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sábado, 23 de março de 2019

Opinião: Sono, de Haruki Murakami



Sono

de Haruki Murakami

 
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 96
Editor: Casa das Letras




Sinopse: «Há dezassete dias que não durmo.» Assim tem início a história que Haruki Murakami imaginou e escreveu sobre uma mulher que, certo dia, deixou de conseguir dormir. Pela calada da noite, enquanto o marido e o filho dormem o sono dos justos, ela começa uma segunda vida. E, de um momento para o outro, as noites tornam-se de longe mais interessantes do que os dias... mas também, escusado será dizer, mais perigosas.

Rating: 4/5
Comentário: O idílico de um período de sono satisfatório é um dos celeumas da sociedade moderna. Ou não existissem clínicas especializadas em ensino e tratamento do sono. Haruki Murakami soube pegar  na questão e criar uma novela alegórica e surrealista que valida a dormência causada pelo quotidiano e a desconexão ao mundo real, enquanto simultaneamente joga com o mistério da noite para consolidar a narrativa.
Partindo das maleitas de uma noite mal resolvida, de um pesadelo que nada mais é do que um grito de ajuda para a superação da inoperância do dia-a-dia, "Sono" é uma canção escrita às sombras do que somos e do que poderíamos ser. É também uma vontade de valorizar o que nos é mais importante, especialmente a essência única que nos compõe e que fica perdida entre as responsabilidades e constantes papéis que devemos assumir. Esquecendo o mais importante, que é a nossa identidade.
É também uma chamada de atenção para o que temos diante de nós e que acaba por passar despercebido. Pela necessidade de realmente olhar para as pessoas que temos defronte de nós e vê-las por inteiro. E eliminar distracções que inibam o reconhecimento da presença do outro.
Simultaneamente, apresenta um lado mais pragmático ligado precisamente aos aspectos físicos e biológicos da privação de sono. Que acabam precisamente por ter um papel de extrema importância para o desfecho da narrativa.
Todas as realizações são acompanhadas de ilustrações lindíssimas, que só por si contam uma história própria, e cujas nuances e fluidez reforçam e fazem crer que a vida é movimento e continuidade, seja em formato for.


Se estiverem interessados, o livro está hoje em promoção na Leya com 30% de desconto. Aqui fica o link.



Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Opinião: Jonathan Strange & o Sr. Norrell, de Susanna Clarke



Jonathan Strange & o Sr. Norrell
de  Susanna Clarke
 
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 736
Editor: Casa das Letras
  




Sinopse: 
Há séculos, quando a magia habitava Inglaterra, houve um mago que se distinguiu entre todos os outros. Chamou-se Rei Corvo, foi criado por fadas e, como nenhum outro, soube conjugar a sabedoria desses seres com a razão humana. Só que tudo se alterará a partir do momento em que um rei louco e alguns poetas mais arrojados fazem com que a Inglaterra deixe de acreditar na magia. O que acontecerá até meados do século xix, quando o solitário Senhor Norrell, de Hurtfew Abbey, que faz andar e falar as estátuas de catedral de York, acredita que poderá ajudar o governo de Sua Majestade na guerra contra Napoleão.
Já em Londres, Norrell encontrará Jonathan Strange, um jovem, rico e brilhante (mas também arrogante), que descobre por acaso que é um mago, tornando-se seu discípulo. Os feitos de ambos haverão de maravilhar a velha Inglaterra. Até ao momento, no entanto, em que a parceria, que parecia destinada ao sucesso, virará rivalidade. É que, fascinado pela figura sombria do Rei Corvo e atraído pela sua «insensata busca» por magias há muito esquecidas, Jonathan haverá de pôr em causa tudo o que Norrell mais estimava.
Jonathan Strange e o Sr. Norrell é, pois, um romance «elegante, mordaz e absolutamente arrebatador», envolvido em grande mistério e beleza, e que agarra o leitor até à última página.

Rating: 3,5/5
Comentário: Susanna Clarke levou anos até finalizar "Jonathan Strange & Mr Norrell. O que se compreende pelo tamanho e complexidade de história que ela construiu. Talvez por isso também tenha dado por mim a terminá-lo somente ao fim de alguns meses.
Ao finalizar este livro consegui perceber porque é já considerado um dos clássicos da literatura moderna. A autora não nos traz uma história mas um completo universo, com variantes paralelas, numa mescla constante entre o realismo mágico, o mundo espiritual e o fantasmagórico, sempre associado a alegorias, morais, valores, segredos e intrincadas diplomacias do que é viver num Reino Unido conservador, mas com acesso a um mundo mágico premente, em desuso e pouco explorado.  Nem o Mr Norrell nem Jomathan Strange (ou para ser honesta, qualquer uma das personagens) são gostáveis, mas a ligação entre entre ambos é o motor de ignição para uma trama minuciosa e, porque não dizer, algo vertiginosa.
A acção decorre também numa dimensão histórica, com elementos da História da Europa e do Mundo que constam em qualquer manual escolar, e por esse motivo, e pela forma como está escrito, denuncia uma realidade que não é a nossa mas que o parece.
Mais para mais, esta é uma das particularidades mais interessantes do romance, já que aliando a esse facto, a autora escreve o livro como se tratasse de uma crónica documental da vida destas personagens, apelando a uma veracidade que não existe mas que não nos convence.
É aliás, a existência de várias notas de rodapé (que por vezes ocupam metade das páginas, se prolonga para as seguintes, e contam notas paralelas), que ajudam a intrincar a teia que compõe este romance.
Quando aos elementos mágicos, eles têm algo de sinistro e macabro, assim como ameaçador. Esperaria que o Rei da Magia fosse um tipo diferente de vilão (se é que ele se enquadra bem no seu papel), mas a sua personagem ajuda a compor este mundo de brumas e incerteza, sendo também a ponte para se criarem as metáforas necessárias para chamar a atenção dos comuns mortais que, tudo o que advenha com facilidade traz custos (alguns elevados) que têm de ser bem medidos antes de qualquer tomada de decisão e iniciativa.
É uma leitura densa, as personagens não são simples, mas vale a pena o investimento.
As descrições são bastante reais, os detalhes explorados com vigor e a relação de cada peça do puzzle montada com a subtileza necessária para criar vários enlaces e nos demonstrar como seria o nosso mundo se nele existisse a magia do Sr. Norrell e do Jonathan Strange.



