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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Cinco livrarias a visitar antes de morrer

Enquanto navegava na net, um hobbie que aprecio bastante, encontrei um link que me levou a um daqueles sites de listas, neste caso de sítios a visitar antes de morrer. Curiosamente, o site apresentava uma lista de livrarias que deveriam ser visitadas, curiosa percorri a lista e descobri que entre facebook e blog houve três que nos escaparam. Decidia a corrigir este sacrilégio livreiro, escrevo este post para redimir o Encruzilhadas  Literárias de tamanha falta.
E assim sendo e sem mais demoras, aqui fica a lista das cinco livrarias a visitar antes de morrer e respectivas localizações.
  1. Shakespeare and Company em Paris, França
    Aberta em 1919 por Sylvia Beach, a actual livraria é uma herdeira da primeira (a aberta em 1919) que foi encerrada em 1940 durante a ocupação alemã em França. Mais tarde em 1951, em honra da primeira loja George Whitman rebaptizou a sua livraria para ter o mesmo nome da primeira. Esta segunda livraria ainda se encontra em funcionamento e é gerida pela filha de Whitman, Sylvia Beach Whitman. A livraria entra nos filmes "Antes de Anoitecer" e "Meia-Noite em Paris".

  2.  Powell’s Bookstore em Portland, Oregon, EUA

    Já falamos no nosso facebook da Powell's. Esta loja, aberta em 1971, é um ex-stand de carros, tem o tamanho de um quarteirão. Também chamada de Powell's City of Books, os seus donos dizem ser a maior livraria independente do mundo na venda de livros novos e usados, o que é bem provável visto que só esta loja (o grupo tem seis) tem uma área de 6,300 m2. Estima-se que esta livraria compre 3 mil livros usados por dia para venda.

  3. Librería El Ateneo em Buenos Aires, Argentina

    Outra livraria de que já falamos mas desta vez no blog. Aberta em 1917, originalmente como um teatro, esta livraria albergou também uma estação de rádio em 1923 até que finalmente em 2000 abriu como livraria. É considerada uma das mais belas do mundo.

  4. Gould’s Book Arcade em Sydney, Australia

    Esta livraria é especialista há mais de 30 anos em livros fora de circulação (out-of-print) e livros usados. Fica aproximadamente a 5km da Opera de Sydney e costuma albergar entre os seus clientes estudantes e leitores que procuram obras especificas.

  5. Hay-On-Wye (The Town of Books) no País de Gales, Reino Unido

    Esta livraria é na realidade uma cidade mercante e comunidade em Powys em Gales. Possuí mais de 30 livrarias especializadas e/ou de livros usados e é o destino favorito de milhares de livrólicos no Reino Unido.
E agora digam-nos Encruzilhados, quais destes destinos querem juntar à vossa lista de sítios a visitar?

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Cirandar por livrarias e bibliotecas - O dilema das estantes e dos géneros literários

Não sei quanto a vocês mas vou cometer o sacrilégio (pelo menos para alguns) de dizer o seguinte: ir a livrarias às vezes enerva-me! E em igual medida também a bibliotecas.

 

Passo-me a explicar: Quando era mais nova percorria qualquer um destes espaços de forma aleatória, à procura de um livro escondindo que nem sabia que procurava. Esperava por uma capa que me chamasse a atenção, uma sinopse que conseguisse aguçar a curiosidade. Mas à medida que o tempo foi passando começei a interessar-me por géneros, a criar interesses por um ou outro livro que ficava para adquirir no futuro, a querer saber que novidades editoriais enchiam as prateleiras de determinado género literário.

E isto é tudo muito bonito mas eu não me entendo cada vez que procuro um livro porquem adivinhem, de livraria para livraria, ele está alojado num diferente segmento literário! Já perdi a conta a todas as vezes que queria um livro que tanto aparece em fantasia como em ficção científica. Livros como a trilogia de "Os Jogos da Fome" aparecem na área dos livros juvenis, mas outros do mesmo género aparecem no segmento de literatura fantástica para adultos; um que é romance numa livraria é thriller para outra, e isto continua até mais não! Já nas bibliotecas nem me dou ao luxo de procurar. Aqui há tempos achei o primeiro volume de uma trilogia na seçção juvenil e o segundo nos livros de ficção para a adultos....que ficava duas salas ao lado. De forma que ou vagueio sem destino, ou trago a cota do livro e peço ajuda ao funcionário mais próximo (e aqui nem tanto por não saber interpretá-los mas porque nem todos os livros estão disponíveis mas prateleiras, mas também ficam no acervo). Ou adopto o modo comodista de já ter as reservas antecipadamente confirmadas pela Internet e de levantar na recepção. E por muito pragmático que seja, eu até gosto de passear pelos corredores das bibliotecas e deixar-me ceder por decisões impulsivas que resultam na requisição de 4 ou 5 livros.





