que o levam numa viagem por toda a Europa e Norte de África.

A incrível viagem do faquir que ficou fechado num armário IKEA é uma aventura rocambolesca e hilariante passada nos quatro cantos da Europa e na Líbia pós-Kadhafi, uma história de amor mais efervescente do que a Coca-Cola, mas também o reflexo de uma terrível realidade: o combate travado por todos os clandestinos, últimos aventureiros do nosso século.
Rating: 3/5 

Opinião:  Se procuram um livro ligeiro, bem-disposto e que vos faça sorrir por uns instantes, Ajatashatru Larash Patel, mais conhecido por Laracha ou por uma série de palavras a compôr frases impenetráveis (só perceberá quem der uma hipótese a este livro) será o responsável por umas quantas horas agradáveis. Apesar de ser um contexto muito diferente, e com um enredo também diferenciado, foram várias em que me veio à memória o filme "Está Tudo Louco!" de 2001. Com várias peripécias, personagens peculiares, situações cómicas e totalmente fora de contexto, existiram vários momentos que fizeram lembrar o quão louco era realmente o enredo, e que não fica nada atrás neste livro. Ou não estivéssemos a falar de alguém que fica fechado num armário. Do Ikea. Em França. Quando ia às compras.
E deixem-me dizer que algo que aprendi com este livro foi que visitar um IKEA em Alfragide ou em Paris é a mesma coisa. A descrição da loja foi tão clara que me vi a passear mentalmente no de cá, sem ser capaz de encontrar alguma diferença. Ser ser o sari da empregada da cozinha. 
Larash é uma personagem peculiar com um objetivo muito concreto: comprar uma cama de pregos IKEA em promoção (porque é que se venderia algo do género em Paris ultrapassa-me). Mas o que parece uma missão (relativamente) simples irá revelar-se um desafio intenso, imprevisível, caricato e cheio de revelações, apoteoses, e pequenas reflexões sobre o ser humano em várias situações muitas vezes vistas como banais, mas que transformarão o nosso personagem. Uma das partes mais divertidas, e este é um pequeno spoiler, passa exactamente por esta personagem encarnar um vigarista da maior espécie, e que não só se irá (naturalmente) enterrar até ao pescoço por causa disso, como justificará muitas acções e resoluções tomadas por si (que consideraríamos idiotas) e que inexplicavelmente lhe irão correr sempre de formas que o leitor não estava à espera. Não deixa de ser um livro previsível, mas com aquele tipo de previsibilidade que só é visto ao último minuto, ainda que garantamos que estava sempre lá. Está escrito com uma linguagem leve, divertida, capaz de nos fazer passar bons momentos. Confesso que em algumas partes senti que o autor queria forçar o riso, o que me retirava parte do prazer de vivenciar as cenas, pelo que foram realmente as passagens mais naturais, em que o autor intencionalmente ou não se limitava a contar a estória e alguns dos pensamentos do personagem, que me fizeram sorrir.
As poucas personagens secundárias que surgem no livro, mas que nos acompanham até ao final, criaram o factor comédia de forma mais imediata, mas mais dinâmica e interactiva, que contribuiu para enriquecer a narrativa. 
Simultaneamente, o processo de transformação pessoal, de análise do contexto envolvente, da importância da vida e das suas particularidades perante outras e sobre o funcionamento em geral, através do cérebro e coração de um pequeno faquir vigarista, não deixam de ser chamadas de atenção para o que nos rodeia e para a necessidade de o compreender de coração aberto, com vontade de aprender e de sonhar mais longe.
Uma surpresa diferente!

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Novidade: Ama-me de J. Kenner


Depois de Deseja-me, o segundo volume da Trilogia Stark, ter vencido o Prémio RITA para Melhor Romance Erótico, atribuído pela Associação Americana de Escritores de Romance, já chegou às livrarias Ama-me, o terceiro volume da famosa trilogia que conta a tórrida história de amor entre Damien Stark e Nikki Fairchild.

«Belo, forte e poderoso, o Damien Stark preenche um vazio em mim como nenhum outro homem alguma vez preencheu. Os seus desejos impetuosos levam-nos para lá do mais doce êxtase e libertam uma paixão selvagem que nos consome a ambos.» Este é o desfecho por que todas as fãs anseiam. O capítulo final da história de uma paixão arrebatadora que já conquistou o coração e a fantasia de milhões de leitores em todo o mundo.


Novidade: Um Caso Perdido, de Colleen Hoover


Preferia saber a verdade, ainda que isso fizesse de si um caso perdido, ou continuar a viver uma mentira?

Quando Sky conhece Dean Holder no liceu, um rapaz com uma reputação tão duvidosa quanto a dela, sente-se aterrorizada, mas também cativada. Há algo naquela figura que lhe traz memórias do seu passado mais profundo e perturbador. Um passado que ela tentou por tudo enterrar dentro da sua mente.

