Resultado: "O Grito do Corvo", de Sandra Carvalho

Boa noite caros leitores e leitoras, 

Eu sei, estivemos demoradas mas foi por uma boa causa. Agora que decidimos fazer um intervalo ao trabalho, já poderemos anunciar o vencedor do último passatempo com apoio da Editorial Presença. 

"O Grito do Corvo" é o último volume da trilogia "Crónicas da Terra e do Mar" e promete fechar o enredo iniciado em "O Olhar do Açor" em grande. Por esse motivo, e sem mais demoras, estamos muito felizes por enviar um exemplar directamente para Esmoriz. Parabéns Maria Quintas!

Opinião: Amanhece na Cidade, de Filipa Fonseca Silva



Amanhece na Cidade
de Filipa Fonseca Silva
 
Edição/reimpressão: 2017
Páginas: 176
Editor: Bertrand
  




Sinopse: 
Nas ruas de Lisboa, um táxi circula e observa. E, com ele, nós observamos também: Manuel, o taxista que não sabe chorar. Olinda, a ama de duas crianças mal-educadas. Daisy, a stripper. João, o sem-abrigo… Um dia, um momento infeliz, com consequências trágicas, obriga Manuel a confrontar-se consigo próprio, e as consequências serão mais transformadoras do que ele alguma vez imaginou. Manuel parou-me e mandou-a entrar. Olinda não tinha como pagar uma viagem de táxi até à Brandoa. Manuel apagou a luz de serviço e disse-lhe que já não estava a trabalhar. Com o orgulho a ceder à medida que os sapatos ficavam encharcados, Olinda entrou.

Rating: 3/5
Comentário: Viver em espaço urbano tem as suas particularidades. Para quem lhes tem um amor especial, especialmente por as ter estudado e as ver como elementos sistémicos, é sabido que o grande factor mutável são as pessoas. E que sem elas a cidade não tem vida nem tão pouco significado. Deste modo, Filipa Fonseca traz-nos uma história quase que em roteiro cronista e guionistico, da vivência da cidade (ou antes, na cidade) pelos "olhos" de um automóvel - táxi de profissão - que entre o seu olhar presente e por vezes algo divinhatório e omnipresente, consegue relatar-nos a vida daqueles com quem se cruza constantemente, a começar pelo condutor que o guia diariamente. Este livro é uma colectânea de vivências e momentos que todos nós já presenciámos ou vivemos de alguma forma, que fazem parte das pessoas com quem trocamos olhares ou conversas a caminho do trabalho, nos transportes públicos, no supermercado, a recolher os filhos da escola, entre outros tantos momentos diários e quotidianos.
Este foi o aspecto que mais me divertiu e envolveu neste livro, especialmente porque o táxi assume a função que eu muitas vezes também desempenho: a de observadora não interveniente no meio que me rodeia.
Já quanto ao enredo principal, fiquei um bocado desiludida, primeiramente porque não o esperava e comecei a observar uma tendência narrativa que não me estava inicialmente a envolver, e posteriormente porque acabou por não ocupar um espaço preponderante na narrativa, continuando quase que em cenário paralelo e secundário, como todos os outros. Ainda assim, e porque a crónica narrativa não se sustentaria por tantas páginas sem um envolvimento conductor mais assegurado, este até me fez sentido finalmente.
É interessante ver o evoluir de algumas relações pelos olhos deste táxi, muito inanimado, com uma personalização que lhe atribuiu dos pensamentos mais reflexivos e atentos ao mundo exterior que tenho lido presentemente. É divertido (pela diferença), real (pelo que nos revemos nele), com uma sensibilidade especial e até despercebida, caso não conheçamos a realidade retractada.  Envolve personagens geralmente mais marginalizadas, as que circulam fora dos olhos do grande ecrã, as que têm vidas mudanas, as que por vezes não têm destaque mas compõem parte do corpo mutante que fazem mover as cidades. É uma narrativa sobre todos, com as variantes embutidas nas histórias individuais, todas com humanismo e imensa tratabilidade. Apesar de não ter ficado rendida ao enrendo e ao desenrolar da história, fiquei-o à fórmula e a este olhar sobre a vida citadina.
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Resultado: Passatempo "Amanhece na Cidade", de Filipa Fonseca Silva



Boa noite comunidade leitora!
Prontos para descobrir quem foi o/a vencedor/a do livro "Amanhece na Cidade", de Filipa Fonseca Silva, editado pela Bertand Editora?

