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quinta-feira, 26 de março de 2015

Novidade: Só se ama uma vez, de Johanna Lindsey

Romance – Série Malory – VOL. I
SÓ SE AMA UMA VEZ
de Johanna Lindsey
320 páginas
 
Regina Ashton já recusou tantos pretendentes à sua mão que a alta-sociedade londrina a considera uma snobe sem coração. Não podiam estar mais enganados. Órfã desde cedo, Regina é a sobrinha superprotegida de Lord Edward e Lady Charlotte Malory, a quem é muito difícil agradar. Aos olhos dos tios, nenhum dos jovens candidatos é suficientemente bom. Cansada de tão infrutífera busca, a jovem sai de casa numa noite escura, decidida a informá-los de que não pensa casar… nunca! Mas o seu plano coloca-a no sítio errado à hora errada, e é raptada por engano. A sua ira perante a arrogância do raptor, Nicholas Eden, vai inesperadamente dar lugar a sentimentos contraditórios de paixão e vergonha. Aquela noite não mais lhe sairá da cabeça.

O Visconde Nicholas Eden também tinha um plano: dar uma lição à sua amante descontente, raptando-a ao abrigo da noite. Não contava enganar-se na pessoa e arruinar a reputação de uma menina de família. Mas agora, movido pelo desejo mais desenfreado que alguma vez sentiu, é a custo que reconhece que nunca poderá casar com Regina, apesar do escândalo que paira sobre eles.
Implacável, é o destino que os uniu a afastá-los irremediavelmente, ainda que ambos saibam que um amor assim só se vive uma vez…
Johanna Lindsey já vendeu mais de cinquenta milhões de exemplares das suas obras, traduzidas em doze línguas. Tendo escrito mais de quarenta romances (todos eles um sucesso de vendas), é uma das escritoras românticas mais conhecidas no mundo inteiro. Os seus romances históricos abrangem todo o tipo de épocas e lugares, desde a Idade Média ao Velho Oeste americano, mas a série que mais sucesso lhe granjeou foi a saga da família Malory, do período da Regência.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Opinião: Tormenta, de Julie Cross

Tormenta
de Julie Cross
 
Edição/reimpressão: 2015 
Páginas: 384
Editor: 1001 Mundos/ Edições ASA
  





Resumo: 

Um misto de A Mulher do Viajante do Tempo e Matrix – um romance empolgante e cheio de ação!

Em 2009, o jovem Jackson Meyer é um rapaz normal de 19 anos: estuda, tem uma namorada… e consegue viajar no tempo. Mas não é como no cinema - durante os seus «saltos» para o passado, nada muda no presente – tudo não passa de uma diversão inofensiva.
Isto é, até Jackson e a sua namorada, Holly, serem atacados por desconhecidos e Holly morrer com um tiro. Em pânico, Jackson recua acidentalmente no tempo dois anos, mas aquele não é como os seus saltos temporais anteriores. Jackson descobre que ficou preso no passado e não consegue voltar ao futuro.
Desesperado por voltar e salvar Holly, mas incapaz de regressar ao ano certo, Jackson resolve continuar a sua vida em 2007, tentar descobrir o que puder sobre as suas capacidades e conhece Holly… de novo. Em breve descobre que nada na sua vida é o que parece ser, incluindo o seu próprio pai.
Não muito tempo depois, as pessoas que dispararam sobre Holly, membros de um grupo apelidado pela CIA de «Inimigos do Tempo», vêm a sua procura para recrutá-lo… ou matá-lo.
Com tudo aquilo a acontecer e ainda a tentar encontrar pistas sobre as origens da sua família para descobrir mais sobre as suas capacidades, Jackson tem de decidir até onde está disposto a ir para salvar Holly… e possivelmente o mundo.


Hoje, Jackson e Holly estão apaixonados.
Amanhã, ela irá morrer nos seus braços.
Ontem, ele tem de desfazer tudo…

Rating: 4/5
Comentário: Fico sempre com receio destas comparações e de usos de referências de outros livros para enquadrar um emergente no mercado literário. No caso de Tormenta, de Julie Cross, há muito que conhecia o título e a sinopse original não me seduziu por aí além. Viagens no tempo, histórias de amor tradicionais, parecia-me um pouco mais do mesmo. Felizmente cruzei-me novamente com este livro assim que saiu a edição portuguesa, e apesar de manter na apresentação as temáticas principais, soube despertar-me a atenção com algumas nuances. Para variar, a referência a A Mulher do Viajante do Tempo (um dos meus livros preferidos) e a Matrix chamaram-me a atenção e despertaram-me a curiosidade.
E tenho de começar esta opinião por aqui porque percebo o porquê destes dois elementos de referência terem sido identificados, mas também o quanto Tormenta impõe de originalidade no meio de alguns clichês q.b. para valer por si só.
Se pegarem neste livro à espera de grandes romances de tirar literalmente os pés do chão....vão encontrá-lo, mas não tão acentuado e da forma que esperam. Esta foi uma das agradáveis surpresas que a autora me trouxe e que tornaram esta leitura mais prazerosa.
Jackson é um adolescente completamente normal. Sentimos-lhe na pele os anseios da juventude, desde o desejo reprimido de estar sempre com a namorada (relação com a qual não surge da forma que esperava ao início), às preocupações da faculdade e dos preâmbulos do futuro, passando pela dor da perda, a responsabilidade perante as suas ocupações extracurriculares e a necessidade de corresponder a uma agenda preenchida e bastante agitada. E no mesmo disto tudo, sobressai como outra característica a capacidade de viajar no tempo. Assim sem mais nem menos, como mais uma parte de si que é uma mescla das restantes e com a qual ele tem de lidar diariamente, mesmo quando não lhe é muito prático.
É exactamente quando esta característica (mais do que um dom) acaba por se diferenciar dos outros elementos que o compõem que a balança do destino vira e é a partir do recuo para dois anos do passado referido na sinopse que finalmente conhecemos esta personagem, para além de todas as camadas superficiais e socialmente aceites, com angústias, arrependimentos, dúvidas existenciais e uma enorme necessidade de consertar o que se calhar não tem conserto.
Para variar, foi com enorme prazer que retornei a uma personagem principal masculina, mas que é essencialmente muito humana. Não é o super-herói que poderia ser, nem o engatatão a quem todas caem aos pés, nem sequer o herói do cavalo branco. É Jackson, um rapaz normal que por acaso viaja no tempo.
A partir do momento em que tudo se transforma, a acção é acelerada e os acontecimentos bastante repentinos. Acompanhamos o encadeamento da acção com bastante rapidez, mas sem por isso confundir o leitor, e gerando um entusiasmo pela diferença.  Especialmente a meio do livro, o enredo tendeu numa direção totalmente inesperada para mim mas a qual recebi com bastante agrado. Senti mais do que nunca que apesar que não achar que Julie Cross tenha inventado a pólvora, estava a ler algo de facto original.
As personagens que acompanham Jackson nesta aventura inicial são bastante interessantes, especialmente o Adam, que no seio de pensamentos e formulações dignas de um géniozinho, é também bastante humano e fiel. Quanto a Holly, é uma personagem da qual ainda não sei bem o que pensar, mas no geral gostei da prestação dela exactamente pelo grau de imprevisibilidade que lhe assistia.
Todas as restantes personagens secundárias, desde os Inimigos do Tempo a um certo grupo secreto da CIA acabaram por deixar uma interação de segundo plano com enorme destaque na diretiva principal e que tornou este livro muito mais interessante.
No seio de toda a acção são colocadas uma série de questões que não senti que tenham sido respondidas neste primeiro volume. Mas à semelhança dessas, foram largadas ao longo das últimas páginas várias pistas que certamente se converterão em esclarecimentos no segundo livro (e que quase que aposto que sei em que direção estas nos levam, mas Julie Cross já me habituou a algumas trocas de voltas).

