Top 10 Leituras 2014

  Não podíamos acabar o ano sem olhar para o que lemos ao longo de 2014, para as leituras felizes e as que nos desgostaram, para os livros viciantes e para os que retornaram para a prateleira mais cedo, para os fins de sequelas e inícios de novas trilogias, assim como para as leituras que ansiamos para 2015.

 Deste modo, voltamos ao nosso habitual TOP 10, e relembramos que ele se traduz nos 10 livros que cada uma mais gostou de ler durante 2014. Alguns inserem-se nesta lista por serem livros incrivelmente bem escritos, outros porque nos deram prazer em lê-los (fossem ou não grandes obras literárias), e como tal ela vale o que vale. Ainda assim, para todos os que tiverem opinião publicada no blog ao longo do último ano, podem consultar as opiniões mais detalhadas nos links. Sem mais demoras, aqui ficam os nossos TOP´s (sem ordem hierárquica):

TOP 10 da Catarina
 - Murder Most Unladylike, de Robin Stevens;
- Doll Bones, de Holly Black
- Thief´s Magic, de Trudi Canavan
- The Disreputable History of Frankie Landau-Banks, de E. Lockart
- Miss Pettigrew Lives for a Day, Winifred Watson
- Touch of Power, de Maria V. Snyder
- Spindle´s End, de Robin McKinley
- Miss Rumphius, de Barbara Cooney
- The Gates, de John Connolly
- Legend, de Marie Lu (Edições ASA / 1001 Mundos)

TOP 10 da Cláudia
- Longbourn - Amor e Coragem, de Jo Baker (Editorial Presença)
- O Caso Jane Eyre, de Jasper Fforde (Editora Guerra & Paz)
- O Inverno do Mundo, de Ken Follett (Editorial Presença)
- The Girl Who Saved the King of Sweden, de Jonas Jonasson
- Academia de Vampiros, de Richelle Mead (Edições Contraponto)
- Article 5, de Kristen Simmons
- Lola and the Boy Next Door, de Stephanie Perkins
- A Todos os Rapazes Que Amei, de Jenny Han (Topseller) - Opinião para breve!
- Um Caso Perdido, de Collen Hoover (Topseller)
- Weird Things Costumers Say in Bookshops, de Jen Campbell

E que 2015 comece com leituras ainda melhores!!

Opinião: A Rapariga que Salvou o Rei da Suécia, de Jonas Jonasson





The Girl Who Saved The King of Sweden
de Jonas Jonasson

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 432
Editora: Harper Collins Publishers 


Resumo:
From the author of The 100-Year-Old Man Who Climbed Out the Window and Disappeared comes a picaresque tale of how one person's actions can have far-reaching-even global-consequences On June 14, 2007, the king and the prime minister of Sweden went missing from a gala banquet at the royal castle. Later it was said that both had fallen ill, but the truth is different.

The real story starts much earlier, in 1961, with the birth of Nombeko Mayeki in a shack in Soweto. Nombeko was fated to grow up fast and die early in her poverty-stricken township, be it from drugs, alcohol, or just plain despair. But Nombeko takes a different path. She finds work as a housecleaner and eventually makes her way up to the position of chief advisor, at the helm of one of the world's most secret projects. Here is where the tale merges with then diverges from reality. South Africa developed six nuclear missiles in the 1980s, then voluntarily dismantled them in 1994.

This is the story of the seventh missile, the one that was never supposed to have existed. Nombeko Mayeki knows too much about it, and now she's on the run from both the South African justice system and the most terrifying secret service in the world. The fate of the planet now lies in Nombeko's hands. Jonasson introduces us to a cast of eccentrics: a nerve-damaged American Vietnam deserter, twin brothers who are officially only one person, three careless Chinese girls, an angry young woman, a potato-growing baroness, the Swedish king and the prime minister. Quirky and utterly unique, The Girl Who Saved the King of Sweden is a charming and humorous account of one young woman's unlikely adventure.

