Mostrar mensagens com a etiqueta 2014. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 2014. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 28 de abril de 2015

Opinião: Uma Fortuna Perigosa, de Ken Follett


Uma Fortuna Perigosa
de Ken Follett
 
Edição/reimpressão: 2015 
Páginas: 568 
Editor: Editorial Presença 
  





Resumo:
Inglaterra, 1866. O verão anuncia-se quente e, numa tarde de maio, um jovem morre afogado numa pedreira inundada de água. O incidente ocorre em Windfield School, uma escola frequentada por rapazes oriundos de classes abastadas, permanece encoberto em mistério conduzindo a uma trágica saga de amor, poder e vingança que envolve sucessivas gerações de uma família de banqueiros.

A história decorre entre a riqueza e a decadência de uma Inglaterra vitoriana, entre a City londrina e colónias distantes. O leitor acompanha a família Pilaster durante o período áureo do império britânico. Ken Follett inspirou-se num caso real de bancarrota ocorrido no século XIX para escrever este romance extraordinário.
Críticas de imprensa
«Um livro fascinante que prende o leitor da primeira à última página... pleno de emoção… grande rigor histórico... suspense permanente.»
Los Angeles Times

«Intrigas políticas e amorosas, assassínios a sangue-frio e crises financeiras… entretenimento genuíno!»
San Francisco Chronicle

«Um livro que deixa o leitor sem fôlego... verdadeiramente cativante.»
The New York Times

Rating: 4/5
Comentário: Há muito que Ken Follett se tornou um dos escritores da minha eleição. Com enredos de encher as medidas e encantar, o autor consegue transportar-nos para os mundos que recria com genialidade, atenção ao pormenor, capacidade de envolvência do leitor e acima de tudo, imaginação pura e com o toque de realismo que atribui aos momentos agridoce das suas estórias a essência da vida. E da ausência de contos de fadas plenos.
Em meses de tremenda ocupação profissional, o tempo e disponibilidade mental para ler andam em baixo. A aproximação a uma dita "ressaca literária" revelava-se a olhos vistos até que "Uma Fortuna Perigosa" me passou pela mão. Afinal, Ken Follett tem o dom de pegar no leitor mais letárgico e de fazê-lo envolver-se nas páginas de um mundo intricado de personagens sedutoras, enredos atrativos e sonhos, muitos sonhos refletidos em rostos e em estórias familiares a desvendar. Um dos grandes pontos fortes de Ken Follett é sem dúvida a sua capacidade de criar personagens com fundamento real, com aspirações e desejos, ambições e crueza, vontade de mudança e paixões, numa constante mistura acre e sedutora, que reforça a natureza cinzenta que alberga o bem e o mal, e que não caracteriza na totalidade ninguém.
Em "Uma Fortuna Perigos", deparei-me com um enredo espectacular, rico, cheio de intriga e de malhas de actuação, com esquemas e romance, crime e suspeita, ganância e poder misturados num único cenário digno de avaliar.
As personagens são como sempre o ponto forte deste livro. Acompanhando as várias gerações de uma família sem se perder pelos caminhos intricados dos saltos temporais, Ken Follet traz-nos uma coexistência de carácteres e vontades que decorrem ao longo de mais de 20 anos, sem que estes se tornem enfadonhos no livro. As diversas passagens temporais também foram assinaladas com classe, de forma que a progressão temporal ainda que registada, não é vista como um momento retorcido. Foram realizados os apanhados necessários para contextualizar o enredo sem repetir elementos temporais, fazendo com o que o avanço de várias décadas ao longo de 500 páginas fizesse sentido e não soasse apressado.
Ao nível do universo de composição, o autor traz-nos dois verdadeiros vilões como já não encontrava há muito! Não porque o seu nível de maldade ultrapasse o que poderia ser considerado minimamente aceitável, mas porque só o olhar atento e pouco pretensioso do leitor ou de uma personagem demasiado perspicaz para sua previdência são capazes de denotar.
Galanteadores, envolventes, dinamizadores e criadores de pólos de atração, estes lobos vestidos de cordeiro trouxeram um elemento-chave ao enredo capaz de manter o leitor agarrado a cada página com um certo fascínio, questionando-se quanto mais tempo uma certa dose de sorte se iria prolongar, querendo simultaneamente vê-los triunfar e falhar.
As restantes personagens secundárias são um doce. Lutadoras, destemidas, com coragem para enfrentar parentes e ambições possivelmente difíceis de alcançar, com a dose certa de força, charme e de ausência do que perder, vemo-las percorrer caminhos íngremes, frágeis, por vezes momentâneos em que só a preserverança e o apego aos valores morais com que foram educadas as tornam mais resilientes às peripécias da vida.
Adorei Hugh, até nos momentos em que algumas construções da sua personagem me pareceram algo forçadas só para atingir os momentos de exaltação certos. Ainda assim, foi uma daquelas personagens facilmente gostáveis, com humor e carisma, e pelas quais torcemos até ao fim. A sua evolução ao longo do livro, acompanhando o decorrer dos tempos e o crescimento do menino franzino e tranquina para um homem adulto de família é deliciosa de ler. As personagens femininas que o acompanham, desde a mãe continuadamente viúva à irmã dócil e fácil de agradar, passando por uma mulher interesseira e por um amor de adolescência são pontos fortes de contrabalanço num livro onde a presença masculina é dominante, ainda que não dominadora.
É um livro que cativa e prende a atenção exactamente pela essência extraordinária que cada uma das personagens transmite. É uma estória bem contada, envolvente e capaz de nos levar pelas mágicas mãos de Ken Follet ao Reino Unido do séc. XIX. Gostei muito e recomendo a leitura!
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Review: The Day of Atonement, by David Liss

The Day of Atonement
by David Liss 


Edition: 2014
Pages: 384
Editor: Random House Publishing Group  




Summary: Sebastião Raposa is only thirteen when his parents are unjustly imprisoned, never to be seen again, and he is forced to flee Portugal lest he too fall victim to the Inquisition. But ten years in exile only serve to whet his appetite for vengeance. Returning at last to Lisbon, in the guise of English businessman Sebastian Fox, he is no longer a frightened boy but a dangerous man tormented by violent impulses. Haunted by the specter of all he has lost—including his exquisite first love—Foxx is determined to right old wrongs by punishing an unforgivable enemy with unrelenting fury.

