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quinta-feira, 26 de março de 2015

Novidade: Só se ama uma vez, de Johanna Lindsey

Romance – Série Malory – VOL. I
SÓ SE AMA UMA VEZ
de Johanna Lindsey
320 páginas
 
Regina Ashton já recusou tantos pretendentes à sua mão que a alta-sociedade londrina a considera uma snobe sem coração. Não podiam estar mais enganados. Órfã desde cedo, Regina é a sobrinha superprotegida de Lord Edward e Lady Charlotte Malory, a quem é muito difícil agradar. Aos olhos dos tios, nenhum dos jovens candidatos é suficientemente bom. Cansada de tão infrutífera busca, a jovem sai de casa numa noite escura, decidida a informá-los de que não pensa casar… nunca! Mas o seu plano coloca-a no sítio errado à hora errada, e é raptada por engano. A sua ira perante a arrogância do raptor, Nicholas Eden, vai inesperadamente dar lugar a sentimentos contraditórios de paixão e vergonha. Aquela noite não mais lhe sairá da cabeça.

O Visconde Nicholas Eden também tinha um plano: dar uma lição à sua amante descontente, raptando-a ao abrigo da noite. Não contava enganar-se na pessoa e arruinar a reputação de uma menina de família. Mas agora, movido pelo desejo mais desenfreado que alguma vez sentiu, é a custo que reconhece que nunca poderá casar com Regina, apesar do escândalo que paira sobre eles.
Implacável, é o destino que os uniu a afastá-los irremediavelmente, ainda que ambos saibam que um amor assim só se vive uma vez…
Johanna Lindsey já vendeu mais de cinquenta milhões de exemplares das suas obras, traduzidas em doze línguas. Tendo escrito mais de quarenta romances (todos eles um sucesso de vendas), é uma das escritoras românticas mais conhecidas no mundo inteiro. Os seus romances históricos abrangem todo o tipo de épocas e lugares, desde a Idade Média ao Velho Oeste americano, mas a série que mais sucesso lhe granjeou foi a saga da família Malory, do período da Regência.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Opinião: Tormenta, de Julie Cross

Tormenta
de Julie Cross
 
Edição/reimpressão: 2015 
Páginas: 384
Editor: 1001 Mundos/ Edições ASA
  





Resumo: 

Um misto de A Mulher do Viajante do Tempo e Matrix – um romance empolgante e cheio de ação!

Em 2009, o jovem Jackson Meyer é um rapaz normal de 19 anos: estuda, tem uma namorada… e consegue viajar no tempo. Mas não é como no cinema - durante os seus «saltos» para o passado, nada muda no presente – tudo não passa de uma diversão inofensiva.
Isto é, até Jackson e a sua namorada, Holly, serem atacados por desconhecidos e Holly morrer com um tiro. Em pânico, Jackson recua acidentalmente no tempo dois anos, mas aquele não é como os seus saltos temporais anteriores. Jackson descobre que ficou preso no passado e não consegue voltar ao futuro.
Desesperado por voltar e salvar Holly, mas incapaz de regressar ao ano certo, Jackson resolve continuar a sua vida em 2007, tentar descobrir o que puder sobre as suas capacidades e conhece Holly… de novo. Em breve descobre que nada na sua vida é o que parece ser, incluindo o seu próprio pai.
Não muito tempo depois, as pessoas que dispararam sobre Holly, membros de um grupo apelidado pela CIA de «Inimigos do Tempo», vêm a sua procura para recrutá-lo… ou matá-lo.
Com tudo aquilo a acontecer e ainda a tentar encontrar pistas sobre as origens da sua família para descobrir mais sobre as suas capacidades, Jackson tem de decidir até onde está disposto a ir para salvar Holly… e possivelmente o mundo.


Hoje, Jackson e Holly estão apaixonados.
Amanhã, ela irá morrer nos seus braços.
Ontem, ele tem de desfazer tudo…

Rating: 4/5
Comentário: Fico sempre com receio destas comparações e de usos de referências de outros livros para enquadrar um emergente no mercado literário. No caso de Tormenta, de Julie Cross, há muito que conhecia o título e a sinopse original não me seduziu por aí além. Viagens no tempo, histórias de amor tradicionais, parecia-me um pouco mais do mesmo. Felizmente cruzei-me novamente com este livro assim que saiu a edição portuguesa, e apesar de manter na apresentação as temáticas principais, soube despertar-me a atenção com algumas nuances. Para variar, a referência a A Mulher do Viajante do Tempo (um dos meus livros preferidos) e a Matrix chamaram-me a atenção e despertaram-me a curiosidade.
E tenho de começar esta opinião por aqui porque percebo o porquê destes dois elementos de referência terem sido identificados, mas também o quanto Tormenta impõe de originalidade no meio de alguns clichês q.b. para valer por si só.
Se pegarem neste livro à espera de grandes romances de tirar literalmente os pés do chão....vão encontrá-lo, mas não tão acentuado e da forma que esperam. Esta foi uma das agradáveis surpresas que a autora me trouxe e que tornaram esta leitura mais prazerosa.
Jackson é um adolescente completamente normal. Sentimos-lhe na pele os anseios da juventude, desde o desejo reprimido de estar sempre com a namorada (relação com a qual não surge da forma que esperava ao início), às preocupações da faculdade e dos preâmbulos do futuro, passando pela dor da perda, a responsabilidade perante as suas ocupações extracurriculares e a necessidade de corresponder a uma agenda preenchida e bastante agitada. E no mesmo disto tudo, sobressai como outra característica a capacidade de viajar no tempo. Assim sem mais nem menos, como mais uma parte de si que é uma mescla das restantes e com a qual ele tem de lidar diariamente, mesmo quando não lhe é muito prático.
É exactamente quando esta característica (mais do que um dom) acaba por se diferenciar dos outros elementos que o compõem que a balança do destino vira e é a partir do recuo para dois anos do passado referido na sinopse que finalmente conhecemos esta personagem, para além de todas as camadas superficiais e socialmente aceites, com angústias, arrependimentos, dúvidas existenciais e uma enorme necessidade de consertar o que se calhar não tem conserto.
Para variar, foi com enorme prazer que retornei a uma personagem principal masculina, mas que é essencialmente muito humana. Não é o super-herói que poderia ser, nem o engatatão a quem todas caem aos pés, nem sequer o herói do cavalo branco. É Jackson, um rapaz normal que por acaso viaja no tempo.
A partir do momento em que tudo se transforma, a acção é acelerada e os acontecimentos bastante repentinos. Acompanhamos o encadeamento da acção com bastante rapidez, mas sem por isso confundir o leitor, e gerando um entusiasmo pela diferença.  Especialmente a meio do livro, o enredo tendeu numa direção totalmente inesperada para mim mas a qual recebi com bastante agrado. Senti mais do que nunca que apesar que não achar que Julie Cross tenha inventado a pólvora, estava a ler algo de facto original.
As personagens que acompanham Jackson nesta aventura inicial são bastante interessantes, especialmente o Adam, que no seio de pensamentos e formulações dignas de um géniozinho, é também bastante humano e fiel. Quanto a Holly, é uma personagem da qual ainda não sei bem o que pensar, mas no geral gostei da prestação dela exactamente pelo grau de imprevisibilidade que lhe assistia.
Todas as restantes personagens secundárias, desde os Inimigos do Tempo a um certo grupo secreto da CIA acabaram por deixar uma interação de segundo plano com enorme destaque na diretiva principal e que tornou este livro muito mais interessante.
No seio de toda a acção são colocadas uma série de questões que não senti que tenham sido respondidas neste primeiro volume. Mas à semelhança dessas, foram largadas ao longo das últimas páginas várias pistas que certamente se converterão em esclarecimentos no segundo livro (e que quase que aposto que sei em que direção estas nos levam, mas Julie Cross já me habituou a algumas trocas de voltas).