Rating: 3,5/5 

Opinião: Jonas Jonasson tem um sentido de humor peculiar que adorei desde a primeira página. Não leio muitos livros de autores nórdicos (nem sei se Jonas não terá sido o primeiro) e portanto não consigo decifrar se se trata de uma questão cultural (à semelhança do humor britânico) se do brilhantismo do autor. Seja como for, o mérito é-lhe reconhecido. Julgo que algumas pessoas poderão não se identificar tanto com a forma como o autor incute momentos divertidos e caricatos no enredo, assim como a forma como os descreve, mas eu diverti-me com eles e alguns fizeram-me sorrir.
Este é um livro dotado de personagens diferentes, complexas e muito humanas, todas à procura de algum tipo de redenção, seja o direito à existência, a liberdade, a capacidade de ocultação ou de desafio às bases estruturais de uma sociedade que nem sempre compreende aqueles que não encaixam nas normas e no que é considerado normal (ou até mandatário quase). 
Nombeko é uma personagem muito fácil de gostar, desde os seus primórdios 12 anos em que a inteligência e acutilância a levam longe, passando pela capacidade de lidar com ligeireza e esperteza perante situações mal resolvidas, conflitos por si não criados e todas as situações caricatas que o destino lhe colocou nas mãos. A sua sagacidade (demonstrada de forma bastante discreta e quase despercebida) é bastante interessante, especialmente quando em contacto com outras personagens trágico-cómicas, como o engenheiro ignorante ou o trio de irmãs chinesas despreocupadas cujas tramas complicam só com um piscar de olhos.
Os Holder são personagens engraçadas, destinadas a gerar a análise paradoxal dos mesmos acontecimentos com carisma, ignorância, humor (e muita falta dele) e acima de tudo, coragem para modificar de forma intencional (ou não), racional (poucas vezes) e com muita convicção (e confirma-se, tanto para um como para outro gémeo). Situações indesejáveis serão transpostas num outro nível de criatividade, loucura, engenho e acima de tudo, momentos inesperados. 
Deste modo, a junção destas três personagens com todas as que os desafiam e a eles se juntam, pelas situações inesperadas e improváveis (quase impossíveis) acabam por tornar este livro uma pequena delícia, que não irá agradar a todos, mas que está muito bem escrito, com originalidade, capacidade de entreter e nos ocupar assim como validar uma horas bem passadas. Foi uma das últimas leituras de 2014, e fica aconselhado!


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Vencedores do Passatempo de Natal



Boa tarde,
 
Não podíamos acabar o ano sem revelar os resultados do nosso fantástico passatempo de Natal. É sempre bom oferecer livros, criar packs que julgamos ser do vosso interesse e acima de tudo, libertar espaço nas estantes para os livros do próximo ano! E como tal, aqui ficam os tão esperados vencedores:

Pack 1 - Helena Pereira, de Lisboa
Pack 2 - Vera Dantas, de Figueiredo
Pack 3 - Neuza Perpétuo, da Figueira da Foz
Pack 4 - Sílvia Afonso, de Riachos
Pack 5 - Rute Ferreira, de Castelo Branco

Aos restantes, fiquem atentos aos passatempos de 2015 e Boas Entradas!

Livros de catálogo

Por vezes dou por mim a pensar na minha infância e nas dificuldades que passei como livrólica e depois, claro, penso que muito provavelmente não terei sido a única.
Digam-me caros leitores, era só a mim que chateava que os catálogos de brinquedos de Natal, aqueles em que púnhamos as cruzinhas, não tivessem praticamente livros nenhuns?
Lembro-me de gostar de bonecas e legos como qualquer outra criança mas depois chegava à parte final do catálogo onde estavam os livros e "chapéu" não havia quase nada em que regalar os olhos. E mesmo quando havia sem um resumo do que o livro seria era mesmo pedir livros pela capa.
Este ano quando peguei nos catálogos do Reino Unido deparei-me com o mesmo problema, apesar de já encontrar alguns livros nada de resumo. Suponho que faça o seu sentido visto que estes catálogos terem o espaço contado mas mesmo assim torna toda a tarefa mais aventureira.
Digo aventureira porque a minha mãe, sabendo que eu gostava de ler, lá me levava pela mão às livrarias e me deixava brincar com os livros para trás e para a frente até eu apontar uns cinco ou seis que gostaria de receber pelo Natal. E, depois, se me tivesse portado bem o Pai Natal lá me trazia dois ou três livros para eu me regalar.
Mesmo hoje em dia quando me perguntam que livros quero receber no Natal lá me sento eu em torno do computador ou da livraria mais próxima e ando em busca de algo para ler. Este ano quando fui à livraria fazer compras de Natal acabei por comprar um livrinho para mim que estou a gostar e que comentarei em breve chamado Murder Most Unladylike de Robin Stevens que por acaso já tinha visto pelo GoodReads nas listas de sugestões.

