Review: When Mystical Creatures Attack!, by Kathleen Founds



When Mystical Creatures Attack!
by Kathleen Founds


Edition: 2014
Pages: 206
Publisher: University of Iowa Press 





Summary:
In When Mystical Creatures Attack!, Ms. Freedman’s high school English class writes essays in which mystical creatures resolve the greatest sociopolitical problems of our time. Students include Janice Gibbs, “a feral child with excessive eyeliner and an anti-authoritarian complex that would be interesting were it not so ill-informed,” and Cody Splunk, an aspiring writer working on a time machine. Following a nervous breakdown, Ms. Freedman corresponds with Janice and Cody from an insane asylum run on the capitalist model of cognitive-behavioral therapy, where inmates practice water aerobics to rebuild their Psychiatric Credit Scores.

The lives of Janice, Cody, and Ms. Freedman are revealed through in-class essays, letters, therapeutic journal exercises, an advice column, a reality show television transcript, a diary, and a Methodist women’s fundraising cookbook. (Recipes include “Dark Night of the Soul Food,” “Render Unto Caesar Salad,” and “Valley of the Shadow of Death by Chocolate Cake.”) In “Virtue of the Month,” the ghost of Ms. Freedman’s mother argues that suicide is not a choice. In “The Un-Game,” Janice’s chain-smoking nursing home charge composes a dirty limerick. In “The Hall of Old-Testament Miracles,” wax figures of Bible characters come to life, hungry for Cody’s flesh.

Set against a South Texas landscape where cicadas hum and the air smells of taco stands and jasmine flowers, these stories range from laugh-out-loud funny to achingly poignant. This surreal, exuberant collection mines the dark recesses of the soul while illuminating the human heart.

Rating: 1/5

Review: 
I received a copy of this ebook trough NetGalley in exchange of a honest review. 
I was very curious about "When Mystical Creatures Attack!" because not only the cover was different but also the synopsis created some anticipation. 
Unfortunately, this wasn't a good reading for me and I'm going to explain why. The idea of having the story told by letters, small notes, emails and similar written ways was appealing but it didn't result in a favorable way. As we are told, the story starts with the nervous breakdown of Ms. Freedman and she is sent to a clinic to treat herself. Due to her disappearing, some of her students (who actually don't have such great relationship with her) were worried and started a flow of messages that (may or may not) reached her. However, this part of the story didn't continue and went in a direction somewhat chaotic, disconnected and rushed. The messages talked essentially about things that happened in the past but that could exist as independent notes. 
In a book without other ways to tell its story, the link between every passage should have been carefully thought. At the same time, there were many temporal gaps between each chapter, some shorter and others very long which (and even if they were created that way on purpose to create a dynamic in the plot) gave different rhythms to the story and an odd experience for the reader. Other thing that annoyed me was the fact that sometimes we were reading the thoughts of the characters and others the letters and there wasn't a proper identification between the two modes. 
The characters, specially Janice, were not much easy to like and sometimes it was difficult to me to continue following their story. And that story even didn't followed the first plot, since (a little spoiler here so please skip ahead if you don't want to read it) the teacher disappeared in almost half of the book and we continued with that odd girl with the power to annoy me (end of spoiler).
In the end, I was expecting a book that approach mental illness with a responsible perspective, that showed with humor but responsibility that the mind is still something fragile and that some people need help to deal with that without being considered crazy. And that the help should come from concerned professionals and not from some jailers. And believe me, I saw all the metaphors and ironies and jokes created around it and the diverse tentative that Kathleen Founds did to make the book enjoyable and all the things I refereed that were needed. I just have a different vision from her and couldn't enjoy it. Maybe next time.
 
Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usualy find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.