É caso para dizer que consegui ver as semelhanças enunciadas entre as duas obras já referidas, A Mulher do Viajante do Tempo e Matrix, não porque sejam iguais ou sequer porque se enquadrem nos universos enunciados, mas porque em última instância existem uns rasgos de verosímilhança que servem de elementos identificativos, sem se camuflarem pelo enredo original. Recomendo!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Opinião: Will & Will, de John Green e David Levithan


 
Will & Will
de John Green e David Levithan 

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 308
Editora: Edições ASA 






Resumo: 
Evanston não fica muito longe de Naperville nos subúrbios de Chicago, mas os jovens Will Grayson e Will Grayson bem que podiam viver em planetas diferentes. Quando o destino os leva à mesma encruzilhada, os Will Graysons veem as suas vidas a sobreporem-se e a seguirem novas e inesperadas direções. Com um empurrão de amigos novos e velhos - incluindo o enorme e enormemente fabuloso Tiny Cooper, jogador ofensivo na equipa de futebol americano da escola e autor de musicais - Will e Will embarcam nas suas respetivas aventuras românticas e na produção épica do musical mais extraordinário da história.

Rating: 3/5 
Opinião: John Green e eu temos uma relação difícil: ou gosto muito dos livros dele (e só me aconteceu com um até  hoje) ou detesto. Já David Levithan tem sido uma curiosidade constante ao longo deste último ano, e uma comichão literária da qual me queria livrar rapidamente. Tive a oportunidade de me estrear com ele neste livro escrito a 4 mãos e acho que não me arrependo. Quando o iniciei, não me apercebi que havia uma divisão dos autores e que cada um iria apadrinhar um Will. Ainda assim, a escrita de John Green (a única que conhecia até então) está patente e é reconhecida por quem o lê ou já leu com alguma frequência. Denotam-se as nuances filosóficas de jovens com uma atitude quase que desinteressada sobre o mundo (e que geralmente são os que mais sentem de facto os impactos que tudo e mais alguma coisa pode ter nas suas vidas), perdidos dentro de si mas com uma capacidade de observação arguciosa. Já o Will de Daviv Levithan é um rapaz com várias camadas e muito humano. Trouxe ao livro linguagem crua, sensibilidade, um lado negro, dificuldade em exprimir-se (pelo menos quando fora do seu mundo controlado e restricto), intensidade (bastante!), transformação e geralmente incapacidade de manifestar-se ao mundo como a pessoa que é, com todas as suas ideias e convicções.
Will & Will  é um livro que demonstra que com coincidências ou sem elas, a vida às vezes prega-nos partidas e que pequenas acções e momentos podem ter uma acção transformadora na vida de alguém. Um encontro que não acontece, duas pessoas com o mesmo nome reunidas na mesma praça, novas e potenciais relações a surgirem? É improvável, mas não impossível. E Will e Will descobrem que ainda que nada os faça parecidos, com a excepção do mesmo nome, se calhar procuram pelo mesmo: aceitação dos seus pares. Tive pena que eles não tivessem mais destaque e que entretanto o livro acabasse por rondar muito a personagem de Tiny Cooper, que terá um efeito de união entre as outras duas personagens, mas com algum exagero e desfasamento da realidade. A personagem acaba por ser pouco sentida para o leitor e em vários momentos acabou por tornar-se uma caricatura e a mensagem do livro mais intransponível e difícil de passar. Ainda assim, a aceitação está presente em todas as páginas porque acaba por comprovar que não existe um modelo de redenção e que cada um é tal qual como é.
No entanto, o fim do livro por exemplo, foi para mim bastante disparatado e sem nexo e quase que pedia que um deles acordasse e me dissesse que se tratava de um sonho. Percebo a entoação que foi dada às situação e o que se esperava dela, mas achei excessiva.
Por outro lado, as personagens que rodeiam os dois Will são interessantes e podiam ser tão mais exploradas! Desde o grupo que rodeia o Will N.º 1 e Tiny Cooper, aos amigos (vamos chamar-lhe assim) geek do clube de matemática do Will N.º 2, todos eles mereciam mais tempo de antena.
Não obstante, foi um bom livro de entretenimento e que passa a mensagem que às vezes o que é para ser não o é, que a vida dá voltas e coloca pessoas no nosso trilho sem o esperarmos, que é preciso confiar no outro e sair do nosso casulo e que no fim de contas, a adolescência é uma das melhores (e piores!) fases da nossa vida, que as amizades e as suas construções tornam a vivência diária mais rica e que no fim de contas, andamos todos a tentar da melhor forma mas ninguém tem a fórmula secreta da vida ou sabe como colocá-la em prática.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sábado, 10 de maio de 2014

Novidade: Quando Aqui Estavas, de Daisy Whitney

Quando Aqui Estavas
de Daisy Whitney; Tradução: Inês Castro
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 248
Editor: Edições Asa
Resumo: 
A mãe de Danny perdeu a batalha de cinco anos contra o cancro, três semanas antes de ele acabar o secundário - o dia porque ela mais esperara.
Agora Danny fica sozinho, apenas com as suas memórias, o seu cão, e a ex-namorada que lhe destroçou o coração. Não sabe o que fazer com a casa, o que dizer no da formatura, e muito menos como viver ou ser feliz.
Então uma carta de uma amiga da mãe em Tóquio fá-lo largar tudo e viajar até ao outro lado do mundo para descobrir os segredos da mãe - e perceber por que motivo os seus últimos meses foram tão cheios de alegria. Porém, não é capaz de encontrar as respostas ou de fugir às complexidades da sua relação com Holland apenas por atravessar o oceano. Porém, entre as flores de cerejeira, os templos e as multidões da cidade de néon, e com a ajuda de uma jovem japonesa amiga da mãe, começa a ver que talvez não tenha sido a magia antiga ou os tratamentos místicos que faziam a mãe regressar ao Japão. Talvez o segredo de como viver resida na forma como ela morreu. E como amou.

domingo, 16 de março de 2014

Opinião: Legend, de Marie Lu

Legend
de Marie Lu
Tradução: Raquel Dutra Lopes
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 296
Editor: Edições Asa
Resumo:
Outrora conhecida como a costa ocidental dos Estados Unidos, a República é agora uma nação em guerra permanente com as vizinhas, as Colónias. Nascida numa família de elite num dos distritos mais abastados da República, June, aos quinze anos, é um prodígio militar. Obediente, entusiasmada e dedicada ao seu país, está a ser aperfeiçoada para fazer parte dos círculos mais elevados da República. Nascido num dos bairros de lata do Setor Lake da República, Day, também com quinze anos, é o criminoso mais procurado da República. Mas talvez os seus motivos não sejam tão maliciosos quanto parecem. Pertencendo a mundos muito diferentes, não há motivo algum para que os caminhos de June e Day se cruzem - até ao dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado, e Day se torna o principal suspeito. Agora, apanhado no derradeiro jogo do gato e do rato, Day corre pela sobrevivência da sua família, enquanto June tenta desesperadamente vingar a morte do irmão. Contudo, numa reviravolta chocante, os dois descobrem a verdade daquilo que verdadeiramente os levou a encontrarem-se, e a que ponto a nação de ambos está disposta a chegar para manter os seus segredos.
Repleto de ação imparável, suspense e romance, o fascinante primeiro romance de Marie Lu irá certamente comover e arrebatar os leitores.