E vocês, Encruzilhad@s? Quando eram pequenos e queriam pedir livros no Natal como faziam?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Opinião: A Seleção, de Kiera Cass





A Seleção
de Kiera Cass 

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 292
Editora: Marcador 






Resumo: 
Para trinta e cinco raparigas, A Seleção é a oportunidade de uma vida.
É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.

No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes.

Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou.

«Um verdadeiro conto de fadas. Encantador, cativante e com a quantidade certa de emoção!»
Kiersten White, autora bestseller do The New York Times

Rating: 3/5 
Opinião:  Depois de tantos zumzuns pela internet, de comentários sobre a trilogia e sobre a autora, estava curiosa com o enredo de "A Seleção" (ainda que numa primeira instância, toda a ideia de "concurso de beleza" que é o que ao fim ao cabo está aqui retractado num paralelismo neste mundo literário jovem adulto, não me agrade particularmente).
Começo por dizer que Kiera Cass escreve mesmo para o público-alvo indicado. É uma escrita leve, sem grande complexidade (por vezes até banal) mas que entretém e distrai, tornando o livro muito fácil e agradável de ler.
Quanto ao conteúdo, esperava uma maior contextualização do mundo em que se inserem as personagens, embora ainda tenha esperança que a temática seja aprofundada no próximo volume da trilogia, atendendo à interveniência de personagens "terciárias" que funcionam como ruído de fundo em "A Seleção".
Sabemos que Illéa é criada como um reino com base em algumas premissas, que nos indicam que em tempos idos existia uma estrutura mundial com países (existe uma referência à Casa Branca) mas nunca conseguimos propriamente contextualizar temporalmente o enredo. Se em parte parece tratar-se do mundo contemporâneo, outros elementos significantes apontam-nos para uma realidade mais...rudimentar. Espero conseguir desvendar o "mistério" nos próximos volumes. Ainda assim, a estrutura por números (ou quase castas, verdade seja dita) poderia ter sido já explorada numa contextualização geral, a qual faltou.
Quanto às personagens, America é uma miúda com valores e a cabeça no lugar, ainda que por vezes tome decisões que ninguém consegue perceber. As suas motivações são demonstradas como justificativo de algumas das suas acções, mas geralmente numa fase mais adiantada. É uma rapariga dedicada à família e ao trabalho, mas que pretende brilhar e sonhar mais alto, ainda que seja dentro das imposições que a sociedade em que ela se insere criou. A ida para o palácio será sem dúvida uma grande mudança, motivada por considerações diferentes das restantes 34 candidatas, o que em parte poderá ou não sair em seu favor. Os primeiros contactos com o príncipe Maxon são um pouco clichê, ou até já esperados, atendendo à sinopse e ao que a autora poderia ter feito de original. Mas enquadra-se na temática e no género literário, e por isso não desgostei necessariamente do que ela fez. Gostava de ver um pouco mais explorado o processo de selecção e o que as concorrentes de facto fazem no seu dia a dia que não a partilha do que fizeram individualmente nos encontros com o príncipe, atendendo a que essa é a temática principal do livro e passamos pouco tempo com elas fora do foco das luzes. De qualquer forma, sendo um livro contado na primeira pessoa, percebo o destaque para America. Penso que os desenvolvimentos finais do livro vão ser interessantes de explorar no segundo volume, assim como todo o secretismo e a importância dos rebeldes ou a realidade do impacto de ocupar um cargo real que assentará em breve em cima do Príncipe Maxon e da sua escolhida. Ainda que com algumas falhas, estou ansiosa por ler o próximo! ;)

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Review: Little Lies, by Liane Moriarty