Novidade: Só se ama uma vez, de Johanna Lindsey

Romance – Série Malory – VOL. I
SÓ SE AMA UMA VEZ
de Johanna Lindsey
320 páginas
 
Regina Ashton já recusou tantos pretendentes à sua mão que a alta-sociedade londrina a considera uma snobe sem coração. Não podiam estar mais enganados. Órfã desde cedo, Regina é a sobrinha superprotegida de Lord Edward e Lady Charlotte Malory, a quem é muito difícil agradar. Aos olhos dos tios, nenhum dos jovens candidatos é suficientemente bom. Cansada de tão infrutífera busca, a jovem sai de casa numa noite escura, decidida a informá-los de que não pensa casar… nunca! Mas o seu plano coloca-a no sítio errado à hora errada, e é raptada por engano. A sua ira perante a arrogância do raptor, Nicholas Eden, vai inesperadamente dar lugar a sentimentos contraditórios de paixão e vergonha. Aquela noite não mais lhe sairá da cabeça.

O Visconde Nicholas Eden também tinha um plano: dar uma lição à sua amante descontente, raptando-a ao abrigo da noite. Não contava enganar-se na pessoa e arruinar a reputação de uma menina de família. Mas agora, movido pelo desejo mais desenfreado que alguma vez sentiu, é a custo que reconhece que nunca poderá casar com Regina, apesar do escândalo que paira sobre eles.
Implacável, é o destino que os uniu a afastá-los irremediavelmente, ainda que ambos saibam que um amor assim só se vive uma vez…
Johanna Lindsey já vendeu mais de cinquenta milhões de exemplares das suas obras, traduzidas em doze línguas. Tendo escrito mais de quarenta romances (todos eles um sucesso de vendas), é uma das escritoras românticas mais conhecidas no mundo inteiro. Os seus romances históricos abrangem todo o tipo de épocas e lugares, desde a Idade Média ao Velho Oeste americano, mas a série que mais sucesso lhe granjeou foi a saga da família Malory, do período da Regência.

Opinião: Tormenta, de Julie Cross

Tormenta
de Julie Cross
 
Edição/reimpressão: 2015 
Páginas: 384
Editor: 1001 Mundos/ Edições ASA
  





Resumo: 

Um misto de A Mulher do Viajante do Tempo e Matrix – um romance empolgante e cheio de ação!

Em 2009, o jovem Jackson Meyer é um rapaz normal de 19 anos: estuda, tem uma namorada… e consegue viajar no tempo. Mas não é como no cinema - durante os seus «saltos» para o passado, nada muda no presente – tudo não passa de uma diversão inofensiva.
Isto é, até Jackson e a sua namorada, Holly, serem atacados por desconhecidos e Holly morrer com um tiro. Em pânico, Jackson recua acidentalmente no tempo dois anos, mas aquele não é como os seus saltos temporais anteriores. Jackson descobre que ficou preso no passado e não consegue voltar ao futuro.
Desesperado por voltar e salvar Holly, mas incapaz de regressar ao ano certo, Jackson resolve continuar a sua vida em 2007, tentar descobrir o que puder sobre as suas capacidades e conhece Holly… de novo. Em breve descobre que nada na sua vida é o que parece ser, incluindo o seu próprio pai.
Não muito tempo depois, as pessoas que dispararam sobre Holly, membros de um grupo apelidado pela CIA de «Inimigos do Tempo», vêm a sua procura para recrutá-lo… ou matá-lo.
Com tudo aquilo a acontecer e ainda a tentar encontrar pistas sobre as origens da sua família para descobrir mais sobre as suas capacidades, Jackson tem de decidir até onde está disposto a ir para salvar Holly… e possivelmente o mundo.