É caso para dizer que consegui ver as semelhanças enunciadas entre as duas obras já referidas, A Mulher do Viajante do Tempo e Matrix, não porque sejam iguais ou sequer porque se enquadrem nos universos enunciados, mas porque em última instância existem uns rasgos de verosímilhança que servem de elementos identificativos, sem se camuflarem pelo enredo original. Recomendo!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 7 de abril de 2014

domingo, 16 de março de 2014

Opinião: Legend, de Marie Lu

Legend
de Marie Lu
Tradução: Raquel Dutra Lopes
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 296
Editor: Edições Asa
Resumo:
Outrora conhecida como a costa ocidental dos Estados Unidos, a República é agora uma nação em guerra permanente com as vizinhas, as Colónias. Nascida numa família de elite num dos distritos mais abastados da República, June, aos quinze anos, é um prodígio militar. Obediente, entusiasmada e dedicada ao seu país, está a ser aperfeiçoada para fazer parte dos círculos mais elevados da República. Nascido num dos bairros de lata do Setor Lake da República, Day, também com quinze anos, é o criminoso mais procurado da República. Mas talvez os seus motivos não sejam tão maliciosos quanto parecem. Pertencendo a mundos muito diferentes, não há motivo algum para que os caminhos de June e Day se cruzem - até ao dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado, e Day se torna o principal suspeito. Agora, apanhado no derradeiro jogo do gato e do rato, Day corre pela sobrevivência da sua família, enquanto June tenta desesperadamente vingar a morte do irmão. Contudo, numa reviravolta chocante, os dois descobrem a verdade daquilo que verdadeiramente os levou a encontrarem-se, e a que ponto a nação de ambos está disposta a chegar para manter os seus segredos.
Repleto de ação imparável, suspense e romance, o fascinante primeiro romance de Marie Lu irá certamente comover e arrebatar os leitores.

Comentários

Catarina: 3,5/5
Para mim uma das melhores sensações do mundo é aquela que temos quando finalmente pegamos num livro que há muito queríamos ler. Apesar de ver imensos comentários ao Legend, na sua maioria positivos, nem sempre podemos largar tudo o que temos em mãos para ler para ler outro livro.
Por isso, aproveitei a do livro pelas Edições ASA (1001 Mundos), para me dar uma desculpa para "largar o que tinha em mãos" e finalmente ler Legend.
Por onde começar? Quem nos segue sabe da minha paixão assolapada por universos distópicos que aliás, não é nada difícil de perceber clicando na nossa tag "leitura distópica". Recomendado para os fãs de Os Jogos da Fome, Legend é o primeiro volume de uma trilogia que, apesar de não me ter parecido tão emocionante, não deixa de ser fascinante e curiosa.
Um dos defeitos a apontar, que imagino que seja remediado nos próximos livros, é a falta de explicação sobre como os Estados Unidos acabaram da maneira que estão. Marie Lu concentrou, neste primeiro livro, toda a sua atenção nas personagens e nos círculos em que as mesmas estavam fechadas. Apesar de gostar da maneira como as personagens foram criadas e da atenção que lhes é dada, adoro toda a experiência do factor humano, creio que em algumas situações um pouco de contexto teria sido melhor.
Quantos às nossas personagens propriamente ditas tenho a dizer que adorei tanto June como Day. Ele pela sua maneira de ser e de falar, um rapaz que me lembra um pouco o conceito do Robin Hood e do qual é fácil gostar-se. Quanto a June, uma personagem que começou rebelde mas que cresceu e aprendeu com os seus erros, é sem dúvida senhora da sua história e gostei de como acabou por cruzar o seu caminho com o de Day.
Sou a favor de heroínas e sou a favor de mulheres que sabem o que querem e vão atrás dos seus sonhos. June é uma rapariga do exército, controlada e fria quando é preciso e irmã mais nova traquina nos tempos livres, é no fundo uma jovem de quinze anos com a vida toda pela frente e com um carinho imenso ao irmão. Como Day é uma personagem de que é fácil gostar-se e com a qual me consegui relacionar.
A escrita de Marie Lu é fluída e apesar de termos dois narradores na primeira pessoa parece-me que ela soube dar uma voz individual a cada um. June é mais correcta, tem frases mais complexas e uma visão mais restrita enquanto Day tem uma voz mais alegre e num tom mais informal que chega a tocar o "maroto".
Concluindo, gostei de Legend é uma distopia leve e, parece-me, é muito mais em torno de pessoas, personalidades e decisões do que a sociedade em que está inserida. Isto poderá mudar nos livros seguintes mas é, sem dúvida, uma saga que gostava de concluir.