Depois de percorremos a lista de participantes e termos pedido ajuda ao Mr Random descobrimos que a vencedora deste livro foi a Maria (...) Carlos de Coimbra!

Parabéns e boas leituras!

Opinião: Imaculada, de Paula Lobato Faria



Imaculada
de Paula Lobato Faria
 
Edição/reimpressão: 2017
Páginas: 312
Editor: Clube do Autor
  



Sinopse: 
Esta é uma história inspirada em acontecimentos reais em que a dualidade de ser e de parecer, da lealdade e da traição, do amor e da obrigação nos leva a caminhos imprevisíveis.

Portugal, 1956
Tempo da ditadura de Salazar, da censura e da PIDE. Numa família da alta burguesia, no interior do país, o lema "Deus, Pátria e Família" é sagrado. Mas a vida estremece quando na casa dos Correia bate à porta o amor e o desejo de liberdade.

«Apenas um por cento é baseado em memórias e todo o resto na imaginação, mas muitos leitores vão aqui identificar pessoas que conheceram durante a vida, pois os personagens desta trama são gente comum, de carne e osso», avança a autora nas primeiras páginas do romance.
Booktrailer:  https://www.facebook.com/clubedoautor/videos/1359235020779654/

Rating: 3,5/5
Comentário: Parece algo improvável para uma geração que nasceu depois do período do Estado Novo, por muito que este lhe seja descrito, a constatação da ignorância feminina, crescida e educada para existir somente numa bolha de moralidade e bons costumes. No entanto, a vivência pessoal com uma mãe educada pelos avós, cuja correspondência de costumes não se afastam muito dos rectratados aqui neste livro, fez com que a aproximação da ficção à realidade fosse bastante persuasiva.
Cristiana é sem dúvida uma jovem mulher, rodeada das expectativas da família, da sociedade, e de uma vivência já determinada antes dela poder expressar intenções e/ou sentimentos. É também o confronto entre os seus desejos mais íntimos e as possibilidades que lhe são negadas, o retracto de época em meio rural e portanto ainda mais fechado que os locais cosmopolitas, que torna este livro uma leitura de análise e interesse sobre um período da nossa História tão recente, e que ainda assim já há quem o faça por esquecer.
Esse foi sem dúvida o aspecto que mais me atraiu neste livro. A apresentação dos valores sociais e pessoais mediante variados momentos e situações, nas nuances e testemunhos entrelaçados que, ainda que não preponderantes, não deixam de estar presentes para um olhar mais atento. São um ponto forte, uma crítica velada, mas acima de tudo uma análise clara de um momento da nossa vivência enquanto portugueses.
É inevitável não ver a cultura de elevação ao elemento masculino, onde mães, noivas e mulheres em geral consideram os homens que as rodeiam como seres de plenitude, fechando os olhos a falhas e a pecados. Elas, que muitas vezes são as primeiras a apontarem defeitos a si e a outras, num julgamento constante pela elevação moral.
O estilhaçar da moldura perfeita foi conseguido de uma forma delicada mas acutilante, batendo nas articulações certas e revelando ponto a ponto as fragilidades de uma construção societal corrompida por um sistema político, por uma energia de controlo entre pares, e uma presença acérrima dos valores católicos.
Quanto ao romance em si, a Cristiana não é de facto  uma personagem fácil de encarar, mesmo que entendendo a proveniencia da sua ingenuidade. Mas é sentida a sua compreensão do mundo e o abrir de amplitudes que lhe chega com o avançar da trama.
 Quanto ao galã, surge como o sedutor acalorado, com uma preserverança e constituição indutora de novos pensamentos, mais modernos, democráticos, vanguardistas e justos; ao fim ao cabo, a chave de Cristinana para um mundo novo. A exploração do romance ter-me-ia sido mais interessante se o casal não tivesse tido um encantamento quase que platónico e instantãneo (ou não fosse eu pouco crédula nestes ditames do amor) e todo o seu diálogo demasiado romantizado e irrealista para mim. Julgo que tivessem eles travado conhecimento mais prolongado, ou pudessemos ter assistido a mais momentos de convivência que este romance poderia ter sido mais estruturado.
Por fim, não sei se esta era ou não a intenção da autora, mas o fim deixa indícios de que poderá existir uma continuação, e a ser verdade, estou bastante curiosa para saber o desfecho destas personagens, numa sociedade pós-25 de Abril, e com novos desafios e exigências.
Apesar dessa situação, gostei bastante do enredo, vi-me envolvida até à última página e terminei-o em dois dias. Fica a sugestão para uma leitura de verão.