Hoje, Jackson e Holly estão apaixonados.
Amanhã, ela irá morrer nos seus braços.
Ontem, ele tem de desfazer tudo…

Rating: 4/5
Comentário: Fico sempre com receio destas comparações e de usos de referências de outros livros para enquadrar um emergente no mercado literário. No caso de Tormenta, de Julie Cross, há muito que conhecia o título e a sinopse original não me seduziu por aí além. Viagens no tempo, histórias de amor tradicionais, parecia-me um pouco mais do mesmo. Felizmente cruzei-me novamente com este livro assim que saiu a edição portuguesa, e apesar de manter na apresentação as temáticas principais, soube despertar-me a atenção com algumas nuances. Para variar, a referência a A Mulher do Viajante do Tempo (um dos meus livros preferidos) e a Matrix chamaram-me a atenção e despertaram-me a curiosidade.
E tenho de começar esta opinião por aqui porque percebo o porquê destes dois elementos de referência terem sido identificados, mas também o quanto Tormenta impõe de originalidade no meio de alguns clichês q.b. para valer por si só.
Se pegarem neste livro à espera de grandes romances de tirar literalmente os pés do chão....vão encontrá-lo, mas não tão acentuado e da forma que esperam. Esta foi uma das agradáveis surpresas que a autora me trouxe e que tornaram esta leitura mais prazerosa.
Jackson é um adolescente completamente normal. Sentimos-lhe na pele os anseios da juventude, desde o desejo reprimido de estar sempre com a namorada (relação com a qual não surge da forma que esperava ao início), às preocupações da faculdade e dos preâmbulos do futuro, passando pela dor da perda, a responsabilidade perante as suas ocupações extracurriculares e a necessidade de corresponder a uma agenda preenchida e bastante agitada. E no mesmo disto tudo, sobressai como outra característica a capacidade de viajar no tempo. Assim sem mais nem menos, como mais uma parte de si que é uma mescla das restantes e com a qual ele tem de lidar diariamente, mesmo quando não lhe é muito prático.
É exactamente quando esta característica (mais do que um dom) acaba por se diferenciar dos outros elementos que o compõem que a balança do destino vira e é a partir do recuo para dois anos do passado referido na sinopse que finalmente conhecemos esta personagem, para além de todas as camadas superficiais e socialmente aceites, com angústias, arrependimentos, dúvidas existenciais e uma enorme necessidade de consertar o que se calhar não tem conserto.
Para variar, foi com enorme prazer que retornei a uma personagem principal masculina, mas que é essencialmente muito humana. Não é o super-herói que poderia ser, nem o engatatão a quem todas caem aos pés, nem sequer o herói do cavalo branco. É Jackson, um rapaz normal que por acaso viaja no tempo.
A partir do momento em que tudo se transforma, a acção é acelerada e os acontecimentos bastante repentinos. Acompanhamos o encadeamento da acção com bastante rapidez, mas sem por isso confundir o leitor, e gerando um entusiasmo pela diferença.  Especialmente a meio do livro, o enredo tendeu numa direção totalmente inesperada para mim mas a qual recebi com bastante agrado. Senti mais do que nunca que apesar que não achar que Julie Cross tenha inventado a pólvora, estava a ler algo de facto original.
As personagens que acompanham Jackson nesta aventura inicial são bastante interessantes, especialmente o Adam, que no seio de pensamentos e formulações dignas de um géniozinho, é também bastante humano e fiel. Quanto a Holly, é uma personagem da qual ainda não sei bem o que pensar, mas no geral gostei da prestação dela exactamente pelo grau de imprevisibilidade que lhe assistia.
Todas as restantes personagens secundárias, desde os Inimigos do Tempo a um certo grupo secreto da CIA acabaram por deixar uma interação de segundo plano com enorme destaque na diretiva principal e que tornou este livro muito mais interessante.
No seio de toda a acção são colocadas uma série de questões que não senti que tenham sido respondidas neste primeiro volume. Mas à semelhança dessas, foram largadas ao longo das últimas páginas várias pistas que certamente se converterão em esclarecimentos no segundo livro (e que quase que aposto que sei em que direção estas nos levam, mas Julie Cross já me habituou a algumas trocas de voltas).

É caso para dizer que consegui ver as semelhanças enunciadas entre as duas obras já referidas, A Mulher do Viajante do Tempo e Matrix, não porque sejam iguais ou sequer porque se enquadrem nos universos enunciados, mas porque em última instância existem uns rasgos de verosímilhança que servem de elementos identificativos, sem se camuflarem pelo enredo original. Recomendo!