 Little Lies 
by Liane Moriarty 


Edition: 2014
Pages: 480
Editor: Penguin Books (UK) 

Summary: 
She could hear men and women shouting. Angry hollers crashed through the soft humid salty summer night. It was somehow hurtful for Mrs Ponder to hear, as if all that rage was directed at her . . . then she heard the wail of a siren in the distance, at the same time as a woman still inside the building began to scream and scream . . .
When a harmless quiz night ends with an act of shocking violence, the parents of Pirriwee Public School can't seem to stop their secrets from finally spilling out. Rumours ripple through the small town, as truth and lies blur to muddy the story of what really happened on that fateful night . . .

Rating: 3.5/5 

Review:
I was curious about this book and since the launch of the Lian's first book in Portugal, I have wanted to read something of hers. Little Lies promotes a mystery, something interesting to be discovered before the final and keep us focused on the story while we try to figure out what happened.
For a start the beginning was strange and catchy. A group of adults being questioned about a murder. We don´t quite understand if they are talking to a police officer or to a journalist (I will not reveal which one is it) and of course all the chats, rumors and misunderstands make it more spontaneous and original.
As the storys progresses there were other moments like this, especially in the beginning of each chapter, creating some attention points to what was going to be explained after all.
Kids are always good... at least is what we usually tell ourselves. So it was fun to watch the seeds of all the drama being created by a child as well as all the following moments - determined by a small person without (maybe) intention to do what was done.
The beginning of trio's friendship was fun to watch and added the right almond of drama, entertainment and deep to the story, without creating a major drama around the personal dramas of any of the three women. All of them had their bunch of problems happening and it was easier to have access to them by the telling on a first person point of view. While the story goes further, my ideas started stretching up giving some clues about the identity of the person murdered. In the end, it was a little bit obvious and predictable. I was expecting a bigger surprise but even so I understand the path Liane created and I enjoyed the book quite much and I'm curious to see what she will write next.
I am afraid to write more about this book because it will be spoilery and future readers probably would not enjoy it as much as I did the other way.
Even so I must notice that Liane's writing style is easy to read and very light which fits that moments when we want to read something interesting but relax our minds.
 
Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usualy find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.

O Natal somos nós - Pack 1


Não podíamos ter um passatempo Natal sem o constante apoio da Editorial Presença. Mais uma vez, este pack natalício é constituído por dois exemplares, um juvenil (YA) e um infantil. A "5 Vaga" tem feito um enorme sucesso e "A Minha Mochila dos Dinossauros" é um livro todo interactivo que certamente irá agradar os mais pequenos.

«Estejam atentos as todas as novidades editoriais e promoções da Editorial Presença aqui»

Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

O Natal somos nós - Pack 2


Para os mais aluados, talvez seja boa ideia habilitarem-se a este passatempo. Boa sorte e concorram até 25 de Dezembro!

Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

O Natal somos nós - Pack 3


Este pack foi realizado graças a mãos amigas que nos sabem grandes leitoras, e que às vezes nos deixam miminhos cá em casa. Não sendo das nossas preferências literárias, preferimos dar-lhes uma nova casa. Boa sorte!

Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabiliza pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

O Natal somos nós - Pack 4


O Pack 4 promete fantasia mas também...algum sangue. Ou será que não? Esta é uma opção agradável para quem gosta de vários géneros literários. Entretanto, há que reforçar que os livros estão no original - inglês.

 Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabiliza pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

O Natal somos nós - Pack 5


O 5º Pack do passatempo de Natal tem em sorteio dois exemplares adquiridos em lojas de caridade do Reino Unido (estando por isso em inglês). Direccionados para a ficção e o thriller, habilitem-se a ganhar "When Will There Be Good News?" e "The Memory Keeper´s Daughter"!

Regras:

1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

Passatempo de Natal: O Natal somos nós!

O Natal é uma época muito especial para muita gente, e mesmo para quem não celebra o Natal, há várias datas festivas que nos acompanham durante este mês. Seja como for, qualquer altura é boa para receber prendinhas, e aqui estamos com mais um Mega Passatempo! Desta vez, com menos prémios que anos anteriores, mas ainda assim, recheado e com a possibilidade de gerar 5 vencedores!
E, dentro do espírito natalício, decidimos fazer perguntas bastante genéricas baseadas no título que demos aos packs. São perguntas fáceis e de conhecimento geral e que, caso não saibam a resposta basta perderem cinco segundos no google para a acharem.

