Leviatã 2: Besta
de Scott Westerfeld
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 352
Resumo:
Behemoth é a besta mais feroz da Marinha britânica. Os Darwinistas precisam dele mais do que nunca, agora que estão em guerra declarada com os Clankers.
Alek e Deryn estão juntos a bordo do Leviatã, e esperam conseguir levar a guerra a um impasse. Mas, quando a sua missão de paz falha, percebem que estão sós em território inimigo e que estão a ser perseguidos
Leviatã 3: Golias
de Scott Westerfeld
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 352
Resumo:
O Leviatã é forçado a desviar-se do seu percurso para resgatar Nicola Tesla, o inventor do Golias, uma máquina capaz de destruir cidades, e que ele usa como trunfo para impor a paz. Quando é descoberto um plano secreto alemão para sabotar a máquina, este ameaça disparála. Este é o espetacular final da trilogia! Batalhas aéreas emocionantes numa viagem à volta do mundo echeada de perigos e... beijos ousados!
Rating: 4/5 (de toda a colecção)
Leviatã , sem sombra de dúvida, cortou com essa tendência. Em primeiro lugar, poderão consultar o trailer em cima, dado que está bastante bem concretizado e com uma animação que ou muito me engano ou é baseada no trabalho do ilustrador
Keith Thompson, e que por sinal fez um óptimo trabalho ao longo do livro. Essa é uma das novidades: esta trilogia é acompanhada por uma série de ilustrações que retractam todos os momentos explosivos da narrativa, e que são tão realistas quanto bem executados, sendo um óptimo complemento para a narrativa. Por outro lado, eesta trilogia insere-se no género do
streampunk, do qual já aqui falámos anteriormente. E se leram o nosso artigo certamente percebem ao ver este trailer o quanto a trama se insere no conceito, aproximando-se até às definições originais que o caracterizarem.
Mas continuemos. Afinal, qual é a temática destes três fantásticos livros? Bem, aconselho-os para quem gosta de História, mas não é um impedimento para quem não a aprecia assim tanto. O mundo de Deryn e Alek é uma realidade alternativa ao nosso e decorre na altura da I Guerra Mundial. Oriundos de países tradicionalmente propostos à inimizade (embora esta só seja declarada muito posteriormente ao iniciar da trama): um adepto da filosofia
clanker (ligada à sabedoria das máquinas, do vapor, da mecânica rude) e outro defensor dos
darwinistas (resultantes de jogos genéticos com animais e forma a desenvolver criaturas adaptáveis às necessidades humanas, numa aparição enquanto mecanismos vivos, mas que no fundo nem são uma coisa nem outra). É destas duas filosofias que vive o mundo, sendo que algumas nações aprenderam a tirar vantagem e ambas. É o caso dos Estados Unidos da América, por exemplo.
A piada de gostar de História resulta então do facto a apresentação de
momentos históricos poder desviar-se para uma realidade alternativa por
algo tão simples como um momento disparatado destas duas cabeças aluadas
e de bom coração.
Os dois jovens irão ver-se envolvidos numa série de peripécias e precalços que os levarão em aventuras inimagináveis e os farão repensar sobre a sua pequena posição enquanto peões de um dilema mundial, na tomada de decisões acertadas que coloquem todos a salvo.
Deryn é uma rapariga que quer ser mais que um fantoche de saias. Adora voar e sente essa âmbição como parte da herança que o seu pai deixou. Mal sorte a sua que a entrada de mulheres para a força aérea é interdita e pode resultar em qualquer coisa muito má como a morte. Pelo menos é o que ela acha. Mas a rapariga tem uma mente sagaz e uma perspicácia que vence muitos, o que a ajudará sempre nas empreitadas em que se meter. É corajosa, forte e sensível, como todas as mulheres a sério são.
Já Alek é uma personagen que vem crescendo ao longo dos três livros. Começa por ser um rapaz um pouco inconsequente e algo irresponsável, muito concentrado no seu umbigo e que precisa de crescer. As situações porque passa, a responsabilidade que recai sobre as consequências das suas acções tornam-no mais ponderado. Ainda assim, e no meio os seus objectivos utópicos, procura o melhor para si e para os seus, querendo acima de tudo a paz.
É uma trilogia repleta de aventura, acção, descobertas e até algumas nuances de romance. Permite enveredarmos num universo que conhecemos mas que simultâneamente é totalmente diferente do nosso, com realidades que tanto nos aproximam como nos afastam. Deryn, Alek e todos os que os acompanham tornam esta narrativa divertida, fluída, espontânea e completa.