 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Novidade: Outlander - A Viajante, de Diana Gabaldon


OUTLANDER - A VIAJANTE
de Diana Gabaldon
824 páginas

«Estava morto. No entanto, o seu nariz palpitava dolorosamente, coisa que lhe era estranha, dadas as circunstâncias.»
Assim começa o terceiro livro da série OUTLANDER, em que ficamos a saber que, afinal, Jamie Fraser não morreu no campo de batalha de Culloden. De volta ao século XX, Claire fica em choque com a notícia de que Jamie está vivo, mas, muito mais que isso, fica radiante. Ouvimos a história de Jamie, como ele mudou, tentando alcançar uma vida a partir dos pedaços da sua alma e do país que deixou para trás, e o breve relato de Claire sobre os 20 anos que passaram desde que o deixou em Culloden, enquanto Roger MacKenzie e Brianna, filhos de Claire e Jamie, se aproximam das pistas do passado, numa busca incessante por Jamie Fraser. Será que o podem encontrar? E se o conseguirem, Claire voltará para ele? E se ela o fizer… o que se sucederá?
Dos fantasmas de Samhain nas terras altas da Escócia para as ruas e bordéis de Edimburgo, do mar turbulento e das aventuras nas Índias Ocidentais, percorremos páginas de história repletas de revolta, assassínio, vodo, fetiches, sequestros, e um sem-número de inúmeras aventuras. Por detrás de todas elas, porém, jaz a questão de Jamie:  «Quereis vós levar-me, Sassenach? E arriscar o homem que sou em prol do homem que era?»
Diana Gabaldon é uma escritora americana de ascendência mexicana e inglesa. Licenciada em Zoologia, mestre em Biologia Marinha e doutorada em Ecologia, foi professora universitária durante 12 anos, mas acabou por ser a escrita a conquistá-la. Atualmente, dedica-se exclusiva­mente a escrever e a sua série de sucesso Outlander, publicada em 26 países e 23 línguas, está a ser adaptada à televisão. Gabaldon vive em Scottsdale, Arizona, com a família. 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Novidade: Lost Boys, de Lilian Carmine

LOST BOYS
de Lilian Carmine
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 492
Editor: Casa das Letras
Resumo:
O destino juntou-os, mas será que também os separará?
Acabada de mudar de cidade, Joey Gray sente-se um pouco perdida, até que conhece um misterioso e atraente rapaz perto da sua nova casa. Mas Tristan Halloway não é o que aparenta ser à primeira vista. E há uma razão muito especial para ele andar a vaguear por entre as sepulturas do cemitério da cidade…
Mais do que uma história sobrenatural, Lost Boys fala sobre o amor absoluto, a música e a amizade. Conhece Joey Gray e os seus rapazes enquanto embarcam na maior aventura das suas vidas!
Fenómeno dos EUA – 33 milhões de downloads em 6 meses (originalmente publicado em e-book)

domingo, 3 de novembro de 2013

Novidades: Casa das Letras

A Estação dos Ossos
de Samantha Shannon
N. Páginas: 496
Resumo:
2059. Paige Mahoney tem dezanove anos e trabalha no submundo do crime da Londres de Scion, na zona dos Sete Quadrantes, para Jaxon Hall. O seu trabalho consiste em procurar informações invadindo a mente de outras pessoas. Paige é uma caminhante de sonhos, uma clarividente - e, no seu mundo, no mundo de Scion, comete traição pelo simples facto de respirar. Está a chover no dia em que a sua vida muda para sempre. Atacada, drogada e raptada, Paige é levada para Oxford - uma cidade mantida em segredo há duzentos anos e controlada por uma raça poderosa, vinda de outro mundo, os Refaim. Paige é atribuída ao Guardião, um Refaíta com motivações misteriosas. Ele é o seu mestre. O seu professor. O seu inimigo natural. Mas, para Paige recuperar a sua liberdade, tem de se deixar reabilitar naquela prisão onde tem por destino morrer.

 A Misteriosa Mulher da Ópera
Autor: Vários
N. Páginas: 300
Resumo:
Um desafio. Sete autores. Catorze mãos. Sete personagens inesquecíveis. Uma única história. Uma trama arrebatadora que contém de tudo, desde crimes misteriosos, o fantasma de uma avó violinista, flûtes de champanhe, um gato persa chamado Psiché que por vezes se vê obrigado a fazer de pêndulo de Foucault, uma caixa de violino suspeita de assassinato, uma taberna onde se canta o fado em Xabregas, e amor, amor em catadupas, uma grande paixão, desencontros terríveis, equívocos inexplicáveis, reencontros inesperados. A aventura vai das avenidas de Paris, à Rua Heróis de Quionga, ao Teatro Nacional de São Carlos, ao cais de Xabregas e a um cacilheiro que parte para Veneza deixando um cadáver para trás.

domingo, 11 de agosto de 2013

Opinião: A Noite de Todas as Almas, de Deborah E. Harkness

A Noite de Todas as Almas
de Deborah E. Harkness
Edição/reimpressão: 2011
Páginas:704
Editor: Casa das Letras
Resumo: 
Num final de tarde de Setembro, quando a famosa historiadora de Yale, Diana Bishop, abre casualmente um misterioso manuscrito medieval alquímico há muito desaparecido, o submundo mágico de Oxford desperta. Vampiros, bruxas e demónios farão tudo para possuir o manuscrito que se crê conter poderes desconhecidos e pistas misteriosas sobre o passado e o futuro dos humanos e do mundo fantástico. Diana vê a sua pacata vida de investigadora invadida por um passado que sempre tentou esquecer: ela é a última descendente da família Bishop, uma longa e distinta linhagem de bruxas de Salem, marcada pela morte misteriosa dos pais quando era criança. E do meio do turbilhão de criaturas mágicas despertadas pela redescoberta do manuscrito surge Matthew Clairmont, um vampiro geneticista de 1500 anos de idade, apaixonado por Darwin. Juntos vão tentar desvendar os segredos do manuscrito e impedir que caia em mãos erradas. Mas a paixão que cresce entre ambos ameaça o frágil pacto de paz que existe há séculos entre humanos e criaturas fantásticas... e o mundo de Diana nunca mais voltará a ser o mesmo...
Uma história arrebatadora que mistura História, magia, aventura e romance. Para os leitores de Dan Brown, J.K. Rowling, Stephenie Meyer e Elizabeth Kostova.

Rating: 3/5 
Opinião:
 Este livro é daqueles que me desenvolve uma relação de amor ódio que não tem explicação. Mas já devia saber. A contracapa apresenta-o como sugestão por parte da Publishers Weekly, a todos os que gostaram de "A Historiadora" e "A Sombra do Vento". Ora eu desisti de um e nunca tive interesse pelo segundo, de modo que esta enunciação deveria ter sido o suficiente para me colocar de pé atrás. Mas gosto de dar oportunidades, e nunca ligo nenhuma às citações de contracapa, quando provenientes de revistas e não de críticos/ autores a título pessoal. Se calhar é um bocado snobe, mas fiquemos-nos por aqui, porque esse não é o foco deste texto. E aviso já que a crítica que se segue pode não ser tão isenta de spoilers como habitualmente. Quase de certeza que não o será.