Well schooled by his benefactor, the notorious bounty hunter Benjamin Weaver, in the use of wits, fists, and a variety of weapons, Fox stalks the ruthless Inquisitor priest Pedro Azinheiro. But in a city ruled by terror and treachery, where money and information can buy power and trump any law, no enemy should be underestimated and no ally can be trusted. Having risked everything, and once again under the watchful eye of the Inquisition, Fox finds his plans unraveling as he becomes drawn into the struggles of old friends—and new enemies—none of whom, like Lisbon itself, are what they seem.

Compelled to play a game of deception and greed, Sebastian Fox will find himself befriended, betrayed, tempted by desire, and tormented by personal turmoil. And when a twist of fate turns his carefully laid plans to chaos, he will be forced to choose between surrendering to bloodlust or serving the cause of mercy.

Rating: 3/5
Review:  Before I start talking about this book I have to tell I received this copy through Netgalley in exchange of a honest review. And I will start asking Random House to change the letters font because the one adapted to this book was difficult to read and finishing it was more difficult. 
Sebastian Fox isn't a new character for me. I had the chance to read some of his adventures in the past in another David Liss's book. For that reason I was particular curious about the origins of this - bold and always in trouble - man. It started very well. Seeing David in Lisbon, a city I know so well, was great and specially easy to image. The boy before all the adventures added a particular interest to the story and created a great dynamic surrounding the future consequences. The journey to the United Kingdom and the return to Lisbon was well explained and gave the readers the clues to make our attention aware of a minimum transformation near new and old characters. The passage to the city was again interesting. I was ready to see the action start and all the revolutions Sebastian was taking on  with the objective of revenge. The introduction of some new faces was nice and made the book's content more balanced. Even so, starting the middle I felt the story wasn't floating to a good port. The narrative got slower and and it was a little of all the same. Even the relationship between characters that could be amazing (all the angst, love, passion, fear and desires were there) felt a little bit passive and there was the need of a little strength to promote the drama that happened during the final 100 pages. I was expecting to enjoy it much more and it was kind of disappointing, since I enjoyed a lot the previous ones. However, I still had a good time reading it and that's why I´m giving it a 3 stars. I wanted to make a more detailed review but without spoilers it´s not possible so I prefer to end it here.

Nota: Para quem não lê em inglês e se interessou pelo livro, The Day of Atonement chega a Portugal pelas mãos do Clube de Autor em Outubro, com o título "Expiação".


 
Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usualy find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Review: Murder Most Unladylike, by Robin Stevens

Murder Most Unladylike: [A Wells And Wong Mystery #1] 
by Robin Stevens 
Release year: 2014 
Pages: 352 
Editor: Random House Children's Publishers UK
Summary:
When Daisy Wells and Hazel Wong set up their very own deadly secret detective agency at Deepdean School for Girls, they struggle to find any truly exciting mysteries to investigate. (Unless you count the case of Lavinia's missing tie. Which they don't, really). But then Hazel discovers the Science Mistress, Miss Bell, lying dead in the Gym.

Rating: 4/5

Review:
I personally blame Enid Blyton for my love of boarding school books. That being said there's something about a plot setup against a boarding school that just catches my eye. I specially like all girls boarding schools because I like female main characters, I believe they have so much to offer. I also love crime novels which means that for me this book was a match made in heaven.
I have been meaning to read a crime novel for quite sometime now but I also wanted to read a good children / teen book. Murder Most Unladylike was just the right thing so I could kill two birds with one stone. This is also the first book in the Wells and Wong Mystery series and two more books are expected to hit the shelves on 2015, the second one in January 29th and the third one in July 30th.
Daisy and Hazel have a Detective Society together that is, of course, most secret and they go around the school solving petty mysteries that don't match their capacities, this is until the day Hazel discovers their Science Mistress dead on the Gym and the body mysteriously disappears before anyone (but Hazel) has the chance to see it. Now the whole school thinks Miss Bell has left for a better job except for the Detective Society who, for the first time in forever, have a true crime in their hands.
I have to admit I really enjoyed reading this novel. It's not absurdly complicated and there's some elements of luck to it that aren't abused of after all one has to think about the setting (time and space) which is rather limited, a boarding school isn't that big (this isn't Hogwarts we are talking about), and the fact that the book takes place in 1934 helps to create a more slow atmosphere for developments (no Google for you Hazel!).
I also enjoyed that Daisy and Hazel were well written for their ages, with the typical teen/friend fights and quick reconciliations, and without some mystical understanding "beyond their years" that some characters tend to have in novels. All and all the plot was well developed, even if sometimes it seemed to go stale (after all you don't make ground breaking discoveries everyday) and the whole subtle sub-plot left me wonder if there was anything else happening in Deepdean School for Girls.
And you figure out the crime you will be rather surprised! (I was!) Which was good because sometimes you can have a lot of built up for nothing which wasn't the case.
As I said in the beginning of this review this is the first book in a series and I am now very curious as to see what Daisy and Hazel have in store in Arsenic for Tea and First Class Murder both already in my "to-read" list.
The only thing I have to complaint about is how the american cover is pink? Why is it pink when it's so pretty in blue? Where they trying to make this a "girlish" book? I really have no idea. I love the blue cover and I also rather enjoyed the silhouette theme (that keeps on going for covers two in three in yellow and red).
The 29th January can't come soon enough so I can get my hands on the second volume of this series!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Review: Of Things Gone Ashtray, by Janina Mathewson