Comentários

Catarina: 3,5/5
Para mim uma das melhores sensações do mundo é aquela que temos quando finalmente pegamos num livro que há muito queríamos ler. Apesar de ver imensos comentários ao Legend, na sua maioria positivos, nem sempre podemos largar tudo o que temos em mãos para ler para ler outro livro.
Por isso, aproveitei a do livro pelas Edições ASA (1001 Mundos), para me dar uma desculpa para "largar o que tinha em mãos" e finalmente ler Legend.
Por onde começar? Quem nos segue sabe da minha paixão assolapada por universos distópicos que aliás, não é nada difícil de perceber clicando na nossa tag "leitura distópica". Recomendado para os fãs de Os Jogos da Fome, Legend é o primeiro volume de uma trilogia que, apesar de não me ter parecido tão emocionante, não deixa de ser fascinante e curiosa.
Um dos defeitos a apontar, que imagino que seja remediado nos próximos livros, é a falta de explicação sobre como os Estados Unidos acabaram da maneira que estão. Marie Lu concentrou, neste primeiro livro, toda a sua atenção nas personagens e nos círculos em que as mesmas estavam fechadas. Apesar de gostar da maneira como as personagens foram criadas e da atenção que lhes é dada, adoro toda a experiência do factor humano, creio que em algumas situações um pouco de contexto teria sido melhor.
Quantos às nossas personagens propriamente ditas tenho a dizer que adorei tanto June como Day. Ele pela sua maneira de ser e de falar, um rapaz que me lembra um pouco o conceito do Robin Hood e do qual é fácil gostar-se. Quanto a June, uma personagem que começou rebelde mas que cresceu e aprendeu com os seus erros, é sem dúvida senhora da sua história e gostei de como acabou por cruzar o seu caminho com o de Day.
Sou a favor de heroínas e sou a favor de mulheres que sabem o que querem e vão atrás dos seus sonhos. June é uma rapariga do exército, controlada e fria quando é preciso e irmã mais nova traquina nos tempos livres, é no fundo uma jovem de quinze anos com a vida toda pela frente e com um carinho imenso ao irmão. Como Day é uma personagem de que é fácil gostar-se e com a qual me consegui relacionar.
A escrita de Marie Lu é fluída e apesar de termos dois narradores na primeira pessoa parece-me que ela soube dar uma voz individual a cada um. June é mais correcta, tem frases mais complexas e uma visão mais restrita enquanto Day tem uma voz mais alegre e num tom mais informal que chega a tocar o "maroto".
Concluindo, gostei de Legend é uma distopia leve e, parece-me, é muito mais em torno de pessoas, personalidades e decisões do que a sociedade em que está inserida. Isto poderá mudar nos livros seguintes mas é, sem dúvida, uma saga que gostava de concluir.

Cláudia: 3,75/5

Com tantas distopias, novos livros de acção e revolução young adult, o meu interesse pelo estilo começa a esmorecer. No que toca a Legend, já o conhecia, já tinha passeado pela sua sinopse uma série de vezes e até parado uns dois segundos a olhar para a capa (que já agora, no original, é horrível) e nunca me seduziu por aí além. Tive a sorte de ver este livro editado em Portugal pela Edições ASA (1001 Mundos), em conjugação com uma Catarina ansiosa por o ler. Como ela só vinha a Portugal uns dias mais tarde, ainda fiquei com ele em minha posse uma semana e meia, e foi o suficiente para a curiosidade me vencer (aquela capa chamativa também não ajudou nada a deixá-lo de parte) e o abrir numa curta viagem de fim-de-semana. Escusado será dizer que li metade do livro no espaço de uma hora, e só não o terminei nesse dia porque tive outros afazeres.
Marie Lu tem uma escrita muito fluída e intuitiva que facilita a entrada no enredo. As personagens são-nos apresentadas de chofre, sem grandes descrições, mas com todas as componentes necessárias para nos chamar a atenção, prender a curiosidade e ressalvar a ânsia de descobrir mais. Day e June têm vozes muito próprias, que facilmente se distinguem, independentemente da estrutura adoptada no livro. Contadas na primeira pessoa, as narrativas soam mais vivas e cheias de entrelaces e acabamos por querer saber mais e passar mais tempo com cada um. Tive imensa pena da morte de Metias (facto descrito na sinopse), porque adorei a relação dele e da irmã. Só tive com ele numas meras páginas, e senti tanto a sua falta como June ao longo da narrativa. Era rapaz, mas um irmão presente e galinha que protegia uma irmã dura (pelo menos diante de terceiros) das desgraças do mundo, não porque ela necessitasse, mas porque ele precisasse de o fazer.
O contexto envolvente é de facto deixado um pouco de lado. Compreendemos o meio em que as duas personagens circulam, o que representam os Patriotas e as Colónias ou os JumboTrons mas não existem realmente grandes elos de ligação entre si ou que descrevam a forma de funcionamento da sociedade, mas principalmente, as raízes históricas da construção temática que explicasse a existência de alguns comportamentos, ou o real conhecimento dos elementos principais quanto à sociedade onde viviam.. Propositado ou não, deixa algo a desejar, especialmente quando elaboradas as teorias finais, e que obrigam o leitor a ter uma visão mais abrangente.
Ainda assim, mantém-nos atentos, com vontade de o ler e saber de que forma se irão safar as personagens. Por outro lado, e da minha percepção, existe uma reviravolta mais ou menos a meio do livro que foi pouco conseguida, e cujo desenrolar dos acontecimentos a partir desse momento me parecem mais fantasiosos do que o devido e reduziram em parte o meu interesse por este livro. Continuei a lê-lo, porque como vos disse, as páginas quase que se viram sozinhas de tão fácil que é ler este livro, independente do certo elemento de desilusão com a condução da estória. De qualquer forma. nada está perdido, e quero ler a continuação desta aventura. Considero que pode ser um livre interessante para leitores pouco assíduos, que se queiram entreter e recuperar o entusiasmo pela leitura. Nunca é maçudo, ou complexo ou sem acção suficiente para respirarmos fundo durante muito tempo. E sem sombra de dúvida, divertiu-me por umas horas!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Novidade: Morte em Palco, de Caroline Graham

Morte em Palco
de Caroline Graham
Coleção: Crime à Hora do Chá - volume 4
Ano da Edição / Impressão: 2014
Número Páginas: 368
Editora: ASA
Resumo:
Todos os atores adoram um bom drama e os membros da Causton Amateur Dramatic Society não fogem à regra. Românticas cenas de amor, momentos de ciúme e desespero, reconciliações operáticas, egos em fúria… as emoções estão ao rubro nesta produção amadora da peça Amadeus. Todavia, até as mentes mais criativas têm de admitir que assassinar o protagonista em palco é um pouco excessivo. Felizmente, o inspetor Tom Barnaby está na plateia e assume o controlo da situação. Da ex-mulher ressabiada a inesperados amantes secretos e atores invejosos, não lhe faltam suspeitos. O que parece faltar-lhe, sim, é objetividade. O bom inspetor conhece perfeitamente todos os envolvidos, são seus vizinhos e amigos, e por isso mesmo, conseguirá ver quem eles realmente são?

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Opinião: Os Adivinhos, de Libba Bray

Os Adivinhos
de Libba Bray
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 580
Editor: Edições Asa
Resumo:
Evie O'Neill foi exilada da sua monótona e pacata cidade natal e enviada para as agitadas ruas de Nova Iorque - e fica radiante! Nova Iorque é a cidade dos bares clandestinos, das compras e dos cinemas! Pouco depois, Evie começa a andar com as glamorosas «Ziegfield Girls» e com atraentes carteiristas. O único problema é que Evie tem de viver com o seu tio Will, curador do Museu Americano de Folclore, Superstição e Ocultismo - também conhecido como «O Museu dos Arrepios», homem com uma pouco saudável obsessão pelo oculto.

Evie receia que ele descubra o seu segredo mais sombrio: um poder sobrenatural que até ao momento só lhe causou problemas. Porém, quando a polícia encontra uma rapariga morta que tem um estranho símbolo gravado na testa e Will é chamado ao local, Evie percebe que o seu dom pode ajudar a apanhar o assassino em série.

