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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Projeto Adamastor Procura " Os Melhores Romances Escritos em Língua Portuguesa"!

 
O Projecto Adamastor, encontra-se de momento a dinamizar uma votação intitulada «Os Melhores Romances Escritos em Língua Portuguesa». A intenção dos coordenadores do projeto é elaborar uma lista dos melhores romances de autores lusófonos, tendo como base os maiores peritos: os leitores.
 
Para participarem nesta recolha, basta que preencham o formulário cujo link é disponibilizado em baixo e deixarem boas sugestões literárias em língua portuguesa!

"Nos dias que correm a proliferação das listas é um facto incontornável, e a literatura não escapa a essa tendência. Apesar do seu carácter muitas vezes redutor, as listas são um óptimo pretexto para uma discussão acerca de livros, assim como uma forma de divulgar boa literatura, algo que não poderia estar mais de acordo com os objectivos do Projecto Adamastor.
Assim sendo, resolvemos elaborar uma lista dos melhores romances em língua portuguesa, com base numa votação que decorrerá ao longo dos próximos meses, e em que qualquer leitor poderá contribuir com a sua opinião.
 [...]
Para participar basta preencher o formulário abaixo apresentado, indicando dez romances de autores lusófonos, por ordem de preferência, ordem essa que funcionará como principal ponderador no apuramento dos resultados finais; de notar que as escolhas podem ser editadas até ao final da votação.
A votação decorrerá até ao final do presente ano e os respectivos resultados serão anunciados em Janeiro de 2016."

 
Link para votarem aqui.
 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Livros de catálogo

Por vezes dou por mim a pensar na minha infância e nas dificuldades que passei como livrólica e depois, claro, penso que muito provavelmente não terei sido a única.
Digam-me caros leitores, era só a mim que chateava que os catálogos de brinquedos de Natal, aqueles em que púnhamos as cruzinhas, não tivessem praticamente livros nenhuns?
Lembro-me de gostar de bonecas e legos como qualquer outra criança mas depois chegava à parte final do catálogo onde estavam os livros e "chapéu" não havia quase nada em que regalar os olhos. E mesmo quando havia sem um resumo do que o livro seria era mesmo pedir livros pela capa.
Este ano quando peguei nos catálogos do Reino Unido deparei-me com o mesmo problema, apesar de já encontrar alguns livros nada de resumo. Suponho que faça o seu sentido visto que estes catálogos terem o espaço contado mas mesmo assim torna toda a tarefa mais aventureira.
Digo aventureira porque a minha mãe, sabendo que eu gostava de ler, lá me levava pela mão às livrarias e me deixava brincar com os livros para trás e para a frente até eu apontar uns cinco ou seis que gostaria de receber pelo Natal. E, depois, se me tivesse portado bem o Pai Natal lá me trazia dois ou três livros para eu me regalar.
Mesmo hoje em dia quando me perguntam que livros quero receber no Natal lá me sento eu em torno do computador ou da livraria mais próxima e ando em busca de algo para ler. Este ano quando fui à livraria fazer compras de Natal acabei por comprar um livrinho para mim que estou a gostar e que comentarei em breve chamado Murder Most Unladylike de Robin Stevens que por acaso já tinha visto pelo GoodReads nas listas de sugestões.

E vocês, Encruzilhad@s? Quando eram pequenos e queriam pedir livros no Natal como faziam?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Renovação concluída!