Of Things Gone Astray
by Janina Mathewson 


Edition: 2015
Pages: 288
Editor: Harpen Collins UK / The Friday Project 




Summary: 
Mrs Featherby had been having pleasant dreams until she woke to discover the front of her house had vanished overnight …
On a seemingly normal morning in London, a group of people all lose something dear to them, something dear but peculiar: the front of their house, their piano keys, their sense of direction, their place of work.
Meanwhile, Jake, a young boy whose father brings him to London following his mother’s sudden death in an earthquake, finds himself strangely attracted to other people’s lost things. But little does he realise that his most valuable possession, his relationship with his dad, is slipping away from him.
Of Things Gone Astray is a magical fable about modern life and values. Perfect for fans of Andrew Kaufman and Cecelia Ahern


Rating: 3/5

Review: I will start this review by saying that I received an online copy of this book through Netgalley in exchange of a honest review. With this clarified let's keep going. I didn't quite remember the summary of this book when I started reading it so it was almost like going in a adventure to the unknown. It was nice to get into a book which actions were occurring in London, since I'd visited the city recently and it was like being back without leaving home. "Of Things Gone Astray" follows different people who somehow lost different and peculiar things during one morning: from an house's front wall to the ability to get free of some memories, there is a lot to consider. Each chapter is focused on a different character and we get the chance to analyze every single life and understand the importance of the missing pieces in their lives. It is an incredibly well written book and and a luxury to end 2014 reading such quality in a book.
The fantasy or eccentric moments registered in the book are more than a "magical fable about modern life and values". They represent problems of nowadays with origin in the modern society that are somehow forgotten in all the tasks and duties of everyday life but that can change our lives forever. It is also a beautiful warning call directed to everyone following the need to don´t forget the impact that small actions can have not only on each person live but also in all the people that are surrounding them. And it's also a warning to be really alive, without all the mortifying curtains of responsibilities, duties and needs that have the power to change our dreams and even to extinguish them. Unemployment, loneliness, familiar relationships, love relationships, long careers, the power of obligations, everything is analyzed by metaphors with so many details and particularities and just make this book a small beauty.
Another interesting aspect are the connections between all the characters that were done discretely without being obvious and unnecessary. Their connection was a special construction built by some nuances, creating more than a few details in each report without making it forced or strange.
However there were a few problems to me and that´s why I can´t give this book more than 3 starts. I understood all the logic of the book's creation but specially at the beginning the composition of everybody's story was a little but disconnected, like lego pieces that really didn't matched. It loosed a bit of logic and the cohesion of the book was compromised. The other small problem I had was the end of the book. Once again I understood the metaphor and what was being discussed. It made sense to me and I actually liked but even so it was ruched and there was missing some kind of final point to justify all the reading process until that moment.
Even so I have to congratulate Janina Mathewson because I enjoyed the book quite much, the book cover is just beautiful and I am interested on reading more from her. Not bad from a debut from new author!

 
Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usualy find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Opinião: A 5ª Vaga, de Rick Yancey

A 5ª Vaga
de Rick Yancey 

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 400
Editora: Editorial Presença 





Resumo: 
A 5ª Vaga, o volume que dá início à trilogia com o mesmo nome, é uma obra-prima da ficção científica moderna. É um épico extremamente original, que nos apresenta um cenário de invasão extraterrestre do planeta Terra como nunca antes foi escrito ou sequer imaginado. Nesta narrativa assombrosa, uma nave extraterrestre fixa-se na órbita da terra, à vista de todos mas sem estabelecer qualquer interação. Até que, subitamente, uma gigantesca onda eletromagnética desativa todos os sistemas da Terra, e todas as luzes, comunicações e máquinas deixam de funcionar. A esta primeira vaga seguem-se outras, num crescendo de violência que devasta grande parte da humanidade.

Será este o fim da existência humana sobre a Terra? Haverá ainda alguma salvação possível? A 5ª Vaga é um thriller de alta voltagem, com todos os ingredientes para se tornar um grande clássico da literatura fantástica universal.

- Finalista na categoria de Fantasia para Jovens Adultos: Goodreads Choice Awards, 2013
- Finalista dos Children´s Choice Book Awards na categoria Teen Book of The Year 2014


 «Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»