Novidades: Porto Editora


A 20 de março é publicado Hotel Sunrise, o mais recente livro da escritora bestseller Victoria Hislop, que passa assim a integrar o catálogo da Porto Editora. Desde que lançou A Ilha, o seu romance de estreia que já vendeu mais de 3 milhões de exemplares em todo o mundo, a autora tem mantido um sucesso que se estende também a Portugal, onde é muito acarinhada pelos leitores.

SINOPSE 
Famagusta, no Chipre, é uma cidade dourada pelo calor e pela sorte, o resort mais requisitado do Mediterrâneo. Um casal ambicioso decide abrir um hotel que prime pela sua exclusividade, onde gregos e cipriotas turcos trabalhem em harmonia. 
Duas famílias vizinhas, os Georgious e os Özkans, encontram-se entre os muitos que se radicaram em Famagusta para fugir aos anos de inquietação e violência étnica que proliferam na ilha. No entanto, sob a fachada de glamour e riqueza da cidade, a tensão ferve em lume brando... 
Quando um golpe dos gregos lança a cidade no caos, o Chipre vê-se a braços com um conflito de proporções dramáticas. A Turquia avança para proteger a minoria cipriota turca, e Famagusta sucumbe sob os bombardeamentos. Quarenta mil pessoas fogem dos avanços das tropas. 
Na cidade deserta, restam apenas duas famílias. Esta é a sua história.



A Porto Editora publica, a 27 de março, Fantasia para dois coronéis e uma piscina, de Mário de Carvalho, romance agraciado com o Prémio PEN Clube Português Ficção 2003 e com o Grande Prémio de Literatura ITF/DST. Neste livro, protagonizado por dois coronéis reformados do Exército, ex-combatentes da Guerra Colonial, Mário de Carvalho faz, como nos tem vindo a habituar, uso da sátira para promover uma reflexão sobre a sociedade portuguesa do início do século XXI – questionando mesmo, no final do livro, se «Há emenda para este país?».

Leiam as primeiras páginas aqui.

Passatempo: Uma Fortuna Perigosa, de Ken Follett

Boa noite Encruzilhad@s,

Aposto que achavam que estávamos muito caladinhas mas a verdade é que estávamos a fazer caixinha em relação a este fantástico passatempo em parceria com a Editorial Presença!
Quem nos segue afincadamente sabe que a Cláudia é fã de Ken Follett e que muitos dos seus livros estão comentados aqui no blogue por ela.
Hoje temos um exemplar de Uma Fortuna Periogosa para oferecer. Para se habilitarem a ganhar este livro basta lerem as regras e responderem às perguntas. Depois de dia 29 cruzem os dedos e rezem para que o Mr. Random olhe para vocês!

Para lerem mais sobre o livro cliquem aqui.

«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui» 

Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 29 de Março de 2015.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

Resultado do passatempo: Marcador e Caderno RLeite

Boa noite Encruzilhd@s,

É com enorme prazer que anunciamos quem foi a feliz contemplada com um caderno e marcador Lightning de Final Fantasy, elaborado pela espectacular RLeite.

Sem mais demoras, parabéns:

Vãnia Janeirinho, de Algés.

Fiquem atentos aos próximos passatempos:


Resultados dos Últimos Passatempos

Boa noite caros leitores,

A espera foi prolongada mas por uma boa razão, como explicado aqui há dias. A junção dos nossos horários profissionais não tem sido fácil, especialmente para a gestão do nosso estimado blog.

Aqui ficam compilados os resultados dos últimos passatempos:

1 - "Sete Minutos Depois da Meia-Noite", de Patrick Ness. Vencedor/a: Joana Amaral, Viseu 
2 - "Contagem Decrescente", de Bruno Franco. Vencedor/a: Filipa Monteiro, de Almada 
3 - Marcador e caderno da personagem Lightning de Final Fantasy, de autoria de RLeite. Vencedor/a: Vânia Janeirinho, de Algés

Opinião: Sete Minutos Depois da Meia Noite (A Monster Calls), de Patrick Ness



Sete Minutos Depois da Meia Noite (A Monster Calls)
de Patrick Ness
 
Edição/reimpressão: 2015 (2012)
Páginas: 283 (237)
Editor: Editorial Presença (Walker Books Ltd)
 
Resumo:
Passava pouco da meia-noite quando o monstro apareceu. Mas não era exatamente o monstro de que Conor estava à espera...