E por hoje as nossas renovações estão concluídas!
Iremos proceder a ligeiras alterações nos próximos dias mas isso não afectará o normal funcionamento do blogue.
Esperamos que gostem desta mudança.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Um cheiro a drama

Na sexta-feira recebei uma encomenda de seis livros vinda do Reino Unido. O que é algo habitual cá em casa visto que pelo menos uma vez por mês chegam 2 ou 4 livros à nossa caixa de correio e desta vez não foi diferente. Abri a encomenda com cuidado, apreciei o estado dos livros (eu compro-os usados) e tratei de os colocar nas prateleiras respectivas visto que a minha prateleira do "a-ler" já está completamente a abarrotar.
Tudo isto seria normal, se subitamente, como que chamada pelos deuses da literatura, a minha irmã mais nova não abrisse a porta do quarto dela e se pusesse a cheirar o ar. Parei e fiz o mesmo, ponderando se alguém teria feito um bolo, ou se o jantar estaria a ser feito visto que tinha mesmo acabado de chegar a casa e tinha pousado tudo a correr para tratar dos livros. Aproximando-se dos meus livros a minha irmã continuava a cheirar o ar, antes de lhe conseguir perguntar o que se passava disse-me:
- Cheira a drama! E do pesado...
Pisquei os olho e abri um sorriso.
- Drama?
Ela assentiu.
- Sim, sim, ora bem...
Fingindo cheirar a estante, ela continuou com as suas fungadelas até parar subitamente na prateleira dos meus romances históricos e tocar na lombada do romance que acabara de arrumar.
- É este! - um sorriso abriu-se no seu rosto - Que livro é este? Isto não estava aqui ontem!
Olhei séria para a minha irmã, ou pelo menos tentei, porque quando dei por mim estavamos-nos as duas a rir como se tivéssemos dezasseis anos (o que no caso dela é verdade). Ainda a rir tirei o livro da estante e disse-lhe que tinha sido muito bem recomendado por uma amiga minha.
A minha irmã virou o livro e vendo a capa assobiou. Os seus olhos encontraram os meus e ela começou a arrumar o livro na estante enquanto dizia:
- Ouve o que te digo, drama intenso!
Sorrindo calmamente disse:
- Como podes ter a certeza? Ainda não leste o resumo!
Olhando para mim de lado e revirando os olhos a minha irmã resmungou entre dentes algo que me soou a "com uma capa e título destes não é de admirar que cheire a drama à distância". Em seguida lançou-me um sorriso angelical e concluiu:
- Quando o acabares de ler e este livro te tiver arrancado e pisado o coração conta-me a história!
Voltando-se de costas para mim, a minha irmã seguiu a vida dela calma e descontraidamente. Piscando os olhos peguei no livro, olhei para a capa, título e tornei a ler o resumo. Sinceramente agora até estou com receio de abrir o livro para o começar a ler...



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e diz que é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Insólito Literário II

Depois do nosso primeiro Insólito Literário tenho hoje de partilhar convosco um segundo. (Começo a achar que as professoras de Língua Portuguesa são as que mais tem para contar.)
Contou-me esta professora que no inicio do semestre pediu aos seus alunos que comprasse os livros obrigatórios, mas um em especial tinha de ser lido até Novembro, altura em que o começariam a estudar.
Como de costume para mais de metade dos alunos a mensagem entrou por um ouvido e saiu por outro. Houve no entanto uma reacção interessante e que merece ser divulgada.
Uma aluna que pediu à mãe para lhe comprar o livro teve de dizer à professora que a mãe se recusara a comprá-lo. Quando questionada do porquê da mãe se recusar a aluna respondeu o seguinte:
- Ontem quando cheguei a casa a minha mãe disse-me "Fui ver quanto custava o livro que pediste. E sabes que mais? Custa 22€! Quantas vezes estás a pensar lê-lo?" e eu respondi "Uma." ao que a minha mãe respondeu "Não vou gastar 22€ para leres o livro apenas uma vez!", por isso professora a minha mãe não me compra o livro...
E daqui que cada um de nós tire as suas conclusões. Embora verdade seja dita que maior parte dos livros que lemos, lemos apenas uma vez...