Rating: 4,5/5 

Opinião: Como é que eu não tinha lido isto antes? Como é que eu não tinha lido isto antes? Como é que eu não tinha lido isto antes? Não, de facto não são erros de tipografia. Estou de facto estupefacta com este livro, o que é dizer muito!
Começo por dizer que todas e quaisquer estórias que possam estar à espera de ver descritas ou criadas, já foram inventadas. Hoje em dia é muito complicado imputar um ponto de pura originalidade na literatura, porque os enredos são os mesmos de muitos, só com novas personagens, contextos e perspetivas. Nessa perspetiva, o misticismo das invasão extraterrestre não é novidade e tem sido explorado pelo mundo literário e cinematográfico nas mas mais variadas formas, desde o invasor simpático à procura de voltar para casa até ao exterminador implacável capaz de devastar a Humanidade em prol de uma destruição massiva ou ocupação de um planeta apetecível. Seja o que for, não estava por aí além curiosa com este livro. A ideia de repetição pairava-me na cabeça cada vez que lia a sinopse e parecia-me um livro a saltar. Mal posso dizer como estava enganada e estou tão arrependida por não me deixar vencer às evidências mais cedo! A 5ª Vaga abre o ano de 2015 com uma experiência de leitura fantástica e justifica todos os reconhecimentos literários que lhe têm sido atribuídos dentro do género literário dos jovens adultos (YA), especialmente em 2013 através do Goodreads (que ainda valendo o que vale, é para mim um dos prémios mais significativos de reconhecimento do trabalho de um autor, nem que seja pelas massas que o seguem e classificam positivamente os seus livros).
Para começar, está muito bem escrito: corrente, com linguagem acessível, atractiva e estimulante, tem a capacidade de nos agarrar desde a primeira página e nos obrigar a continuar a virá-las a uma velocidade vertiginosa (não descansei enquanto não lhe vi o fim!).
Rick Yancey tem um sentido de humor soberbo que soube passar para as suas personagens e dei por mim a rir com um livro que não tinha esse propósito. Ainda assim, foi impossível não reagir ao sarcasmo das personagens e ao humor negro de sobrevivente que já não tem com o que rematar a devastação pela qual está a passar senão com um humor quase que mórbido mas tão adequado (nunca me vou esquecer do urso para "matar extraterrestres com miminhos", entre outras. Assim pode não ter piada, mas no contexto vão ver como são excepcionais) que não se pediria diferente. Este é sem dúvida um dos pontos mais fortes no livro.
Todas as vozes são muito humanas, reais, complexas, com nuances e derivações: a nenhuma personagem é negada a fragilidade do equilíbrio entre o bem e o mal, entre a necessidade do sacrifício e da realização de acções impensáveis que garantam a sobrevivência, à capacidade de magoar e de destruir mas também de arriscar por uma única vida, de combater o medo, a loucura, a falta de esperança com recobros de força, destreza e vontade. Adorei cada uma delas, desde a Cassie (que é uma proganista espectacular, a anexar à minha lista de preferidas) - lutadora de mão cheia, com garra, um toque lunático derivado da situação que se encontra a viver mas com vontade de encarar as adversidades de frente; ao Ben - atormentado pelos fantasmas do passado, com valores justos e correctos, e uma esperança de morrer convicto aos seus valores; o pequeno Sammy -que só apetece aconchegar no colo e retirar do sonho mau que a criança vive até ao Evan - complexo, com muitas camadas e nuances, mistérios mas simultaneamente tão claro e transparente que é impossível não vê-lo e senti-lo.
Outro dos pontos de originalidade do livro passa pela apresentação directa de todos os dados do jogo. Em nenhum momento nos julgamos com falta de ferramentas ou em certa parte entediados com aquelas reviravoltas que nunca chegam a sê-lo porque já as desvendámos desde o início. Rick Yancey diz-nos exactamente o que estamos a ver, sem nos fazer perder o interesse em acompanhar o desenrolar da estória e das interligações de personagens, e que talvez por isso se tornam mais próximas do leitor. É uma vantagem poder ler estas evoluções e cria sem dúvida uma surpresa pelo factor de diferença.
Quanto à temática principal, não estava à espera de gostar tanto, sinceramente. Mais uma vez, não é um tema que já não tenha sido explorado de todos os ângulos e perspectivas, mas conseguiu cativar por não querer ser demais mas atribuir o nível certo de mistério, angústia, medo e devassidão necessários. A ideia das ondas é intrigante assim como da pré-selecção que ocorrerá a meio do livro e sobre a qual não irei falar. No entanto, restaram-me algumas questões que não sei se serão falhas do autor neste primeiro livro (e que virão justificadas nos próximos) ou "acasos" colocados propositadamente na nossa frente para despertar a atenção dos leitores para o desenrolar da trama nos próximos dois livros. Em todo o caso, fiquei sem entender algumas justificações e tenho aqui algumas dúvidas para partilhar com quem já leu este livro, pelo que quem já o tiver feito, por favor contactem-nos por mensagem privada por facebook! Quero muito debater a questão do "vermelho" e "verde" - quem já leu perceberá.
Para os restantes que adoram o género YA: comprem, peçam emprestado, procurem na biblioteca local, não interessa - simplesmente corram a ler este livro.

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Top 10 Leituras 2014

  Não podíamos acabar o ano sem olhar para o que lemos ao longo de 2014, para as leituras felizes e as que nos desgostaram, para os livros viciantes e para os que retornaram para a prateleira mais cedo, para os fins de sequelas e inícios de novas trilogias, assim como para as leituras que ansiamos para 2015.

 Deste modo, voltamos ao nosso habitual TOP 10, e relembramos que ele se traduz nos 10 livros que cada uma mais gostou de ler durante 2014. Alguns inserem-se nesta lista por serem livros incrivelmente bem escritos, outros porque nos deram prazer em lê-los (fossem ou não grandes obras literárias), e como tal ela vale o que vale. Ainda assim, para todos os que tiverem opinião publicada no blog ao longo do último ano, podem consultar as opiniões mais detalhadas nos links. Sem mais demoras, aqui ficam os nossos TOP´s (sem ordem hierárquica):

TOP 10 da Catarina
 - Murder Most Unladylike, de Robin Stevens;
- Doll Bones, de Holly Black
- Thief´s Magic, de Trudi Canavan
- The Disreputable History of Frankie Landau-Banks, de E. Lockart
- Miss Pettigrew Lives for a Day, Winifred Watson
- Touch of Power, de Maria V. Snyder
- Spindle´s End, de Robin McKinley
- Miss Rumphius, de Barbara Cooney
- The Gates, de John Connolly
- Legend, de Marie Lu (Edições ASA / 1001 Mundos)

TOP 10 da Cláudia
- Longbourn - Amor e Coragem, de Jo Baker (Editorial Presença)
- O Caso Jane Eyre, de Jasper Fforde (Editora Guerra & Paz)
- O Inverno do Mundo, de Ken Follett (Editorial Presença)
- The Girl Who Saved the King of Sweden, de Jonas Jonasson
- Academia de Vampiros, de Richelle Mead (Edições Contraponto)
- Article 5, de Kristen Simmons
- Lola and the Boy Next Door, de Stephanie Perkins
- A Todos os Rapazes Que Amei, de Jenny Han (Topseller) - Opinião para breve!
- Um Caso Perdido, de Collen Hoover (Topseller)
- Weird Things Costumers Say in Bookshops, de Jen Campbell

E que 2015 comece com leituras ainda melhores!!