Sem mais demoras vamos aos packs!
(Cliquem nas imagens para irem para os posts e poderem participar!)

Pack 1: Um pack YA e infantil!
  http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-1.html

Pack 2: Um pack lunário!
http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-2.html

Pack 3: Um pack carpe dium!
http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-3.html

Pack 4: O pack cortem-lhe a cabeça!
http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-4.html

Pack 5: O pack notícia de última hora!
http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-5.html

Atenção:
Os livros dos packs 2 e 3 vieram das nossas bibliotecas pessoais e estão estimados. Os livros dos packs 4 e 5 vieram da loja de caridade Barnardos : Believe in Children e ajudaram a contribuir para a criação de actividades infantis que incluem crianças com deficiências.

Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.
6) O Encruzilhadas Literárias relembra que os participantes são sempre avisados quando os livros oferecidos são em segunda mão e nunca sorteia livros usados que não correspondam aos nossos critérios mínimos de qualidade. Se os participantes não desejarem receber livros em segunda mão, agradecemos que se abstenham de participar nos packs 2 a 5.

Opinião: O Sexo ao Longo dos Tempos: Debaixo dos Lençóis da História Universal, de Karen Dolby

 O Sexo ao Longo dos Tempos: Debaixo dos Lençóis da História Universal 
de Karen Dolby

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 224
Editora: 20|20

Resumo:
Reis, rainhas, papas, imperadores, presidentes, santos e filósofos, todos farão a sua aparição neste relato fascinante e surpreendente da história do sexo.
Há quarenta mil anos, o homem pré-histórico lutava para sobreviver à Idade do Gelo e vivia em cavernas. Enquanto travava uma batalha pela sua vida, ainda conseguiu arranjar tempo para esculpir figuras voluptuosas para nenhum outro fim que não o seu próprio prazer.
Mas nem só os homens e as suas artimanhas sexuais fizeram história. Sabe-se que Messalina, mulher do Imperador romano Cláudio, chegou a gerir um bordel onde a própria trabalhava usando um nome falso.
O sexo foi sempre uma parte importante da vida do ser humano em todos os níveis da sociedade.
Contudo, a atitude em relação ao sexo mudou radicalmente depois de Santo Agostinho e do seu conceito de «pecado original». O seu novo conjunto de regras rígidas, considerando o sexo aceitável apenas dentro do casamento, abriu as portas à «culpa»? e a mil formas de nos divertirmos com ela.
Porque na verdade todos temos «aquilo» no pensamento a toda a hora.
Em O Sexo ao Longo dos Tempos, Karen Dolby leva-nos numa viagem divertida e maliciosa pelos episódios mais sombrios e perversos do sexo no decurso da História. Irá encontrar uma imensa variedade de figuras bem conhecidas, da Antiguidade ao século XX, em peripécias da vida real que farão corar mesmo os mais atrevidos.
Divertido e por vezes alucinante, este livro esclarecedor irá mudar a sua visão sobre a história do sexo ao longo dos tempos.