Cláudia: 3,75/5

Com tantas distopias, novos livros de acção e revolução young adult, o meu interesse pelo estilo começa a esmorecer. No que toca a Legend, já o conhecia, já tinha passeado pela sua sinopse uma série de vezes e até parado uns dois segundos a olhar para a capa (que já agora, no original, é horrível) e nunca me seduziu por aí além. Tive a sorte de ver este livro editado em Portugal pela Edições ASA (1001 Mundos), em conjugação com uma Catarina ansiosa por o ler. Como ela só vinha a Portugal uns dias mais tarde, ainda fiquei com ele em minha posse uma semana e meia, e foi o suficiente para a curiosidade me vencer (aquela capa chamativa também não ajudou nada a deixá-lo de parte) e o abrir numa curta viagem de fim-de-semana. Escusado será dizer que li metade do livro no espaço de uma hora, e só não o terminei nesse dia porque tive outros afazeres.
Marie Lu tem uma escrita muito fluída e intuitiva que facilita a entrada no enredo. As personagens são-nos apresentadas de chofre, sem grandes descrições, mas com todas as componentes necessárias para nos chamar a atenção, prender a curiosidade e ressalvar a ânsia de descobrir mais. Day e June têm vozes muito próprias, que facilmente se distinguem, independentemente da estrutura adoptada no livro. Contadas na primeira pessoa, as narrativas soam mais vivas e cheias de entrelaces e acabamos por querer saber mais e passar mais tempo com cada um. Tive imensa pena da morte de Metias (facto descrito na sinopse), porque adorei a relação dele e da irmã. Só tive com ele numas meras páginas, e senti tanto a sua falta como June ao longo da narrativa. Era rapaz, mas um irmão presente e galinha que protegia uma irmã dura (pelo menos diante de terceiros) das desgraças do mundo, não porque ela necessitasse, mas porque ele precisasse de o fazer.
O contexto envolvente é de facto deixado um pouco de lado. Compreendemos o meio em que as duas personagens circulam, o que representam os Patriotas e as Colónias ou os JumboTrons mas não existem realmente grandes elos de ligação entre si ou que descrevam a forma de funcionamento da sociedade, mas principalmente, as raízes históricas da construção temática que explicasse a existência de alguns comportamentos, ou o real conhecimento dos elementos principais quanto à sociedade onde viviam.. Propositado ou não, deixa algo a desejar, especialmente quando elaboradas as teorias finais, e que obrigam o leitor a ter uma visão mais abrangente.
Ainda assim, mantém-nos atentos, com vontade de o ler e saber de que forma se irão safar as personagens. Por outro lado, e da minha percepção, existe uma reviravolta mais ou menos a meio do livro que foi pouco conseguida, e cujo desenrolar dos acontecimentos a partir desse momento me parecem mais fantasiosos do que o devido e reduziram em parte o meu interesse por este livro. Continuei a lê-lo, porque como vos disse, as páginas quase que se viram sozinhas de tão fácil que é ler este livro, independente do certo elemento de desilusão com a condução da estória. De qualquer forma. nada está perdido, e quero ler a continuação desta aventura. Considero que pode ser um livre interessante para leitores pouco assíduos, que se queiram entreter e recuperar o entusiasmo pela leitura. Nunca é maçudo, ou complexo ou sem acção suficiente para respirarmos fundo durante muito tempo. E sem sombra de dúvida, divertiu-me por umas horas!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Novidade: Padeira de Aljubarrota, de Maria João Lopo de Carvalho

Depois do sucesso de  “Marquesa de Alorna”, em 2011, Maria João Lopo de Carvalho traz-nos um romance dedicado à heróica Padeira de Aljubarrota, que todos conhecem mas de cujos segredos e desejos poucos sabiam…até agora. Um livro dedicado uma mulher de armas que pode e deve servir de inspiração nos dias de hoje. 

Quando, a 22 de Outubro, chegar às livrarias o novo romance de Maria João Lopo de Carvalho baseado na agitada vida da Padeira de Aljubarrota, a percepção dos portugueses sobre uma das suas maiores heroínas vai, necessariamente, mudar. A lenda de Brites de Almeida, cuja acção terá contribuído para combater o invasor Castelhano em finais do século XIV, ganha outra dimensão. A autora leva-nos a descobrir uma mulher extraordinária, corajosa e forte mas também uma mulher com desejos e sonhos, para quem o relacionamento com os homens foi bem mais do que um pormenor. Ao episódio de bravura que a História consagrou juntam-se muitos outros de sedução, sensualidade, aventura e romance, dando origem a uma história de amor, traição e coragem em tempos de crise, condição que o povo português, afinal, sempre viveu de perto.

Muitas histórias correram sobre a humilde mulher que, em 1385, numa aldeia perto de Alcobaça, pôs a sua extrema força e valentia ao serviço da causa nacional, ajudando assim a assegurar a independência do reino, então seriamente ameaçada por Castela. É nos seus lendários feitos e peripécias, contados e acrescentados ao longo dos tempos, que se baseia este romance, onde as intrigas da corte e os tímidos passos da rainha-infanta D. Beatriz de Portugal se cruzam  com os caminhos da prodigiosa padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida, símbolo máximo da resiliência e bravura de todo um povo.
 
Este é o romance nunca feito sobre a maior heroína da nossa história, cruzando a voz de Brites de Almeida com a voz de D. Beatriz de Portugal. Asas e Raízes, imaginação e rigor histórico no período mais conturbado que Portugal viveu na época medieval. 600 anos depois do seu feito heróico, a enorme popularidade da padeira e a sua figura inspiradora permitiram a Maria João Lopo de Carvalho criar um romance com outro ritmo, bem ao jeito do leitor que aprecia as peripécias de uma lutadora e corajosa mulher do povo que marcou a diferença num tempo em que sangue, suor e lágrimas não faltavam por terras de Portugal. E que melhor exemplo de bravura para os portugueses num período de lutas tão complexas como as que travamos todos nós nos dias de hoje?