domingo, 18 de novembro de 2012

Atravessar os EUA a ler YA

Hoje enquanto passeava pela nossa amiga internet encontrei um post genial de uma blogger que, como eu, é viciada em literatura YA (young adult). Este ano enquanto lia os seus livros de YA apercebeu-se que os mesmos se passavam em estados diferentes ao invés de se concentrarem nas áreas mais conhecidas como Nova Iorque ou Los Angeles e por curiosidade perguntou num fórum se alguém a podia ajudar a encontrar outros livros que se passassem noutros Estados dos EUA.
O fórum encheu-se de respostas e rapidamente ela conseguiu uma lista de 50 livros que se passam nos 50 estados. Por diversão acabou por fazer um mapa onde colocou as capas dos livros e convidou os seus seguidores a percorrem os Estados Unidos com ela através da leitura.
Aqui no Encruzilhadas já andamos por alguns destes Estados mas não tantos quanto gostaríamos. Segundo esta lista já visitamos Georgia, Illinois, Kansas, Maine, Ohio, Oregon, Pennsylvania e North Carolina. Ah! E não li o livro de Maryland mas vi o filme, isso conta?
Estes são apenas 9 dos 50 estados. O que significa que ainda temos 41 estados para percorrer. Verdade seja dita que existem alguns livros aqui que me interessam bastante, por isso algo me diz que irei voltar aos EUA muito em breve para recomeçar esta viagem.
Vejam o mapa e confiram os livros que pertencem a cada Estado clicando na imagem. Digam-nos quantos já leram/visitaram!
 

domingo, 28 de outubro de 2012

A livraria por baixo da terra

Aqui no Encruzilhadas Literárias já vos falamos de antigas igrejas que viraram livrarias, de antigos cinemas que viraram livrarias, de livrarias flutuantes e até de livrarias que viraram páginas de banda desenhada mas uma livraria debaixo do chão foi algo que nos apanhou desprevenidas.
Situada na Holanda, tal como a igreja que virou biblioteca, esta biblioteca pública fica mais precisamente em Delft.
Criada em 1997 a Delft Technical Library re-nasceu das cinzas, após um incêndio a ter consumido e destruído por completo. 
Como se pode ver na imagem ao lado, o telhado da biblioteca é um relvado imenso onde as pessoas se podem sentar a ler nos dias de sol. A mesa do hall de entrada é feita de livros que se salvaram do incêndio e a luz natural advém do cone que trespassa a biblioteca em direcção ao céu.
Para terminar deixamos-vos, outra vez, com imagens desta bela biblioteca. 



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Livraria flutuante

Como os nossos caros leitores sabem, normalmente água e livros não são uma boa mistura. Isto posso-vos eu confirmar visto que uma vez uma irmã minha se esqueceu de um livro meu à chuva e eu tive de o secar página a página e mesmo assim ele nunca mais foi o mesmo. 
No entanto, isso não impede a Logos Hope de ser a maior livraria flutuante do mundo. Carregando mais de 5000 livros e medido mais de 430 pés de comprimento, a Logos Hope é gerida por uma organização de caridade alemãe tem como missão levar livros e educação por todo o mundo.
Nos últimos 8 anos, a Logos Hope visitou mais de 42 países ficando por várias semana em cada porto, permitindo que a sua tripulação faça trabalho voluntário e que várias pessoas o visitem (o navio suporta até 450 visitantes de cada vez).
Parte da missão deste navio é levar livros a preços muito baixos a países onde estes não sejam fáceis de arranjar, mas providenciar livros (abaixo de preço de custo) para bibliotecas escolares, orfanatos e outras organizações solidárias.
Desde 2004 o Logos Hope distribuiu mais de 3 milhões de livros e teve mias de 2,5 milhões de visitantes a bordo. De momento está no porto de Subic Bay, nas Filipinas e a 30 de Novembro navegará até Hong Kong onde ficará por um mês.
Podem ver mais fotos abaixo e ver os próximos portos do Logos Hope clicando aqui.



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

domingo, 14 de outubro de 2012

Evento: Alyson Noël em Portugal

 Atenção fãs de Alyson Noël, a autora da série Os Imortais, vai visitar o nosso país de 25 a 27 de Outubro, para promover o lançamento do livro Infinito.

