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sábado, 21 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 6 de março de 2013
Opinião: O Labirinto Perdido, de Kate Mosse
O Labirinto Perdido
de Kate Mosse
Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 680
Editora: Dom Quixote
Resumo: Uma empolgante história de coragem, destino
e traição passada na Carcassonne medieval e
contemporânea.
Em Julho de 1209: em Carcassone, uma rapariga de dezassete anos
recebe do pai um livro misterioso que ele afirma conter o segredo do
verdadeiro Graal. Embora Alaïs não consiga perceber as palavras e os
estranhos símbolos no seu interior, sabe que o seu destino é protegê-lo.
Será necessário sacrifício e fé para manter em segurança o segredo do
labirinto - um segredo que remonta a milhares de anos e tem origem nos
desertos do Antigo Egipto... Em Julho de 2005: Alice Tanner descobre dois
esqueletos durante uma escavação arqueológica nas montanhas perto
de Carcassonne. No interior da sepultura onde se encontram os ossos,
ela pressente uma avassaladora sensação de malevolência e constata
assustada que, por mais impossível que pareça, é capaz de compreender
as misteriosas palavras antigas que estão gravadas na rocha. Alice apercebe-
se demasiado tarde que desencadeou uma assustadora sequência
de acontecimentos que é incapaz de controlar e que o seu destino se encontra
inexplicavelmente ligado ao dos cátaros, oitocentos anos antes.
Rating: 4/5
Comentário:
Perto do Natal ouvi falar de uma mini-série que ia estrear no TVSéries, e que se referia a uma aventura tanto no presente como no passado, no tempo das cruzadas, e numa demanda pelo Graal - um romance histórico com a dose certa de acção e mistério portanto. Curiosamente deixei passar mas lá a conseguir resgatar e ao fim das 4 horas de exibição, quando fiquei a saber que era baseado num romance, decidi que tinha mesmo de ir à procura do livro. Trouxe-o da biblioteca recentemente e foi exactamente o que estava à espera!
Confesso que a um primeiro nível que foi dificil entrar no enredo, como muitas vezes acontece quando vemos uma série/filme que teve alteração de cenas para que se pudesse encaixar numa sessão cinematográfica. Neste caso, porque adoro a actriz que representou Alais senti a personagem inicialmente fraca e não tão desafiadora como o esperava. A partir do momento em que ignorei a série e entrei no livro a fundo, fiquei rendida.
O estilo de Kate pareceu-me algo entravado ao início. Muias frases curtas, muitas descrições, muitos pontos finais que cortavam uma certa fluidez esperada à obra, o que me colocou de pé atrás porque quase 700 páginas daquilo seriam um pesadelo. No entanto, acho que passado o trauma de iniciar o livro começou a ganhar força e levou-nos a bom porto.
Kate traz-nos uma série de personagens brilhantemente entrecruzadas, aliando pormenores históricos e outros tantos ficcionais de uma forma bastante subtil, implementando uma estória com suspense, que nos fez sempre querer acompanhar o desenrolar dos acontecimentos.
Não sei porquê, mas neste género de livros tenho sempre tendência a render-me principalmente às partes narradas no tempo mais antigo e neste caso não foi excepção. As partes dedicadas ao século XIII conseguiram então levar a melhor de mim, não tanto por causa da vida de Alais ou do segredo que o seu pai lhe encarregou de guardar, mas pela aventura de um tempo já passado, assim como pelas considerações históricas em torno dos Cátaros, e do que eles tiveram de encarar em plena altura das Cruzadas, quando foram acusados de heresia e chacinados pelos grupos que actuariam em primeira mão na Terra Santa.
A autora soube ainda criar de forma bastante inteligente as interligações entre o passado e o presente. Não nos trouxe lições de História que o tornassem maçudo mas cobriu-o com os pormenores certos para nos captar a atenção até ao fim. Quanto ao tempo presente, Alice é uma rapariga esperta, com um enorme sentido de autopreservação (ainda bem!), o que lhe valeu a minha consideração. Ao acompanharmos o seu percurso iremos deparar-nos com um sem número de inimigos que farão de tudo para a apanhar e resgatar parte do segredo que agora lhe pertence. Mas que segredo é esse realmente? E o que é que significa a demanda do Graal? Poderia contar-vos mas não teria piada. De qualquer forma, à medida que a acção prossegue vamos captando as suas nuances e percebendo qual a ligação que move estas duas mulheres com 800 anos de separação, e o quanto as suas atitudes serão ou não promotoras do desenrolar da acção.
O sem número de inimigos é intenso, deixa-nos sem fôlego e expectantes de um momento para simplesmente respirar. Fez-me vibrar e fará a qualquer pessoa que goste de mistério, acção e História. Aconselho que vejam a série e leiam o livro, ou vice-versa. Vale a pena.