Quando Evie mergulha de cabeça numa dança com um assassino, outras histórias se desenrolam na cidade que nunca dorme. Um jovem chamado Memphis é apanhado entre dois mundos. Uma corista chamada Theta anda a fugir do seu passado. Um estudante chamado Jericho esconde um segredo chocante. E sem que ninguém saiba, algo sombrio e maligno despertou. 
Rating: 3,75/5

Comentário: 

Confesso que até ao fim deste livro não soube o que escrever sobre o mesmo. O livro Os Adivinhos é uma obra complexa que tem tanto de young adult como de policial, tanto de terror como de realidade e creio que foi isso que me atraiu no livro e me fez continuar a lê-lo apesar de não ser do género que mais leio.
As notas subtis de algo sobrenatural e as vidas pacatas e comuns das personagens misturam-se num emaranhado de histórias e de diferentes pontos de vista que nos acompanha pelas mais de quinhentas páginas do livro.
Pessoalmente e sem saber, acabei por escolher o meu livro para o Halloween deste ano, quando o seleccionei há dias como próxima leitura. Afinal, poderá haver algo mais aterrorizador do que ler sobre um fantasma assassino quando todo o país se prepara para o Halloween (há que não esquecer onde me encontro agora) e andamos todos a ver fantasmas pelos cantos? E então nesta casa onde estou agora que é velhita e range por todos os lados, e onde as portas abrem com o vento, nem vos consigo explicar quantos saltos já dei.
O que torna um livro assustador? Um toque de ocultismo? Personagens que parecem reais? A presença de fantasmas? Um ambiente realista?  
Os Adivinhos tem isto tudo e mais o que possam imaginar. Evie, a nossa personagem principal, é enviada para viver com o seu tio solteirão depois de uma “partida” numa festa da sociedade. Contrariamente ao que os seus pais pensam, Evie abraça a oportunidade de braços abertos e fica feliz por finalmente sair da pequena cidade onde vive e aproveitar a cidade de Nova Iorque em plenos anos 20 (onde tudo é cor, luz e possibilidades).
Claro que num livro destes nem tudo poderia ser magia e felicidade, e é aqui que os assassinatos e ocultismo entram com toda a sua força, criando um ambiente de mistério e terror. Este livro é o primeiro mais assustador que leio desde a Crónica de uma Serva, de Margaret Atwood; e apesar de não ter deixado uma marca tão grande como o livro de Atwood, sem dúvida que me assustou o suficiente.
A escrita de Libba Bray é diferente do que esperava num livro young adult integrado na Colecção 1001 Mundos. Apresenta-se com uma forma de escrita que soa a gente crescida, quase como um romance para adultos, e creio que essa é a maneira de Bray dizer que só porque se está a escrever um livro para pessoas mais novas, isso não quer dizer que a audiência seja parva. Assim sendo, Bray brinda-nos com um pouco de tudo, desde referências sexuais, clubes subterrâneos, máfia, gargantas degoladas e classes superiores que se acham sempre acima de tudo e todos.
 Este é um livro que nos brinda com o mundo; e é por isso que, na minha opinião acaba por nos meter medo. O mundo descrito por Libba Bray é criado de ambientes que nos são familiares, onde revemos as nossas cidades, as nossas ruas e os nossos vizinhos. As personagens que o povoam são humanas e lutadoras, e é fácil para o leitor relacionar-se com elas. Gostei bastante de Theta e do seu irmão Henry, os jovens que trabalham no mundo do espétaculo e que só se têm um ao outro para se manterem a salvo (a sua história e a sua dinâmica são bem interessantes).
Resumindo: é um livro diferente do normal, nomeado a prémio, e que está a captar a atenção de leitores um pouco por todo o mundo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Novidades: Edições Asa


Disponíveis a 5 de Novembro:

Crime de Luxo
De Ngaio Marsh
Resumo:  
As jovens debutantes suspiram, ansiosas. As mães casamenteiras planeiam minuciosamente cada lanche, baile e jantar. Em Londres, uma nova temporada está prestes a começar. Mas por detrás de tão enérgica atividade, a alta sociedade está a ser vítima de um crime tão abjeto quanto silencioso. Alguém está a chantagear as mais notáveis famílias da cidade... e essa pessoa também planeia cuidadosamente todos os seus passos. O inspetor-chefe Roderick Alleyn, ele próprio um aristocrata, move-se suficientemente bem naquele meio para perceber que algo de estranho se passa. Encontrou, até, o aliado perfeito. O seu amigo Lorde Robert Gospell aceitou misturar prazer e dever num dos bailes mais aguardados do ano. E para mal dos seus pecados, o bom lorde descobriu o culpado...


Luz e Sombra
de Leigh Bardugo
Resumo:
Só ela consegue vencer as trevas... Rodeada por inimigos, a outrora grande nação de Ravka foi dividida em duas pelo Sulco de Sombra, uma faixa de escuridão quase impenetrável cheia de monstros que se alimentam de carne humana. Agora, o seu destino pode depender de uma só refugiada. Alina Starkov nunca foi boa em nada. Órfã de guerra, tem uma única certeza: o apoio do seu melhor amigo, Maly, e a sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa do regimento militar, numa das expedições que tem de fazer ao Sulco de Sombra, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros volcra e ficar brutalmente ferido. O seu instinto leva-a a protegê-lo , e ela revela um poder adormecido que lhe salva a vida, um poder que poderia ser a chave para libertar o seu país devastado pela guerra. Arrancada de tudo aquilo que conhece, Alina é levada para a corte real para ser treinada como um membro dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina no seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir o Sulco de Sombra. No entanto, nada naquele mundo pródigo é o que parece. Com a escuridão a aproximar-se e todo um reino dependente da sua energia indomável, Alina terá de enfrentar os segredos dos Grisha... e os segredos do seu coração.
 
Disponível a 12 de Novembro:
 

Provocadora
de Madeline Hunter
Resumo:
Verity Thompson desapareceu no dia do seu casamento. O seu paradeiro manteve-se secreto durante dois anos. Um longo período em que o marido, o conde de Hawkeswell, viveu na penúria e na incerteza. Verity deixou para trás uma fortuna imensa mas inacessível, pois o seu óbito não foi declarado. Nem poderia sê-lo pois ela está bem viva. Ao ser obrigada a casar, Verity fugiu de Londres e refugiou-se, incógnita, no campo. Sem qualquer interesse pelo título ou estatuto do marido, abdicou da sua fortuna em troca da liberdade. Mas o passado tem os seus próprios desígnios e a jovem vê-se agora obrigada a regressar à cidade e a um casamento sem amor. Por seu lado, o arrogante Hawkeswell está disposto a chegar a um acordo: se Verity lhe conceder três beijos por dia, ele não a obrigará a cumprir os deveres conjugais. Mas, claro, há beijos e beijos... e Verity vai perceber até que ponto se arruinou ao entregar-se às mãos hábeis de um mestre.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Opinião: Uma Casa de Família, de Natasha Solomons

                                  Uma Casa de Família
 de Natasha Solomons

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 416
Editora: Edições ASA

Resumo:
Na primavera de 1938, a ameaça nazi paira sobre a Europa.
Em Viena, a família Landau vê desaparecer muitos dos seus amigos e teme pela sua segurança. Decidem fugir do país mas não poderão partir juntos. Elise, a filha mais nova, é enviada para Inglaterra, onde a espera um emprego como criada de uma família aristocrática. É a única forma de garantir a sua segurança. Para trás deixa uma vida privilegiada.
Em Tyneford, ela tenta encontrar o seu lugar na rígida hierarquia da casa. É agora uma das criadas, mas nunca antes trabalhou. Tem a educação e os hábitos da classe alta, mas não pertence à aristocracia. Enquanto areia as pratas e prepara as lareiras, usa as magníficas pérolas da mãe por baixo do uniforme. Sabe que deve limitar-se a servir, mas não consegue evitar o escândalo ao dançar com Kit, o filho do dono da casa. Juntos vão desafiar as convenções da severa aristocracia inglesa numa história de amor que tocará todos os que os rodeiam.
Em Tyneford, ela vai aprender que é possível ser mais do que uma pessoa. Viver mais do que uma vida. Amar mais do que uma vez.