Não é que esta seja uma situação nova, mas acho que me tornei mais consciente sobre estas questões quando me comecei a frustrar com a procura de livros de Geografia (e desculpem-me, mas quando eu entro numa Fnac e vejo duas estantes de livros de auto-ajuda e uma secção com 3 livros - TRÊS . numa prateleira de ciências sociais a dizer Geografia fico passada com a falta de sensibilidade. Até hoje ainda não me convenci se é pela minha área de formação ser multidisciplinar ao ponto de se espalhar por várias temáticas, se também as livrarias acham que "não serve para nada" e não existe interesse em diferenciá-la.) Depois disso, acho que me tornei muito mais comichosa, mas não vou pedir desculpa por isso. O único sítio onde não me importo de procurar sem fazer caso desses assuntos é a Feira do Livro, porque tecnicamente os livros nem são separados dessa forma nos vários stands.


Claro que nem todos os estabelecimentos são confusos nessa estruturação (que não digo que deva ser perfeita ou a certa, mas que permita uma leitura imediata e uma pesquisa facilitada), ainda recentemente entrei na Bertrand do Cascaisshopping e adorei a arrumação do espaço. Aliás, em quase todas as Bertrands a que fui existe essa organização pragmática que nos facilita as pesquisas por estantes e a procura daquele exemplar tão pretendido. 


Haverão mais por aí certamente, mas não as conheço a todas. E a vocês, qual foi a livraria mais confusa a que foram, e porquê?


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ler uma livraria

Hoje, no facebook, uma amiga minha publicou no seu status que ao entrar numa livraria se apercebeu que nunca viveria o suficiente para ler metade da mesma. Deduzo que a intenção dela tivesse sido fazer um post melancólico, mas como consigo ser bruta quando quero (e talvez até esperançosa) respondi-lhe rapidamente que há uma metade de todas as livrarias que não interessa ler.
Para mim isto é verdade, amo ler, amo livros, amo livrarias mas não quero ler todos os livros do mundo. Talvez isto seja chocante mas sejamos práticos, eu não leio coreano logo não poderei ler livros coreanos, claro que existem traduções mas será que todos os livros alguma vez editados na correia vão ser traduzidos para inglês e mesmo que sejam, será que eu vou gostar do estilo de escrita coreano? E aqueles livros específicos de medicina ou de informática, o que é que isso me interessa?
Claro que a minha amiga deveria estar a falar dos livros de ficção e das aventuras que nunca poderá ler pois não viverá tempo suficiente para as ler a todas, mas será que isso não é um pouco como os grandes clássicos? Já todos ouvimos falar de clássicos como Guerra e Paz, Os Miseráveis, Dom Quixote, as obras completas de Shakespeare ou Jane Austen e todos sabemos que os deveríamos ler, porque sabemos que ao serem denominados "clássicos" lhes foi atribuído um estatuto especial, um estatuto que diz "este livro é mesmo bom e vale mesmo a pena lê-lo". Mas quantos de nós efectivamente o fazem?
Ler clássicos não é fácil, apesar de existirem clássicos que se lêem bem a maior parte deles é pesada, pelo menos na minha opinião, são livros que costumo ler muito devagar e com tanto para ler, quem quer perder tempo a ler devagar? Além do mais maior parte dos grandes clássicos é tão adaptada e divulgada que maior parte das pessoas tem uma ideia da história mesmo que nunca tenha lido uma página da mesma. Por exemplo eu li o Guerra e Paz em banda desenhada com o Pato Donald como personagem principal, eu vi os desenhos animados do Tom Sawyer e apesar de não ter visto a Ana dos Cabelos Ruivos sei que houve muita gente que o fez. Assim sendo, a não ser que a história nos desperte mais a atenção será que vale a pena ir lê-la, será que não podemos considerar que "lemos" o livro já?
O que nos leva novamente à livraria da minha amiga. Se um quarto da livraria forem livros técnicos e outro quarto grandes clássicos da literatura mais livros que não nos interessam ler (por exemplo, eu gosto de livros de auto-ajuda mas sei que há pessoas que não os toleram), ficamos apenas com metade da livraria para ler, e se nos pusermos a descontar os livros que já lemos talvez até fiquemos com um pouquito menos.
Claro que as livrarias não são estáticas, e ainda bem, mas o desafio só torna toda a situação mais interessante. Afinal se as livrarias fossem estáticas havia a hipótese real de um dia ficarmos sem livros para ler e termos que nos pôr a ler sobre o sistema digestivo e doenças contagiosas, o que sem dúvida seria informativo mas não necessariamente divertido.
Assim sendo, talvez seja de todo impossível ler uma livraria, realmente até meia-livraria, mesmo assim creio que é o desafio de provarmos que vamos conseguir ler algo que nos impele a andar em frente. Ou neste caso, ler em frente.
E vocês, Encruzilhados que pensam disto? Acham que chegamos a ler 1% de todos os livros do mundo enquanto vivemos ou nem isso?