Em primeiro lugar, tenho que dizer que gosto da forma como a Deborah escreve. Esse é o grande impulsionador que me fez ler as 700 páginas numa semana. No entanto, este livro deveria ter tido outro trabalho de preparação, porque muitas vezes vi palha que não interessava e os clichés são sucessivos e aparentemente inevitáveis.

Acho que começa bem, capta o leitor, gera interesse e passa-se no mundo moderno, actual, real, com as respectivas repressões do sobrenatural. Pareceu-me interessante e manteve-se curiosa. Mas depois passamos cerca de 200 páginas onde exactamente NADA acontece, a não ser a contar e recontar os dias enfadonhos que Diana passa a executar na biblioteca e as pesquisas que efectua. Percebo a necessidade de contextualização, mas tinha mesmo que decorrer de forma tão prolongada onde os acontecimentos foram semelhantes, onde os ciclos eram iguais, sem qualquer tipo de evolução? Confesso que por vezes fui saltando páginas, porque já não queria saber as qualidades sensoriais de mais nenhum vinho, porque, enfim, não pretendo seguir carreira como enóloga.

Temos por fim uma nova alteração que pode despertar o interesse. Fê-lo comigo quando estava prestes a desistir do livro. Mas depois é aqui que entram os clichés todos que me fizeram revirar os olhos umas quantas vezes. Ainda assim, consegui aguentá-los, dado que o livro é de 2011 a tipologia das situações apresentadas representa em pouco o que estava na moda há dois anos para o género literário em causa. Acho que podia ter sido melhor aproveita a sucessão de informação sem fim e os momentos de acção para criar uma maior interligação entre ambos. Mas a grande maioria das coisas apresentadas geraram interesse e quis saber mais sobre elas, pelo que acho que essa foi a fase do livro em que avancei mais rápido.

O fim não foi de todo inesperado, mas o que mais me divertiu. O elemento da mudança de cenário para outro mais divertido ajudou a quebrar a monotonia da leitura e a abrir portas para o próximo volume, através do aumento do suspense.

Finalizando a minha opinião com uma análise breve das personagens, acho que está composto um óptimo quadro. As tias de Diana são hilariantes e um dos pontos fortes desta narrativa. Gostei do génio do Hamish e da perspicácia de Miriam e Marcus, sem negar a aura de mulheres guerreiras de Marthe e Ysebeau. Com personagens tão interessantes, bem que algumas páginas podiam ter sido dedicadas a desvendá-las de forma mais eficaz, do que a saber em pormenor o que dizia o livro X que a Diana utilizaria na sua apresentação da conferência de Novembro....

Quanto ao casal principal, é sempre a mesma história, e pergunto-me quantas mais vezes teremos de ter o mauzão protector, cheio de segredos não partilhados, perturbado mas profundamente enamorado, que será o "macho-alfa"/comandante (e sim, isto está mesmo escrito no livro) ao qual todos devem de obedecer de olhos fechados e sem questionar. O mesmo para Diana, que sendo tão independente e forte, acaba por fazer tudo o que ele quer, obrigando os que estão em sua volta a submeter-se ao mesmo jugo.

Depois disto, é caso para me perguntarem afinal porque é que dei 3 na opinião? Bem, no fundo porque apesar de tudo, eu até gostei de o ler. E pretendo ler o próximo, de uma forma nada masoquista. Aguardo que a narrativa melhore, que a acção se desenvolva de forma mais fluída, e que não tenhamos sempre de andar a apanhar os pedaços de informação que a autora nos dá, para compor o puzzle que ela não soube transcrever completamente para o papel.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Opinião: Catarina, a Grande, de Silvia Miguens


Catarina, a Grande  
de Silvia Miguens
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 308
Editora: Casa das letras

Resumo:  Em 1762, o czar Pedro III é alvo de uma conspiração, acabando por morrer.
A sua mulher, Catarina, sucede-lhe como imperatriz tornando-se, aos trinta e três anos, «Sua Majestade, Catarina II, imperatriz única e soberana de todas as Rússias». O seu reinado revitalizou a Rússia, transformando-a numa das maiores potências europeias.
Os seus sucessos dentro da complexa política externa são sobejamente conhecidos assim como as represálias, por vezes violentas, aos movimentos revolucionários. Conferiu maior poder à nobreza e aos senhores da terra, constituindo o seu reinado o ponto alto da aristocracia russa. Poucas mulheres geraram tanta controvérsia em redor de si como Catarina, a Grande. Inteligente, culta, autoritária, sagaz, apaixonada, grande estratega e envolta em todos os tipos de conspirações da corte, a imperatriz que governou a Rússia com punho de ferro é, sem dúvida, um dos principais intervenientes na agitação política do século XVIII, que mudou a História do Mundo. Esta emocionante narrativa, que não deixa de fora o rigor histórico, revela as vivências e a intriga palaciana e pessoal da grande imperatriz, a sua peculiar e intensa vida sexual, os seus medos, as suas deficiências e os seus fracassos.

 Rating: 3/5


Comentário:  
Quando se lê esta sinopse, não esperamos iniciar este livro de Sílvia Miguens através da infância de uma das mais conhecidas, temidas e importantes figuras da História da Rússia e, porque não dizê-lo, da Europa, à luz do seu tempo. Figuens, como foi sempre tratada carinhosamente pela ama Babet ao longo de toda a vida (por sua insistência) deixou de ser rapidamente menina, à semelhança de muitas outras princesas, para conseguir adaptar-se e captar as influências de uma nova corte, estranha, um pouco temível, e gerida por um clima de instabilidade, que a arrancou dos braços da inocência para um casamento arranjado com um arqui-duque com comportamentos desprezíveis, à sua vista. É com a morte de Isabel II e com a subida ao trono do seu marido, que surgem uma série de oportunidades de reverter o quadro de infelicidade plena e de tomar as rédeas do poder (mas também da condução de um império desgovernado pelas loucuras de um Imperador que não quer nem sabe governar. Catarina irá fazer-se valer de aliandas poderodas, de correspondências com alguns dos maiores pensadores da Europa iluminista, e revolucionária (ainda que nem sempre concorde com eles) e ligar-se a uma série de amantes.