Rating: 4/5 

Opinião: Sempre gostei de História e "perdi" (ou ganhei) muitas tardes da minha infância/adolescência em volta de enciclopédias e livros, documentários e filmes  que abordagem algum aspecto histórico, desde as sociedades clássicas até à atualidade. Quando descobri a publicação deste livro pela Editora 20|20 fiquei curiosa. Não é já tabu a abordagem da sexualidade nas diferentes sociedades, mas de facto não conheço muitas compilações que abordem a evolução histórica da tomada de consciência do sexo como um dos pilares da sociedade.
Não é um livro de profunda investigação, ainda que tenham sido consultadas e consideradas várias fontes bibliográficas, servindo mais para informar e dar umas nuances do papel da sexualidade desde tempos primórdios até à atualidade, especialmente avaliando as avaliações e transformações ao longo do tempos. 
O livro centra-se essencialmente na Europa, pelo que poderia ter explorado mais aprofundadamente outras culturas para o mesmo período temporal. Acho também que se deu um grande enfoque em Inglaterra e França, o que gerou um certo desequilíbrio na análise geral enquanto História Universal. Ainda assim, foi um esforço bem conseguido quanto ao prestar esclarecimentos sobre factos que me eram desconhecidos, com um certo potencial de entretenimento e de aprendizagem. 
Devo dizer que por vezes não houve um grande balanço também entre momentos de explicação e descrições biográficas de personagens que por muito que elucidassem o que tinha sido explicado até então sobre determinados assuntos apareciam de enfiada.
Ainda assim, gostei bastante deste livro, acho que cumpre os requisitos a que se propõe, expondo momentos caricatos da história da Humanidade e descrevendo várias questões da vida prática das várias sociedades com pormenores interessantes, descrições contextualizadas e vários momentos descritivos. No que respeita a Londres, o facto de ter visitado recentemente a cidade facilitou a construção de uma visão mental dos locais de outra época utilizados para diferentes propósitos da actualidade. Desde as zonas mais "decadentes" conhecidas como locais de prostituição de rua, aos bordéis e pubs mais duvidosos de Convent Garden, assim como as indiscrições de políticos e homens e mulheres da aristocracia em vários parques da cidade. Outras questões interessantes como a hierarquia do mercado do sexo, a homossexualidade (com descrições de algumas relações conhecidas, apesar da ilegalidade desta orientação sexual), o papel das amantes dos reis na definição de estratégias geopolíticas assim como a história de mulheres mais banais (como a ama que se tornou secretamente rainha, ou a limpa-chaminés que viveu um casamento de 20 anos em segredo) tornaram o livro bastante rico em pormenores, descrições e explicações de caricaturas de uma realidade que passa despercebida nos livros convencionais da História Universal, mas que saem valorizados e destacados nesta recolha factual de Karen Dolby. No final, diria que este livro serve como abertura de apetite à curiosidade para quem se interessar pelo tema e quiser aprofundar conhecimentos.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Opinião: Maze Runner - A Cura Mortal, de James Dashner

Maze Runner - A Cura Mortal
de James Dashner
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 344
Editor: Editorial Presença
Resumo:
Thomas atravessou o Labirinto; sobreviveu à Terra Queimada. A CRUEL roubou-lhe a vida, as memórias, e até mesmo os amigos. Mas agora as Experiências acabaram, e a CRUEL planeia devolver as memórias aos sobreviventes e completar assim a cura para o Fulgor. Só que Thomas recuperou ao longo do tempo muito mais memórias do que os membros da CRUEL julgam, o suficiente para saber que não pode confiar numa única palavra do que dizem. Conseguirá ele sobreviver à cura?

Rating: 4/5

Comentário:
Preparem-se para muitos spoilers e emoções. Esta não é uma crítica que vão querer ler ANTES de ler o livro.