 Rating: 4/5 

Opinião: Confessem lá que já tinham saudades das minhas opiniões! Em primeiro lugar, tenho de agradecer à Mafi, co-autora do Blog Algodão Doce para o Cérebro (se gostam de romance, têm de lá ir espreitar), porque foi ela que me fez realmente olhar para este livro. Já o tinha visto nas novidades, quando ele surgiu, mas não tive muito interesse, até ler a opinião dela (ainda bem que o fiz!) e ir detalhadamente a sinopse.

Para quem gosta de estórias de vida com mesclas de romance, e o devido sabor agridoce do período da II Guerra Mundial, este livro é para vocês. Apresenta-se uma época ainda antes do fatídico dia de 1939 que determinou o começo oficial de um conflito há muito flagelado. Quando Elise se muda para Tyneford, espera-a uma realidade desconhecida, para a qual ela não está minimamente preparada, ou sequer consciente das consequências da mudança. Pela alusão da capa a Downton Abbey, esperava algo diferente, mas o livro não segue a linha de raciocínio da série, e ainda bem. Gostei das constantes reviravoltas do enredo, e do facto da estória nos obrigar a colocar de parte qualquer hipótese de previsão da resolução das questões apresentadas.

"Uma Casa de Família" é uma nova perspectiva dos horrores da II Guerra Mundial sobre os que não a combateram directamente, mas cujas vidas ficaram transformada para sempre. Desde à família de judeus desestruturada, aos processos de racionamento de alimentos e outros produtos, do movimento de resistência disseminado um pouco por toda a Grã-Bretanha, com especial enfoque nos britânicos a residirem em locais costeiros. As personagens locais de Tyneford são todas bastante humanas, mesmo quando trespassam as páginas muito levemente, deixando marcas de uma época por muitos não vivida, e que deixou traços na condução das relações humanas e na ocupação do território britânico.

Elise é a personagem principal que iremos acompanhar, a qual mesmo que não fosse apreciada por todos os leitores (alguns podem achar algumas das suas características algo irritantes) não deixa de gerar uma empatia absorvente, ao ser colocada numa realidade dura e pouco afável à sua condição, mas particularmente insuportável pela separação forçada dos restantes elementos da família. Talvez algumas das suas acções não sejam particularmente compreensíveis para o leitor, mas lembrança da sua idade tenra não nos abandona, pelo que se torna mais fácil assumir-lhe os percalços e os desajustes à realidade vivida, através de uma composição musical sonhada e há muito perdida.

E falo de música porque a temática é uma constante nesta obra, seja pela correlação das personagens seja pela importância do som na construção dos cenários: os tiroteios, as valsas, os sons do mar, a ressonância das botas militares num chão feito para ser pisado por sapatos delicados. Para completar, foi incluída no final do livro uma pauta, que corresponde a uma composição criada propositadamente para este livro. Sei que está algures no Blog da autora, mas tão bem escondida que não a descubro novamente. No entanto, este trailer do livro utiliza-a como banda sonora, pelo que podem espreitar na mesma:



Afinal encontrei, aqui fica:  http://goo.gl/v7cqhJ
Vale mesmo a pena. Vão-se apaixonar. E os traços de inspiração semi-biográficos só irão selar ainda mais esse enternecimento.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Novidades: ASA

A Herdeira Acidental
de Vikas Swarup
Número Páginas: 400
Editora: ASA
Disponível a 23 de Julho!
 Resumo:
A jovem Sapna está destroçada. Obrigada a abandonar a universidade para se dedicar a um emprego medíocre como vendedora de eletrodomésticos em Nova Deli, ela é agora a única responsável pelo sustento da mãe doente e da fútil irmã mais nova. Mesmo para um coração otimista como o seu, é cada vez mais difícil acreditar num futuro melhor… até que um dia, quando o seu desespero é absoluto, algo insólito acontece: um milionário excêntrico quer fazer dela sua herdeira. Sapna pode vir a receber mais dinheiro do que alguma vez sonhou e, com ele, mudar a sua vida e a de todos os que ama. Em troca, terá "apenas" de superar os sete testes do "livro da vida". Sete testes sobre os quais o seu estranho benfeitor mantém segredo absoluto. Assim começa uma viagem rocambolesca que vai testar o seu caráter, a sua coragem e o seu coração. Pelo caminho, conhece pessoas inesquecíveis. De um casal de noivos em fuga a um sex symbol de Bollywood ou a uma insuspeita cleptomaníaca, todos vão, de alguma forma, transformá-la. E quando se depara com o sétimo e último teste - aquele para o qual a vida não a preparara -, Sapna questiona até que ponto será capaz de se sacrificar por um sonho. Vikas Swarup, autor de Quem Quer Ser Bilionário? - que inspirou o filme vencedor de oito Óscares e quatro Globos de Ouro - está de volta com uma história hilariante e dramática, terna e cruel, como o seu próprio país. Tanto a Índia como a sua heroína estão presas entre tradição e modernidade neste romance que nos leva questionar os nossos próprios sonhos e limites.


Deslumbrante
de Madeline Hunter
Número Páginas: 320
Editora : ASA
Disponível a 9 de Julho!
Resumo:
Numa época em que a reputação de uma mulher é o seu bem mais precioso, Audrianna desafia todas as convenções. Ela é uma jovem determinada, independente… e disposta a tudo para aniquilar o seu adversário, o altivo Lord Sebastian Sommerhayes. A uni-los está um homem: o pai de Audrianna, que morreu envolto nas malhas de uma conspiração. Para Audrianna, essa tragédia significou o fim da sua inocência. Para Sebastian, que liderou a investigação, foi apenas uma morte merecida. Audrianna jurou limpar o nome do pai, mas nunca esperou sentir um desejo tão avassalador pelo homem que o arrasou. A busca pela verdade vai levá-la demasiado longe numa sociedade que é implacável perante a ousadia feminina. Ao ver-se mergulhada num escândalo que pode ser-lhe fatal, Audrianna tem apenas uma inconcebível opção…
Deslumbrante é o primeiro volume da série As Flores Mais Raras. Mais uma apaixonante e sensual saga histórica pela mão da Rainha do Romance.

A Menina Sem Nome
de Marina Chapman
Número Páginas : 304
Editora : ASA
Disponível a 2 de Julho!
Resumo:
Entregue a si própria, Marina vagueou durante dias a chorar pela mãe. Como conseguiu uma criança de tenra idade sobreviver em condições tão hostis? A resposta desafia todas as nossas convicções: Marina foi "adotada " por uma família de macacos. Nos anos que se seguiram, eles seriam os seus guardiões. Com eles aprendeu a buscar alimentos, a proteger-se dos predadores e a viver em comunidade. Quando foi encontrada, cinco anos depois, o seu estado era completamente selvagem. Arrancada à floresta por caçadores, foi vendida a um bordel onde sofreria maus-tratos diários até ter a coragem de fugir. Encontrou refúgio nos meandros da selva urbana e no seio de um gangue de meninos da rua. Mas a infância de Marina não tinha ainda terminado. De alguma forma, acabara de começar.
Um livro de memórias único e uma lição de vida inesquecível. A forma carinhosa como Marina foi acolhida pela família de macacos quando os seus semelhantes a trataram com tão imperdoável crueldade mostra-nos o quanto temos a aprender com os animais e é a derradeira prova da força do espírito humano.