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e diz que é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Livros de Rapariga para Rapazes

Lembram-se que aqui há uns tempos fizemos um post sobre rapazes "apanhados" a lerem livros de rapariga? Decidida a tornar a ideia real a autora Shannon Hale decidiu elaborar uma lista de livros em que o papel principal pertence a uma heroína mas onde o romance e os "problemas" femininos não ocupam o primeiro lugar.
Criando duas listas, uma para mais novos (ensino básico) e uma lista para mais velhos (ensino secundário) a autora revela alguns livros que sabe que preenchem estes parâmetros e brinca dizendo que é uma sem vergonha pois acrescentou livros seus à lista.
Confesso que desta lista tenho alguns livros lidos, livros que quero ler e livros que nem sequer sabia que existiam mas que me abriram o apetite. Se estão interessadas em aconselhar a um rapaz um livro diferente onde uma rapariga salve o dia no papel principal sigam-nos nesta lista!


Livros com heroínas para rapazes!
Os livros estão ordenados aleatoriamente. 
Livros assinalados com * são os primeiros volumes de sagas.
Livros assinalados com # já foram lidos por nós mas ainda não foram comentados.

Ensino Básico

* Academia de Princesas por Shannon Hale
* Fablehaven por Brandon Mull
Kiki Strike por Kirsten Miller
*# Howl's Moving Castle (O Castelo Andante) por Diana Wynne Jones
*# Leviathan por Scott Westerfeld
*# A Wrinkle in Time por Madeleine L'Engle
*# The Circle of Magic por Tamora Pierce
*# Dragonflight por Anne McCaffrey
*# Inkheart por Cornelia Funke
When You Reach Me por Rebecca Stead
Keeping Score por Linda Sue Park
Icefall por Matthew Kirby
Rapunzel's Revenge por Shannon e Dean Hale, ilustrado por Nathan Hale
Dealing with Dragons por Patricia Wrede
Star Girl por Jerry Spinelli
Walk Two Moons por Sharon Creech
* Protector of the Small por Tamora Pierce
The Cabinet of Earths por Anne Nesbit
Kat Incorrigible por Stephanie Burgis
Project Mulberry por Linda Sue Park
Where the Mountain Meets the Moon por Grace Lin
* The Wee Free Men por Terry Pratchett
Palace Beautiful por Sarah DeFord Williams
The True Meaning of Smekday por Adam Rex
Mockingbird por Kathryn Erskine
* The Sisters Grimm por Michael Buckley
The True Confessions of Charlotte Doyle por Avi
Little House on the Prairie por Laura Ingalls Wilder
Hero and the Crown por Robin McKinley
The Blue Sword por Robin McKinley
Zita the Space Girl por Ben Hatke

Ensino Secundário

* Os Jogos da Fome por Suzanne Collins
* Heist Society por Ally Carter
* Gallagher Girls por Ally Carter
* Across the Universe por Beth Revis
* Graceling: O Dom de Katsa por Kristin Cashore 
*# Sabriel por Garth Nix
*# The Goose Girl por Shannon Hale
*# Uglies por Scott Westerfeld
Liar por Justine Larbalestier
Claudette Colvin: Twice Toward Justice por Phillip Hoose
Prophecy por Ellen Oh
Legend por Marie Lu
The Adoration of Jenna Fox por Mary Pearson
Blackbringer por Laini Taylor
The Last Dragonslayer por Jasper Fforde
Unraveling por Elizabeth Norris
The Books of Pellinor por Alison Croggon
The Nation por Terry Pratchett
Cold Fury por T.M. Goeglein

Pelas minhas mãos gostaria de acrescentar à lista de Hale os seguintes livros:
*# Dragonskin Slippers de Jessica Day George
* Estrada Vermelha, Estrada de Sangue de Moira Young
e * Divergente de Veronica Roth