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Novidade: A Guerra Diurna, de Peter V. Brett

A Guerra Diurna
de Peter V. Brett
Editora: 1001 Mundos
Resumo:
O Sol lança as sombras mais escuras
Na noite da Lua Nova, os demónios erguem-se em força, procurando as mortes dos dois homens com potencial para se tornarem o lendário Libertador, o homem que, segundo a profecia, reunirá o que resta da humanidade num esforço derradeiro para destruir os nuclitas de uma vez por todas.
Arlen Fardos foi outrora um homem comum, mas tornou-se algo mais: o Homem Pintado, tatuado com guardas místicas tão poderosas que o colocam à altura de qualquer demónio. Arlen nega constantemente ser o Libertador, mas, quanto mais se esforça por se integrar com a gente comum, mais fervorosa se torna a crença destes. Muitos aceitariam segui-lo, mas o caminho de Arlen ameaça conduzir a um local sombrio a que apenas ele poderá deslocar-se e de onde poderá ser impossível regressar.
A única esperança de manter Arlen no mundo dos homens ou de o acompanhar reside em Renna Curtidor, uma jovem corajosa que arrisca perder-se no poder da magia demoníaca.
Ahmann Jardir transformou as tribos guerreiras do deserto de Krasia num exército destruidor de demónios e proclamou-se Shar’Dama Ka, o Libertador. Tem na sua posse armas ancestrais, uma lança e uma coroa, que consubstanciam a sua pretensão e vastas extensões das terras verdes se curvam já ao seu poderio.
Mas Jardir não subiu ao poder sozinho. A sua ascensão foi programada pela sua Primeira Esposa, Inevera, uma sacerdotisa ardilosa e poderosa cuja formidável magia de ossos de demónio lhe permite vislumbrar o futuro. Os motivos de Inevera e o seu passado encontram-se envoltos em mistério e nem Jardir confia nela por completo.
Outrora, Arlen e Jardir foram próximos como irmãos. Agora, tornaram-se os maiores rivais. Enquanto os inimigos da humanidade se erguem, os únicos dois homens capazes de os derrotarem encontram-se divididos pelos mais mortais de todos os demónios: aqueles que se escondem no coração humano.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A Livraria do Encruzilhadas Literárias

Como já devem ter reparado, em parceria com a Leya, o Encruzilhadas Literárias (à semelhança de outros Blogs) abriu uma pequena livraria on-line - o que em última instância quer dizer que nos tornámos num parceiro afiliado, e que é mais um bom motivo. dado o reconhecimento do nosso trabalho

Podem encontrar alguns descontos simpáticos por vezes, e ter acesso a sugestões de leitura com comentários personalizados ;)

No fundo no fundo, é mais uma forma de fazer chegar aos leitores a nossa opinião, e facilitar-lhes o acesso para que percam a cabeça e adquiram o livro do qual falámos tão bem!

Para mais informações basta clicarem na barra lateral do Blog, onde uma imagem semelhante a esta aguarda o vosso clique!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Novidades Abril: Edições ASA

Nasci Num Harém
de Fatima Mernissi
Lançamento: 12 Abril
Sinopse:
”Nasci num harém em Fez, Marrocos…” assim começa a história de uma infância passada por detrás dos muros proibidos de um harém.
Com uma voz carregada de emoção e um exotismo comparável ao das “Mil e Uma Noites”, Fatima narra as suas memórias e os sonhos e fantasias das mulheres que a viram crescer. Mulheres a quem o mundo exterior era interdito e que usavam o puro poder da imaginação para o recriar. Por entre o inebriante aroma a incenso e a suavidade dos véus multicores, ela viveu uma infância exuberante e mágica, mas também isolada e com pouco ou nenhum contacto com a realidade. A sua timidez e docilidade eram uma fonte de preocupação para a sua mãe, uma mulher rebelde e inspiradora, que a instigava a sonhar mais alto e a ousar transpor os muros proibidos para ver o mundo com os seus próprios olhos.

Amor & Enganos
de Julia Quinn
Lançamento: 19 Abril
Sinopse:
Sophie Beckett tinha um plano ousado: fugir de casa para ir ao famoso baile de máscaras de Lady Bridgerton. Apesar de ser filha de um conde, ela viu todos os privilégios a que estava habituada serem-lhe negados pela madrasta, que a relegou para o papel de criada. Mas na noite da festa, a sorte está do seu lado. Sophie não só consegue infiltrar-se no baile como conhece o seu Príncipe Encantado. Depois de tanto infortúnio, ao rodopiar nos braços fortes do encantador Benedict Bridgerton, ela sente-se de novo como uma rainha. Infelizmente, todos os encantamentos têm um fim, e o seu tem hora marcada: a meia-noite.
Desde essa noite mágica, também Benedict se rendeu à paixão. O jovem ficou até imune aos encantos das outras mulheres, exceção feita… talvez… aos de uma certa criada, que ele galantemente salva de uma situação desagradável. Benedict tinha jurado tudo fazer para encontrar e casar com a misteriosa donzela do baile, mas esta criada arrebatadora fá-lo vacilar. Ele está perante a decisão mais importante da sua vida. Tem de escolher entre a realidade e o sonho, entre o que os seus olhos veem e o que o seu coração sente. Ou talvez não…

Menina Rica, Menina Pobre
de Joanna Rees
Lançamento: 30 Abril
Sinopse:
Thea e Romy são duas lindas bebés cujo futuro é ditado por uma moeda atirada ao ar. Separadas e vendidas na calada da noite, os seus destinos não podiam ser mais diferentes. Thea é enviada para os Estados Unidos, onde a espera uma vida de privilégio e luxo. Romy é internada num violento e degradado orfanato na Alemanha de Leste. Embora vivam em continentes diferentes, os seus caminhos vão cruzar-se ao longo dos anos, sem que nenhuma conheça a identidade da outra. Mas os seus mundos acabarão por colidir um dia. Face a uma tragédia iminente, com tudo o que lhes é mais querido em jogo, elas têm apenas duas opções: destruírem-se mutuamente ou unirem-se, arriscando as próprias vidas, para descobrir a chocante verdade sobre o seu passado.
Das vielas decadentes de Londres aos arranha-céus de Nova Iorque, das montanhas geladas da Europa de Leste às exuberantes praias das Caraíbas, duas mulheres unidas pelo poder invisível dos laços de sangue constroem as suas vidas numa luta permanente contra a arbitrariedade do acaso.

domingo, 3 de março de 2013

Novidades: Quinta Essência

Todos a partir de de 5 de Março!