Opinião: A Rapariga que Salvou o Rei da Suécia, de Jonas Jonasson





The Girl Who Saved The King of Sweden
de Jonas Jonasson

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 432
Editora: Harper Collins Publishers 


Resumo:
From the author of The 100-Year-Old Man Who Climbed Out the Window and Disappeared comes a picaresque tale of how one person's actions can have far-reaching-even global-consequences On June 14, 2007, the king and the prime minister of Sweden went missing from a gala banquet at the royal castle. Later it was said that both had fallen ill, but the truth is different.

The real story starts much earlier, in 1961, with the birth of Nombeko Mayeki in a shack in Soweto. Nombeko was fated to grow up fast and die early in her poverty-stricken township, be it from drugs, alcohol, or just plain despair. But Nombeko takes a different path. She finds work as a housecleaner and eventually makes her way up to the position of chief advisor, at the helm of one of the world's most secret projects. Here is where the tale merges with then diverges from reality. South Africa developed six nuclear missiles in the 1980s, then voluntarily dismantled them in 1994.

This is the story of the seventh missile, the one that was never supposed to have existed. Nombeko Mayeki knows too much about it, and now she's on the run from both the South African justice system and the most terrifying secret service in the world. The fate of the planet now lies in Nombeko's hands. Jonasson introduces us to a cast of eccentrics: a nerve-damaged American Vietnam deserter, twin brothers who are officially only one person, three careless Chinese girls, an angry young woman, a potato-growing baroness, the Swedish king and the prime minister. Quirky and utterly unique, The Girl Who Saved the King of Sweden is a charming and humorous account of one young woman's unlikely adventure.

Rating: 3,5/5 

Opinião: Jonas Jonasson tem um sentido de humor peculiar que adorei desde a primeira página. Não leio muitos livros de autores nórdicos (nem sei se Jonas não terá sido o primeiro) e portanto não consigo decifrar se se trata de uma questão cultural (à semelhança do humor britânico) se do brilhantismo do autor. Seja como for, o mérito é-lhe reconhecido. Julgo que algumas pessoas poderão não se identificar tanto com a forma como o autor incute momentos divertidos e caricatos no enredo, assim como a forma como os descreve, mas eu diverti-me com eles e alguns fizeram-me sorrir.
Este é um livro dotado de personagens diferentes, complexas e muito humanas, todas à procura de algum tipo de redenção, seja o direito à existência, a liberdade, a capacidade de ocultação ou de desafio às bases estruturais de uma sociedade que nem sempre compreende aqueles que não encaixam nas normas e no que é considerado normal (ou até mandatário quase). 
Nombeko é uma personagem muito fácil de gostar, desde os seus primórdios 12 anos em que a inteligência e acutilância a levam longe, passando pela capacidade de lidar com ligeireza e esperteza perante situações mal resolvidas, conflitos por si não criados e todas as situações caricatas que o destino lhe colocou nas mãos. A sua sagacidade (demonstrada de forma bastante discreta e quase despercebida) é bastante interessante, especialmente quando em contacto com outras personagens trágico-cómicas, como o engenheiro ignorante ou o trio de irmãs chinesas despreocupadas cujas tramas complicam só com um piscar de olhos.
Os Holder são personagens engraçadas, destinadas a gerar a análise paradoxal dos mesmos acontecimentos com carisma, ignorância, humor (e muita falta dele) e acima de tudo, coragem para modificar de forma intencional (ou não), racional (poucas vezes) e com muita convicção (e confirma-se, tanto para um como para outro gémeo). Situações indesejáveis serão transpostas num outro nível de criatividade, loucura, engenho e acima de tudo, momentos inesperados. 
Deste modo, a junção destas três personagens com todas as que os desafiam e a eles se juntam, pelas situações inesperadas e improváveis (quase impossíveis) acabam por tornar este livro uma pequena delícia, que não irá agradar a todos, mas que está muito bem escrito, com originalidade, capacidade de entreter e nos ocupar assim como validar uma horas bem passadas. Foi uma das últimas leituras de 2014, e fica aconselhado!


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Vencedores do Passatempo de Natal



Boa tarde,
 
Não podíamos acabar o ano sem revelar os resultados do nosso fantástico passatempo de Natal. É sempre bom oferecer livros, criar packs que julgamos ser do vosso interesse e acima de tudo, libertar espaço nas estantes para os livros do próximo ano! E como tal, aqui ficam os tão esperados vencedores:

Pack 1 - Helena Pereira, de Lisboa
Pack 2 - Vera Dantas, de Figueiredo
Pack 3 - Neuza Perpétuo, da Figueira da Foz
Pack 4 - Sílvia Afonso, de Riachos
Pack 5 - Rute Ferreira, de Castelo Branco

Aos restantes, fiquem atentos aos passatempos de 2015 e Boas Entradas!

domingo, 21 de dezembro de 2014

Opinião: A Seleção, de Kiera Cass





A Seleção
de Kiera Cass 

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 292
Editora: Marcador 






Resumo: 
Para trinta e cinco raparigas, A Seleção é a oportunidade de uma vida.
É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.

No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes.

Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou.