Para os fãs da autora que a quiserem ver ficam aqui as datas e locais:
  • Dia 25 pelas 18h na Buchholz, sendo esta "sessão" privada e apenas com inscrição; (para mais informações achamos este blog)
  • Dia 26 pelas 21h na FNAC do Centro Comercial Colombo;
  • Dia 27 pelas 16h na FNAC do Fórum Almada. 
Dias 26 e 27 a autora assinará livros e responderá a algumas questões sobre os mesmos. Logo se tem algo que querem saber, esta é a altura ideal para o fazerem. Não se esqueçam de levar os vossos livros para a autora os assinar e boa sorte!

Para quem ainda não conhece a série aqui ficam uns dados interessante:
  • 6 livros publicados - Eternidade, Lua Azul, Terra Sombria, Fogo Negro, Estrela da Noite e Infinito;
  • 65 semanas no top de vendas do The New York Times, 15 semanas em número 1;
  • Mais de 6 milhões de exemplares vendidos;
  • Traduzido para 36 países;
  • Direitos de adaptação para cinema adquirimos pela Summit Entertainment, a produtora da saga Twilight.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Atenção Escritores: Colectânea "Beijos de Bicos"

Mais uma colectânea Encruzilhados! Há que pegar nas penas e começar a escrever! Boa sorte a todos.

A Pastelaria Studios Editora volta a apostar na divulgação de Novos Autores.
Consideramos que melhor forma de vos dar a conhecer é publicar os vossos trabalhos e divulgá-los, nos nossos meios de divulgação.
Por isso criamos as nossas (já famosas) Colectâneas.
O nosso trabalho vai crescendo, evoluindo e aperfeiçoando.
Queremos mostrar o vosso trabalho, mesmo que nos dê muitíssimo trabalho!
E a pedido de tanta gente, aqui vai o tema tão solicitado – O AMOR - em todas as suas formas, vivências e definições – tudo o que seja amor!
O Lançamento será no pino do Inverno, quando já nos apetece enrolarmos-nos em mantas, junto a lareiras de fogo brilhante.


Regulamento :
  • Envio do pequeno conto, em formato Word, para pastelarialivros@gmail.com até dia 30 de Novembro de 2012;
  • O tamanho da história: até 10 folhas (páginas) A4;
  • O vosso manuscrito deverá ser enviado num ficheiro word, com letra times new roman, tamanho 12pts;
  • A história deverá estar devidamente identificada;
  • Qualquer pessoa poderá participar, obedecendo ao tema sugerido;
  • A participação não obriga a nenhum compromisso monetário, por parte dos Autores, ou seja os autores participam gratuitamente;
  • Os Autores podem adquirir os exemplares que desejarem (com desconto de autor);
  • Todos os passos, até à publicação da obra, serão partilhados com os participantes seleccionados;
  • Tal como de costume todos os manuscritos que não obedeçam ao regulamento, não serão considerados.
Queremos ouvir os vossos “Beijos de Bicos”! Bom trabalho!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Atenção Escritores: Colectânea "Lugares e Palavras de Natal"

Olá, olá Encruzilhados!
Voltamos a chamar escritores, desta feita para uma colectânea de contos de natal, a editar pela Lugar da Palavra Editora. Podem consultar o regulamento completo aqui mas aqui fica o essencial do mesmo:

1. O prazo inscrição para participação na coletânea LUGARES E PALAVRAS DE NATAL e envio de textos decorre até 15 de outubro de 2012.

2. Os textos devem ser enviados em suporte informático (tipo word) e remetidos para editora@lugardapalavra.pt.

3. Serão admitidos textos do género lírico (poemas) e narrativo (contos). 

4. Cada autor poderá participar com um ou vários textos, que pode(m) ocupar entre um mínimo de duas páginas e um máximo de três, sendo que cada página corresponde a um conjunto de 1700 caracteres (incluindo espaços) ou 1400 caracteres (sem espaços), para os contos, ou 30 linhas de verso (incluindo espaços de transição de estrofe e eventuais versos demasiadamente longos). 