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Opinião: O Ano da Dançarina, de Carla M. Soares


 
O Ano da Dançarina
de Carla M. Soares
 
Edição/reimpressão: 2017
Páginas:392
Editor: Marcador
  





Sinopse: 
No ano de 1918, o jovem médico tenente Nicolau Lopes Moreira regressa da Frente francesa, ferido e traumatizado, para o seio de uma família burguesa de posses e para um país marcado pelo esforço de guerra, pela eleição de Sidónio Pais e pela pobreza e agitação social e política.

No regresso, Nicolau vê-se confrontado com uma antiga relação com Rosalinda, dançarina e amante de senhores endinheirados, e com as peculiaridades de uma família progressista.

Enquanto a Guerra se precipita para o fim e, em Lisboa, se vive a aflição da epidemia e da difícil situação política, a família experimenta o medo e perda, e Nicolau conhece um amor inesperado enquanto trava as suas próprias batalhas contra a doença e os próprios fantasmas.

O Ano da Dançarina é um romance de grande fôlego, histórico, empolgante e profundo, sobre a superação pessoal e uma saga familiar num tempo de grande mudança e turbulência em Portugal.

Rating: 4,5/5
Comentário: Confesso-vos que nem sei bem como começar esta opinião ao mais recente livro de Carla M. Soares, pelo que optei por ir buscar o comentário que escrevi no goodreads mal terminei uma leitura, desenfreada, que me deixou algumas noites de insónias:
"Apesar de ter gostado de vários livros da autora, este foi de facto o que me encheu as medidas e ao qual me rendi. E nem me refiro já ao estilo de narrativa, sempre cuidado e um pouco lírico, com muito embalo e mestria na composição de uma história. Rendi-me porque tenho um fraco por histórias familiares, porque me apaixonei por todas as personagens cuja comparência me soube sempre a pouco na impossibilidade de as desnudar a todas numa história centrada essencialmente num único irmão, porque Lisboa se viveu e respirou nestas páginas e ainda hoje, tantos meses depois de ler um dos primeiros esboços, vários momentos me ecoam na mente quando passo pelos ditos locais. Preencheu-me e deixou-me um pouco vazia também, já com saudades, e um dos que irei estimar e reler de tempos a tempos. a opinião completa sairá em breve no blogue."
Partindo deste ponto, volto a reafirmar que este foi o livro que me rendeu totalmente à escrita da Carla. Já tinha gostado bastante dos anteriores, mais pelo estilo literário do que pelas histórias, que ainda que bem construídas e delineadas contextualmente, me faziam ficar sempre aquém, devido à centralização em casais que nunca me convenceram por completo e a desejar desvendar outras secundárias, com pouco tempo de antena. 
Em o "Ano da Dançarina", para além de um trocadilho genialmente inserido que só descobrirão a meio, todas as personagens têm a oportunidade de brilhar, sobrepondo as fraquezas de umas pela força narrativa eminente de outras. 
A família Lopes Moreira representa um núcleo filial cheio de  laços de fraternidade e carinho, construção colectiva e muitas ramificações de força e sonhos, que poderemos acompanhar com mais detalhe ao longo de quase 400 páginas. Todos, até os mais novos (mesmo que este apareçam em terceiro plano) demonstram ser personagens construídas com personalidade individual, e conquando o leitor se digne a olhar para um por si só, poderá retirar daqui uma experiência de leitura estupenda. 