«Um verdadeiro conto de fadas. Encantador, cativante e com a quantidade certa de emoção!»
Kiersten White, autora bestseller do The New York Times

Rating: 3/5 
Opinião:  Depois de tantos zumzuns pela internet, de comentários sobre a trilogia e sobre a autora, estava curiosa com o enredo de "A Seleção" (ainda que numa primeira instância, toda a ideia de "concurso de beleza" que é o que ao fim ao cabo está aqui retractado num paralelismo neste mundo literário jovem adulto, não me agrade particularmente).
Começo por dizer que Kiera Cass escreve mesmo para o público-alvo indicado. É uma escrita leve, sem grande complexidade (por vezes até banal) mas que entretém e distrai, tornando o livro muito fácil e agradável de ler.
Quanto ao conteúdo, esperava uma maior contextualização do mundo em que se inserem as personagens, embora ainda tenha esperança que a temática seja aprofundada no próximo volume da trilogia, atendendo à interveniência de personagens "terciárias" que funcionam como ruído de fundo em "A Seleção".
Sabemos que Illéa é criada como um reino com base em algumas premissas, que nos indicam que em tempos idos existia uma estrutura mundial com países (existe uma referência à Casa Branca) mas nunca conseguimos propriamente contextualizar temporalmente o enredo. Se em parte parece tratar-se do mundo contemporâneo, outros elementos significantes apontam-nos para uma realidade mais...rudimentar. Espero conseguir desvendar o "mistério" nos próximos volumes. Ainda assim, a estrutura por números (ou quase castas, verdade seja dita) poderia ter sido já explorada numa contextualização geral, a qual faltou.
Quanto às personagens, America é uma miúda com valores e a cabeça no lugar, ainda que por vezes tome decisões que ninguém consegue perceber. As suas motivações são demonstradas como justificativo de algumas das suas acções, mas geralmente numa fase mais adiantada. É uma rapariga dedicada à família e ao trabalho, mas que pretende brilhar e sonhar mais alto, ainda que seja dentro das imposições que a sociedade em que ela se insere criou. A ida para o palácio será sem dúvida uma grande mudança, motivada por considerações diferentes das restantes 34 candidatas, o que em parte poderá ou não sair em seu favor. Os primeiros contactos com o príncipe Maxon são um pouco clichê, ou até já esperados, atendendo à sinopse e ao que a autora poderia ter feito de original. Mas enquadra-se na temática e no género literário, e por isso não desgostei necessariamente do que ela fez. Gostava de ver um pouco mais explorado o processo de selecção e o que as concorrentes de facto fazem no seu dia a dia que não a partilha do que fizeram individualmente nos encontros com o príncipe, atendendo a que essa é a temática principal do livro e passamos pouco tempo com elas fora do foco das luzes. De qualquer forma, sendo um livro contado na primeira pessoa, percebo o destaque para America. Penso que os desenvolvimentos finais do livro vão ser interessantes de explorar no segundo volume, assim como todo o secretismo e a importância dos rebeldes ou a realidade do impacto de ocupar um cargo real que assentará em breve em cima do Príncipe Maxon e da sua escolhida. Ainda que com algumas falhas, estou ansiosa por ler o próximo! ;)

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Review: Little Lies, by Liane Moriarty





 Little Lies 
by Liane Moriarty 


Edition: 2014
Pages: 480
Editor: Penguin Books (UK) 

Summary: 
She could hear men and women shouting. Angry hollers crashed through the soft humid salty summer night. It was somehow hurtful for Mrs Ponder to hear, as if all that rage was directed at her . . . then she heard the wail of a siren in the distance, at the same time as a woman still inside the building began to scream and scream . . .
When a harmless quiz night ends with an act of shocking violence, the parents of Pirriwee Public School can't seem to stop their secrets from finally spilling out. Rumours ripple through the small town, as truth and lies blur to muddy the story of what really happened on that fateful night . . .

Rating: 3.5/5 

Review:
I was curious about this book and since the launch of the Lian's first book in Portugal, I have wanted to read something of hers. Little Lies promotes a mystery, something interesting to be discovered before the final and keep us focused on the story while we try to figure out what happened.
For a start the beginning was strange and catchy. A group of adults being questioned about a murder. We don´t quite understand if they are talking to a police officer or to a journalist (I will not reveal which one is it) and of course all the chats, rumors and misunderstands make it more spontaneous and original.
As the storys progresses there were other moments like this, especially in the beginning of each chapter, creating some attention points to what was going to be explained after all.
Kids are always good... at least is what we usually tell ourselves. So it was fun to watch the seeds of all the drama being created by a child as well as all the following moments - determined by a small person without (maybe) intention to do what was done.
The beginning of trio's friendship was fun to watch and added the right almond of drama, entertainment and deep to the story, without creating a major drama around the personal dramas of any of the three women. All of them had their bunch of problems happening and it was easier to have access to them by the telling on a first person point of view. While the story goes further, my ideas started stretching up giving some clues about the identity of the person murdered. In the end, it was a little bit obvious and predictable. I was expecting a bigger surprise but even so I understand the path Liane created and I enjoyed the book quite much and I'm curious to see what she will write next.
I am afraid to write more about this book because it will be spoilery and future readers probably would not enjoy it as much as I did the other way.
Even so I must notice that Liane's writing style is easy to read and very light which fits that moments when we want to read something interesting but relax our minds.
 
Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usualy find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O Natal somos nós - Pack 1


Não podíamos ter um passatempo Natal sem o constante apoio da Editorial Presença. Mais uma vez, este pack natalício é constituído por dois exemplares, um juvenil (YA) e um infantil. A "5 Vaga" tem feito um enorme sucesso e "A Minha Mochila dos Dinossauros" é um livro todo interactivo que certamente irá agradar os mais pequenos.

«Estejam atentos as todas as novidades editoriais e promoções da Editorial Presença aqui»

Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

O Natal somos nós - Pack 2


Para os mais aluados, talvez seja boa ideia habilitarem-se a este passatempo. Boa sorte e concorram até 25 de Dezembro!

Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

O Natal somos nós - Pack 3


Este pack foi realizado graças a mãos amigas que nos sabem grandes leitoras, e que às vezes nos deixam miminhos cá em casa. Não sendo das nossas preferências literárias, preferimos dar-lhes uma nova casa. Boa sorte!

Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabiliza pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

O Natal somos nós - Pack 4


O Pack 4 promete fantasia mas também...algum sangue. Ou será que não? Esta é uma opção agradável para quem gosta de vários géneros literários. Entretanto, há que reforçar que os livros estão no original - inglês.

 Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabiliza pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

O Natal somos nós - Pack 5


O 5º Pack do passatempo de Natal tem em sorteio dois exemplares adquiridos em lojas de caridade do Reino Unido (estando por isso em inglês). Direccionados para a ficção e o thriller, habilitem-se a ganhar "When Will There Be Good News?" e "The Memory Keeper´s Daughter"!

Regras:

1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

Passatempo de Natal: O Natal somos nós!

O Natal é uma época muito especial para muita gente, e mesmo para quem não celebra o Natal, há várias datas festivas que nos acompanham durante este mês. Seja como for, qualquer altura é boa para receber prendinhas, e aqui estamos com mais um Mega Passatempo! Desta vez, com menos prémios que anos anteriores, mas ainda assim, recheado e com a possibilidade de gerar 5 vencedores!
E, dentro do espírito natalício, decidimos fazer perguntas bastante genéricas baseadas no título que demos aos packs. São perguntas fáceis e de conhecimento geral e que, caso não saibam a resposta basta perderem cinco segundos no google para a acharem.

Sem mais demoras vamos aos packs!
(Cliquem nas imagens para irem para os posts e poderem participar!)

Pack 1: Um pack YA e infantil!
  http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-1.html

Pack 2: Um pack lunário!
http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-2.html

Pack 3: Um pack carpe dium!
http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-3.html

Pack 4: O pack cortem-lhe a cabeça!
http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-4.html

Pack 5: O pack notícia de última hora!
http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-5.html

Atenção:
Os livros dos packs 2 e 3 vieram das nossas bibliotecas pessoais e estão estimados. Os livros dos packs 4 e 5 vieram da loja de caridade Barnardos : Believe in Children e ajudaram a contribuir para a criação de actividades infantis que incluem crianças com deficiências.

Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.
6) O Encruzilhadas Literárias relembra que os participantes são sempre avisados quando os livros oferecidos são em segunda mão e nunca sorteia livros usados que não correspondam aos nossos critérios mínimos de qualidade. Se os participantes não desejarem receber livros em segunda mão, agradecemos que se abstenham de participar nos packs 2 a 5.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Opinião: O Sexo ao Longo dos Tempos: Debaixo dos Lençóis da História Universal, de Karen Dolby

 O Sexo ao Longo dos Tempos: Debaixo dos Lençóis da História Universal 
de Karen Dolby

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 224
Editora: 20|20

Resumo:
Reis, rainhas, papas, imperadores, presidentes, santos e filósofos, todos farão a sua aparição neste relato fascinante e surpreendente da história do sexo.
Há quarenta mil anos, o homem pré-histórico lutava para sobreviver à Idade do Gelo e vivia em cavernas. Enquanto travava uma batalha pela sua vida, ainda conseguiu arranjar tempo para esculpir figuras voluptuosas para nenhum outro fim que não o seu próprio prazer.
Mas nem só os homens e as suas artimanhas sexuais fizeram história. Sabe-se que Messalina, mulher do Imperador romano Cláudio, chegou a gerir um bordel onde a própria trabalhava usando um nome falso.
O sexo foi sempre uma parte importante da vida do ser humano em todos os níveis da sociedade.
Contudo, a atitude em relação ao sexo mudou radicalmente depois de Santo Agostinho e do seu conceito de «pecado original». O seu novo conjunto de regras rígidas, considerando o sexo aceitável apenas dentro do casamento, abriu as portas à «culpa»? e a mil formas de nos divertirmos com ela.
Porque na verdade todos temos «aquilo» no pensamento a toda a hora.
Em O Sexo ao Longo dos Tempos, Karen Dolby leva-nos numa viagem divertida e maliciosa pelos episódios mais sombrios e perversos do sexo no decurso da História. Irá encontrar uma imensa variedade de figuras bem conhecidas, da Antiguidade ao século XX, em peripécias da vida real que farão corar mesmo os mais atrevidos.
Divertido e por vezes alucinante, este livro esclarecedor irá mudar a sua visão sobre a história do sexo ao longo dos tempos.

Rating: 4/5 

Opinião: Sempre gostei de História e "perdi" (ou ganhei) muitas tardes da minha infância/adolescência em volta de enciclopédias e livros, documentários e filmes  que abordagem algum aspecto histórico, desde as sociedades clássicas até à atualidade. Quando descobri a publicação deste livro pela Editora 20|20 fiquei curiosa. Não é já tabu a abordagem da sexualidade nas diferentes sociedades, mas de facto não conheço muitas compilações que abordem a evolução histórica da tomada de consciência do sexo como um dos pilares da sociedade.
Não é um livro de profunda investigação, ainda que tenham sido consultadas e consideradas várias fontes bibliográficas, servindo mais para informar e dar umas nuances do papel da sexualidade desde tempos primórdios até à atualidade, especialmente avaliando as avaliações e transformações ao longo do tempos. 
O livro centra-se essencialmente na Europa, pelo que poderia ter explorado mais aprofundadamente outras culturas para o mesmo período temporal. Acho também que se deu um grande enfoque em Inglaterra e França, o que gerou um certo desequilíbrio na análise geral enquanto História Universal. Ainda assim, foi um esforço bem conseguido quanto ao prestar esclarecimentos sobre factos que me eram desconhecidos, com um certo potencial de entretenimento e de aprendizagem. 
Devo dizer que por vezes não houve um grande balanço também entre momentos de explicação e descrições biográficas de personagens que por muito que elucidassem o que tinha sido explicado até então sobre determinados assuntos apareciam de enfiada.
Ainda assim, gostei bastante deste livro, acho que cumpre os requisitos a que se propõe, expondo momentos caricatos da história da Humanidade e descrevendo várias questões da vida prática das várias sociedades com pormenores interessantes, descrições contextualizadas e vários momentos descritivos. No que respeita a Londres, o facto de ter visitado recentemente a cidade facilitou a construção de uma visão mental dos locais de outra época utilizados para diferentes propósitos da actualidade. Desde as zonas mais "decadentes" conhecidas como locais de prostituição de rua, aos bordéis e pubs mais duvidosos de Convent Garden, assim como as indiscrições de políticos e homens e mulheres da aristocracia em vários parques da cidade. Outras questões interessantes como a hierarquia do mercado do sexo, a homossexualidade (com descrições de algumas relações conhecidas, apesar da ilegalidade desta orientação sexual), o papel das amantes dos reis na definição de estratégias geopolíticas assim como a história de mulheres mais banais (como a ama que se tornou secretamente rainha, ou a limpa-chaminés que viveu um casamento de 20 anos em segredo) tornaram o livro bastante rico em pormenores, descrições e explicações de caricaturas de uma realidade que passa despercebida nos livros convencionais da História Universal, mas que saem valorizados e destacados nesta recolha factual de Karen Dolby. No final, diria que este livro serve como abertura de apetite à curiosidade para quem se interessar pelo tema e quiser aprofundar conhecimentos.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Opinião: Will & Will, de John Green e David Levithan