5. A ordem de publicação obedecerá a um critério a definir, posteriormente, pela organização. 

6. Os autores podem utilizar pseudónimo, embora sejam obrigados a identificar-se e o seu nome ser incluído na breve biografia a constar do livro. 

7. Os autores devem enviar uma curta nota biográfica, que será publicada, com um máximo de 600 caracteres, incluindo espaços.

O tempo não é muito caros escritores! Mas com vontade tudo é possível!
Deixamos-vos umas palavras da coordenadora do projecto, a Sr.ª Maria Eugénia Ponte:

Lugares e Palavras de Natal
Coletânea de poemas e contos 2012 
A Lugar da Palavra Editora quer editar um livro memorável para este Natal.
E gostaria de contar consigo!
Participe!
Muito OBRIGADA, cumprimentos,
Maria Eugénia Ponte

domingo, 30 de setembro de 2012

Livros Banidos 2012


Hoje entramos na semana dos Livros Banidos! Esta é uma causa que me toca bastante porque nunca fui impedida de ler fosse o que fosse e faz-me imensa confusão que algumas escolas, associações religiosas, pais e governos se achem no direito de o fazer. Obviamente que não falo das proibições devido a restrições da idade, afinal nenhum pai vai dar a uma filha de 12 anos o livro Visto do Céu para ler ou As Cinquenta Sombras de Grey.
Até porque a pior parte dos livros banidos (ou proibidos) numa determinada área nem sequer estão disponíveis para leitura! Imaginem-se a ter doze anos e a não poderem pegar num único livro de Harry Potter ou da trilogia Mundos Paralelos porque simplesmente não existem na biblioteca da vossa escola porque a Associação de Pais decretou que os mesmos são satânicos. Imaginem pedirem o livro aos vossos pais e eles se recusarem a comprar ou mesmo que não se recusem que pura e simplesmente não encontrarem o livro à venda para vos dar. 
Este ano a semana dos Livros Banidos faz 30 anos de existência! E há trinta anos que luta pela possibilidade  destas crianças de 12 anos lerem Harry Potter e para que os Adolescentes possam ler Os Jogos da Fome. A luta é mesmo pela possibilidade de o fazerem. Ninguém quer obrigar ninguém a ler, mas queremos que as pessoas tenham a possibilidade de o fazer.
Como sabemos a palavra escrita tem poder e há livros que efectivamente podem mudar vidas e a maneira que as pessoas tem de ver o mundo mas e principalmente, os livros fazem-nos sentir menos sós. Como nos podemos achar no direito de proibir alguém de ler?
Alguém bastante conhecido disse uma vez que fugiria de todo e qualquer país onde se queimassem livros, porque após isso, certamente que não faltaria muito para que se queimassem pessoas. Um bom exemplo disto foi a Inquisição que efectivamente queimou livros e pessoas por igual. E o medo que as pessoas tem aos livros não é dos livros em si, do papel e da tinta, é sim das ideias que se escondem nas palavras e que acabam por se esconder dentro das pessoas modificando-as e fazendo-as pensar "e se, e se...".
Assim sendo, esta semana convido-vos a ler um livro banido, ou se não puderem ler um completo que leiam um capítulo ou dois. Não estarão sozinhos! Em vários sites da internet estarão disponíveis excertos destes livros assim como vídeos com pessoas a lerem os mesmos em voz alta. Em algumas bibliotecas nos EUA também existirão leituras em voz alta de livros que são banidos e não existem naquela biblioteca.
Leiam para dentro ou leiam em voz alta mas leiam! Leiam por todos os livros que alguém quer calar! Leiam por todas as ideias que alguém quer matar! Leiam por aquela criança que jamais saberá o que é Harry Potter. Leiam!



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sábado, 22 de setembro de 2012

Antigo cinema vira livraria!

