Aqui no Encruzilhadas gostamos de ver as coisas através de novos ângulos! Assim sendo e enquanto todos vos estão a aconselhar sobre que livros dar à mãe, no dia da mãe que se aproxima, nós por aqui, decidimos ajudar na lista aconselhando livros que não devem ser oferecidos!
Não dizemos que os livros sejam maus, longe disso, dizemos apenas que os temas poderão ser um pouco controversos demais para o dia em questão. Ainda com algumas dúvidas?
Pois bem! Aqui ficam então alguns livros que achamos que não devem chegar às mãos de nenhuma mãe naquele que é considerado o seu dia.
Sofia (ou alternativamente A Escolha de Sofia)
de William Styron
Edição/reimpressão: 1983
Páginas: 376
Editor: Livros do Brasil
Resumo:
Trata do dilema de "Sofia", uma mãe polonesa, filha de pai anti-semita, presa num campo de concentração durante a Segunda Guerra e que é forçada por um soldado nazista a escolher um de seus dois filhos para ser morto. Se ela se recusasse a escolher um, o soldado mataria ambos filhos. Essa história dramática é contada em 1947 ao jovem "Stingo", um aspirante a escritor e que vai morar no Brooklyn, na casa de "Yetta Zimmerman", onde ele acaba tendo Sofia como sua vizinha.
Não há mãe nenhuma que vá querer receber um livro sobre ter de escolher entre dois filhos. É natural. Assim sendo e apesar se talvez se achar que se pode estar a marcar uns pontos extra com este livro, talvez seja melhor deixá-lo de parte para outra ocasião. Talvez para os anos?
Para a Minha Irmã
de Jodi Picoult
Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 408
Editor:
Livraria Civilização Editora
Resumo:
Os Fitzgerald são uma família como tantas outras e têm dois filhos,
Jesse e Kate. Quando Kate chega aos dois anos de idade é-lhe
diagnosticada uma forma grave de leucemia. Os pais resolvem então ter
outro bebé, Anna, geneticamente seleccionada para ser uma dadora
perfeitamente compatível para a irmã. Desde o nascimento até à
adolescência, Anna tem de sofrer inúmeros tratamentos médicos, invasivos
e perigosos, para fornecer sangue, medula óssea e outros tecidos para
salvar a vida da irmã mais velha. Toda a família sofre com a doença de
Kate. Agora, ela precisa de um rim e Anna resolve instaurar um processo
legal para requerer a emancipação médica – ela quer ter direito a tomar
decisões sobre o seu próprio corpo. Sara, a mãe, é advogada e resolve
representar a filha mais velha neste julgamento.
No seguimento do livro anterior, aqui temos outro sobre escolhas. Neste caso no entanto, a mãe tem um papel mais pro-activo e de vilã ou salvadora conforme o ponto de vista. Na minha singela opinião, Jodi Picoult não é muito simpática para as mães, o que a torna uma escritora também a evitar nesta data.
Os Homens Que Odeiam as Mulheres
de Stieg Larsson
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 576
Editor: Leya
Resumo:
O jornalista de economia Mikael Blomkvist precisa de uma pausa. Acabou
de ser julgado por difamação ao financeiro Hans-Erik Wennerstrom e
condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das
suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de
uma missão invulgar. Henrik Vanger, em tempos um dos mais importantes
industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da
família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa
para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à
sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase
quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist
aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem Lisbeth
Salander. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também
uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander
mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história
mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.
Se o nome por si só não fosse chocante para uma mãe receber de um filho, não há pai nenhum, mãe principalmente, que vá gostar de ler sobre "violações recorrentes". Logo, se não quiserem ser responsáveis pela caixa de comprimidos extra à mesinha de cabeceira da vossa mãe, aconselhamos a por este livro de lado.
Outros títulos rápidos que não aconselhamos a dar nesta data, quer seja apenas pelo nome, quer seja pela história são os seguintes:
- Descubra a cabra secreta que há em si de Elizabeth Hilts
- Mildred Pierce de James M. Cain
- Nesta história a filha odeia a mãe de tal modo, que dorme com o padrasto, mata-o e ameaça culpar a mãe pelo crime se esta não lhe der dinheiro para ela fugir;
- A Oresteia de Ésquilo
- No qual o pai mata a filha para agradar aos Deuses, a mãe mata o pai para vingar a filha, o filho mata a mãe para vingar o pai e depois de muita discussão os deuses decidem que o pai estava certo.
- As Virgens Suicidas de Jeffrey Eugenides
- Cinco irmãs adolescentes suicidam-se sucessivamente ao longo de um ano. Além do tema forte, a mãe das mesmas é considerada horrorosa por maior parte dos leitores;
- Alice Sebold, autora de Visto do Céu e Visto da Lua é também das menos recomendadas para este dia, devido à imagem negativa passada pelas personagens maternais.
Atenção: Apenas
recomendamos que os livros não sejam dados nesta data, de resto sintam-se à vontade para os partilharem e oferecerem!
Agora que alguns livros foram retirados da lista, não podemos deixar de nos perguntar: Há algum livro que jamais dariam às vossas mãe? Porquê?