Opinião: A Felicidade é um Chá Contigo, de Mamen Sánchez



A Felicidade é um Chá Contigo
de Mamen Sánchez
 
Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 284
Editor: Marcador
  




Resumo: Este romance pode afetar gravemente a sua perceção pessimista da realidade. Provoca gargalhadas e a vontade imparável de mais e mais. Os seus personagens são como os filhos: quanto mais disparates fazem, mais gostamos deles. Cuidado com os corações: podem começar a sentir estranhas vontades incontroláveis.

Cinco mulheres desesperadas, um inglês desparecido, um inspector muito pouco seguro e muito chá, são apenas alguns dos ingredientes deste livro delicioso.
Em A Felicidade é Um Chá Contigo o inexplicável desaparecimento de Atticus Craftsman é o mote para uma intricada história de contornos dúbios e quase inenarráveis, com bruxedos, revistas literárias e muitas tapas.
O inspector Manchego está encarregue de desenredar esta trama na qual a comédia romântica se entrelaça com o drama mais ternurento, e a intriga policial dá lugar ao maior achado literário de todos os tempos. Aquilo que parece difícil acaba por ser tornar fácil e todos os problemas se afogam num mar de lágrimas… de tanto rir. Tudo isto para chegar à conclusão de que, aconteça o que acontecer, o amor consegue explicar tudo.
Aviso aos leitores: Este romance pode afetar gravemente a sua perceção pessimista da realidade. Provoca gargalhadas e a vontade imparável de mais e mais. Os seus personagens são como os filhos: quanto mais disparates fazem, mais gostamos deles. Cuidado com os corações: podem começar a sentir estranhas vontades incontroláveis. - See more at: http://marcador.com.pt/conteudo/309-a-felicidade-e-um-cha-contigo#sthash.g2jMvJ7t.dpuf

Aviso aos leitores: Este romance pode afetar gravemente a sua perceção pessimista da realidade. Provoca gargalhadas e a vontade imparável de mais e mais. Os seus personagens são como os filhos: quanto mais disparates fazem, mais gostamos deles. Cuidado com os corações: podem começar a sentir estranhas vontades incontroláveis. - See more at: http://marcador.com.pt/conteudo/309-a-felicidade-e-um-cha-contigo#sthash.g2jMvJ7t.dpuf


Aviso aos leitores: Este romance pode afetar gravemente a sua perceção pessimista da realidade. Provoca gargalhadas e a vontade imparável de mais e mais. Os seus personagens são como os filhos: quanto mais disparates fazem, mais gostamos deles. Cuidado com os corações: podem começar a sentir estranhas vontades incontroláveis. - See more at: http://marcador.com.pt/conteudo/309-a-felicidade-e-um-cha-contigo#sthash.g2jMvJ7t.dpuf
Aviso aos leitores: Este romance pode afetar gravemente a sua perceção pessimista da realidade. Provoca gargalhadas e a vontade imparável de mais e mais. Os seus personagens são como os filhos: quanto mais disparates fazem, mais gostamos deles. Cuidado com os corações: podem começar a sentir estranhas vontades incontroláveis. - See more at: http://marcador.com.pt/conteudo/309-a-felicidade-e-um-cha-contigo#sthash.g2jMvJ7t.dpuf
Rating: 4/5