Acham que nos esquecemos de algum? Se acham que sim deixem o título e autor nos nossos comentários!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Convidada a sair

Gostaria de começar o artigo de hoje dizendo que até ao momento [ainda] só fui convidada a sair de um sítio: a estação do Rossio. Porquê? Porque a Cláudia se atrasou e eu estava a pé há já bastante tempo, com um saco pesado em mãos e já não aguentava mais. Tinha de me sentar! 
Imagino que se questionem do porquê de eu ter sido convidada a sair só porque não me aguentava em pé, ora bem, tudo se deu ao facto de, cansada e sem poder aguentar mais um segundo em pé, me ter sentado nos degraus da estação, os ao lado das escadas rolantes. E pelos vistos, caso não saibam fica a informação, é proibido uma pessoa sentar-se nesses degraus, e por isso, o segurança da estação convidou-me a sair. (Podia ter-me dito que existiam bancos no primeiro piso, mas parece-me que a informação não era pertinente.)
Conto-vos esta história porque recentemente me deparei com pessoas que já foram convidadas a sair  de livrarias por estarem a ler no interior das mesmas. Devo confessar que ler em livrarias é dos maiores prazeres que tenho, especialmente quando estou à espera de alguém ou quando tenho o meu dinheiro contado e sei que apenas posso levar um livro de determinado valor comigo.
Em Portugal, a Fnac e a Bertrand tem inclusivamente, assim como a Wook parece-me, sofás para que os seus clientes se possam sentar no interior a ler confortavelmente livros que poderão ou não adquirir. Em Inglaterra a Waterstones tem no seu interior o Costa Coffe (do género Starbucks) e normalmente tem também uma área infantil onde as crianças podem brincar enquanto os pais bebem o seu café e leem os livros que poderão ou não comprar. Imaginam por isso o meu espanto ao saber que pessoas foram expulsas de livrarias por estarem a execer uma actividade que é encorajada pelas grandes cadeias.
Não pertendo defender ninguém nesta questão até porque percebo perfeitamente ambos os lados da mesma. Afinal uma livraria não é uma biblioteca e se eu for comprar um fogão ninguém me deixa usá-lo na loja para fazer uma lasanha a ver se o forno funciona. Por outro lado, se eu efectivamente vou adquirir o livro devia ter direito a ler umas páginas, afinal se for comprar o fogão também vou abrir a porta do mesmo olhar lá para dentro e ver os botões e os bicos. Em ambos os casos até me facilitam a troca se eu mudar de ideias.
Qual é a diferença entre ler um livro na livraria não gostar pousar e escolher outro, ou levar o livro para casa não gostar, tornar à livraria e pedir para trocar porque afinal já se tem um igual? Em qualquer um dos casos os meus direitos de troca estão asegurados.
Será que é tudo uma questão de sorte face ao funcionário que apanhamos de serviço? Será política das empresas? Ou será que há pessoas que simplesmente abusam do seu direito de ler nas livrarias? Que pensam disto Encruzilhados? Ah e já agora, alguma vez foram convidados a sair de algum sítio?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e diz que é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Livros no sapatinho!