Um dos factores que achei mais interessantes foi o início desta narrativa, conseguido quase que a media res, dando-nos conta de uma vida já passada, com repercussões presentes, e todo um historial familiar que daria um livro extraordinário por si só. A vida da mãe e do padrasto no Brasil, a vivência societal das duas realidades do atlântico, a I Guerra Mundial e a vivência dos soldados em França junto às trincheiras, todos conjuntos narrativos cheios de nuances que constituiram um puzzle de retalhos unido com primor e muita destreza construtiva. 
Tenho também a dizer quem embora tenha lido esta história ainda em versão experimental, quase meio ano antes do seu lançamento, vi-me completamente embrenhada na narrativa de tal forma que o li em dois dias, com madrugadas pelo meio, e ainda me deixei tocar mais pela narrativa, agora somente na posição de leitora sem qualquer tipo de responsabilidade. Senti-me surpreendida e tocada pela narrativa, de coração cheio com tantas personagens deliciosas de descobrir e plenamente satisfeita com a experiência. 
Como dizia no início, em "O Ano da Dançarina" reúnem-se todas as condições para assumir uma leitura como uma das minhas preferidas:  para além da continuidade da escrita brilhante, segue-se uma contextualiação histórica acertiva e detalhada (e com muita aprendizagem não impositiva pelo meio), uma coerência descritiva e de acontecimentos sucedâneos e personagens que falam connosco e são partes de nós. 
E por falar em personagens, ainda que a nossa perspectiva se centre em Nicolau, é impossível não validar a presença de várias figuras femininas de presença forte, cada uma à sua maneira, e todas senhoras do seu querer e vontade. É um livro que não as exalta por si só, mas que reforça o valor de sonhar alto e de procurarmos corresponder às nossas expectativas, sem olhar a terceiros e sem inibições externas. Não há falta de fibra a nenhuma delas, e a integridade de actuação de todas, em conjunto com os irmãos, demonstra os valores fortes sobre os quais assentou a educação e evolução desta estepe familiar. 
O único momento que continua a não me render na totalidade passa pelo plano do romance, que embora eu já antevisse e até tivesse ficado contente pelo seu seguimento, me pareceu pouco sustentado. Mas esta análise prende-se mais com o meu pragmatismo pouco romantico que procura construção pela convivência e pelos momentos e que torce quase sempre o nariz a declarações de cariz sentimental, por mais sentidas que estas sejam.
À excepção disso, "O Ano da Dançarina" é uma história apaixonante, completa, capaz de nos agarrar de forma conpulsiva à narrativa e com uma série de detalhes aos quais iremos querer olhar com pormenor. Adorei, fiquei com estas personagens gravadas em mim, e que continuam a recorrer-me à memória de tempos a tempos, tendo entrado na lista dos meus livros preferidos. Parabéns Carla, espero o próximo!
 

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Passatempo: "O Grito do Corvo", de Sandra Carvalho (Editorial Presença)

Caros leitores e leitoras,

Continuamos a querer mimar quem não pode deslocar-se à Feira do Livro de Lisboa. E já agora, todos os fãs da Sandra Carvalho que não puderam estar presentes no lançamento do livro "O Grito do Corvo", terceiro e último das "Crónicas da Terra e do Mar", e um dos mais recentes lançamentos da Editorial Presença.

Para quem só agora trava conhecimento com esta trilogia, podem consultar as opiniões aos precedentes "O Olhar do Açor" e "Os Filhos do Vento e do Mar" aqui no blogue. Ainda vão a tempo de lê-los todos e candidatarem-se ao passatempo!