Encontras-me no fim do mundo
de Nicolas Barreau
Resumo:
Jean-Luc Champollion é aquilo a que os franceses chamam um homme à femmes. O encantador proprietário de uma galeria bem-sucedida ama a arte e a vida, é muito sensível ao encanto das mulheres, que de bom grado lho retribuem, e vive num dos bairros da moda de Paris, em perfeita harmonia com o seu fiel dálmata Cézanne. Tudo corre bem até que, uma da manhã, Jean-Luc encontra no correio um envelope azul, e a sua vida muda para sempre. 
A missiva é uma carta de amor, ou melhor, uma das declarações de amor mais apaixonadas que o galerista já viu, mas não vem assinada: a misteriosa autora decidiu esconder-se e convida-o a descobrir quem é. Jean-Luc fica inicialmente confuso, mas decide alinhar. A remetente anónima forneceu-lhe um endereço de e-mail e desafia-o a responder. 
Mas a tarefa não é fácil. Em breve, Jean-Luc tem apenas um objetivo: descobrir a identidade da caprichosa desconhecida, que parece conhecer muito bem os seus hábitos e gosta de o provocar incessantemente. Assombrado pelas suas palavras, Jean-Luc segue as pistas dispersas na correspondência, cada vez mais incapaz de resistir à mais doce das armadilhas. O objeto da sua paixão existe apenas no papel e na sua imaginação, mas ele sente conhecer melhor esta mulher do que os quadros expostos na sua galeria, mesmo que nunca tenha visto o seu rosto. Ou será que viu?


Férias em Saint-Tropez
de Elizabeth Adler
Resumo:
Numa villa em St. Tropez, no sul da França, cinco turistas que não se conhecem - todos eles a fugirem da sua vida do dia-a-dia - veem-se reunidos à força no pequeno Hotel dos Sonhos. Chez Violette parecera ser o refúgio perfeito para o detetive privado Mac Reilly e a sua namorada/parceira, Sunny Alvarez, e para os seus cães Pirate e Tesoro. Sunny chega primeiro e descobre que foram enganados, juntamente com várias outras pessoas que julgaram estar a alugar aquela elegante casa na Riviera francesa. De repente e de forma inesperada, são forçados a solucionar um crime e a desvendar um homicídio, tendo como pano de fundo a soalheira e glamorosa Saint- Tropez.


Um pequeno escândalo
de Patricia Cabot
Resumo:
Quando a bela Kate Mayhew é contratada como dama de companhia de Isabel, a filha obstinada de Burke Traherne, o marquês vê-se numa situação impossível. Dividido entre saber que ela é exatamente aquilo de que Isabel precisa mas, para ele, a pior tentação possível, encontra-se constantemente perto de alguém que ameaça a sua independência. Conhecido pelo seu autodomínio férreo desde o dia em que apanhou a mulher com um amante, Burke jurou nunca mais arriscar-se a casar. Ao aceitar a oferta de emprego de Sua Senhoria, a temperamental Kate enfrenta dois perigos: sua atração irresistível por um homem que abdicou do amor, e um encontro com o seu próprio passado escandaloso... que ela não pode manter secreto para sempre.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Novidades: Edições ASA

A partir de 26 de Março:

Ligeiramente casados
de Mary Balogh
Resumo:
Como todos os Bedwyn, Aidan tem a reputação de ser arrogante. Mas este nobre orgulhoso tem também um coração leal e apaixonado - e é a sua lealdade que o leva a Ringwood Manor, onde pretende honrar o último pedido de um colega de armas. Aidan prometeu confortar e proteger a irmã do soldado falecido, mas nunca pensou deparar com uma mulher como Eve Morris. 
Ela é teimosa e ferozmente independente e não quer a sua proteção. O que, inesperadamente, desperta nele sentimentos há muito reprimidos. A sua oportunidade de os pôr em prática surge quando um parente cruel ameaça expulsar Eve de sua própria casa. Aidan faz-lhe então uma proposta irrecusável: o casamento, que é a única hipótese de salvar o lar da família. A jovem concorda com o plano. E agora, enquanto toda a alta sociedade londrina observa a nova Lady Aidan Bedwyn, o inesperado acontece: com um toque mais ousado, um abraço mais escaldante, uma troca de olhares mais intensa, o "casamento de conveniência" de Aidan e Eve está prestes a transformar-se em algo ligeiramente diferente... 


A partir de 12 de Março :

Menina de Ouro
de Chris Cleave
Resumo:
É difícil encontrar palavras para descrever a EMOÇÃO que os livros de Chris Cleave despertam. Os seus enredos são apenas uma parte da HISTÓRIA. Mais importante é a forma como tocam o leitor. E isso é ÚNICO e irrepetível. Menina de Ouro é sobre os limites do AMOR. Sobre as nossas LUTAS diárias. Sobre o conflito entre os nossos DESEJOS e a realidade. Conheça Kate e Zoe. Duas mulheres brilhantes com um SONHO que apenas uma poderá realizar. Conheça também Sophie. Uma criança dotada de uma sensibilidade rara, que luta entre a VIDA e a morte. Estão unidas por um SEGREDO. Delas se exige uma ESCOLHA. No momento mais importante das suas vidas, uma delas terá de fazer o derradeiro SACRIFÍCIO. Menina de Ouro é sobre o que significa ser HUMANO, mas também sobre o que nos permite a todos, de diferentes formas, atingir o EXTRAORDINÁRIO.