Bem vindos à minha crítica daquele que era suposto ser o último livro da saga Maze Runner mas já não o é! *levantaopunhoemchoro* Pois é, além da prequela que James Dashner escreveu para a série já há outro livro a caminho e outro no forno, o que significa que a trilogia é agora uma sextologia? Uma trilogia com uma pré-trilogia? Nem tenho bem a certeza como classificar esta situação caricata. Chamemos-lhe Saga!
A Cura Mortal vem encerrar a "trilogia Thomas" iniciada com Correr ou Morrer e, infelizmente, acaba por não encerrar muitas das questões postas no primeiro livro. Em Correr ou Morrer conhecemos Thomas, os seus amigos, o labirinto e a CRUEL. Tudo é um misto de emoções fortes e de dúvidas, o que é a CRUEL, porque é que eles estão ali dentro, porque é que Teresa é a única rapariga.
Tal como nós Thomas não sabe o que se passa e como o seguimos acabamos como ele por, tal como ele, ir criando a nossa visão deste mundo. No entanto à medida que a história avança a necessidade de encontrar resposta torna-se maior, principalmente após o segundo livro e a descoberta do grupo de Brenda e de que a experiência do labirinto tinha sido feita a dobrar.
Quando Thomas parece finalmente "colaborar" com a CRUEL pensei que finalmente iríamos descobrir o porquê dele ter colaborado com a CRUEL. Pensei que o veríamos a ter as suas memórias de volta e pensei que ele fosse finalmente entender a Teresa. E se por um lado fiquei extremamente frustrada com a teimosia de Thomas em não querer as suas memórias de volta, principalmente quando todos os seus amigos estavam dispostos a fazê-lo, por outro lado consegui perceber os medos que o levaram a optar por não fazer a operação. Afinal pelo pouco que Thomas descobre ele foi uma pessoa que fez más escolhas e que acabou por ajudar na criação de uma experiência que matou muitos dos rapazes que se tornaram seus amigos. Quem, podendo apagar todo um passado de "más escolhas", não o faria? Além do mais não revelando neste livro o que Thomas fez o autor reserva para si mesmo a oportunidade de o contar agora na pré-trilogia (apesar de não saber se é esse o caminho que ele vai seguir).
Pode não ter sido visível pelas minhas críticas anteriores mas gostei muito da Teresa e tive pena que ela não tenha tido mais tempo para nos dar a ver o seu lado da história. Com a sua fé inabalável na CRUEL e depois de ter sido jogada por tudo e por todos acho que podemos dizer que a Teresa foi uma personagem muito maltratada.
Tenho lido várias teorias na net (quem nos segue sabe que gosto de ler metas bem construídas) e todas falam de como esta história, tal como Os Jogos da Fome, não é uma história de amor. Na realidade toda a vida amorosa (e em geral) de Thomas e Teresa é manipulada pela CRUEL, logo apesar de haver faísca entre os dois temos que manter em mente que foi a CRUEL é que acendeu o rastilho e que brincou com esta relação conforme quis.
Foi também a CRUEL que destruiu tudo ao fazer Teresa escolher entre trair o Thomas e salvar-lhe a vida ou ficar com ele e vê-lo morrer às mãos da CRUEL. Dói-me imenso o fim que a Teresa teve porque acredito que mesmo no fim, mesmo após tudo e ela ter provado mais uma vez a sua lealdade para com os seus sentimentos em relação ao Thomas, ele não a compreendeu e não percebeu que para ela o "bem do mundo" e o amor que ela sentia por ele, era mais importante que a vida dela. Também me doí que o autor a tenha descartado tão depressa e tenha feito o Thomas "apagar" as emoções que tinha pela Teresa e substituí-la pela Brenda, tornando-a aos olhos de Thomas a tal quando a Brenda também foi jogada por todos os lados para criar a empatia que levou aos "sentimentos" entre eles. Além do mais confesso que não consegui gostar da Brenda porque senti o livro todo, mesmo no fim, que ela jogou tanto com as personagens quanto jogaram com ela e que planeou as coisas mais do que deixou todos acreditarem. (O que o epílogo acaba por confirmar! *punhonoarIKNEWIT*).
Outra personagem que me surpreendeu foi o Gally e a sua aliança com os revolucionários. O grande problema desta saga de Dashner é que nunca podemos ter a certeza do que as personagens são, visto que a CRUEL vai revelando informações conforme acha oportuno e a fé das personagens é constantemente abalada e testada até elas se reinventarem. Acho que o Thomas que chegou ao fim desta saga é muito mais "cruel" que o Thomas que a iniciou.
Como nos outros livros da saga podem contar com cenas rápidas, acção, traições, mortes e até drama. Toda a história de Newt e do que ele fez pelos amigos é digna de ser lida e dá uma profundidade a estes rapazes que deixaram tudo para "achar uma cura" que não nos pode deixar indiferentes. (O Consultor Literário ainda berra quando se fala do Newt).
Apesar de deixar mais questões que repostas acho que A Cura Mortal é um livro que está ao nível dos outros da saga. Acredito que Dashner aproveite a sua trilogia prequela para nos dar mais informações e expandir o universo de Maze Runner. Por estes lados o Consultor Literário não se conteve e já leu em inglês The Kill Order, onde várias informações sobre a praga são reveladas e onde a origem de Thomas nos é apresentada.

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