A Luz das Runas
de Joanne Harris
Número Páginas : 608
Editora : ASA
Disponível a de 16 de Julho!
Resumo:
Três anos após o Fim do Mundo, o silêncio reina ainda nas Catacumbas… Após a queda da Ordem, o mundo está a voltar lentamente à vida. Maddy sente-se finalmente em paz, agora que está livre das regras brutais da organização. Mas para Maggie, nascida e criada no seio da Ordem, este é um tempo de caos e desolação. Maddy e Maggie vivem a mil quilómetros de distância uma da outra mas têm uma coisa em comum: ambas nasceram com a marca das runas na pele. Um símbolo que remonta ao tempo em que o mundo era governado por deuses que habitavam Asgard. Asgard está agora em ruínas, e o poder dos deuses foi há muito destruído. Pelo menos, é o que todos pensam… Mas nada se perde para sempre. Os deuses ainda não desistiram. Eles cobiçam o poder das runas que as duas jovens detêm. Maddy e Maggie rapidamente se veem envolvidas numa luta sem tréguas que as aproximará uma da outra e na qual os seus limites serão postos à prova e as suas lealdades testadas ao limite. MAIS UMA APAIXONANTE VIAGEM AO CORAÇÃO DAS LENDAS NÓRDICAS.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Opinião: Mariana, de Susanna Kearsley







Mariana
de Susanna Kearsley
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: Edições ASA



 Resumo: Ela tinha apenas cinco anos quando viu Greywethers pela primeira vez, mas soube de imediato que aquela era a sua casa. Vinte e cinco anos depois, tornou-se finalmente sua proprietária. Mas Júlia depressa começa a suspeitar de que existe algo de poderoso e inexplicável por detrás da sua decisão radical de abandonar Londres e começar de novo numa pequena aldeia. Os novos vizinhos são calorosos e acolhedores, muito particularmente Geoff, o aristocrático proprietário de Crofton Hall, com quem sente uma ligação imediata. Mas a vida tal como ela a conhecia acabou, e outra bem diferente está prestes a começar. Uma vida que inclui Mariana, que habitou aquela mesma casa trezentos anos antes e cujo destino ficou tragicamente por cumprir. A história de Mariana vai-se revelando a pouco e pouco, apoderando-se da sua vida como um feitiço. Ao longo dos séculos que separam as duas jovens, uma promessa de amor eterno aguarda o desfecho que o destino lhe negou. Conseguirá Júlia desvendar no presente os enigmas do passado? Será que Mariana esteve sempre à sua espera?
Rating: 4/5

Opinião:  Fiquei fã da Susanna Kearley com "O Segredo de Sophia" (já aqui comentado no Blog), e quando o vi na Feira do Livro de Lisboa não resisti.

Iniciamos esta história com Júlia, uma mulher que desde pequena se encantou com uma pequena casa numa vila de dimensões reduzidas, e com a qual sempre cruzou por acaso. A ligação ao espaço é intensa e avassaladora, o que se no caso de uma menina de 7 anos a leva a dizer-se proprietária da casa dos seus sonhos, como uma mulher de 29, fá-la perder a cabeça e acabar por adquiri-la. À semelhança do anterior livro da autora, achei que faltava um pouco de caracterização da vida apriori de forma mais fundamentada, mas nada que me tenha estragado a evolução do enredo.
Quem leu o livro anterior da autora, certamente terá algumas sensações de dejá vu, não porque a história seja igual, mas porque existem algumas similiaridades na condução da mesma.
Júlia irá adaptar-se rapidamente aos seus novos vizinhos e ao ar pacato da vila, sendo invandida por indícios de vidas passadas através do carácter histórico da sua residência e do solar Crofton Hall, mas também de mitos e de susperstições populares (que se calhar não estarão assim tão erradas quanto isso).
Enquanto tenta descobrir o verdadeiro segredo, o objectivo de toda a sua curiosidade, Júlia irá passar por alguns momentos algo caricatos (pelo menos se vistos exteriormente) e por uma série de emoções para as quais nem sempre estará preparada.
Gosto das várias personagens deste livro. Tornam-no numa leitura afável e doce, e compõem muito bem a narrativa. Os habitantes da vila contemporânea trazem-nos um lugar idílico onde não me importava de passar férias; com bastante hospitalidade, uma boa dose de intromissão e simpatia.
Tom, o irmão de Júlia, acaba por ser a minha personagem preferida. Um vigário com um sentido de humor afiado e peculiar, que continua a cuidar da irmãzinha e a zelar pela sua segurança e bem-estar.  A relação dos dois irmãos é, de resto, um dos pontos fortes do livro.
Já a vila de 300 anos antes é um local de intrigas, dramas políticos e relações proíbidas, como em parte já se esperava. As ligações entre o presente e o passado estão delineadas de forma inteligente, ainda que a meio do livro tenham sido algo apressadas, roubando-nos elementos da realidade, de qualquer uma delas aliás.
Por mim, e sem revelar nada que não possa, não concordo com o determinismo temporal que a autora quis atribuir ao desenvolver da história, quer quanto à interligação de personagens quer quando ao decorrer do tempo.
O fim foi algo apressado, e apesar de o ter aceite, não acho que tenha tido muito sentido. Mesmo que o desfecho final conduzisse naquele sentido, mais uma vez, o determismo imposto soou-me algo disparatado.
Em última instância, continuo a gostar da forma como a autora escreve e conduz as suas histórias, pelo que irei ficar deste lado a acompanhar próximas obras.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Vencedoras do Passatempo - "O Espião Português", de Nuno Nepomuceno





Já aqui agradecemos publicamente a gentileza com que fomos recebidas pelo autor Nuno Nepomuceno durante a Feira do Livro de Lisboa, e pela cedência de 2 exemplares autografados da sua obra ao Encruzilhadas Literárias.

Tivemos uma grande procura, pelo que agradecemos a todos pela participação. Para o espião em questão...é que o trabalho deve estar dificultado!

E sem mais demoras, as vencedoras foram:

Alice [...] Gomes - Lavra Mts

Nélia [...] Gomes - Maia

Parabéns a ambas! Fiquem a aguardar o envio do vosso exemplar autografado em breve!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Novidades: Edições ASA

Uma Espia no Meu Passado
de Lucinda Riley
Número Páginas: 496
Sinopse:
Côte d'Azur, 1998. Émilie lutou sempre contra o seu passado aristocrático. Agora, com a morte da mãe, é obrigada a confrontá-lo pois é a única herdeira do imponente castelo da família. Mas com a casa vem uma pesada dívida e muitas interrogações: qual era a finalidade do quarto secreto que descobre por baixo da adega? Quem é a misteriosa Sophia, que assina um comovente caderno de poemas? Quem foram os protagonistas da trágica paixão que mudou o curso da história da família? Londres, 1943. Em plena Segunda Guerra Mundial, a inexperiente Constance Carruthers é recrutada pelos serviços de espionagem britânicos e enviada para Paris. Um incidente separa-a do seu contacto na Resistência Francesa, obrigando-a a refugiar-se junto de uma família aristocrata que entretém membros da elite de Hitler ao mesmo tempo que conspira para libertar o país. Numa cidade repleta de espiões e no auge da ocupação nazi, Constance vai ter de decidir a quem confiar o seu coração.
Constance e Émilie estão separadas por meio século mas unidas por laços que resistiram à força demolidora do tempo. Os segredos que o passado encerra pulsam ainda em busca de redenção.


Laços que Perduram
de Nicholas Sparks
Número Páginas: 448
Sinopse:
Com apenas vinte e cinco anos, Julie Barenson tem já uma mágoa maior do que a vida: o seu querido marido, Jim, morreu. Em plena noite de Natal, dilacerada pela perda, ela recebe os dois inesperados presentes que ele lhe deixou. É o típico ato de amor de Jim: não a esquecer nem por um segundo. É assim que Singer, um cachorrinho amoroso e assustado, entra na sua vida. A acompanhá-lo vem um bilhete e uma promessa: Jim velará sempre por ela. Quatro anos depois, Julie está preparada para começar de novo e Richard Franklin parece ser o homem ideal. Mas no seu íntimo, ela sente que algo está errado e termina a relação. A seu lado, incondicionalmente, está Mike Harris, o bondoso melhor amigo de Jim, o homem que a apoiou nos melhores e nos piores momentos. Ao longo dos anos, os sentimentos entre ambos floresceram e parece ter finalmente chegado o momento de viverem plenamente a sua paixão.
Mas quando a vida parecia sorrir-lhe de novo, Julie tem de enfrentar o pior dos pesadelos - sobreviver à perseguição de um louco. Nesta comovente história de amor, perda e redenção, Nicholas Sparks ultrapassa os limites do romance ao pintar um quadro implacável dos sombrios desígnios da mente humana. Laços que Perduram é a derradeira prova da sua mestria. 