A composição semelhante à escritura de memórias jogou um pouco contra este livro. Acho que nunca consegui ver a personagem realmente como Catarina, a Grande, porque o tom inserido era sempre de grande ingenuidade, quase como se os diversos caminhos por ela tomados fossem obra do acaso e não de sua decisão e poder. Não passa para o leitor a mulher forte, desenvencilhada, culta e sedenta de saber, poder e controlo.
Por outro lado, se por vezes perdemos muito tempo junto das intrigas da vida palaciana, no seguimento de momentos que interessavam perceber, como conflitos europeus e nas estratégias diplomáticas tomadas em contexto geopolítico, perdem-se todos os momentos. São referidos de passagem, e teriam todo o sentido se o relato fosse contado a alguém da época ou com um enorme conhecimento da história do czarismo da Rússia. Para quem gosta de história, mas não a conhece de trás para a frente, por vezes a introdução destes elementos é confusa e atabalhoada ( várias vezes parei porque queria perceber realmente o contexto e o que tinha acontecido).
Temos também a introdução repentina de personagens, que logo saem de cena, porque houve uma evolução temporal, muito despachada. Estas localizações temporais são também dispersas. Lembro-me que a determinada altura Catarina, a Grande refere estar no seu país de acolhimento há 8 anos, embora para além dessa referência não há nada que o relate (pensamos até terem-se passado apenas uns meses após o seu casamento).
Ainda assim, acho que não foi uma questão de erro de escrita ou incapacidade da autora, mas mais uma jogada criativa. De facto, e lendo este livro (que não deixa de ser uma obra ficcional), é possível imaginar a Czarina, ou Mãezinha a redigi-lo, ela própria refere várias vezes que se deveria dedicar às memórias que numa fase inicial escrevia para um tio apaixonado, mas que a acompanharam para o resto da vida. E, em jeito de diário, ninguém faz uma referência enquadratória do contexto do seu quotidiano, simplesmente o que se viu, viveu e sentiu. E nesse aspecto, este livro cumpre com o seu objectivo.

É um romance histórico, não garanto que todos possam gostar deste formato nesse contexto, mas não deixa de ser original.



Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Rubrica: A Vida Imortal de Henrietta Lacks, de Rebecca Skloot

A Vida Imortal de Henrietta Lacks
de Rebecca Skloot
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 416
Editor: Casa das Letras
Resumo:
O seu nome era Henrietta Lacks, mas os cientistas conhecem-na como HeLa. Era uma pobre assalariada numa plantação de tabaco, trabalhando a mesma terra do que os seus antepassados escravos. Mas as suas células - retiradas sem o seu conhecimento - tornaram-se numa das ferramentas mais importantes na Medicina: as primeiras células humanas «imortais» da ciência. Ainda estão vivas hoje, embora Henrietta tenha morrido há mais de sessenta anos. As células HeLa foram vitais para o desenvolvimento da vacina contra a poliomielite; contribuíram para os avanços médicos em relação ao cancro, aos vírus e aos efeitos da bomba atómica; ajudaram nas descobertas médicas importantes, como a fertilização in vitro, clonagem e mapeamento de genes; e, consequentemente, foram compradas e vendidas através de contratos multimilionários. No entanto, Henrietta Lacks permanece praticamente desconhecida.

Rating: 3,5/5

Comentário: 
HeLa. Uma pessoa comum, sem estudos na área da ciência, pouco saberá o que esta palavra significa mas esta talvez seja uma das maiores descobertas cientificas dos últimos anos.
A verdade é que ninguém pensa nas pessoas por detrás das descobertas cientificas, nos seus sentimentos e nos seus motivos. Afinal todos sabemos o que é a gravidade e como actua, mas porque estava Newton sentado debaixo de uma árvore? A teoria de Evolução é realmente fantástica mas porque embarcou Darwin numa expedição de 1 ano (se é que sabem que ele embarcou)?
Lembro-me de estar numa palestra sobre células cancerignas, a falar sobre a sua replicação e aplicações no dia de hoje quando a professora perguntou "se alguém sabia quem era Henrietta Larcks?".
Talvez seja embaraçoso confessar que numa turma de 400 alunos apenas um levantou a mão. Sem palavras,  sem dúvida devido ao choque, a professora desafiou-nos a ler o livro. Eu li. Percebi o porquê. E agora desafio a todas as pessoas a fazer o mesmo. Porque não é preciso ser cientista para ler sobre alguém que tanto fez pelo mundo. Este livro leva-nos a conhecer Henrietta Larcks e é só.
Rebecca Skloot muniu-se de perguntas e de uma vontade enorme de descobrir quem era Henrietta e conseguiu, ao longo das páginas deste livro, contar-nos a sua história como se a tivesse realmente conhecido, como se estivesse estado com ela. Para mim foi como ler um romance, uma história mágica e assustadora (um pouco como no cinema quando aparecem aquelas fatídicas letras que dizem "baseado numa história verídica") onde descobri quem foi Henrietta e o seu contributo para o mundo.
Sim, este livro leva-nos a conhecer Henrietta Larcks e é só. E no entanto, é ao mesmo tempo muito mais.



Gaby
Sobre a autora:

Companheira de aventuras de Hércules e conselheira da Taylor Swift, a Gaby divide o seu tempo entre ver filmes e ouvir música. De vez em quando lá pega num livro para ler, não porque não gosta mas porque finalmente achou algo que lhe interesse. É uma verdadeira groumet literária. Caso queiram saber mais sobre ela podem ver o seu tumblr aqui.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Novidade: Da Horta Para A Mesa – Boa Comida, Boa Vida, de Cláudia Sousa Villax

Da Horta Para A Mesa – Boa Comida, Boa Vida
de Cláudia Sousa Villax
Nº Pags: 240
Editora: Casa das Letras
Resumo:
Da Horta para a Mesa - Boa Comida, Boa Vida é uma iniciação ao prazer de cultivar, colher e cozinhar os nossos próprios legumes. Um livro que nos aproxima da terra e da natureza e que nos mostra como os ingredientes naturais requerem pouco esforço para serem transformados em pratos frescos, saborosos e autênticos. Encontramos aqui dicas de como cultivar uma horta biológica de verão, ideias para tirar o máximo partido dos legumes, receitas simples, leves e deliciosas preparadas com os produtos da estação e perfeitas para os dias mais quentes. Este livro surge de um projecto em que envolve uma pequena comunidade junto de Marvão, onde desenvolveram uma horta comunitária com a venda dos produtos biológicos aos amigos e vizinhos. A família da Cláudia Villax pouco ou nada sabia sobre o trabalho de campo e foram os “residentes mais idosos” que ensinaram tudo, desde a poda as árvores, as plantação dos legumes e colheitas dos mesmos. Por sua vez, a aurora com a sua experiência de trabalho encontrou formas de promover a zona e dar a conhecer os produtos da região.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Novidades LeYa : Janeiro 2013

