Opinião: Will & Will, de John Green e David Levithan


 
Will & Will

de John Green e David Levithan 

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 308
Editora: Edições ASA 






Resumo: 
Evanston não fica muito longe de Naperville nos subúrbios de Chicago, mas os jovens Will Grayson e Will Grayson bem que podiam viver em planetas diferentes. Quando o destino os leva à mesma encruzilhada, os Will Graysons veem as suas vidas a sobreporem-se e a seguirem novas e inesperadas direções. Com um empurrão de amigos novos e velhos - incluindo o enorme e enormemente fabuloso Tiny Cooper, jogador ofensivo na equipa de futebol americano da escola e autor de musicais - Will e Will embarcam nas suas respetivas aventuras românticas e na produção épica do musical mais extraordinário da história.

Rating: 3/5 
Opinião: John Green e eu temos uma relação difícil: ou gosto muito dos livros dele (e só me aconteceu com um até  hoje) ou detesto. Já David Levithan tem sido uma curiosidade constante ao longo deste último ano, e uma comichão literária da qual me queria livrar rapidamente. Tive a oportunidade de me estrear com ele neste livro escrito a 4 mãos e acho que não me arrependo. Quando o iniciei, não me apercebi que havia uma divisão dos autores e que cada um iria apadrinhar um Will. Ainda assim, a escrita de John Green (a única que conhecia até então) está patente e é reconhecida por quem o lê ou já leu com alguma frequência. Denotam-se as nuances filosóficas de jovens com uma atitude quase que desinteressada sobre o mundo (e que geralmente são os que mais sentem de facto os impactos que tudo e mais alguma coisa pode ter nas suas vidas), perdidos dentro de si mas com uma capacidade de observação arguciosa. Já o Will de Daviv Levithan é um rapaz com várias camadas e muito humano. Trouxe ao livro linguagem crua, sensibilidade, um lado negro, dificuldade em exprimir-se (pelo menos quando fora do seu mundo controlado e restricto), intensidade (bastante!), transformação e geralmente incapacidade de manifestar-se ao mundo como a pessoa que é, com todas as suas ideias e convicções.
Will & Will  é um livro que demonstra que com coincidências ou sem elas, a vida às vezes prega-nos partidas e que pequenas acções e momentos podem ter uma acção transformadora na vida de alguém. Um encontro que não acontece, duas pessoas com o mesmo nome reunidas na mesma praça, novas e potenciais relações a surgirem? É improvável, mas não impossível. E Will e Will descobrem que ainda que nada os faça parecidos, com a excepção do mesmo nome, se calhar procuram pelo mesmo: aceitação dos seus pares. Tive pena que eles não tivessem mais destaque e que entretanto o livro acabasse por rondar muito a personagem de Tiny Cooper, que terá um efeito de união entre as outras duas personagens, mas com algum exagero e desfasamento da realidade. A personagem acaba por ser pouco sentida para o leitor e em vários momentos acabou por tornar-se uma caricatura e a mensagem do livro mais intransponível e difícil de passar. Ainda assim, a aceitação está presente em todas as páginas porque acaba por comprovar que não existe um modelo de redenção e que cada um é tal qual como é.
No entanto, o fim do livro por exemplo, foi para mim bastante disparatado e sem nexo e quase que pedia que um deles acordasse e me dissesse que se tratava de um sonho. Percebo a entoação que foi dada às situação e o que se esperava dela, mas achei excessiva.
Por outro lado, as personagens que rodeiam os dois Will são interessantes e podiam ser tão mais exploradas! Desde o grupo que rodeia o Will N.º 1 e Tiny Cooper, aos amigos (vamos chamar-lhe assim) geek do clube de matemática do Will N.º 2, todos eles mereciam mais tempo de antena.
Não obstante, foi um bom livro de entretenimento e que passa a mensagem que às vezes o que é para ser não o é, que a vida dá voltas e coloca pessoas no nosso trilho sem o esperarmos, que é preciso confiar no outro e sair do nosso casulo e que no fim de contas, a adolescência é uma das melhores (e piores!) fases da nossa vida, que as amizades e as suas construções tornam a vivência diária mais rica e que no fim de contas, andamos todos a tentar da melhor forma mas ninguém tem a fórmula secreta da vida ou sabe como colocá-la em prática.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Resultado do Passatempo: Maze Runner - Cura Mortal (Editorial Presença)