É também em colaboração com a Editorial Presença que vos trazemos a oportunidade de descobrir o desfecho da trilogia que envolve piratas, magia e História de Portugal.  Os Açores e a paisagem verde e atlântica, a magia e a aventura nunca deixam estas personagens que já nos são queridas, e que finalmente vão descobrir o que lhes está reservado.


"Os piratas do Rouxinol veem-se cada vez mais longe de saquear o ouro da galé castelhana Niña del Mar devido aos estragos causados pela violenta tempestade que se abateu sobre o barinel. A descoberta da identidade de Leonor faz com que Corvo queira regressar de imediato aos Açores, para entregá -la à guarda do pai. Porém, a tripulação discorda e o caos instala-se a bordo. O que Leonor mais deseja é lutar ao lado dos companheiros e recuperar a confiança de Corvo. No entanto, Tomás Rebelo continua a precisar dela para alcançar o propósito funesto que o levou a assenhorear-se de Águas Santas. Conseguirá Leonor chegar incólume à misteriosa ilha das Flores, conhecer o Açor e abraçar a irmã, ou acabará abandonada por Corvo, à mercê dos caprichos do abominável Tomás Rebelo?"
 
Não percam mais tempo, preencham o formulário e aguardem pelos resultados!

Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 23 de junho de 2017.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só será aceite uma participação por pessoa.
4) O passatempo abrange todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
5) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
6) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.
7) Todos os dados pessoais guardados, para efeitos de passatempo, serão eliminados após entrega do prémio ao vencedor ou vencedora.

Passatempo: "Amanhece na Cidade", de Filipa Fonseca Silva

Boa noite comunidade leitora!

A Feira do Livro anda ao rubro, e os lançamentos são muitos e variados, assim como as sessões de autógrafos, os concertos, showcookings, horas de conto e muito mais. 

Nós ficámos a pensar em quem não se pode deslocar à Feira e decidimos, em colaboração com a Bertrand Editora, premiar um felizardo ou felizarda com um dos livros lançados em pleno evento. 


 Falamos do livro "Amanhece na Cidade", de Filipa Fonseca Silva, editado pela Bertand Editora.

"Este é um romance repleto de humor, em que através do olhar atento – e bastante indiscreto, quase de voyeur – de um táxi que circula pelas ruas de Lisboa, ficamos a conhecer as histórias de várias personagens. Vidas cruzadas, tragédias e transformações são alguns dos ingredientes deste romance que acaba por ser também uma sagaz crítica aos preconceitos sociais.


Filipa Fonseca Silva, a primeira escritora portuguesa a chegar ao Top 100 da Amazon (E.U.A.), é também autora dos livros O Estranho Ano de Vanessa M. e Coisas que uma Mãe Descobre.

«Os pés, esses, terão de aguentar os saltos excessivamente altos todo o dia. Está irritada consigo própria por ter adormecido naquele lugar e mais irritada ainda por ter gastado todo o dinheiro que tinha em copos e agora ter de ir de metro, quando lhe teria dado muito mais jeito apanhar um táxi. E todo este transtorno por uma noite de sexo banal. Como sei que foi banal? Porque se tivesse sido bom, nada disto importaria. Estaria de sorriso nos lábios e até se esqueceria das dores nos pés. Dificilmente tornarei a vê-la entrar ou sair daquele prédio que não lhe pertence. É apenas mais umas das mulheres que por lá passam.»"
Nós gostamos muito da cidade de Lisboa, com as suas colinas e v
icissitudes, pelo que não podíamos estar mais felizes de vos presentar também com uma crónica do quotidiano de um sistema complexo que é o meio urbano, sem esquecer as suas peças fundamentais: as pessoas.
Preencham o formulário e aguardem pelos resultados. Boa sorte!

Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 18 de junho de 2017.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só será aceite uma participação por pessoa.
4) O passatempo abrange todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
5) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
6) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.
7) Todos os dados pessoais guardados, para efeitos de passatempo, serão eliminados após entrega do prémio ao vencedor ou vencedora.