Comentário: Há muito tempo que não lia um livro tão bem-disposto como "A Felicidade é um Chá Contigo"! Não sou de me emocionar ou rir facilmente enquanto leio, mas o sentido de humor satírico e incoerente, pateta e atrevido neste livro foi de tirar o chapéu.
Confesso que o que me chamou inicialmente a atenção foi a capa (sim, não deveremos deixar-nos somente levar pelas capas, mas eu também gosto de capas bonitas!), seguida do aviso bem destacado de que este livro afectaria a tal visão pessimista da realidade. Algo que contrarie as precaridades mais cinzentas do quotidiano para mim será sempre bem-vindo e portanto fiquei a ansiar que chegasse cá a casa. E se juntarmos ao leque o facto de o enredo se centrar no mercado editorial, parecia-me uma aposta ganha. E não me enganei!
Mamen Sánchez traz-nos mais do que a promessa do livro divertido e da lufada de ar fresco, com uma nuance de paródia, construção caricata e enorme sentido de humor. Mas o que se inicia como uma mostra de pequenos clichês - ainda que muito bem encaixados - acaba por sobrelevar-se e transformar-se num romance que se supera a si mesmo, cheio de particularidades que nos agarram a cada linha e que tornam toda a leitura especialmente deliciosa.
Apesar de ser escrito por uma autora espanhola, senti um certo enraizamento de tendências provenientes de todos os romances escritos por autoras da América Latina que me acompanharam na adolescência. Por esse motivo aconselho-o a quem se deixa enaltecer pelas linhas redigidas por Isabel Allende ou Laura Esquivel. Não porque sejam iguais, mas porque se denota uma inspiração em algumas das suas linhas mais tradicionais, como o misticismo feminino (e a forma como a vida conspira contra ou a favor de mulheres diferenciais mas pujantes para uma narrativa emotiva, de força e uma certa conspiração), as sociedades matriarcais (mesmos nos ambientes onde se prevê a presença de um sexismo inegável) que tecem as respostas que às vezes o destino nega, uma certa sensualidade erótica insinuada em curvas e essências sem se tornar demasiado impositiva e um sentido expressivo e lírico, mesmo que no discurso coloquial de uma narrativa ligeira.
Mas é muito mais do que um romance feminino, embora seja o género que dita a narrativa. É divertido, insinuante, numa cadeia sucessiva de ações e consequências hilariantes e com personagens tão bonacheironas, insanas e tridimensionais (contrariando a primeira imagem criada) que não quis perder pitada até à última página.
Foi um bombom de Páscoa desembrulhado em dois dias e o livro que mais me satisfez nos últimos meses! A sério, procurem-no nas prateleiras das livrarias porque vale bem a pena!

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Resultado do passatempo: O Título, de Thomas Bogg



Estavam ansiosos para saber quem foi o ou a feliz contemplado/a com o nosso último passatempo? "O Título", de Thomas Bogg já foi sorteado e após sorteio para o random.org podemos anunciar que ele se dirige para Torres Vedras! Parabéns Marco Silva! 

Aos restantes, se ainda não foi desta vão-se mantendo atentas ao blog. Pode ser que sejam o vencedor ou a vencedora do próximo passatempo!

Opinião: A vida é fácil, não te preocupes


A vida é fácil, não te preocupes
de Agnès Martin-Lugand
 
Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 232
Editor: Suma de Letras Portugal
  



Resumo: 
É em "Pessoas felizes lêem e bebem café", o seu refúgio, que Diane conhece Olivier. É simpático, atencioso e, sobretudo, compreende e aceita a sua recusa em ser mãe de novo. No entanto, um acontecimento inesperado muda tudo: as certezas de Diane, as suas escolhas, pelas quais tanto lutou, vão entrar em colapso, uma após a outra. Será que tem a coragem necessária para aceitar um outro caminho?
Rating: 1,5/5

Comentário:  "A Vida é Fácil, Não te Preocupes" é a continuação de "As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café", livro que teve alguma visibilidade no mercado nacional devido a algumas campanhas publicitárias na televisão. Apesar deuma sequela, não acho que seja necessário a leitura do livro antecedente atendendo que são realizadas várias alusões ao passado que incluem os elementos necessários para acompanhar este enredo.
O livro é pequenino, a escrita ligeira e o enredo encadeado de forma fluída, pelo que a leitura se torna fácil de acompanhar. Estes aspectos são aqueles que consigo apontar como positivos, atendendo a que este não é, de todo, um livro para mim.
Foi-me difícil ganhar afinidade com Diane, e a sua relação desencadeada com Olivier foi inverosímel, apressada e pouco sentida na minha percepção, especialmente atendendo às minhas suspeitas desde o início da trama e que só vieram a ser confirmadas. Mais do que isso, a falta de uma construção sólida fez-me torcer o nariz por diversas vezes, tornando o conteúdo seguinte irrelevante.
As relações entre as personagens pareceram-me bastante ocas, os diálogos despropositados, os momentos de maior tensão dramatizados em excesso ou pouco explorados, e a ausência de um elemento unificador (que deveria ser representado pela Diane e pela sua história) foi gritante, pelo que o encadeamento de cenas foi marcado explicitamente para dar origem ao final previsível. Valeu-me o papel de uma personagem infantil que criou alguns elementos de ternura (e que mesmo sendo mais uma vez forçados, possibilitaram que fechasse os olhos temporariamente às falhas constantes), levando-me a querer saber um pouco mais sobre ela durante alguns minutos. De resto, confesso que foi uma leitura frustrante que quis terminar brevemente, e que explicará que não vos consiga dar senão uma opinião suscinta, de forma a não revelar aspectos do enredo a quem queira acompanhar a evolução (a existir) destas personagens.

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.