Ainda que Sky esteja determinada a afastar-se de Holder, a perseguição cerrada que ele lhe dedica, bem como o seu sorriso enigmático, fazem-na baixar as defesas, e a intensidade da relação entre os dois cresce a cada dia. Mas o misterioso Holder também guarda os seus segredos, e, quando os revela a Sky, ela vê-se confrontada com uma verdade tão terrível que pode mudá-la para sempre. Será Sky quem ela pensa que é? E será que os dois conseguirão sarar as suas feridas emocionais e encontrar um modo de viver e amar sem limites?


Novidade: Outlander - A Viajante, de Diana Gabaldon


OUTLANDER - A VIAJANTE
de Diana Gabaldon
824 páginas

«Estava morto. No entanto, o seu nariz palpitava dolorosamente, coisa que lhe era estranha, dadas as circunstâncias.»
Assim começa o terceiro livro da série OUTLANDER, em que ficamos a saber que, afinal, Jamie Fraser não morreu no campo de batalha de Culloden. De volta ao século XX, Claire fica em choque com a notícia de que Jamie está vivo, mas, muito mais que isso, fica radiante. Ouvimos a história de Jamie, como ele mudou, tentando alcançar uma vida a partir dos pedaços da sua alma e do país que deixou para trás, e o breve relato de Claire sobre os 20 anos que passaram desde que o deixou em Culloden, enquanto Roger MacKenzie e Brianna, filhos de Claire e Jamie, se aproximam das pistas do passado, numa busca incessante por Jamie Fraser. Será que o podem encontrar? E se o conseguirem, Claire voltará para ele? E se ela o fizer… o que se sucederá?
Dos fantasmas de Samhain nas terras altas da Escócia para as ruas e bordéis de Edimburgo, do mar turbulento e das aventuras nas Índias Ocidentais, percorremos páginas de história repletas de revolta, assassínio, vodo, fetiches, sequestros, e um sem-número de inúmeras aventuras. Por detrás de todas elas, porém, jaz a questão de Jamie:  «Quereis vós levar-me, Sassenach? E arriscar o homem que sou em prol do homem que era?»
Diana Gabaldon é uma escritora americana de ascendência mexicana e inglesa. Licenciada em Zoologia, mestre em Biologia Marinha e doutorada em Ecologia, foi professora universitária durante 12 anos, mas acabou por ser a escrita a conquistá-la. Atualmente, dedica-se exclusiva­mente a escrever e a sua série de sucesso Outlander, publicada em 26 países e 23 línguas, está a ser adaptada à televisão. Gabaldon vive em Scottsdale, Arizona, com a família. 

Opinião: Inverno do Mundo, de Ken Follett



Inverno do Mundo
de Ken Follett

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 832
Editora: Editorial Presença 

Resumo:
Este volume vem dar continuação à extraordinária trilogia de Ken Follett, O Século, depois do êxito internacional alcançado pelo volume inaugural, A Queda dos Gigantes. A história recente do conturbado século XX continua a desenrolar-se como se diante dos nossos olhos, as figuras históricas e os acontecimentos reais evoluindo e decorrendo em simultâneo com as vidas da segunda geração das cinco famílias que já protagonizaram o primeiro volume, misturando-se num grandioso e colorido fresco em amplas pinceladas que, graças a uma rigorosa fundamentação e a um talento narrativo raro, se encaixam numa totalidade cheia de vida realismo. O Inverno do Mundo decorre entre a ascensão do nazismo e as suas dramáticas consequências até ao início da Guerra Fria.
Rating: 5/5 