REGINA E MARCELO: UM DUETO DE AMOR
de Ana María Cabrera
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 160
Nas livrarias a 18 Janeiro
Resumo:
Buenos Aires, 1899.
Com um ramo de rosas vermelhas e brancas começa uma grande história de amor. Ela é Regina Pacini, uma jovem soprano portuguesa; ele é Marcelo T. de Alvear, aristocrata argentino, amante do bel canto.
Desde a primeira vez em que a ouve cantar, Marcelo fica enfeitiçado pela sua voz. Durante anos segue-a pelas salas mais famosas da Europa, inundando-a de flores, presentes e promessas de amor. Por fim, conquista o seu coração – doravante, ela cantará só para ele.
O casamento causou escândalo na sociedade de Buenos Aires, que não concebia que um dos seus solteiros mais cobiçados se casasse com uma artista estrangeira. Mas eles persistiram e viveram um intenso amor, embora permeado de momento amargos.
Quando Marcelo T. de Alvear assume a presidência da nação em 1922, Regina torna-se a primeira-dama da Argentina

A Captura de Abdel Karim
de Francisco Serrano 
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 419
Nas livrarias a 25 Janeiro
Resumo:
Livro baseado numa viagem pelo Norte de África durante o ano de 2011, em plena primavera árabe. Um retrato de revoltas popular que derrubou regimes autoritários e mudou o mapa político do norte de África e o Médio Oriente.
Quatro capítulos. Quatro países:  Argélia, Tunísia, Líbia e Egipto.

É a exploração em jornalismo narrativo de uma região agitada pela convulsão revolucionária.




Na Sombra do Destino 
de J.R. Ward 
Editora: Casa das Letras
Páginas: 748
Nas livrarias a 25 Janeiro
Resumo:
Os romances da Irmandade da Adaga Negra, de J. R. Ward, apresentaram aos leitores um mundo diferente, criativo, obscuro, violento e completamente incrível. Enquanto os guerreiros vampiros defendem a raça dos seus assassinos, a lealdade de um macho para com a Irmandade será posta à prova – e a sua perigosa natureza será revelada.
John Matthew percorreu um longo caminho desde que o encontraram a viver com os humanos, desconhecendo, por completo, a sua natureza vampírica. Quando foi resgatado pela Irmandade, ninguém podia imaginar qual era a sua história ou a sua verdadeira identidade. Na realidade, Darius, o Irmão caído, retornou, mas com um rosto diferente e um destino completamente marcado. Quando uma violenta vingança pessoal arrasta John até ao coração da guerra, ele terá de contar não só consigo próprio mas também com quem ele foi antes. Só assim poderá enfrentar e erradicar o mal encarnado.
Xhex, uma assassina symphath, há muito que lutava contra a atração que sentia por John Matthew. Já tendo perdido um amante para a loucura, ela não permitirá que nenhum outro homem que ame fique preso na escuridão da sua vida perversa. Contudo, ambos descobrem que o amor, tal como o destino, é inevitável para as almas gémeas.


A Fórmula do Amor
de Alex Rovira & Francesc Mirales 
Nas livrarias a 25 Janeiro
Páginas: 336
Editora: Edições Asa
Resumo:
“Poucos se atrevem a ver com os seus próprios olhos e a sentir com o seu próprio coração.” Albert Einstein
Existe uma força poderosa que pode mudar a nossa conceção do universo e da própria vida. Albert Einstein descobriu-a através de uma equação matemática. Estranhamente, decidiu mantê-la secreta. Mas a bela e enigmática Sarah e o desencantado Javier estão decididos a desvendar o último enigma de Einstein. A sua única pista: a filha secreta do génio alemão, que pode possuir a chave do mistério. De Zurique a Belgrado e Nova Iorque, Sarah e Javier seguem os passos do cientista mais famoso de todos os tempos, numa missão perigosa e surpreendente. O que ignoram é que a sua aventura em busca da Grande Revelação será acima de tudo uma viagem à descoberta das profundezas de si próprios… 
Uma experiência metafísica e iluminadora, um romance que nos abre as portas de um mundo invisível e transformador: o nosso coração.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Novidade: Catarina, a Grande, de Silvia Miguens

Catarina, a Grande
A vida apaixonante da Imperatriz de todas as Rússias
de Silvia Miguens
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 308
Editor: Casa das Letras
Resumo: 
Em 1762, o czar Pedro III é alvo de uma conspiração, acabando por morrer. A sua mulher, Catarina, sucede-lhe como imperatriz tornando-se, aos trinta e três anos, «Sua Majestade, Catarina II, imperatriz única e soberana de todas as Rússias».

O seu reinado revitalizou a Rússia, transformando-a numa das maiores potências europeias. Os seus sucessos dentro da complexa política externa são sobejamente conhecidos assim como as represálias, por vezes violentas, aos movimentos revolucionários. Conferiu maior poder à nobreza e aos senhores da terra, constituindo o seu reinado o ponto alto da aristocracia russa. Poucas mulheres geraram tanta controvérsia em redor de si como Catarina, a Grande. Inteligente, culta, autoritária, sagaz, apaixonada, grande estratega e envolta em todos os tipos de conspirações da corte, a imperatriz que governou a Rússia com punho de ferro é, sem dúvida, um dos principais intervenientes na agitação política do século XVIII, que mudou a História do Mundo.

Esta emocionante narrativa, que não deixa de fora o rigor histórico, revela as vivências e a intriga palaciana e pessoal da grande imperatriz, a sua peculiar e intensa vida sexual, os seus medos, as suas deficiências e os seus fracassos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Opinião: Percy Jackson e a Batalha do Labirinto, de Rick Riordan

Percy Jackson e a Batalha do Labirinto
de Rick Riordan
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 376
Editor: Casa das Letras
Resumo:
 Percy está prestes a começar o ano lectivo numa escola nova. Ele já não esperava que essa experiência fosse muito agradável, mas quando teve de enfrentar um esquadrão de líderes de claque tão esfomeadas quanto demoníacas, imediatamente se apercebeu que tudo podia ficar muito pior.
Nesse quarto volume da série Percy Jackson, o tempo está a esgotar-se e a batalha entre os Deuses do Olimpo e Cronos, o Senhor dos Titãs, está cada vez mais próxima. Mesmo o acampamento dos meio-sangues, o porto seguro dos heróis, torna-se vulnerável à medida que os exércitos de Cronos se preparam para atacar as suas fronteiras, até então impenetráveis. Para detê-los, Percy e seus amigos semideuses partirão numa jornada pelo Labirinto — um interminável universo subterrâneo que, a cada curva, revela as mais temíveis surpresas.

Rating: 4/5

Comentário: 
Este comentário poderá conter informações dos livros anteriores!