Boa noite,

Mais um dia, mais um passatempo! Após participações muito renhidas, o último volume a ser editado em Portugal da saga Maze Runner, da responsabilidade da Editorial Presença, seguirá caminho para....Beja!


Parabéns Helena Bracieira!

Boas leituras e estejam atentos ao blog!

Resultado Passatempo: Galveias, de José Luis Peixoto


E após uma grande aventura geográfica e anulação de participações que não cumpriam os requisitos do passatempo conseguimos, finalmente, apurar o vencedor.

O exemplar que tínhamos para oferecer de Galveias por José Luís Peixoto vai para:

Catarina Santos - São João das Lampas

Parabéns e boas leituras!

Opinião: No Limiar da Eternidade, de Ken Follett



 No Limiar da Eternidade
de Ken Follett 

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 1024
Editora: Editorial Presença 





Resumo: 
Enquanto as decisões tomadas nos corredores do poder ameaçam extremar os antagonismos e originar uma guerra nuclear, as cinco famílias de diferentes nacionalidades que têm estado no centro desta trilogia O Século voltam a entrecruzar-se numa inesquecível narrativa de paixões e conflitos durante a Guerra Fria.

Quando Rebecca Hoffmann, uma professora que vive na Alemanha de Leste, descobre que anda a ser seguida pela polícia secreta, conclui que toda a sua vida é uma mentira. O seu irmão mais novo, Walli, entretanto, anseia por conseguir transpor o Muro de Berlim e ir para Londres, uma cidade onde uma nova vaga de bandas musicais está a contagiar as novas gerações. Nos Estados Unidos, Georges Jakes, um jovem advogado da administração Kennedy, é um ativo defensor do movimento dos Direitos Civis, tal como a jovem por quem está apaixonado, Verena, que colabora com Martin Luther King. Juntos partem de Washington num autocarro em direção ao Sul, numa arriscada viagem de protesto contra a discriminação racial. Na Rússia, a ativista Tania Dvornik escapa milagrosamente à prisão por distribuir um jornal ilegal. Enquanto estas arriscadas ações decorrem, o irmão, Dimka Dvornik, torna-se uma figura em ascensão no seio do Partido Comunista, no Kremlin.

Nesta saga empolgante que agora se conclui, Ken Follett conduz-nos, em No Limiar da Eternidade, através de um mundo que pensávamos conhecer, mas que agora nunca mais nos parecerá o mesmo.


 «Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»