Sozinhos na Ilha
de Tracey Garvis Graves
Número Páginas: 352
Sinopse:
Uma ilha deserta plena de sol, vegetação luxuriante e mar cristalino é um cenário de sonho. Ou talvez não...
Anna Emerson decide quebrar a sua rotina e deixar Chicago para dar aulas numa ilha tropical. Por seu lado, T. J. Callahan só quer voltar a ter uma vida normal após a sua luta contra o cancro. Mas os pais empurram-no para umas num destino exótico. Anna e T. J. estão a sobrevoar as ilhas das Maldivas a bordo de um pequeno avião quando o impensável acontece: o aparelho despenha-se no mar infestado de tubarões. Conseguem chegar a uma ilha deserta. Sãos e salvos, festejam e aguardam, convictos de que serão encontrados em breve. Ao início, preocupam-se apenas com a sobrevivência imediata e imaginam como será contar tamanha aventura aos amigos. Nunca a citadina Anna se imaginou a caçar para comer. T. J. dá por si a lutar com um tubarão e a ser acolhido por simpáticos golfinhos. Os dois jovens descobrem-se timidamente e exploram a ilha. Mas à medida que os dias se transformam em semanas, e depois em meses, as hipóteses de serem salvos são cada vez menores. Ambos têm sonhos por cumprir e vidas por retomar, e é cada vez mais difícil evitar a grande questão: conseguirão um dia sair daquela ilha?


O Estrangulador de Cater Street
[Coleção: Crime à Hora do Chá - volume 2]
de Anne Perry
Numero de Páginas: 336
Sinopse:
O primeiro mistério do casal de detectives Charlotte e Thomas Pitt Enquanto as irmãs Ellison - Charlotte, Sarah e Emily - visitam amigos e tomam chá nos melhores salões londrinos, uma das suas criadas é brutalmente assassinada. Para Thomas Pitt, o jovem e pacato inspetor destacado para o caso, ninguém está acima de suspeita. A sua investigação na requintada casa da família Ellison vai provocar reações extremas: para uns, será de absoluto pânico; para outros, de deselegante curiosidade; para a jovem Charlotte será algo mais íntimo e empolgante. Algo capaz de levar Thomas a perder momentaneamente o seu instinto detetivesco e a andar com a cabeça nas nuvens. Mas sobre o casal pairam sombras impossíveis de ignorar: Charlotte é uma menina da sociedade e Thomas pertence à classe trabalhadora... e o assassino que atormenta as ruas da cidade continua à solta, implacável.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Novidades Abril: Edições ASA

Nasci Num Harém
de Fatima Mernissi
Lançamento: 12 Abril
Sinopse:
”Nasci num harém em Fez, Marrocos…” assim começa a história de uma infância passada por detrás dos muros proibidos de um harém.
Com uma voz carregada de emoção e um exotismo comparável ao das “Mil e Uma Noites”, Fatima narra as suas memórias e os sonhos e fantasias das mulheres que a viram crescer. Mulheres a quem o mundo exterior era interdito e que usavam o puro poder da imaginação para o recriar. Por entre o inebriante aroma a incenso e a suavidade dos véus multicores, ela viveu uma infância exuberante e mágica, mas também isolada e com pouco ou nenhum contacto com a realidade. A sua timidez e docilidade eram uma fonte de preocupação para a sua mãe, uma mulher rebelde e inspiradora, que a instigava a sonhar mais alto e a ousar transpor os muros proibidos para ver o mundo com os seus próprios olhos.

Amor & Enganos
de Julia Quinn
Lançamento: 19 Abril
Sinopse:
Sophie Beckett tinha um plano ousado: fugir de casa para ir ao famoso baile de máscaras de Lady Bridgerton. Apesar de ser filha de um conde, ela viu todos os privilégios a que estava habituada serem-lhe negados pela madrasta, que a relegou para o papel de criada. Mas na noite da festa, a sorte está do seu lado. Sophie não só consegue infiltrar-se no baile como conhece o seu Príncipe Encantado. Depois de tanto infortúnio, ao rodopiar nos braços fortes do encantador Benedict Bridgerton, ela sente-se de novo como uma rainha. Infelizmente, todos os encantamentos têm um fim, e o seu tem hora marcada: a meia-noite.
Desde essa noite mágica, também Benedict se rendeu à paixão. O jovem ficou até imune aos encantos das outras mulheres, exceção feita… talvez… aos de uma certa criada, que ele galantemente salva de uma situação desagradável. Benedict tinha jurado tudo fazer para encontrar e casar com a misteriosa donzela do baile, mas esta criada arrebatadora fá-lo vacilar. Ele está perante a decisão mais importante da sua vida. Tem de escolher entre a realidade e o sonho, entre o que os seus olhos veem e o que o seu coração sente. Ou talvez não…

Menina Rica, Menina Pobre
de Joanna Rees
Lançamento: 30 Abril
Sinopse:
Thea e Romy são duas lindas bebés cujo futuro é ditado por uma moeda atirada ao ar. Separadas e vendidas na calada da noite, os seus destinos não podiam ser mais diferentes. Thea é enviada para os Estados Unidos, onde a espera uma vida de privilégio e luxo. Romy é internada num violento e degradado orfanato na Alemanha de Leste. Embora vivam em continentes diferentes, os seus caminhos vão cruzar-se ao longo dos anos, sem que nenhuma conheça a identidade da outra. Mas os seus mundos acabarão por colidir um dia. Face a uma tragédia iminente, com tudo o que lhes é mais querido em jogo, elas têm apenas duas opções: destruírem-se mutuamente ou unirem-se, arriscando as próprias vidas, para descobrir a chocante verdade sobre o seu passado.
Das vielas decadentes de Londres aos arranha-céus de Nova Iorque, das montanhas geladas da Europa de Leste às exuberantes praias das Caraíbas, duas mulheres unidas pelo poder invisível dos laços de sangue constroem as suas vidas numa luta permanente contra a arbitrariedade do acaso.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Novidades: Edições ASA

A partir de 26 de Março:

Ligeiramente casados
de Mary Balogh
Resumo:
Como todos os Bedwyn, Aidan tem a reputação de ser arrogante. Mas este nobre orgulhoso tem também um coração leal e apaixonado - e é a sua lealdade que o leva a Ringwood Manor, onde pretende honrar o último pedido de um colega de armas. Aidan prometeu confortar e proteger a irmã do soldado falecido, mas nunca pensou deparar com uma mulher como Eve Morris. 
Ela é teimosa e ferozmente independente e não quer a sua proteção. O que, inesperadamente, desperta nele sentimentos há muito reprimidos. A sua oportunidade de os pôr em prática surge quando um parente cruel ameaça expulsar Eve de sua própria casa. Aidan faz-lhe então uma proposta irrecusável: o casamento, que é a única hipótese de salvar o lar da família. A jovem concorda com o plano. E agora, enquanto toda a alta sociedade londrina observa a nova Lady Aidan Bedwyn, o inesperado acontece: com um toque mais ousado, um abraço mais escaldante, uma troca de olhares mais intensa, o "casamento de conveniência" de Aidan e Eve está prestes a transformar-se em algo ligeiramente diferente... 