Gostaria de começar esta crítica dizendo que este é sem dúvida um dos melhores livros da série. Após o aparecimento do Minotauro no primeiro livro, Percy enfrenta agora o Labirinto que encerrava o mesmo. Creio que foi o Labirinto me cativou neste livro, assim um pouco como no livro Maze Runner, pois tenho um certo fascínio pelos mesmos. Mas tenho a dizer também que a maneira como Rick Riordan trabalhou toda a ideia do Labirinto foi sem dúvida genial.
A verdade é que toda a ideia de trazer a mitologia grega para os nossos dias é fantástica, Riordan pode não ser o primeiro a fazê-lo mas apreciei bastante a maneira como ele o fez, pois conseguiu trazer um mundo inteiro de mitos para o continente americano.
Neste livro a trama adensa-se à medida que Cronos está cada vez mais próximo do momento em que se vai erguer. Infelizmente, para Percy isto significa também que o seu décimo sexto aniversário está cada vez mais próximo e o pouco que este sabe da profecia não anuncia um final muito feliz.
Se isto tudo não chegasse, a Rachel, a mortal que encontrou no livro anterior, re-aparece na sua vida e a cada fala sua, Annabeth tem respostas que estão a deixar Percy louco pois não tem nada a ver com a Annabeth que este conhece. Há medida que se aproxima do seu aniversário, Percy apercebe-se que a vida no Campo nunca mais será a mesma, assim como a maneira como olha para as suas amigas raparigas.
Devo confessar que tinha um certo receio da maneira como Riordan ia escrever o romance nesta saga. Isto porque normalmente não leio "romance" no masculino mas sendo Percy uma série maioritariamente de acção, o autor conseguiu inserir momentos ternos ao logo dos vários livros dando asas a um romance muito bonito. (Quem me segue no GR de certeza que ouviu os meus muitos berros de shipper, desde já as minhas desculpas, mas é provável que o volte a fazer.)
Creio que toda a saga conseguiu seguir uma boa linha de trama e o climax, assim como as dificuldades, cresceram de livro para livro, fazendo com que os leitores procurassem sempre saber mais. Há que recordar os leitores, no entanto, que esta saga é uma saga juvenil, ou YA (como se diz em inglês), e que portanto terá o seu q.b. de problemas adolescentes e uma escrita própria do género.
Tal como livros anteriores os leitores podem contar com batalhas e monstros saídos directamente da mitologia. Quem como eu, gosta de mitologia grega, sem dúvida que vai gostar deste re-inventar da mesma, tentando adivinhar a maneira como Riordan vê as personagens que nos deveriam ser familiares.
Esperamos agora pelo quinto e último volume da saga que sem dúvida acabara com um confronto final digno de memória.

  • A saga de Percy Jackson  é composta por cinco volumes;
  • Já comentamos o primeiro, segundo e terceiro volumes;
  • De momento os quatro primeiros volumes já estão editados pela  Casa das Letras;
  • A saga de Percy Jackson é seguida pela saga Heróis do Olimpo de  momento apenas disponível em inglês.


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Destaque: O Mundo Misterioso de Guta de Filomena Gonçalves

O Mundo Misterioso de Guta
de Filomena Gonçalves
Páginas: 100
Editor: Casa das Letras
Resumo:
Guta e a família mudam-se para uma nova casa no Parque das Nações. Cansada de mudanças e arrumações, resolve ir passear e ler para o pé do rio, onde, das águas surge um ser mágico, uma tágide, que a desafia a resolver um misterioso enigma. A nossa heroína inicia um caminho recheado de descobertas fantásticas que a levam a conhecer novos amigos. 
Uma história divertida sobre um mundo imaginário e fabuloso dos mistérios do Tejo e dos segredos que nos falam de poetas e musas de seres mitológicos e sobre o valor da amizade, dos nossos afetos e das recordações.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Percy Jackson e a Maldição do Titã, de Rick Riordan

Percy Jackson e a Maldição do Titã
de Rick Riordan
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 336
Editor: Casa das Letras
Resumo:
Uma chamada urgente e aflita do amigo Grover é o sinal para Percy Jackson da iminência de mais uma batalha memorável. É também hora de convocar todos os seus poderosos aliados semideuses, de pegar na sua confiável espada de bronze e ter a ajuda de sua mãe. Os semideuses correm imediatamente em seu auxílio e descobrem que Grover fez um importante achado: dois poderosos meio-sangues, Bianca e Nico di Angelo, cujo parentesco é desconhecido. Mas não é só isso que os espera. O titã Cronos criou a sua mais traiçoeira estratégia, e os jovens heróis caíram como presas indefesas. Mas não são os únicos em perigo. Um antigo monstro que dizem ser tão poderoso que poderia destruir o Olimpo ressurgiu e Artemis, a única deusa que parece saber como combatê-lo, está desaparecida. Percy e os seus amigos juntam-se aos Caçadores de Artemis e têm apenas uma semana para encontrar a deusa desaparecida e desvendar o mistério sobre este terrível monstro. Pelo caminho eles enfrentarão o seu mais perigoso desafio: a petrificante profecia da maldição do titã.»

Rating: 3,5/5

Comentário:  
Este comentário tem informações sobre os livros anteriores!

E apesar de não ser na sua escola, Percy começa esta nova aventura novamente numa escola. Acho sempre uma tremenda piada a este facto, pois Percy está sempre a começar as suas aventuras nas férias de verão, lembro-me sempre da Cláudia e da sua frase "posso parar quando estiver morta!". Parece-me que o Rick Riordan partilha da mesma opinião, pois ainda está para vir o verão em que Percy fica na praia a apanhar banho de sol.
Voltando à história, desta feita Percy parte em busca de dois meio-sangues com a ajuda de Annabeth e Tália. Informados por Grover, que está a cumprir a sua missão de sátiro na procura de descendência dos deuses, da aparição misteriosa de Bianca e Nico di Angelo, dois irmãos e poderosos meio-sangue a equipa de Percy não perde tempo e segue para o terreno.
Ainda atordoado pela transformação de Tália de pinheiro para humana, Percy está a aprender a lidar com o facto de provavelmente já não ser o melhor amigo de Annabeth e com o desespero face à inocência da amiga que continua a acreditar na bondade de Luke.
No meio desta confusão toda, Percy junta-se às Caçadoras de Artemis numa busca pela deusa desaparecida e pelo seu novo lugar no trio "Tália-Annabeth-Luke", os três amigos que sobreviveram juntos durante um ano antes de chegarem ao Acampamento. Apesar de Luke se considerar fora da equação as duas amigas continuam unidas como sempre e Percy sente-se um pouco perdido.
No meio da aventura claro as coisas acabam sempre por se revelar mais complicadas do que são, além do mais as parecenças de personalidade de Percy e Tália provocam choques constantes pela liderança do grupo. E se tudo isto não bastasse à maldição do titã e a terrível profecia do oráculo que os parece perseguir a cada passo.
Creio que este livro se revelou o ponto de viragem de saga. Foi neste livro que Percy descobriu que as coisas nem sempre acabam bem e que nem sempre a vitória vem sem um preço. Ás vezes o preço é leve, outras pesado mas está lá. Creio que Percy cresceu como personagem e que as suas "missões" fora do acampamento o estão a ajudar a formar-se como homem e semi-deus.
Repleto de elementos de lendas gregas, como o é aliás toda a série, este livro revela-se um bom livro "do meio" cheio de mistérios, aventura e terror.