Depois do nosso artigo sobre a igreja que virou livraria chega-nos agora outra história que apesar de igual tem um twist diferente. Em vez de ser uma igreja esta livraria era uma antiga sala de cinema.
Localizada em Buenos Aires, esta livraria foi projectada pelo arquitecto Fernando Manzone, que trabalha para a editora e livraria brasileira El Ateneo. Tentando manter as fachadas originais e até a própria disposição do cinema, esta livraria inclui um café na área do palco, cantos de leitura nos camarotes e balcões repletos de estantes.
Aberto como cinema em 1919 e reaberta como livraria em 2000, este espaço tornou-se numa das livrarias mais movimentadas do mundo com mais de um milhão de visitas por ano e com vendas que ascendem os 7.000.000 livros por ano.
Deixamos-vos com mais fotos do espaço para que possam apreciar melhor esta livraria.




Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Viram o meu diário?

Hoje vou falar de um tipo de livros diferentes do normal: os diários. Não só são um tipo de literatura muito própria como são também das leituras (e escritas) mais privadas que há.
Todos já tivemos um diário e já todos paramos de escrever nele. Uma das piadas mais comuns que já apanhei na net sobre isto diz que até a Elena da saga Diários do Vampiro acabou por se fartar de escrever no dela.
Por vezes questiono o que nos leva a escrever um diário? Vergonha das nossas emoções? Medo que os outros não nos compreendam? Vontade de sermos o/a protagonista principal da nossa vida? Creio que existe um sem número de motivos para escrevermos um diário, lembro-me que o meu (que o Papelão o guarde!) estava cheio de esperanças e sonhos.
Devo contar-vos que a minha imaginação para a minha vida pessoal era fantástica, entre imaginar que o Peter Pan me vinha buscar a desaparecer no mundo de Harry Potter, a única consistência do meu diário é uma ideia de evasão. Uma ideia tão comum como a esperança eterna que o sol nasça amanhã. Quem nunca quis fugir da sua vida? Não é por isso que a maior parte de nós lê? Os psicólogos concordam que ler ajuda as pessoas a criar um escape da sua vida pessoal que nem sempre está cheia das aventuras que elas gostariam que tivessem.
Mas, torno a perguntar, o que nos leva a escrever? Alguém se lembra de onde veio a ideia de escrever um diário? Eu lembro-me que em mim a curiosidade nasceu após ter lido O Diário de Anne Frank, se não me engano o meu diário chama-se Kittyy também. Na realidade todos os meus diários tiveram nomes que eram diminutivos do meu nome próprio. No meu caso creio que escrevia essencialmente para mim, para me lembrar que ainda estava viva e podia ter esperança, sei-o porque comecei a escrever o meu diário numa altura mais complicada mas que passou, assim como o meu hábito de os escrever.
Curiosamente nunca acabei um "diário" inteiro. O que, tendo em conta o que me levou a escrever neles, é bom pois significa que a minha vida tem altos e baixos mas que os baixos nunca duraram muito tempo.
E vocês caros leitores, alguma vez tiveram um diário? O que vos fez escrever nele?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Como ler um livro

Ora aqui está um mini curso intensivo que vai desmistificar "como se lê um livro". Acompanhem esta professora, enquanto ela nos prova que quem lê livros faz efectivamente muito mais ginástica do que aquela que imagina.
Estranhamente identifico-me perfeitamente com a Fase 4 do video. Acontece-me inúmeras vezes!
Partilhem connosco a fase com a qual se identificam mais.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

