Novidade Porto Editora: Os muitos nomes do amor, de Dorothy Koomson

Novo romance da autora do êxito 
A filha da minha melhor amiga


Um ano depois da lançamento do sucesso Os aromas do amor, a Porto Editora publica, a 2 de julho, Os muitos nomes do amor, o novo romance de Dorothy Koomson.
Nesta obra, um drama familiar de grande densidade psicológica, a protagonista vive um poderoso encontro com o passado, quadro que faz desta uma das mais marcantes
histórias da autora.
Desde que, em 2006, deu a conhecer no nosso país A filha da minha melhor amiga – um enorme sucesso, já na 16.ª edição –, a Porto Editora tem vindo a publicar com regularidade a obra de Dorothy Koomson. O sucesso em Portugal é apenas parte do crescente prestígio internacional desta autora, que assinalou, em 2013, dez anos de carreira literária.


SINOPSE 
Clemency Smittson foi adotada em bebé, e a única ligação à mãe biológica é um berço de cartão com borboletas pintadas à mão. Agora adulta, e em constante conflito com sentimentos de perda e rejeição, decide mudar drasticamente de vida e voltar a Brighton, a cidade onde nasceu. Mas Clem não sonha que é lá que vai encontrar alguém que sabe tudo sobre a sua caixa das borboletas e a verdadeira história dos seus pais biológicos. E quando Clemency percebe que nem tudo é o que parece, e que talvez tenha sido injusta com aqueles que mais a amam, haverá tempo para recuperar o que foi perdido?

PRIMEIRAS PÁGINAS Já é possível ler as primeiras páginas deste romance, através destaligação.

Resultado do passatempo: A Espia do Oriente, de Nuno Nepomuceno

Boa noite caros Encruzilhad@s,

Hoje escrevemo-vos de várias partes. Tanto a Cláudia como a Catarina estão de férias cada uma pelo seu país de acolhimento, mas ainda assim a divertirem-se bastante.

Ainda assim, os nossos passatempos não tiram férias, pelo que deixamo-vos hoje com os resultados do passatempo lançado há uns tempos em parceria com o autor Nuno Nepomuceno (já leram a nossa opinião a "O Espião Português"? O que é que estão à espera??)

Sem mais demoras, estamos muito contentos por anunciar que enviaremos um exemplar de "A Espia do Oriente" para: Susana Francisco, de Leiria.

Muitos parabéns e boas leituras!!

Não desanimem os pouco afortunados, que teremos surpresas assim que regressarmos.

Aproveitem esta pausa, e digam-nos o que andam a ler!




Opinião: A Rapariga no Comboio, de Paula Hawkins


A Rapariga no Comboio

de Paula Hawkins
 
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 320
Editor: Topseller






Resumo:  
O êxito de vendas mais rápido de sempre. O livro que vai mudar para sempre o modo como vemos a vida dos outros.

Todos os dias, Rachel apanha o comboio...
No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.
Até que um dia...
Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.
De leitura compulsiva, este é o thriller do momento, absorvente, perturbador e arrepiante. 
A Rapariga no Comboio tornou-se imediatamente um verdadeiro fenómeno mundial, com mais de 2 milhões de livros vendidos em apenas 3 meses e já em processo de adaptação ao cinema pelos estúdios Dreamworks.

Rating: 4/5
Comentário: Já tive oportunidade de dizer anteriormente, mas volto a reforçar, que fico sempre um pouco de pé atrás quando surgem comparações entre livros ou sugestões do género "para fãs de...". 
A "Rapariga do Comboio" tem sido bastante recomendada a quem gostou de "Em Parte Incerta" de Gillian Flynn, livro que não me cativou de todo. De qualquer forma, continuava curiosa com a sinopse apresentada, pelo que não pude deixar de aproveitar a oportunidade criada pela Topseller, que cedeu ao blog um exemplar avançado para leitura e opinião honesta antes do lançamento oficial do livro (gesto pelo qual estamos gratas!).
Terminada a leitura, posso dizer que este livro é de facto para os fãs da Gillian, mas também para os que não gostaram das suas obras. Melhor que isso, "A Rapariga no Comboio" é para os fãs da Paula Hawkins!
Para quem realiza diariamente viagens mundanas de comboio, é perceptível o fascínio com este modo de transporte e para a certa nuance mágica que lhe surge associada. Foi também esse embalo inicial que criou uma ligação de empatia com Rachel, a personagem que me acompanhou ao longo de mais de 300 páginas. 
Esta personagem é bastante peculiar, pelo grau de complexidade que lhe é atribuído mas também pela facilidade de acesso às diversas camadas que a compõem, e que vão sendo reveladas em diversos momentos da obra, intercalados de forma engenhosa para inebriar o leitor e deixá-lo com várias suspeitas e muito poucas certezas. 
Perdida, com instintos acertados, vários questionamentos justificados e uma série de momentos que até poderiam ser considerados hilariantes, não fosse uma clara análise individual e social da sua condição, esta Rapariga que viaja diariamente de Comboio foi uma surpresa constante e pela qual dei por mim a torcer, mesmo nos momentos em que ela não merecia. Aliás, estava tão concentrada nela nas primeiras páginas que só ao fim de quatro capitulos me apercebi que o livro é contado sob dois pontos de vista, pelas mãos de Rachel e Megan (obrigando-me a recomeçar para me posicionar correctamente). 
Parecendo uma enorme distração da minha parte, a verdade é que as histórias diferenciadas sobrepõem postos de construção. As duas personagens confluem na sua essência em algumas coisas, pelo que criam uma voz comum entre ambas, sem lhes negar uma personalidade forte e vincada. As duas estão condoídas com preâmbulos da vida, fragilizadas, marcadas por arrependimentos e cenários mais cinzentos, e procuram qualquer coisa, mesmo que não saibam que o fazem ou o que pretendem de facto. São muito vívidas, destacando-se pela forma transformadora como se envolvem com as restantes personagens secundárias e que criam uma rede de tensões, suspeita, suspense e mistério que agarra qualquer leitor até à última página. 
A acção está enquadrada de uma forma engenhosa, apoiando-se num estilo de escrita bastante lúcido, que se entranha, e que nos faz querer avançar para a próxima página, descobrindo as consequências de cada passo dado pelas personagens (de forma acertada ou não) ao longo de um jogo de incerteza e porque não, de sobrevivência.
Rachel e Megan levam-nos para uma viagem constante entre o presente o passado, pelo constraste do mundo idealizado e das transformações aparentes que podem acontecer com um piscar de olhos (ou com um comboio parado ao pé de um sinal por breves minutos). A análise que estas mulheres proporcionam ao leitor está sempre em mutação, seja pela apresentação de detalhes singulares, por uma frase dita aparentemente sem significado, por uma revelação inesperada ou pela necessidade constante de o colocar a tentar adivinhar os seus próximos passos.
É essencialmente um jogo intelectual, à altura de um thriller de mão cheia, que se entranha na mente de quem o lê até que todas peças encaixem e façam sentido novamente. E embora não componha um cenário tão perturbador como o prometido, numa lógica de constrastes visuais, "A Rapariga no Comboio" faz-nos certamente pensar se a parte mais arrepiante das nossas vidas não será o facto de nunca conseguirmos conhecer/prever realmente o comportamento de alguém. Nem o do vizinho do lado, nem das pessoas com quem partilhamos laços afectivos, nem de quem nos vê do outro lado do espelho.

Não percam a oportunidade de lançar a mão a este livro, que será editado em Portugal a 8 de Junho pela Topseller (edição: o lanlçamento foi adiantado para 5 de junho)!
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.