  •  A saga de Percy Jackson  é composta por cinco volumes;
  • Já comentamos o primeiro volume aqui e o segundo volume aqui;
  • De momento os quatro primeiros volumes já estão editados pela  Casa das Letras;


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Percy Jackson e o Mar dos Monstros, de Rick Riordan

Percy Jackson e o Mar dos Monstros
de Rick Riordan
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 254
Editor: Casa das Letras
Resumo:
O ano de Percy Jackson foi surpreendentemente calmo. Nenhum monstro se atreveu a colocar os pés no campus da sua escola em Nova Iorque. Mas quando um inocente jogo do mata entre Percy e seus colegas se transforma numa disputa mortal contra um grupo de gigantes canibais, as coisas ficam... digamos, complicadas. E a inesperada chegada da sua amiga Annabeth traz mais más noticias: as fronteiras mágicas que protegem a Colónia dos Mestiços foram envenenadas por um inimigo misterioso e, a menos que encontrem uma cura, o único porto seguro dos semideuses tem os seus dias contados.

Nesta emocionante e divertida continuação da série iniciada com Os Ladrões do Olimpo, Percy e seus amigos precisam se aventurar no mar dos Monstros para salvar a Colónia dos Mestiços. Antes, porém, o nosso herói descobrirá um chocante mistério sobre sua família — algo que o fará questionar se ser filho de Posídon é uma honra ou simplesmente uma piada de mau gosto.

Rating: 3,5/5

Comentário: 
Atenção! Este comentário poderá fazer referências a situações passadas no primeiro volume da saga.
Uma das coisas que mais gosto na saga Percy Jackson é a certa ironia e resignação face à sua má sorte que o seu herói tem. Há algo de querido e ao mesmo tempo divertido na maneira em que Percy sabe que as coisas não pode ser assim tão boas e ao mesmo tempo continua a acreditar que talvez desta vez ele possa ter um ano lectivo fantástico. 
Mais uma vez Percy acabou o ano em grande num jogo do mata que bem se poderia revelar a sua morte não fosse o seu rápido pensamento e acção. E mais uma vez Percy vê-se expulso da escola, mantendo o seu recorde de andar numa escola diferente todos os anos.
Neste livro repleto de  descobertas fantásticas Percy descobre que o Mar dos Monstros mudou de lugar (como aliás todos os lugares míticos gregos à medida que o poder se deslocou mais para ocidente) e pior que o vai ter de visitar em busca de algo para salvar a Colónia dos Mestiços. Acompanhado por Annabeth, Percy embarca numa viagem única e que poderá não ter retorno e que nos levará a um universo bastante parecido ao de Ulisses.
Quem como eu, leu a Odisseia na escola, que aliás se não me engano se chamava Ulisseia e era um livrinho de capa azul com um rectângulo cor de pele no meio e título a rosa, deve-se lembrar da aventura de Ulisses contra o Ciclopse e das outras ilhas que o mítico herói grego visitou. Neste livro de Percy Jackson voltamos a navegar este mar por onde Ulisses andou e descobrimos que apesar de poderem já não existir novas epopeias, os monstros continuam lá e estão todos sedentos de vingança contra os descendentes dos deuses.
Creio que esta é a melhor maneira de descrever este livro sem entrar em detalhes que possam estragar a sua leitura. É um livro sobre amizade e aceitação, é um livro que sem dúvida vai moldar todo o destino e aventuras de Percy daqui em diante. É um livro de escolhas e da coragem que encontramos face ao perigo iminente. É um livro sobre a amizade e sobre reconhecermos os nossos defeitos.
Na minha opinião é um bom segundo livro que explora e abana as estruturas construídas no primeiro de modo a testar a força das mesmas. E é também um livro de preparação para o terceiro volume, quando a ameaça que Percy enfrenta começa finalmente a tomar forma.
  •  A saga de Percy Jackson  é composta por cinco volumes;
  • Já comentamos o primeiro volume aqui;
  • De momento os quatro primeiros volumes já estão editados em português pela  Casa das Letras;
  • Este livro sairá para os cinemas a 16 de Agosto de 2013.

Booktrailer:



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo, de Rick Riordan

Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo
de Rick Riordan
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 338
Editor: Casa das Letras
Resumo:
Há quem se torne num herói e há heróis que nascem dos deuses...
Percy Jackson está prestes a ser expulso do colégio interno… novamente. E esse é o menor dos seus problemas. Ultimamente, criaturas fantásticas e os deuses do Olimpo parecem estar a sair das páginas do seu livro de mitologia para entrarem na sua vida. E o pior de tudo é que ele parece ter enfurecido alguns deles. O raio-mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito.
Agora, Percy e os seus amigos têm apenas dez dias para encontrar e devolver o símbolo do poder de Zeus e restabelecer a paz no Olimpo. Para o conseguir terá de fazer bem mais do que descobrir o ladrão: terá de encarar o pai que o abandonou, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora e poderosa do que os próprios deuses.