A partir de 5 de Março:

A marca das Runas
de Joanne Harris
Coleção: Crónicas das Runas - Livro 1
Resumo:
Maddy Smith nasceu com uma marca que ditou o seu destino. A runa inscrita na sua pele é um símbolo dos Antigos Deuses, uma marca mágica. E perigosa. Na pequena aldeia onde vive todos a receiam e excluem. Mas Maddy não renega a sua sorte. Pelo contrário, ela adora magia. Mesmo que isso a condene à solidão. Quinhentos anos passaram desde Ragnarók - o flagelo que marcou o Fim dos Tempos -, e a Nova Ordem impôs regras que ditam o aniquilamento do Caos, da Magia, dos Sonhos e da Imaginação.
À medida que os seus feitiços ficam cada vez mais fortes, Maddy sabe que será apenas uma questão de tempo até os Examinadores da Ordem a identificarem e perseguirem. E tempo é algo que o Mundo não tem... agora que a ameaça de destruição é cada vez mais real. Isolada, Maddy pode apenas contar com o ancião seu mentor, que lhe dá a conhecer as lendas nórdicas, com os seus deuses e criaturas maravilhosas. Invisível para a maioria das pessoas, este Mundo Subterrâneo encerra a chave do seu passado. Dela depende o destino do Mundo, mais uma vez... 

A provação do inocente 
de Agatha Christie
Resumo:
Condenado a prisão perpétua, Jacko Argyle sucumbiu a uma pneumonia e acabou por morrer sem conseguir provar a sua inocência. Acusado de assassinar a mãe adotiva, o jovem jurou em tribunal ter um álibi e até uma testemunha. Mas essa pessoa nunca foi encontrada. 
Acabado de chegar de uma longa viagem, Arthur Calgary tem informação que permite limpar o nome de Jacko, ainda que postumamente. A inocência de Jacko implica a culpa de outra pessoa... mas só a família estava em casa naquela noite fatal... A Provação do Inocente (Ordeal by Innocence) foi originalmente publicado em 1958 na Grã-Bretanha, tendo sido editado nos Estados Unidos no ano seguinte. Foi adaptado para o cinema em 1985 e para a televisão em 2007.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Novidades LeYa : Janeiro 2013

REGINA E MARCELO: UM DUETO DE AMOR
de Ana María Cabrera
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 160
Nas livrarias a 18 Janeiro
Resumo:
Buenos Aires, 1899.
Com um ramo de rosas vermelhas e brancas começa uma grande história de amor. Ela é Regina Pacini, uma jovem soprano portuguesa; ele é Marcelo T. de Alvear, aristocrata argentino, amante do bel canto.
Desde a primeira vez em que a ouve cantar, Marcelo fica enfeitiçado pela sua voz. Durante anos segue-a pelas salas mais famosas da Europa, inundando-a de flores, presentes e promessas de amor. Por fim, conquista o seu coração – doravante, ela cantará só para ele.
O casamento causou escândalo na sociedade de Buenos Aires, que não concebia que um dos seus solteiros mais cobiçados se casasse com uma artista estrangeira. Mas eles persistiram e viveram um intenso amor, embora permeado de momento amargos.
Quando Marcelo T. de Alvear assume a presidência da nação em 1922, Regina torna-se a primeira-dama da Argentina

A Captura de Abdel Karim
de Francisco Serrano 
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 419
Nas livrarias a 25 Janeiro
Resumo:
Livro baseado numa viagem pelo Norte de África durante o ano de 2011, em plena primavera árabe. Um retrato de revoltas popular que derrubou regimes autoritários e mudou o mapa político do norte de África e o Médio Oriente.
Quatro capítulos. Quatro países:  Argélia, Tunísia, Líbia e Egipto.

É a exploração em jornalismo narrativo de uma região agitada pela convulsão revolucionária.




Na Sombra do Destino 
de J.R. Ward 
Editora: Casa das Letras
Páginas: 748
Nas livrarias a 25 Janeiro
Resumo:
Os romances da Irmandade da Adaga Negra, de J. R. Ward, apresentaram aos leitores um mundo diferente, criativo, obscuro, violento e completamente incrível. Enquanto os guerreiros vampiros defendem a raça dos seus assassinos, a lealdade de um macho para com a Irmandade será posta à prova – e a sua perigosa natureza será revelada.
John Matthew percorreu um longo caminho desde que o encontraram a viver com os humanos, desconhecendo, por completo, a sua natureza vampírica. Quando foi resgatado pela Irmandade, ninguém podia imaginar qual era a sua história ou a sua verdadeira identidade. Na realidade, Darius, o Irmão caído, retornou, mas com um rosto diferente e um destino completamente marcado. Quando uma violenta vingança pessoal arrasta John até ao coração da guerra, ele terá de contar não só consigo próprio mas também com quem ele foi antes. Só assim poderá enfrentar e erradicar o mal encarnado.
Xhex, uma assassina symphath, há muito que lutava contra a atração que sentia por John Matthew. Já tendo perdido um amante para a loucura, ela não permitirá que nenhum outro homem que ame fique preso na escuridão da sua vida perversa. Contudo, ambos descobrem que o amor, tal como o destino, é inevitável para as almas gémeas.


A Fórmula do Amor
de Alex Rovira & Francesc Mirales 
Nas livrarias a 25 Janeiro
Páginas: 336
Editora: Edições Asa
Resumo:
“Poucos se atrevem a ver com os seus próprios olhos e a sentir com o seu próprio coração.” Albert Einstein
Existe uma força poderosa que pode mudar a nossa conceção do universo e da própria vida. Albert Einstein descobriu-a através de uma equação matemática. Estranhamente, decidiu mantê-la secreta. Mas a bela e enigmática Sarah e o desencantado Javier estão decididos a desvendar o último enigma de Einstein. A sua única pista: a filha secreta do génio alemão, que pode possuir a chave do mistério. De Zurique a Belgrado e Nova Iorque, Sarah e Javier seguem os passos do cientista mais famoso de todos os tempos, numa missão perigosa e surpreendente. O que ignoram é que a sua aventura em busca da Grande Revelação será acima de tudo uma viagem à descoberta das profundezas de si próprios… 
Uma experiência metafísica e iluminadora, um romance que nos abre as portas de um mundo invisível e transformador: o nosso coração.