 
Will & Will
de John Green e David Levithan 

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 308
Editora: Edições ASA 






Resumo: 
Evanston não fica muito longe de Naperville nos subúrbios de Chicago, mas os jovens Will Grayson e Will Grayson bem que podiam viver em planetas diferentes. Quando o destino os leva à mesma encruzilhada, os Will Graysons veem as suas vidas a sobreporem-se e a seguirem novas e inesperadas direções. Com um empurrão de amigos novos e velhos - incluindo o enorme e enormemente fabuloso Tiny Cooper, jogador ofensivo na equipa de futebol americano da escola e autor de musicais - Will e Will embarcam nas suas respetivas aventuras românticas e na produção épica do musical mais extraordinário da história.

Rating: 3/5 
Opinião: John Green e eu temos uma relação difícil: ou gosto muito dos livros dele (e só me aconteceu com um até  hoje) ou detesto. Já David Levithan tem sido uma curiosidade constante ao longo deste último ano, e uma comichão literária da qual me queria livrar rapidamente. Tive a oportunidade de me estrear com ele neste livro escrito a 4 mãos e acho que não me arrependo. Quando o iniciei, não me apercebi que havia uma divisão dos autores e que cada um iria apadrinhar um Will. Ainda assim, a escrita de John Green (a única que conhecia até então) está patente e é reconhecida por quem o lê ou já leu com alguma frequência. Denotam-se as nuances filosóficas de jovens com uma atitude quase que desinteressada sobre o mundo (e que geralmente são os que mais sentem de facto os impactos que tudo e mais alguma coisa pode ter nas suas vidas), perdidos dentro de si mas com uma capacidade de observação arguciosa. Já o Will de Daviv Levithan é um rapaz com várias camadas e muito humano. Trouxe ao livro linguagem crua, sensibilidade, um lado negro, dificuldade em exprimir-se (pelo menos quando fora do seu mundo controlado e restricto), intensidade (bastante!), transformação e geralmente incapacidade de manifestar-se ao mundo como a pessoa que é, com todas as suas ideias e convicções.
Will & Will  é um livro que demonstra que com coincidências ou sem elas, a vida às vezes prega-nos partidas e que pequenas acções e momentos podem ter uma acção transformadora na vida de alguém. Um encontro que não acontece, duas pessoas com o mesmo nome reunidas na mesma praça, novas e potenciais relações a surgirem? É improvável, mas não impossível. E Will e Will descobrem que ainda que nada os faça parecidos, com a excepção do mesmo nome, se calhar procuram pelo mesmo: aceitação dos seus pares. Tive pena que eles não tivessem mais destaque e que entretanto o livro acabasse por rondar muito a personagem de Tiny Cooper, que terá um efeito de união entre as outras duas personagens, mas com algum exagero e desfasamento da realidade. A personagem acaba por ser pouco sentida para o leitor e em vários momentos acabou por tornar-se uma caricatura e a mensagem do livro mais intransponível e difícil de passar. Ainda assim, a aceitação está presente em todas as páginas porque acaba por comprovar que não existe um modelo de redenção e que cada um é tal qual como é.
No entanto, o fim do livro por exemplo, foi para mim bastante disparatado e sem nexo e quase que pedia que um deles acordasse e me dissesse que se tratava de um sonho. Percebo a entoação que foi dada às situação e o que se esperava dela, mas achei excessiva.
Por outro lado, as personagens que rodeiam os dois Will são interessantes e podiam ser tão mais exploradas! Desde o grupo que rodeia o Will N.º 1 e Tiny Cooper, aos amigos (vamos chamar-lhe assim) geek do clube de matemática do Will N.º 2, todos eles mereciam mais tempo de antena.
Não obstante, foi um bom livro de entretenimento e que passa a mensagem que às vezes o que é para ser não o é, que a vida dá voltas e coloca pessoas no nosso trilho sem o esperarmos, que é preciso confiar no outro e sair do nosso casulo e que no fim de contas, a adolescência é uma das melhores (e piores!) fases da nossa vida, que as amizades e as suas construções tornam a vivência diária mais rica e que no fim de contas, andamos todos a tentar da melhor forma mas ninguém tem a fórmula secreta da vida ou sabe como colocá-la em prática.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Resultado do Passatempo: Maze Runner - Cura Mortal (Editorial Presença)



Boa noite,

Mais um dia, mais um passatempo! Após participações muito renhidas, o último volume a ser editado em Portugal da saga Maze Runner, da responsabilidade da Editorial Presença, seguirá caminho para....Beja!


Parabéns Helena Bracieira!

Boas leituras e estejam atentos ao blog!

Resultado Passatempo: Galveias, de José Luis Peixoto


E após uma grande aventura geográfica e anulação de participações que não cumpriam os requisitos do passatempo conseguimos, finalmente, apurar o vencedor.

O exemplar que tínhamos para oferecer de Galveias por José Luís Peixoto vai para:

Catarina Santos - São João das Lampas

Parabéns e boas leituras!