Rating: 4/5 

Opinião: Finalizando este (grande) volume da trilogia "O Século" reasseguro o que já sabia: Ken Follett é um contador de estórias nato que merece (mesmo!) que lhe reconheçam o espectacular trabalho de investigação, de criação e de cruzamento de enredos, contextos, cenários históricos e muitas tramas que nos acompanharam ao longo de 100 anos de Histórica do mundo contemporâneo, ao abrigo de 5 famílias espalhadas pelo mundo ocidental.
Acompanhando todo o percurso de três gerações ao longo de tantos anos e tantas páginas, não poderia deixar de ficar um sentimento agridoce de sensação de "dever cumprido" por finalmente terminar esta história, mas simultaneamente fica a sensação de querer ver mais, de me ter apegado a personagens que agora continuam o seu percurso sem o olho do leitor.
À semelhança do "Inverno do Mundo", é a geração seguinte que ocupa o foco principal e continuo a sentir falta da voz mais presente dos pais e avós destas novas caras, e que por vezes até passaram bastante despercebidos neste livro. E embora compreendendo que é a ordem natural das coisas, e que o processo promove mesmo essa passagem de uns para outros, é como ir vendo os nossos personagens preferidos desaparecer, sem de facto o fazerem. Por outro lado, neste volume senti que o equilíbrio entre momentos históricos e ficcionais não foi tão bem conseguido, pelo que senti falta desse cuidado reflectido nos primeiros dois livros. O fim foi o esperado: imprevisível mas de certa maneira compreensível e fácil de aceitar. Não é o perfeito, senti ter algumas questões a responder sobre algumas personagens, mas ainda assim foi o único possível e não consigo sequer imaginar outra forma de o terminar.
De todas as novas personagens, gostei mais de Jake (embora tenha as minhas reticências com o destaque por vezes algo forçado que o autor lhe deu só para demonstrar a perspectiva inclusiva e o impacto da histórica dos EUA, que neste último volume é inegável) e dos gémeos Dimka e Tânia. Tão diferentes mas tão iguais, cada um afecto às suas convições e completamente perdidos no que respeitava à sua vida amorosa (ele talvez mais do que ela). Duas personagens do mesmo país, da mesma família e com vivências tão semelhantes conseguiram retirar uma visão com ópticas diferenciadas, o que foi interessante.
De uma forma diferente, diria que foi o mesmo que se passou com Lily, Alice e Wally, Rebeca e Carla e Werner: com um muro a dividi-los, a realidade de uma Alemanha de Leste e Ocidental é tão vincada que as duas versões da mesma história, da mesma moeda, não puderam ser ignoradas. Este é para mim um dos pontos fortes do livro: a oportunidade de explorar as versões esquecidas na histórica de quem as viveu por prismas diferentes e de quem não teve como evitar, retidos por imposições de potências externas à sua vida mas que dividiram famílias, destroçaram até à miséria outras e causaram inflexões nas memórias e estórias de milhares de pessoas ao longo de décadas. Gostava que este lado tivesse sido ainda mais explorado, em detrimento de uma visão mais "pop" e ficcional atribuída a algumas partes do livro, especialmente por causa do desequilíbrio já referido.
Ainda assim, esses pequenos momentos não estragaram a experiência desta leitura, e só a tornaram diferente do esperado. De qualquer forma, este era um desafio de gigantes (não fosse a alusão ao nome do primeiro volume) e como tal não posso deixar de levar esta trilogia comigo e com este desfecho, posso confirmar que Ken Follett me trouxe três dos meus livros preferidos até à atualidade. E tão cedo ninguém o destrona!
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Passatempo: Maze Runner - A Cura Mortal

Temos fãs de sagas distópicas por aqui? Se sim levantem a mão!
Temos hoje a sair do forno e em pareceria com a Editorial Presença um exemplar do livro Maze Runner - A Cura Mortal para oferecer! Como sabem aqui no blog temos seguido as (des)venturas de Thomas e os amigos bem de perto e podem ler as nossas opiniões as dois primeiros volumes desta saga aqui e aqui

E que tem de fazer para ganhar este fantástico livro perguntam vocês. É bastante fácil, basta seguirem para o site da Editorial Presença, lerem o resumo do livro e responderem às nossas perguntas. Tem até dia 16 deste mês para participar e depois é esperarem os resultados.  

Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 16 de Novembro de 2014.
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.


 

«Se procuram novidades editoriais ou promoções, naveguem no site da Editorial Presença aqui

Resultado do passatempo: Espada Que Sangra, de Nuno Ferreira

Olá Encruzilhados e boa noite!

Tiveram um bom Halloween? 

Por aqui o Consultor Literário e os amigos viveram uma aventura épica nas ruas de Manchester que nunca vão esquecer! (Como podem comprovar pela foto!)
E de aventuras épicas é também do que o livro que sorteamos de Nuno Ferreira está cheio. Infelizmente só tínhamos um exemplar e esse já tem dono. 

O vencedor do nosso passatempo foi o Encruzilhado António Silva de Avanca!

Para quem ainda não ganhou mantenham os olhos abertos que dia 6 temos um novo passatempo a sair do fornoooo! :D