Apesar da minha idade, há algo que não dispenso de fazer todos os anos. Escrever ao Pai Natal. Esta tradição que me acompanha desde criança é perpetuada pela minha mãe que é adepta ferrenha do Natal, e quando digo ferrenha o que eu quero dizer é que a minha mãe começa a ouvir música de natal em Setembro e para de a ouvir em Março quando os seus anos se aproximam e as pessoas já a começam a olhar de lado.
Assim sendo, todos os anos até ao inicio de Novembro tenho de apresentar a minha carta ao Senhor Barbudo (ou neste caso à sua esposa) e podem imaginar o que normalmente lhe peço. Alguém quer tentar adivinhar? Talvez a encruzilhada sentada com o portátil no sofá? Ou o encruzilhado no pc da secretária?
Alguém disse livros? Ding!Ding!Ding! Acabaram de acertar! Creio que falo por todos os livrólicos quando digo que todos gostamos de receber livros no sapatinho. É sempre uma alegria ver os embrulhos rectangulares e imaginar quais os títulos que escolheram para nós, que aventuras nos aguardam, que novos autores vamos descobrir. Infelizmente este embrulhos rectangulares podem esconder alguns desapontamentos, ainda me lembro do dia em que desembrulhei feliz da vida um livro para verificar que era um guia de boas maneiras. Até hoje não sei se a minha mãe me acha profundamente mal educada ou apenas deseja que eu tivesse um pouco mais de classe na minha vida.
São situações chatas, pelo menos para mim, porque literatura "científica" não é de todo do meu agrado. Se eu leio um livro é efectivamente para "fugir" e para conhecer "novos mundos", mundos que jamais conheceria de outra forma. Mas como no dia da Mãe fizemos um artigo sobre os livros a não dar no dia da mãe, desta vez decidimos fazer algo diferente e elaborar uma pequena lista não com os melhores livros a dar no Natal mas com os melhores livros sobre/passados (no) Natal.
E para começar a nossa lista temos o clássico de Charles Dickens, Um Conto de Natal. Apesar de ter sido escrito em 1843, a história do Sr. Scrooge continua bastante actual e este é um dos livros mais adaptados de sempre.
Também com algumas adaptações (lembro-me perfeitamente de ver o Mickey e a Minie a representarem esta história) temos o livro The Gift of the Magi de O. Henry. Escrito em 1905, este livro conta a história de Della que apenas tem $1,87 para comprar uma prenda de natal para o seu amado marido. Decidida que o marido merece mais, Della decide vender a única coisa que tem de preciosa para ganhar mais dinheiro, o seu cabelo, sem saber que noutra parte da cidade, o seu marido também está prestes a abdicar de algo para lhe comprar uma prenda de natal.
Esta é uma história que visa mostrar o quão irrelevantes os presentes de natal são e que esta altura é uma altura de paz e amor, não consumismo. Um livro muito bonito e com uma mensagem poderosa.
A história de How the Grinch Stole Christmas do Dr. Seuss é também dos livros mais aclamados sobre o Natal. Creio que praticamente todos vimos a adaptação cinematográfica onde Jim Carrey faz do verde e peludo Grinch, um personagem que odeia toda a gente e odeia especialmente o Natal. Este é também um conto com bastante ênfase em o Natal sermos nós a fazê-lo e não as luzes e presentes.
Outro livro de natal infantil que apreciei foi Um Natal Real da Disney. Este livro conta com 4 história, cada uma com uma das princesas da capa como personagem principal e retrata experiências giras. Ariel vai experimentar o Natal pela primeira vez em terra, Tiana vai viver o seu primeiro natal como esposa e não sabe bem o que a espera, Aurora sente saudades dos seus natais na floresta com as suas tias e decide fazer um natal o mais parecido com esse no seu palácio, e Cinderella e os seus amigos andam a espalhar magia natalícia pelo ar. Quatro histórias engraçadas que abordam o tema do natal e que sem dúvida farão as delícias dos mais novos.
Outros títulos alusivos a esta quadra e que estão na nossa lista são O Expresso Polar (The Polar Express), também em versão animada com Tom Hanks, no qual um rapaz que deixou de acreditar no Pai Natal é levado numa aventura maravilhosa através de um comboio que viaja directamente até ao Pólo Norte.
Noite de Reis de Trisha Ashley foi o livro de tema natalício que a Cláudia já leu e comentou este ano. Agora está em minha posse mas ainda não lhe peguei, a capa promete mistério, romance e milagres de natal. Como a Cláudia lhe deu 4 estrelas de certeza que não ficarei desapontada.
E para fechar a nossa pequena lista sugiro The Hogfather de Terry Prachett. Uma história cheia de magia e ironia, onde subitamente e devido ao desaparecimento do Hogfather (o Pai Natal), a Morte anda a descer a chaminé, a dizer HOHOHO e a entregar prendas. Susan, uma não muito pacata governante, acha que tudo isto é inadmissível e resolve descobrir o que se passou com o Pai Natal. Antes que se aperceba está numa luta desenfreada contra o tempo e descobre que se não encontrar o Hogfather o sol não tornará a nascer no Discworld. (Uma mini-série foi feita deste livro, tens dois episódios e conta com Michelle Dockery, a Mary de Downton Abbey, no papel de Susan.)
Estas são as nossas sugestões sobre o Natal. Algum encruzilhado tem sugestões para nós? Tanto eu como a Cláudia amamos o Natal, ela talvez mais que eu, e gostamos sempre de ouvir as vossas sugestões.


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e diz que é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Abram as vossas estantes, chegou um novo género literário!