A escuridão, o vento, os gritos. O mesmo pesadelo noturno desde que a mãe de Conor ficou doente. Tudo é tão aterrorizador que Conor não se mostra assustado quando uma árvore próxima de sua casa se transforma num monstro... Mas só o monstro sabe que Conor esconde um segredo e é o único a estar ao seu lado nos seus maiores medos.

Inspirado numa ideia original da escritora Siobhan Dowd, que morreu de cancro em 2007, Patrick Ness criou uma história de uma beleza tocante, que aborda verdades dolorosas com elegância e profundidade, sem nunca perder de vista a esperança no futuro. Fala-nos dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para os ultrapassar.

É com ilustrações soberbas que complementam e expandem a beleza do texto que a fantasia e realidade se misturam em Sete Minutos Depois da Meia-Noite

NOTA: Este livro foi comentado na versão original em 2013 pela Catarina, cujas referências à versão original constam na sua opinião, pelo que optámos por manter as duas capas

Cláudia
Rating: 4,5/5
Comentário:
Há uma frase que tenho guardada na mente desde que comecei a ler este livro e me apercebi da temática em causa. E a qual me pôs a reflectir sobre situações do quotidiano às quais infelizmente não conseguimos fugir ou que nos assombram noites mas dias também. Mas antes disso, tenho de elogiar o empenho em trazer para a versão portuguesa as ilustrações espectaculares de Jim Kay que tornam este livro mais do que uma obra de arte, uma articulação entre o nosso passado de crianças com uma vida adulta fugaz e rapidamente sucedânea, sendo um livro que é semelhante ao mundo infantojuvenil dos contos, mas que é no entanto um livro para todas as idades e e escrito como tal. 
A reflexão na qual dei por mim a pensar passa pelo reafirmar dos vários monstros com os quais nos podemos deparar vida fora. Os monstros escondem-se nos armários e nos pesadelos, os monstros escondem-se atrás de portas e em livros infantis, os monstros escondem-se atrás de mentiras e de agonias,os monstros escondem-se atrás de pessoas mas também nos nossos medos e aflições.
E será um monstro assim, com todas ou só algumas destas características que irá visitar Connor e ajudá-lo (ou transtorná-lo?) numa fase menos fácil da sua curta vida de 13 anos. Este é um livro cheio de lirismos e analogias, com uma manobra das áreas cinzentas das nossas condutas sociais e da nossa consistência existencial que não permite que lhe fiquemos indiferente. Surgem questões, dúvidas e reflexões à medida que contos com potencial fundamento moral nos despertam para o nosso próprio posicionamento perante situações adversas. É um livro que não tem medo de abordar temas difíceis, mas que o faz para além do clichê, com uma dose de sensibilidade e crueza, de realidade mas também de conforto e que reforça a premissa de que somos muitos dentro de um só, e que nem sempre existe um certo ou errado. Só sentimento e encontro.
E sinto também que não posso alongar-me mais nesta opinião para não quebrar o selo mágico que envolve este livro e que tem (deve!) ser descoberto pessoalmente por cada um/a. Maravilhoso, é a única coisa que posso dizer.