Rating: 3,5/5

Comentário:
Percy Jackson cavalgou para dentro do meu coração a uma velocidade fantástica. Talvez tenham sido as referências aos deuses gregos, talvez tenha sido a sua vida sofrida, talvez até tenha sido mesmo saudades de Harry Potter mas a verdade é que Percy acabou por reclamar para si um lugar só seu e agora estou a tentar acabar de ler as suas aventuras a uma velocidade impressionante.
Já estava para ler esta saga a algum tempo principalmente desde que o filme saiu. Felizmente, ou infelizmente, nunca consegui arranjar um tempinho para ver o filme e o livro acabou por passar para segundo plano até que, na semana passada, fui com a Cláudia à Biblioteca PG e encontrei os três primeiros volumes da saga nas prateleiras da secção infantil-juvenil e acabei por os trazer para casa.
Para adolescentes, a saga Percy Jackson revela-se um livro capaz de encher as medidas. Não só é contado na primeira pessoa, algo que os adolescentes tendem a gostar, como possuí descrição mínima e acção máxima. São livros rápidos com acções que acontecem no espaço de dez dias ou uma semana. Prendendo deste modo a atenção do leitor.
Falando do primeiro livro em particular, visto que também comentarei os a seguir, tenho a dizer que foi um bom inicio de saga. Apesar de apanhar-mos uns quantos "Iá" que me relembraram do "tipo" de Hex Hall, o livro segue com um diálogo muito comum aos adolescentes e faz com que gostemos de Percy assim que ele diz que se esforça e não consegue tirar boas notas, especialmente a matemática.
Percy tem também algo que não é comum nos heróis:  Dislexia e Transtorno de Défice de Atenção. Estes dois problemas de Percy seguem-no nas suas aventuras, pois ser filho de um deus grego não dá acesso a curas milagrosas, e criam situações peculiares quando Percy está a tentar ler tabuletas ou sinais e se troca todo, fazendo com que nem o próprio leitor consiga perceber o que estás escrito, contribuindo desde modo para uma melhor "entrada" no mundo de Percy.
Acompanhado por dois amigos, ao bom estilo dos livros juvenis, Percy tem à sua frente uma tarefa sem dúvida herculeana e que está disposto a resolver por motivos mais pessoais do que altruístas mas que se enquadram na sua personalidade e idade.
Ao contrário dos livros de Harry Potter que se passam durante o ano lectivo, os livros de Percy passam-se durante o verão e quando o nosso herói está numa Colónia, que nos é devidamente apresentada nos livros, tornando esta saga uma leitura de verão.
Composta por cinco livros nos quais acompanhamos Percy dos 12 aos 16 anos, esta saga possuí já um spin-off, i.e. outra saga passada no mesmo mundo mas com outras personagens, também esta composta por outros cinco livros. Existe também um livro extra, chamado "The Demi-God Files" onde temos algumas mini-aventuras extra de Percy e dos seus amigos, assim como bios das personagens.
De leitura fácil e cativante, os livros de Percy Jackson não só serão um bom entretenimento como ainda darão aos seus jovens leituras algumas bases de mitologia grega. Uma saga a não perder.

Bokktrailer/Movie trailer:

sábado, 5 de maio de 2012

Livros a não dar no dia da mãe!

Aqui no Encruzilhadas gostamos de ver as coisas através de novos ângulos! Assim sendo e enquanto todos vos estão a aconselhar sobre que livros dar à mãe, no dia da mãe que se aproxima, nós por aqui, decidimos ajudar na lista aconselhando livros que não devem ser oferecidos!
Não dizemos que os livros sejam maus, longe disso, dizemos apenas que os temas poderão ser um pouco controversos demais para o dia em questão. Ainda com algumas dúvidas?
Pois bem! Aqui ficam então alguns livros que achamos que não devem chegar às mãos de nenhuma mãe naquele que é considerado o seu dia.

Sofia (ou alternativamente  A Escolha de Sofia
de William Styron
Edição/reimpressão: 1983
Páginas: 376
Editor: Livros do Brasil
Resumo:
Trata do dilema de "Sofia", uma mãe polonesa, filha de pai anti-semita, presa num campo de concentração durante a Segunda Guerra e que é forçada por um soldado nazista a escolher um de seus dois filhos para ser morto. Se ela se recusasse a escolher um, o soldado mataria ambos filhos. Essa história dramática é contada em 1947 ao jovem "Stingo", um aspirante a escritor e que vai morar no Brooklyn, na casa de "Yetta Zimmerman", onde ele acaba tendo Sofia como sua vizinha. 

Não há mãe nenhuma que vá querer receber um livro sobre ter de escolher entre dois filhos. É natural. Assim sendo e apesar se talvez se achar que se pode estar a marcar uns pontos extra com este livro, talvez seja melhor deixá-lo de parte para outra ocasião. Talvez para os anos?

Para a Minha Irmã
de Jodi Picoult
Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 408
Editor: Livraria Civilização Editora
Resumo:
Os Fitzgerald são uma família como tantas outras e têm dois filhos, Jesse e Kate. Quando Kate chega aos dois anos de idade é-lhe diagnosticada uma forma grave de leucemia. Os pais resolvem então ter outro bebé, Anna, geneticamente seleccionada para ser uma dadora perfeitamente compatível para a irmã. Desde o nascimento até à adolescência, Anna tem de sofrer inúmeros tratamentos médicos, invasivos e perigosos, para fornecer sangue, medula óssea e outros tecidos para salvar a vida da irmã mais velha. Toda a família sofre com a doença de Kate. Agora, ela precisa de um rim e Anna resolve instaurar um processo legal para requerer a emancipação médica – ela quer ter direito a tomar decisões sobre o seu próprio corpo. Sara, a mãe, é advogada e resolve representar a filha mais velha neste julgamento.

No seguimento do livro anterior, aqui temos outro sobre escolhas. Neste caso no entanto, a mãe tem um papel mais pro-activo e de vilã ou salvadora conforme o ponto de vista. Na minha singela opinião, Jodi Picoult não é muito simpática para as mães, o que a torna uma escritora também a evitar nesta data.

Os Homens Que Odeiam as Mulheres
de Stieg Larsson
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 576
Editor: Leya
Resumo:
O jornalista de economia Mikael Blomkvist precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro Hans-Erik Wennerstrom e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. Henrik Vanger, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem Lisbeth Salander. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.

Se o nome por si só não fosse chocante para uma mãe receber de um filho, não há pai nenhum, mãe principalmente, que vá gostar de ler sobre "violações recorrentes". Logo, se não quiserem ser responsáveis pela caixa de comprimidos extra à mesinha de cabeceira da vossa mãe, aconselhamos a por este livro de lado.

Outros títulos rápidos que não aconselhamos a dar nesta data, quer seja apenas pelo nome, quer seja pela história são os seguintes:
  • Descubra a cabra secreta que há em si de Elizabeth Hilts
    • O título fala por si;
  • Mildred Pierce de James M. Cain 
    • Nesta história a filha odeia a mãe de tal modo, que dorme com o padrasto, mata-o e ameaça culpar a mãe pelo crime se esta não lhe der dinheiro para ela fugir;
  • A Oresteia de Ésquilo
    • No qual o pai mata a filha para agradar aos Deuses, a mãe mata o pai para vingar a filha, o filho mata a mãe para vingar o pai e depois de muita discussão os deuses decidem que o pai estava certo.
  • As Virgens Suicidas de Jeffrey Eugenides
    • Cinco irmãs adolescentes suicidam-se sucessivamente ao longo de um ano. Além do tema forte, a mãe das mesmas é considerada horrorosa por maior parte dos leitores;
  • Alice Sebold, autora de Visto do Céu e Visto da Lua é também das menos recomendadas para este dia, devido à imagem negativa passada pelas personagens maternais.
Atenção: Apenas recomendamos que os livros não sejam dados nesta data, de resto sintam-se à vontade para os partilharem e oferecerem!

Agora que alguns livros foram retirados da lista, não podemos deixar de nos perguntar: Há algum livro que jamais dariam às vossas mãe? Porquê?