Tal como dizia aqui há uns tempos neste artigo, os géneros literários multiplicam-se à medida que os leitores vão exigindo mais e mais de um determinado tipo de livro. Agora é a equipa do GoodReads que vem confirmar esta minha teoria, dizendo que o género Young Adult poderá ter os dias contados como líder de vendas, agora que um novo género, o New Adult se afirma no mercado.
Apesar de alguns sites afirmarem que o género New Adult já existia, simplesmente ainda não tinha uma designação, a verdade é que a crescente venda destes livros pode ser associada ao facto de os filhos demorarem mais a sair de casa dos pais tendo em conta o panorama económico.
Mas o que é afinal o New Adult? Apesar de ninguém ainda ter 100% de certezas, o género parece envolver personagens entre os 18 e os 23 anos, que podem ou não andar na Universidade, tem imenso sexo e raramente vêem os seus pais. Para mim, a grande diferença entre o Young Adult e o New Adult parece-me a abordagem da temática sexual que, na sua maioria, é praticamente inexistente no Young Adult onde um beijo apaixonado parece ser por vezes o culminar de uma relação (ou o que virá a ser uma relação)
As personagens do estilo New Adult são também mais velhas, tendo em conta que no Young Adult as personagens principais variam entre os 12 e os 18 anos. Assim sendo podemos mesmo dizer que o New Adult veio encher uma quota de mercado que se via cada vez mais sem protagonistas.
Estas personagens acabam também por fazer sentido aos jovens que ainda não saíram de casa dos pais (por estarem a estudar ou outros motivos) e que, apesar de serem adultos e se considerarem adultos, também se sentem ao mesmo tempo parados na sua evolução, pois ainda estão presos ao seu cordão umbilical.
Mas e será que este género vai agradar ao público Young Adult? Já algum dos nossos seguidores leu um livro New Adult? Sabemos que várias editoras norte-americanas fizeram vários apelos a pedir livros New Adult pois consideram que estes serão a próxima grande sensação. A questão é: será que há mercado para New Adult em Portugal visto que mal comercializamos Young Adult (pelo menos como YA)? Deixem-nos a vossa opinião Encruzilhados!



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e diz que é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sábado, 24 de novembro de 2012

Bicicloteca


A “Bicicloteca” é uma biblioteca itinerante, um movimento independente existente em diversas comunidades brasileiras e em outros países, geralmente para pessoas sem acesso a biblioteca ou comunidades distantes dos centros, as quais utilizam a bicicleta como veículo para o transporte de livros. A Bicicloteca do Instituto Mobilidade Verde foi desenvolvida para atender moradores de rua através do Movimento Estadual da População em Situação de Rua. Trata-se de um triciclo com capacidade para 150 kg de livros que facilita o trânsito na cidade e o acesso de pessoas a cultura , o objetivo é facilitar o trabalho das comunidades que já atuam com cultura e inclusão social através da leitura.

Para mais informações podem consultar o site da Bicicloteca aqui.

domingo, 18 de novembro de 2012

Atravessar os EUA a ler YA

Hoje enquanto passeava pela nossa amiga internet encontrei um post genial de uma blogger que, como eu, é viciada em literatura YA (young adult). Este ano enquanto lia os seus livros de YA apercebeu-se que os mesmos se passavam em estados diferentes ao invés de se concentrarem nas áreas mais conhecidas como Nova Iorque ou Los Angeles e por curiosidade perguntou num fórum se alguém a podia ajudar a encontrar outros livros que se passassem noutros Estados dos EUA.
O fórum encheu-se de respostas e rapidamente ela conseguiu uma lista de 50 livros que se passam nos 50 estados. Por diversão acabou por fazer um mapa onde colocou as capas dos livros e convidou os seus seguidores a percorrem os Estados Unidos com ela através da leitura.
Aqui no Encruzilhadas já andamos por alguns destes Estados mas não tantos quanto gostaríamos. Segundo esta lista já visitamos Georgia, Illinois, Kansas, Maine, Ohio, Oregon, Pennsylvania e North Carolina. Ah! E não li o livro de Maryland mas vi o filme, isso conta?
Estes são apenas 9 dos 50 estados. O que significa que ainda temos 41 estados para percorrer. Verdade seja dita que existem alguns livros aqui que me interessam bastante, por isso algo me diz que irei voltar aos EUA muito em breve para recomeçar esta viagem.
Vejam o mapa e confiram os livros que pertencem a cada Estado clicando na imagem. Digam-nos quantos já leram/visitaram!
 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Paul Auster doa Prémio Literário ao PEN American Center