domingo, 18 de novembro de 2012

Opinião: Noite de Reis, de Trisha Ashley



 

Noite de Reis
de Trisha Ashley

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 472
Editor: Quinta Essência

Resumo:
O Natal sempre foi uma época triste para a jovem viúva Holly Brown, por isso, quando lhe pedem para cuidar de uma casa remota nas charnecas do Lancashire, a oportunidade de se esconder é irresistível - a desculpa perfeita para esquecer as festividades.
Escultor, Jude Martland, decidiu que este ano não haverá Natal depois de o irmão ter fugido com a sua noiva, e faz questão de evitar a casa da família. No entanto, terá de voltar na Noite de Reis, quando a aldeia de Little Mumming celebra as suas festividades e toda a família é obrigada a comparecer.
Enquanto isso, Holly começa a descobrir que, se quer evitar a Natal, veio para o local errado. Quando Jude regressa inesperadamente na véspera de Natal não fica nada contente ao constatar que Holly parece estar a organizar a festa de família que ele esperava evitar.
De repente, uma tempestade de neve surge do nada e toda a aldeia fica isolada. Sem fuga possível, Holly e Jude encontram muito mais do que esperavam - parece que a quadra natalícia vai ser bastante interessante!
(Se estão curiosos e procuram ler um pequeno excerto, cliquem no link.)

Rating: 4/5

Comentário:
O Natal chegou mais cedo e eu não poderia estar mais feliz! Quem me conhece, sabe que sou uma apaixonada por esta altura do ano e abraço o espírito natalício, doa a quem doer (ou isto não entra bem na quadra?). Noite de Reis, de Trisha Ashley inaugurou a abertura oficial da época para mim! E para quem diz que é demasiado cedo, então não queiram saber o que é que estou a ouvir no exacto momento em que escrevo esta opinião. Ou queiram. É uma boa banda sonora enquanto lêem este livro: "Christmas", de Michael Bublé, editado em 2011. Deixo-vos um resumo em baixo para abrir o apetite para o que vem em seguida:



E porque é falo em apetite? Primeiro, porque estou com fome, e depois, porque é impossível não o ficar através deste livro. Holly, como é apresentado no resumo, é cozinheira, e por isso mesmo não sabe não falar sobre comida página sim-página sim (todas apetitosas e de nos pôr a salivar). Todos sabemos o quanto o Natal é propício a alguns deslizes gastronómicos e a autora faz questão de nos deixar o tempo todo a pensar no que estamos a perder por antecipação.
E se a comida e as tentações gulosas fazem parte da caracterização do período de Festas, as famílias excêntricas, os tempos passados a jogar ou a cantar, as crises existenciais, os pânicos de convidados de última hora e a expectativa de um Natal diferente (do qual sentimos muita falta mas ao mesmo tempo já não suportamos mais) são sem dúvida parte integrante deste puzzle enorme e cobrem todos os momentos deliciosos de a Noite de Reis. E aqui até temos direito a neve...

A capa é linda. E se na imagem não parece tão interessante, corram para procurar a vossa numa livraria: tem brilhos a imitar neve e não há nada mais invernoso e simultaneamente aconchegante! Tudo chama pelo Natal, e quem o nega, explique-me porquê porque nem assim fico convencida!
Holly não é uma personagem muito aprazível ao início. Se vive dentro de um bloco de gelo, como a sua grande amiga lhe diz, também o passa para o leitor. É dotada de simpatia e agradável mas não cria empatia e deixa em evidência uma barreira algo intransponível. Mais do que isso, é algo insípida e apenas bidimensional quando se espera alguma profundidade (especialmente atendendo a que acaba de lhe morrer a avó que a criou). Ainda assim, quem sou eu para críticar como cada qual lida com a dor?
Acima de tudo, o livro começa por ser linear e com abordagens pouco exploratórias, o que me fez ficar algo reticente já que tinha algumas expectativas. Acho que de alguma forma, o mesmo se deu com outras perspectivas do enredo: a reprodução de conversas telefónicas com a amiga, por exemplo, ao principio eram algo forçadas. De qualquer forma, pude confirmar em diante não estar enganada quanto ao inicialmente expectado.

Claro que não seria uma estória de quadra se não se desse uma mudança repentina para o melhor, e uma redescoberta de si mesma. Little Mumming irá surtir um efeito especialmente avassalador sobre Holly e sobre as suas crenças, e torná-la adepta de receber o que a vida lhe traz. Isto deve-se à vila mas também a todas as pessoas fantásticas e acolhedoras que vivem por lá. Desde os habitantes locais que vê esporadicamente nas excursões à vila, aos que rodeiam e privam com Holly mais constantemente, especialmente os tios e a sobrinha de Jude que habitam na casa do guarda da propriedade. Mas há que não esquecer toda uma série de personagens, como a proprietária do Pub, a antiga ama de família que insistentemente a confunde como um membro da família, o antigo vigário, uma família de agricultores locais e uma série de convidados inesperados....

Holly é sem dúvida uma boa samaritana, mas também muito confusa. A determinada altura apetecia-me abaná-la, dado que se oferecia para fazer as coisas com boa vontade, mas posteriormente barafustava por estar atulhada com trabalhos que não lhe interessavam assumir. E sendo uma questão de boa vontade, ser comandada por terceiros parecia-me já uma certa falta de personalidade. Felizmente, quando já me preparava para desesperar, esta rapariga complicada respondeu-me e passou a agir de acordo com a postura que eu esperava desde início. Era algo esperado, mas não deixa de ser incrivelmente divertido ver o quanto uma pessoa anti-natal acaba por ser o ponto de união entre uma família um tanto ou quanto dispersa, e proporcionar-lhes o melhor Natal de sempre.

