Opinião: Ondas de Calor, de Richard Castle



Ondas de Calor

de Richard Castle
 
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 280




Resumo:  
No meio de uma vaga de calor, Nikki tem um desafio pela frente: desenredar o nó que lhe permitirá desvendar os segredos dos mais poderosos e decidir o que fazer perante a faísca escaldante que surgiu entre ela e Rook, o jornalista presunçoso e bem-parecido com a mania de que é polícia, que a acompanha nesta investigação.
  
Rating: 3/5
Comentário:   
A opinião que se segue pode conter alguns spoilers (embora não o sejam de facto para os fãs da série)
Em primeiro lugar, agradecemos ao Clube do Autor o envio deste exemplar para leitura e opinião isenta!
Castle é uma das poucas séries que ainda vou tentando acompanhar na actualidade. Sendo uma série criminal, como habitualmente gosto, mas especialmente pautada por humor, o escritor-detective nas-horas-vagas conseguiu conquistar-me com a sua boa disposição e confesso que até é por causa das suas teorias mirabolantes e da relação com a família e com os colegas de trabalho que continuo a acompanhá-la com regularidade. 
Essa essência é passada sem tirar nem pôr para Ondas de Calor, o primeiro livro da colecção Nikki Read, o que lhe confere toda a essência Castle que seria possível captar.
Para facilitar esta opinião, vamos pressupor que Castle é um autor de carne e osso e tal e qual a personagem que nos entra em casa pelo ecran através do AXN e que este livro foi genuinamente escrito por ele. 
Nesse sentido, diria que a Detetive Kate o deveria processar, porque mais que musa inspiradora, as aventuras de Nikke Read são totalmente autobiográficas, com uma pontinha de ficção e de concretização das fantasias do autor. Se retirarmos uma filha e trocarmos a profissão de jornalista pela de escritos, Rook (Castle) é igual a ele próprio. Fanfarrão e com gosto pela ribalta, com um sentido de justiça e respeito pelo próximo, bon vivant e conhecedor dos prazeres da vida, mas também vontade de partir para a acção e deter conhecimento (vasto) sobre tudo o que se passa à sua volta (ou não fosse poder todo o seu conhecimento e contactos imprescindíveis). 
A relação com Nikki (pelo menos no que respeita às primeiras temporadas) e com os Roach (e as suas piadas são mordazes mas geniais) é exactamente igual à da série, o que se poderia tornar aborrecido, não fosse o  facto de para mim esse ser o ponto forte da série, e logo do enredo. Apesar de tudo, os diálogos não são replicáveis e correspondem unicamente ao livro e ao caso que está a ser analisado, pelo que a esse nível, facilita um certo desprendimento do original para que nos foquemos exclusivamente no livro diante de nós. 
Outros elementos também se repetem: o assassinato da mãe de Nikki, a mãe excêntrica e actriz de Rook, a médica-legista amiga de Nikki, entre outros pequenos pormenores, que criam a ponte entre ecrã e página.
No que respeita à acção principal, o crime que despoleta a acção ao longo do restante livro é maioritariamente um jogo de pistas e dispensa de suspeitos, ao estilo do cluedo. Com alguma acção, mas não o suficiente para para nos deixar sem fôlego, centra-se no intelecto do/a leitor/a e foca-se em fornecer elementos que possam formar o puzzle cujo resultado desvendará o mistério. Neste sentido, apesar de uma panóplia de potenciais suspeitos e das interligações existentes entre eles que criaram um enredo interessante, cheguei facilmente ao/à culpado/a (não quero revelar a verdadeira identidade de quem for e estragar a vossa leitura). Poderia ter sido melhor construído nesse sentido e criar um motivo mais plausível. No entanto, como muitas vezes até na série adivinho e não não é completamente possível disassociar os dois universos, não fiquei muito aborrecida. 
Por fim, a química entre Nikki e Rook é na minha óptica a frustração de Castle a funcionar, obrigando-o a criar mecanismos fantasistas mas que poderiam ser reais, onde a cumplicidade, a atracção e o magnetismo estão presentes em todas as páginas. Algumas cenas são até escusadas, mas imaginando quem as escreve e as alegorias utilizadas, torna-se até cómico. Ao fim ao cabo, é um homem apaixonado com o dom para a palavra mas que não as sabe colocar em seu favor para o que realmente lhe importa!
Ondas de Calor é por todos estes motivos um livro de entretenhimento para os fãs de Castle e da série, que pode ser lido por quem não a segue, embora não tenha certamente a piada completa dessa forma. É um livro indicado para o verão, uma leitura leve e bem-disposta e que se verá junto a várias toalhas de praia.  
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Review: Stay Up With Me, by Tom Barbash



Stay Up With Me
by  


Edition: 2014
Pages: 229
Editor: Simon & Schuster UK





Summary: 

The stories in Tom Barbash's evocative and often darkly funny collection explore the myriad ways we try to connect to one another and to the sometimes cruel world around us. The newly single mother in 'The Break' interferes with her son's love life over his Christmas vacation from college. The anxious young man in 'Balloon Night' persists in hosting his and his wife's annual watch-the-Macy's-Thanksgiving-Day-Parade-floats-be-inflated party, while trying to keep the myth of his marriage equally afloat. The young narrator in 'The Women' watches his widowed father become the toast of Manhattan's midlife dating scene, as he struggles to find his own footing.
The characters in Stay Up With Me find new truths when the old ones have given out or shifted course. Barbash laces his narratives with sharp humor, psychological acuity, and pathos, creating deeply resonant and engaging stories that pierce the heart and linger in the imagination.

Rating: 2/5

Review: 
I will start this review by saying that I received an online copy of this book through Netgalley in exchange of a honest review.

I admit that usually short stories are not for me. Even so, I like to give it a try from time to time and  I tend to find authors that make me fall in love with their work. For that reason and since Tom Barbash is so much praised, I wanted to give a try to the Stay Up With Me collection.
Unfortunately, I didn't find any connection with the stories and the characters. All of them all started with good premises that made me curious and anxious to keep reading but then there was always something missing to make them fully attractive and interesting to the reader.
In stories of this length, authors tend to go with open endings, specially because they mostly tell moments that are insert on daily basis lives. They are windows to someone existence and when the reader goes away, they are suppose to continue in their minds and in perpetual continuity. But still the reader needs to feel some closure to that small moments presented to him. The reader needs to feel connected to at least a little bit part of the story and to create empathy with the characters. And I couldn't do it with any of them.
I thought the short story about the party could have been one of them if the ending hadn't had such abruptness and wasn't so empty.
Besides that I still think I have to rate the book as 2 stars because I liked the concept, the beginning of the stories, the creativity behind it and the connection between the title's book and all the different themes in each story.

Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usualy find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.