De biblioteca às costas

Biblioteca pessoal do escritor Neil Gaiman
Como coleccionadora avida de livros que sou, há uma questão que ultimamente se tem tornando pertinente e esta é a seguinte: com o avanço da era digital que livros vou querer manter na minha biblioteca física e que livros vou querer só ter em formato digital?
A questão deve-se a um facto muito simples, a mudança de casa. Não acontecerá para já mas acontecerá e a perspectiva de ter de achar 50, ou mais, caixas de cartão para encher com livros não é muito atractiva, apesar de o resultado final ser.
Como eu, há muitas pessoas que se debatem com este problema, todas elas são livrólicos, pessoas que tem como objectivo terem uma biblioteca em casa porque amam livros. Podemos ser comentadores em blogs, revistas, amantes da leitura ou até trabalhar no ramo livreiro mas temos uma realidade em comum, livros demais e estantes a menos.
Os livros dominaram as nossas vidas por completo e não estamos muito preocupados com isso, estamos apenas preocupados com o facto de alguns já andarem pelo chão porque não temos estantes onde os por, e outros andarem perdidos em casa de amigos pois emprestamos-los e eles não voltam.
Mas e aqueles de nós que ainda não tem o seu ninho e andam em casa dos pais, ou aqueles que estão a pensar mudar de casa? A grande vantagem dos e-books face às cópias físicas é que se pode por tudo num disco externo extremamente leve e levar connosco a nossa biblioteca, a desvantagem é que os e-books ainda não são favorecidos face às cópias físicas e portanto em Portugal ainda não são uma opção viável.
Isso significa que andaremos todos de olho aberto à procura de caixas para encaixotar os nossos livros para os levar connosco que nem caracóis de casa às costas. Mas se tivéssemos a possibilidade de ter alguns dos nossos livros em formato e-book e apenas e-book teríamos? 
Se pensarmos que isto facilitaria as mudanças de casa parece ser uma boa ideia mas quantos de nós estão efectivamente prontos para deixar as cópias físicas? Digam-me leitores, se pudessem escolher, o que escolheriam? Ter alguns clássicos em formato e-book e outros livros em formato físico ou tudo em formato físico?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A Arte de Bem Ler II

Já repararam que há livros que parece que apenas mudam o local e o nome dos personagens envolvidos? Há autores que parecem estar dentro de um molde e não saem dos mesmos por nada. Chega a uma altura em que podemos ler o primeiro capítulo de um livro deles e o último e sabemos tudo o que se passou pelo meio, talvez não com detalhes mas temos uma ideia. Claro que todos podemos dizer que enredos repetidos e personagens planos não são os únicos elementos de uma história assim, aliás, poderão existir vários livros com as mesmas características e com os quais podemos, independentemente disso, passar um bom bocado.
É aqui que entra o génio do escritor e a maneira como ele nos conta a história. Esta é um pouco a minha área porque se há coisa que gosto é re-contares de contos de fadas. A minha mãe costumava, e costuma, dar em louca quando fico animada com um livro novo de Gail Carl Levine, autora de Ella Encantada, ou de Shannon Hale, autora de O Livro dos Mil Dias.
A maneira como estas duas autoras pegam em histórias conhecidas e as recontam é maravilhosa, além de que ambas as autoras também gostam de cruzar personagens, fazendo com que as personagens principais de determinado livro apareçam como secundárias noutro.
Assim sendo dou bastante valor à maneira como um escritor conta uma história. Na realidade nem me importo se a conheço, às vezes a piada é mesmo essa! Descobrir como tudo foi alterado e recontado.
Os bons livros são aqueles que conseguem pegar em algo que pensamos conhecer e nos mostrar algo completamente diferente. Um dos primeiros livros assim que apanhei foi o Presságio de Fogo pela Marion Zimmer Bradley, no qual ela conta a batalha de Tróia do ponto de vista dos troianos em vez de ser dos gregos, que normalmente estudamos na escola. O recontar desta batalha que eu já conhecia de um outro ponto de vista revelou-se fascinante e partir daí sempre que o posso faço-o.
Um bom exemplo para quem estiver interessado em experimentar fazer isto é ler os dois primeiros livros da saga dos Primos em Guerra de Phillippa Gregory. Os livros Rainha Branca e Rainha Vermelha contam a mesma história de pontos de vista da guerra diferentes. Algo que sem dúvida vale a pena ler.
Caros leitores já alguma vez leram algo assim? De um ponto de vista completamente inesperado?