Paul Auster, que foi distinguido com o Prémio AT&T do Favorito dos Fãs no Festival Literário de Brooklyn, doou o valor monetário desse galardão – 3000 dólares (2315 euros) – ao Freedom to Write Program do PEN American Center, numa cerimória que contou com Neil Giacobbi, da AT&T, Marty Markowitz, presidente do borough de Brooklyn, Peter Godwin, presidente do PEN American Center, e Larry Siems, diretor do Freedom to Write Program.
Paul Auster, cuja participação no Festival Literário de Brooklyn coincidiu com o lançamento da sua mais recente obra, o livro de memórias Diário de Inverno, publicado em Portugal pela ASA, foi o escritor mais votado pelos fãs durante o Festival.
“É o primeiro concurso de popularidade que ganho”, afirmou Auster durante a cerimónia, “mas estou satisfeito por ter um valor monetário, já que assim posso doá-lo à mais importante organização literária internacional do mundo, o PEN, a única organização de direitos humanos dedicada exclusivamente à defesa do escritores.” 
“Agradecemos profundamente ao Festival Literário de Brooklyn e à AT&T por tornarem isto possível, e a Paul Auster por nos ter distinguido hoje e pelo seu constante apoio nos esforços para proteger escritores e defender a liberdade de expressão em todo o mundo”, declarou Larry Siems. “O Festival Literário de Brooklyn é uma fantástica celebração da literatura e da liberdade de escrita”, acrescentou.
“Paul Auster é um dos poucos escritores talentosos que consegue captar a personalidade e as personagens de Brooklyn através de histórias sobre indivíduos e sobre a busca do seu ‘verdadeiro eu’”, afirmou Marty Markowitz. “Sinto-me honrado em juntar-me aos fãs do Festival Literário de Brooklyn e à AT&T para homenagear este ‘monstro literário’ e o PEN American Center, que deram um grande contributo para o sucesso do festival e para o merecido reconhecimento de Brooklyn como o epicentro do universo literário americano.”
“A AT&T congratula Paul Auster, vencedor do Prémio AT&T do Favorito dos Fãs no Festival Literário de Brooklyn”, declarou Marissa Shorenstein, presidente da AT&T de Nova Iorque. “É sem dúvida a melhor forma de celebrar este fantástico festival de Brooklyn que juntou leitores – jovens e idosos – no centro da comunidade literária.”

Mais informações sobre o autor e a sua obra em paulauster.blogs.sapo.pt ou em www.facebook.com/paul.auster.portugal.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

YA inspira fotografia


Os livros YA (Young Adult) inspiram as suas legiões de fãs das mais variadas maneiras. Há quem escreva fanfiction, quem crie gráficos e depois há pessoas que conseguem levar as coisas um pouco mais longe como é o caso da fotografa The Real Fauxtographer. 
Inspirada pelos livros YA pelos quais se apaixonou, esta jovem fotografa fez uma série de fotografias inspirada nos mesmos.
Entre os vários livros escolhidos temos Cinder (editado pela Planeta), na foto acima, e em baixo temos Across The Universe, Divergente (Porto Editora) e A Floresta de Mãos e Dentes (Edições Gailivro).

 
 

Para verem mais fotografias desta fantástica sessão fotográfica cliquem aqui.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

NaNoWriMo

Amanhã começa Novembro e para mim, desde 2009 que Novembro vem com um desafio: escrever um livro de 50 mil palavras num mês.
Mas deixem-me primeiro explicar-lhes ao certo de onde veio esta ideia. Algures em 1999, vinte e um amigos juntaram-se no mês de Julho em São Francisco e decidiram escrever um livro num mês. Antes que pudessem perceber como, no ano seguinte um amigo construiu-lhes um site e a ideia cresceu. Ao longo do tempo a ideia ganhou novos contornos e fãs e nascia o National Novel Writing Month (NaNoWriMo). O mês escolhido para esta aventura foi Novembro e o objectivo de 50 mil palavras, o equivalente a mais ou menos 100 páginas, foi estabelecido como o tamanho ideal para um livro.
Com o passar dos anos, o site foi evoluindo e mais pessoas se foram juntando à aventura. Em 2011, 256,618 pessoas inscreveram-se para fazer o NaNo e 36,843 conseguiram completar 50 mil palavras antes do mês acabar e entraram para o passeio das estrelas do NaNo.Elas podem ter começado o mês como mecânicos, consultores bancários, desempregados, empregados domésticos, enfermeiros, seja o que for na realidade; mas acabaram o mês como escritores com na maior parte dos casos, uma obra completa.
Com a chegada iminente de Novembro, vou recolher-me para começar a trabalhar no meu novo livro e vou atirar-me de cabeça na aventura que é escrever um livro inteiro num mês. Convido os meus caros e corajosos leitores a tornarem-se escritores, e aos que já são escritores, a aceitarem este desafio! Podem adicionar-me como amiga de escrita aqui e boa sorte a todos!
Vemo-nos em Dezembro!




Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e diz que é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

domingo, 28 de outubro de 2012

A livraria por baixo da terra

Aqui no Encruzilhadas Literárias já vos falamos de antigas igrejas que viraram livrarias, de antigos cinemas que viraram livrarias, de livrarias flutuantes e até de livrarias que viraram páginas de banda desenhada mas uma livraria debaixo do chão foi algo que nos apanhou desprevenidas.
Situada na Holanda, tal como a igreja que virou biblioteca, esta biblioteca pública fica mais precisamente em Delft.
Criada em 1997 a Delft Technical Library re-nasceu das cinzas, após um incêndio a ter consumido e destruído por completo. 
Como se pode ver na imagem ao lado, o telhado da biblioteca é um relvado imenso onde as pessoas se podem sentar a ler nos dias de sol. A mesa do hall de entrada é feita de livros que se salvaram do incêndio e a luz natural advém do cone que trespassa a biblioteca em direcção ao céu.
Para terminar deixamos-vos, outra vez, com imagens desta bela biblioteca. 



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sábado, 20 de outubro de 2012

Apanhados a ler livros de menina!

Hoje enquanto navegava no meu feed do GoodReads, entrei no perfil da escritora Shannon Hale, autora do livro Academia de Princesas, após ter lido o título "Concurso Fotográfico: Rapazes a lerem livros de raparigas!". Piscando os olhos intrigada, tive, obviamente, de descobrir o que se estava a passar. Clicando com o rato no link fui levada até uma página no blog da autora onde esta mostrava vários rapazes a lerem livros de raparigas e alguns deles liam mesmo livros da autora! Incluindo a sequela do livro Academia de Princesas, Palácio de Pedra (traduzido literalmente).
Achei imensa piada à ideia e apesar de serem fotos de pose não deixam de estar bastante engraçadas. Assim sendo quero deixar-vos aqui algumas para que possam como eu, sorrir em face desta ideia.

de 
Academia de Princesas: Palácio de Pedra, de Shannon Hale
As Mulherzilhas, de Louise May Alcott
As Serviçais. Academia de Princesas. Ella Encantada. Ramona, the Pest.
Para verem mais fotos deste passatempo cliquem aqui.



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Livraria flutuante

Como os nossos caros leitores sabem, normalmente água e livros não são uma boa mistura. Isto posso-vos eu confirmar visto que uma vez uma irmã minha se esqueceu de um livro meu à chuva e eu tive de o secar página a página e mesmo assim ele nunca mais foi o mesmo. 
No entanto, isso não impede a Logos Hope de ser a maior livraria flutuante do mundo. Carregando mais de 5000 livros e medido mais de 430 pés de comprimento, a Logos Hope é gerida por uma organização de caridade alemãe tem como missão levar livros e educação por todo o mundo.
Nos últimos 8 anos, a Logos Hope visitou mais de 42 países ficando por várias semana em cada porto, permitindo que a sua tripulação faça trabalho voluntário e que várias pessoas o visitem (o navio suporta até 450 visitantes de cada vez).
Parte da missão deste navio é levar livros a preços muito baixos a países onde estes não sejam fáceis de arranjar, mas providenciar livros (abaixo de preço de custo) para bibliotecas escolares, orfanatos e outras organizações solidárias.
Desde 2004 o Logos Hope distribuiu mais de 3 milhões de livros e teve mias de 2,5 milhões de visitantes a bordo. De momento está no porto de Subic Bay, nas Filipinas e a 30 de Novembro navegará até Hong Kong onde ficará por um mês.
Podem ver mais fotos abaixo e ver os próximos portos do Logos Hope clicando aqui.



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A livraria que virou BD

Como sabem já tivemos no Encruzilhadas alguns posts onde falamos de igrejas que viraram livrarias ou de cinemas que viraram livrarias, hoje falamos-vos de uma livraria que foi construída para se parecer com uma página de banda desenhada.
É verdade, a Tokyo's Tokyo foi projectada de modo a que as suas estantes lembrassem páginas de livros de banda desenhada. 
Para isso foram escolhidas estantes com quadrados assimétricos e até mesmo colocados balões de fala em alguns deles. As ilhas a meio da loja estão também divididas em quadrados e tem uma inclinação que lembra o virar de uma página. A ideia é que as ilhas lembrem também uma pilha de bandas desenhadas.

A loja foi concluída este ano na primavera e localiza-se em Tóquio no Japão, por isso, fãs de banda desenhada se passarem por Tóquio não se esqueçam de visitar esta livraria!





Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.