A partir de 12 de Março :

Menina de Ouro
de Chris Cleave
Resumo:
É difícil encontrar palavras para descrever a EMOÇÃO que os livros de Chris Cleave despertam. Os seus enredos são apenas uma parte da HISTÓRIA. Mais importante é a forma como tocam o leitor. E isso é ÚNICO e irrepetível. Menina de Ouro é sobre os limites do AMOR. Sobre as nossas LUTAS diárias. Sobre o conflito entre os nossos DESEJOS e a realidade. Conheça Kate e Zoe. Duas mulheres brilhantes com um SONHO que apenas uma poderá realizar. Conheça também Sophie. Uma criança dotada de uma sensibilidade rara, que luta entre a VIDA e a morte. Estão unidas por um SEGREDO. Delas se exige uma ESCOLHA. No momento mais importante das suas vidas, uma delas terá de fazer o derradeiro SACRIFÍCIO. Menina de Ouro é sobre o que significa ser HUMANO, mas também sobre o que nos permite a todos, de diferentes formas, atingir o EXTRAORDINÁRIO.


A partir de 5 de Março:

A marca das Runas
de Joanne Harris
Coleção: Crónicas das Runas - Livro 1
Resumo:
Maddy Smith nasceu com uma marca que ditou o seu destino. A runa inscrita na sua pele é um símbolo dos Antigos Deuses, uma marca mágica. E perigosa. Na pequena aldeia onde vive todos a receiam e excluem. Mas Maddy não renega a sua sorte. Pelo contrário, ela adora magia. Mesmo que isso a condene à solidão. Quinhentos anos passaram desde Ragnarók - o flagelo que marcou o Fim dos Tempos -, e a Nova Ordem impôs regras que ditam o aniquilamento do Caos, da Magia, dos Sonhos e da Imaginação.
À medida que os seus feitiços ficam cada vez mais fortes, Maddy sabe que será apenas uma questão de tempo até os Examinadores da Ordem a identificarem e perseguirem. E tempo é algo que o Mundo não tem... agora que a ameaça de destruição é cada vez mais real. Isolada, Maddy pode apenas contar com o ancião seu mentor, que lhe dá a conhecer as lendas nórdicas, com os seus deuses e criaturas maravilhosas. Invisível para a maioria das pessoas, este Mundo Subterrâneo encerra a chave do seu passado. Dela depende o destino do Mundo, mais uma vez... 

A provação do inocente 
de Agatha Christie
Resumo:
Condenado a prisão perpétua, Jacko Argyle sucumbiu a uma pneumonia e acabou por morrer sem conseguir provar a sua inocência. Acusado de assassinar a mãe adotiva, o jovem jurou em tribunal ter um álibi e até uma testemunha. Mas essa pessoa nunca foi encontrada. 
Acabado de chegar de uma longa viagem, Arthur Calgary tem informação que permite limpar o nome de Jacko, ainda que postumamente. A inocência de Jacko implica a culpa de outra pessoa... mas só a família estava em casa naquela noite fatal... A Provação do Inocente (Ordeal by Innocence) foi originalmente publicado em 1958 na Grã-Bretanha, tendo sido editado nos Estados Unidos no ano seguinte. Foi adaptado para o cinema em 1985 e para a televisão em 2007.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Novidades Fevereiro: Edições ASA


Mariana
de Susanna Kearsley
Disponível a partir de 12 de Fevereiro
Sinopse:
Julia Becket acredita no destino. Ela tinha apenas cinco anos quando viu Greywethers pela primeira vez, mas soube de imediato que aquela era a sua casa. Vinte e cinco anos depois, tornou-se finalmente sua proprietária. Mas Julia depressa começa a suspeitar de que existe algo de poderoso e inexplicável por detrás da sua decisão radical de abandonar Londres e começar de novo numa pequena aldeia. Os novos vizinhos são calorosos e acolhedores, muito particularmente Geoff, o aristocrático proprietário de Crofton Hall, com quem sente uma ligação imediata. Mas a vida tal como ela a conhecia acabou, e outra bem diferente está prestes a começar. Uma vida que inclui Mariana, que habitou aquela mesma casa trezentos anos antes e cujo destino ficou tragicamente por cumprir. A história de Mariana vai- se revelando a pouco e pouco, apoderando-se da sua vida como um feitiço. Ao longo dos séculos que separam as duas jovens, uma promessa de amor eterno aguarda o desfecho que o destino lhe negou. Conseguirá Julia desvendar no presente os enigmas do passado? Será que Mariana esteve sempre à sua espera? 

Diário Secreto de Uma Mulher
de Sophie Morgan
Número Páginas: 288 
Disponível a partir de 5 de Fevereiro
Sinopse:
E se Christian Grey existisse mesmo?
Sophie Morgan é uma jovem jornalista de sucesso. Divertida, inteligente, atraente e generosa, ela podia ser uma das suas amigas. A sua vida é absolutamente banal... com excepção de um "pormenor": na cama, ela gosta de se entregar a um homem dominador. Sophie é uma submissa. E é também suficientemente ousada para revelar a sua arrojada vida íntima: das primeiras experiências eróticas à recém-descoberta sexualidade, na qual James, um "Christian Grey" da vida real, teve um papel fundamental. É só quando o conhece que ultrapassa verdadeiramente os seus limites. À medida que a paixão entre ambos se intensifica, a questão que coloca a si própria é: até onde será capaz de ir? Poderá o homem perfeito ser também perfeitamente cruel? 
Na senda de 50 Sombras de Grey, este ousado relato pessoal desvenda os segredos e desconstrói os mitos do que realmente significa ser submissa. Arrojado, controverso e sensual, este Diário está recheado de uma honestidade tão surpreendente que ninguém - homem ou mulher - será capaz de o pousar. E quando terminar, o leitor vai perceber por que razão "Sophie" é um pseudónimo. 

Corações Gelados
de Laurie Anderson
Número Páginas: 232 
Disponível a partir de 6 de Fevereiro
Sinopse:
«Eu sou aquela rapariga. Eu sou o espaço entre as minhas coxas, a luz do sol a derramar-se entre elas. Eu sou a auxiliar de biblioteca que se esconde na "Fantasia". Eu sou a aberração de circo enclausurada em cera. Eu sou os ossos que eles querem, ligados num molde de porcelana.» Viajei na terra dos Corações Gelados devido às inúmeras leitoras que me escreveram a contar a sua luta com distúrbios alimentares, automutilação e sensação de andarem perdidas. A sua coragem e sinceridade puseram-me no caminho para encontrar Lia e ajudaram-me a compreender a sua devastação. Embora não seja uma história da vida real, Lia foi inspirada nessas leituras, e por isso lhes estou muito grata. 

Um Homem de Partes
de David Lodge
Número Páginas: 592 
Disponível a partir de 19 de Fevereiro
Sinopse:
Fascinado pelo génio de H. G. Wells - o visionário autor de A Guerra dos Mundos e A Máquina do Tempo - David Lodge recria a vida excêntrica e tumultuosa daquele que ficou para a posteridade conhecido como "o homem que inventou o amanhã". H. G. Wells foi em tempos o escritor mais famoso do mundo. Agora, isolado na sua casa londrina durante o Blitz de 1944, faz o balanço de uma vida invulgarmente intensa. Wells desafiou todas as probabilidades ao quebrar o ciclo de pobreza da sua família. Lutou desde cedo contra uma realidade que estava aquém do seu génio e foi recompensado com uma ascensão meteórica no meio intelectual dos últimos anos da Inglaterra vitoriana. Dono de uma fraca figura mas um imenso carisma, abandonou-se ao amor livre de forma enérgica... e frequentemente devastadora. Homem de contradições e de extremos, foi um socialista perdulário, um feminista mulherengo, um romancista em rota de colisão com o romance. Amou e foi amado por várias mulheres extraordinárias, mas no seu íntimo acarinhou muito poucas. Será através delas que Wells questiona agora o sentido da sua vida.