Catarina
Rating: 5/5
Comentário:
Patrick Ness é, tal como Jonh Green, um dos grandes nomes actuais do género YA. Conhecido pela saga distópica Walking Caos (vivamente recomendada aos fãs de Maze Runner - Correr ou Morrer) que conta com mais de 1600 páginas, Ness é um dos primeiros nomes referidos sempre que são pedidas recomendações de YA. Isto acabou por criar em mim uma certa curiosidade em relação ao autor e quando apanhei um dos seus livros mais pequenos numa das lojas de caridade que frequento acabei por lhe deitar a mão.
A Monster Calls é a história de Conor, um rapaz que é visitado por um monstro todas as noites. Este Monstro quer algo de Conor, algo aterrador, a verdade. E para a conseguir vai contar a Conor três histórias, sobre alturas em que se ergueu para falar com outras pessoas, no fim das suas histórias, Conor terá de lhe contar a dele e com ela a verdade.
A capa deste livro é maravilhosa, o efeito de chuva sobre as letras e as cores claras são um bom prenuncio para a história e é sem dúvida uma capa que combina com o conteúdo. Como escrevi várias vezes durante a minha leitura no GoodReads, A Monster Calls lê-se como poesia. A escrita de Patrick Ness é fluída, livre e poética. Toda a história em si tem um certo sabor a algo místico / mágico apesar de todo o seu lado realista e doloroso.
Esta é uma história sobre crescer em ambientes adversos, a mãe de Conor está doente e está a lutar para se manter viva enquanto Conor luta para tentar não cansar a mãe e sobreviver ao bulling na escola. Esta é uma história que tem os seus altos e baixos e que nos toca por soar tão real e perto como magica e distante.
O facto de ter começado a recomendar este livro ainda antes de o acabar selou o seu destino como um dos melhores livros do ano e as lágrimas que verti no fim apenas confirmaram esta verdade. Saí daqui com 5 estrelas e o meu selo de recomendação. Vejam o trailer do livro em inglês aqui.
 

Novidade: A Rapariga no Comboio, de Paula Hawkins

THE GIRL ON THE TRAIN – Paula Hawkins
Título mais vendido nos EUA e em Inglaterra chega a Portugal, em Junho.

 Publicado em janeiro, o livro de estreia da autora britânica Paula Hawkings, The Girl On The Train, saltou de imediato para o primeiro lugar dos livros mais vendidos nos EUA (Hardcover) e, cinco semanas depois, mantém-se o livro mais apetecível em Terras do Tio Sam (Publisher’s Weekly).

The Girl On The Train lidera, também, a lista dos mais vendidos na Amazon.com, seguido de Sniper Americano, o livro que inspirou Clint Eastwood e que foi editado em Portugal pela Vogais, chancela de Não-Ficção do Grupo 20I20 Editora.

O thriller psicológico A Rapariga no Comboio, elogiado pela crítica e aplaudido pelos leitores, chega às livrarias portuguesas em junho, editado pela Topseller. Cobiçado um pouco por todo o mundo, o título já foi vendido para mais de 25 países, desde o Brasil à China.

Paula Hawkins foi jornalista, na área financeira, durante 15 anos. Hoje dedica-se apenas à escrita de ficção. O estúdio americano da DreamWorks já adquiriu os direitos de adaptação ao cinema. A Penguin Random House disponibiliza um pequeno Q&A de Paula Hawkins, aqui. Para mais informações, visite o site da autora, paulahawkinsbooks.com.

SINOPSE
Rachel apanha o mesmo comboio todas as manhãs. Todos os dias balança ao longo da linha, vislumbra uma extensão de casas suburbanas acolhedoras, e para no sinal que diariamente lhe permite observar o mesmo casal a tomar o pequeno-almoço no seu alpendre. Chega a ter a sensação de conhecê-los. “Jess e Jason”, é como lhes chama. A vida deles — aos seus olhos — é perfeita. Não muito diferente da vida que perdeu recentemente.

É então que vê algo perturbador. Apenas durante um minuto até o comboio voltar a andar, mas o suficiente. Já nada está como antes. Incapaz de guardar para si, Rachel vai à polícia contar o que sabe, e torna-se parte indissociável do que acontece a seguir e das vidas de todos os envolvidos. Terá ela feito mais mal do que bem?

De leitura compulsiva, A Rapariga no Comboio é uma estreia eletrizante e emocionalmente imersa num thriller Hitchcockiano.