Opinião: É-me sempre difícil começar a opinião destes livros do Ken Follett, porque sinceramente?, como é que se disseca uma obra tão complexa, intrínseca, rica em pormenores e em vivências, em estórias humanas e em redes de acontecimentos de causa-efeito com esta? Ainda sem ter lido o último volume da trilogia, posso assegurar que este autor acabou de produzir 3 dos livros com maior qualidade que já li até hoje, e que vão constar sempre na minha lista de preferidos. Depois de ter adorado profundamente A Queda dos Gigantes (e a sua capa, maravilhosa!), Inverno do Mundo não me desiludiu e fez-me sentir em casa, num mundo já em mutação, mas perto de personagens que aprendi a acarinhar no passado.
Como sabem, eu geralmente sou uma leitora múltipla, e gosto de ter vários livros a serem lidos simultâneamente. No entanto, com este não fui capaz e quis dedicar-me inteiramente a ele. Talvez por esse motivo tenha adiado tanto para lê-lo, ainda que o tenha na minha estante desde o Natal de 2012. No fundo, quando os livros são muito bons, damos por nós tanto a querer lê-los mais depressa como a prolongar uma leitura "prazerosa". Nunca deixa de ser conflituoso.
Em Inverno do Mundo voltam estas capas lindas (ainda que goste mais da referente ao primeiro livro da trilogia), no meu entender muito melhores do que a versão original, e que nos anunciam o retomar de um enredo encruzilhado que acompanha cinco famílias por cinco partes do mundo, desta vez em pelo período de ascensão do Partido Nazi e consequente deflagrar da II Guerra Mundial.
Iniciando-se em 1933, podemos acompanhar a prole de Gus e Rosa, Walter e Maud, Ethel e Bernie, Greg e Olga, Boy e Bea e tantos outras personagens secundárias que de alguma forma de cruzam nesta trama, e descobrir os posicionamentos sobre os acontecimentos de ordem mundial, as personalidades, as mágoas e obstáculos, os amores e a força de vontade, a humanidade de cada um. De facto, apesar de ser a continuação do anterior, e continuarmos a presenciar considerações das personagens do I volume, esta é a história dos seus descendentes, e é o seu ponto de vista que prevalece. Sendo natural que assim seja, senti por vezes uma certa nostalgia de não poder estar na "cabeça" de alguns personagens tão acarinhados na temporada anterior, e que neste livro surgem mais fugazmente, atendendo a que o enredo não é sobre eles, mas sobre o resultado das suas escolhas, e sobre uma descendência com os seus próprios valores, objectivos, sonhos e expectativas. Fiquei ligeiramente tristonha com o desfecho de alguns ou com o resultado do que se tornaram, mas faz parte da vida. As pessoas não são as mesmas aos 45 do que eram aos 15, e este é um ponto indubitavelmente em destaque na obra de Follett, ainda que inserido com a sua típica subtileza.
Ainda sobre as personagens, curiosamente são os filhos daqueles que menos me disseram no primeiro volume que aqui brilham e enchem as páginas. Adoro o Woody e o Chuck e o Lyod (todos personagens masculinas, bem sei, mas são os que estão em maioria desta vez), e numa segunda instância a Carla, ainda tão parecida com os pais mas com uma entidade própria que salta à vista desde muito longe. São todos simultâneamente heróis e anti-heróis, personagens com um leque de vivências que demonstra o quanto o ser humano não é só uma coisa, e que todos têm simultâneamente um fundo bom e mau, generoso e egoísta, supérfluo e maduro, pragmático e emocional. São seres humanos, são pessoas com as quais nos cruzaríamos na rua num outro tempo e com as quais nos poderíamos identificar.
Por falar em melancolia, e talvez por o autor ter nascido em 1949 (o que significa que os seus pais terão presenciado as consequências da II Guerra Mundial), senti por vezes um clima mais cinzento, mais depressivo, até mesmo cercando os momentos felizes durante o livro. Obviamente num clima potencialmente tenso e complicado da História Mundial, seria impossível obter uma formalização ligeira, mas acho que em A Queda dos Gigantes, quando as personagens tinham um momento feliz no meio do caos, conseguia senti-las efectivamente felizes. Neste caso, os momentos bons foram sempre meio agridoce, sem permitirem grande efusismo e representando uma pequena gota no meio do oceano. De facto, acho que se no volume anterior depois de todas as desgraças, em alguns casos algumas personagens acabaram mesmo felizes, ou pelo menos com a recompensa merecida, neste livro nunca ocorre nenhuma com essa totalidade (existindo sempre uma fatalidade a enegrecer o horizonte).
Ainda assim, nada disso estraga o enredo, deixando apenas um desejo de que as coisas corram melhor em No Limiar da Eternidade e que depois de tantos desencontros e desgraças, de tanta dor causada por terceiros e pelas inibições auto-impostas, todos possam ter uma conclusão mais justa.
Por outro lado, e tal como já tinha descrito no volume anterior, sente-se o esforço e dedicação perante o pormenor do plano histórico da ação.
Apesar de existirem vários elementos judeus neste livro, gostei que por uma vez não se retractasse a questão dos campos de concentração em primeiro plano, não porque não são importantes ou porque não devam ser lembrados (devem sempre, para que não haja quem possa negar a sua ocorrência, como já se começa a ver por aí..), mas porque o autor se centrou na vida de várias famílias, em representação dos que não foram um alvo a abater pelos regimes fascistas numa primeira instância, mas que sofreram na pele os horrores de um governo com o qual não se identificavam e sobre uma guerra na qual não queriam participar, e que nem por isso estavam mais a salvo que os restantes.
Ainda assim, e perante o modelo anterior, passámos mais tempo com as personagens e com as suas vivências familiares do que em análises dos variados momentos históricos, também porque as personagens anteriores se encontravam maioritariamente ligadas à política e aos corpos diplomáticos, o que já não acontece com tanta preponderância neste volume. Faltava se calhar um maior destaque às transformações da sociedade do pós- I Guerra, de forma a dar continuidade à análise sócio-económica e político-geográfica iniciada no seu antecessor.
Ken Follett, se eu ainda não soubesse, diria que acabaste de te tornar num dos meus autores preferidos.

E como dizia hoje de manhã no Facebook, façam uma série desta trilogia!
«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.