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sábado, 11 de agosto de 2012

A Arte de Bem Ler I

Desde pequena que a minha mãe sempre me avisou que havia livros que não valiam o meu tempo. Obviamente que quando eu era pequena e só lia os livros da Anita e do Bolinha isso me parecia demasiado rebuscado. O que seria isso, "livros que não valiam o meu tempo"?
A resposta chegou-me a primeira vez andava eu no secundária e, na compra de uma qualquer revista de novelas, a minha colega trouxe de oferta um pequeno livro de bolso cor de rosa com um casal que se olhava apaixonadamente e que tinham como pano de fundo a Torre Eiffel.
O livro correu quase toda a turma e finalmente chegou a minha vez. Curiosa levei aquilo para casa e dei por mim com um livro de nem 100 páginas onde aconteciam coisas nunca antes vistas (cenas menos próprias incluídas) e tudo se resolvia e tudo ficava bem.
Mas, quando finalmente fechei o livro e o devolvi apercebi-me de algo, a história não me preenchera. Fora muito rápida e muito simples. As acções pareciam completamente injustificadas e a "heroína" facilmente arrebatar. Quando me apercebi disso, apercebi-me de que o livro efectivamente "não valera o meu tempo", fora meia hora completamente desperdiçada e que podia perfeitamente ter passado a ler outra coisa qualquer.
Com os meus olhos abertos para este novo mundo, onde havia livros que pretendiam apenas me encurralar para os ler sem me darem algo de novo, apercebi-me que começava a fazer escolhas mais cuidadas com o que lia.
Os resumos na parte de trás dos livros, e que sempre me fascinaram, começaram a ser bem ponderados. Autores cujos resumos prometiam mundos e fundos e que eu já conhecia e sabia não gostar desapareceram do meu mapa de interesses.
O mundo dos livros que eu conhecia repleto de Enid Blyton, os livros de Uma Aventura, Triângulo Jota e dos Super 4 começou a expandir-se.
Novos autores e novas maneiras de escrever chegaram às minhas mãos. Livros sobre drogas, adolescência e magia muito mais vil do que a dos livros a que estava habituada. E o amor? AH! O amor, subitamente esperar por aquele beijo final era tudo, esperar que os meus heróis caíssem nos braços um do outro era fascinante.
E há medida que este novo mundo se abriu à minha frente eu não podia deixar de me questionar se o livro cor de rosa efectivamente "não valera o meu tempo" ou valera e muito apenas por tudo aquilo que eu agora via e que não estava habituada a ver...


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

domingo, 5 de agosto de 2012

Encruzilhadas em férias!

O artigo anterior acabou em suspense! O que será que as férias reservam para nós aqui no Encruzilhadas Literárias?
Ficam os nossos caros leitores informados que aqui no Encruzilhadas seguimos um mote de vida bastante peculiar, e que é originário da minha cara amiga Cláudia, o nosso mote é "parar é morrer" e isto é como quem diz que nós por cá não vamos ter férias.
Ainda hoje o meu pai me dizia "quem corre por gosto não cansa" e nós corremos por gosto, lemos na realidade. Logo quer seja em casa, na rua, na praia, no campo ou na esplanada a beber uma laranjada vamos ter sempre um livro na mão e um comentário prestes a sair!
Sendo que a mente também viaja e descansa sem sair sair do lugar, veja-se o livro "Viagens na minha Terra", nós por aqui iremos fazer o mesmo. De momento a Cláudia anda algures pelo Douro de 1914 e eu estou prestes a viajar para a Inglaterra, ano de 1430.
São lugares mágicos e não há companhias aéreas, comboios ou autocarros que nos levem para lá mas eu e a Cláudia temos uns cartões mágicos de biblioteca que nos dão acesso a destinos normalmente inacessíveis. As nossas férias vão ser portanto passadas em lugares únicos e mágicos e, como somos umas queridas, vamos relatar-vos a nossa opinião sobre todos os lugares que visitarmos!
Assim sendo, não se afastem que vamos andar por cá! E, se nos permitem a pergunta, que pensam fazer estas férias?



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.