Quando ao casal mágico, a relação de desprezo/ódio foi algo despropositada e forçada numa primeira fase, que felizmente a autora decidiu superar. Cada um deles ganhou um dinamismo ao longo da narrativa e a sua aproximação não surgiu forçada. Jude, apesar da sua resmunguice, é sem dúvida um coração mole e bem intencionado, que até sabe perdoar rapidamente, mesmo que ninguém espere que ele o faça (eu não esperava). Adora a família e faria tudo por ela, até participar nas festividades locais, que são tão secretas que terão de ler o livro para as descobrir!

As dinâmicas da família foram sem dúvida os meus pontos preferidos. Gosto de pessoas e de como a complexidade ou simplicidade das suas vidas compõem um puzzle colorido. E todos eles fazem falta, desde os animais de estimação, à noiva mimada de alguém, ao bondoso e óptimo contador de estórias Noel, à resmunguice de Henry, à amabilidade e pragmatismo da tia de Jude, à veia casamenteira de Jess, ao desejo guloso de todos pelos petiscos de Holly que cozinha sem parar...

Este livro é sem dúvida uma história de famílias, para famílias, temperada com a dose certa de humor e ternura. É impossível não sorrir, rir nos momentos certos e sentimos-nos aconchegados o tempo todo. Nada mais adequado para a época, não acham? Provavelmente irei relê-lo para o ano nesta altura. Quem sabe e não se torna numa tradição?

Noite de Reis é sem dúvida um miminho de fim de noite, para ler ao som de uma boa banda sonora, e ficar a sonhar acordada, com uma perspectiva de estação invernosa quente, feliz e completa.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sábado, 3 de novembro de 2012

Opinião: O Sorriso das Mulheres, de Nicolas Barreau

O Sorriso das Mulheres
de Nicolas Barreau
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 292
Editor: Quinta Essência

Resumo:
Para Aurélie Bredin, as coincidências não existem. Jovem, sensível e atraente, é a proprietária de um pequeno e romântico restaurante, Le Temps des Cerises, situado no coração de Paris, a dois passos do Boulevard Saint-Germain. Naquele pequeno restaurante forrado a madeira, com toalhas aos quadradinhos vermelhos e brancos, o seu pai conquistou o coração da sua mãe graças ao menu d’amour. E foi ali, rodeada pelo aroma do chocolate e da canela, que Aurélie cresceu e onde encontra consolo nos momentos difíceis da sua vida. Mas agora, magoada pelo abandono de Claude, nem sequer a calidez acolhedora da cozinha é capaz de consolá-la.
Uma tarde, mais triste que nunca, Aurélie refugia-se numa livraria. Um romance, O Sorriso das Mulheres, chama a sua atenção. Quando o folheia, descobre que a protagonista é inspirada nela e que Le Temps des Cerises é um dos cenários principais. Graças a esta prenda inesperada, volta a sentir-se animada. Decide entrar em contacto com o autor, Robert Miller, para lhe agradecer. Mas isso não é fácil. Qualquer tentativa de conhecer o escritor - um misterioso e esquivo inglês - morre na secretária de André Chabanais, o editor que publicou o romance. Porém, Aurélie não desiste e quando um dia surge efectivamente uma carta do autor na sua caixa de correio, acaba por daí resultar um encontro bem diferente daquele que tinha imaginado…

Rating: 2/5

Este é o primeiro livro que leio através do Clube BlogRing, do qual também já vos falei, e adorei a experiência. É bom fazer parte de uma rede de apaixonadas por livros e acompanhar o percurso que um livro faz ao longo de todo o país, devido à generosidade de alguém que não nos conhece e nos empresta um dos seus livros. Continuando para o livro em si:
O Sorriso das Mulheres era uma promessa tão grande de uma leitura doce e bem passada, mas acho que me saiu o tiro pela culatra. Para um livro que se centra tanto no ingrediente secreto; de um bom romance, da receita perfeita, de uma manhã passada com amigos, da manutenção de relações mais ou menos complicadas, esqueceu-se do seu próprio ingrediente. Apesar de compreender o desenrolar da história dos personagens, achei-a em parte insípida. E com falta de sentido de lógica nas transições entre algumas passagens. Confesso que neste caso é-me difícil explicar sem deixar escapar pequenos elementos da trama, mas vou tentar fazê-lo.
O restaurante Les Temps des Cerises anuncia-se em parte como elemento do enredo principal, e não o vivemos muito salvo em raras excepções. A própria vida de Aurélie enquanto proprietária acaba por passar ao lado da estória, salvo quando abordados os complicados horários dela ou as poucas vezes que contactamos com as pessoas que lá trabalham, e que a meu ver poderiam ter tido um destaque superior na narrativa.
Por outro lado, o envolvimento em torno da narração central, do romance e do efeito que provoca em Aurélie, poderia ter sido tão interessante e ficou aquém das minhas expectativas. Não é a história em si, achei amorosa a ideia, e fui completamente cativada pela sinopse deste livro, que tanto me fez querer lê-lo.
A transposição repentina e abrupta dos seus estados de alma e das decisões que toma, soaram-me por vezes tão aleatórias que não me consegui interligar com eles. No fundo no fundo, nem entendi os motivos dela dela nem de André Chabanais no que diz respeito ao elemento da vida romântica.
Por mais que não negue a existência de amores repentinos que nunca julgámos possíveis, ou melhor, de sentimentos encobertos que possam vir ao de cima nos momentos em que menos esperávamos, na maior parte dos casos, neste livro em particular, eles vêm praticamente do céu (e sem nenhum motivo aparente).
Mas nem tudo é mau. O Sorriso das Mulheres apresenta algumas personagens peculiares, que tornam tudo mais agradável e divertido. A sua amiga mandona mas que a apoia em todas as situações, o excêntrico director da editora, que admite conseguir ver um bom livro através da leitura de uma única página pelo início, meio e fim, os amigos de André Chabanais, que o colocam em situações caricatas, pelas quais ele se deixa seduzir, e que por sua vez ainda complicam mais a sua existência, uma mãe presente que o leva à loucura mas é apenas babada pelo filho que tem. São eles que compõem a dinâmica mais interessante da narrativa e nos agarram ao livro até ao fim.
De qualquer forma, acredito que poderia ser feita uma interessante adaptação do livro para cinema, e que eu iria certamente querer ver.

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.