A autora soube ainda criar de forma bastante inteligente as interligações entre o passado e o presente. Não nos trouxe lições de História que o tornassem maçudo mas cobriu-o com os pormenores certos para nos captar a atenção até ao fim. Quanto ao tempo presente, Alice é uma rapariga esperta, com um enorme sentido de autopreservação (ainda bem!), o que lhe valeu a minha consideração. Ao acompanharmos o seu percurso iremos deparar-nos com um sem número de inimigos que farão de tudo para a apanhar e resgatar parte do segredo que agora lhe pertence. Mas que segredo é esse realmente? E o que é que significa a demanda do Graal? Poderia contar-vos mas não teria piada. De qualquer forma, à medida que a acção prossegue vamos captando as suas nuances e percebendo qual a ligação que move estas duas mulheres com 800 anos de separação, e o quanto as suas atitudes serão ou não promotoras do desenrolar da acção.
O sem número de inimigos é intenso, deixa-nos sem fôlego e expectantes de um momento para simplesmente respirar. Fez-me vibrar e fará a qualquer pessoa que goste de mistério, acção e História. Aconselho que vejam a série e leiam o livro, ou vice-versa. Vale a pena.
Aqui fica o trailer para os interessados:
Cláudia
Sobre a autora:
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.
domingo, 18 de março de 2012
A Profecia Romanov, de Steve Berry
Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 428
Editor: Dom Quixote
|
Sinopse
No dia 16 de Julho de 1918 o czar Nicolau II e toda a sua família
são executados a sangue-frio, mas quando em 1991 se exumam os seus
restos mortais descobre-se que faltam os cadáveres de dois dos seus
filhos. Hoje, após a queda do comunismo, o povo russo decide
democraticamente regressar à monarquia. E o novo czar será escolhido
entre os parentes afastados do antigo Nicolau II.
Quando o advogado americano Miles Lord é contratado para investigar um dos candidatos vê-se envolvido numa trama para descobrir um dos grandes enigmas da História: o que realmente aconteceu à família imperial.
A sua única pista é uma críptica mensagem nos escritos de Rasputine que anuncia que aquele cruel capítulo não será o único na lenda dos Romanov. As consequências desta profecia serão devastadoras para o futuro do czar e para a mãe Rússia, mas também para o próprio Miles.
Quando o advogado americano Miles Lord é contratado para investigar um dos candidatos vê-se envolvido numa trama para descobrir um dos grandes enigmas da História: o que realmente aconteceu à família imperial.
A sua única pista é uma críptica mensagem nos escritos de Rasputine que anuncia que aquele cruel capítulo não será o único na lenda dos Romanov. As consequências desta profecia serão devastadoras para o futuro do czar e para a mãe Rússia, mas também para o próprio Miles.
in wook.pt
Confesso que a história de Anastasia sempre me atraiu, desde pequena, muito em parte devido à versão fantasiada que deu origem a um filme de animação aqui há uns anos. Depois disso fui vendo vários documentários e reportagens sobre ela e os Romanov, assim como sobre Rasputine. Por isso, quando deitei mãos a este livro, tive de o trazer comigo.
A narrativa é fluída e as acções sucedem-se com uma grande rapidez. Existe um equilíbrio bastante agradável entre factos passados e presentes, com bons elementos de conexão e passagem entre ambos, o que por vezes não se sucede em livros deste género. A possibilidade da existência de descendentes vivos da família Romanov nunca foi realmente desacreditada, nem mesmo por alguns historiadores, colocando-a no imaginário de muita gente. Essa possibilidade, à luz de uma suposta profecia de Raputine (criada apenas para o livro em causa) alegra toda a narrativa, levada a cabo por Miles, uma personagem que muitos julgariam insípida ao início mas que se foi revelando à altura dos acontecimentos, e contribuiu para uns momentos de acção bem passados.
Por outro lado, denoto aqui uma certa previsibilidade, não fiquei surpreendida pelo desfecho e até o consegui antever muito antes de lá chegarmos, o que se revelou algo cansativo por vezes. O esquema seguido é muito semelhante aos livros da actualidade deste género (exemplo d`"O Código da Vinci), faltando-lhe o elemento surpresa, já que tínhamos o herói que nunca tinha pensado em sê-lo, a mulher bonita que influencia o seguimento da narrativa, a sociedade secreta que os apoia e a que os repudia e tenta matar, etc etc etc.
Algumas das personagens foram inseridas na narrativa com um intuito e posteriormente deixadas para trás, sem qualquer nexo, e ficamo-nos a perguntar qual o seu papel aqui e o porquê de determinada inclusão, mas tirando isso é um óptimo livro para quem gosta de acção, policiais e thriller.
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